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Canção Para Você
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Capítulo XIII – Apenas bons inimigos
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Ele, que parecia atormentado, ficou alegre e aliviado assim que viu a jovem Daidouji parada à sua frente.
– O que...? Como...? Eu... – Tomoyo, com os olhos arregalados, gesticulava enquanto tentava escolher por qual pergunta iria começar.
– Filha, eu não sabia que você tinha um namorado – o tom de Sonomi era um tanto repreensivo, com uma ponta de decepção.
– E nem eu! – ela defendeu–se rapidamente, ainda em choque. – O que você está fazendo aqui? – ela apontou um dedo para Hiro, a raiva crescendo a cada palavra.
– Estava preocupado! – ele levantou–se e abraçou Tomoyo de um jeito íntimo, mesmo contra os protestos dela. – Eu liguei para você de noite, mas ninguém atendeu. Tentei o seu celular, mas você também não o atendeu!
– Você tem o meu celular? – ela perguntou perplexa, conseguindo enfim sair do abraço.
– Quando vim aqui e encontrei a casa vazia, quase enlouqueci! – ele continuava com o drama, ignorando a pergunta dela.
Aparentemente, tudo o que ele estava dizendo era verdade, mas como ter certeza? A morena sabia que ele era um ótimo fingidor. Revirou os olhos. Estava de saco cheio disso.
– Ah, então é assim? Você simplesmente fica me vigiando o tempo todo? E quando eu desapareço das suas vistas, você surta? – seu olhar destilava veneno. – Não preciso de babá! Já tenho idade suficiente para me cuidar! E TAMBÉM PARA ESCOLHER OS MEUS NAMORADOS! – ela estava gritando na última frase.
– Agora que vi que está tudo bem, fico mais tranqüilo – ele amenizou a expressão. Seus negros olhos tinham um ar de divertimento.
Ela perdeu a pouca paciência que lhe restava quando ele mais uma vez a ignorou.
– POR QUE VOCÊ NÃO CUIDA DA SUA MALDITA VIDA E ME DEIXA EM PAZ? – Tomoyo voou para cima dele, as mãos à frente do corpo, em forma de garras. – NÃO AGÜENTO MAIS TODO MUNDO QUERENDO CONTROLAR A MINHA VIDA!
Hiro facilmente segurou os pulsos dela, mantendo–os longe de seu corpo. Não foi difícil, já que ele era consideravelmente mais forte do que ela.
Sonomi percebeu que era hora de interceder pela sanidade de sua filha.
– Já chega! – ela disse alto o suficiente, mas sem gritar.
Hiro soltou os pulsos de Tomoyo, mas empurrou–a gentilmente para trás. Apesar de nunca admitir, aquela fúria assassina nos olhos da jovem o assustava.
Sonomi se colocou entre eles, com medo do próximo movimento da morena.
– Você, rapaz, vá para a sua casa. Se querem discutir a relação, façam isso amanhã e fora da minha casa.
Tomoyo percebeu o que a mãe havia dito, mas deixou passar essa. Sua concentração era toda para não começar a atirar facas contra aquele idiota.
Hiro obedeceu à ordem de Sonomi.
– Sim, senhora. Sinto muito por ter incomodado – ele foi formal. Formal demais.
E Sonomi foi até a sala abrir a porta para ele. Tomoyo permaneceu na cozinha, com os olhos fechados, tentando controlar a respiração.
Apenas a simples presença daquele homem a tirava do sério.
– Agora, podemos conversar direito – Sonomi estava de volta. – Pode, por favor, me contar o que está havendo?
– Nada. Não está acontecendo nada – a filha resumiu simplesmente, abrindo os olhos em seguida. – Esse... – ela procurou pelo melhor termo. – infeliz fica me perseguindo e me azucrinando.
Sonomi estava surpresa com o vocabulário da filha. Arqueou uma sobrancelha.
– Quer dizer que ele não é seu namorado? – a mãe perguntou confusa.
– Deus me livre! – ela jogou as mãos para o alto. – E o pior de tudo é que eu não sei como ele me acha!
– Mas ele disse que era seu namorado... e pediu para entrar e esperar você chegar.
– E você deixou? – Tomoyo estava perplexa mais uma vez. – Mamãe, a senhora foi muito ingênua.
Mas Sonomi estava negando com a cabeça.
– Não. Ele realmente me convenceu de que vocês estavam juntos.
A jovem preferia nem saber o que ele tinha dito à mãe. O que quer que fosse a teria tirado do sério mais uma vez.
– Bom, não deixe que ele faça isso novamente, sim? – a morena massageou as têmporas.
– Pode deixar – Sonomi parecia confusa com o fato de os dois parecerem tão próximos. – Sabe, querida, eu provavelmente não deveria estar te contando isso, mas vocês dois me lembram de quando eu era mais jovem... – ela tinha um dedo no queixo e estava com o olhar perdido no tempo, relembrando.
– Lembrar de que, exatamente? – Tomoyo perguntou, já pressentindo o perigo.
– De quando seu pai e eu começamos a namorar... éramos como vocês dois, brigávamos o tempo todo. Mas tudo deu certo no final – ela terminou de falar e olhou para a filha.
Que a encarava de volta, de queixo caído. Era como se ela tivesse visto um fantasma.
– E se você desse uma chance a ele? Talvez fosse mais fácil para você esquecer aquele Eriol. E o Hiro parece ser uma pessoa tão... sensível. Ele parece amar você e querer te fazer feliz.
Se é que era possível, o queixo da morena caiu ainda mais. Não acreditava que estava ouvindo aquelas palavras de sua mãe.
– Sem chance. Nunca vai acontecer, mãe. Não enquanto eu estiver em minha plena sanidade mental.
– Bom, você é quem decide.
Tomoyo anuiu.
– Vou tomar banho e dormir – avisou.
– Certo... Durma bem, filha.
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Às 11h em ponto Tomoyo já estava pronta e com a lista de músicas em mãos, apenas esperando os clientes chegarem.
Hiro estava posicionado, assim como os outros três músicos, atrás dela, só que a morena sequer olhava para ele. Ela queria que a conversa do dia anterior fosse apagada, que nunca tivesse existido.
Ela e Hiro, namorados?
"Há! Como se isso tivesse alguma chance de acontecer...", ela pensava.
Ela começou a cantar e tirou aqueles pensamentos da cabeça, pois precisava se concentrar totalmente nas letras.
O restaurante foi enchendo a cada minuto, aquele era claramente o dia mais movimentado.
Como sempre, Eriol e Kanna haviam chegado cedo... Até demais na opinião da morena.
Aquela era a primeira vez que ela se veria cara a cara com Kanna depois daquela noite fatídica na locadora.
Mesmo depois de conversar sobre isso com Isuzu, Tomoyo ainda não tinha certeza de que estava pronta para aquele encontro.
Para piorar um pouco a situação, a música seguinte a ser cantada pela jovem era a mesma que ela gravara para uma peça enquanto trabalhava no teatro em Londres.
Assim que a melodia começou a soar, várias lembranças foram trazidas à mente da jovem, tanto felizes quanto tristes.
Mas a que ficou mais marcada fora a do beijo com Eriol.
Ela começou a cantar e, como que por reflexo, olhou para aquele que povoava seus pensamentos.
Tomoyo não soube dizer o motivo, mas Eriol a estava encarando de volta. Em seus escuros olhos azuis ela viu o mesmo sentimento que da primeira vez que ele aparecera no restaurante: mágoa.
Lembrando–se das duras palavras de Kanna, a jovem rapidamente desviou o olhar, porém não mudou o tom com que cantava.
A música servira para distraí–la por alguns momentos. Assim que ela acabou, a banda fez uma pausa de dois minutos, apenas para um gole d'água e para respirar um pouco.
A maioria dos clientes aplaudiu de pé.
– Obrigada – ela disse em nome da banda. Sua voz não estava tremida como ela achou que estaria, estava calma.
Aparentemente sua máscara estava de volta.
O resto do dia fora tranqüilo para a morena... exceto pelas tentativas (frustradas) de Hiro de se aproximar dela.
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Assim que o turno dela acabou, por volta da meia–noite, ela pegou carona com Takuya e Isuzu e foi para sua casa, extremamente ansiosa pela chegada de Sakura.
Sem vontade de jantar, Tomoyo entrou rapidamente e foi direto para o banheiro, tomar um bom banho.
Sonomi não dormiria em casa naquela noite. Ela tinha viajado com o namorado para visitar a família dele.
– Só vou fazer isso se você concordar – ela havia dito a Tomoyo.
– Pode ir, mãe... vou ficar bem.
– Sei que vai. Se precisar de alguma coisa, me liga! E eu volto correndo.
– Pode deixar. A Sakura e o Syaoran vão estar aqui, portanto não tem com o que se preocupar.
– E é só porque eles estão aqui que eu vou sair – ela piscou para a filha.
A jovem já estava trocada quando a campainha foi acionada.
Sem pensar duas vezes, ela correu para a porta e, assim que a abriu, abraçou Sakura tão forte que essa quase não respirava.
– Oi, Tomoyo – ela disse, retribuindo o abraço, só que não com tanta força.
– Senti saudades – a morena revelou num tom choroso assim que desmanchou o abraço. Os olhos dela estavam baixos.
Sakura ficou alarmada com esse tom de voz. Alguma coisa tinha acontecido.
– Syaoran? – Sakura chamou, virando–se para o carro.
– Sim? – a voz saiu abafada de dentro do porta–malas. Ele estava descarregando a bagagem.
– Acha que pode tirar as coisas daí sozinho? – ela tinha um pouco de urgência na voz.
– Sem problemas – ele pareceu entendeu o que ela quis dizer.
– Estaremos no quarto da Tomoyo – a namorada informou.
– Pode deixar tudo na sala – a morena disse, tentando parecer alegre pela visita deles.
– Ok! – ele respondeu.
– Vamos, Tomoyo – Sakura andou com a amiga até o quarto dela, no andar de cima. Virou–se para Tomoyo. – Eu conheço esse olhar. O que aconteceu?
E Tomoyo passou a contar tudo a amiga. Desde a ida à locadora até o que acontecera naquele dia inteiro, incluindo o olhar de Eriol e a conversa que Sonomi tivera com ela sobre Hiro.
Sakura deu conselhos, praticamente os mesmos que Isuzu, e consolou a amiga.
Tomoyo não fazia questão de que ela comentasse ou a aconselhasse, apenas que a escutasse.
As duas ficaram um bom tempo conversando. A Kinomoto havia tirado algumas conclusões que não compartilhara com a amiga, achava que aquele não era um bom momento.
Descendo as escadas, as duas viram um impaciente e entediado Syaoran sentado no sofá da sala, encarando a tevê desligada à sua frente.
– Ah, desculpe! Vocês devem estar com fome – Tomoyo disse, de repente lembrando–se do propósito inicial da visita. – Venham comigo. Vou pegar uns sushis e um pouco do yakissoba que sobrou do almoço.
A morena observou os dois comerem em silêncio, escondendo suas perguntas e tristezas e estampando um sorriso caloroso, porém não verdadeiro, na face.
Ficou decidido que Sakura dormiria num colchão no chão ao lado da cama de Tomoyo, no quarto dela; enquanto que Syaoran ficaria com a cama de casal de Sonomi.
Tomoyo se sentia mal de roubar Sakura por aquela noite, separando–a de seu companheiro, mas o medo da solidão falou mais alto.
Incrivelmente, Syaoran pareceu não ter problemas com isso, como se Sakura o tivesse avisado de que isso poderia acontecer.
Cansado da viagem, Li dormiu rápido, assim como sua noiva. Ambos com expressões relaxadas nos rostos.
Tomoyo, porém, ficou acordada por várias horas e, quando finalmente conseguiu dormir, teve um pesadelo.
Em seus sonhos ela estava no altar de uma igreja, toda decorada e com muitas pessoas sentadas nos bancos. Depois de dar uma olhada melhor, ela se viu vestida de branco.
Aquele era o seu casamento.
Eriol estava ali ao seu lado, segurando sua mão enquanto lhe lançava um sorriso doce e apaixonado.
– Aceito – ela o ouviu responder.
Depois, todos estavam olhando para ela, como se esperassem ansiosos por sua resposta.
– Sim – ela se ouviu dizer.
E então, todos os convidados ficaram felizes e aplaudiram, parecendo... aliviados?
Ela estranhou essa emoção nos olhos deles.
Quando voltou–se para o seu então marido, ela paralisou de choque.
Não era mais Eriol quem estava de mãos dadas com ela, mas Hiro.
E ele estava se aproximando, muito provavelmente em resposta ao que o padre já tinha dito.
– Pode beijar a noiva.
Entrando em pânico, ela quis lutar contra a aproximação dele, mas seu corpo não respondia. Pelo contrário, o corpo dela se movia em direção ao dele, recusando–se a obedecer ao que a própria mente gritava.
Depois, a visão mudou. Ela já não estava mais na igreja, mas em uma casa modesta, aparentemente longe de toda a sua família.
Depois, olhando à sua volta, ela viu duas crianças correndo. E aquelas crianças se pareciam muito com Hiro... embora tivessem os mesmos cachos que ela tinha.
Horrorizada mais uma vez, ela percebeu que aqueles eram seus filhos.
– Oi, amor – Hiro entrou pela porta e caminhou até ela para cumprimentá–la.
Ela não respondeu, mas seu corpo mais uma vez aproximou–se do dele e correspondeu ao beijo que ele lhe dava.
– E como vai o nosso sétimo pequenino? – ele perguntou acariciando o ventre de Tomoyo.
"Sétimo??", ela quase gritou mentalmente.
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Respirando com alguma dificuldade, Tomoyo acordou e sentou–se subitamente na cama. Estava suando horrores. Pelo menos não tinha acordado a amiga.
"Só um pesadelo...", ela acalmou–se, embora seu coração continuasse acelerado.
Depois de uma olhada no relógio, ela constatou serem 4h59. O dia ainda nem estava claro.
Respirou fundo até que o desespero passasse e, não conseguindo dormir novamente, levantou–se e lavou o rosto.
A imagem que a encarava de volta era pálida e triste e escuras olheiras podiam ser facilmente encontradas sob seus olhos.
Ia ligar o chuveiro, mas este fazia muito barulho, o que acordaria todos na casa. Resolveu então abrir as torneiras da banheira.
Enquanto esperava que esta enchesse, ela voltou para a cama e a arrumou. Depois, escolheu a roupa daquele dia e pegou um livro, rumando de volta para a banheira.
Ficou lendo o livro e, à medida que o dia ia clareando, ironicamente ela ia ficando com mais sono ainda.
Deixando o livro de lado, a morena adormeceu.
Seu sono só durou duas horas, pois como tinha um sono muito leve, ela acordou com o barulho da porta do banheiro sendo aberta por Sakura.
– Bom dia – ela estava alegre. – Achei que você estava aqui por tempo demais, então resolvi ver se está tudo bem.
– Sim – a Daidouji respondeu, tentando, em vão, fingir estar de bom humor. – Já vou sair.
– Tudo bem – ela ia fechando a porta, mas lembrou–se de alguma coisa. – Sua mãe vai demorar a voltar. Ela ligou e avisou que foi aceita no banco e que, assim que chegasse na cidade, iria para lá.
– Que bom – foi tudo o que ela conseguiu murmurar.
– Te esperamos lá embaixo para o café.
– Uhum – Tomoyo foi monossilábica mais uma vez.
Tinha ficado mais uns minutos na banheira. Depois, desceu para o café.
"Era melhor nem ter descido...", ela concluiu revirando os olhos assim que avistou Sakura e Syaoran na cozinha, aos beijos.
Só podia ser castigo divino, mesmo.
Como sempre, sua mãe já tinha deixado o café pronto na noite anterior, apenas para eles se servirem de manhã.
Tomoyo rapidamente fez o prato e sentou–se na mesa, em silêncio.
– Bom dia, Tomoyo – Syaoran cumprimentou feliz, fazendo o mesmo caminho que ela.
A morena apenas respondeu com um murmúrio.
– Credo, o que aconteceu pra você estar com esse péssimo humor? – ele perguntou divertido arqueando uma sobrancelha.
– Um pesadelo.
– Você não me contou dele. O que pode ter sido de tão ruim? – Sakura quis saber.
– Hiro e eu tínhamos casado e eu tive sete filhos com ele.
– Ah. Isso explica tudo – Syaoran disse, rindo.
A morena revirou os olhos mais uma vez.
Quando tinha acabado de comer, por volta das 8h, ela subiu para escovar os dentes e tentar dar uma melhorada no visual.
"Certo... sei que eu não devia estar mal humorada, mas aquele sonho me pegou totalmente desprevenida", ela refletiu. "Acho que terei que tirar esses pensamentos da cabeça e voltar totalmente bem humorada lá para baixo, afinal de contas, eles estão aqui apenas para me ver... e também alguns amigos nossos...".
E com esse pensamento, ela pôs a velha máscara no rosto, desceu as escadas convicta e foi para a cozinha, abrindo um enorme, muito embora falso, sorriso.
– Bom, prontos para dar uma volta por Tomoeda? – ela perguntou, animada.
– Nossa, ela troca de humor tão rápido quanto troca de roupa – Syaoran cochichou para a namorada, levando uma cotovelada como resposta.
– Claro! – Sakura acompanhou o novo humor da amiga. – Eu já até combinei os planos com a Rika e a Naoko.
– Você não perde uma! Sempre muito organizada – comentou Tomoyo.
– Pois é... elas vão nos encontrar para almoçar por volta das 13h, naquele restaurante... – ela ficou pensativa. – Como é mesmo o nome do restaurante, Syaoran?
– Hum... – ele assumiu a mesma expressão da namorada. – Restaurante Clow, não era?
A menção do nome fez com que um bipe soasse na cabeça de Tomoyo.
– Tem certeza de que esse era o nome do restaurante? – ela perguntou alarmada.
– Sim, é isso mesmo – confirmou Sakura, lembrando–se.
Tomoyo quase teve uma parada cardíaca.
– Mas esse é o restaurante onde eu trabalho... – ela disse com a voz fraca.
– Aham – Sakura concordou. – Eu sei. Por isso mesmo eu marquei lá... achei que seria uma idéia interessante – ela lançou um olhar confuso à amiga. – Mas se você não gosta da idéia, posso mudar.
– Não, não tem problema – a morena mentiu. – Se me dão licença, preciso fazer uma ligação rápida – ela encaminhou–se para a sala.
– Tomoyo, se importa se eu for tomar um banho? – Sakura perguntou.
– Não, fique à vontade! – ela gritou da sala. – É a torneira esquerda que você precisa abrir!
– Entendi.
Na sala, Tomoyo discou rapidamente o número do celular de Isuzu.
– Alô? – ela atendeu.
– Oi, Isuzu, é a Tomoyo.
– Oi, Tomoyo, como estão as coisas?
– Muito bem... Isuzu, você já tem a lista de reservas para hoje?
– Hum... – ela deu uma pausa. Uma gaveta abrindo e fechando foi ouvida ao fundo. – A do almoço já está completa, mas a do jantar ainda tem vaga. Por quê? – ela pareceu não entender. – Você quer fazer uma reserva?
– Não. Eu... – ela escolheu as palavras. – Será que você poderia ler para mim os nomes das pessoas que reservaram mesas para o almoço, por favor?
– Tudo bem... – Isuzu, ainda sem entender, começou a ler. – Riza Nakamuro... Eileen Stewart... Machi Matsumoto... Sakura Kinomoto... Eriol Hiiragizawa... – e ela continuou lendo.
Mas Tomoyo parou de prestar atenção depois de ouvir o nome de Eriol.
CONTINUA...
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N/A: E aí, pessoal?
Nesse capítulo dá uma raivinha do Hiro, né? Ainda assim, mesmo que bem pouco, vemos que ele também é sensível e preocupado!
Quanto à coitada da Tomoyo, qual é a solução para seu dilema? Enfrentar logo a visão que ela tanto quer evitar para fazer Sakura feliz, ou proteger–se e desapontar a amiga? Ai ai, mal ela resolve um pepino e já tem outro pela frente...
Mas é isso aí. Esperamos que gostem desse capítulo, e não se esqueçam das reviews!
Kissus,
Mizu e Kimi
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Respostas às reviews
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Bruna cm Yamashina: Oii! Antes de responder à sua review, queríamos agradecer por estar sempre comentando sobre a história. Adoramos isso, portanto, muito obrigada! Agora, realmente, uma sorte a Tomoyo ter encontrado pessoas como o Takuya e a Isuzu! Eles são muito legais, mesmo. Já o Hiro... nesse capítulo prova–se novamente que ele não desiste de encher um pouco o saco. Vamos ver no que isso vai dar, né? Esperamos que goste! Kissus!
