Capítulo Doze

Rin caminhou desesperadamente pelo cassino brilhante, pelas filas infinitas de caças-níqueis e mesas de vinte-e-um. Seu passo largo estava orgulhoso enquanto erguia a cabeça bem alto no ar. Ela passou por uma garçonete que oferecia bebidas sem um segundo olhar. Hoje, ela se encontraria com Narak. E ela faria isto completamente sóbria para que não houvesse nenhum engano. Alisando a jaqueta preta de seu terninho finamente cortado sobre a saia, ela escondeu a carranca. Deixando o rosto em uma máscara em branco.

"Rin! Rin Taishou! Que mundo pequeno!".

Rin congelou em confusão com a voz excitada. Parando, ela procurou. Vendo uma mulher que vinha diretamente na direção dela, ela sorriu ligeiramente. Então, quando o reconhecimento caiu, articulou, "Kagura? De Miner's Cove? O que você está fazendo aqui?".

"Eu deixei Miner's Cove", Kagura afirmou com um sorriso contente. O cabelo estava preso na nuca de um modo macio e lustroso. Sua maquilagem era suave e suas roupas pareciam de muito boa qualidade, mas não demasiadamente caras. "E eu nunca mais vou voltar".

"Bem, o que você está fazendo em Vegas?", Rin questionou. Por um momento seu coração parou. Ela deu uma olhada pelo cassino procurando por Sesshoumaru. Ela não podia vê-lo.

"Eu vim para me ajeitar com um marido rico", a mulher disse sem embaraço. "E percebi que Vegas seria o lugar perfeito".

"Bom para você, Kagura", Rin disse, mas não estava certa de que queria dizer isto. Então, com um sorriso cortês, articulou, "sinto muito, mas tenho que ir. Espero que tudo dê certo para você".

"Estou certa de que irá", a mulher murmurou. Kagura abriu a bolsa para retirar uma goma de mascar. Jogando-o na boca, ela acenou para uma garçonete para ordenar uma bebida. Um sorriso fácil como o de um gato surgiu em seus lábios. Então, girando, ela viu Rin ir embora.

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Rin parou antes de bater. Ela esperou pacientemente enquanto ouvia Narak ir até a porta. Abrindo-a, ele desviou a vista com surpresa. Usava uma toalha enrolada em torno da cintura e seu cabelo molhado estava penteado para trás.

Segurando a porta com a mão, ele atirou, "Rin, o que você está fazendo aqui tão cedo? Pensei que o casamento estava acertado para hoje à noite".

"Está", Rin respondeu. "Mas eu vim para falar com você sobre o testamento. Há algo que eu preciso discutir com você".

"Isso não pode esperar?", Narak inquiriu. Ele puxou a toalha para sua cintura lisa par impedi-la de cair. Sorrindo ampla e astutamente, ele declarou, "não estou nem vestido".

"Certo", Rin murmurou. Seu estado meio nu não tinha nenhum efeito sobre ela. Com uma carranca, ela perguntou, "você pode me encontrar no andar de baixo no lounge?".

"Ah, sim, certo". Narak começou a fechar a porta. Antes de a porta fechar a distância toda, ele articulou, "descerei em quinze minutos".

"Certo", veio a resposta firme.

Narak assistiu-a partir através de uma abertura leve antes de girar ao redor para a cama. Uma mulher esbelta estava com as nádegas curvadas para o ar. Sua pele escura e seus cabelos pretos como penas de corvo refletiam no espelho do teto para dar uma visão ampla a Narak de sua forma nua. Ela ligeiramente separou as pernas em convite quando notou sua atenção. Com um sorriso indecente que dizia 'venha cá', ela curvou a cabeça para que ele se juntasse a ela. Lambendo os lábios em prazer astuto, ele teve que agitar a cabeça, negando a prostituta nua.

"Eu não posso, Maria", ele rosnou. "Preciso que você vá".

"Oh, não", Maria lamentou. Sua voz era espessa. Ela imergiu o dedo na boca para chupá-lo suavemente antes de movê-lo para tocar seu seio. Ela ligeiramente circulou a ponta molhada sobre o mamilo escuro. Imediatamente, o cume enrijeceu. Ela gemeu e abriu bastante as pernas. "Você não pode me deixar".

Narak rosnou, gostando da apelação barata da prostituta. Ele nem se importava que seu nome provavelmente não fosse Maria. Sua região inferior se apertou com a estimulação imediata. Ele ergueu a toalha para revelar seu membro pronto. Maria deu uma risadinha excitada e moveu seus peitos sedutoramente diante dele. "Tenho negócios a fazer. Mas escute, quero que você mantenha a noite de amanhã em aberto. E tenha aquela sua amiga pronta, aquela com as tetas grandes".

"Quê, mas e eu? Você vai largar a sua pequena Maria toda quente para você?", a prostituta perguntou com um olhar luxurioso para a virilha do homem. Com uma choradeira insistente, implorou, "vamos lá. Eu te deixarei fazer como gosta, seu sujo".

Narak gemeu quando a mulher girou seu traseiro bronzeado para ele e separou as nádegas. Sem protesto adicional ele puxou a toalha da cintura e pulou de volta para a cama coberta de seda.

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Rin suspirou. Tomando um gole de sua água com limão, ela olhou para seu relógio. Narak estava dez minutos atrasado. Enquanto outra garçonete tentava abordá-la com uma bandeja carregada com álcool, ela ergueu a mão em negação. A mulher rechonchuda se virou com um beicinho mas logo girou para outro cliente que aceitou seus oferecimentos.

Rin olhou o lounge superfino. Até o bar tinha caça níqueis. Ela escolheu uma mesa privada nos fundos, longe do barulho do salão principal. Franzindo o cenho, ela ergueu o pulso para olhar seu relógio novamente. Mas, antes que ela pudesse verificar a hora, viu Narak na entrada. Ele parou a menina rechonchuda com a bandeja para ordenar uma bebida. Então, observando o lounge para achar a noiva, ele movimentou a cabeça em sua direção.

Rin educadamente de pé o aguardava na mesa. Quando ele se sentou na frente dela, ela sorriu.

"Certo, sobre o que é tudo isso?", Narak inquiriu agradavelmente. A garçonete trouxe a bebida. Do bolso do casaco, ele retirou uma conta e a deixou na bandeja.

Quando ela se foi, Rin disse, "preciso examinar cuidadosamente alguns detalhes do testamento. Eu queria ter certeza de que você ainda quer seguir com isso".

"Claro que quero", Narak respondeu, como se tivesse sido afrontado.

"Bem", Rin tentou forçar um sorriso e falhou. Tomando um gole da água, ela disse, "não são muitas as pessoas que gostariam das condições".

"Condições?", Narak inquiriu com um leve arquear de sua sobrancelha. Ele deu uma golada no uísque. "Você quer dizer o fato de que nós teremos uma criança nos primeiros dois anos? Eu já sei de uma boa escola particular para qual nós poderemos mandá-lo quando ele fizer cinco. E antes disso, nós poderemos contratar uma babá. Não há nenhuma razão para se incomodar com isto. Meus pais mal perderam seu tempo em me criar e eu me saí bem".

Rin tragou com desgosto. "Certo, isto também. Mas eu tenho que continuar trabalhando. É uma estipulação. Tive a impressão de que você não queria que eu trabalhasse depois de hoje à noite, mas tenho que fazer. Se não o fizer, nós não conseguiremos nenhum dinheiro".

"Oh", Narak murmurou. Então, pensando que sua esposa poderia ficar muito tempo em excursões por causa dos livros e tal, sorriu amavelmente. Mentindo, ele disse, "eu apenas queria dizer que você não teria que trabalhar. Mas, se for o que você quer, eu te sustentarei".

"Que amável de sua parte", Rin disse por entre os dentes. E estreitou os olhos em pequenas brechas. Narak não notou. Com um sorriso começando a se formar, ela disse, "mas, há mais".

"O que quer que seja, estou certo de que nós podemos achar um jeito de fazer dar certo", ele disse. Erguendo o copo, ele ordenou outra bebida antes de sua primeira ter acabado.

"Sei que você está certo", Rin respondeu. Inclinando para trás em sua cadeira, ela esperou que a garçonete retornasse.

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"O que você está fazendo aqui, Rin? Pensei que você havia mudado de ideia", A pronúncia indistinta e embriagada de Narak saiu da entrada do quarto. Seu terno estava ligeiramente amassado e ele indecisamente baixou as mangas. Deu uma olhada para a cama atrás, e acenou para a mulher de cabelo vermelho fora de visão com um gesto. Seus olhos se arregalaram quando ela atirou um olhar desafiante.

A prostituta correu sonoramente para o banheiro. Voltando para o corredor, ele olhou para a figura coberta que caladamente oferecia a mão para ele. Semicerrando os olhos, ele olhou fixamente para seus dedos trêmulos antes de levá-los aos próprios olhos. Ele deu uma respiração funda e irritada, "está na hora do casamento?".

"Sim, Narak, está na hora. Vamos, tenho uma garrafa de uísque na limusine para nós. Acho que vamos precisar dela".