Título: Meu Comandante...Meu Cavaleiro
Autoras: Arsínoe do Egito e Celly M.
Classificação: M
Pares: Heero Yuy x Duo Maxwell (1x2); Trowa Barton x Quatre Winner (3x4)
Disclaimer: Gundam Wing não nos pertence, infelizmente. Se os meninos da série fossem nossos, com certeza eles brincariam de strip poker ou algo que pedisse menos roupas e defintivamente que os mantivesse com os pés no chão. Make love, not war, babies!
Avisos: sim! Essa fic contém yaoi! Se chegou aqui por engano, dê meia volta, senão o bichinho do yaoi pode te pegar e você pode gostar!
Agradecimentos: aos comentários e incentivos, claro! E à nós mesmas, por não termos pulado uma na jugular da outra na hora de escrever! Gente, comentem aí!
Sumário: Na busca infinita pela liberdade, até onde o amor pode mudar os rumos da História? Uma decisão pode determinar o destino de duas vidas... de uma lenda. Yaoi – 1x2x1; 3x4
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Meu Comandante... Meu Cavaleiro
Parte III
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Duo Maxwell POV
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— Maldição, Heero!
Meu grito assustou até mesmo os cavalos do estábulo, podia perceber pelo olhar deles. Mas pouco me importava.
Quem Heero pensava que era para nos dar aquela ordem? "Um romano", ouvi minha mente dizer, pesarosa.
Era a verdade, infelizmente, o sangue dos romanos que ele mal conhece é mais forte que o nosso, do que o meu. Nós, que nunca questionamos as ordens dele, por mais estapafúrdias que fossem, éramos agraciados com aquele presente no dia de nossa liberdade.
Zechs tinha razão. Eles não cumpriram com a palavra deles, por quê iriam fazer isso depois que cumpríssemos aquela missão? Aquilo não era justo!
Descontei minha raiva, raiva de Roma, de Heero, de toda aquela situação, nas celas dos cavalos, penduradas depois de nossa chegada. Foram todas jogadas ao chão, pisadas por mim. Não podia acreditar, não queria. Heero não podia ter feito aquilo...
Sentei no chão, sabendo que meus olhos estavam perdidos em qualquer outro lugar, menos no que importava.
Heero estava parado na entrada do estábulo.
Levantei-me, não querendo ser pego desprevenido, parecendo fraco. Olhei-o, enraivecido, querendo que ele visse e identificasse aquele sentimento em mim, algo que nunca pensei que pudesse adquirir por ele.
Mas estava errado. Sempre que Heero colocava Roma acima de nós, de seus amigos, e de mim, eu o odiava. Assim como odiava meus próprios sentimentos.
Nos olhamos por alguns segundos e eu percebi que ele estava arrependido, penalizado. E, mesmo sentindo remorso pelo que via naqueles olhos azuis, não podia, não conseguia perdoá-lo. Não era um bonequinho, um soldadinho de chumbo, que simplesmente aceitava tudo.
Pra ele, você é, era aquela voz novamente e eu tive vontade de arrancar meus cabelos.
Ele desviou do meu olhar primeiro e eu me senti vitorioso. Ele se aproximou, sem me olhar, ainda, pegando as celas que estavam no chão. Não trocamos palavras e aquilo me enervava, queria que ele gritasse comigo, queria que ele falasse qualquer coisa. Qualquer coisa que me deixasse reagir propriamente àquela notícia.
— Duo, eu...
— Eu não quero ouvir. Não quero. –disse, firme, sabendo que queria sim ouvir os pedidos de desculpas dele.
Ele calou-se, baixando a cabeça. Heero parecia tão mortalmente atacado e ferido que tive vontade de me aproximar e segurá-lo, dar apoio. Mas simplesmente não conseguia. Minha raiva naquele momento superava tudo aquilo.
Ele ajoelhou-se em um dos cantos do estábulo, começando com aquela reza estúpida, pedindo proteção para seus homens e nenhuma para ele.
Oh, ele não sabia com quem estava lidando.
Aproximei-me, segurando-o pelo braço, levantando-o. Os olhos dele estavam tristes, mas também inflamados de alguma maneira, por algum motivo.
— Por quê fala com Deus e não comigo? Será que eu sou invisível?
— Ele vai nos proteger. –me respondeu, contido. Aquele não era Heero. Vamos, Yuy, rebata o que eu estou dizendo.
— Seu Deus não vai te proteger, nós vamos. Nós, os seus amigos, aqueles que você manda em uma missão suicida, aqueles que queriam liberdade e que vão voltar mortos. Como você vai reagir a isso? -meus pensamentos são minhas palavras e só parei de falar quando as mãos dele subiram para minha garganta, querendo me enforcar.
Deveria temer, eu sei que deveria, mas os dedos dele, fortes, me apertando, e a falta de ar, me causaram algo diferente. Estava, definitivamente, excitado com aquele homem tão próximo de mim. E achei que ele havia percebido, porque assim que seus olhos azuis frios refletiram nos meus violetas, cheios de desejo, ele me soltou, como se minha pele o queimasse.
Nos olhamos por alguns segundos e eu não consegui evitar passar a língua por meus lábios ao saber que ele esteve tão próximo, tão próximo que os dedos dele deixaram seu cheiro no meu pescoço e agora eu pensava em não mais me banhar.
Heero me olhava sério, mas ele estava diferente. Será que havia sentido o mesmo desejo que eu? Eu bem que gostaria de perguntar o motivo de toda aquela ambigüidade, mas ele logo começou a falar.
— Não sei porquê zomba do meu Deus, Duo. Mas ele nunca me faltou. E não vai ser dessa vez. Ele vai nos proteger. –disse, um pouco mais calmo, forçando o 'nos', fazendo com que me enfurecesse ainda mais. Ele pode te proteger, Heero, mas eu não preciso dele.
Pensei em falar mais coisas, mas ele virou as costas para mim, caminhando para a saída do estábulo. Oh, grande erro, Heero Yuy. Você mais do que ninguém deveria saber que não se deve deixar Duo Maxwell falando sozinho.
— Você quer saber porquê ele não significa nada pra mim, comandante? –perguntei, desafiando-o. Sabia que ele não iria recusar aquele convite disfarçado de pergunta. Ele iria perguntar. Ele tinha que perguntar.
Heero parou na porta, iluminado pela luz da lua ele parecia um ser supremo e aquilo me deu idéias insanas. Ele virou-se, lentamente, me fitando com uma expressão magoada, algo que eu raramente via nele. Claro, eu nunca magoaria Heero, nunca faria nada como aquilo.
— Porque você é um pagão? –ele me perguntou, desdenhando do que eu era e tive vontade de cortá-lo com minha espada. Eu não podia zombar do que Roma significava para ele, mas ele podia fazer o contrário com o que eu era? Se pensasse bem, eu sempre zombei de Roma, com a permissão dele ou não.
Sorri, desafiando-o. E acho que aquele foi meu maior erro.
— Não. –pausei, esperando ele lançar outra pergunta. Quando ele não fez, mantive o sorriso. — Porque não acredito em nada que coloque um homem de joelhos, Heero. –seus olhos brilharam de forma diferente. – Mas ficaria de joelhos por você quando você bem quisesse. –sussurrei, para mim mesmo.
Aquilo pareceu incitar algo nele porque, no instante seguinte ao que aquelas palavras saíram, sérias, da minha boca, ele se projetou na minha direção. Por um segundo achei que ele iria me enforcar como antes, mas as mãos firmes dele tinham outro endereço.
Minha cintura.
Fui imprensado deliciosamente contra uma das pilastras de madeira, o corpo de Heero pesando sobre mim, os dedos dele subindo perigosamente para meu pescoço. Mas ele não me enforcou. Ele apenas levantou meu rosto, fitando meus olhos cheios de desejo e eu pude ver o mesmo sentimento ali dentro. No instante seguinte, ele fez algo que ansiava por muito tempo.
Me beijou.
O sabor de Heero nunca seria comparado a nada que já havia provado, nem mesmo os beijos que trocávamos nos meus sonhos. Os lábios dele eram fortes, firmes, impetuosos e sua língua estava me excitando, me provocando. Queria me perder por horas ali, ignorar o que tínhamos que fazer amanhã, mas quando o abracei, querendo puxá-lo para mais perto de mim, tocar seu pescoço, arranhá-lo, ele se separou.
Sem olhar para trás ou dizer mais nada, Heero foi embora, me deixando com muitas dúvidas e uma única certeza.
Ele me amava.
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Heero Yuy POV
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No instante que me vi sozinho em meus aposentos, só o que pude fazer foi levar minhas mãos aos lábios, contendo o grito angustiado que ameaçou romper.
Eu... havia beijado-o.
Cristo! Eu havia beijado um homem! Sentido seus contornos, a textura de seus lábios, o calor molhado de sua boca.
Eu... deveria ser punido por não saber me conter às vésperas da batalha mais importante que já havia enfrentado. Mas quando o ouvi daquela forma, com aquele brilho selvagem nos olhos... foi lindo vê-lo irradiando toda aquela frustração, ele ficava esplêndido daquela forma.
Passei a língua pelos lábios, sentindo o gosto tão único dele. Só Duo poderia ter aquele sabor, aquele cheiro... aquele olhar que me implorava por tantas coisas.
"Mas ficaria de joelhos por você quando você bem quisesse".
Deus, não! O Senhor não deveria me deixar ouvir aquelas palavras... não naquele dia, não naquele lugar.
Meu peito pareceu se inflar com uma mescla de sentimentos tão contraditórios que tive que me sentar, arfando, consumido pela dor que ardia em mim. Eu não queria desejá-lo daquela forma, mas não pude me controlar, não podia controlar o impulso que me movia a beija-lo, a tocar seu corpo, sentir sua pele.
Eu o desejava tanto que meu corpo ardia.
Mas não era só desejo e ele havia percebido, meus olhos lhe disseram o que queria saber. Eu o amava. O amava desde sempre.
Só queria... por uma vez... uma única vez poder tê-lo para mim, sem que isso fosse contra as leis, contra minha fé.
Lembrei-me de seu corpo tão perfeito, moldando-se no meu, seus lábios sedentos... tudo nele parecia contribuir para que eu desistisse de resistir.
— Maldição! –não contive a fúria ao saber que não conseguia me controlar.
Minha ereção pulsava entre minhas pernas, ansiando pelo corpo de Duo, por seus toques.
Mas isso seria tão errado... quantos pecados estaríamos cometendo?
Alcancei a jarra d'água que sempre ficava ao lado da cama e a arremessei contra a parede, vendo-a se espatifar e o líquido respingar por todo o canto.
Eu estava furioso. Com Duo, comigo, com Roma e com tudo mais, só o que queria era esquecer que era um maldito romano, que enfrentaria uma maldita batalha e que era um maldito tolo que não conseguia sequer amar livremente.
A angústia parecia me consumir de dentro pra fora, meu amor e minha vontade confrontavam-se com minha fé e com minhas obrigações.
O que fazer quando tudo que conseguia pensar eram nos olhos violetas que brilhavam quando me viam?
— Heero, o que houve? –a porta foi aberta e Trowa me encarava, parecendo preocupado. – Ouvi o barulho, você está bem?
— Estou farto. –disse sem pensar. – Farto de tudo isso, das mentiras, das leis, das minhas vontades... meus desejos.
— Realize seus desejos, faça o que sentir vontade... essa noite pode ser nossa última. –desviei o olhar, sentindo minha fúria se esvair aos poucos. – Você sabe onde tem que ir.
— Trowa... –ele sorriu e fez um gesto para que eu o acompanhasse.
— Vou fazer algo que deveria ter feito há tempo, mas não tive coragem e hoje... hoje eu não posso ser covarde. –parei na porta do quarto, confuso.
Trowa apenas me lançou um olhar encorajador e entrou no quarto de Quatre.
Suspirei, repentinamente, cansado.
Trowa e Quatre... Duo já havia comentado algo comigo, mas eu jamais acreditei que meu cavaleiro mais fechado pudesse se envolver seriamente com alguém, principalmente com um homem. Mas estava bem na minha frente. Os olhos dele brilharam antes de entrar no quarto. Trowa o amava.
E era corajoso o suficiente para assumir isso.
Eu... eu tinha medo das punições, de ir contra minha fé, meus ideais, contra Roma... tinha medo de ir contra tudo, mas jamais pensei em ter coragem.
Em ter coragem para bater na porta de Duo e oferecer o pouco que tinha para lhe dar.
Cautelosamente, caminhei até a frente do quarto de Duo, notando que a porta estava entreaberta.
Da onde estava pude vê-lo erguer-se da tina onde se banhava, ficando maravilhosamente nu diante de meus olhos. Seus cabelos estavam soltos e pareciam mais bonitos assim.
Meu corpo gritou, exigindo a proximidade, o toque, os carinhos, mas eu continuei parado, petrificado com a visão perfeito das curvas de Duo.
Ele não vira, disso eu tinha certeza. Estava meio de lado e só me veria caso a porta se abrisse. E isso era um alivio, não seria bonito ele ver seu comandante o espiando.
Seu corpo saiu de meu campo de visão, mas logo apareceu de novo.
O vi vestir um robe de seda azul, que havia sido um presente meu e, por Deus, invejei aquele tecido que roçava em sua pele, que parecia ser tão macia.
Empurrou a tina para o canto do quarto e sumiu novamente.
Eu fiquei parado por vários e vários minutos, tentando encontrar minha coragem para entrar e simplesmente tomá-lo os braços. Mas sentia que não iria conseguir, que iria voltar para a solidão de meus aposentos e amargar minha angústia e minha vergonha por ser tão covarde.
Quando já me virava, ouvi sons vindos do quarto em frente.
O quarto de Quatre.
A voz de Trowa elevou-se, em um gemido profundo, seguida pela de Quatre, que arfava e repetia o nome do cavaleiro de olhos verdes.
Um fogo pareceu consumir meu corpo, a sensação indo direto para minha ereção. Mordi meus lábios para não gemer, achando, finalmente, a coragem que procurava.
A porta não rangeu quando a fechei atrás de mim, vendo Duo adormecido na cama.
Seu corpo estava virado de costas para a porta, coberto com um grosso cobertor. Os cabelos espalhavam-se pela cama, deixando a cena encantadora.
Me aproximei, cautelosamente, ansioso por tocar os fios castanhos, mas sem querer acordá-lo.
Deus! Só olhá-lo... só precisava olhá-lo.
Me curvei, tocando seu ombro coberto, deslizando meus dedos pelo pescoço que o cobertor não escondia.
Nesse momento os olhos violetas viraram em minha direção e uma faca foi posta em minha garganta. Dei alguns passos para trás, vendo Duo se erguer e fazer o mesmo, não tirando a lâmina de minha pele.
Vi seus olhos brilharem numa mistura de felicidade e excitação.
Só pude tentar regularizar minha respiração, esperando o momento que Duo dissesse algo. Ou me expulsasse, ou me abraçasse ou... me deixasse ficar.
— Nunca se deve tocar em um soldado adormecido, meu comandante.
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Duo Maxwell POV
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Por tudo o que acreditava... ele me amava! E era uma sensação perturbadora e infinitamente gostosa. Os lábios dele ainda estavam pesados sobre os meus quando entrei no quarto, depois de correr por todos os cantos daquele maldito estábulo.
Precisava de um banho, se não para limpar-me, ao menos para aquietar minha ereção, que parecia querer saltar de minhas vestes. Heero sempre causou aquilo em mim, mas naquela noite, com aquele beijo, tudo ganhava uma nova perspectiva.
A água morna, trazida por uma das mulheres, ajudara a me relaxar, mas ainda pensava intensamente em Heero, em cada pequeno gesto dele, em cada coisa que ele me falava, cada olhar que direcionava a mim. Como pude ser tão tolo em nunca reparar que ele gostava de mim? Será que ele havia conseguido disfarçar tão bem durante todo aquele tempo que eu não notara?
A porta do quarto estava entreaberta e conseguia ouvir vozes vindas do corredor. Uma consegui identificar, imediatamente, como sendo de Trowa. Esperava sinceramente que ele fosse ao quarto de Quatre, pelo menos alguns de nós deveriam ter algum tipo de sorte naquele campo. A outra era mais calma, controlada e parecia ser de Heero. Mas não tinha mais certeza de mente me pregava muitas peças quando se tratava do nosso comandante.
Suspirei, levantando-me da tina de madeira. A água já estava fria e me deixava arrepiado. Subitamente, aqueles pensamentos estavam me deixando novamente angustiado. Não era justo e eu não cansava de me repetir, provavelmente até minha mente já estava cansada dos meus lamentos.
Vesti o robe azul que Heero me dera de presente. Não havia sido nada demais, ele presenteara todos com alguma coisa, trazida de uma das missões dele, sempre para se aperfeiçoar. O meu presente havia sido um robe, um tanto feminino e delicado, mas eu não me importava.
Ajeitei meus cabelos, já desembaraçados e senti um calor emanando da porta. Não queria acreditar que podia ser quem eu pensava. Seria pedir demais, por isso nem olhei para trás. Não queria ser enganado mais uma vez pela minha mente cheia de devaneios e sonhos profanos com Heero.
A seda gelada aquietou meu calor temporário e de uma maneira insana me deixou mais próxima de Heero.
Deitei-me, fechando os olhos, mas minha mente não descansava. Os acontecimentos do dia passavam pela minha cabeça, ora rápidos, ora lentos. A liberdade desejada, a notícia da nova batalha, a discussão com Heero, o beijo.
O beijo... aquilo eu fazia questão de lembrar lentamente. Cada passo que ele deu em minha direção, cada pequeno toque. Coincidentemente, aquela memória me ajudava a dormir, a descansar.
E a não pensar no que iríamos enfrentar.
Poderia ser nossa última noite vivos e Heero havia me deixado uma única lembrança.
Um beijo.
Adormeci, mas não totalmente. Um soldado deve sempre estar em alerta. Então não foi surpresa nenhuma notei quando, mesmo cuidadosamente, alguém se aproximou de mim. Senti o cheiro característico de sabão e limpeza, mas também algo conhecido, algo que sempre me entorpecera.
O cheiro dele.
Não provoque um soldado. Não me toque. Não provoque Duo Maxwell. Não provoque um Duo Maxwell excitado, comandante.
Quando dei por mim, todo aquele ambiente já me inebriava e só tive uma única reação. Pelo menos a inicial.
— Nunca se deve tocar um soldado adormecido, meu comandante. –disse, com a faca que ficava embaixo do travesseiro, ameaçando perigosamente cortar sua garganta.
Ele ficou surpreso por um segundo, mas logo acalmou-se. Heero me conhecia bem, sabia que eu não faria nada para machucá-lo. Dei mais alguns passos com a faca ainda em seu pescoço. Rodeei-o por alguns segundos, sem tirar meus olhos dos seus, vendo-os tomar uma coloração mais escura, mais intensa. Gostava daquilo.
Quando ele sentou na cama, finalmente joguei a faca no chão. Nos olhamos intensamente, parecia que nossa guerra só teria fim se um de nós tomássemos a iniciativa.
Ele começou com um beijo.
Eu terminaria de outra forma.
Sorri, esperando que ele fizesse o mesmo. Ele engoliu em seco e eu sabia que ele estava conflitando com seus demônios internos. Não me importava. Naquela noite, nada mais importava.
Abri meu robe lentamente, despindo-me na frente do único homem que queria.
O olhar dele me disse tudo.
Pertencíamos um ao outro.
Continua...
Nota: Pessoal que está lendo, desculpe pela demora em postar essa parte! Tive um problema essa semana, mas finalmente o capítulo está online! E agora promete esquentar mesmo, não é? Alguém duvidava que o Heero iria resistir por muito tempo ao Duo? É claro que não! Bem, na próxima atualização, veremos o que vai sair disso! Ah, Houki Acer, você me perguntou e sim, esse fic é totalmente inspirado no filme 'Rei Arthur'! Agora se teremos uma Guinevere, vai ter que ficar atenta às atualizações hahaha. Espero que gostem desse capítulo e comentem, pessoal! Até a próxima!
