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Canção Para Você
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Capítulo XII – Lágrimas de desespero
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Por mais que não quisesse admitir, Tomoyo sabia que Kanna a havia visto e que, por mais que a morena corresse, Kanna ainda a alcançaria.
Resolveu que ficaria por perto... olhando os dvds do corredor mais próximos, que eram justamente os de suspense.
– Ah, olá Tomoyo – ela cumprimentou, soando extremamente falsa.
Tomoyo apenas meneou a cabeça, sem nem olhar para Kanna.
– O que você está fazendo por aqui?
– Só pegando um filme – ela respondeu, ainda sem demonstrar emoção alguma.
O coração da morena estava pesado e ela estava usando todo o seu controle para impedir que lágrimas se formassem em seus olhos e que sua voz soasse embargada.
– Não, quero dizer nessa cidade. Achei que você estivesse em Londres.
"Como se ela não soubesse que eu morava aqui antes...", ela pensou com raiva, suas mãos apertando impiedosamente a caixa do dvd.
– Decidi voltar.
– As coisas não deram certo em Londres, não é mesmo? – Kanna fingia um tom compreensivo.
– Não precisa se fazer de desentendida. Você sabe que não.
– Bom, já que estamos sendo sinceras, então... – ela cortou a própria frase e olhou ao redor. Percebendo que ninguém estava nos arredores, ela continuou, porém com a voz mais baixa. – Acho melhor você ficar bem longe do Eriol...
Tomoyo foi pega de surpresa. Sequer imaginava que Kanna seria tão direta... tão curta e grossa.
A ex–amiga aproximou–se de seu ouvido e suas palavras eram apenas um sussurro, alto o suficiente para que só a morena escutasse.
– Ele já superou você e sua traição. Ele está feliz comigo. E se você realmente se importa, deixe que eu preencha o imenso buraco que você deixou nele.
Tomoyo não tinha voz, nem reação. Toda a raiva que ela estava sentindo desapareceu, como se nunca tivesse existido.
– Você o iludiu... e foi só por isso que ele terminou comigo. Ele me ama de verdade – as palavras eram ácidas, principalmente as duas últimas. – Você brincou com ele, com o que ele sentia. Nunca mais volte a procurá–lo, esqueça de sua existência. Ele já esqueceu da sua.
Kanna sorriu ao constatar que mexera com Tomoyo. Dessa vez, ela fora bem fundo.
Ela virou–se e saiu, andando casualmente em direção ao caixa e de lá para fora.
Tomoyo não se mexia. Os olhos estavam vidrados, mas desfocados. Ela estava parada, pálida. Parecia que suas pernas iriam ceder a qualquer instante. O dvd escorregou de sua mão e caiu sem fazer barulho no carpete. Lágrimas jorraram de seus lindos olhos violeta sem que ela tivesse tido tempo de contê–las.
Seu corpo começou a tremer e os soluços começaram a subir por sua garganta, quase a perfurando.
Ela deixou o dvd caído lá mesmo e correu em direção à saída, o mais rápido que pôde, sem nem olhar para os lados. Queria evitar que outros vissem sua crise.
Caía uma chuva torrencial do lado de fora, mas Tomoyo não se importava. Ela destravou o carro, abriu a porta do motorista e entrou, para fechá–la logo depois. E então deixou que todas as emoções viessem à tona, intensamente.
– Não é verdade... – ela sussurrou em meio ao turbilhão de emoções. – NÃO QUERIA VOLTAR!! NÃO ERA ASSIM QUE DEVIA SER!! – ela passou a gritar de repente ao mesmo tempo em que chorava. – POR FAVOR, DEUS, NÃO O TIRE DE MIM!! NUNCA QUIS ESQUECÊ–LO... EU O AMO!! E NÃO POSSO NEGAR, POR MAIS QUE EU TENTE!! – e voltou a chorar desesperadamente.
Ela perdeu o controle.
– EU NUNCA QUIS DEIXÁ–LO... NÃO FOI JUSTO!! EU IMPLORO, NÃO O TIRE DE MIM, POR FAVOR!! – ela não conseguia conter a torrente de emoções e lágrimas.
Tomoyo soluçava tanto que seu próprio corpo tremia. Seus olhos, vermelhos e inchados, ardiam e sua cabeça doía e girava.
Ela chorou por vários minutos. Tudo aquilo que ela guardou no peito, e enterrou fundo em seu coração, desde a sua volta súbita para Tomoeda, estava implícito naquele choro. Quando conseguiu retomar parte de seu autocontrole, ela saiu do carro e começou a andar na chuva, esperando que esta lavasse sua alma.
O carro estava em um lugar seguro, então ela foi andando até um parque que ela sabia que ficava por ali, e que há essa hora, ela tinha certeza de que estaria vazio.
A chuva não deu trégua e continuou castigando o corpo e as roupas da jovem.
Não havia ninguém nas ruas, estavam todos dentro de suas casas ou das lojas.
A rua por onde ela passou não tinha nenhum comércio e, conseqüentemente, nenhuma iluminação.
Melhor para ela, pois assim ninguém a veria.
Com as sandálias na mão e o olhar perdido, ela andou pelo parque, ainda chorando compulsivamente.
As gotas salgadas se misturavam às da chuva.
Encharcada do jeito que estava e com um vestido que tinha uma cor bem próxima a de sua própria pele, Tomoyo parecia um fantasma vagando pelo parque escuro e, como esperado, vazio.
Chegou a um ponto em que suas pernas cederam e ela caiu no chão, ajoelhada.
Estava desolada e sozinha.
Arrastou–se até uma árvore próxima e sentou–se debaixo dela, em meio à lama.
Ela já não sabia mais dizer se seu rosto estava molhado da chuva ou do choro, só que ela não fazia mais força para chorar.
Apenas ficou ali, sentada, incomodada com os olhos inchados e com a cabeça que doía muito.
Concluiu que não estava em condições de dirigir. Como voltaria para a casa? Lembrou–se de que Sonomi não voltaria tão cedo, então ainda lhe restava um tempo para se recompor e voltar.
A chuva continuava caindo, mas pelo menos seu rosto estava protegido dela.
Encostou a cabeça no tronco grosso da árvore e fechou os olhos, tentando raciocinar. Só que isso exigia muito esforço e a cabeça dela latejava mais a cada pensamento.
Acabou adormecendo ali, em meio à chuva barulhenta e fria.
– Tomoyo? – uma voz grave chamou seu nome.
Ela despertou, mas não abriu os olhos. Sua mente estava lhe pregando uma peça.
– Pode me ouvir? – a mesma voz perguntou.
Sabia que não estava sonhando, mas talvez se mantivesse os olhos fechados, pudesse dormir de novo, mais facilmente. De onde conhecia aquela voz, mesmo?
Estranhou quando mãos sacudiram seus ombros e a puxaram para longe do tronco.
Sendo obrigada a isso, contrariamente ela abriu os olhos e se deparou com Takuya. Ele estava sentado, de frente para ela.
Piscou duas vezes para certificar–se de que não era uma miragem e também para limpar a água da chuva que caía sobre seus olhos. O que ele estaria fazendo ali? Ela mal falava com ele, embora o considerasse um bom amigo. Nunca tinham sido próximos.
– Você está bem? – ele perguntou com o olhar um tanto preocupado.
A morena não respondeu. Estava tentando entender como e porque ele estava lá. E, ainda por cima, falando com ela.
Ela acenou positivamente depois de um tempo.
Takuya se levantou e colocou as mãos em volta da cintura dela para puxá–la consigo. O contato era meramente amistoso, nenhum sentido maior incluído implicitamente. Provavelmente era mais fácil puxá–la pela cintura do que pelos braços.
Tomoyo mal tinha forças para se manter em pé, que diria para filosofar sobre o aparecimento dele ali.
A morena estava pálida demais e sua cabeça doía vertiginosamente. Não acreditava que poderia fazer algum esforço maior do que simplesmente se manter de pé.
– Eu estava passando de carro com a Isuzu e vimos você entrando aqui... – ele a segurava com uma de suas mãos passada em torno da cintura dela, e a outra, estava apoiando seu ombro. – Achei estranho o modo como você estava... pensei que estivesse com problemas e vim te procurar.
Se ela não estivesse tão limitada, teria chorado de novo. E continuado assim por mais tempo.
A chuva estava mais fraca, mas continuava lá.
– Tomoyo, o que você está sentindo, exatamente? – ele perguntou, tirando–a de seus pensamentos.
– Não sei direito... – ela fez um esforço tremendo para falar. – A cabeça dói muito, ao mesmo tempo em que está leve... – a voz não passou de um sussurro.
– Você comeu alguma coisa antes de vir para cá?
– Só um pouco no café da manhã.
– A última vez que você comeu foi de manhã? – ele perguntou perplexo, a voz subindo algumas oitavas, como um pai censurando um filho.
– Sim...
– E ainda tomou toda essa chuva... – ele comentou consigo mesmo.
Eles pararam no meio do caminho. Takuya fez com que ela se sentasse no banco de pedra que havia ali.
Tomoyo sentia que ia desmaiar a qualquer momento e que não poderia fazer nada para mudar isso.
Ele sentou–se ao lado dela, pegou o celular e discou um número.
Tomoyo não prestou atenção à conversa dele, estava mais preocupada em manter a consciência.
Por mais que quisesse ficar sozinha, ou tentar dirigir para a casa, não se encontrava em condições para isso.
– Vamos. Já liguei para a Isuzu e ela estará na entrada do parque, esperando por nós.
Ele se levantou, mas a morena estava mole e não parecia que se levantaria tão cedo.
– Estamos quase lá, Tomoyo, não desista.
Ele a ajudou a se levantar mais uma vez.
Talvez se ela simplesmente se deixasse desmaiar fosse tudo mais fácil. E quem sabe quando ela acordasse, perceberia que tudo isso passara apenas de um pesadelo?
Acreditando nisso, ela parou de lutar para manter a consciência e deixou–se levar. Literalmente. Seria covarde, sim, a ponto de fugir de todos os problemas e apagar a mente por um tempo.
Takuya conseguiu segurá–la antes que seu corpo inerte tocasse o chão.
E, tomando–a nos braços, ele a levou para a entrada do parque.
Isuzu já esperava ali. Seus olhos se arregalaram quando ela viu Tomoyo pálida nos braços de Takuya. Olhando daquele ângulo, ela parecia sem vida.
Isuzu desceu do carro e abriu a porta traseira, logo em seguida dando espaço para o namorado colocar Tomoyo deitada no banco.
– Eu vou atrás com ela – Isuzu disse.
Entrou no carro e colocou a cabeça da amiga em seu colo, molhando sua própria calça com os cachos (quase lisos) encharcados de Tomoyo.
– Ela disse o que aconteceu? – Isuzu perguntou a Takuya quando este colocava o cinto de segurança e dava a partida no carro.
– Não – o tom dele era sério demais. – Mas ela não tinha forças nem mesmo para andar.
Isuzu lançou um olhar de pena à amiga inconsciente.
– Vamos levá–la para a nossa casa e cuidar dela. Acredito que a mãe dela não ficaria feliz em encontrá–la desse jeito – ele concluiu.
Isuzu concordou, meneando a cabeça.
– Vou dar um banho nela quando chegarmos. Ela está gelada demais – completou a amiga.
– Sim, faça isso. E teremos que dar algo para ela comer também... – ele fez uma pausa. – A última coisa que ela comeu foi no café da manhã.
Isuzu acariciou os cabelos molhados da amiga carinhosamente.
– Para ela estar nesse estado, alguma coisa muito ruim deve ter acontecido – ela disse por fim.
Os namorados continuaram em silêncio pelo resto do caminho.
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Tomoyo acordou ainda com uma dor de cabeça horrível. Remexeu–se, tentando achar uma posição diferente. Os raios de sol que passavam pela cortina fizeram com que ela despertasse, mas ela ainda não abrira os olhos. Percebeu que estava deitada numa cama confortável.
A partir daí, ela sentiu que as coisas estavam erradas.
Abrindo os olhos, ela focalizou o quarto. Mas não era o seu quarto. Nem nenhum que ela pudesse reconhecer.
Podia sentir os olhos ainda mais inchados do que antes e ficou lá deitada, tentando entender o que tinha acontecido.
Olhou para as roupas que estava vestindo: uma blusa de moletom marrom que fazia conjunto com uma calça da mesma cor. Seus cabelos estavam secos e, apesar de muito estranho, cheirosos.
Não estava mais molhada... estava seca e aquecida.
Uma batida na porta foi ouvida e esta foi aberta, revelando uma risonha Isuzu trazendo uma bandeja de comida na mão.
– Como se sente? – ela perguntou, sorrindo.
– Péssima – Tomoyo respondeu, um pouco rouca. Sua garganta doeu assim que as palavras saíram.
Tentou sentar, mas achou que ainda era algo impossível para se fazer.
– Não se esforce tanto – Isuzu apressou–se a dizer.
Ela sentou–se na cama, ao lado de Tomoyo.
– Você precisa comer – ela informou colocando a bandeja no colo da amiga.
– Eu não estou com fome – Tomoyo respondeu.
– Mesmo assim – Isuzu insistiu, séria.
Fazendo uma careta de desaprovação, Tomoyo pegou os hashis e começou a comer.
– Assim que eu gosto! – ela exclamou, feliz.
Depois que Tomoyo já tinha sido alimentada, Isuzu ficou séria novamente e resolveu colocar tudo em pratos limpos.
– O que aconteceu ontem, Tomoyo?
Ela não sabia se estava pronta para contar o que tinha acontecido. E Isuzu nem sabia da história inteira.
– É uma longa história – admitiu Tomoyo, pensativa.
– Estou sem pressa – respondeu Isuzu.
– Antes de eu contar, porém, posso ligar para minha mãe e avisar que estou aqui? Ela deve estar preocupada...
– Liguei para ela ontem à noite – informou Isuzu. Ao ver os olhos da amiga se arregalarem, ela completou rápido. – Disse que você ia dormir aqui e que te levaríamos de volta para a casa hoje, depois do trabalho.
Mas Tomoyo não desfez a expressão de preocupação.
– O trabalho! – ela exclamou, levantando–se rapidamente.
– Acalme–se! – Isuzu a empurrou de volta para a cama. – Também já cuidei disso. Disse a eles que você não estava bem e que eu teria que viajar urgentemente e eles nos deram o dia de folga.
Tomoyo suspirou aliviada.
– E antes que você possa surtar com o carro também, já cuidamos disso. Takuya o levou de volta para a sua casa ontem, antes da sua mãe chegar.
A morena assentiu.
– Onde está o Takuya?
– Ele foi trabalhar – Isuzu reportou. – Mas eu não quero mais que você fuja do assunto! Me conta o que aconteceu ontem...
Tomoyo olhou para ela como se estivesse pesando os prós e contras de contar a história toda para ela.
– Está bem – ela resolveu ao perceber que os prós eram mais numerosos que os contras.
E ela contou tudo, desde como se sentia antes de ir para Londres até os últimos minutos da noite passada.
– Entendi – Isuzu disse por fim. – Mas acho que você não devia se importar com o que essa tal de Kanna te falou.
Tomoyo concordou, embora soubesse que isso seria impossível.
– Eu sei... mas é mais fácil falar do que fazer... – ela ficou pensativa, como se estivesse se lembrando da noite anterior. – O que a Kanna falou não deveria parecer assim tão ruim... mas o jeito como ela colocou tudo, as palavras que ela usou bateram fundo.
– Ah, Tomoyo... – a amiga tinha um tom gentil, quase como se estivesse consolando a morena. – Não pensa mais nisso, não... As coisas vão se acertar.
– Agora me conta você uma coisa – a morena pediu após uma pequena pausa.
– O quê?
– Como eu vim parar na sua casa e como estava toda seca quando acordei.
– Ah, isso. Bom, você se lembra de que o Takuya te encontrou no parque, não é? – ela esperou e continuou depois de Tomoyo ter confirmado. – Aí você desmaiou e ele te trouxe para o carro. Daí nós decidimos que seria melhor te trazer para a nossa casa do que aparecer com você na frente da sua mãe. Não podíamos arriscar... não com você naquele estado. Depois eu te dei um banho e te vesti com uma roupa seca. Aí esperamos você acordar.
– Sinto muito ter dado trabalho – Tomoyo estava envergonhada.
– Você não deu trabalho nenhum... Não quero nem pensar no que poderia ter acontecido se não estivéssemos passando por ali àquela hora – ela refletiu. – Me promete que não vai fazer isso de novo.
– Está prometido.
– E também quero que me prometa que não vai deixar de comer por tanto tempo.
– Também está prometido – a morena revirou os olhos.
– Agora seja boazinha e fique aí. Pode assistir tevê, se quiser. Vou preparar o almoço.
– Tá bem! – ela disse contra a vontade. – Mas preciso avisar que não posso ficar muito tempo... tenho que arrumar as coisas lá em casa... uma amiga vem me visitar amanhã.
– Tudo bem, e já que você deveria estar trabalhando a essa hora, não precisa voltar para casa agora... tenho certeza de que sua mãe não vai se preocupar – ela disse enquanto se levantava e ia para a porta.
– Ok... e, Isuzu?
– Sim? – ela virou–se do lado de fora do quarto, já pronta para fechar a porta.
– Não conte isso para ninguém, por favor...
– Você nem precisava ter pedido – ela deu uma piscadela para Tomoyo. – Pode ficar o tempo que quiser e qualquer coisa, é só chamar.
Ela fechou a porta atrás de si.
E Tomoyo estava mais uma vez sozinha. Ligou a tevê e ficou assistindo a um filme de comédia que estava passando.
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As horas tinham se passado e Isuzu fizera companhia para ela durante um pouco desse tempo.
Tomoyo aproveitou para relaxar, sem pensar no que teria que encarar mais tarde ou no dia seguinte. Não estava com a mínima vontade de rever aquela conversa.
As duas tinham concluído a terceira revista seguida de palavras cruzadas quando a morena deu uma olhada no relógio.
– Acho que o meu turno termina em dois minutos.
– É mesmo... – Isuzu concluiu depois de seguir o olhar da amiga. – Mas precisamos esperar o Takuya voltar, já que é ele quem está com o carro.
Tomoyo acenou positivamente.
– Eu adorei passar a tarde com você! – Isuzu mudou de assunto repentinamente. – Mesmo que em circunstâncias inusitadas – ela adicionou e começou a rir.
– Sabe que eu também? – Tomoyo acompanhou a amiga. – E apesar do que todos falam, adoro palavras cruzadas. Acho que um pouco de cultura é adicionada em nossas vidas cada vez que a gente faz uma.
– Concordo! – Isuzu riu ainda mais, quase perdendo o fôlego. – Agora, venha comigo para darmos uma arrumada no seu visual facial.
Claramente confusa, Tomoyo seguiu a amiga até o banheiro. Lá Isuzu maquiou–a para disfarçar os olhos inchados.
Duas bolsas de gelo, vários corretivos e muito blush depois, as duas olharam para a janela quando um par de faróis apontou na rua.
Isuzu logo correu para a porta da sala, ansiosa pelo namorado.
Tomoyo foi logo atrás, mais devagar, porém.
"Provavelmente o Senhor aí de cima ainda não está satisfeito! Na Inglaterra tenho um casal de amigos noivos que se dão muito bem; e no Japão minha outra amiga também tem um namorado perfeito. Qual é o problema comigo?!", ela resmungava mentalmente.
Ela alcançou o casal na porta da sala.
– Pronta para ir para a casa? – Isuzu perguntou alegre, virando–se para ela.
– Sim... mas acho que não posso sair com essa roupa – Tomoyo lembrou–a.
– É verdade! Quase me esqueci! – Isuzu logo correu para o quarto, puxando a amiga para ir com ela.
A morena colocou o vestido branco, agora limpo e seco, e calçou as sandálias.
Logo que acabou, ela foi novamente puxada por Isuzu até que elas, juntamente com Takuya, estivessem no carro.
Menos de quinze minutos depois Tomoyo estava de volta à sua casa.
As luzes estavam acesas.
– Tô em casa – ela disse assim que adentrou a sala.
– Tomoyo? Pode vir aqui um pouco, por favor? – a voz de sua mãe parecia um pouco cautelosa. O que será que havia de errado?
A última pergunta feita por sua mente obteve a resposta subitamente, quando a morena se deparou com Hiro sentado à mesa da cozinha.
CONTINUA...
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N/A: Hello!
Kanna: quem diria que ela é má?? Mas esse é só o começo da maldade dela, ainda há muito veneno a ser destilado! Hahaha! Bom, vocês devem ter notado que as palavras da Kanna na locadora nem foram assim tão ruins, mas pegaram fundo na Tomoyo porque ela já estava meio abalada... Coitada!
E o Hiro não dá sossego, hein! Ele parece aqueles paparazzi que ficam perseguindo os famosos por todos os lados! Qual será que é a dele?
Agora, nem tudo na vida da Tomoyo dá errado, já que ela tem a Isuzu de amiga. A Mizu se inspirou em uma grande amiga dela para fazer essa personagem... a Kimi! E o fato da Isuzu e a Tomoyo fazerem revistas e mais revistas de palavras cruzadas não é só mera coincidência! Hehe!
Bom, pessoal, esperamos que tenham gostado desse capítulo e que deixem reviews! Até semana que vem!
Kissus,
Mizu e Kimi
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Respostas às reviews
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Rocks: Oii! Hahaha, seremos pessoas muito más, pois não diremos quem é o namorado da Sonomi... ainda! Concordamos com o fato do Hiro precisar de um psicólogo... ou talvez um psiquiatra seja melhor. Bom, aqui está o capítulo, esperamos que goste! Kissus!
Bruna cm Yamashina: Olá! Hahaha, quanto à sua suposição, não diremos nada! Sim, seremos pessoas mortalmente odiadas, nós sabemos, mas daqui a pouco você descobrirá! Esperamos ter matado um pouco mais da sua curiosidade com esse capítulo! Kissus!
