Capitulo 4 - Clean dishes
EPOV
Eu confesso que tudo o que estava passando a minha volta era confuso, bastante confuso, eu nunca pensei que um dia alguém entrasse por aquela porta e dissesse que eu fazia parte da sua família, muito menos Isabella Masen.
Agora eu tinha duas filhas adoráveis, sim eram adoráveis.
- Há sério? – Dizia Megan animada – És o ricaço dono da You Found Me?
- Sim eu sou… - Eu disse um bocado envergonhado com a forma que ela falou
- E vamos para L.A?! – Disse aos pulinhos
- Sim…
- Jura pelos vestidos pradas?!
- Juro Megan.
- Finalmente vamos sair do fim de mundo!
- Megan Gray! – Gritou Abby chamando a atenção dela – Edward querido, não achas que é perigoso? Sobre tudo… vais para um ninho de cobras sem memória.
- Confesso que sinto-me desconfortável em estar ali ao lado dela, e rever pessoas que conhecem-me sem eu lembrar-me… mas pela forma que ela falou, a forma como meu coração comporta-se ao pé dela. – Eu respirei fundo – Ela é minha esposa, elas são minhas filhas… aquela é minha família e eu não as perderei de novo.
- E vamos para L.A!
Eu rir com Megan e encarei Abby
- Tens de ir, eu preciso das duas lá… eu sei que eles vão tentar de tudo para porem-me confortável, mas eu não lembro-me de nada, eu não me sentirei em casa com vocês longe.
- Eu não quero atrapalhar vocês na sua casa. – Disse Abby
- Não vais atrapalhar, Bella disse que temos várias casas na cidade, vocês ficam em uma delas. Eu me sentiria mais seguro. – Eu respirei fundo – E era uma boa altura de fazeres aqueles exames que a tanto adia por causa do dinheiro.
- Eu não quero ser sustentada por ninguém.
- Por favor, Abby. – Eu supliquei – Não brinques com a saúde.
- Isso mesmo vovó, Edward é rico… não é super rico, ele pode lhe pagar um simples médico. Além de que ele quer.
Ela deu um suspiro cansado e depois um sorriso.
- Bem ao menos ganhei duas bisnetas. – Disse rindo
- Sim ganhaste. – Eu disse ao lembrar-me das duas princesas que eu tinha
Neste instante ouvimos passos vindo em direcção a cozinha e viramos rapidamente em direcção a porta onde estava Bella linda como sempre. Seus cabelos estavam preso com rabo-de-cavalo, uma blusa vermelha de manga comprida, calça jeans e botas pretas por cima.
- Olá bom dia. – Disse ao entrar
- Olá querida, precisas de algo? – Perguntou Abby atenciosamente
- Não, na verdade eu vim apenas avisar vamos sair durante uns dias…tive um problema na editora e tenho uma festa que tenho de comparecer…– Disse ela meio atrapalhada
- Oh… - Eu disse meio desanimado, eu que pensava que iríamos ter um tempo para nos e eu poderia conhecer mais as garotas
- Eu sinto muito. – Disse Bella – Eu queria deixar as meninas, mas Nina tem de fazer uns exames.
- Ela está doente? – Perguntei preocupado
- Apenas uma otite… mas a médica quer ficar acompanhando. – Ela respirou fundo – Estaremos de volta dentro de 3 dias no máximo.
- Mamã, mamã. – Disse a voz suave de Eleonor
Ela entrou calmamente, olhou para mim e deu-me um sorriso
- O que se passa pequena?
- Eu não quero ir. – Disse fazendo um biquinho
Bella respirou fundo, olhou para mim e depois para Eleonor.
- Eleonor…
- Eu cuido dela. – Eu disse – Deixe-a por favor.
- Eu quero ficar com o papá.
Dei um sorriso com isso, e encarei Bella que olhava meio confusa para a cena, mas apenas assentiu. Eu via que ela achava meio confusa a filha depois de anos sem falar agora, falava normalmente como se nunca estivesse muda.
- Srª Masen, o carro está pronto.
- Ok, avise a Leah que ela fica, juntamente com mais dois seguranças.
- Para que tudo isso? – Perguntou Abby – Cuidaremos bem na menina, não precisa de baba.
- Sinto muito Abby, mas não é que eu não confie em vocês… é apenas um hábito. – Ela abaixou-se e deu um leve beijinho na bochecha de Eleonor – Cuidado, mamã ama-te.
- Amo-te também mamã.
Ela deu um leve sorriso para todos e seguiu, Eleonor olhou para mim de uma forma tão angelical que eu sabia que eu estava condenado a esta família para sempre.
BPOV
Pedi para Lilly levar Nina para fazer os exames e fui directamente para o escritório de Bernard. Eu tinha de falar com ele, e não haveria tempo a perder.
Cheguei ao escritório, e segui o caminho que eu tão bem conhecia. A secretaria automaticamente deixou-me entrar, encontrei ele lá com a gravata frouxa, uma caneta atrás da orelha e com a mão passando no cabelo.
Provavelmente ele estava vendo as contas que ele tanto odiava lidar, era sempre assim, eu já conhecia cada toque seu, cada mania, cada gesto e cada olhar.
- Amor. – Disse ele olhando para mim com um sorriso e vindo em minha direcção – O que fazes aqui? Não iríamos nos encontrar em L.A?
Ele deu-me um beijo que eu infelizmente correspondi, eu não tinha culpa que eu já tinha me acostumado ao seu toque, afinal tinham passado quase 2 anos que estávamos juntos!
Finalmente ele deixou de beijar-me e eu olhei nos seus olhos.
Ele amava-me… ele compreenderia.
- Pois… mas aconteceu algo…
- As meninas estão bem? – Perguntou preocupado
- Sim, estão óptima… Eleonor já fala.
- Há sério? – Disse com um sorriso – E qual foi a primeira palavra?
- Papá… - Eu disse meio incomodada
- Oh, isso é bom.
Respirei fundo
- Será que poderemos falar?
- Claro. – Disse ao indicar-me o lugar para eu sentar-me, sentei-me num dos sofás e ele sentou juntamente ao meu lado – O que se passa, linda?
Segurei suavemente na sua mão. Eu tinha de dize-lo… mas porque eu não conseguia?
- Eu sinto muito Bernard.
- Pelo quê?
- Não podemos estar juntos.
- Porque não? – Ele perguntou incrédulo – O que se passa Isabella?
- Edward.
Ele levantou-se rapidamente e olhou incomodado para mim
- Ele está morto, Bella. Quantas vezes vai ter de traze-lo a tona para a nossa relação?!
- Ai que se enganas. – Ele olhou-me confuso – Ele está vivo.
Ele olhou-me como eu fosse uma louca e começou a rir, rir como eu nunca tinha visto antes.
- Perdeste a cabeça Bella? Ele está morto! Todos nos sabemos! – Disse depois da sua crise de riso
- Ele não está! Ele está vivo em Forks!
Ele encarou-me incrédulo e sentou-se na cadeira. Eu queria aproximar-me dele, reconforta-lo por estar fazendo-o sofrer… eu só queria que tudo isso fosse mais fácil, que Edward não tivesse desaparecido, que tivéssemos o nosso "feliz para sempre" sem problemas.
Eu só queria…
Se feliz.
- Bella isso não é uma brincadeira pois não? – Perguntou finalmente olhando para mim, eu poderia ver através dos seus olhos…
Magoa, muita magoa…
- Não… ele esta mesmo vivo. – Eu respirei fundo – Por isso que Eleonor falou… ela encontrou-o primeiro.
- E agora? Vais ficar com ele?
- Eu tenho de ficar. – Eu disse ignorando as lágrimas que caiam como cascata
Ele levantou-se e aproximou-se de mim, segurou minhas mãos que estava na altura da barriga e ficou ali entrelaçados.
- Porque? – Ele perguntou com a voz rouca de dor – Porque tens de ficar com ele? Por que não comigo? Ele saiu da tua vida… se ele tivesse vontade de ficar contigo ele teria aparecido.
- Ele não apareceu porque perdeu a memória. – Eu confessei por fim – Ele não lembra-se de nada.
- Mais um motivo Bella… como vais ficar num relacionamento onde ele nada lembra? Para que remexer nas velhas feridas?
- Porque ele é meu marido e eu prometi "na saúde e na doença". – Encostei minha testa na sua – Agora eu tenho de ficar ao seu lado… eu tenho de ajuda-lo a voltar ao que era antes.
- E nós?
- Infelizmente não podemos ficar juntos…
Ele limpou minhas lágrimas
- Eu amo-te Isabella. – Disse ao beijar uma lágrima que caia
- Eu amo-te também Bernard. – Eu confessei – Sempre… um dia vais encontrar alguém que vai lhe fazer muito feliz.
- Eu não quero ninguém, eu quero a ti… unicamente a ti.
- Prometas-me algo… - Eu disse quase sem voz
- O que quiseres.
- Prometa-me que estarás por perto. – Eu disse quase a suplicar-lhe – Eu não sei se vou conseguir lidar com um Edward sem memoria… eu… eu preciso de ti ao meu lado. As garotas adoram-te eu acho que elas também sofreriam se afastasse delas.
- Bella como eu vou ficar ali ao teu lado vendo outro homem ao teu lado? Como?!
- Tudo bem… eu sei que é um pedido difícil…
- Difícil? – Disse ele incrédulo – Eu amo-te Bella, e eu vou estar-lhe vendo com outro homem, a dormir com ele… a estar naquela mesma casa onde tivemos as nossas memórias.
- Eu sei…
- Mas eu estarei lá… ao teu lado, porque eu amo-te tanto, que não conseguirei ficar muito tempo distante, serei lá o teu amigo.
Dei um suspiro de alívio
- Obrigada.
- E se por acaso não der certo… eu sempre estarei a tua espera.
Eu abracei-o, eu não queria faze-lo sofrer, ele simplesmente foi o meu salvador quando Edward "morreu", ele simplesmente me fez voltar a viver e agora eu estava lhe arruinando a vida, deixando-o com um coração despedaçado e eu não gostava disso.
Mas eu tinha de seguir o meu coração.
E meu coração dizia para eu ficar ao lado de Edward, era lá que eu pertencia.
EPOV
- Papá. – Disse a voz suave da minha menina sentada ao meu colo, já tinha passado dois dias desde que Bella e Nina tinham saído e cada dia mais eu e Eleonor ficávamos mais juntos, era inacreditável a sensação de ter uma família – Papá vais voltar para a mamã?
Eu respirei fundo e observei o crepúsculo, o que eu diria para ela? A verdade? A mentira? Porque eu tinha a sensação de que ela era demasiado inteligente para ser enganada.
- Eu não sei, querida – Confessei
- Amas a mamã? – Perguntou ao olhar para mim
- Eu… eu acho que sim…
Ela deu um sorriso
- Mamã disse que perdeste a memoria… quer dizer que não lembras mais de ninguém?
- Sim.
- Então não lembras de mim? – Disse fazendo um biquinho que era sempre irresistível
- Sinto muito Eleonor, eu queria lembrar, eu queria.
Ela olhou um pouco para o nada e depois voltou a encarar-me
- Vais voltar connosco? Meus primos têm pais juntos… porque eu não posso também ter?
- Sim eu vou voltar. – Eu beijei suavemente sua cabeça – Eu prometo que vou tentar de tudo para lembrar… vamos ser feliz novamente.
- Claro que vamos papá, tu voltaste. – Ela segurou suavemente meu rosto – Mamã chorava as vezes de saudades tuas, ela nunca chorava a nossa frente, mas eu via. Ela está com o tio Bernard, mas ela não ama como tu…
- Como sabes? Tens apenas 4 anos? – Eu disse divertidamente
- Mamã contava-me todos os dias história sobre tu, ela não queria que eu esqueceste-me de tu… Nina não compreende porque nunca te viu, mas ela ama-te. Todas nos amamos-te. – Ela deu um leve suspiro e tirou uma mexa de cabelo que ameaçava cair no seu delicado rostinho – Mamã nunca foi feliz com o tio Bernard, ela sempre continuou a amar-te.
- Sabe para quem era muda, falas muito.
Ela deu um meio sorriso
- Eu estava a tua espera papá, eu sabia que ias voltar. – Disse ao abraçar-me – E quando voltarmos vais conhecer varias pessoas… a tia Rose, tio Emmett, Becca, Chris, tia lice, tio Jazz, Hugo, tia Danni, tio Leo, Ju, tio Aro, vovô Ramon e vovô Esme. – Disse ao contar nos dedos – E nossos cães Sasha e Kealii.
- Ena, são várias pessoas hum?
Ela deu um sorriso divertido
- Sim são… - Depois abriu a boquinha e coçou os olhos - Papá eu estou com sono…
- Vamos para dentro.
- Canta para mim dormir?
- Que música?
- A tua.
- Minha? – Perguntei confuso
- Tu não lembras… - Disse ela tristinha
- Cante-me que eu cantarei para ti todas as noites.
Ela deu um grande sorriso
- Eu amo-te papá.
-Eu também amo-te pequena.
Respirei fundo e beijei sua testa, eu tinha de fazer tudo para agarrar esta família, ela era minha, minhas filhas, minha mulher, ninguém tomariam elas novamente da minha vida.
Eu estava de volta e para ficar.
