Elena manteve sua promessa. Naquela semana, ela ouvia o nome de Damon apenas quando Stefan mencionava, nunca mais o viu ou sonhou com ele. Nunca pensava nele... Praticamente nunca.
As ocupações também a mantinham distraída. Meredith e Bonnie não haviam desistido completamente da idéia das festa de aniversário e insistiam para saber como seria seu vestido.
- Será surpresa – era o que Elena sempre respondia.
Elas estavam insatisfeitas, mas aceitaram. Não tinha como desconfiar das roupas de Elena.
O relacionamento de Stefan e Elena também estava indo muito mais que agradável, estava tranquilo pela primeira vez. Ele estava muito romântico nos últimos dias, por causa do aniversário dela. Quarta ele havia lhe dado um buquê com dezoito rosas vermelhas, a idade que ela faria naquele sábado. Quinta ele deu o verdadeiro presente de aniversário adiantado para ela para usar no baile. Foi a coisa mais linda que ela já recebeu na vida, e provavelmente a mais cara também.
Após as aulas, os dois foram para casa dela. Tia Judith não estava em casa, e os dois estavam livres para ficar no quarto sozinhos.
- Eu tenho algo para você – ele anunciou – Seu presente de aniversário.
- Mas meu aniversário é só sábado...
- Eu sei.
Ele foi para trás dela, tirou o cabelo do pescoço e colocou a linda jóia.
Elena ficou boquiaberta, deslumbrada e espantada.
- E-eu... eu não posso aceitar... Não, Stefan... eu não...
- Shhh... – murmurou – Claro que você pode. Eu não vou sentir falta, vai ficar mais bonito em você do que na minha gaveta. Eu quero que você use no baile – acrescentou.
- É tão lindo! – ela tocou a pedra vermelha no seu peito, que estava sendo sustentada por uma grossa corrente de ouro – Era de Katherine – Não era uma pergunta, ela estava certa de sua afirmação.
- Agora é seu.
Ele inclinou-se para beijar seu pescoço, mas ficou paralisado ao ver os dois pontos já cicatrizando.
- O quê?! – ele gritou.
Elena pulou, assustada, e virou-se para ele.
- O que foi?
- Você deixou Damon a morder?
Ela tocou involuntariamente o pescoço.
- Não é o que você está pensando – sussurrou.
- Oh, espero que não – falou numa voz cortante - Você poderia me explicar?
- Damon entrou no meu quarto, eu não tive escolha – mentira.
- Você deixou ele entrar? – sua voz ainda estava furiosa.
- Eu não tinha escolha! Ele mataria minha tia! – mentira.
Stefan pareceu acreditar. Respirou fundo e deitou na cama.
- O que eu faço com Damon? – falou para si mesmo, baixo demais para os ouvidos de Elena.
Elena mordeu o lábio inferior. Essa era um oportunidade perfeita para desvendar Damon.
- Por que ele é assim? – perguntou.
- Assim como? – ele não estava mais com raiva, e sim triste.
- Por que ele não é capaz de amar?
Stefan passou a mão no cabelo e suspirou.
- Ele é capaz de amar, Elena, mas, para Damon, o amor vem junto com o ódio.
Levou um minuto para Elena digerir essa idéia, mas ainda era confusa para ela.
- Como assim?
- Damon é... cauteloso com seus sentimentos. Eu acho que ele os esconde com a raiva, o ódio.
- Por quê? Por que ele não pode amar como uma pessoa normal?
Ele riu sem humor algum.
- Ele pode, Elena. Mas a única mulher que ele amou deixou uma ferida no seu coração, e a cicatriz vai durar para toda a eternidade,
Ela levou mais um minuto para processar.
- Você acha que ele vai amar alguém de novo? – perguntou.
- Hm... – ele pensou – Espero que sim. Mas espero que não a garota que eu ame, desta vez – ele sorriu.
Ela sorri também, mas o sorriso não chegou ao olhos. E, desta vez, eu espero que a garota não o ame também.
N.A.: Eu ia fazer mais compridinho, tipo até o baile, só que me bateu uma preguiça... Estava fazendo de noite, quando eu devia estar estudando para uma prova, e por isso não está muito... caprichada, digamos assim.
Muito obrigada a todos que comentam, isso significa muito para mim. Se alguém tiver alguma idéia, please, não deixem de falar!
