Capitulo 17 - A bit of hope

4 Meses depois

BPOV

Já tinha se passado 4 meses, eu agora estava com 5 meses de gravidez, minha barriga não estava tão grande assim, mas dava para perceber.

Os paparazzi souberam da nossa "separação", porque eu tinha decidido que não queria assinar papel nenhum até a criança nascer, acho que não preciso de chatear-me com isso, por isso decidi não dar entrada no divórcio oficialmente, mas logo quando o meu pequeno nascesse iria fazer isso.

Claro que a minha resposta para as revistas era que eu tinha decidido mudar-me para um lugar mais calmo para curtir a gravidez e Edward estava bastante ocupado com a You Found Me, nem mesmo para as minhas filhas eu tive coragem de falar… as vezes Edward ligava cá para casa e passava um tempo falando com elas, nestes 4 meses tínhamos falado apenas algumas vezes… e nos visto apenas uma vez devido ao aniversario de 4 anos de Nina, algo que foi complicado, mas eu não poderia impedi-lo de vê-la, combinamos a família toda de fazer uma festa na Disney Paris, foi divertido e eu pude aperceber-me o quanto Edward estava abatido.

Minha família esteve sempre acima de mim para eu voltar para o Edward, eu sabia que eles adoravam ele e que queriam-me ver feliz com Edward, mas eu sinceramente precisava ficar longe, quando mais longe dele mais seguro minhas filhas estariam.

Passo a mão delicadamente na minha barriga e observo o crepúsculo, estávamos a viver agora em Montepulciano, numa casa de campo, era um lugar ideal para eu aproveitar a gravidez e escrever meu novo romance.

Eleonor e Nina estavam estudando num colégio católico da cidade e estava divertindo-se, apesar de sempre estarem perguntando quando o pai voltaria… o que as distraia era a alegria de terem um novo irmãozinho, pois desta vez teríamos um menino.

Quando eu contei para Edward nunca o vi tão feliz, claro tirando o dia em que lhe contei que estava grávida de Nina… agora eu teria a minha família completa, duas meninas e um menino, a qual eu chamaria de Anthony Connor Cullen Masen, Anthony era o segundo nome de Edward além de que era o nome do meu personagem principal do primeiro livro que escrevi, na qual tenho uma saga de 7 livros e que foi adaptado até o 4 para cinema, Connor foi um nome que Edward sugeriu e eu gostei… e bem os outros dois últimos são os últimos nomes, meu e de Edward.

- Mamã, mamã! – Gritaram minhas pequenas entrando no meu quarto

- Olá pequenas. – Disse encarando-as – Como foi o colégio?

- Foi bom! – Disse Nina aos pulinhos – Eu ganhei uma estrelinha!

- Sério? Pelo que?

- A professora pediu-me para ditar as cores, e eu disse. – Disse orgulhosamente

- Que bom. E tu Cookie?

- Eu tive teste de matemática, correu-me bem. Eu hoje tive aula de piano, papá vai gostar de saber.

Lhe dei um pequeno sorriso

- Sim, vai. Quando ele lhe ligar, tu contas, ok? – Ela assentiu e eu lhe dei um leve beijo na testa

- Como está meu irmãozinho? – Perguntou Nina acariciando minha barriga

- Esta bem, está dormindo agora.

- Ele é preguiçoso.

Eu rir de Eleonor

- Ele é apenas um bebé

- Bebés são chatos. – Disse Nina fazendo biquinho

- Vais ver como eles são fixes. – Eu acariciei seu cabelo – Vocês terão de cuidar dele, ele será o mais novo…

- Eu prometo, mamã. – Disse Nina aos pulos – Eu cuidarei do Tony.

- Eu cuidarei dele, afinal sou a irmã mais velha. – Disse Eleonor pondo as mãos na cintura – Certo, mamã?

- As duas, ok princesas? Afinal ele precisará das duas.

A noite caiu rápido, minha mãe continuava aqui comigo, principalmente agora. Meu pai vinha as vezes, mas tinha dito que viria quando eu tivesse nos 8 meses, pois queria presenciar o nascimento do neto, eu tinha decidido que teria um parto aqui mesmo em casa e na Itália.

Edward não gostou muito da ideia, mas depois logo aceitou, prometendo vim antes da criança nascer pois queria estar presente.

Uma parte de mim não o queria aqui, mas outra dizia tudo ao contrário.

EPOV

Como todos os dias agora eu estava de volta a minha antiga vida, estava na presidência da You Found Me, continuava morando na minha casa onde vivi com Bella, sinceramente ainda tinha esperança de tê-la de volta.

Confesso que sentia-me bastante feliz por saber que teríamos um menino, Esme havia decorado magnificamente o quarto com tons azul e amarelo.

Sai do escritório já tarde da noite, eu ultimamente evitava ver todos, gostava de ir directamente para casa e ficar ali mergulhado nas memórias.

Surpreendi-me com Bernard que revelou-se um amigo, dizendo para eu não preocupar-me com Bella, porque as vezes ela era assim e quando descobrisse-mos que estava por detrás de tudo ela voltaria para mim, eu só esperava que fosse verdade.

Tirei a gravata e joguei em qualquer lugar na sala indo directamente em direcção ao Whisky, a maioria dos nossos empregados eu havia mandado para as nossas outras instalações, agora ficava apenas alguns, tal como alguns seguranças e os de limpeza.

Joguei-me no sofá mirando a varanda até que ouvi um barulho de risos de criança vindo de cima.

- Papá! – Uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar do mundo chamou-me

- Nina? – Joguei o copo na mesa e corri em direcção as vozes parando no quarto de brinquedos onde a TV estava ligada, era uma das gravações antigas de Bella, Nina e Eleonor onde Bella estava ensinando elas a falarem papá. Passei a mão nervosamente no cabelo, mas que diabo deixou isso ligado?

- Elas são lindas não? Eram uma mercadoria ideal, branquinhas, cabelos claros… a Nina então, com aqueles olhos azuis que faz qualquer um ter desejo. – Disse uma voz masculina atrás de mim, virei-me rapidamente dando de cara com a última pessoa que eu imaginava.

- Tu? – Disse incrédulo

Ele deu um sorriso sarcástico

- Sim, Ed… eu.

Eu não poderia acreditar, todo este tempo era ele… como eu não apercebei-me, afinal que mais teria ódio de mim do que…

- Jacob Black. – Disse tentando controlar-me de ódio – Eu lhe matei.

Ele balançou a cabeça rapidamente

- Sabes Ed, aconselho na próxima vez que tentares matar alguém verifique se esta mesmo morta, e não desapareça. – Ele levantou um pouco do seu cabelo – A bala não atingiu-me tão gravemente como Mike, apenas fiquei com uma cicatriz e mais ódio da pessoa que fez isso.

- Porque? Porque só agora? – Eu queria saber, afinal ele poderia ter agido a anos atrás, porque?

- Porque? – Ele disse ironicamente – Simples, antes não tinhas nada a perder… quando Bella apareceu tão jovem e perfeita, eu fiquei aguardando, até que vi vocês juntos… - Aproximou-se de mim e mostrou uma daquelas armas que eram silenciosas, ou seja, se ele desse-me um tiro ninguém ouviria, apenas encontraria o meu cadáver em breve. – Depois casaste com ela e tiveram uma saudável menina. – Seus olhos revelavam algo tão sombrio que eu nunca tinha visto antes – Então eu decidi fazer-te desaparecer, e ficar de olho na tua família, ou melhor a minha irmãzinha.

- Tua irmã? – Perguntei confuso

- Leah. – Meu coração neste instante parou, Leah, a babá das crianças era cúmplice?! – Mas de repente apareceste do nada, e claro eu tive de voltar a brincar.

- Porque não querias que eu recupera-se a memória?

- Simples, eu queria brincar contigo, era mais divertido quando estavas mais indefeso… - Ele deu com os ombros – Mas com memória ou sem memória o meu plano era o mesmo, afastar-te de tudo que amavas… viste? Bella fugiu de ti logo na primeira oportunidade, ela não amava-te… logo quando morreste ela ficou com o Bernard que foi pai das tuas filhas.

- Isso não é verdade! – Disse irritado

- Não? – Disse sarcasticamente – Bem… então porque ela não esta aqui contigo? Sabes se ela lhe amasse tanto iria ficar aqui ao teu lado, mesmo depois das minhas ameaças… mas segundo Leah, ela está muito mais feliz e divertida longe de tido que ao pé de ti.

Respirei profundamente

- E o que vieste cá fazer? Matar-me? – Perguntei sarcasticamente arqueando a sobrancelha

- Eu? – Disse apontando a arma para ele e depois de volta para mim – Primeiramente o meu verdadeiro sonho era lhe matar na frente de Bella e das suas filhas, sabes lhe dar um verdadeiro conceito de homicídio, e nada mais do que começar pelo pai. – Suspirou – Mas agora que elas estão longe, tem a vantagem de que acabaste sozinho, tal como eu sempre quis. E bem eu poderia sequestrar tuas filhas e vende-las seria uma verdadeira nota preta.

- Não ouse! – Eu lhe ameacei

- Achas que estas com direito de fazer-me ameaças Edward? – Perguntou irritado – Infelizmente as suas filhas são conhecidas e não haveria ninguém querendo arriscar-se em compra-las, mesmo se fosse para algum bordel de crianças é bastante arriscado… por isso elas escapam… mas claro ainda há a morte, e Eleonor esta numa idade ideal de usufruir daquele corpinho, tal como eu ia fazer com a mãe dela quando a conheci. - Senti meu corpo estremecer pensando em alguém tocando Bella ou mesmo minhas filhas, eu não iria permitir. Jacob aproximou-se mais de mim e pôs a arma na minha cabeça – Então qual será as tuas ultimas palavras?

Avistei neste instante outra pessoa que eu nunca esperaria ficar ao meu lado, lhe dei um sorriso.

- Deverias não ter deixado pista.

- O quê? – Perguntou confuso

- Deverias não ter deixado pista. – Eu repeti calmamente

Neste instante Bernard pôs a arma na cabeça de Jacob, Lally entrou juntamente com James, eu agora compreendia o que Bella via neles, apesar de as vezes tomarem decisões erradas, eles estavam sempre ali presentes um ao lado do outro, eram uma verdadeira irmandade.

- Largue a arma, querido. – Disse Lally dando um grande murro no rosto de Jacob que fez ele cair no chão ajoelhado – Obrigada – Disse ao pegar a arma que havia caído no chão e mirar nele.

- Então perdeste a fala? – Disse Bernard dando um empurrão com o pé nas costas de Jacob fazendo cair no chão – Eu lhe avisei para ficar longe, mas não achaste mesmo que conseguias passar por nós? – Disse aproximando-se de mim – Eu avisei aos seus… empregados? É este a forma que vocês chamam aquele bando de incompetente?

- O que vais ganhar? – Disse Jacob ajoelhando-se melhor no chão e olhando para mim e Bernard – Vais salvar Edward, para quê? Para ele voltar para Bella?

- E? – Disse Bernard indiferente – Se ele a faz feliz, aceitarei… além de que as crianças merecem um pai e uma mãe, juntos. Algo que tu não sabes o que é, certo? Afinal só viveu com o teu pai durante grande parte do tempo… sua mãe suicidou-se quando eras pequeno, fazendo de ti o irmão mais velho e a bonequinha do pai. – Ele abaixou-se ficando cara a cara com Jacob – Sabes Jacob, uma coisa que não sabes é sobre a família, eu posso ter feito coisas erradas, mas as pessoas que eu amo são a minha família, e pela minha família eu faço tudo, mesmo abrir mão da pessoa que eu mais amo pela sua felicidade.

Eu olhei chocado para o que Bernard havia dito, realmente ele havia mudado muito, e agora eu compreendia o que Bella via nele, Bernard tinha duas mascaras uma onde apenas os mais íntimos viam e a outra que ele mostrava ao mundo, para ninguém ousar lhe magoar, tal como muitos faziam.

- És um inútil. – Disse Jacob – Poderias muito bem mata-lo e fazer de Bella sua, mas não vais fazer-te de herói para ela lhe dar as costas e ficar com este parvo.

Bernard levantou-se, virou as costas a Jacob olhando-me e rapidamente virou-se para Jacob lhe dando um grande chute na cara fazendo-o cair longe de parti o nariz.

- Olhe bem como fala comigo, seu verme. – Disse Bernard cheio de ódio

- Bernard, calma. – Disse James segurando-o para trás – Afinal não o queremos morto… - Lhe deu um sorriso – Não por enquanto, afinal o Charlie nos deu bandeira branca para fazermos deste verme o que quisermos.

- O que queres dizer? – Perguntei confuso

- Quer dizer que Jacob está oficialmente morto há mais de 14 anos… vamos apenas cumprir o que diz no papel. – Disse Lally com um sorriso malicioso, eu encarei os três – Então Edward? Este verme ameaçou a sua família, queres uma simples cadeia? – Disse incrédula

- Não, eu quero tortura. – Eu disse cheio de ódio.

- Vais ter, vamos diverti-nos muito, certo Jacob? – Disse Bernard dando-lhe outro chute – Agora temos de ir. – Ele apertou num botão e em menos de um minuto entrou alguns homens de pretos que levaram Jacob – Eles nunca viram o que aconteceu, os teus seguranças estão lá em baixo eu os convenci de fingirem não estarem a vigiar, só assim Jacob via alguma oportunidade.

- Sabias o tempo todo?

- Não o tempo todo… mas desconfiei, eu fiz muitas pesquisas e descobri.

- Obrigado. – Eu disse sinceramente

- Sem problemas, agora tenho outro problema em mão.

- Leah. – Disse James quando todos os seguranças saíram deixando apenas nos quatros – Temos de chegar lá o mais rápido possível e tira-la de perto das crianças.

- Segundo o que eu li sobre ela, Leah era apenas um fantoche nas mãos do irmão… mas mesmo assim é perigosa, mas mesmo assim seremos mais piedosos, iremos apenas lhe jogar na cadeia sem chave de saída.

Olhei para Lally lhe dando um sorriso

- Vamos, tenho um avião já pronto. – Disse Bernard

- Também já planeaste tudo. – Eu disse com um sorriso aliviado

- É assim que eu sou. – Disse brincando.

Seguimos para a Itália, onde de imediato os seguranças de Bernard invadiram a casa e correram em direcção ao lugar onde as crianças estavam onde Leah estava sozinha com Eleonor e Nina.

- Olá Leah. – Disse James, ela de imediato assustou-se vendo todo mundo a olhar para ela

- Papá! – Gritaram Eleonor e Nina vindo em minha direcção mais foram impedidas por Leah que as seguravam fortemente pelo braço e caminhava para trás ficando mesmo ao pé do lago.

- Leah, solte-as! – Eu gritei irritado, ninguém poria minhas filhas em perigo ninguém!

- Porque? Para vocês matarem-me? – Disse sarcasticamente – Se descobriram-me é sinal que já eliminaram meu irmão.

- Papá. – Disse Nina chorando – Papá, ajuda-nos. – Suplicava

- Leah, eu lhe dou o que quiseres mas largue-as. – Eu supliquei

- Eu quero o meu irmão.

- Isso será impossível, Leah. – Disse Bernard – Largue-as, ou estes homens atiraram em ti. – Neste instante os homens miraram as armas com apenas o laser vermelho no seu coração, ela percebendo nisso pegou as duas no colo ficando impossível mira-las sem correr o risco – Largue-as!

- Papá! Papá! – Gritava Eleonor tentando solta-se

- O que se passa?! – Gritou Bella confusa, mas quando viu a cena correu em direcção as nossas filhas mais eu tive de segura-la – É ela? Sempre foi ela? – Disse incrédula

- E Jacob. – Eu disse segurando-a suavemente

- Mas ele não estava morto?

- Depois conversamos. – Ela assentiu

Bernard aproximou-se de Leah

- Leah, não tens como escapar. – Disse calmamente – Largue-a e eu assegurarei que ficaras numa boa prisão.

- Eu não acredito em ti. – Disse dando mais um passo para trás se ela desse mais um passo ela cairia no lago e minhas filhas poderiam morrer afogada

- Ok, perdi a paciência. – Disse Bernard irritada – Lindas, façam o macaco dois. – Disse virando-se para falar com Eleonor e Nina, elas olham confusa e Bernard olhou para Bella

- Agora, Eleonor e Nina, façam! – Disse assustada

De imediato as duas fecharam os olhos e taparam o ouvido, neste mesmo segundo Bernard tirou a arma e deu um tiro na perna de Leah que caiu fazendo minhas filhas também caírem no chão. Soltei Bella de imediato e peguei as duas com ajuda de Bernard.

Leah gritava de dor e Lilly que estava sempre ao pé de nós ficou encarregada de levar as crianças para dentro, onde Bernard mandaria Leah de volta para os EUA e ela aprenderia a nunca machucar ninguém.