Passaram-se cinco minutos desde que Kiba chegara ao portão. Começara a escurecer e a fazer frio. O barulhos das folhas das árvores quando o vento lhe tocava era meio que assustador.

- Kiba! - ouviu chamar. Aquela não era a voz que ele queria ouvir. Virou-se e viu o professor de Inglês, Shiranui Genma.

- Shiranui-sensei, boa tarde. – cumprimentou o Inuzuka. O professor de cabelos castanhos pelos ombros sorriu.

- Igualmente, Kiba. Ainda por aqui? As tuas aulas terminaram há já algum tempo.

- Eu… Eu estive a acabar um trabalho. – mentiu deliberadamente, tentado não vacilar perante a pergunta. Mudou de assunto. – Por acaso não viu o professor Hatake, não?

- O professor Kakashi está na sala dos professores. Poderá demorar, pois está bastante ocupado.

- Ocupado? Eu precisava mesmo de tirar uma dúvida com ele.

- Ele está com a professora Mitarashi… Não sei se devo interromper. Já sei como é, romances entre professores…

Kiba arregalou os olhos e todo o seu corpo se retesou e ficou mais frio do que um cubo de gelo.

- Romance…? – foi só o que conseguiu pronunciar.

- Eles estão bem afim um do outro… - mentiu Genma, na maior das descontracções. Sabia perfeitamente que cada palavra que havia dito sobre Kakashi havia atingido o peito de Kiba como uma lâmina pronta a matar. – Será melhor falares com ele amanhã. Tenho uma coisa para te mostrar.

- A mim? Eu… Eu tenho de ir para casa… - o moreno mais novo não conseguia acreditar no que tinha ouvido. Kakashi andava apenas a usá-lo! Que raiva! Uma miscelânea de sentimentos tomou conta de Kiba.

- Tenho algo bastante interessante para mostrar ao meu melhor aluno de inglês. Eu depois levo-te a casa.

O aluno ponderou.

"Não sei se deva ir… Talvez seja melhor… Se for para casa estarei sempre a pensar naquele…" Eu vou então, Shiranui-sensei.

- Óptimo! – exclamou o Shiranui, com um sorriso e olhar triunfantes. Iria confortar o seu melhor aluno da maneira mais prazerosa possível. Dirigiram-se para o carro e entraram.

- A minha casa ao fica muito longe daqui. Demora dez minutos de carro.

- O que é que me vai mostrar, sensei? – indagou o rapaz, com o olhar mais distante deste mundo cravado na estrada.

- Humm… Só visto mesmo, Kiba. – respondeu o mais velho. Em seguida, questionou cinicamente: - Pareces triste. O que é que tens?

- Eu? Nada. Está tudo bem. – mentiu o Inuzuka, pela segunda vez nesse dia.

O resto do caminho decorreu sem grandes conversas. Kiba estava bastante em baixo e furioso com o professor de Literatura. Perguntou-se vezes sem conta como não conseguira perceber que Kakashi com ele sempre quisera somente uma coisa: Sexo. A maneira como Kakashi o seduzira, despertara nele os verdadeiros sentimentos pelo seu professor.

Chegaram. Entraram num prédio de seis andares e subiram até ao quinto no elevador.

Genma abriu a porta do seu apartamento e convidou Kiba a entrar. Este fez o que lhe foi pedido, seguido do sensei. À frente deles, estendia-se o hall de entrada. A primeira porta à direita parecia ser a cozinha. Ao lado, encontrava-se a sala de jantar. O resto da casa era impossível de ser ver do sítio onde eles se encontravam.

- Anda comigo. – pediu o homem, estendendo a mão a Kiba. O aluno, impensadamente, deu a mão ao professor. Genma entrelaçou os seus dedos com os do rapaz. Foram até uma porta situada num outro corredor.

- Bem-vindo ao meu quarto. – anunciou o professor de Inglês, empurrando o garoto para dentro da divisão espaçosa, seguindo-o.

- - Na Escola - -

- Ainda bem que já terminei o que tinha a fazer. – disse Kakashi para os seus botões. Olhou o relógio e exclamou: - Ups! Demorei mais tempo do que aquele que desejava. Estou ansioso por voltar a ficar a sós com o Kiba novamente.

Saiu da sala de professores, desceu as escadas do bloco e dirigiu-se à saída da escola. O moreno não estava lá. Achou estranho. Olhou atentamente mas só viu Sarutobi Asuma, um professor de Geografia e um dos seus melhores amigos.

- Estás à procura dele? – perguntou Asuma, aproximando-se do outro. – É que se estás, não vais gostar mesmo nada do que eu te vou dizer.

- Nani? O que aconteceu? Conta-me, depressa! – exigiu o grisalho, começando a ficar preocupado com o seu amante.

- Foi Shiranui Genma. Esteve a falar com o Kiba. Disse-lhe qualquer coisa e foram-se embora. O Kiba não estava com boa cara. Não consegui ouvir muito bem o que ele disse mas posso garantir que ouvi o teu nome e o da Mitarashi.

- Shimata! E foram para onde? – indagou o Hatake, super nervoso e furioso com a situação.

- Não sei dizer bem mas penso que foram para casa dele. Sabes onde é?

- Mais ou menos. Eu dou com o sítio, não te preocupes. Tenho de me apressar. Obrigada pela ajuda. – agradeceu por fim, caminhando até ao seu carro. Entrou e arrancou.

"Vou-te partir a cara, desgraçado!"

- - Na Casa do Shiranui - -

- Quarto? – perguntou Kiba, espantado.

Genma agarrou o pequeno e beijou-o agressivamente, adentrando com a língua na boca do garoto. Os seus dentes roçaram nos lábios, fazendo um fio de sangue escorrer pelo queixo do Inuzuka. Lambeu o sangue, voltando a beijá-lo em seguida.

O Shiranui empurrou o moreno mais novo, caindo em cima dele, na cama. Continuou com o beijo, da mesma maneira bruta e selvagem, como se esperasse por beija aquela boca há muito tempo. Kiba não retribuía mas também não se preocupava em afastar o mais velho. Uma mão tocou-lhe um dos mamilos, beliscando. Sentiu a mesma mão descer pela barriga, indo tocar no ponto mais sensível do corpo.

- Vejo que o Kakashi não te sabe satisfazer por inteiro. Ainda estás teso! Teso para mim. Depois de hoje, nunca mais vais querer aquele grisalho a foder-te.

- Apesar de ele me ter usado, eu ainda o amo! Quando ele me beijava, fazia-o gentilmente. Não de forma selvagem como o senhor. – disse o rapazinho, olhando nos olhos de Genma. Havia fúria estampada nos olhos de Kiba. Odiava o que estava a acontecer.

- Eu gozei gostoso enquanto gemias… Mas pensar que o meu aluno favorito estava a ser fodido por um homem… - disse o mais velho, prendendo os pulsos de Kiba com uma mão por cima da cabeça dele. Com a outra mão, explorou melhor aquele corpo. Adentrou com uma mão dentro das calças e apertou o sexo do miúdo. Um gemido involuntário escapou da boca do menor.

A campainha tocou.

Genma não deu a mínima e continuou a tocar o rapaz.

- Vá abrir ou eu… grito. – avisou o Inuzuka, tentando não gemer e com cara de poucos amigos.

- Gritas pois… Gritas de prazer. – falou o Shiranui, lambendo o pescoço do rapaz. – Mas eu vou abrir. E tu vais ficar aqui quietinho à minha espera. Nada de barulho.

Saiu de cima do jovem e saiu do quarto, deixando a porta encostada.

Chegou ao pé da porta de casa e ouviu baterem na porta. Abriu-a sem perguntar quem era. Azar o dele. À sua frente e com cara de quem vai matar alguém, encontrava-se Kakashi.

- O Kiba? – indagou com frieza.

- Ele já não está aqui…

- Que foi que lhe fizeste?!

- Eu? Devias de ter visto a maneira como ele se abriu para mim… gemeu o meu nome e convidou-me a fode-lo… a maneira como ele me chupou... – falava pausadamente, com um sorriso provocante nos lábios.

Kakashi estava louco de ciúmes e de raiva. Não acreditava que Kiba tivesse feito o que o outro estava a dizer. Acertou com um murro bem no meio da cara do moreno, que ficou agarrado. Entrou pela casa adentro, deixando a porta da rua aberta mesmo.

- Kiba! – chamou o grisalho, esperando ouvir uma resposta.

No quarto, Kiba arregalou os olhos. Ouviu a já tão conhecida voz chamá-lo. Ir ou não ir? O coração quase que saía do peito.

"O meu coração ainda bate no mesmo ritmo descompassado quando oiço a voz dele…" – disse Kiba para consigo. Levantou-se e saiu do quarto, disposto a falar com Kakashi. Permaneceu escondido quando chegou ao corredor da entrada e viu o grisalho encostado a uma parede.

- O que lhe fizeste?! – perguntou Kakashi uma segunda vez em tom ameaçador, quando Genma se recompôs. As lágrimas escorriam pelo rosto do Hatake. – É bom que respondas desta vez!

- Eu já disse… Ele pediu tanto que eu acabei por ceder. Disse que tu não o deixavas satisfeito… - duas mãos agarraram o colarinho da camisa do Shiranui, depois disto. O professor de Literatura encostou-o à parede, dando dois murros no estômago em seguida, o que provocou a Genma um ataque de tosse.

- Vou procurar o Kiba e tu vens comigo! Vou obrigar-te a pedir-lhe desculpas! – atirou Kakashi.

- Só o senhor é que me deve um pedido de desculpas. – alguém disse.

Kakashi arregalou os olhos molhados e olhou para trás. A visão que teve foi a melhor. Kiba estava bem ali, parado, a olhar para ele. O Hatake foi até ele e abraçou-o com força, temendo que fosse uma ilusão. O Inuzuka deixou-se ficar quieto.

- Tive tanto medo… - sussurrou..

- Medo de quê? De perder o seu brinquedo sexual para outro homem? – indagou o moreno, com palavras frias que fizeram Kakashi largá-lo e olhá-lo nos olhos.

Desapontamento. Tristeza. Desilusão.

O grisalho pôde ver isto nos olhos do aluno.

- O que é que tu estás a dizer?

- Espero que a professora Mitarashi tenha mais sorte do que eu e não seja usada também… - murmurou o rapaz, ignorando a pergunta do professor.

- Eu e a Anko não temos nada! Eu só te amo a ti! – declarou Kakashi, completamente desesperado. – Não sentes nada quando eu te beijo? Eu sinto. Já beijei muitas mulheres e homens na minha vida, mas nunca senti nada como quando te beijo a ti… Contigo é diferente, Kiba.

- Prove que isso é verdade… e… - o mais novo não conseguiu terminar o queria dizer. Os seus lábios foram capturados pelos de Kakashi. Oh sim, o beijo de Kakashi era diferente do de Genma. Era ávido, porém… Havia algo de diferente.

Começou a retribuir, mas o Hatake parou o beijo.

- Está provado?

- S… Sim… Oh, eu amo-o tanto, sensei! – falou Kiba, antes de abraçar Kakashi.

- Eu também, Kiba-kun… O que foi que ele te fez? – perguntou o mais velho, com um semblante mais sério.

- Beijou-me… Tocou-me… Nada mais. – respondeu o moreno.

- Vamos embora. Este desgraçado não merece que percamos mais tempo com ele.

Ambos dirigiram-se à porta daquela casa.

- A escola vai ficar a saber de vocês! – afirmou Genma, levantando-se devagar. – E tu, Hatake, vais perder o teu emprego.

- Não me interessa o emprego neste momento. O Kiba é o mais importante a minha vida desde há algum tempo. Quanto à escola saber do nosso relacionamento, penso que também não vão gostar de saber que o professor de Inglês Shiranui Genma assediou e tentou abusar sexualmente um aluno… Aluno esse que ainda por cima tem namorado. – disse por Kakashi por último ao outro professor, saindo em seguida daquele sítio.

Chegando à rua, entraram no carro do Hatake.

- Queres que te leve a casa ou vamos antes para a minha? – indagou Kakashi, com um sorriso malicioso nos lábios.

- Humm… Se ir levar-me a casa significa deixares-me lá e ires embora depois, acho que prefiro ir para a tua… Mas se for para satisfazer os nossos desejos enquanto humanos… - falou Kiba de maneira sedutora, acariciando o membro de Kakashi, que começava a ficar teso, por cima das calças. – Isso, Kakashi… Fica bem duro para meteres em mim…

- Eu não acredito que o Sr. Inuzuka se tornou tão safado! – exclamou o sensei, rindo.

- É por tua causa. Vamos indo? É que estou com alguma pressa, se é que me faço entender. Parece que tu também. – expressou-se o moreno.

Kakashi beijou-o carinhosamente. As línguas tocaram-se uma e outra vez. Bastante molhado e delicioso, o beijo. O Inuzuka excitou-se tanto que se sentou em cima de Kakashi, virado de frente para ele, com uma perna de cada lado dos quadris do grisalho. Este segurou a cintura do mais novo e incentivou-o a mexer-se, fazendo as erecções roçarem-se constantemente.

Kiba, com todo aquele frenesi a percorrer o corpo, mexia os quadris cada vez mais rápido. Se continuasse a fazer aquilo, gozaria. Ele estava mesmo a precisar de aliviar toda a tensão.

- Kakashi… - gemeu, não parando de roçar o seu sexo no do amante.

- Estás quase a vir-te? – perguntou o grisalho. – Eu… Eu chupo…

O moreno saiu logo de cima do mais velho para se sentar novamente no banco. Abriu o fecho das calças e tirou o seu membro, erecto e latejante, para que Kakashi o chupasse.

O professor olhou o membro super duro do seu aluno, esperando ser chupado. Meteu todo o volume pulsante na sua boca sedenta de leite. Chupou bem rápido, ansiando o que estava para vir. Kiba gemia desalmadamente o nome do amante e contorcia-se de prazer.

- Sensei… eu vou gozar… agora! – gozou em abundância na boca cálida de Kakashi, que engoliu tudo gulosamente. Deu um selinho no parceiro e agarrou-se ao volante.

- Vamos para minha casa. Isto não pode continuar aqui. – ligou o carro e acelerou. Olhou o relógio. Eram oito da noite. – Os teus pais não estão em casa?

- Não, foram passar o fim-de-semana fora. Partiram hoje depois de almoço e só voltam no domingo por volta da meia-noite. O fim de semana é nosso, sensei.

- Estás a sugerir que façamos sexo todo o tempo? És crazy, boya.

Conversaram e fizeram planos para os três dias seguintes.

Quando chegaram a casa do mestre, haviam decidido que Kiba iria dormir e passar o tempo dali para a frente durante o fim-de-semana na casa de Kakashi. O que iriam fazer? Na altura resolviam isso.

- Tens fome, MEU querido aluno? – indagou, enquanto despia a camisa na frente do garoto.

- Tenho, sim. Imensa até. – foi a resposta.

- O que te apetece comer? – voltou a indagar.

- Apetece-me comer-te a ti.

- Nani? – inquiriu, olhando para o aluno, espantado.

- Sim, sensei… Apetece-me comer-te… Deixas-me? – avançou devagar até ao homem que se encontrava parado, bem à frente dele. Tocou o peito com as mãos e lambeu um dos mamilos. Uma das mãos que estava no peito desceu até ao sexo do grisalho e apertou com força, podendo assim sentir como aquele pau estava duro. Duro que nem pedra. Chupou os mamilos alternadamente. Kakashi continuava espantado com as atitudes de Kiba.

- Tu… Tu tens noção que eu como teu professor… te devia castigar pelo teu atrevimento, não tens?

- Humm… Hoje sou eu que te castigo, Kakashi… - sussurrou. – Vamos até ao teu quarto.

- S… Sim, Kiba-sama. – Kakashi rendeu-se ao amante.

Foram para o quarto e aí, Kiba empurrou o mais velho para a cama. Despiu o que faltava a Kakashi, ou seja, as calças e os boxers. Sorriu quando viu o membro erecto, à espera de alívio. Resolveu então aliviar o Hatake. Despiu-se com uma rapidez incrível para, em seguida, abocanhar lentamente o sexo e ouviu Kakashi gemer baixinho. Lambeu todo o membro, com igual lentidão, deixando o grisalho a suspirar.

- Humm… - gemeu Kakashi, completamente estendido na cama, sentido a massagem que a língua áspera e quente fazia no seu membro. – 69…

- Pervertido! – exclamou Kiba, deitando-se de lado na cama, iniciando um 69 com Kakashi.

Ambos chupavam ao mesmo ritmo. Rápido e com vontade. Apesar de terem as bocas cheias, gemiam intensamente. A língua hábil e experiente de Kakashi percorria o membro de Kiba sem parar, por toda a sua extensão. As chupadas no sexo do Hatake aumentaram de velocidade e este jogava o quadril compulsivamente contra a boca de Kiba. O miúdo conseguia deixa-lo à beira da loucura. A forma como o Inuzuka chupava havia melhorado bastante desde a primeira vez dele. Agora, atrevia-se a morder e a roçar levemente os dentes na glande do sexo.

- Hummm…. – gemeu o mais novo, melando toda a boca de Kakashi com o seu esperma. Isto provocou o orgasmo do grisalho, vindo-se com igual abundância na boca quente que envolvia todo o seu membro.

O Hatake esticou-se na cama, ansiando por ver o que o moreno faria com ele a seguir.

- Eu já falei que tu és delicioso? – perguntou Kiba, provocante, enquanto estimulava ambos os mamilos de Kakashi com a ponta dos indicadores.

- A excitares-me… desse jeito… eu não sei se consigo responder… - disse o professor, num gemido. – Nunca pensei que eu pudesse virar uke por uma noite…

- Eu acho que não vai ser só por hoje… sensei. – sussurrou, passando a língua pelos mamilos do mais velho uma e outra vez. A sua mão deslizou suavemente até a boca, tocando o peito alvo de Kakashi, adentrando em seguida com três dedos, que foram imediatamente chupados sem pudor algum.

"És tão ingénuo se pensas que te vou deixar meter em mim…" – pensou o professor mais sexy da humanidade, lubrificando bem os dígitos que em breve estariam dentro dele a prepará-lo.

- Kakashi-kun… como eu desejo penetrar-te… preciso de ganhar experiência… - murmurou o rapaz, cheio de tesão. Kakashi era dele, assim como ele era de Kakashi. Levou os dedos bem lambuzados de saliva à entrada do Hatake, penetrando dois dedos de uma vez. Este gemeu alto de dor.

"Já quase nem me lembrava da sensação… Ai, como é desconfortável… Passado todo este tempo, é normal." – disse para si, o mais velho.

O Inuzuka não deu a mínima para a dor que o amante pudesse estar a sentir. Adentrou com o último dedo e estocou com mais força e rapidez, fazendo Kakashi contorcer-se na cama.

- Dói… - falou o mais velho, tentando descontrair.

- Tu sabes que a dor vai passar logo logo… não sabes?

- S… sim… Kiba-kun…

- Eu não posso mais aguentar… Vou meter… - avisou o mais novo, parando de penetrar Kakashi e colocando as pernas deste nos ombros.

- Beija-me, Kiba… - puxou o moreno ara um beijo quente mas carinhoso. Parou em seguida e sorriu de canto, vitorioso. Virou o amante, ficando por cima de Kiba. Colocou as pernas dele nos seus ombros como o mais novo fizera antes com ele e penetrou tudo de uma vez. Ambos gemeram. Um misto de dor e prazer invadiu o moreno.

- Sen… Sensei… Eu ia meter… - Kiba tentou falar mas, no meio de todos aqueles gemidos incontidos, achou melhor calar-se.

- Eu não posso deixar… eu gosto mais de ser seme do que uke… - declarou Kakashi, estocando com vigor.

- Ah… Humm… Eu fico louco quando… Ah, Kakashi..! – gemeu mais alto quando o Hatake, depois de passar a língua na palma da mão, lhe envolveu o membro teso, iniciando um frenético vaivém.

- Kiba… Kiba-kun… É bom, não é? – indagou Kakashi, afundando-se cada vez mais naquele corpo, fazendo-o arquear-se a cada estocada.

O garoto não respondeu à pergunta, o que deixou o grisalho, de certa forma, furioso. Passou a penetrar o Inuzuka com uma força e velocidade alucinantes, nunca antes experimentadas por Kiba. Este arfava, sentindo o orgasmo aproximar-se. Tremia da cabeça aos pés, em espasmos convulsivos.

- Eu não ouvi… tu responderes…

- S…S… Siiimm, Kakashi-sama. Mais… - quase implorou o moreno, por entre gemidos incontroláveis.

- Eu estou no meu limite, Kiba-kun. Chupa o meu dedo, onegai…

Atendeu o pedido do mais velho. Levou o dedo médio a boca e chupou de forma erótica. Sabia muito bem que aquilo deixava o grisalho excitadíssimo e sabia também que ele não iria aguentar por muito mais tempo.

- Tenho uma coisa para ti… - disse Kakashi, saindo de dentro de Kiba e tirando as pernas deste dos seus ombros. Beijou o rapaz, sentando-se no sexo dele em seguida. Kiba gemeu de prazer, o que foi contrastar com o gemido de dor do Hatake.

Quando todo o membro estava dentro dele, Kakashi ficou imóvel, esperando habituar-se depressa a todo aquele volume que o preenchia.

- Encosta-te à cabeceira da cama, Kiba-kun…

- É… É tão apertado e quente… sensei. – expressou-se, chegando-se até à cabeceira e ficando encostado. Beijou e lambeu o peito do professor, sendo envolvido pelos braços fortes do amante. Abraçou-o também. Kakashi começou a mover-se, sendo invadido por sensações que já não sentia à muito tempo.

- I… Issooo, Kakashi. Rebola gostoso para mim…

Kakashi não esperava esta. Que aluno mais safado! Instigado pelo seu aluno favorito, o grisalho obedeceu, algo não muito típico dele.

- Humm… Dentro de mim parece que és bem maior… Satisfeito agora? – indagou, cavalgando num ritmo moderado o sexo do moreno. Tinha necessidade de ir mais rápido, mas gozar logo não tinha piada. Mais ainda, era delicioso e ao mesmo tempo excruciante torturar o adolescente na sua frente.

- Muito satisfeito, MEU professor… Mas… eu posso ficar bem mais, sabia?

- Dá-me um estímulo e eu deixar-te-ei bastante satisfeito… Embora eu saiba que tu na cama és insaciável.

O mais novo sorriu de canto com o comentário e percebeu o que tinha de fazer. Agarrou o volume erecto de Kakashi e masturbou lentamente, olhando nos olhos do amante. Malícia e luxúria cruzaram-se no olhar.

- Não é o suficiente… E tu sabes fazer melhor…

- Ajuda-me então, Kakashi… - pediu o mais novo, pegando ma mão do grisalho e fazendo-o segurar também no membro.

- Desde a tua primeira vez… Foda-se, és um safado, Kiba! – exclamou o Hatake, com falsa indignação. Aumentou o ritmo dos movimentos. Sexo com o Inuzuka era sempre delicioso. Desde o início que Kakashi sabia o porquê. Porque se amavam. A cada movimento, o Hatake sentia algo que nunca sentira com outras pessoas. Com o rapaz, era diferente. Era sempre especial. Um último movimento com os quadris. Abraçaram-se com força e gozaram, gemendo o nome da pessoa que amavam. O peito e a cara do moreno ficaram lambuzados de esperma.

O ar parecia faltar a ambos. Agora, Kakashi encontrava-se deitado por cima de Kiba, a lamber o leite que tinha ejaculado.

Sentiam-se no paraíso. Abraçados um ao outro, como se nada os pudesse separar.

- Promete-me que nunca me vais deixar, Kakashi. – sussurrou Kiba.

- Prometo que nunca te vou deixar. Afinal, eu não posso viver sem ti, lindo. Promete-me agora tu que nunca me vai deixar a mim.

- Claro que prometo. Eu não te posso nem te consigo deixar. Desde aquele dia, na sala de aula e aqui em tua casa…

- Tu és meu, Kiba-kun…

O garoto corou até à ponta das orelhas. Kakashi sorriu e deu um selinho nos lábios do moreno, deitando-se em seguida ao lado dele, que foi logo aninhar-se nos braços do grisalho.

- Eu estou bastante cansado… Tu dás cabo de mim, rapaz.

- Tu também, Kakashi-kun. Eu… Eu vou dormir. – falou o Inuzuka num murmúrio, puxando o lençol para cima, cobrindo ambos os corpos suados. Kakashi abraçou-o e ambos adormeceram, ansiando o dia seguinte.