Capitulo 11 - The family is everything
EPOV
Eu não conseguia acreditar que a minha filha estava doente, tão doente que poderia correr o risco de morrer, eu e Bella tínhamos feito já os exames e aguardávamos ansiosamente os resultados.
Eu insistir para ela ligar a nossa família para avisar mas ela simplesmente disse que agora não ou viria todos e ela ao menos queria saber os resultados.
O que angustiava-me era o factor de se por acaso eu e Bella não sermos compatíveis, Nina ter de fazer o exame… e se ela fosse? Teríamos de abdicar das nossas duas filhas? Era uma cirurgia arriscada para duas crianças, mas Nina estaria salvando a vida da irmã… mas se ela não sobrevivesse?! E se Eleonor não sobrevivesse?!
Dei um grande suspiro, eu não poderia tomar uma decisão… ou melhor eu e Bella, era um decisão complicada, não poderíamos arriscar Nina… mas não poderíamos perder a Eleonor…
Avistamos Dr.ª Geller vindo em nossa direcção com os papéis dos exames.
- Então? – Eu perguntei receoso
- Tal como eu disse vocês não seriam compatíveis… como eu tenho um exame antigo da Nina eu observei e apercebi que ela é compatível…
- Não Nina não! – Disse Bella levantando-se rapidamente - Eu não vou arrisca-la nesta cirurgia, Nina não…
- Bella compreende se não fizeres isso a Eleonor morre… - Disse Dr.ª Geller
- E se eu fizer eu perco as duas.
- Bella está cirurgia é segura, confie em nós… claro que todas as cirurgias podem ocorrer problemas, mas Nina pode salvar Eleonor e tu terias as tuas duas filhas.
Bella mordeu levemente os lábios
- Será que não encontramos um outro doador? – Perguntei tentando insistir em outra ideia invés de Nina ser submetida a uma cirurgia
- O caso está grave… vamos procurar outro doador, mas será complicado encontrar… ela terá de ir para a lista de espera. – Bella ampliou os olhos – Mesmo tendo os recursos que tens, ela terá de ir para a lista de espera.
Bella sentou-se e pôs as mãos no rosto, finalmente ela encarou-nos.
- Onde eu assino?
- Tomaste uma boa decisão. – Disse Dr. ª Geller – Eu vou atrás dos documentos e pedir para prepararem tudo… amanha de manhã fazemos a cirurgia.
- Mas já? – Eu perguntei confuso
- Sim, normalmente demoramos uns dias… mas Eleonor a cada dia que passar ficará mais fraca, Nina está cheia de saúde por isso não vejo como adiar.
- Ok…
A Dr. ª Geller saiu e Bella levantou-se para encarar-me
- Foi a melhor decisão, certo? – Perguntou receosa
- Sim Bella… eu acho que sim. – Eu confessei tentando afastar o meu medo, meu medo de perder uma das minhas filhas, ou as duas…
- Eu estou apavorada. – Disse ao cair algumas lágrimas dos seus olhos – Eu não posso perde-las Edward… eu não conseguirei seguir em frente se eu perder mais alguém.
Eu sabia do que ela estava falando, estava falando da dor que foi quando eu desapareci.
- Eu prometo-te Isabella, eu prometo-te que não perderemos elas.
Dei um leve beijo na testa, eu não aguentaria vê-la sofrendo… eu não aguentaria perder as minhas filhas, elas agora eram a minha vida.
BPOV
Depois que eu chamei a nossa família a noticia de que Eleonor estava doente e Nina ia fazer uma cirurgia por ela voou como vento, alguém do hospital deixou esta história escapar e agora toda a media estava aqui com olhos postos no hospital.
Eu sinceramente não queria ficar pensando nisso, minhas duas filhas estavam numa sala de cirurgia e poderiam não sair vivas, ou poderiam ter complicações, porque eles não deixavam-nos em paz?!
Fiquei ali sentada ao lado de Edward com seu braço a volta da minha cintura, eu não queria que o nosso recomeço fosse logo assim com a doença de uma das nossas filhas, eu queria que fosse feliz. Mas melhor isso do que nunca saber que eles estava vivo.
- Alguém que comer algo? – Perguntou Emmett trazendo uma sacola cheia de coisas – Tenho sandes, ice tea… sumos… bolachas… alguém?
Ele saiu passando por cada e cada um tirava algo, afinal tínhamos de comer, não poderíamos ficar ali especados sem comer, eu precisaria de força para a recuperação das duas.
Ouvi um ligeiro barulho na porta principal, virei a minha cabeça nesta direcção e avistei Bernard tentando sair das garras dos paparazzi. Ele deu-me um ligeiro sorriso e senti Edward enrijecer ao meu lado, mas sinceramente este não era o momento ideal para cenas de ciúmes.
Segui em sua direcção ignorando também alguns olhares da minha família, eles gostavam de Bernard, apesar de preferirem Edward, e achar Bernard um pouco irresponsável as vezes.
Ele abraçou-me e eu respirei fundo.
- O que fazes aqui? – Eu perguntei depois de livrar-me do seu abraço e fita-lo nos olhos
- Eu soube o que tinha acontecido com Eleonor… tu sabes as noticias chegam rápidos, apanhei o jacto e cá estou eu.
- Obrigada.
- Como elas estão? – Perguntou ao acariciar meu rosto
- Ainda estão na cirurgia, eu estou com tanto medo Bernard.
- Não precisa elas são forte, forte como a mãe. – Disse com um leve sorriso tranquilizante, ele fitou Edward e depois encarou-me – Ele está mais vivo do que nunca.
Eu rir com isso e suspirei
- Tu não sabes o quanto eu precisei de ti quanto era para tomar a decisão…
- Porque? – Perguntou confuso
- Edward conhece-as apenas agora, eu sei que ele a amas… mas eu e tu… eu não sei, eu achei que querias estar aqui para tomar uma decisão desta.
Ele mordeu levemente os lábios e passou a mão no cabelo
- Eu compreendo-te, mas infelizmente ele é o pai. Ele é que escolheste ficar. – Disse fulminando com um olhar para mim
- Não vamos falar disso agora, por favor. – Suspirei – Quantos dias vai ficar aqui?
- O quanto precisares.
Eu rir com isso
- Há sério, eu não quero atrapalhar os teus negócios.
- Não vai… eu ficarei aqui uns dias, quem sabe posso falar com Edward, tu sabes dizer o que tu gostas, do que as crianças gostam… ser amigo.
Encarei-o incrédula
- Amigos?
- Oh então Bells? Eu não posso ser amigo dele? – Disse com um sorriso malandro
- Claro, a vontade. – fiz um sinal para ele seguir-me – Edward, este é meu amigo Bernard.
Edward apertou na mão esticada de Bernard
- Prazer.
- O prazer é meu. Olá Esme, Ramon, Danni, Leo, Jazz, Alice, Rose e Emmett. E olá duas pessoas que eu não conheço.
- Olá. – Disseram todos
- Oh, Bernard esta é a Abby e esta é a Megan.
Apercebi-me dos olhares de Megan para Bernard, olhares brilhantes de luxúria, há ela quem nem pense!
Respira Isabella… ele é teu amigo… apenas teu amigo, o teu marido está ao teu lado e é perfeito… tirando o facto de não ter memoria…
Revirei os olhos afastando o pensamento estúpido e infantil que eu tinha acabado de ter e concentrei-me em Bernard.
- Vais ficar onde?
Afinal ele sempre ficava na minha casa, não queria que ele sentisse envergonhado de não passar uns dias lá.
- Eu tenho uma suite reservada, lembras que tenho hotel aqui também. – Disse com o seu sorriso de sempre.
Neste instante vimos os médicos aproximarem-se de nós… era agora, agora que saberíamos se tinha sido um sucesso ou um fracasso. Inclinei-me para ficar ao lado de Edward, onde ele segurou levemente minha mão.
- Como elas estão? – Edward perguntou ansioso
Os médicos trocaram olhares e depois deram um sorriso para nós.
- Estão óptima, estão ambas a dormirem. A cirurgia foi um sucesso, Nina não teve problemas e Eleonor recebeu tudo perfeitamente. Elas estão em seguranças agora. – Disse um dos médicos.
Abracei Edward com um grande sorriso, eu não poderia acreditar, parecia que tinham tirado uma grande pedra dos meus ombros, ou melhor, dos nossos ombros.
- Quando poderemos vê-las? – Perguntou minha mãe
- Apenas amanha, a cirurgia foi um sucesso mas ela não acordaram antes de amanhã, por isso aconselho a todos a irem para casa. De nada vai vos servir ficar aqui, elas estão dormindo, venham amanhã cedo.
- Eu não sei… - Eu disse meio insegura em deixar as duas sozinhas
- Bella, é melhor tu e Edward estão cansados e elas não acordaram antes… amanhã de manha vens de volta. – Disse meu pai
Suspirei e olhei para Edward que acenou positivamente
- Ok, vamos todos para casa.
Seguimos todos para casa e pedi para alguém tratar de dar a notícia para os media, assim deixavam-nos em paz. Quando chegamos a casa a única coisa que fizemos foi adormecer juntos, Edward puxou-me para os seus braços possessivamente, porque ele poderia não lembrar, mas ele lembrava-me deste abraço que ele tinha quando ficava possessivo, eu acha sempre tanta piada.
Dei um leve beijo nos seus peitos nus e adormeci ali com ele acariciando meus cabelos, amanhã seria outro longo dia.
