Autor: Dark K.
Título: Soul Meets Body
Capa: no profile
Rating: M
Gênero: Angst\Romance
Esta fic é um crossover, meaning ela trata de personagens de duas obras distintas, que nada tem a ver uma com a outra. Mas não se preocupem, ninguém de Queer As Folk vai virar bruxo. XD
Os personagens de Harry Potter pertencem a J. K. Rowling, os de Queer as Folk, a alguém que eu não faço idéia de quem seja, mas certamente não sou eu.
Esta obra de ficção visa apenas à diversão, nenhum lucro financeiro está sendo obtido através dela.
O nome da fic vem de uma música homônima da banda Death Cab for Cutie. Os nomes dos capítulos vinham dela também, até o capítulo passado. A partir desse, os nomes vêm de uma música chamada Sweet Disposition, da banda The Temper Trap. É uma graça, vale à pena ouvir.
NO CAPÍTULO PASSADO eu me esqueci de colocar camisinha nos rapazes. Oh, boy. Isso que dá SÓ escrever fic com HP, a gente esquece esses pedaços. Para esclarecer: eles USARAM SIM camisinha. Brian não é nem louco de fazer qualquer coisa sem!!!
Meus agradecimentos à Lis Martin que lembrou esse detalhe tão importante. Desculpem o vacilo ae, pessoas.
BOAS NOTÍCIAS!
Para você, fiel leitor que acompanha a saga destes personagens, eu trago boas notícias! Soul Meets Body ficou algumas semanas sem ser atualizada, mas por um bom motivo: a fic agora está TERMINADA! Ela vai ter um total de 18 capítulos, que serão postados todas as quartas-feiras! (Mas reviews sempre me persuadem, vocês sabem disso, quem sabe se eu receber 15 reviewzinhas em cada capítulo, eu posso decidir postar antes? XD)
Então, agora as coisas ficam mais fáceis!
Agora sim, a fic!
Soul Meets Body
12. Sweet disposition, never too soon...
Os dias passam rápido quando não se tem tempo para tudo que se tem de fazer, e por isso eles correram nas semanas que faltavam para que Ron e Hermione se juntassem a Harry e Draco em Pittsburg. As horas de folga de seus dias eram gastas procurando casas e apartamentos, lugares adequados para morarem – e um lugar além de adequado que estivesse ao gosto de Draco, que se recusava a morar em um lugar comum ou ordinariamente trouxa, como ele dizia que todas as casas que visitavam eram.
Harry dividia seus dias entre cuidar da loja de Mikey – onde, honestamente, não havia muito o que fazer –, procurar uma nova casa para dividir com Ron e Hermione e uma mansão para Draco. Além da caçada a casas, Harry também passava suas noites livres com Brian, mesmo que raramente dormissem juntos na mesma casa – Brian era o dono da Babylon e, no fim das contas, precisava aparecer lá com mais frequencia do que precisava ficar em casa, embora precisar talvez não fosse o verbo mais adequado para tal ação, mas era o que Harry mais gostava de usar.
Justin parecia, mais do que nunca, um fantasma que rondava seus dias e assombrava suas noites sozinho, imaginando que o loiro poderia estar no lugar aonde ele ainda não botara os pés: Brian insistia que a Babylon não seria do gosto de Harry, e Draco – que havia desenvolvido um desgosto enorme pelo namorado de Harry, embora o moreno não fizesse ideia do porquê – surpreendentemente concordava, apesar de nunca ter posto os pés em tal lugar também.
Quando, finalmente, Harry havia encontrado uma casa adequada para ele, Ron e Hermione alugarem – um lugar muito bonitinho, não muito grande, perto da casa de Michael e Ben, dois andares, com três quartos e dois banheiros, uma sala de estar com janelas amplas e uma cozinha de tamanho decente, além de um quartinho que Harry havia nomeado 'escritório' e reservado apenas para Hermione – Emmett se provara ser realmente bom com decoração e preços, ao conseguir mobiliar a casa toda e, além de gastar razoavelmente pouco, também fez com que tudo combinasse.
A rotina de café da manhã no restaurante de Debbie havia se tornado quase tradição, e só por esse ritual, Harry havia sido aceito como membro oficial do grupo que se conhecia há tanto tempo, mesmo que não pudesse se dizer amigo de alguns deles. Ted o ajudara com a parte burocrática da compra da casa, Emmett com a decoração e Drew, Michael, Ben e Hunter ajudaram a arrumar os móveis.
A sua situação com Brian continuava na mesma, no fim das contas. Eles estavam juntos, e Brian continuava sempre presente, telefonando em horas aleatórias do dia e saindo para jantar e, com certeza, transando todos os dias, mas mesmo assim, Harry não se sentia verdadeiramente seguro.
Estranhamente, fora de Brian que surgiu a oportunidade perfeita para um lugar para Draco morar. Por motivos que Harry realmente não queria saber, Brian era dono de uma antiga casa de campo em estilo colonial, com estábulos, quadras de tênis e mais gramados do que a vista alcançava. O acordo foi selado com um sorriso malicioso de Draco e, enquanto olhava diretamente nos olhos de Brian para pegar as chaves, seu sorriso se tornou absolutamente maldoso.
E Harry lembrou que Draco sabia Legilimência, e realmente não quis saber por que Brian havia comprado aquela casa.
Apesar de a casa parecer estar em estado perfeito, não que Harry tivesse visto o lugar, Draco decidira que ele só poderia vê-la quando ela estivesse "pronta", Draco mandou reformar diversas partes da casa, através de uma empresa de construção formada unicamente por bruxos.
Harry tinha uma certa suspeita de que ninguém mais jogaria tênis naquela casa, mas Quadribol com certeza seria uma opção.
Em vista de tanta confusão, Harry ainda não havia procurado algo com que passar o tempo, ou mesmo se motivado a pensar em alguma coisa que quisesse fazer de verdade. Tirada a capa de herói e missões impossíveis, Harry realmente não sabia muito bem no que era bom, ou no que se daria bem. Não sabia se tinha algum talento que pudesse ser útil no Mundo Não-mágico, ao mesmo tempo em que sabia que todos os seus talentos que serviriam no Mundo Bruxo eram postos em espera em vista da sua fama: continuar lá significava nunca saber se havia conseguido o que tinha porque era seu direito, ou se era porque a sociedade se sentia em dívida com ele.
De qualquer forma, ele tinha esperanças de que Hermione pudesse ajudá-lo. Ele já estava sentindo saudades de poder colocar os seus problemas nos ombros da amiga, de qualquer forma, pensava ele com um sorriso na manhã do dia da chegada de seus dois mais antigos e melhores amigos.
A casa estava pronta e organizada – ou tão organizada quanto poderia estar sem as coisas de Ron e Hermione para completarem o ambiente. O apartamento em cima da loja de Michael já fora esvaziado, apesar de boa parte da mobília ter ficado para trás.
Fechando a porta, ele saiu e foi até o táxi que o esperava na porta da casa. A Chave-do-Portal que eles iriam pegar chegaria no mesmo horário que o vôo que saíra de Londres à noite passada, o que era ótimo, já que não pareceria suspeito quando ele fosse até o restaurante de Debbie para tomar café com seus dois amigos ali.
Brian havia se oferecido para buscar seus amigos 'no aeroporto' com ele, mas Harry havia recusado – principalmente porque não haveria nenhum aeroporto envolvido na chegada dos dois. Ele então combinara de encontrar 'todo mundo' no restaurante, como sempre. Draco dissera que não poderia ir com Harry pegar os dois terços do trio dourado – e como a voz de Draco sempre parecia adquirir um tom de desdém bem humorado quando falava aquelas palavras era algo que Harry ainda queria entender, porque parecia um reflexo involuntário – porque estaria ocupado com a sua nova casa, mas garantira que estaria na casa nova dos ex-grifinórios para o jantar.
Sumindo dentro de um prédio que parecia estar caindo aos pedaços alguns minutos depois, Harry aguardou ansiosamente a chegada de Ron e Mione. Não precisou esperar muito, já que alguns momentos depois o som de pessoas despencando no chão como frutas maduras de uma árvore encheu a pequena recepção.
"Chave 91345, Londres, sete e cinquenta!", anunciou um homenzinho de vestes vermelho-berrante com um brasão azul roial. Mal havia conseguido sair da pilha de pessoas à sua volta, Hermione avistou Harry.
"Harryyyyyyyyyyyy!!!!!!!!!!", a bruxa gritou, correndo até o amigo e abraçando-o apertado, "É tão bom te ver do novo! E você parece que está mais alto! E menos magro! Anda comendo direito? Eu sabia que estava na hora de parar de perambular por aí, me dê duas semanas e nós vamos encontrar exatamente o que você vai querer fazer pelo resto da vida!"
"Hermione, ele precisa respirar.", disse Ron, puxando levemente a namorada de cima de seu melhor amigo. Abrindo um sorriso gigantesco, Ron também abraçou Harry rapidamente, dando tapas nas suas costas.
"É bom te ver, cara!"
Harry sorriu um sorriso enorme.
"É bom ver vocês também."
~*~
Depois de mais uma viagem de táxi até a sua nova casa para que os dois pudessem largar suas malas e bagagem, o trio caminhou calmamente até o restaurante, trocando pequenas histórias sobre os últimos tempos em que não haviam se visto. Hermione continuava exatamente a mesma, empolgada em aprender e defender os direitos dos seres menos afortunados que os bruxos, enquanto Ron parecia mais maduro e contente.
Eles estavam absolutamente felizes e isso fazia Harry feliz também.
Pouco antes de chegarem ao restaurante, Harry terminou de contar a história completa entre ele e Brian – editando as parte mais... explícitas pela saúde mental de Ron – e todo o drama que parecia circundar Brian e Justin... e agora também Harry.
Hermione ouvira tudo em um silêncio contemplativo, enquanto Ron parecia estar querendo dizer algo mais, perguntando o que Draco – sim, Draco, Harry quase teve um infarto ao ouvir Ron chamar Malfoy de Draco – achava daquilo tudo nas horas mais absurdas e sem nenhuma razão aparente.
Quando finalmente chegaram ao seu destino, Harry abriu a porta sorrindo e os levou imediatamente às duas mesas classicamente ocupadas pela 'turma' de quem agora era amigo. Infelizmente, Justin conseguira aparecer lá àquela manhã.
O sorriso de Harry diminuiu um pouco ao vê-lo ocupando o lugar que seria de Brian, que obviamente ainda não havia chegado.
Não era, na verdade, como se ele não gostasse de Justin, era só que o loiro parecia tentar achar oportunidades para diminuir Harry em frente aos outros a cada segundo, e depois de ter aguentado esse tipo de comportamento da sua própria família por tanto tempo, isso afetava Harry muito mais do que ele gostaria que afetasse.
Respirando fundo, ele foi até a mesa, trazendo a atenção dos outros até ele e seus dois amigos.
"Haaaaaaarry!!!", gritou Emmett, tendo-o visto primeiro, "Seu amigos já chegaram! Como vão? Eu sou Emmett!", ele disse, sorrindo amplamente e estendendo a mão – com a palma virada para baixo – para Ron que hesitou durante alguns segundos até sacudir a mão do outro vigorosamente, enquanto Harry ria.
"Chegaram. Ron, Mione, esses são Emmett, Ted, Ben, Mike e Hunter. Ah, e aquele ali é Justin. Pessoal, esses são Hermione Granger e Ron Weasley, meus melhores amigos.", ele terminou com um grande sorriso, sentando-se do lado oposto de Justin, com Ron e Hermione de cada lado dele.
A morena não perdeu tempo, olhando seriamente para Mike e Ben.
"Foram vocês que ajudaram Harry primeiro, não foi?", ao vê-los afirmar seriamente com a cabeça, Hermione abriu um enorme sorriso, "Muito obrigada. Nós ficamos realmente agradecidos por alguém tomar conta de Harry quando nós não estamos por perto.", ela terminou, em um tom que lembrava muito uma mãe falando de um filho rebelde.
"Hey!", exclamou Harry, levemente indignado, "Eu posso cuidar de mim mesmo."
Ron abafou o riso e deu uns tapinhas nas costas de Harry, "Claro que pode, cara, claro que pode. Muito obrigado de novo.", ele completou, olhando para o casal à sua frente, "Toda a nossa família agradece.", ele terminou, trazendo um sorriso leve ao rosto de Harry.
"Muitos agradecimentos, então.", os três amigos riram, fazendo Ted olhar para os garotos com um quase sorriso.
"Família grande?"
"Bom...", começou Ron, "Bill e Fleur, Charlie e Oliver¹, Percy e Parvati, George e Angelina, eu e Mione, Harry, e Ginny e Dean. E minha mãe, Molly e meu pai, Arthur. E Andromeda e Teddy, também. E a professora McGonagall. E Hagrid."
"Seus pais não tinham televisão?", perguntou Justin, e antes que Ron pudesse responder com um retumbante 'não' e então perguntar o que era uma televisão, Hermione decidiu intervir.
"Não são todos família pelo sangue. Bill, Charlie, Percy, George, Ron e Ginny são irmãos, Fleur, Oliver, Parvati, Angelina, eu e Dean somos, bom, namoradas, namorados ou maridos ou noivos de um Weasley, que são os filhos de Molly e Arthur. Andromeda é a avó do afilhado do Harry, Teddy. McGonagall e Hagrid eram nossos professores na escola, e passaram a ser amigos depois. E, bem, Harry é família para todos nós.", ela completou, dando um sorriso enorme e apertando a mão do rapaz em cima da mesa.
Brian apareceu naquele momento, entrando com seu ar decidido e erguendo uma sobrancelha ao ver onde Harry estava sentado, tomando então o lugar ao lado de Justin.
"Bom dia.", ele declarou, os olhos ainda meio fechados de sono.
"Bom dia, Brian!", disse Justin, animadamente ao seu lado, mas Brian mal o olhou e então abriu um enorme sorriso para Harry, pegando a mão dele, que Hermione havia largado alguns segundos antes.
"Bom dia. Vejo que seus amigos chegaram."
Harry sorriu e apresentou seus melhores amigos ao seu... namorado.
Hermione tinha uma expressão calculista no rosto enquanto apertava a mão de Brian por sobre a mesa.
"Um prazer em conhecê-lo.", ela disse formalmente.
Ron foi o próximo, apenas sacudindo a mão de Brian como se quisesse ver se conseguiria quebrá-la sem que os demais notassem, e acenando um cumprimento sem dizer nada.
Harry olhou para os dois com um ar interrogativo, mas Hermione apenas sorriu e Ron recostou-se ao assento, desviando o olhar para a garçonete que vinha anotar seus pedidos. Quando todos haviam pedido, Hermione olhou animada para Harry.
"E como vai Draco?"
Harry piscou algumas vezes. Claro que eles eram amigos e tudo mais, mas antes de ele sair de Londres ele praticamente tinha que forçar Ron e Mione a aceitar Draco como algo além de inimigo de escola.
Aparentemente seus anos longe haviam aproximado os três.
"Bem. Ele queria ir comigo encontrar vocês no... aeroporto, mas ele está reformando a casa que comprou e tinha alguma coisa para fazer hoje cedo, mas ele vai estar no jantar mais tarde.", ele terminou sorrindo.
"Ótimo!", disse um entusiástico Ron, fazendo Harry voltar seu olhar incrédulo para ele.
"Ok... Quem é você e o que você fez com Ronald Weasley?"
"O que foi, cara?"
"Ron, a última vez que eu vi você e Draco em um mesmo ambiente, eu tive que trancar cada um de vocês em um cômodo para que os dois não se matassem ou destruíssem Grimmauld Place. Andromeda me contou que Teddy tem um certo receio da casa até hoje, porque ele acha que o 'tio Ron' ficou louco lá dentro.", mesmo sem entender muito, o resto das pessoas da mesa riram, junto com Hermione.
"Culpa da casa, não minha!", Ron disse, se defendendo. Hermione deu um suspiro sofrido, de quem já tinha visto aquelas discussões mais vezes do que poderia contar.
"Bom, acho que nós três ficamos mais próximos depois que você decidiu ir viajar.", ela deu de ombros, sorrindo levemente para Harry, "Mas agora que nós estamos aqui para ficar, Ron pode voltar a chamar Draco de fuinha e tudo vai voltar a fazer sentido, Harry, eu prometo.", ela terminou sorrindo brilhantemente, enquanto seus dois amigos riam alto.
Vendo a expressão de incompreensão dos outros na mesa, Harry tentou encontrar uma maneira de explicar a situação para eles.
"Na escola em que nós estudávamos, nós éramos divididos em quatro casas. A nossa casa e a casa de Draco eram... rivais. Em tudo, aulas, esportes, competições, notas, tudo. E nós... bem, nós realmente odiávamos Draco e ele nos odiava de volta. E no nosso quarto ano um professor fez... uma brincadeira com Draco, e nós o apelidamos de Fuinha."
"Draco Malfoy, a fantástica fuinha saltitante.", disse Ron, provocando riso nos três mais uma vez.
"Não deixe Draco escutar você dizendo isso.", Hermione replicou entre risos.
A garçonete apareceu naquele momento, e os homens da mesa começaram a comer, enquanto Hermione apenas bebia café.
"Harry... O que é que você está fazendo agora, exatamente?"
"Comendo, Mione.", ele respondeu com um sorriso de lado, fazendo Hermione bater no seu braço de leve.
"Nossa, algum tempo fora e ele acha que desenvolveu senso de humor.", ela disse sarcasticamente, fazendo Ron rir, "Eu falo sério, no que é que você gasta seu tempo?"
"Hum... eu trabalho na loja de Mike."
"E o que Mike vende?"
"Ahm... Histórias em Quadrinhos.", ele respondeu, olhando para Hermione e esperando a explosão.
"Você está querendo me dizer que largou a sua carreira como aur... advogado para passar a vida entre super-heróis imaginários?", ela perguntou, levemente incrédula, e Ron riu de novo.
"É porque os heróis de verdade estavam na Inglaterra... Acho que eu senti saudade.", ele respondeu, sorrindo de leve e fazendo Hermione sorrir de volta.
Eles três haviam recebido diversos prêmios de agradecimento, e o título 'herói' era frequentemente usado quando se tratava deles.
A mesa recebeu aquele comentário em silêncio, percebendo que havia algum significado por trás daquelas palavras que eles não conseguiriam entender.
"Bom, talvez ele tenha descoberto o único talento que ele tem. Trabalhar em uma loja para adolescentes.", disse Justin depois de alguns segundos, fazendo Harry suspirar irritado e Brian virar-se para ele para responder, enquanto os outros se remexiam desconfortáveis, mas Hermione se adiantou a qualquer resposta.
"E eu suponho que você tenha talento para algo muito especial, John?", ela perguntou, em uma voz lenta, como se estivesse falando com alguém incapacitado mentalmente.
"É Justin. E eu sou artista plástico."
"Uau. Passar a vida jogando tinta em uma tela. Realmente importante. Deve ajudar muitas pessoas, tenho certeza. Fazer do mundo um lugar melhor. Meus parabéns, Jake, estou impressionada.", ela concluiu com um sorriso doce e o tom de voz digno de um Malfoy.
Harry teve de rir baixo, sabendo muito bem que Hermione apreciava arte, mas ela apreciava seus amigos muito mais.
"Então, Harry, nossa primeira missão é procurar algo para você. Não que sua loja não seja incrível, Mike, tenho certeza que é, mas Harry não pode viver o sonho de outras pessoas, não é mesmo?", ela terminou, com um sorriso de verdade dessa vez.
Harry deu de ombros.
"Eu já estava pensando nisso, mas você me conhece, eu prefiro deixar você pensar.", ele disse sorrindo de novo, decidindo incluir seus novos amigos na conversa, ele virou-se para Brian e perguntou sobre seus planos para o dia, a conversa fluindo mais tranquilamente agora.
Logo, o café da manhã já estava terminado, e cada uma saía para seu trabalho. Assim que Ron e Harry saíram da mesa, Hermione disse para eles esperarem lá fora, pois ela precisava usar o banheiro.
Entrando no banheiro masculino, Hermione encontrou Justin lavando as mãos.
O loiro a olhou com um desdém mal disfarçado.
"O banheiro das meninas é na outra porta. Tenho certeza que se você não conseguir ler, consegue entender o desenho."
Hermione não comentou, apenas se aproximou mais do loiro, que havia se escorado na pia e cruzado as mãos em frente ao peito.
"Eu só vim até aqui para dar um aviso. Já houve pessoas muito maiores, mais perigosas, inteligentes e poderosas do que você tentando acabar com Harry de um jeito muito mais sério do que você está tentando agora. E nenhuma conseguiu. Se você machucar meu amigo, você vai pagar caro. Então guarde seus comentários pseudo-sarcásticos e inteligentes para pessoas que realmente tenham o QI baixo o suficiente para se sentirem intimidadas e deixe Harry em paz. A culpa não é dele se você só conseguiu enxergar o que realmente queria depois de ter perdido."
E com isso ela saiu do restaurante, sorrindo amplamente para seu amigo e namorado, nenhum deles prestando atenção no loiro que os olhava de longe, com uma expressão de arrependimento no rosto.
¹eu sei que é meio random, mas eu acho o casal uma graaaaaaaaça, simplesmente.
Taram! Capítulos freqüentes de uma fic pronta! Não é lindo?
Agora sejam amores e comentem aos baldes, quem sabe eu posto o próximo antes de quarta?
Sejam amores e
R E V I E W !
