Oi ^^, eu sei, eu sei não precisa falar do um tempão sem posta.
A culpa e do Narak rsrsrs
Espero que gostem do capitulo, beijos a todos que deixaram uma review, VALEU.
Vou ficando por aqui, pois fugi rapidinha pra posta esse capitulo, aproveitem.
Capítulo Quatro
Rin não conseguiu dormir bem na casa dele. O exterior era muito quieto se comparado ao barulho das ruas da cidade. O único som consistente que ela podia perceber era o lânguido zumbir de insetos, e não muitos. Em alguma hora durante a noite ela pensou ter ouvido um lobo uivar lá fora da janela do quarto. Ela tinha ficado certa, por mais ou menos uma hora, que ele iria entrar na casa e devorá-la.
O beijo de Sesshoumaru tinha deixado-a com um desejo tão intenso que a havia agitado até o âmago. A cama grande tinha o cheiro viril dele de montanha, do ar livre e fresco, de pinheiros e bancos de neve. Ela desejava que ele tivesse continuado a tocá-la, sabendo que era melhor ele não ter feito. Como ela podia permitir que este homem se envolvesse na vida louca dela? Como ele poderia entender as circunstâncias do seu casamento iminente com Paul? Ela mesma não entendia às vezes.
A manhã veio devagar e ela estava de pé logo depois do amanhecer. Sua cabeça nadava sob a névoa do sono mal dormido e ela podia sentir suas emoções frustradas brotando. Lembrando-se da observação de Sesshoumaru sobre seu traje mal escolhido, ela mexeu nas bolsas até achar um pulôver e uma calça jeans azul. A roupa era mais adequada para o campo. Colocando seus sapatos sociais em uma das malas, ela retirou um par de botas esportivas. Tinha acabado de comprá-las para a viagem e elas eram inconfortavelmente duras contra seus pés.
Puxando o cabelo para trás em um coque provisório, ela desejou poder tomar banho. Ela imaginou ainda poder sentir o aroma dele em seu corpo e tentou cobrir a memória jogando perfume forte nas roupas. Então, por despeito, borrifou um pouco na cama dele, desejando que isso o torturasse nas noites a seguir, da mesma maneira que o odor dele havia-a torturado. Ela aplicou um pouco de maquilagem e fez a cama.
O quarto de Sesshoumaru era escassamente decorado assim como o resto da casa. Toda a mobília era feita de madeira e parecia ter boa habilidade. As paredes, o teto e o chão - tudo - eram de madeira. A casa era muito grande para ser chamada de cabana e muito cheia de madeira para ser chamada de mansão. Rin decidiu que achava que ela era mais como um chalé para um homem apenas.
Cansada, Rin se perguntou se era muito cedo para deixar o quarto. Ela não podia ouvir ninguém. Finalmente, depois de um pequeno debate, decidiu que tentaria fazer um pouco de café. Dadas as circunstâncias, ela dificilmente duvidava que Sesshoumaru se importasse se ela se movesse em torno da cozinha.
Ela abriu a porta para o quarto e foi até a sala de estar que era logo do lado de fora. Ela esperou ver Sesshoumaru adormecido no chão mas ficou surpresa por ver que ele já tinha ido e seus cobertores estavam nitidamente dobrados sobre uma cadeira. A limpeza era algo que ela estava rapidamente vindo a associar com o homem da montanha. Sua casa era imaculada.
Através do cômodo, uma luz brilhava da cozinha, então ela fez seu caminho até lá. A cozinha estava vazia. A cafeteira estava cheia pela metade e uma xícara limpa estava ao lado dela. Ela se deu por entendida e se serviu. O café estava claro mas bom. Não era como os sabores exóticos que ela estava acostumada em Nova Iorque. Ela suspirou. As coisas eram tão mais simples nas montanhas.
Depois de espiar para o lado de fora, ela viu que estava apenas na casa. Ambos, o jipe e a velha pick-up de Sesshoumaru tinham ido. Usando seu tempo livre, ela lentamente vagou pela casa. O local era bastante simples. Havia a sala de estar onde eles tinham se sentado em frente à lareira, uma guarida pequena, um banheiro grande, a cozinha e os dois quartos. Tudo era graciosamente não refinado. Havia também um quarto bloqueado do lado de fora da cozinha. Rin se perguntou por que um homem vivia só nas montanhas e sentia a necessidade de se fechar para tudo.
Ouvindo um motor rugindo do lado de fora ela foi apressada até a janela. Era Sesshoumaru em sua pick-up. Rin foi até a porta da frente e a manteve aberta. A neve começou a cair, caía como um manto sobre a varanda dianteira com pequenos diamantes. Ela estremeceu quando a brisa fresca passou pelos buracos de seu suéter tricotado.
Sesshoumaru saiu do caminhão. Rin sentiu sua respiração prender. Ele olhou fixamente para ela por um breve momento antes de ir correndo para a porta. Ela saiu do caminho. Ele parou para limpar os pés na varanda, tirando a neve de suas botas. Ela foi para trás e o observou fechar a porta atrás de si.
"Onde está Vovô?", Rin perguntou ligeiramente, tentando esquecer o roncar de seu estômago e o fato de que ela estava enervada por estar completamente só com ele.
"Acho que seria melhor você se sentar". Sesshoumaru fez um gesto para a lareira enquanto tirava o casaco. Ele percebeu o odor forte do perfume dela no ar. O cheiro não combinava com a casa áspera dele e as entranhas dele automaticamente se moveram com prazer. Ele ignorou seu corpo nada sutil e se recusou a deixar que o odor o afetasse.
"Por quê?", Rin fez como ele havia sugerido. "O que está acontecendo?".
"Vovô já foi". Sesshoumaru disse, curvando-se para jogar outra lenha no fogo. "Ele saiu cedo esta manhã".
"Então como eu vou voltar para Miner's Cove? Ele disse que me levaria". Rin olhou para Sessoumaru em descrença. "Ele vai voltar, certo?".
"Bem, eventualmente, ele irá". Sesshoumaru agitou a cabeça e deu uma risada baixa. "Temo que você será minha convidada durante um curto período de tempo".
"O que você quer dizer? Por que você não pode me levar de volta?", Rin respirou com medo crescente. "Eu não posso ficar aqui. Tenho um prazo final. E tenho que me casar".
"Você já se esqueceu? Você já é casada". Sesshoumaru manteve sua expressão em branco. Sua garganta se apertou amargamente. "Você não acha que ele não vai esperar por você?".
"Isto é loucura. Eu não sei que tipo de jogo você está fazendo, mas eu não serei uma parte disto. Quero voltar para Miner's Cove agora". Rin ficou de repente com medo. Ela rezava que ele não fosse um dos fãs lunáticos que ela sempre havia temido. "Ou você me leva ou eu vou andando".
Sesshoumaru riu da determinação dela. "A menos que você saiba um caminho para voar sobre os vários metros de neve instável, diria que você não vai a lugar algum. Além disso, uma garota da cidade sem experiência como você estaria morta dentro dez minutos com esse tempo".
"Você não pode me manter aqui. Eu tenho amigos, muito poderosos. Eles sabem onde estou. Eles não te deixarão ficar livre ao me sequestrar". Rin ficou de pé e começou a ir para longe dele. O riso dele cortou-a. Os olhos dele relampejavam com alegria.
"Eu não te quero aqui mais do que você quer estar senhora". Sesshoumaru se debruçou de volta na cadeira e cruzou os braços. "Acredite em mim, se houvesse um jeito de te tirar daqui, eu faria isto. Se eu achasse que você conseguiria sozinha, eu te lançaria sobre o banco de neve".
"Então por que você está tentando me prender aqui?", Rin perguntou, insegura. Os lábios firmes dele a fizeram tremer. Ela poderia não se lembrar da noite de paixão que eles tinham compartilhado, mas o corpo dela parecia se lembrar muito bem.
"Eu não estou tentando te prender". Sesshoumaru agitou a cabeça com diversão. "Todos os escritores são tão dramáticos quanto você?".
"Eu não sou dramática", Rin praguejou. "O que você quer que eu pense? Você volta sozinho e me diz que eu não posso partir. Você tem que me dar uma explicação decente do por que".
"Se você se acalmar por tempo suficiente para que a gente tenha uma simples conversa, eu poderei te dizer". A calma de Sesshoumaru dava nos nervos dela. Apesar da inconveniência de sua presença, ele achava a ira confusa dela intrigante. Ele riu para si mesmo, pensando que realmente deveria estar entediado por viver sozinho. Esta mulher vinha junto com mais problemas do que ele queria lidar.
Rin recuou para a cadeira, com medo de estar sendo irracional. O homem diante dela deixava-a de guarda baixa. A proximidade dele sacudia seu cérebro. Ela o queria, disso ela estava muito certa. Mas embora ele fosse seu marido, ela sabia que não poderia tê-lo. Ela não o conhecia e ele não a conhecia. Custou toda a força de vontade dela para que parecesse tranquila. "Por favor, diga-me o que está acontecendo".
Sesshoumaru sorriu com o óbvio autocontrole dela.
"Parece que o Vovô botou na cabeça que nós somos casados". Ele ergueu uma sobrancelha sarcástica. "Eu esqueci que você havia dito a ele".
Rin não disse nada. E deu uma olhada para o chão para esconder a culpa.
"Ele leva casamento muito a sério e por algum razão ele pensa que nós ficamos perfeitos juntos". O rosto de Sesshoumaru permaneceu em branco.
"O quê?", Rin se sentou de volta em choque. Secretamente, estava contente pelo elogio. "Ele disse isto?".
"Não, ele escreveu", Sesshoumaru enfiou uma mão no bolso, "em uma nota que deixou ao sair mais cedo esta manhã. Você gostaria que eu a lesse?".
Rin anuiu com a cabeça, incapaz de responder. Ela ignorou o papel, incapaz de se focar em qualquer coisa exceto os movimentos sutis dos lábios firmes dele.
"Para meu neto querido", Sesshoumaru limpou a garganta. "A propósito, o Vovô é na realidade o meu avô. E Kaede, a garçonete da intromissão, é sua esposa".
"Naturalmente, por que não seria?", RIn anuiu com a cabeça novamente apesar de sua confusão. Ela se perguntou se a família inteira dele tinha o hábito de desaparecer e deixar notas.
"De qualquer maneira", Sesshoumaru continuou.
Para meu neto querido.
Faz bem ao meu coração velho ver duas pessoas jovens acharem uma a outra em um mundo tão inflexível. Eu odiaria pensar que vocês não deram ao casamento o melhor que ele merecia. Então, no meu espírito de intromissão de parente, estou me envolvendo por conta própria.
Em breve, você vai descobrir que uma avalanche aconteceu logo depois que eu passei pelo Miner's Pass esta mesma manhã. Você também verá que eu peguei emprestado o colchão do quarto disponível.
Boa sorte, nos vemos em alguns meses. Se até lá você ainda achar que não é apropriado para outra pessoa, eu sairei alegremente do caminho.
Mas, até lá...
Vovô.
Oh, e nós gostaríamos de ter alguns netos se você não tiver nada melhor para fazer neste inverno.
Rin agitou a cabeça. "Isto é impossível. Como ele podia saber que uma avalanche iria acontecer? Ele me disse que elas eram impossíveis de predizer".
"Vovô é um treinado observador de avalanches. Ele pode dizer quando elas estão perto de aconteceram e nós tivemos algumas tempestades selvagens nas últimas semanas". Sesshoumaru dobrou a nota e a colocou de volta no bolso.
"Ele pode predizer o tempo exato?", Rin perguntou descrente.
"Não", Sesshoumaru respondeu.
"Então nós ainda podemos seguir". Os olhos de Rin ficaram esperançosos.
"Não".
"Mas você acabou de dizer que Vovô não poderia dizer". Rin ficou de pé, ficando completamente frustrada com a atitude desinteressada dele. "Vamos, vamos".
"É de lá que eu vim agora a pouco". Sesshoumaru suspirou. Então, ficando de pé, ele bocejou. "Preciso de um pouco de café".
Rin seguiu-o até a cozinha. "Então você viu?".
"Sim. Vi". Sesshoumaru pegou uma xícara limpa do gabinete e colocou para si um pouco da bebida. Sesshoumaru suspirou, antes de continuar, "você se lembra de ter passado por uma clareira branca de neve onde as árvores haviam sido destituídas?".
"Onde houve uma avalanche há alguns anos?", Rin esperou por seu aceno com a cabeça. "O vovô me mostrou ontem".
"Lá é o Miner's Pass. Minha suposição é que o Vovô tenha atirado com seu rifle na neve e encorajado outra avalanche". Sesshoumaru tomou a bebida.
Rin olhava fixamente para ele em descrença. Ele agia como se este tipo de comportamento fosse normal. Talvez fosse, aqui nas montanhas, mas não de onde ela vinha. "Você está me dizendo que ele de propósito nos deixou presos na neve? Qualquer coisa poderia acontecer com a gente. Nós poderíamos morrer aqui. E se houvessem pessoas no caminho?".
"Não há ninguém além de nós a quilômetros". Sesshoumaru viu o medo dela, estava tremendo e resistiu ao desejo de confortá-la. Ele tinha que se lembrar que casada com ele ou não, ela pertencia a outro homem. E Sesshoumaru não era o tipo de pessoa que aceitaria esse estado de coisas. "Nós temos bastante material reserva. Ele teve a certeza disso ontem, a menos que você conte morrer de tédio".
Rin considerou isso por um momento. "Posso pelo menos fazer uma chamada telefônica para a minha advogada e o meu editor? Eu tenho muitas obrigações. Não posso simplesmente desaparecer".
"Não tenho telefone", Sesshoumaru respondeu. E tomou uma golada de café. "Se as pessoas precisam entrar em contato comigo, elas ligam para o Vovô e ele me dá a mensagem".
"Claro, por que você teria um telefone?", Rin murmurou sob a respiração aquecida. "Estamos apenas no século vinte e um".
Sesshoumaru fingiu que não a ouviu.
"Que tal um walkie-talkie ou um telégrafo?", Rin nitidamente questionou. "Ou talvez uma pilha de lenha para fazer fumaça e chamar as tribos ao redor?".
"Eu tenho um walkie-talkie, mas ele não funcionará depois de uma avalanche. Não há nenhum modo de se comunicar com o mundo lá fora. Além disso, a única pessoa que pode receber as mensagens é o Vovô". Sesshoumaru sorriu tristemente com a genialidade dela. "E eu não acho que ele me responderá imediatamente".
"Naturalmente". Rin suspirou. Então com um cintilar nos olho, ela disse, "espere, eu tenho o meu telefone celular".
Sesshoumaru riu e agitou a cabeça. "Não vai funcionar".
Rin sorriu ampla e astutamente. O tom dela era um pouco de regozijo, quando declarou, "ele é via satélite. Vai funcionar".
"Fique à vontade para tentar. Dará-te algo para fazer". Sesshoumaru levou sua xícara para a pia e a enxaguou. "Mas o sinal primeiro vai para uma torre e então para um satélite. Não há nenhuma torre por aqui. E, antes que você me pergunte, as linhas a cabo estarão ruins e não haverá nenhum lugar para ligar um modem para enviar e-mail. Nós estamos eficazmente cortados do resto do mundo".
"Que tal sinal de fumaça?", Rin murmurou, enquanto afundava em uma cadeira. Ela o encarou enquanto ele agitava a cabeça com a pergunta retórica dela. "Então eu estou presa aqui".
"Apenas por alguns meses, no pior dos casos, três. Estou certo de que seu noivo vai esperar por você". Sesshoumaru não sabia por que a idéia dela com outro homem o irritava. "Realmente não é tão ruim. É, mas talvez você possa trabalhar sem ter nenhuma distração".
"Sim, ele vai esperar". Rin deitou a cabeça sobre a mesa. Narak esperaria, mas em dois meses seria muito tarde. O pai dela tinha sido bastante claro. Havia estipulado que ela deveria estar casada em seu trigésimo aniversário. Isso aconteceria em quatro semanas. "Alguma chance de nós sairmos daqui em quatro semanas?".
"Pouca", Sesshoumaru respondeu. De repente, ele ficou irritado com a idéia de ela ficar com ele. Esse seria o inverno mais longo de sua vida. Caminhando para a porta da cozinha ele girou para ela. "Fique à vontade. A comida está na despensa. Vou rachar um pouco de lenha e trazer até a varanda".
Rin anuiu com a cabeça sem olhar para cima. Seus olhos castanhos encaravam a mesa de madeira. O que ela faria?
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Foi um dia longo e chato para Rin. Sesshoumaru tinha passado a maior parte da manhã fora cortando lenha. Ela o assistiu por apenas um momento antes de se forçar a se virar. Ele ficava muito diabolicamente sensual com seus braços espessos acima de sua cabeça com um machado. Então ele desapareceu em um dos abrigos exteriores. Ao redor do meio-dia, ele entrou para comer um sanduíche e então saiu novamente. A pior parte disso era que ele fazia todas estas coisas mal trocando uma palavra com ela.
Rin não sabia o que fazer. Ela estava muito entediada e a única coisa que podia pensar era em Sesshoumaru. Maldita mente suja, ela tentou se manter ocupada.
Ele disse a ela que ficasse à vontade, mas ela não sabia o que isso queria dizer. Ela queria desempacotar suas roupas, mas não sabia onde colocá-las. Ela sabia que devia trabalhar em seu novo romance, mas não conseguia. Ela normalmente trabalhava em uma mesa grande, espalhando a bagunça de seus documentos de pesquisas ao redor da sua sala em pequenas pilhas de organização. Mas, para os outros parecia uma árvore explodida.
Ela duvidava que Sesshoumaru desse boas-vindas a tal bagunça em sua vida nitidamente organizada. Ele era talvez o homem mais organizado que ela já encontrara. Mas o que mais ele teria para fazer ao ficar preso sozinho nas montanhas o ano todo?
Então ela passou horas vagando pela casa, familiarizando-se com o ambiente. Mesmo a cozinha e os gabinetes do banheiro estavam nitidamente organizados e organizados em uma perfeição aborrecedora. Rin pensou em seu próprio apartamento sujo e sentiu vergonha. Então, com nada melhor para fazer, ela decidiu tentar cozinhar. Ela não era nenhuma gourmet na cozinha, mas seguramente poderia fazer uma comida simples para dois. Ela bisbilhotou a cozinha e assim teve uma idéia básica de onde ele mantinha tudo. Sesshoumaru teria que voltar para comer alguma hora e ela sentiu que seria melhor se ela fizesse algo para que sua estadia fosse o menos incômodo para ele possível.
Sesshoumaru não a tinha pedido para invadir sua casa ou seu isolamento. Ela tinha que se lembrar de que ele era um homem acostumado a estar só. Seu casamento, afinal, era principalmente culpa dela. Ela não deveria ter bebido tanto no avião. Não deveria ter discado o número do quarto errado. Deveria ter se encontrado com Narak antes que eles estivessem casados.
Suspirando, Rin sabia que não faria bem a si mesma insistir no que já estava feito. Em vez disso, ela tentou se concentrar no que precisava fazer. Mas ela não estava certa do que isso seria.
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Sesshoumaru apertou um parafuso solto no gerador de força. Ele passou a maior parte da manhã fazendo a manutenção nos geradores e no sistema antigo de encanamento. Sem atenção constante eles poderiam parar de trabalhar, os tubos congelariam, e eles ficariam presos sem eletricidade e água. Ele tinha sobrevivido sem esses confortos antes, mas não achava que sua hóspede estaria tão disposta.
Sesshoumaru podia dizer imediatamente que a mulher da cidade não pertencia a este mundo. Ela não parecia propensa ao tipo de trabalho duro que era necessário para se sobreviver na selva. Ela era mimada e rica, ele podia dizer meramente ao olhar para ela, de sua calça jeans de grife até seus suéteres de gola olímpica. E ontem ela estava usando um terninho sob medida.
Sesshoumaru ficou maravilhado por tê-la confundido com uma prostituta de alto nível. Pensar na expressão ultrajada dela quando ele a oferecera dinheiro trouxe um sorriso a seu rosto. Ela ao menos seria uma diversão garantida.
Decidindo que tinha acabado, ele pegou uma toalha que estava na parede. E lentamente enxugou as mãos. O abrigo estava morno, então os tubos não congelariam enquanto eles estivessem andando acima. Entrando no casaco, ele abriu a porta e fez o caminho para a casa.
A neve caia silenciosamente do céu púrpura, mantendo o espírito do outono aprazível com a neve que tinha assolado as montanhas. Sesshoumaru sorriu distraído, amando os flocos gentis cadentes. Ele pisou na varanda antes de ir para o lado de dentro.
"Olá".
Sesshoumaru congelou quando ouviu uma voz alegre chamando de sua cozinha. Por um momento o som o deixou surpreso. Ele não estava acostumado com barulho em sua casa, especialmente não de natureza feminina. Surpresa que ela tivesse soado tão agradável, ele encolheu os ombros e tirou o casaco. Ele esperou que ela estivesse deprimida.
"Olá", ele respondeu cuidadosamente. Seu estômago roncou quando sentiu o cheiro da comida. Desnecessariamente, perguntou, "você fez algo?".
"Sim, uma omelete". Rin veio da porta da cozinha e se debruçou contra a armação. Ela enxugou as mãos em uma das toalhas. A cena o deixou um pouco desconfortável. Ela parou, antes de admitir, "espero que você não se importe. Eu não tinha mais nada para fazer assim pensei em fazer o jantar".
"Que bom, eu te disse para ficar à vontade". Sesshoumaru deu a ela um aceno hesitante com a cabeça enquanto suspendia seu casaco. Houve um silêncio desajeitado que nenhum dos dois soube como preencher.
Finalmente, ela ofereceu fracamente, "eu não estava certa do que você gostaria".
"O que é bom. Não espero que você cozinhe para mim. Pegarei um sanduíche". Sesshoumaru se curvou e tirou suas botas. Os flocos de neve cobriram o chão.
"Eu quis dizer que não sabia o que por no seu, ou se você gostava de ovos. Eu assumi que sim porque havia vários na geladeira". Rin parou de falar com um pequeno gemido. Ela se perguntou se havia por que tentar. O homem não parecia tomar parte em conversas muito frequentemente. Todas as vezes falar com ele era como tentar tirar leite de pedra.
"Obrigado", ele respondeu em um murmúrio, enquanto ia para a cozinha nas meias de lã.
Rin abaixou os olhos. Seu corpo girou para o lado na medida em que ele passava, esbarrando nela. Um bonito rubor cobriu suas bochechas com o contato e ela engoliu em seco enquanto olhava para cima para o olhar fixo e constante dele.
A camisa dele estava morna. O calor intenso de seu peito saltou sobre a pele formigante dela. Com apenas um pouquinho de espaço entre seus corpos, Rin balançou ligeiramente na direção dele. Seus seios deslizaram ligeiramente pelo peito dele. Ela viu quando os olhos dele se estreitaram imersos em sua boca em questionamento. Ela lambeu os lábios, esperando sem ar pelo toque dele.
As mãos dele se ergueram, ligeiramente acariciando seus braços em um toque suave. A pele dela imediatamente ficou arrepiada. Enrijecendo de repente, ele murmurou, "com licença".
Sesshoumaru passou às pressas por ela. Ele parecia dizer sempre as coisas certas e de forma cortês, mas Rin queria mais. Ela queria que ele conversasse com ela. Ela queria que ele voltasse e terminasse o que ela havia lido em seus olhos luxuriosos.
Frustrada, ela o seguiu até a mesa, pegando um prato da cômoda no caminho. Enquanto ele se sentava, ela colocou um prato diante dele. Então, indo para a pia ela pegou um copo com água. Com um sorriso cauteloso, ela disse, "vovô levou o colchão do quarto disponível".
"Hmm", Sesshoumaru reconheceu enquanto dava uma mordida. Ele agia como se nada houvesse acontecido. Desinteressadamente, encolheu os ombros e respondeu, "ele disse que iria".
"Eu não sabia onde deveria colocar as minhas coisas, mas movi minhas bolsas para lá. Suas roupas estão nas cômodas". Rin o viu dar outra mordida sem um comentário sequer. Ela cerrou os dentes em frustração. "é lá que você quer que eu coloque as minhas coisas?".
"O quarto disponível está ótimo", ele disse sem olhar para ela. Seus olhos estavam focados no prato.
"E como nós vamos dormir?", ela persistiu. Um rubor alcançou suas bochechas com o olhar aguçado dele.
"Assim como ontem à noite, suponho". Ele novamente encolheu os ombros, sem aparentemente ligar muito.
"Eu ficarei no chão, se você não se importar. E não quero me impor tomando a sua cama. Essa é a sua casa. E estou tentando respeitar isto". Rin suspirou em frustração. Ele não parecia estar escutando. Ela jogou a cabeça para o lado para melhor estudar seu rosto.
Depois de um tempo ele olhou para cima e enxugou a boca com um guardanapo. Ele a olhou intensamente até que ela desviou o olhar. Sorrindo com o tom rosa na pele dela, ele articulou, "sem problema. Fique com a cama. Eu posso me comportar como um cavalheiro. E você pode colocar suas bolsas lá com você".
"Certo". Rin quis jogar a toalha sobre a cabeça apática dele, mas duvidava que isso mudaria sua atitude. Em vez disso, ela a torceu nas mãos.
"Isto é bom", ele disse, apontando para o prato vazio. Com a voz baixa e firme ele murmurou, "obrigado".
Rin estremeceu. De alguma maneira, ela não acreditava nele. Ele agia tão distante. "Tenho que terminar até meu prazo final. Você gostaria que eu instalasse meu escritório na sua guarida ou no seu quarto?".
"Na guarida está bom. Você pode usar o meu computador se quiser". Sesshoumaru ficou de pé e levou seu prato para a pia.
"Eu tenho um laptop", ela respondeu com cortesia concisa. Rin colocou a toalha sobre a pia. Ela já tinha limpado seus pratos sujos e os colocado no lugar. Girando abruptamente, partiu.
As sobrancelhas de Sesshoumaru rapidamente se ergueram em surpresa pelo modo como ela tinha saído. Ele não sabia o que poderia ter feito para deixá-la tão brava. Ele tinha respondido as suas perguntas, mas sabia que ele poderia ter falado um pouco mais. Ela era tão incrivelmente desejável que ele mal conseguia se segurar sem saltar sobre a mesa e puxá-la para seus braços. Sorrindo, ele enxaguou o prato e o colocou no lugar. Com uma risada suave, ele foi para sua porta bloqueada e tirou a chave do bolso. Girando para trancá-la, seu sorriso se alargou enquanto ia trabalhar.
