Capítulo Cinco

"Onde ela está, Sango?", Narak balançou seu nariz fino e aristocrático no ar. Seu corpo esbelto estava notavelmente quieto sob o movimento rude. "Eu esperei por ela em Vegas por uma semana. Ela nunca me ligou. Que tipo de acordo de negócios é esse?".

Sango estudou o homem atraente diante dela. Ele era tudo o que Rin havia pedido e ainda assim ela duvidava que seria bom o que a amiga havia recebido em acréscimo ao pedido. Sango não gostava da atitude pomposa dele. "Eu te expliquei ao telefone que ela teve um encontro de emergência com seus editores e teve que voar para Londres. Foi inevitável. E no que diz respeito aos negócios, nós não temos nenhum contrato. Eu te disse que ela poderia desistir a qualquer hora. Você concordou com essas condições".

"Você está me dizendo que ela desistiu?", Narak era um homem elegante, bem vestido e de boa família. Sua aparência arrumadinha demais dava a impressão de ter sido mimado. Ele agora se sentava na extremidade da escrivaninha de Sango. "Eu a processarei por danos. Minha suposição é de que ela não gostará da publicidade e faremos um acordo fora do tribunal".

Sango se levantou com a afronta. "Eu nunca te disse que ela mudou de idéia. Como ousa fazer ameaças? Você não tem nenhuma prova do acordo. Você não tem nenhum caso".

"É aí que você se engana". Narak riu. "Eu tenho várias provas. Gravei o registro de todas as minhas conversas, especialmente aquelas nos quartos do hotel em Vegas".

Sango fechou a boca e o encarou.

"Acho que seria melhor você achar a minha noiva depressa. Não sou um homem paciente". Narak ficou de pé e esfregou as mãos juntas.

"Quanto tempo você me dá?", Sango inquiriu.

"Uma semana", Narak respondeu. "Você deve ser capaz de trazê-la em um voo de volta para cá neste tempo".

"Eu preciso de duas". Sango balançou o queixo.

"Feito. Mas eu quero uma palavra em uma semana". Narak se debruçou adiante para beliscar o queixo dela. "E não diga a minha noiva nada sobre este novo acordo. Eu não quero que ela pense algo ruim de mim".

"Saia do meu escritório". Sango apontou a porta com a mão que tremia.

Narak riu, mas vagarosamente fez como ela comandou.

****

Poucos dias haviam passado desde sua primeira noite no chalé, era assim que Rin agora pensava sobre a casa de Sesshoumaru na montanha. Ela tinha passado a maior parte dos dias na guarida, organizando sua pesquisa para começar seu novo romance. Ela estava realmente atrasada e achava difícil trabalhar no ambiente estranho ainda mais com a presença de um homem tão viril. Ela tentou manter um mínimo de bagunça, para não chatear a vida organizada e limpa de Sesshoumaru. Estava pasma em descobrir que ele era limpo o tempo todo, e teve ainda que vê-lo deixar as bagunças por mais tempo do que levava para limpar. Em casa, ela apenas fazia a própria cama pela manhã. De fato, ela não conseguia se recordar de já ter feito a cama desde que vivia sozinha.

Sesshoumaru quase se mantinha para si mesmo. Ela apenas o via no jantar quando cozinhava para ele. Até agora ela tinha feito apenas pratos com ovos. Ela tinha medo de que logo teria que confessar que ovos eram tudo o que ela sabia preparar.

Rin não tinha nenhuma idéia do que Sesshoumaru fazia durante o dia, porque ela se fechada na guarida e trabalhava ininterruptamente. Ele nunca a interrompia e nunca pedia para ver o que ela estava fazendo. Ela ficava agradecida pelo isolamento, mas desejava ter contato humano de vez em quando. E quando a questão era contato, ela queria mais de Sesshoumaru do que apenas uma conversa.

Droga, ela pensou com frustração feminina. Eu não me importo que uma única palavra seja articulada pelos lábios dele, contanto que seu corpo faça a conversa.

Decidindo que estava na hora de cozinhar o jantar, ela soltou o ar longamente. Imediatamente, seus membros se agitaram com uma excitação nervosa. Ela fechou seu laptop e seu bloco de anotações. Indo para a cozinha, notou que Sesshoumaru não estava. Ele sempre desaparecia essa hora do dia. Ela desejou que ele dissesse a ela aonde ia e o que fazia, mas quando ela tentava conversar com ele, ele apenas dava suas respostas breves. Sendo uma escritora, ela era muito curiosa por natureza e a boca fechada dele impedia-a de descobrir as coisas.

Pegando ovos da geladeira ela se decidiu por fazer ovos com bacon. Ela tinha que admitir que estava ficando cansada de ovos. Mas não era exatamente como se ela pudesse pedir comida fora ou chamar uma das empregadas de seu pai. E ela definitivamente não daria a ele um de seus pratos experimentais. Ele poderia ser frustrante, mas ela não queria matá-lo.

Ela levou poucos minutos para preparar e colocar os pratos na mesa. Na hora exata, Sesshoumaru entrou como fazia todas as noites. Rin sentiu a respiração prender. Toda sua frustração derretia quando ela olhava para ele, e era substituída por um desejo intenso. Sua carne começou a formigar, fazendo seu corpo doer. Ela nunca duraria três meses. Uma pessoa poderia morrer de frustração sexual? O que estava acontecendo com ela? Ela nunca tinha sido tão lasciva antes.

Sesshoumaru olhou para os pratos, mas não disse nada. Ele não parecia notar o tumulto dela.

"Como foi o seu dia?", Rin perguntou, sabendo que não iria conseguir uma palavra como resposta.

"Bom", ele disse. Sua voz enviou calafrios pela espinha dela.

"O meu também". Rin se sentou e pegou um ovo. Dando uma mordida, ela se sentou e baixou o garfo fazendo uma careta para o prato.

Sesshoumaru olhou para ela desinteressadamente antes de sorrir diabolicamente. "O livro não está indo bem?".

Rin olhou para cima com surpresa. Ele realmente estava falando com ela? Ela quase não sabia como responder.

"Não", ela gaguejou. "Bem. Estou atrasada, mas está indo".

"Hmm". Ele murmurou enquanto comia. "Sem fome?".

"Não", Rin respondeu. Ela finalmente tinha sido concedida com o desejo dele de conversar e agora ela não sabia o que dizer a ele. A atenção cativa dele a fez tremer com um desejo sem vacilar de arrancar as roupas dele.

Diabos, Rin pensou, eu quero arrancar as roupas dele quando ele não estiver falando comigo. Eu sou uma garota muito má.

Sesshoumaru baixou o garfo e se debruçado para trás na cadeira. O olhar dele estava iluminado com diversão. Ele cruzou os braços acima do tórax. "Sabe, eu gosto de outras coisas além de ovos. Não que eu esteja reclamando".

Rin deu uma risadinha, aliviada por alguém finalmente ter dito isso.

"Algo engraçado?", Sesshoumaru perguntou, pasmo com a risada dela que fazia borbulhar seus olhos castanhos. Os olhos dele foram para os lábios curvos dela. Ele queria beijá-la. Todas as vezes que ela estava próxima dele, ele podia sentir o cheiro doce de seu perfume e ele não achava que poderia adiar seus desejos por muito mais tempo. Sua região inferior dizia a ele que a possuísse, tentando assumir o comando de sua mente com sua loucura persistente. Durante a noite ele acordava, duro e pronto para a ação. Uma vez ele até se pegou na porta do quarto dela antes de se ver completamente acordado.

"Não". Rin respirou enquanto enxugava uma lágrima do olho. Hesitante, ela admitiu, "é a única coisa que eu sei fazer. Meu pai não achava que era necessário que eu aprendesse a cozinhar. Então de manhã quando ele saia as empregadas me mostravam como fazer o café da manhã. Mas nós apenas chegamos aos ovos antes que ele descobrisse. E estava muito perto de me formar em panquecas".

Sesshoumaru riu suavemente no modo alegre como ela tinha contado a história. Seus olhos faiscavam com aborrecimento.

O sorriso de Rin enfraqueceu perto da risada masculina. Era realmente a primeira vez que ela a ouvia, diferente da risada apenas para provocá-la que ela tinha ouvido quando tinha chegado.

"Algum problema?", ele inquiriu.

"Ah, não", Rin mentiu. A risada dele havia-a perturbado. A melodia profunda havia agitado seu interior de forma que ela pensava que pudesse derreter. A tensão entre seus corpos eram palpável.

"O que você acha de eu cozinhar amanhã? Nós podemos ter bife". Sesshoumaru sorriu enquanto erguia seu garfo e começava a comer.

Rin forçou um sorriso aos lábios apertados e anuiu com a cabeça, sabendo que a conversa estava terminada.

****

Rin esperou com antecipação nervosa o dia todo. Ela se sentia como uma garota de colégio saindo para o primeiro encontro. O som do riso masculino estava em sua cabeça e ela se lembrava de seu beijo apaixonadamente gentil da primeira noite. Ela o queria. Não havia dúvidas quanto a isso. Ela o queria como nunca havia desejado ninguém mais. E ela não sabia o que fazer quanto a isto.

Ela sabia que Narak esperaria por ela. Sabia que tinha que se divorciar de Sesshoumaru e que não havia nenhum modo deles ficarem juntos. E a razão maior era que ele não a queria. A segunda era que ela não conseguia imaginar os estilos de vidas deles dando certo. Ela era uma mulher rica de Nova Iorque com uma carreira e uma vida. Ele era um homem rural das montanhas e ela não estava certa do que ele fazia para viver e se trabalhava.

Ela foi se vestir. Seu guarda-roupa não a dava muitas opções e ela estava usando a sua última roupa. Ela precisava perguntar a ele sobre a roupa para lavar. Rin desejava ter colocado as suas roupas mais confortáveis de ficar em casa. Ela estava cansada dos suéteres agradáveis e as calças jeans de grife. Ela queria suas calças e camisetas.

Justo quando ela pensava que não poderia esperar mais, estava na hora de ir. Ela foi para a cozinha, levada pelo cheiro de bifes grelhando. Entrando apenas na armação da porta, a respiração dela aprofundou. Ele tinha colocado uma panela sobre um dos bicos de gás chatos que ela não tinha nem notado antes. Era uma grelha temporária habilmente arranjada.

"Isso parece realmente bom", Rin admitiu, a voz um pouco grossa.

Sesshoumaru girou com o som da voz abafada dela. "Você está adiantada".

"Eu não podia esperar. Senti o cheiro da guarida". Rin corou. "Posso ajudar?".

"Não, eu não preciso de ovos". Sesshoumaru deu a ela um sorriso cativante enquanto continuava em seu trabalho.

Rin precisou de um momento para perceber que ele a tinha provocado. Ela sorriu de volta e se sentou à mesa. Ela assistiu tranquilamente enquanto ele terminava de preparar os pratos.

"Aqui está", ele disse, aparecendo com a comida dela.

De repente, Rin congelou como se pensasse sobre o cavalo morto de Sesshoumaru. Cutucando o bife ligeiramente, ela perguntou hesitante, "que tipo de carne é essa?".

Sesshoumaru a olhou cautelosamente, "Vaca".

"Oh, bom", ela suspirou com um sorriso aliviado.

Sesshoumaru tentou sorrir mas apenas conseguiu olhar fixamente para ela em confusão. Quando ela não disse nada, ele lentamente virou sua atenção para o prato. Com uma risada, ele perguntou ligeiramente, "algo contra vacas?".

"Não", Rin corou enquanto cortava a batata assada. Ela se recusou responder.

Tudo estava delicioso. A carne estava suculenta e saborosa e a batata tinha um pedaço de bacon dentro e não havia sido cozinhada em um microondas. Rin anuiu com a cabeça um agradecimento enquanto ele passava para ela um pote com manteiga. Tranquilamente, ele deu uma mordida. Eles comeram no silêncio habitual.

Pela metade da comida, Rin pegou Sesshoumaru estudando-a com uma intensidade estranha.

"Isto é realmente maravilhoso", ela disse, enxugando a boca delicadamente com um guardanapo.

"Sobre o que você está escrevendo?", ele perguntou, deixando sua curiosidade à mostra. Ele soltou o garfo e se debruçou adiante.

Rin sorriu. "Desta vez estou escrevendo sobre uma mulher no Tennessee que desiste de seu bebê para a adoção e então tenta pegá-lo de volta quando fica mais velha".

"Interessante". Sesshoumaru deu seu sensual meio sorriso. Cruzando os dedos pensativamente sob o queixo, ele a estudou. "Ela a conseguirá de volta?".

"Não. Ela era uma viciada em drogas e se prostituía então muitos tribunais decidem deixar a criança com seus pais adotivos", Rin sussurrou em resposta a seu tom sedutor. Seu coração começou a bater irregularmente sob o prazer de sua atenção direta. Com um homem selvagem como Sesshoumaru, não era um jogo como o dos homens civilizados.

"Então o que acontece?", Sesshoumaru se debruçou mais perto como se fosse uma confidência. Seus olhos se estreitaram languidamente enquanto imergiram até os lábios ofegantes dela.

"Você terá que comprar o livro", Rin disse de volta. Por um momento, ela pensou que ele poderia tentar beijá-la. Os olhos dele permaneceram nos lábios dela.

"Eu prometo que não direi", Sesshoumaru a persuadiu com um sorriso bonito.

"A mãe a sequestra", ela respondeu.

"E?", ele persistiu. Sesshoumaru se debruçou para mais perto. Seu olhar sedutoramente capturou o dela.

"E eventualmente ela é pega e a menina é devolvida para sua família real, mas não antes de aprender algumas das lições duras da vida".

"Ganho algum dinheiro se eu vender isso para um tablóide?", Sesshoumaru deu a ela seu sorriso satisfeito consigo mesmo e ergueu uma sobrancelha. Sentando de volta em sua cadeira, ele cruzou os braços sobre a expansão de seu tórax olímpico.

"Oh". Rin se sentou de volta em choque, o humor sedutor completamente quebrado. "É assim que você faz o seu dinheiro?".

Sesshoumaru riu da seriedade dela. "Eu estava brincando, Rin".

Rin gostou do modo como ele disse o nome dela. "Então não é assim que você faz o seu dinheiro?".

"Por que você apenas não me pergunta se quer saber?", o sorriso de Sesshoumaru permaneceu diabolicamente intato.

"Certo, o que você faz?", Rin deu a ele um olhar tolo. "Eu ainda não te vi trabalhar".

"Eu estou trabalhado pelos últimos dois dias. Você apenas tem estado muito ocupada para notar". Sesshoumaru manteve sua expressão agradável.

"Sério". Isso a pegou de surpresa. "Fazendo o quê? Administrando uma fazenda?".

"Eu te mostrarei". Sesshoumaru ficou de pé e ofereceu a mão.

Rin saltou com a oferta súbita e tomou a mão estendida dele indecisamente. Era tão forte e morna, apenas como ela sabia que seria. Ela o seguiu enquanto ele a levava através da cozinha para a porta bloqueada. Os olhos dela desviaram para o traseiro dele.

"Você trabalha aqui?", ela perguntou distraidamente.

"Sim". Ele riu de seu tom e deu uma olhada por sobre o ombro. O olhar castanho culpado dela se encontrou com o dele. Sesshoumaru sorriu. As bochechas dela ficaram rosa.

"Você é um espião?", ela questionou modestamente. As pestanas dela batiam sobre seus olhos em uma onda trêmula. Um meio sorriso languido dele curvou seus lábios. O coração dela começou a bater em excitação feminina.

"Dificilmente", ele declarou. "Mas, você está para ver todos os meus segredos mais guardados".

Rin deu uma risadinha em retorno. "Duvido".

"Apenas espere". Sesshoumaru ergueu um dedo. Ele puxou uma chave de seu bolso dianteiro e a girou na fechadura. Empurrando a porta aberta, ele sentiu Rin espiando ao redor do ombro dele. Ela se moveu para perto das costas dele.

"Aqui parece uma oficina", ela ofegou em surpresa. "Eu sabia. Você é o Papai Noel e está tomando o lugar do Vovô".

"É isso mesmo", ele respondeu seriamente.

"Onde estão os duendes?".

"Eles estão em greve. Malditos sindicatos".

"Hmm". Rin fingiu o estudar. "Espere, você não pode ser. Onde está a sua barba branca?".

Sesshoumaru riu. O som era gutural e bateu nas orelhas dela. Rin estremeceu com prazer incontrolável. Ela tinha que desviar do olhar dele que a sondava.

"Isto é o que eu faço. No verão eu aceito pedidos e no inverno eu faço mobília, relógios, baú - qualquer coisa. E quando eu não tenho pedidos, faço coisas em especulação para vender no próximo verão ou mantê-las aqui para casa. Me mantém muito ocupado".

"Taishou", Rin disse em surpresa. "Você faz os relógios Taishou. Meu pai me deu um no meu aniversário de vinte e cinco. Eu o amo. É o meu favorito. Está na minha sala de estar. Todo mundo que é alguém em Nova Iorque possui um Taishou".

Sesshoumaru limpou a garganta em desconforto. "Sim, bem. Sou eu".

"Eu não posso acreditar. Eu pensei que você era um rancheiro, fazendeiro ou algo do tipo já que você sempre some. Talvez até um espião internacional". Rin começou a caminhar em torno do cômodo. Ela tocou ligeiramente um relógio inacabado. "Eu nunca teria imaginado…"

"Não, é isto mesmo. O grande mistério". Sesshoumaru surgiu atrás dela. Ela podia sentir o calor dele queimando suas costas. Em uma voz baixa, ele murmurou atrás da cabeça dela, "desapontada?".

"Não por isso". Rin sorriu enquanto andava em torno da área de trabalho grande. Havia cadeiras inacabadas, uma mesa, mais relógios e alguns projetos. "O que é isso? Planos para o futuro?".

"Sim, tudo o que eu já projetei está neste gabinete. E isso", ele disse alcançando por sobre do ombro, "são os meus projetos mais recente. Estou trabalhando neste aqui agora mesmo".

Rin girou com a proximidade dele e deu de cara com seu tórax. Ele tinha cheiro de cedro, o local inteiro tinha. Ela ergueu os olhos para ele. Rouca, ela articulou, "algum dinheiro se eu vender para os tablóides?".

Sesshoumaru agitou a cabeça. "Temo que não".

"É isso que você estava fazendo em Vegas? Recebendo pedidos?", ela perguntou tranquilamente, tentando impedir o olhar de encontrar seus lábios. A respiração dela imediatamente ficou rota e dolorosa. Sua boca formigava.

"Não", ele respondeu com a voz baixa. "Os empreendimentos Chilton em Chicago queriam comprar os direitos do meu trabalho e produzi-los em massa para uma fábrica estrangeira. Eu disse não a eles. Tenho orgulho do que é meu".

Rin sentiu um arrepio com as palavras dele. Elas a deixaram com a impressão de que ele seria possessivo assim com qualquer coisa que ele considerasse como sua, mesmo as mulheres. A idéia a emocionou. Seus olhos foram tremulando até sua bancada de trabalho, perguntando-se se ele a jogaria sobre a mesa coberta de pó com paixão e a tomaria por detrás. O coração dela batia de modo selvagem com a maldade de sua mente. Engolindo com culpa, ela perguntou, "é por isso que você mantém aqui bloqueado? Para que ninguém possa roubar as suas idéias?".

"Não, nada tão exótico. Este quarto fica empoeirado e a porta está especialmente fechada hermeticamente para impedir o pó de entrar nas outras partes da casa", ele respondeu. "Este quarto é à prova de fogo. Desse modo, mesmo que a minha casa queime totalmente, eu não perderei o meu sustento".

Rin queria rir embora fizesse completo sentido. "É por isso que eu não posso te ouvir trabalhando?".

"Sim. Suponho que seja". A voz dele ficou tão suave que ela teve que se esforçar para ouvir.

"Sesshoumaru?", ela sussurrou com a voz baixa, como um pedido persuasivo, quando seus olhos finalmente se arrastaram para sua boca firmemente irresistível. A expressão dela ficou séria.

Sesshoumaru gostou do modo como ela tinha dito seu nome, como um apelo sussurrado. A virilha dele começou a se apertar com a proximidade. Em um grunhido poderoso e baixo, ele respondeu, "Sim?".

Rin era incapaz de se parar. Ela ergueu a mão para tocar o início de barba no rosto dele. Ela esfregou a palma da mão contra a superfície grossa de sua mandíbula e a moveu contra as mechas suaves de seu cabelo. Puxando-o na direção dela, ela se debruçou para cima e para o beijo dele.

Sesshoumaru viu o desejo e pôs uma mão na sua boca para pará-la. Com suas entranhas se remexendo com lentidão, ele tirou suavemente a mão dela de seu cabelo. "Nós não podemos, você está comprometida".

Ele a deixou e se moveu para a porta. O corpo dele protestava. Seu sangue diminuiu a velocidade para debilitar seus membros.

As palavras dele continham uma finalidade fria. Rin ficou mortificada. Sua rejeição era sonoramente real enquanto seguia de seu rosto como um tapa e ia apertar seu coração. Ela o seguiu, confusa. Quando ela passou, parou próxima a ele. Sem ousar olhar diretamente para ele, ela disse, "eu sinto muito. Não acontecerá novamente. Boa noite".

Sesshoumaru assistiu-a ir, querendo segui-la, querendo carregá-la em seus braços. Ele queria terrivelmente. Mas ela estava comprometida. Ela pertencia a outro homem. Ele tinha sido o 'outro homem' antes e não queria ser a causa desse tipo de dor para outra pessoa. Não importava o quanto ele sentisse desejo de possuí-la.

"Eu sinto muito, também, Rin", ele sussurrou enquanto girava para fechar a porta. Ela não o ouviu. Ele escutou quando ela se trancou no quarto. Indo devagar para a mesa, ele juntou os pratos sujos. E desejou que coisas pudessem ter sido diferentes entre eles. Mas não eram. E ele não poderia viver com a culpa de tomar uma mulher que pertencia a outro homem.

VALEU POR TODAS AS REVIEWS, VCS SÃO DEZ.

BEIJOS ^-^