Notinha: Meninas, algumas fics eu não pretendo termina, caso vcs queiram o livro que eu estava adaptando e só manda o e-mail de vcs que eu envio, Ok.
Ps.:O proximo capitulo eu prometo diminuir os "".
Capítulo Dois
Duas semanas mais tarde
Rin franziu o cenho com irritação. Ela tirou os óculos de sol dos olhos enquanto o carro de aluguel saltava fortemente na estrada pela montanha. O sedan era o único carro de aluguel que tinha sobrado. O agente de aluguel tinha dito a ela que haviam muitos turistas deixando Montana devido à nevasca pesada que o estado havia experimentado recentemente.
Rin esquadrinhou os lados das montanhas, procurando por avalanches. Ela não podia imaginar que elas acontecessem muito frequentemente, como o agente havia sugerido, ou pelo menos não assim tão cedo no outono. Ela achava que ele havia dito isso apenas para que as pessoas pagassem o seguro extra quando fizessem o aluguel.
Ela levou o dobro de tempo para dirigir através da montanha como havia imaginado a princípio. O que parecera com um passeio de uma hora no mapa estava próximo na realidade de três devido às curvas perigosas. Rin diminuiu a velocidade do carro quando viu uma bifurcação na estrada.
"Miner's Cove". Ela piscou e ergueu os óculos para ler as letras apagadas em uma placa velha e enferrujada. "Acho que é esse o caminho".
Rin virou o carro à esquerda. Pela paisagem, achava que seu marido vivia na região mais despovoada da área ao norte de Montana. Ela fez uma oração breve para os céus para que ele não fosse um habitante rústico das montanhas, um líder de milícia ou algo do tipo.
Ela tinha levado parte das duas últimas semanas para perseguir Sesshoumaru Taishou. Afortunadamente, ela tinha Sango para ajudá-la. Sango voou para Vegas logo depois que Rin descobriu que tinha se casado com o homem errado. E com alguns subornos sutis ao pessoal do hotel, Sango descobriu que o homem no certificado de casamento realmente existia e que era um homem de Montana que possuía negócios prósperos. Pelo menos isso poderia ser assumido já que uma corporação importante tinha pagado pelo quarto de hotel.
Rin respirou fundo. Ela estava ficando sem tempo. Seu trigésimo aniversário estava a pouco menos de um mês. Isso dava a ela quatro semanas para se divorciar de um marido, casar com outro, e receber a herança do pai.
Chegando depressa em uma cidade pequena escondida dentro do vale da montanha, ela parou o carro na frente de um Armazém pequeno. Miner's Cove era uma cidade modesta ao lado de uma montanha. Ela estava certa de que já tinha visto a mesma e exata comunidade em retratos do velho oeste. Era realmente uma área bonita, uma vez que uma pessoa se recuperasse do fato de que eles estavam no meio do nada em lugar nenhum.
Rin tinha sido criada no mundo apressado e alvoroçado de Nova Iorque. Ela apenas havia conhecido a zona rural aos treze anos. Na época, a área muito aberta a assustou com seu sossego e ela implorou ao pai que a levasse de volta para a cidade.
Havia uma luz vaga brilhando na neve no chão, então Rin agarrou sua jaqueta do banco na parte de trás. Tendo certeza de ter sua bolsa, ela fechou a porta do carro. Alguns dos moradores locais a assistia com interesse ávido. Estava claro que eles raramente tinham visitas. Rin evitou os olhares e caminhou diretamente até o Armazém. Anos na cidade a haviam ensinado a cuidar da própria vida e que esses moradores locais a apavoravam mais do que a cidade à noite.
A loja pequena ficava em um prédio solitário de tijolos que funcionava como supermercado, loja de material de construção e correio. Todos os artigos imagináveis que uma pessoa poderia precisar estavam sobre a estante e tudo era atravancado de forma que havia pouco espaço para se caminhar. Quando ela abriu uma porta de vidro espesso, um sino tocou.
"Oi?", Rin chamou enquanto ia em direção à parte de trás. Ela franziu o cenho suavemente quando sua jaqueta foi impedida por um cabo de vassoura saliente.
"Espere um momento, já vou", uma voz idosa respondeu.
Rin achou o catálogo. Estava inconvenientemente localizado na parte de trás da loja, como se não permitisse partida fácil. Ela se apoiou sobre o contador e começou a tamborilar os dedos.
"Agora sim, como posso ajudar?".
Rin sorriu quando um homem idoso surgiu do cômodo da parte de trás. Ele era muito enérgico para sua idade avançada. Sorrindo amavelmente, ela se lembrou de que estas pessoas viviam em um passo mais lento. Tentando não soar apavorada, ela educadamente o saudou. "Oi".
"Sim, o que temos aqui?", o homem sorriu enquanto arranhava a cabeça calva. Ele tinha uma aparência compassiva, com o rosto redondo e sorriso alegre. Rin imaginou que se ele deixasse crescer a barba branca, seria exatamente como um Papai Noel magro.
"Meu nome é Rin". Rin ofereceu a mão.
"Apenas Rin?", o homem velho riu. "Tudo bem, tudo bem. Você está perdida, Rin?".
"Na verdade é Rin ". Rin enrugou o rosto em confusão. "Quero dizer, Rin Taishou".
"Taishou, é?", o homem inquiriu, ficando curioso. "Eu sou o Vovô. Todo mundo me chama apenas de Vovô. Você é parente de algum Taishou ao redor daqui?".
"Sim, realmente sou. Estou procurando por um Sesshoumaru Taishou". Rin deu uma respiração funda antes de acrescentar, "fui informada de que ele vive ao redor daqui".
"Sesshoumaru, você diz?", Vovô riu novamente. "Pode ser que eu o conheça".
"Se você pudesse me dizer onde o achar", ela começou, apenas para franzir o cenho quando ele a cortou com seu riso de diversão.
"Creio que eu já ouvi falar de uma Rin Ricurashiy", Vovô começou. "Será que você é a escritora que eu acho que é?".
Rin concordou com a cabeça, tentando não deixar sua frustração aparecer, "sim, eu sou escritora".
"Sim, entendo. O que você quer com Sesshoumaru? Ele finalmente atendeu o meu conselho e escreveu para você uma carta de fã?", o vovô sorriu amplamente deliciado e bateu as palmas das mãos com alegria. "Aquele menino me pede os seus livros tão rápido quanto os termina".
"Sério", Rin respondeu desanimadamente. Ela ficou apreensiva. Com certeza ela não estava casada com um admirador fanático. O estômago dela começou a revirar com náusea. Ao longo das semanas a imagem abafada de músculos cinzelados se dissolveu se transformando em braços esqueléticos com uma metralhadora e machadinho.
"Bem, não importa. Sesshoumaru ordena todos os tipos de livros". O vovô sorriu e agitou a cabeça. "O que você quer com o nosso Sesshoumaru? Ele estará no seu próximo livro? Isso seria legal".
"Talvez. Eu não pensei sobre isto. Há algo que eu preciso discutir com ele". Rin abaixou a voz quando o sino tiniu atrás deles na porta da frente. Duas senhoras de idade entraram na loja. O homem ergueu uma mão para elas em saudação. Ignorando as mulheres, ela sussurrou, "de natureza pessoal".
"Pessoal, é?", Vovô se debruçou adiante, seu tom ficando suspeito. "Quanto pessoal? Você não quer causar problemas, não é? Você está no caminho da família?".
"Não, certamente não estou. Por favor, isto é entre mim e Sesshoumaru". Rin olhou dolorosamente para as duas senhoras e se debruçou para mais perto. Era óbvio que ele não iria cessar. Ela sussurrou para que apenas o homem muito idoso pudesse ouvir. "Eu sou a esposa dele".
"Sesshoumaru é casado?", o vovô disse ruidosamente. "Bem, nossa! Você ouviu isso Kaede? Sesshoumaru finalmente conseguiu uma esposa!".
Rin vacilou quando o Vovô acenou para uma das mulheres que estava vagando próxima à entrada. Girando para olhar o homem idoso, ela implorou, "não, por favor, não… faça isto. É apenas um engano".
"Bem, não acredito!", Kaede exclamou. Ela era uma mulher no final dos cinquenta anos e bateu levemente no seu penteado armado e se aproximou da garçonete de uniforme. "Ele esteve na cidade há apenas umas semanas e não mencionou nada disto".
"Não havia nada para mencionar. É um simples engano", Rin persistiu. Ela colocou a bolsa junto ao quadril em exasperação. "Estou aqui para ter alguns documentos assinados para limpar a confusão. Honestamente, é tudo um engano".
"Divórcio, ela quer dizer". Kaede ergueu uma sobrancelha desaprovadora em direção a Vovô, que anuiu com a cabeça em compreensão muda. "É isso que eles todos querem dizer hoje em dia quando chamam um casamento de engano. Não conseguem fazê-lo durar. Não como nós fizemos, de qualquer maneira. Nos velhos tempos nós sabíamos que 'até que morte nos separe' queria dizer exatamente isto. As pessoas ficariam juntas até que uma delas batesse as botas, em alguns casos até por mais tempo".
Rin deu um passo para trás, sentindo-se como se estivesse no meio de um elenco ruim de filme dos anos cinquenta. O vovô e Kaede a olhavam fixamente. "Com licença. Eu devo ir. Realmente devo achá-lo".
"Espere um minuto, criança", Vovô disse antes de girar para Kaede. "Você fique quieta. Você não sabe se esse é o caso. Talvez ela esteja aqui para endireitar as coisas com ele. Ela pode estar aqui para fazer o casamento dar certo".
Ambos giraram a cabeça para ela em expectativa. Rin lentamente recuou para o contador. Em silêncio ponderou o fato de que os dois poderiam estar em falta de um bom aparelho de audição. Não era assim que ela queria que a conversa caminhasse. Ela não planejava que ninguém descobrisse sobre o seu casamento de mentira. Everest teria muito que explicar quando ela partisse. Ela sentia muito por isto, mas não havia nada que ela pudesse fazer sobre isto agora.
"Eu tenho uma grande quantidade de material que devo levar para a casa do Everest hoje à noite. É um passeio de uma hora daqui. Você é bem-vinda a vir comigo no jipe", Vovô ofereceu. "Seu carro não conseguirá fazer o caminho nas montanhas".
Rin girou para olhar da janela dianteira. Seu carro podia ser visto através do vidro empoeirado. Os flocos de neve já estavam cobrindo o capuz.
"Isso seria bom", Rin anuiu com a cabeça quando ela uma vez mais os enfrentou. "O problema é que o carro é de aluguel".
"De qualquer maneira, ele não conseguirá fazer". Kaede falava cantando como se não tivesse ouvido a oferta do Vovô. "E o único quarto disponível para ser alugado foi tomado por um fotógrafo. Então seria melhor você levar sua bagagem com você e ficar a noite lá com o Vovô. Talvez isso te dê algum tempo para resolver o que quer que tenha que ser resolvido. Não há necessidade de recorrer a divórcio ainda. Everest é um bom homem. Ele fará o que seja direito com você. Você verá".
"Que idéia esplêndida, Kaede". Vovô anuiu com a cabeça em aprovação. "Sesshoumaru tem muitos quartos naquela cabana dele".
Rin deu um sorriso porque não estava certa do que queria dizer. Ela não gostava da idéia de passar a noite nas montanhas, sem falar de uma cabana de tronco. Pessoas desapareciam o tempo todo nas montanhas. Qualquer coisa poderia acontecer. Rin estremeceu ao se imaginara sendo atacada por um urso faminto ou sendo mordida por um carrapato infectado. E se a vida selvagem não acabasse com ela, seu marido poderia. De qualquer modo, a idéia de ficar sem luxo na natureza não era muito atraente. Ela gostava da segurança relativa da cidade. Claro que havia crimes, mas ela sabia como se proteger contra isto. Como se convence um urso a não te devorar?
Vendo o rosto sorridente do Vovô, parecia que uma noite nas montanhas seria a única opção dela. Não era como se ela tivesse a opção de se dar ao luxo de escolher suas acomodações.
"Certo, quando nós partimos?", ela perguntou tranquilamente. Ela tentou não deixar sua apreensão aparecer.
"Vou fechar aqui em aproximadamente duas horas. Por que você não vai pegar algo para comer na cantina então? É do outro lado da rua. Não posso perder isso". O Vovô piscou para Kaede.
"Muito bem". Rin anuiu com a cabeça dando um suspiro enquanto deixava a loja.
"O que está planejando, Vovô?", Kaede deu a ele um olhar suspeito. "Você sabia sobre isso?".
"Não por isso, Vovó". O vovô se debruçado e beijou a bochecha de sua esposa. "Mas eu descobrirei hoje à noite".
"Eu gosto dela", Kaede disse. "Queria que houvesse um modo de fazê-la ficar lá em cima por mais tempo. Sesshoumaru tem estado só há muitos anos. Não é bom para um homem na idade dele passar todo o tempo sozinho. Ele devia sair mais".
"Concordo". O vovô sorriu travessamente enquanto levava sua esposa para uma dança. Por um momento eles se moveram no ritmo de uma canção que somente eles podiam ouvir. Pressionando sua bochecha contra a de sua esposa, ele respirou em satisfação. "Eu cuidarei de tudo. Agora, ajude-me a reunir algum material extra para levar para Everest. Nós apenas temos duas horas e seus ossos velhos não se movem mais como costumavam".
"Oh, você!", Kaede deu um tapa no braço dele e riu quando ele a perseguiu brincalhão até o cômodo de trás.
****
Rin desviou a vista para a janela enquanto esperava por seu hambúrguer. Era a única coisa no menu que a garçonete parecia saber que havia disponível. Ela ergueu a xícara de café para tomar um gole e notou que todo mundo a estava encarando.
"Oi". Ela anuiu com a cabeça e tentou sorrir. "Boa cidade esta que vocês têm".
Alguns poucos anuíram de volta. Outros grunhiram.
Rin achava que este era o lugar que todo mundo na cidade se reunia para conversar. Eles olhavam fixamente para ela como se ela fosse uma locutora política pronta para fazer um anúncio importante relativo à companhia de mineração da cidade. E eles não acreditavam que o discurso seria bom.
"Então é verdade?", a garçonete perguntou com uma inclinação no quadril. Ela deu um sorriso astuto para o homem no contador que a estava paquerando. Os dentes dele eram ligeiramente esquivos e se sobressaíam quando ele sorria.
"Desculpe?", Rin olhou para a mulher atraente. Ela usava maquilagem e laquê demais, mas era graciosa mesmo assim. Rin achou que ela era uma das poucas mulheres na sua idade na cidade e pela sua expressão entediada, ela parecia se ressentir do fato de não haverem mais homens para escolher. "É verdade?".
"Que você está casada com Sesshoumaru Taishou". A garçonete estava mastigando ruidosamente um chiclete. Rin queria tirá-lo dela.
Rin tomou outro gole de café, sem saber qual a melhor maneira de responder. Mordendo os lábios, ela começou a entrar em pânico. Como todo mundo parecia saber da vida dela? Ela estava lá há apenas vinte minutos. Então, quando ela espiou a mulher que tinha feito compras com Kaede no armazém, ela fez uma careta de desdém.
"Você é?", um cavalheiro mais velho no contador juntou-se a investigação.
"Sim. Mas, foi apenas um engano". Rin tentou permanecer tranquila. Ela se sentia como se estivesse no banco das testemunhas. "Estou aqui para resolver tudo".
"Bem, isso quer dizer que você descobriu que ele vive aqui no mato e não quer fazer parte disto". A garçonete riu cordialmente. Alguns se juntaram a ela. "Não posso dizer que te culpo".
"Não, eu não quis dizer isso. Sua cidade é a-adorável", Rin gaguejou.
"Do que você gosta?", o homem mais velho disse novamente.
Todos riram quando Rin ficou vermelha com embaraço. Ela desejava partilhar da piada, mas tinha a sensação de que, de alguma maneira, estava na linha de tiro.
"Deixe-a, Bankotsu", a garçonete ralhou antes de voltar para seu questionamento. "Bem, Sesshoumaru é um homem atraente. Pode ser que você esteja aqui para convencê-lo a voltar para onde quer que você tenha vindo, não é? Isso se ele for, claro. De onde você é?".
"Nova Iorque", Rin respondeu fraca, sentindo como se não tivesse nenhuma escolha. Ela tomou um gole de café perguntando-se se o padrão da garçonete para atraente seria um homem com a maior parte dos dentes. Ela tragou enquanto o rapaz do dente olhava para ela de soslaio um pouco aprovador demais.
Oh, Deus, ela pensou. Por favor, diga-me que eu não dormi com algo assim!
"Vê, eu disse a você. Ela não quer se mudar para cá. Ela está acostumada a viver naquela cidade. O que eu não daria para ir a Nova Iorque". A garçonete deu um suspiro sonhador. "Você já fez compras na Quinta Avenida1?".
"Agora você conseguiu". Bankotsu o homem no contador riu enquanto acendia seu cigarro. "Kagura vai te pedir para ir com você antes que você perceba, guarde as minhas palavras".
"Cale-se, Bankotsu!", Kagura, a garçonete, gritou.
A cantina acabou em risos quando Kagura foi para o balcão das garçonetes com um soluço audível.
"Agora vocês todos deixem em paz aquela pobre criança. Que vergonha!".
Rin revirou os olhos, agradecida por Kaede ter acabado de entrar. Sua voz dura imediatamente trouxe respeito. Ela apontou um dedo para Bankotsu e jogou nele um olhar de repreensão e desaprovação.
"Na última vez que você a deixou assim, Bankotsu, eu tive que cobrir o turno dela por três dias".
Bankotsu anuiu com a cabeça enquanto dava um olhar desafiante. Mas, em vez de responder, ele voltou para seu café e não disse nada.
Kaede se moveu para se juntar a Rin em sua mesa. Ela se sentou no banco em frente a ela sem esperar ser convidada. "Não se importe com eles, também. Eles não têm nada melhor para fazer".
"Obrigada", Rin murmurou. Ela não sabia por que essa mulher estava se juntando a ela, não que ela se importasse muito. Rin tossiu com o cheiro da fumaça que vinha do homem no contador.
"Não por isso". Kaede sorriu amavelmente enquanto começava a reorganizar os condimentos sobre a mesa. "Você veria que eles não estão sendo rudes, se chegasse a conhecê-los".
Rin gemeu interiormente. "Sei que você está certa. Mas houve um engano terrível. Nosso casamento não é real. Eu não quero me tornar inconveniente para ele depois que eu for embora. Eu não deveria ter dito nada".
"Não se preocupe com Sesshoumaru. Ele conhece estas pessoas por toda a vida. Ele não terá nenhum problema". Kaede piscou quando Kagura trouxe um prato de comida para a mesa. "Fico contente por ver que você não pediu o bolo de carne. Bem, eu te deixarei só. O vovô deverá estar pronto assim que você terminar".
"E o que há de errado com o meu bolo de carne?", Kagura perguntou irritada.
"Nada, querida", Kaede riu em alegria à medida que se levantava.
"Sim, exceto que você supostamente deve matar o animal antes de cozinhá-lo". Bankotsu tossiu, feliz por ter dado sua opinião não solicitada.
Rin sorriu indiferentemente enquanto Kaede se juntava a uma Kagura ofendida na cozinha. Ela achava difícil comer com tantas pessoas a observando pelos cantos dos olhos.
"Garçonete", ela chamou, enquanto pegava sua jaqueta, "posso levar para viagem?".
****
Rin se segurou na barra do jipe enquanto o veículo ia pela trilha áspera. Ela rezou para que o Vovô soubesse onde eles estavam indo para que ela visse qualquer coisa que se assemelhasse a uma estrada pavimentada. Ela queria apreciar a paisagem, mas seus olhos estavam começando a congelar.
"Fica muito distante?", Rin gritou acima do vento. O jipe do vovô não foi ao cume das montanhas. O ar frio estava fazendo com que a respiração dela saísse em arfadas de névoa branca e ela pensou sentir a água de seus olhos congelarem e suas bochechas vermelhas pinicarem.
"Apenas um pouco mais", Vovô gritou de volta. "Vê aquele precipício ali?".
Rin seguiu o dedo dele e movimentou a cabeça. Miseravelmente, ela tentou controlar os calafrios em seu corpo. O frio não parecia afetar o homem idoso. Vovô estava bem empacotado para o tempo.
"Nós tivemos uma avalanche lá uns invernos atrás. Vê a clareira nas árvores? É assim que você pode dizer que houve". Vovô pôs a mão de volta no volante. "Sesshoumaru ficou na neve por dois meses sem um telefone. Apenas um tipo de pessoa poderia viver assim. A maioria das pessoas ficaria louca se tivesse que viver no isolamento. Não Sesshoumaru, não senhor. Ele vem de boa linhagem. Não há como dizer como uma coisa daquelas irá acontecer novamente".
Rin olhou para a montanha com susto. Parecia que a avalanche era o conto de horror local. Ela virou para o Vovô. Ele parecia pensar que o fato de o marido dela ser um solitário que vivia nas montanhas devesse impressioná-la. O que ele realmente tinha feito era fazê-la suspeitar que o marido dela tivesse ficado louco anos antes.
"Eu vi muitas avalanches, estive em uma também. Mas isso foi há muito tempo. Um dos mais lindos acontecimentos na natureza que você poderá ver. Bem, contanto que você não esteja olhando para ela da parte inferior da montanha". Vovô riu brincalhão. "Os animais nem vão naquele desfiladeiro nessa época do ano".
Rin sorriu educadamente enquanto ficava o mais distante possível dele.
"O Sesshoumaru mora acima deste cume", Vovô gritou enquanto apontava novamente.
"Por que não há nenhuma estrada?", Rin perguntou enquanto puxava seu cabelo para a nuca e o segurava no lugar.
"Não há necessidade. A maioria das pessoas vem para cá a cavalo. Eles são mais eficientes na neve". Com uma piscada, ele acrescentou, "e você pode comer a carne de um se houver necessidade. Sesshoumaru tinha um cavalo até alguns anos atrás".
"Claro", Rin murmurou, incapaz de acreditar no que estava ouvindo. Ela tragou e girou pálida. Fracamente, inquiriu, "isso foi no ano da avalanche?".
O sorriso provocante do Vovô estava perdido nela, enquanto ele meditava pensativamente, "de fato, foi".
Rin apertou nervosamente a maçaneta da porta se perguntando se deveria desistir.
"Sim, senhor, não há necessidade para estradas. Não há muitas pessoas que vivem aqui em cima". O Vovô anuiu com a cabeça. "E esses conseguem viver bem".
Eles foram em silêncio enquanto o Vovô manobrava o jipe para cima por um declive íngreme. Rin agarrou a barra com mais força, com medo de que o veículo virasse de costas. Quando ele se estabilizou novamente Rin ofegou em surpresa porque diante dela havia uma região cercada por árvores. No meio havia uma cabana de dois grandes pavimentos, tão elegante e bem cuidada como em nenhum lugar que ela já tivesse visto. O brilho suave da luz do fogo brilhava vagamente vindo de uma janela panorâmica gigante. Uma varanda longa envolvia a frente da casa. Ao lado da cabana havia um celeiro onde Rin achou que seu marido tinha mantido seu cavalo antes de ter sido forçado a comê-lo. Havia um pequeno local de armazenamento próximo ao celeiro e uma pick-up Ford velha. Se Rin chutasse, diria que o Ford era dos anos 50, como tudo o mais na montanha.
"Então é isto", ele anunciou orgulhosamente. Vovô buzinou em várias explosões pequenas.
"É bonito". Rin respirou pasma por algo tão elegante poder ser achado escondido dentro do bosque. Ela riu com alívio quando percebeu que tinha esperado uma casa de gramado ou uma pequena barraca de acampamento.
"Sesshoumaru a construiu sozinho". Vovô sorriu amplamente com orgulho. "Ele apenas acabou de terminar o andar térreo neste último outono. Bem, há realmente apenas alguns detalhes secundários para se fazer. Mas o principal está acabado. Acho que você vai ficar mais confortável aqui".
Rin entendeu que Sesshoumaru tinha mandado construir a casa. Ela se perguntou quanto ele tivera que pagar para um contratado terminar isto aqui, tão longe nas montanhas, e que tipo de homem gostaria de fazer isso.
"Sesshoumaru! Venha aqui, menino!", Vovô gritou, diminuindo a velocidade do jipe. "Eu trouxe algo para você".
Rin tirou o olhar do celeiro para olhar fixamente para a cabana. Ela ignorou o Vovô, incapaz de ouvir seu amigável tagarelar acima da batida de seu coração. Ela esperou com antecipação e medo ofegante. Seu sorriso leve congelou quando ela viu o homem vagamente familiar abrir a porta da frente. Se a casa a havia espantado, o homem em si a surpreendeu.
Uma visão borrada de uma noite de paixão veio e passou apressada como se fosse um sonho muito antigo. O corpo dela estremeceu em resposta. Ela podia sentir mãos fortes e poderosas que tinham dominado sua carne. Ela podia sentir lábios apertados em lugares que ela raramente olhava. O sangue se movia ardentemente em suas veias se opondo ao frio insistente do ar da noite. A mera visão dele tomou sua respiração e ela podia entender completamente por que tinha sucumbido a ele.
O jipe parou na frente de seu marido e ela se moveu firme para sair, ciente de que seus olhos permaneciam curiosamente tranquilos. Ele era um homem alto, com músculos protuberantes sob a camisa de flanela. Rin tragou, imediatamente pensando no estereótipo do lenhador bonito. Seus braços fortes estavam nitidamente cruzados sobre o peito, dando a ele o ar confiante de domínio supremo. Ele parecia que tinha trabalhado duro para sobreviver na selva.
Rin soltou uma respiração lenta, instável. Sesshoumaru Taishou não era nada como ela esperava. Ela se sentia uma anã na frente dele. Ele era um homem grande, parecendo o tipo que teria sido um fisiculturista um dia, e feito isso apenas por tempo o suficiente para deixar sua construção firme como uma pedra virar suavemente uma escultura sedutora de perfeição masculina. Rin se achou cativada pelos músculos escondidos em seu tórax largo. Não se fazia mais homens como ele. Vendo a diversão em sua expressão, ela girou os olhos para o chão em aflição. Ela desejava não ter sido tão direta.
"Vovô, o que você está fazendo aqui?", Sesshoumaru deu à mulher um olhar interrogativo, mas não se moveu. Seus lábios estavam firmemente curvados em um sorriso ligeiramente preguiçoso. "Eu não te esperava até a outra semana".
Rin estremeceu com a voz profunda dele. Seus lábios de repente estavam secos. Ficando instável, ela se debruçou contra o jipe.
"Tudo bem, eu tenho um pouco de carne de veado congelada para você", Sesshoumaru pausou antes de adicionar, "cacei um pouco semana passada".
"Sim, não deixe o marechal ouvir isto". O vovô riu cheio de alegria. "Ele vai querer um pouco para si mesmo".
Sesshoumaru riu.
Limpando a garganta, Vovô movimentado a cabeça para seu companheiro. "Eu disse a você que te trouxe algo".
Sesshoumaru girou a atenção para Rin e sorriu, um sorriso maldosamente bonito. Ele deu um passo, descruzando os braços volumosos. Dando a ela um aceno com a cabeça, ele ofereceu a mão. "Sesshoumaru Taishou, madame".
"Rin", ela gaguejou em retorno. Erguendo o dedo de maneira cortês, ela não ousou tocá-lo. Ela ficou com medo de tomar a mão dele na sua que tremia. Ela tentou não ruborizar com a luz de provocação em seus olhos âmbar. Ele notou a leitura mental dele atenta e deixou-a saber com um olhar penetrante o que havia passado como um raio de luz. A mão caiu para o lado.
"Que estranho". O Vovô arranhou a cabeça calva. Seus olhos se estreitaram em confusão. "Eu tenho a impressão de que você acabou de conhecê-lo".
Sesshoumaru sorriu amavelmente e agitou a cabeça. "Temo que não".
"Bem, na realidade", Rin interrompeu. Seu olhar desanimado achou o homem idoso enquanto ela dava um passo em direção a Sesshoumaru. "Nós nos encontramos. Mais ou menos duas semanas atrás, em Vegas".
O sorriso enfraqueceu fácil de seu rosto bonito enquanto ela dizia as palavras. O reconhecimento ficou claro nele. Limpando a garganta em desconforto, ele disse distraidamente, "hm, deixe-me te ajudar com as coisas, Vovô. De qualquer maneira, o que você trouxe?".
Rin franziu os lábios enquanto o via ignorá-la. Assim que ele girou, ela tomou um fôlego para se estabilizar. Sesshoumaru Taishou não era o homem inato e grosseiro que ela tinha pressentido. Ele era um exemplo viril de masculinidade. Ele era alto, forte e muito bonito. Ele tinha um convite morno nos olhos âmbar e cabelo prateado comprido amarrado nitidamente em um rabo-de-cavalo. Usava uma camisa de flanela vermelha, nitidamente enfiada na cintura da calça jeans azul cobrindo as botas.
"Posso ajudar?", ela perguntou aos homens, desejando que sua voz não soasse muito fraca.
"Não, apenas espere aí". Vovô respondeu com um sorriso. "Isso não vai demorar muito".
Incerta, ela assistiu os homens levando as caixas de comida e material para a casa. Ela se sentia como uma tola de pé na neve. Começou a se formar um peso leve na sua jaqueta. Ela desejou que eles a tivessem convidado para entrar. O amargo frio banhava seus pés e subia por suas pernas fazendo-a estremecer incontrolavelmente. Ela não estava preparada para o início do inverno. Ela não tinha feito suas malas para isto. A jaqueta oferecia pouca proteção contra o tempo, assim como o terninho sob ela.
Rin se perguntou se deveria se preocupar com a própria bagagem. Sesshoumaru não parecia feliz de vê-la. Ela especulou brevemente que ele poderia ter alguém vivendo com ele que não ficaria animado com sua presença. Ela não tinha pensado nisso.
Quando eles voltaram para pegar a última carga, Rin ainda estavam aguardando o jipe. Ela não tinha se movido do lugar, muito congelada para dar um passo. Mas, quando ela viu o olhar aquecido de Sesshoumaru cheio de intenções em sua direção, seu corpo ficou completamente entorpecido até que ela não podia mais sentir o frio nos pés através das botas finas que usava.
"Sesshoumaru, se você não se importa, Rin e eu ficaremos pela noite. Não estou me sentindo bem e não quero dirigir", Vovô disse. Ele pôs uma mão no peito e bateu levemente no coração. Rin tragou. Os homens a ignoravam, enquanto isso Vovô continuou, "amanhã, sendo domingo, a loja ficará fechada e eu não me sinto com vontade de ir para a igreja com Kaede".
"Certo", Sesshoumaru anuiu com a cabeça devagar. Ele atirou ao homem idoso um olhar confuso.
"Ajude-me com as bolsas dela, filho". O Vovô piscou para Rin enquanto ele se moveu para agarrar sua bagagem. Tirando a pasta de seu aperto congelado, ele disse a Sesshoumaru por sobre o ombro, "Kaede tem alguém lá nele, então não há mais nenhum outro lugar para esta jovem dama ir".
A boca de Rin foi secando enquanto Sesshoumaru olhava para ela com expectativa muda. De repente, ela ficou agradecida pelo tempo que escondia o rubor que ameaçava suas bochechas vermelhas. Os flocos de neve caíam mais duros, cobrindo-o suavemente como uma manta. Ele não parecia notar. Vovô limpou a garganta ruidosamente para quebrar o feitiço entre eles. Sesshoumaru imediatamente entrou em ação.
Quando Sesshoumaru se aproximou dela, ela pôde sentir seu próprio corpo tremendo com reação. Ela sentiu o odor leve de fumaça de cedro saindo dele. Ele se debruçou acima do lado do jipe. Ela virou para ele para agarrar a bolsa e o laptop.
"Eu não me ficarei por muito tempo", ela sussurrou.
"Por que você não vai para o lado de dentro?", Sesshoumaru disse quando passou por ela. "Nós podemos pegar isso".
Rin fez como ele instruiu, perguntando-se como podia ter se esquecido de uma noite com um homem como ele. Ela pisou dentro da casa dele, sentindo-se uma intrusa.
A cabana era simplesmente decorada. Uma lareira queimava brilhantemente, dando a impressão de que era a única fonte de calor na casa. E ela fazia um trabalho magnífico. Em frente à lareira havia um tapete de pele de urso, com a cabeça incluída. Ela se perguntou se ele mesmo o havia matado. Um banco e uma cadeira de madeira combinando cercavam a pele. E havia uma cadeira de balanço velha e bonita que tinha um cobertor espesso tricotado sobre as costas.
Rin deu um passo para o lado quando Sesshoumaru entrou na casa atrás dela. Ela podia sentir o calor que irradiava do corpo dele.
Ele pôs as bolsas em uma pilha ao lado da porta da frente. Os seus braços abertamente se esforçaram para suportar o peso.
"Você tem uma casa adorável", ela educadamente afirmou, encontrando seu olhar malevolamente bonito.
"Obrigado", ele ofereceu como uma resposta curta. Ele deu a ela um olhar breve de curiosidade antes de se mover para fechar a porta atrás do Vovô.
"Sim, pronto", Vovô disse. "Por que nós estamos de pé aqui?".
"Por favor, sente-se", Sesshoumaru ofereceu tardiamente. Sua voz estava um pouco rouca enquanto articulava em tom baixo, "eu estava apenas trabalhando em alguns projetos na cozinha. Eu voltarei logo".
"Sempre trabalhando", Vovô ralhou quando Sesshoumaru deixou o cômodo. Ele se moveu para o sofá de madeira. "Por que você não se aquece? Ele não vai demorar muito".
Rin não precisou ser convidado duas vezes. Ela tomou uma cadeira próxima à lareira e esticou os dedos duros. Fechando os olhos, ela se banhou no calor convidativo do fogo. E permitiu que seu coração diminuísse a velocidade de sua batida frenética enquanto ela pensava no homem quieto com o qual tinha casado. Seus joelhos debilitaram e ela estava contente por estar sentada. Mordendo o lábio, ela olhou fixamente para as chamas flamejando. Seria uma longa noite.
1Quinta Avenida - avenida extremamente movimentada de Manhattan, em Nova Iorque, EUA. Vai desde a Midtown até ao Central Park, e devido às propriedades particulares caras e mansões históricas, é um símbolo de riqueza de Nova Iorque. Uma das melhores ruas para se fazer compras no mundo, e também uma das mais caras ruas do mundo.
Oi ^-^como foi o fim de semana de vcs?
Espero que tenha sido super 10, valeu por todas as reviews beijos:
bruna-yasha
Raissinha (Sereninha)
Rukia-hime
Daaf-chan
shirlaine
Cauh Myth Taisho
Inoue-kun
Ana Spizziolli
susan
Bia Taisho Snape
Lust Lotu's
