OoOoO

Canção Para Você

––x––

Capítulo XVI – Adeus inesperado

OoOoO

– Me matar não vai mudar os sentimentos de Eriol por mim. E fazendo isso, você só vai afastá–lo ainda mais de você mesma.

– Bela tentativa – ela sorriu e se aproximou alguns centímetros da morena. – Mas não vai se safar dessa.

– Eu só tenho uma pergunta: pra que tudo isso?

– Pelo visto você é mais burra do que parece – Kanna suspirou e fez uma pausa. – O que nós fizemos com todos aqueles participantes que não conseguiram o número de pontos suficiente para ir a Londres?

Tomoyo não entendeu onde Kanna queria chegar.

– Nós os eliminamos! – ela revirou os olhos. – É o que acontece com todos os concorrentes – a arma foi novamente apontada para Tomoyo. – E adivinha só! É o que vai acontecer com você!

– Não faça isso, não estrague sua vida assim, Kanna – Tomoyo começou a achar que não tinha escapatória.

– Ah, antes de você partir para o inferno, deixe–me dizer algumas verdades – Kanna pareceu se lembrar de algo importante.

Tomoyo apenas esperou. Quanto mais tempo ela demorasse a matá–la, mais chances de sobreviver Tomoyo teria, pois alguém tinha que dar por falta de uma delas.

– Sabe aquele seu seqüestro? Aquele em que você foi trazida de volta para o Japão? Pois é, fui eu. Eu me uni aos seus tios e os ajudei, dando o seu endereço e permitindo a entrada deles no alojamento – Kanna estava feliz em ver que Tomoyo estava desolada com tal informação. – Veja bem, eu era boazinha porque ainda não queria te matar, apenas dei um jeito de tirar você do caminho.

Tomoyo lembrou–se do acontecido.

"– Não! Eu não quero voltar! NÃO... – lágrimas caíam por sua face enquanto ela se debatia e tentava, em vão, levantar–se. – Por favor... – a voz foi sumindo.

– Cale–se! – o tio ordenou. – Nós já estamos voltando."

– E depois, eu fui até o Eriol e inventei uma besteira qualquer, disse alguma coisa como você ter achado melhor voltar porque não queria ficar com ele porque ele não era bom o bastante e você estava apenas tentando se divertir, só que as coisas ficaram sérias demais. Mas aí, eu descobri que tudo estava ficando realmente sério, pois vocês tinham se beijado naquela porcaria de baile.

A morena não acreditava no que estava ouvindo.

– Aí, sim, eu fiquei muito brava e pensei na possibilidade do Eriol ir atrás de você, e resolvi que precisava de um plano melhor. Descobri que ele não sabia onde você morava, mas eu sabia, então me fiz de boa amiga e o levei até lá, mais precisamente ao restaurante em que você trabalhava. Só que, obviamente, eu não podia apenas contar com a sorte, então contratei o Hiro.

Kanna se deliciou com a expressão de Tomoyo assim que mencionou o nome de Hiro.

"– Esqueci de me apresentar, sou Hiro Yamato – ele parou de andar abruptamente e, virando–se para ela, estendeu a mão."

– E o infeliz me saiu melhor que a encomenda! Eu fiz com que ele colasse em você, com que nunca a perdesse de vista, e foi o que ele fez. Naquela primeira noite em que você voltou do restaurante, Hiro foi até você e a beijou porque eu e Eriol estávamos num carro parados do outro lado da rua, observando. Ainda bem que ele não chegou a ver o tapa que você deu no Hiro.

"Hiro pegou Tomoyo no colo e com uma das mãos imobilizou as dela nas costas, enquanto segurava suas pernas com a outra mão.

Ainda surpresa com o movimento, ela não viu quando ele se aproximou e a beijou.

Ela resistiu, mas seus braços e pernas estavam presos. A opção, então, foi debater–se. Ela fez isso até conseguir soltar um dos braços e logo um estrondoso tapa foi ouvido."

– E na sua primeira folga, Hiro estava em sua casa de manhã porque eu o coloquei lá, pois sabia que Eriol queria conversar com você, então eu ordenei a Hiro que fizesse parecer com que você e ele tinham dormido juntos. E funcionou também! Quando Eriol tocou a campainha, um Hiro só de cueca abriu a porta.

"A campainha soou, e isso desviou os pensamentos assassinos da mente de Tomoyo.

Quando deu por si, Hiro já estava na sala, destrancando a porta.

Aquela era sua chance. Correu o mais rápido que pôde.

A porta não ficou aberta nem por um minuto. Hiro a fechou e a trancou novamente.

Antes, porém, de ele conseguir girar a chave no trinco, ela o empurrou, pegando–o de surpresa e conseguiu abrir a porta enquanto ele tentava manter o equilíbrio.

Abriu–a e só teve tempo de ver um carro preto arrancando. Os vidros eram da mesma cor, impedindo que a pessoa de dentro fosse vista."

– Aí teve aquele dia na locadora. Eu sabia que você estava indo para lá porque Hiro escutou você conversar com sua mãe e me avisou. Só que o inútil perdeu você de vista quando você deu aquele showzinho.

"– Filha, eu não sabia que você tinha um namorado – o tom de Sonomi era um tanto repreensivo, com uma ponta de decepção.

– E nem eu! – ela defendeu–se rapidamente, ainda em choque. – O que você está fazendo aqui? – ela apontou um dedo para Hiro, a raiva crescendo a cada palavra.

– Estava preocupado! – ele levantou–se e abraçou Tomoyo de um jeito íntimo, mesmo contra os protestos dela. – Eu liguei para você de noite, mas ninguém atendeu. Tentei o seu celular, mas você também não o atendeu!"

– Ah, você reparou que Eriol e eu sempre íamos jantar no Clow? – diante do aceno perturbado de Tomoyo ela continuou. – Era para confrontar vocês dois, para ele se lembrar sempre de que você não prestava e que o tinha abandonado sem nem explicar o porquê. A cada dia que passava ele nutria mais mágoa por você. Eu só precisava atingir o limite dele e fazê–lo esquecer de vez da sua existência. E eu finalmente consegui hoje no almoço. Eu o colocaria frente a frente com você mais uma vez, vendo você se divertir com a Sakura e suas outras amigas, mas ele mesmo me pediu que não o fizesse, queria que fôssemos comer em outro lugar – a essa altura, Kanna estava muito perto de Tomoyo.

A jovem morena deixou duas lágrimas escaparem. Ela nunca imaginou o quão longe Kanna iria.

– Eu controlei a situação o tempo todo – ela murmurou ao ouvido de Tomoyo. – E sabe o quê? – ela se afastou novamente e apontou a arma para a outra. – Gostei de brincar de Deus.

Kanna efetuou um disparo e Tomoyo, numa tentativa inútil de escapar, virou de costas, sendo atingida no ombro direito ao invés de no coração, onde Kanna havia mirado inicialmente. Ela se levantou, mas não tinha esperança de fugir.

– Melhor que eu tenha errado, mesmo. Ver você definhar aos poucos é mais interessante – o sorriso de Kanna era sádico. – Agora, seja uma boa menina e GRITE, IMPLORE PELA SUA VIDA MEDÍOCRE!

Outro tiro foi ouvido e Tomoyo apenas fechou os olhos.

– NÃÃO!!

Assim que os abriu, ela viu Hiro parado à sua frente, de costas para ela.

– Hiro? – a morena perguntou sem acreditar, com a voz fraca.

– Tomoyo... não podia deixar você morrer... – ele se virou para ela e tombou, mas a morena abriu os braços e o pegou, caindo sentada com ele.

A morena tinha colocado a cabeça dele em seu colo. Kanna preparava–se para dar outro tiro.

– O que você fez? – Tomoyo começou a chorar quando entendeu a situação. Hiro havia se jogado na frente e a bala o havia atingido.

Os convidados já tinham começado a subir as escadas e ver o que estava acontecendo. Eriol tinha sido o primeiro a chegar depois de Hiro.

Ele viu a situação em que Kanna, Tomoyo e Hiro se encontravam e sentiu seu coração apertado.

Syaoran correu até Kanna e tirou a arma das mãos dela, imobilizando–a em seguida. Outras três pessoas foram até Syaoran e o ajudaram a segurar Kanna.

– ME LARGA! EU PRECISO MATAR ESSA MALDITA! – Kanna gritou e se debateu, mas não conseguiu se soltar.

Sakura ligou para a ambulância e, logo depois, para a polícia.

– Eu te amo, Tomoyo... eu percebi quando você sumiu... na locadora... tive medo de perdê–la... – ele sorria fraco para ela e suas palavras eram verdadeiras. – Entrei nisso porque achei... que seria divertido... mas acabei me apaixonando de verdade...

– Ah, Hiro! – ela o abraçou desesperada. – Eu sinto muito!

Eriol e mais dois homens se aproximaram da morena no chão.

Ele ficou ao lado de Tomoyo, uma enorme expressão de dor no rosto. Os outros dois, que eram médicos, examinavam Hiro.

– Parece que a bala perfurou o pulmão – um deles disse.

– Não chore... apenas diga... que me perdoa... para que eu possa... morrer em paz... – Hiro pediu a Tomoyo.

– Não, você não vai morrer! – ela cochichou na tentativa de se convencer disso também.

– Por favor... diga!

– Não vai dar pra salvar – o outro médico revelou.

– Eu perdôo você... – ela viu Hiro sorrir para ela uma última vez.

– Estarei com você... sempre... te protegendo...

Hiro fechou os olhos e sua cabeça tombou para o lado.

Tomoyo o abraçou mais uma vez e chorou desesperadamente. Hiro havia se sacrificado por ela, havia morrido em seu lugar.

– Não!

– Vamos, Tomoyo – Eriol falou para ela. – Temos que cuidar de você agora.

Alguns outros convidados passaram a chorar também.

Os dois médicos tiraram a cabeça de Hiro do colo de Tomoyo e o deitaram no chão.

– Não! – ela repetiu tentando alcançá–lo.

Eriol segurou os braços de Tomoyo e a levantou do chão. Ela ainda estendia os braços para Hiro, mas Eriol era mais forte que ela e a arrastou pela escada abaixo.

– Tomoyo... – ele podia imaginar a dor dela.

– NÃO É JUSTO! – Tomoyo se debateu.

Eriol a abraçou forte e a fez se sentar no sofá.

– Você está ferida e precisa ficar aqui até a ambulância chegar.

Algumas pessoas também desceram, mas a maioria ficou lá em cima.

– Prefiro morrer! – Tomoyo murmurou.

– Não diga isso!

– NÃO POSSO VIVER SABENDO QUE ALGUÉM MORREU EM MEU LUGAR! – ela gritou novamente.

– Não pense mais nisso. Acabou.

Ela perdeu o controle, deixou que o desespero falasse mais alto.

Eriol ficou com ela até que a ambulância chegasse, falando palavras gentis e a abraçando.

Depois de entrar no carro, ela não viu mais nada.

––x––

Já era perto das 17h quando Tomoyo acordou no dia seguinte.

Ela se viu em uma cama de hospital com vários tubos e um curativo no ombro direito.

– Tomoyo! – Sakura exclamou indo até a beirada da cama. – Finalmente você acordou!

– O que aconteceu? Eu só me lembro de estar na ambulância.

– Os médicos aplicaram uma anestesia para você não sentir dor. E depois removeram a bala do seu ombro – Sakura tinha um tom triste.

– Fui operada? – ela olhou o ombro e o tocou de leve.

– Sim. Eles disseram que deu tudo certo e que você poderá ir para casa em dois dias – ela sorriu.

– Kanna? – Tomoyo perguntou temendo a resposta.

– Está na cadeia – Sakura respondeu.

– E de lá não vai sair mais – Eriol disse entrando no quarto.

– É a vez dele de ficar aqui – Sakura disse à amiga. – Estamos revezando. Te vejo mais tarde.

Tomoyo apenas acenou com a cabeça e esperou que ela saísse para finalmente conversarem.

– Sinto muito por ter acabado com sua festa de aniversário – apesar de cansada e triste, ela exibia um sorriso.

– Não sinta – ele tinha uma voz calma e um sorriso doce nos lábios enquanto se aproximava da cama. – Não foi sua culpa.

Sentando–se na cadeira ao lado da cama, Eriol pegou a mão esquerda de Tomoyo entre as suas. A jovem sorriu com esse gesto.

– Me desculpe por não ter te dado a chance de explicar o que aconteceu em Londres.

– Não tem problema – ela estava feliz por voltar a conversar com ele.

– Eu não devia ter acreditado no que a Kanna disse.

– Como você sabe...?

– Hiro me contou – ele cortou a pergunta dela. – Ele apareceu por lá e me contou tudo.

Lágrimas se formaram nos olhos de Tomoyo e ela os baixou. A simples menção do nome de Hiro a fazia ficar daquele jeito.

– Ele foi enterrado hoje de manhã – Eriol percebeu a tristeza dela. – Mas eu prometi a ele que você iria visitá–lo assim que pudesse e que levaria flores.

– Obrigada – ela lançou um olhar de agradecimento a ele.

– Disponha – ele soltou sua mão, se levantou e passou a andar pelo quarto, de costas para ela.

Um silêncio começou a se formar no quarto. Depois, ele se virou para ela mais uma vez.

– Eu preciso ir agora. Sua mãe deve estar morrendo de vontade de falar com você.

– Quem mais está aí? – Tomoyo estava curiosa.

– Todas as pessoas que você considera como suas amigas. Dizem que são nos piores momentos que descobrimos quem são nossos amigos de verdade, ou seja, sua mãe, Sakura, Syaoran, Isuzu, Takuya e Freya.

– A Freya?

– Sim. Ela soube do que aconteceu e veio te visitar. Parece que ela conseguiu o trabalho de cozinheira no Clow.

– Verdade? Ah, estou tão feliz por ela!

Eriol riu com ela.

– Mas agora preciso realmente ir.

Tomoyo acenou. Não queria que ele fosse embora, mas não ia segurá–lo ali. Ela estaria feliz mesmo se a relação deles não passasse de uma simples amizade.

– Obrigada mais uma vez.

Eriol sorriu e saiu do quarto, pois já estava atrasado para pegar o avião para Londres.

Depois que ele saiu, uma a uma as pessoas foram entrando e conversando com Tomoyo. Por mais que estivesse em um hospital, a morena não se lembrava de ter se sentido tão feliz em toda sua vida.

Ela soube que Sakura e Syaoran voltariam para a Inglaterra ainda naquele dia, enquanto conversava com Freya.

A ex–empregada estava feliz com seu novo emprego, pois faria algo de que gostava muito.

– Acho que a senhorita teve certa influência sobre a minha decisão – ela disse.

– É mesmo? Por quê? – Tomoyo riu.

– Porque eu me espelhei na senhorita e fui atrás de alguma coisa que eu realmente gostasse de fazer.

– Fico feliz em saber que servi de exemplo para alguém – Tomoyo fora sincera ao dizer aquilo.

– Bom, agora eu preciso ir, pois os médicos disseram que o horário de visitas acabou e que você precisa descansar. Vou deixar com você o número do meu celular, assim poderemos conversar de vez em quando – ela estava feliz em rever Tomoyo.

– Certo. Obrigada por ter vindo, Freya.

– Imagina! Tchau – ela deu um beijo na amiga, que foi retribuído.

– Tchau!

––x––

Tomoyo foi para a casa no dia 27 de março, uma sexta–feira, com a mãe. Eram cerca de dez horas da manhã.

E como Eriol tinha prometido a Hiro, ela foi até o cemitério e, levando um belo buquê de rosas brancas, ela agradeceu inúmeras vezes e se desculpou com ele.

De folga do trabalho por alguns dias, ela não sabia o que fazer primeiro. Para falar a verdade, ela não tinha a mínima idéia sobre o que faria com sua vida.

Tomoyo ponderara sobre voltar para a Inglaterra, mas não sabia se daria certo e também não tinha dinheiro para se bancar por lá até conseguir um trabalho.

Mas ela não queria continuar trabalhando no Clow, pois aquele lugar a lembrava de Hiro.

E tinha o Eriol... a situação dela com ele estava completamente indefinida. Era verdade que ela ainda gostava dele, mas ela não tinha tanta certeza quanto aos sentimentos dele por ela.

"Se é que ainda existem sentimentos...", ela pensou.

Sonomi a deixou em casa e foi para o trabalho.

Tendo tomado pelo menos uma decisão, Tomoyo ligou para o restaurante e, pedindo desculpas, ela se demitiu. Trabalhara lá por pouquíssimo tempo, mas gostava dos colegas e do que fazia. Mesmo estando convicta da escolha que fizera, aquilo doeu nela.

Isso tendo sido definido, era hora de passar às outras decisões que precisaria tomar.

Aproveitando que estava sozinha em casa, Tomoyo repensou sobre o que fazer com sua vida.

Era tão difícil assim? Era só escolher se ela queria ficar no Japão ou voltar para a Inglaterra.

Se bem que aquela escolha poderia mudar a vida dela para sempre.

Ela ligou a tevê e resolveu assistir ao noticiário.

A apresentadora comentou sobre o escândalo da festa de Eriol e o fim trágico de um dos convidados. Depois, ela mencionou o que tinha acontecido com Tomoyo e, por fim, falou sobre Kanna.

A morena descobriu que Kanna havia tentado cometer suicídio duas vezes enquanto estava presa e que, devido ao comportamento dela, decidiram interná–la em um hospício.

Tomoyo acabou por se desinteressar pelo resto das notícias e começou a procurar por um bom programa em outros canais.

Sem sucesso, ela desligou a tevê e deitou no sofá. Passou a encarar o teto branco como se ele pudesse lhe dar as respostas de que precisava.

Ela lembrou de como era sua vida antes de viajar, na mansão. De como seus tios a pressionavam, de que sua mãe que nem ligava para ela e de como era infeliz.

Depois ela pensou na rápida vida que tivera na Inglaterra e em como fora feliz por lá, tendo Sakura e Syaoran ao seu lado, trabalhando, estudando, enfim, vivendo com total liberdade.

Por falar em Syaoran, ela se lembrou de uma conversa que tivera com ele e com Sakura em Londres.

"– Se quiser voltar para Tomoeda, fique à vontade. Se estiver realmente disposta a jogar pela janela um trabalho promissor, uma faculdade renomada e uma vida mais feliz ao lado daqueles de quem você gosta – Syaoran foi franco. – Só que depois, não vai poder voltar atrás; muito menos reclamar das coisas por lá. É você quem escolhe o que quer fazer da vida, Tomoyo, não é a sua mãe, nem os seus tios, mas você."

– É Li... parece que você estava certo – ela falou consigo mesma. – Eu nunca deveria ter voltado.

Foi naquele momento que Tomoyo resolveu o que faria de sua vida: decidiu que iria para a Inglaterra e continuaria os estudos.

Agora ela tinha que pensar na parte financeira. Ela tinha como pagar a passagem e a faculdade era de graça... o problema era manter–se por lá e achar um lugar para morar.

– Já sei! – ela teve uma idéia repentina. – Vou ligar para a Sakura e ver se ela pode me ajudar.

Ela se levantou do sofá e correu para o telefone.

––x––

Quando Sonomi chegou em casa, vinda do trabalho, encontrou a filha sentada no sofá da sala, assistindo a um filme.

– Boa noite, querida.

– Boa noite, mamãe. Como foi o trabalho? – Tomoyo virou–se para a sua mãe. Ela estava com um enorme sorriso nos lábios.

– Foi ótimo... mas eu não estou interessada em falar sobre ele, e sim sobre você. O que aconteceu para você estar com esse sorriso tão grande? – Sonomi se contagiou com a felicidade da filha.

– Ah, mamãe! – ela exclamou sorridente.

E contou tudo para a mãe, desde sua incerteza sobre o que fazer da vida até a conversa com Sakura.

– E decidi que vou voltar para a Inglaterra e viver lá – ela terminou.

– Que ótima notícia, filha! Fico feliz por você ter finalmente se decidido!

Uma sorriu para a outra.

– Mas não quero que você vá antes de eu te contar quem é aquele com quem tenho saído... e que agora já se tornou meu namorado – Sonomi enrubesceu.

– Bom, então pode me contar, porque quero encontrá–lo antes de ir!

– Tá bom... meu namorado é Fujitaka Kinomoto.

CONTINUA...

OoOoO

N/A: Oie, como vão?

Bom, estamos na reta final agora e parece que os nós estão sendo atados. Não se sabe o que levou Mizu a matar o pobre do Hiro... ela simplesmente escreveu isso e, logo em seguida, ligou para Kimi e perguntou se era uma idéia muito ruim. Mizu confessa que sentiu o coração pesado ao matá–lo, porque como foi dito em um dos capítulos anteriores, o Hiro é um de seus personagens favoritos nessa história.

Parece que a Tomoyo e o Eriol estão no caminho certo dessa vez! Será que esses dois vão acabar juntos no final das contas? E Sonomi finalmente resolveu contar quem é o seu namorado... nós achamos esse casal fofo.

Então é isso... Esperamos que não deixem de acompanhar esses últimos capítulos e, agora mais do que nunca, mandem reviews! Precisamos saber o que estão achando de todas essas "revelações"!

Kissus,

Mizu e Kimi