Tudo se ajeitando ou não (cap 9)

- Então, quando vamos? – Leslie perguntou enfiando um pedaço de Pizza na boca.

James havia acabado de lhe explicar sobre a missão que seus pais havia lhes encarregado.

- Você vai mesmo? – James perguntou.

- Claro que vou – disse Leslie como se fosse obvio.

- É, é que é meio perigoso, Less – disse James serio.

- Perigo é meu sobrenome – disse ela confiante.

- Não, é Malfoy – disse James rindo.

A companhia tocou, Leslie olhou incerta para James, ele deu de ombros e foi atender. Não teve tempo de falar nada, pois logo uma Ruki desesperada adentrou na casa com Lílian, Teddy, David, Hugo e Milana em suas costas. Por sorte James já havia se vestido e Leslie, que estava no sofá, já havia colocado uma blusa de Lílian que estava na casa de James, blusa essa que James teve que provar ser de Lílian ou teria uma certa parte do seu corpo arrancada.

- James, eu sei que vocês estão brigados, mas eu estou desesperada, a Leslie sumiu desde ontem a noite e... – Ruki começou nervosa e desesperada.

- Ruki – James começou.

- Você a viu? Quero dizer, eu não sei mais o que fazer ela... – Ruki começou nervosa.

- Oi Ruki – disse Leslie do sofá.

- LESS! – Ruki gritou animada pulando em cima da amiga. – EU ESTAVA TÃO PREOCUPADA!

- Eu estou bem – disse Leslie dando de ombros.

Ruki fitou a amiga incerta, ela estava com a saia preta, uma sandália de dedo que a oriental pensava ser de James, pois era mil vezes maior que o pé de Leslie e... Bem, ai a cabeça de Ruki apitou, ela estava com uma blusa verde.

- De quem é essa blusa? – Ruki perguntou desconfiada.

- Boa pergunta, - disse Leslie olhando para Lílian – Ruiva essa blusa...?

- Less, o que faz com minha blusa? Eu achei que tinha perdido – disse Lílian surpresa.

- Escapou por pouco, Potter – disse Leslie com uma cara enjoada fazendo James gargalhar.

- Certo, o que está acontecendo aqui? – David perguntou desconfiado.

- Eu acho que sei – disse Teddy sorrindo de orelha a orelha e fazendo James corar violentamente e Leslie rir de leve.

- Você quer dizer que...? – Milana começou.

- OBRIGADA, SENHOR – gritou Ruki rindo.

- Ruki, sua sutileza me impressiona - disse Leslie girando os olhos enquanto James corava mais.

- Certo, - disse Lílian sentando ao lado da loira – adorei essa historia, cunhadinha.

- Você não gosta muito da vida, não é, Lílian? – Leslie perguntou fuzilando a ruiva com o olhar.

- Isso quer dizer que...? – Hugo começou.

- Sim, o velho James está de volta – disse James sorrindo de leve.

- Fico feliz - disse David rindo de leve.

- Leslie, eu sou teu fã – disse Teddy rindo – você trouxe o nosso James chatinho e bonzinho de volta.

- É, eu me surpreendo com o efeito que eu faço nas pessoas – disse Leslie pensativa.

- CALA A BOCA, LESS – disse James muito vermelho.

- Tudo bem, Jamezinho – disse Leslie gargalhando.

- Sua irmã é um mostro – declarou James.

- Eu sei – disse David rindo.

- James, para de frescura, - disse Leslie girando os olhos – vamos logo falar para eles sobre a missão.

James concordou com a cabeça e começou a falar para os amigos sobre a carta do seu pai e o tal objeto mágico no subterrâneo.

- Certo, quando vamos? – Teddy perguntou animado.

- Eu estava esperando falar com vocês para decidirmos isso - disse James pensativo.

- Vamos amanhã logo – disse Leslie calma

- Você não vai – disse David serio.

- Eu acho que você não entendeu o que o Sr. Potter disse, - falou Leslie seria – ele disse "OS filhos de DRACO MALFOY", não disse "O filho de Draco Malfoy".

- Mas você nem é auror – disse David irritado.

- Nem eu, mas vou – disse Lílian como se fosse obvio.

- Nem pensar – disse Teddy decidido.

- Ah vamos sim – disse Milana calma.

- Milana? – David perguntou pasmo.

- Deixa de besteira, David, nem é uma missão do ministério, nós vamos – disse Ruki decidida.

- Vocês não têm a cabeça no lugar? – Hugo perguntou irritado.

- Não – disseram as quatro sorridentes.

- Desistam, eu já desisti – assumiu James.

Os garotos bufaram irritados enquanto as meninas sorriam triunfantes. Lílian se levantou.

- Bem, vamos? – ela perguntou calma.

- É só mandar, minha rainha – disse Teddy rindo.

- David, nós também? – Milana perguntou.

- Agora mesmo – disse David olhando para a irmã.

- Não faz essa cara, eu estou indo – disse Leslie se levantando.

- Tudo bem, vamos Less – disse Ruki sorridente.

- Vai mesmo? – James perguntou olhando para a loira com carinha de cachorro sem dono.

- Sem drama, Potter, agente se vê amanhã – disse Leslie dando um beijo na bochecha dele.

- Amanhã? – James perguntou fazendo bico.

- Você passou oito anos sem ver essa minha maravilhosa pessoa, acho que você sobrevive ate amanhã – disse Leslie rindo da cara amarrada de James.

Lílian e Teddy apartaram, Milana e David ainda ficaram um pouco, pois David só queria ir embora quando Leslie fosse, mas Milana acabou arrastando o noivo. Hugo, riu de leve e disse que ia andando para casa, assim que o rapaz saiu da mansão Potter, Ruki olhou incerta para o casal a sua frente.

- Vocês têm 10 minutos para se despedirem – disse Ruki saindo correndo para fora da casa fazendo Leslie e James se olharem curiosos.

Ruki saiu correndo para fora da casa, e ainda deu tempo de ver Hugo andando distraído. A oriental correu com velocidade total atrás dele e quando o alcançou puxou ele pelo pulso.

- Ruki, o que houve? – Hugo perguntou preocupado.

Ruki não respondeu apenas puxou o rapaz pela nuca e o envolveu em um beijo desesperado. De inicio Hugo parecia não estar entendendo nada, mas em seguida sorriu triunfante e começou a retribuir o beijo com avidez.

- Weasley, Hugo... – Ruki começou incerta quando eles se separaram.

- Hugo! – disse o rapaz sorrindo.

- Tudo bem, - disse ela sorrindo de leve – eu juro que preparei um discurso enorme, mas eu esqueci tudo então... Weasley, seu idiota, você está errado, eu te amo.

Hugo olhou pasmo para a oriental a sua frente que simplesmente deu de ombros, ele começou a gargalhar compulsivamente enquanto Ruki respirava aliviada.

- Pensou muito nisso? – ele perguntou rindo.

- Bastante – brincou Ruki.

- Tudo bem, então, - disse Hugo se ajoelhando na frente da oriental – Ruki Zabine, você quer namorar comigo?

- Isso foi super brega, - disse Ruki gargalhando – mas sim, eu quero namorar você, Hugo Weasley.

Hugo riu junto com a garota e em seguida envolveu ela novamente em um beijo. De longe Leslie e James observavam tudo da janela gargalhando muito.

- É, parece que está tudo se ajeitando – disse James sorridente.

- Parece que sim – disse Leslie abraçando o rapaz ao seu lado.

James e os outros estavam nos arredores do tal parque trouxa onde supostamente estava o objeto mágico. Eles se entreolharam incertos, deram o sinal para Milana e ela fez um feitiço que impedia a passagem de qualquer trouxa por um determinado tempo.

- Não temos muito tempo – disse ela calma.

- Tudo bem, Como agente faz agora? – Lílian perguntou curiosa.

- Hugo, vamos mostrar as garotas como se faz? – Teddy perguntou rindo.

- Claro – disse Hugo sorridente.

- Suche – Teddy gritou e uma luz saiu percorrendo o parque, até que parou em determinado ponto – Vai lá Hugo.

- Geben Sie – Hugo gritou e a terra começou a tremer.

Logo no lugar onde antes a luz criada por Teddy estava, havia algo que se assemelhava a um túnel no subterrâneo.

- Primeiro as damas – disse Hugo rindo.

As meninas giraram os olhos categoricamente. Leslie foi a primeira a adentrar no túnel e em seguida os demais foram. Era um lugar escuro e sóbrio, mas depois de um bom tempo eles se viram em algo parecido com um tempo, onde havia um pergaminho muito antigo.

Eles trocaram olhares cúmplices e começaram a se aproximar do Templo. James olhou incerto para os demais e foi na frente, mas...

- Ai – o rapaz voou longe.

Havia algo como um campo de força cercando o pergaminho e James havia sido jogado longe por ele.

- Você está bem? – Leslie perguntou se aproximando.

- Sim – disse James incerto.

- Cara, como agente vai passar? – Teddy perguntou curioso.

Ruki estava na frente do templo e tocava levemente o campo de força, vendo sua mão não atravessá-lo. Leslie aproximou-se indignada.

- Deixa eu dar uma olhada nisso – falou a loira decidida.

A loira andou um pouco para longe do campo de força e começou a correr com velocidade total em direção a ele, fazendo David correr desesperado atrás de irmã, mas para a surpresa de todos os dois entraram lá sem dificuldades maiores.

- Como? – David perguntou pasmo.

- Acho que só um Malfoy legitimo pode entrar – disse Ruki pensativa.

- Leslie! – David berrou.

A loira já estava se aproximando do pergaminho quando o irmão lhe puxou com força.

- Não gosto das coisas da nossa família – declarou ele.

- Mas eu gosto – disse Leslie puxando o irmão indignado para o pergaminho.

- O que é isso? – David perguntou curioso.

- Tem algo escrito. – disse Leslie começando a ler em voz alta de um modo que só o irmão ouvisse, nem que os outros quisessem ouviriam já que estavam longe demais do templo.

"Raça desgraçada, malditos sejam vós Malfoys. Quanto sofrimento proporcionaram a inocentes? Quanta dor causaram aos que te amaram? Mas pagarão, tanto preconceito com nós, que vocês chamam de sangues ruins mudará, só é preciso uma gota de sangue de uma pessoa impura e tudo começará. Quando o amor acontecer, desse sentimento a de nascer uma menina que ira pagar pelo que todos de sua maldita família fizeram. Não importa a época nem o lugar, quando a hora chegar eu irei aparecer e a alma dela levar, cumprindo assim a maldição, em nome dela, pois sua morte não foi em vão."

- Leslie? – David perguntou quando a irmã acabou de ler – O que quer dizer?

- Quer dizer que é melhor você ter uma conversa com Milana, a mãe dela não era de linhagem pura – disse Leslie seria e sem sentimentos.

- Eu sei, – disse David cabisbaixo – mas e você, Less, a avó do James também...

- Eu e o James não temos nada – disse Leslie seria se afastando do irmão.

- Less? – David chamou.

A loira não respondeu, apenas saiu do campo de força e começou a andar para fora do túnel.

- Leslie? O que houve? – James perguntou segurando a loira com força.

- Sinto muito – disse ela triste.

Ela se soltou do rapaz e começou a correr para fora do lugar. James olhou incerto para todos, não sabia o que estava havendo, quando viu David sair cabisbaixo do campo de força correu até o amigo e o segurou com força.

- Milana, precisamos conversar – disse David triste.

Leslie andava desesperada pelas ruas, não sabia o que fazer, mas sabia onde ir, ela acabou apartando em um lugar escuro e macabro, onde havia uma enorme mansão. A loira respirou fundo e bateu na porta.

- Leslie?

Quem atendeu foi uma outra loira, essa bem mais velha com os cabelos já quase brancos, seu nome era Narcisa, Narcisa Malfoy, a avó de Leslie.

- A senhora sabia? – Leslie perguntou entrando na casa com ódio.

- Sobre o que? – Narcisa perguntou seria.

- SOBRE A MALDIÇÃO – rosnou Leslie irritada.

Narcisa olhou surpresa para a neta, mas sem em seguida bufou irritada e sentou-se no sofá, logo Leslie fez o mesmo.

- Como soube? – a mulher perguntou.

- Isso não importa, - rosnou Leslie – por que não me disse? Por que não disse a meu pai?

- Seu avô, - disse Narcisa seria – ele ia dizer, mas seu pai decidiu ficar com Luna e ele disse que queria mais que o filho se desse mal, então me fez jurar que não o contaria.

- Por que? – Leslie perguntou assustada – Por que agente? O que agente fez para essa pessoa?

- Por favor Leslie, os Malfoy já fizeram coisas demais – disse Narcisa rindo cruel.

- Quem era? – Leslie perguntou.

- O nome dela era Mara Monnage, - disse Narcisa – ela tinha uma única filha, seu nome era Christine, e ela era uma sangue ruim. Christine estava apaixonada por Thomas Malfoy e para piorar o sentimento era retrogrado.

- Ainda não entendi o que pode ter gerado a maldição – disse Leslie curiosa.

- Os pais de Thomas não aceitavam isso, - disse Narcisa seria – um Malfoy com uma sangue ruim, era inaceitável. Então eles lançaram a maldição Imperius em Thomas e fizeram com que ele acabasse tudo com Christine.

- E depois? – Leslie perguntou fazendo Narcisa bufar.

- Depois forçaram Thomas a se casar, - disse Narcisa seria – ele protestou, ainda estava indignado por terem lhe usado, mas seus pais ameaçaram matar Christine caso ele não fizesse. Então Thomas se casou.

- Ótimos pais – disse Leslie recebendo um olhar de ódio de Narcisa.

- Então, depois do casamento, - disse Narcisa – ele subiu para seus aposentos ao lado da esposa e quando abriu a janela, lá estava ela. Christine estava pendurada com uma corda no pescoço em sua janela, ela havia se matada quando soube do casamento.

- Se matado? – Leslie perguntou pasma.

- Thomas não agüentou a dor de ver a amada morta, - disse Narcisa com uma voz de nojo – então ele acabou pulando da janela e se matando.

- SE MATANDO? – Leslie perguntou com os olhos esbugalhados.

- A mãe de Christine ficou com ódio, - disse Narcisa – e ela acabou fazendo a maldição, segundo ela se os Malfoy esnobaram sua filha por ser sangue ruim, eles que não ousassem se envolver com outro que não fosse puro.

Leslie olhava assustada para a avó que permanecia seria e impenetrável. A loirinha não sabia o que pensar, parecia que quando finalmente tudo estava dando certo...

- Foi por isso que tentou me afastar do James? – Leslie perguntou.

- Não, - disse Narcisa calma – quer dizer, também. Realmente acho que vocês não são feitos um para o outro.

- É ai que você se engana – rosnou Leslie.

- Ah, não Leslie, - disse Narcisa irritada – voltou com o Potter?

- O que importa? – Leslie perguntou nervosa. – Eu não vou poder ficar com ele mesmo.

- Claro que não, acho que ele não vai querer se arriscar desse modo – disse Narcisa cruel.

- Morra – rosnou Leslie saindo pisando fundo da casa.

- A culpa não é minha – disse Narcisa.

Assim que a velha ouviu a porta da sala bater com um estrondo começou a gargalhar com vontade, uma gargalhada cruel e demoníaca de quem gosta de ver os outros sofrendo.

Leslie havia saído da casa da avó e apartado no seu quarto, na casa dos pais. Viu sua mala ainda arrumada e bufou de leve. Pegou um pedaço de papel e começou a escrever enquanto juntava suas coisas.

Na:/ Eu acho que vocês gostaram desse cap passado, será? Hehe, bem, Lu, o que eu tenho a dizer é que vc fumou e que eu num entendi nada, mas amei ^^ hehe a pergunta que não quer calar é, será que a barb achou lindo? Hehe Murilo, até tu amou o cap que passou? Vcs são muito sem graça, só gostam de tudo legaaaaaaal. Hehe. Pois é, Lina, eu sou uma pessoa boa, ou não :p Leli, faz um trailer lindo para mim, faz ^^ obsimportante: sorry pela demora, tou em prova e endoidando, sorry mesmo. Ah e eu quero dizer que detesto decepcionar vcs, mas essa fic num tem um vilão mesmo, sabe, ela é meio que um preparativo para a super vilão da próxima, vcs vão entender quando a outra chegar, que por acaso é uma das minhas favoritas, essa fic ta acabando, acho que o próximo já é o ultimo cap ;* amo vcs