Capítulo Quatorze

Fechando a pasta sobre seu novo terninho, Rin suspirou. Estava atrasada, mas o táxi não chegaria nos próximos dez minutos. Indo ao banheiro, ela pegou um prendedor de cabelo e puxou o cabelo para a nuca. Fechando os olhos brevemente, ela bocejou. Estava atrasada, era quase meia-noite. Desejava que o aeroporto não estivesse muito ocupado e que ela pudesse fazer o check in facilmente. Então ela poderia dormir no avião.

Ela olhou para sua camiseta cinza clara e a calça jeans azul no espelho. Ela se recusava a se vestir bem para uma longa viagem através do Oceano Atlântico. Ouvindo o toque da campainha, ela franziu o cenho. O táxi estava adiantado. Indo até a porta, ela a abriu.

"Táxi?", um homem pequeno com um boné vermelho perguntou com um sotaque forte do Bronx1. O homem olhou nervosamente sobre o ombro antes de mover o queixo no ar. "Você chamou?".

"Sim, fui eu", Rin respondeu. Girando, pegou sua bolsa. "Apenas deixe-me apagar as luzes e eu estarei pronta".

"Certo", o homem murmurou. Ele olhou curiosamente para a casa dela e entrou. "Isso tudo vai, ou o quê?".

"Sim, tudo isso". Rin fez um aceno para a bagagem antes de ir apressada até o banheiro e apagar as luzes. Gritando sobre o ombro, ela disse, "levarei duas bolsas pequenas comigo".

"Como quiser, senhora", o homem gritou.

Rin andou através do corredor até a cozinha pequena. Ela apagou a luz antes de voltar para sua sala de estar. Sem olhar para cima, foi diretamente até as bolsas.

"Posso te ajudar com isto?".

Rin congelou. A voz de Sesshoumaru veio sobre seu corpo como uma gentil tempestade. Incapaz de acreditar em seus ouvidos, ela se endireitou. Sua bolsa deslizou de seu ombro até o chão com um impacto. Ela a ignorou. Seus olhos se arregalaram quando percebeu que não era um sonho. Sesshoumaru estava de pé em sua sala de estar. Ele usava um terno escuro, seu cabelo estava amarrado na nuca e ele estava segurando um buquê de rosas vermelhas. Seus lábios firmes se curvavam em um sorriso cheio de expectativa.

"Uh, não", Rin finalmente conseguiu dizer maravilhada. Seu coração começou a correr. Batia freneticamente em seu peito.

"Você está indo a algum lugar?", ele perguntou suavemente.

Rin estremeceu e anuiu com a cabeça. Em um sussurro, disse, "Suíça".

Sesshoumaru franziu o cenho ligeiramente.

"O que você está fazendo aqui?", Rin questionou perplexa. Ela queria saltar em seus braços e puxá-lo para seus lábios, mas se conteve. Seu corpo pulsava com a necessidade de senti-lo. Ela tinha sentido tanta falta dele.

"Eu vim para te desejar um feliz aniversário", ele declarou simplesmente enquanto oferecia as flores a ela. Sussurrando, disse, "feliz aniversário, Rin".

Rin tomou as flores. Sua mão tremia enquanto ela as levava até o nariz. Ela mal conseguia cheirá-las por causa de sua respiração irregular. Era o único presente que ela havia recebido em seu aniversário. Todo mundo havia esquecido. "Mas, o que você está fazendo em Nova Iorque? Como chegou aqui?".

"Eu chamei o Vovô pelo walkie-talkie e o fiz enviar um helicóptero. Registrei um voo e vim diretamente do aeroporto". De repente, ele franziu o cenho.

"Mas, por quê?", ela inquiriu.

"Você não ficou muito feliz em me ver". A declaração era verdadeira. Seus olhos perderam um pouco do brilho enquanto seu rosto endurecia. "Talvez eu devesse ir".

"Não, espere". Rin disse, esticando o braço para pará-lo. Mas não ousou tocá-lo, não ainda. Sua mão tremia e pendeu no meio do ar. Girando, ela deixou as flores em uma mesa pequena perto da porta da frente. "Eu somente-"

"Rin, eu amo você", ele disse de repente.

"Oh, que romântico", o motorista de táxi declarou sarcasticamente da porta. "Senhorita, você está pronta?".

"Pode me dar um momento", Rin respondeu sem ar enquanto erguia a mão. Ela não olhou para o pequeno homem, e manteve o olhar descrente em Sesshoumaru.

"Certo, mas se nós ficarmos atrasados para o seu voo, a culpa é sua". O homem se debruçou contra o batente da porta e esperou.

Sesshoumaru franziu o cenho. Colocando a mão no bolso, ele deu ao homem uma nota de cem dólares. "Espere no táxi. Ela descerá em um minuto".

O homem tomou o dinheiro e encolheu os ombros como se não fosse grande coisa. Mas partiu.

Quando ele se foi, Rin sussurrou, "o que você disse?".

"Eu disse que te amo, Rin. É por isso que eu estou aqui. Eu vim para te achar". Ele deu um passo hesitante e olhou para o rosto pálido dela. Ela não parecia muito bem. Talvez ela tivesse sentido a falta dele como ele tinha dela. "Eu vim para te dizer que eu esperarei por você. Eu esperarei dez anos até que você possa se divorciar daquele estorvo".

"Você faria isto?", ela perguntou confusa. Seus olhos azuis arredondados em assombro. Suas mãos tremiam.

"Inferno", Sesshoumaru declarou, "eu já esperei a minha vida inteira para te achar. Dez anos não serão nada".

Rin sentiu seu coração bater um pouco mais rápido. A luz penetrante de seu olhar ia até sua alma até que a deixou estremecendo com necessidade. Seu rosto bonito estava duro com emoção, mas ela podia ver a verdade de suas palavras em seus olhos.

"Mas", ela começou.

"Nada de mas", ele interrompeu. Dando outro passo, ele ergueu a mão até a bochecha dela. Ele não podia negar ao seu corpo um simples toque e ficou contente quando ela não foi para trás. "Eu não me importo com o que os próximos dez anos trarão a você. Eu te esperarei. Se você perder uma perna ou ficar de coma, eu não me importarei. Eu virei te buscar. Nessa hora, se eu tiver que vender meu lugar nas montanhas e me mudar para Nova Iorque, farei isto. Eu farei por você".

"Mas", ela tentou novamente. O amor borbulhava em sua garganta e quase a fazia sufocar com as palavras.

"Eu criarei a sua criança como se fosse minha e nós teremos um bebê ou dois e viveremos como uma família. Eu sei por que você está fazendo isto. Sei sobre as pessoas que você está ajudando. E não importa o quanto eu odeie isto, amo você ainda mais por sua abnegação". Sesshoumaru olhou profundamente em seus olhos. As bochechas dela coloriram lindamente à medida que ele falava. Com um sorriso pasmo, ele notou aquele anel de casamento de máquina de brinquedo em uma gargantilha em seu pescoço. Colocando a mão no bolso, ele retirou uma pequena caixa de jóias.

Rin ofegou quando leu a intenção nos olhos dele. Entorpecidamente, ela começou a movimentar a cabeça antes mesmo que ele falasse.

"Rin, você quer se casar comigo?", ele perguntou, antes de acrescentar com um sorriso embaraçado, "novamente e exatamente daqui a dez anos deste momento?".

Rin tentou anuir com a cabeça mas mal pôde se mover. Sua respiração estava presa na garganta. Ele abriu a caixa para presenteá-la com um anel de ouro com diamantes. As lágrimas vieram a seus olhos, enquanto ela sussurrava, "a criança é sua, não do Narak".

Sesshoumaru deu um olhar estreito, se esforçando para ouvir. Acreditando que havia entendido, ele movimentou a cabeça, "Sim, a criança será minha".

Rin sentiu as lágrimas se enfileirarem nos olhos. Nada estava saindo direito de sua boca. Finalmente, ela conseguiu mover a boca, e disse mais alto, "eu não tenho que me casar com você novamente".

Sesshoumaru franziu o cenho, confuso. Endireitando o corpo, ele olhou para ela. Ela começou a fungar mais firme.

"Sim, eu me casarei com você", ela finalmente revelou. Ela jogou os braços ao redor dele dando beijos em seu rosto bonito. Um sorriso surgiu em suas feições perfeitas enquanto ele respirava. Ele não tinha entendido nada do que ela havia dito, mas a última oração havia sido o suficiente.

"Eu esperarei por você". Sesshoumaru jurou, irradiando com um prazer agridoce. "E se você precisar de mim, tudo o que tem que fazer é me chamar. Eu virei para você".

"Eu preciso de você", ela sussurrou. "Oh, como eu preciso de você, Sesshoumaru. Eu preciso de você todos os dias".

Sesshoumaru sorriu, incapaz de resistir. Ele sabia que estava errado, sabia que ela havia se casado com Narak. Mas não podia parar. A necessidade que sentia dela era muito forte. Desafiava toda a lógica. Segurando o rosto dela entre as mãos, ele beijou seus lábios apaixonadamente.

"Você tem que ir para a sua lua de mel imediatamente?", ele perguntou pensando no homem no andar de baixo esperando por ela. "Você perderá seu voo? Eu não quero te causar quaisquer problemas".

Rin o soltou. Sesshoumaru assistiu enquanto ela ia até a janela. Abrindo-a, ela gritou para a rua, "devolva as minhas bolsas, não vou a lugar algum!".

Os xingamentos do motorista de táxi se perderam quando ela voltou para ele. Ligeiramente, ela disse, "não vou a lugar nenhum além de Montana".

"Rin?", ele questionou com um sorriso hesitante. "Como?".

Achando as palavras afinal, ela sorriu feliz. "Eu não me casei Narak. Não podia. Eu não o amo. Eu amo você. Estava a caminho de contestar o testamento. O advogado do meu pai está de férias na Suíça".

"Então, eu irei com você", Sesshoumaru declarou. "Nós lutaremos juntos".

"Mas, você não percebe?", ela declarou enquanto se movia para ele. "Nós já nos temos. Nosso divórcio não foi feito. Eu nunca enviei os documentos. Eu não podia fazer. Tentei, mas não pude. Então nós não temos que nos casar, nós já somos casados".

Sesshoumaru foi apressado até ela, segurando-a em seus braços excitados para beijá-la. Ele ergueu o colar para estudar o anel barato. Pegando a mão dele, ela o manteve apertado contra o metal curvado. "Mas você merece um casamento. Você merece mais do que um ministro vestido de Elvis e isso".

"Eu não quero um casamento. Eu quero você. Eu odeio estar em público. Eu apenas quero ir para casa com você. Quero voltar para Montana". Rin respirou suavemente contra os lábios dele. "Leve-me para casa".

Sesshoumaru se debruçou e aprofundou o beijo. Sua língua passou pela linha aveludada antes de puxá-la para trás com um olhar interrogativo para sua barriga lisa. "O que você quis dizer quando disse que a criança era minha?".

"Onde você quer que eu coloque estas bolsas?".

Rin sorriu, mas revirou os olhos para o motorista que os interrompeu novamente. Soltando Sesshoumaru, ela fez um gesto para o chão, "aqui está bom".

Ela distraidamente pegou duas notas de cem dólares de sua bolsa e a deu para ele. Com um gesto brincalhão, ela disse, "agora vá embora".

O motorista sorriu, anuiu com a cabeça e partiu. Era o dinheiro mais fácil que ele faria.

Ela ignorou o motorista de táxi enquanto voltava para os braços de seu marido. Sussurrando em seu rosto atordoado, ela disse, "eu estou grávida".

Sesshoumaru rosnou feliz, pegando-a em seu abraço forte. Com um grito de encanto escapando dos lábios, ele a ergueu no ar. Seus lábios estavam em sua boca, suas bochechas, pescoço. Rin gemeu apaixonadamente enquanto as mãos dele se moviam para seu traseiro firme em uma carícia firme.

"Oh, quê isso!".

Rin girou com a exclamação chocada. Vendo uma vizinha de idade avançada, ela deu uma risadinha.

"Você deveria se envergo..", começou à mulher em afronta.

Sesshoumaru soltou Rin e bateu a porta, cortando as palavras da mulher com uma pancada dura. Quando eles estavam finalmente a sós, ele dirigiu seu rosnado como o de uma fera à espreita da presa na direção dela.

"Eu defenderia sua honra", ele começou.

"O quarto é por aqui, homem da montanha", ela o interrompeu corajosamente. Seus olhos brilhavam com promessa sexual intensa. Ela deu uma risadinha e gritou quando Sesshoumaru a pegou e ergueu nos braços. Pegando-a como se ela não fosse mais pesada do que uma pena, ele começou a desabotoar sua calça jeans azul.

Rin correu os dedos para soltar o cabelo dele. As ondas prateadas sedosas deslizaram sedutoramente em seus dedos. Suspirando rouca, ela disse, "você fica muito bem de terno".

Luzindo apaixonadamente, ele respondeu, "eu sou melhor debaixo dele".

Rin gemeu com a confiança dele enquanto ele entrava no quarto dela. Colocando-a no chão, ele se livrou da jaqueta. Então ele começou a tirar a gravata.

"Deixe que eu faço", ela disse humilde. Com urgência gentil ela começou a despi-lo. Jogando a gravata sobre seu ombro, ela disse, "sabe, nós realmente devíamos conseguir um cachorro. Os homens de montanha sempre devem ter um cachorro".

"Mmmhmm", ele anuiu com a cabeça. As mãos foram rapidamente para a cintura para soltar as calças. "Qualquer um que você queira".

Com essa certeza, ela ergueu uma sobrancelha provocante. "Oh, sério".

"Mmm", ele anuiu com a cabeça seu consentimento. A mão dela achou o comprimento duro de seu membro que inchava sob a cueca de algodão.

Rin ficou de joelhos. Olhando para ele, disse, "há uma coisa que eu preciso saber antes que isto vá além".

"O que é?", ele questionou. Ele empurrou sua masculinidade maldosamente em direção a sua boca. Rin se livrou da ereção grande. Sesshoumaru gemeu, de modo selvagem, excitado.

"Você realmente comeu seu próprio cavalo depois de uma avalanche?", ela perguntou. "Você não espera que eu faça isso, não é?".

As sobrancelhas de Sesshoumaru se ergueram rapidamente em surpresa. Porém, sua masculinidade não diminuiu em vontade. Rindo, ele disse com um brilho provocante no olhar profundo, "Não. Ele morreu de velhice".

Rin gemeu em encanto lascivo. Inclinando-se ela o agarrou firmemente por seus quadris perfeitamente masculinos. Suas unhas seguraram suas nádegas enquanto ela o chupava. Sesshoumaru gritou com êxtase viril, gostando de sentir o cetim tenro de sua boca lisa. E não havia mais palavra, apenas o gemer de paixão de duas pessoas loucamente apaixonadas.

**** FIM ****

Fala serio isso sim que e final.

Beijos valeu por todas as reviews o nome desse livro é Cativa da Montanha da autora Michelle .

1 Bronx (Condado de Bronx) é um dos 62 condados do Estado americano de Nova Iorque, e um dos cinco boroughs (distritos) da cidade de Nova Iorque. Quase 50% da população é hispânica ou latina.