Autor: Dark K.

Título: Soul Meets Body

Capa: no profile

Rating: M

Gênero: Angst\Romance

Esta fic é um crossover, meaning ela trata de personagens de duas obras distintas, que nada tem a ver uma com a outra. Mas não se preocupem, ninguém de Queer As Folk vai virar bruxo. XD

Os personagens de Harry Potter pertencem a J. K. Rowling, os de Queer as Folk a alguém que eu não faço idéia de quem seja, mas certamente não sou eu.

Esta obra de ficção visa apenas à diversão, nenhum lucro financeiro está sendo obtido através dela.

O nome da fic vem de uma música homônima da banda Death Cab for Cutie. Os nomes dos capítulos vinham dela também, até o capítulo 11. A partir dele, os nomes vêm de uma música chamada Sweet Disposition, da banda The Temper Trap. É uma graça, vale a pena ouvir.

PARA ESCLARECER: alguém disse em alguma das reviews que seria mais lógico o Harry convocar direto o copo de água, em vez da varinha, e então eu decidi esclarecer esse pedaço: em mais de uma ocasião durante os livros, o Harry perde a varinha e ou consegue convocá-la novamente, ou ele consegue fazer a varinha lançar o feitiço à distância (como o Lumus, em algum dos livros que eu não vou lembrar qual é). No entanto, realizar mágica sem o auxílio da varinha ele nunca fez, com exceção de mágica acidental, em momentos de grande descontrole emocional, o que não era o caso aqui. Logo, ele convocar um copo de água é totalmente diferente de ele convocar a própria varinha, que é o que serve para ele fazer, efetivamente, a mágica.

Anyway, isto claro, quero pedir desculpas por não responder as reviews do capítulo passado. Eu recebi elas todas juntas, pq o éfeéfenéti decidiu atrasar tudo, e aí acumulou, e eu sou meio dispersa, e não deu tempo. A partir desse, no entanto, eu PROMETO voltar a responder! Beijos e vamos ao capítulo!


Soul Meets Body

14. A moment, a love...

Brian acordou contente, sentindo que tinha cumprido várias missões. Michael havia dito que Harry nunca havia ido à Babylon, ele levara Harry à Babylon. Michael havia dito que eles nunca dormiam na mesma casa, eles haviam dormido na mesma casa.

As coisas estavam melhorando.

Ele estava pegando o jeito dessa coisa de 'relacionamento'.

Levantando com cuidado para não acordar Harry, tomou uma ducha rápida e foi até a cozinha, preparar alguma coisa parecida com café da manhã. Colocando pó na cafeteira, ele pegou algumas torradas prontas, um pote de geléia que jamais havia aberto, um suco de laranja que havia comprado no dia anterior e arrumou tudo em uma bandeja que ele nem mesmo lembrava que tinha.

Subindo os degraus até a sua cama, no entanto, todo o seu esforço fora por água abaixo porque Harry - seu doce, calmo, controlado Harry - estava com um pedaço de madeira na mão, resmungando em outra língua e esses dois movimentos tiveram o efeito de fazer um copo voar até ele.

E ele não tinha nem mesmo fumado nada na noite anterior.

"O que foi isso?", ele perguntou, incrédulo.

"Ahm... mágica?", Harry disse em uma voz tímida, "Eu posso explicar... Oh, por Godric, por que essas coisas sempre acontecem comigo?", Harry resmungou, mas Brian não estava realmente prestando atenção. Uma grande parte sua queria saber o que havia acontecido, e o que Harry quisera dizer com 'mágica', mas uma parte tão grande quanto aquela queria nada mais do que mandar o garoto sumir da sua casa e nunca mais vê-lo.

Aquilo não era normal.

"Brian...", escutando a voz baixa de Harry, Brian voltou o olhar para ele.

"Explicar?", ele perguntou, com uma sobrancelha erguida, "Como se explica um copo de água voando, Harry?"

"Com um feitiço convocatório?", Harry respondeu ainda em voz baixa, mordendo o lábio em seguida e respirando fundo, "Por favor, sente e eu vou tentar explicar, ok?"

Brian ainda não parecia convencido, mas sentou na cama, mantendo uma certa distância de Harry, mas o moreno não pareceu notar.

"Ok... Por onde eu começo...", ele soltou o ar com força, como quem toma coragem, e levantou o olhar, "Existe um mundo paralelo ao seu... Com menos pessoas, claro, mas pessoas, mesmo assim, que... podem fazer mágica. A sociedade bruxa se mantém separada da trouxa – gente que não pode fazer magia – por razões óbvias. Eu sou um bruxo. Hermione, Ron, Draco e Luna também. A escola que nós frequentamos é a melhor escola de bruxaria da Europa. Houve... problemas na Inglaterra, e eu decidi sair do Mundo Mágico porque eu não era mais feliz lá... e depois de viajar alguns meses, acabei aqui."

Brian deu uma risada incrédula.

"Isso não pode ser verdade. Mágica não existe."

E então Brian Kinney viu, pela primeira vez, o verdadeiro Harry Potter.

Os olhos verdes do rapaz pareciam ainda mais verdes e uma brisa leve começou a soprar no apartamento fechado onde estavam. Os cacos de vidro no chão, as luminárias próximas à cama e cinzeiros em cima das mesinhas começaram a vibrar levemente, enquanto o rosto de Harry exibia, pela primeira vez na frente de Brian, pura e simples raiva.

"Nunca diga que mágica não existe. Existe mágica suficiente no mundo para que um copo voasse até mim, como você mesmo viu. Existe mágica o suficiente em mim para que eu faça você esquecer que jamais conheceu a mim ou meus amigos. É isso que você quer, Brian? Esquecer que conheceu uma aberração como eu? Porque eu posso fazer.", Harry apertava a varinha em sua mão com tal força que os nós de seus dedos estavam brancos, mas Brian, surpreendentemente, se viu acreditando muito mais na raiva pura que via ali, do que no rapaz tão calmo com quem vinha saindo até então.

Harry, subitamente, se tornara mais real e com ele, sua mágica.

"Não, eu não quero esquecer você. Nem de seus amigos, a menos que você possa fazer Malfoy sumir...?", ele disse, com a insinuação de um sorriso no rosto, e Harry sorriu de volta, as coisas à sua volta pararam de tremer, a varinha caiu sobre a cama.

"Ron já tentou... Nunca deu certo. Mas Draco já foi transformado em uma fuinha.", ele disse, dando de ombros.

Brian riu alto com a imagem.

"Tem mais para me contar?", Brian pediu, sentando-se na cama ao lado de Harry, e passando um de seus braços pelos ombros dele, fazendo Harry sorrir.

"Oh, eu tenho muito mais para contar."

E foi assim que Brian Kinney conheceu Harry Potter.

~*~

Ok, então talvez Harry tivesse contado uma versão severamente editada da sua vida, onde Hogwarts e mágica num geral soavam como um conto de fadas, e a guerra como nada mais que algumas ocorrências vagas... e seu papel nela não fora mencionado, mas era um começo. Brian tinha uma expressão pensativa no rosto, olhando para Harry e ao mesmo tempo não o vendo. O homem mais novo estava ainda sentado na cama, mordendo o lábio inferior com uma vaga preocupação e um plano para trazer Hermione até o apartamento se ele tivesse mesmo que fazer Brian esquecer tudo, porque ele não confiava em si mesmo para fazer um feitiço daquele gênero.

Lockheart era uma lembrança vívida na sua memória.

Mas antes que ele realmente tivesse que se preocupar, Brian riu alto.

"O que foi?", Harry perguntou, mas Brian apenas sacudiu a cabeça, ainda rindo.

"Imagine a cara do Mickey quando ele souber que o empregado dele é um bruxo, praticamente um super herói!"

Harry riu um pouco, mas logo ficou sério.

"Brian, eles não podem saber. Eu preciso conferir com Hermione sobre as leis aqui nos Estados Unidos, mas na Inglaterra eu estaria cometendo um crime só por ter te contado. Eu acho que estarmos... juntos conta alguma coisa, mas os outros não podem saber."

"Por que não?", Brian perguntou, atirando-se na cama novamente enquanto acendia um cigarro e encarava Harry por entre a fumaça.

"Quantos bruxos você conhece, Brian?"

"Só aquele com quem eu estou dormindo.", Brian respondeu, com um sorriso malicioso, mas Harry não riu.

"E você realmente acha que em uma cidade do tamanho de Pittsburg, eu, Draco, Ron e Mione somos os primeiros bruxos a vir morar aqui? Que não há mais bruxos lá fora? Nós somos uma sociedade separada, Brian."

Brian concordou com um aceno de cabeça, parecendo pensativo.

"Mas por quê? Quer dizer, vocês poderiam ajudar em muita coisa! Não é justo que vocês tenham mais poder que nós e não se manifestem! A quantidade de coisas que eu poderia fazer com magia...", ele disse, sua voz assumindo um tom sonhador no fim.

"Bom, para ser bem honesto, eu não tenho certeza, mas imagino que seja exatamente por atitudes... bem, como a sua. Nós compartilhamos o planeta e a espécie, mas somos diferentes. Tem muita coisa que não funciona conosco... remédios, aparelhos eletrônicos, e mais um monte de coisas. E mesmo que nós pudéssemos consertar algumas coisas, a noção de que há gente lá fora com mágica de verdade ia causar muito mais trabalho do que bem. Além do mais, nossa população é muito menor. O risco de uma guerra é muito grande."

"Guerra?!", Brian indagou, surpreso, "Nossa, Harry, guerras não acontecem da noite para o dia."

Harry olhou para Brian e pensou seriamente em lhe contar mais a fundo a sua história, mas decidiu não fazê-lo. Brian, com todo o seu charme sedutor e pose de bad-boy era incrivelmente inocente, e Harry decidiu que gostava disso.

E, por isso, apenas sorriu, e deitou ao lado de Brian na cama.

"Cansei de conversa... Acho que eu posso te mostrar um ou dois truques de mágica que eu aposto que eles não ensinam nessa escola que você foi...", Brian disse, mordendo o pescoço de Harry levemente e o rapaz sorriu, se deixando levar.

~*~

Algumas horas mais tarde, Harry e Brian finalmente deixaram o apartamento, e seguiram de carro até a nova casa de Harry – onde ele nem havia dormido ainda – porque Harry havia prometido que almoçaria com Ron e Hermione.

Assim que entrou na sala de estar, Harry sorriu ao ver Draco lendo o jornal do dia.

"Bom dia!", Harry cumprimentou animado e Draco levantou o olhar e sorriu para ele. Em seguida, o loiro olhou para Brian e ergueu uma sobrancelha ao vê-lo encarando Draco com um ar pensativo.

"O que foi, Kinney?", ele perguntou, no momento em que Ron e Hermione chegavam na sala, descendo as escadas, claramente saídos de um banho.

"Só estava pensando em como você deve se esforçar para parecer sempre mau-humorado mesmo sendo um bruxo.", Brian disse sorrindo docemente.

"HARRY!", Hermione e Ron gritaram ao mesmo tempo, fazendo Harry largar a mão de Brian e erguer as mãos em um gesto de rendição.

"Não foi intencional! Eu acordei e não lembrei que não estava em casa e convoquei um copo de água e Brian viu e aí...", ele terminou, dando de ombros, enquanto Draco levantava e tirava a varinha do bolso do casaco.

"Ok. Vamos obliviá-lo, então, eu sempre quis testar esse feitiço.", Draco disse, com um sorriso que só poderia ser definido como maligno.

"NÃO!", Harry gritou, "Eu não quero que ele esqueça. Nós somos... namorados. É uma parte de quem eu sou, não é?"

Os outros três bruxos da sala ficaram em silêncio ao ouvir a leve angústia na voz de Harry, ele não gostava de enganar ninguém. Certamente não ia querer enganar a pessoa com quem estava começando um relacionamento.

"Ok.", disse Draco mais uma vez, apontando a varinha para Brian e sussurrando um conjunto de palavras em latim. Uma luz azul-clara atingiu Brian no peito e pareceu se expandir pelo seu corpo, terminando em sua testa.

"O que foi isso?", o homem perguntou, parecendo apavorado.

Draco sorriu seu pequeno sorriso maligno mais uma vez.

"Um feitiço, Kinney. Ele não vai permitir que você fale do que sabe com ninguém que já não saiba, o que quer dizer que você só vai conseguir discutir magia comigo, Harry, Ronald ou Hermione. E a Loony, mas não sei se ela conta.", ele terminou com um ar pensativo.

"Draco!", exclamou Hermione, "Não seja ruim com a Luna."

"Quem está sendo ruim?", perguntou Ron, "Eu entendi o que Draco quis dizer."

Harry apenas balançou a cabeça.

"Eu nunca vou me acostumar com vocês dois concordando em alguma coisa.", Hermione sorriu para seu amigo e Harry respondeu com outro sorriso, "Bem, nossos planos para o almoço ainda estão de pé, certo?"

"Sim, nós só estávamos esperando você chegar para sairmos.", Hermione disse.

"Ok. Eu vou tomar um banho rápido e aí podemos ir."

Com um beijo rápido em Brian, o moreno saiu da sala.

"Então, Brian...", começou Hermione agradavelmente, "Ficou muito surpreso com o que Harry é?"

Brian deu de ombros, olhando pela casinha com um leve desinteresse. Ele poderia até ser agradável com Harry, e fazer um esforço para conviver bem com os amigos dele quando ele estava perto, mas nada ia fazer com que ele tivesse alguma espécie de sessão terapêutica com alguém que nunca nem havia sido apresentada a um secador de cabelo e uma chapinha.

Quando viu que ele não ia elaborar. Hermione suspirou e trocou um olhar com Ron, que deu de ombros, com uma expressão que dizia 'O que quer que eu faça??'. Olhando para Draco, ela viu o loiro olhar significativamente para ela e Ron, e então para o alto das escadas. Entendendo a mensagem, Hermione levantou apressadamente.

"Ah, Ron, eu me esqueci de organizar aquela prateleira no meu quarto ontem! Vem comigo, preciso que você segure os livros."

"Hermione!", Ron reclamou, claramente contrafeito, "Nós podemos fazer isso depois."

"Não, não podemos.", ela disse, olhando para Draco. Ron levantou e a seguiu sem entender o olhar, mas não querendo aborrecer a namorada, "Se nos dá licença, Brian, nós já voltamos, Draco lhe faz companhia até Harry ficar pronto.", ela disse com um sorriso, sumindo escadas acima.

Olhando para Draco, Brian colocou uma falsa expressão de interesse no rosto.

"Bem, agora que seus amigos aprontaram todo aquele teatrinho para que você pudesse falar comigo a sós, o que tem a dizer?"

"Harry por acaso lhe contou alguma coisa da guerra?", ele perguntou, girando a varinha entre os dedos, sem encarar Brian.

"Ele mencionou alguma coisa... Um homem louco com ideias de grandeza... Mas vocês não poderiam estar envolvidos. Pelo que eu entendi, quando a guerra estava no auge, vocês não eram nem maiores de idade."

Ainda sem levantar o olhar, Draco fez um som de concordância.

"Esse homem louco, como você chama... Minha família era aliada dele. Ele ficou hospedado em nossa casa durante a última fase da guerra.", erguendo os olhos cinza e fixando-os nos de Brian, Draco sorriu um sorriso lento e quase cruel, "Você sabe quem era o torturador dele durante esses meses?", ele indagou, ao que Brian apenas continuou encarando, sem responder, "Eu.", Draco disse, sorrindo mais amplamente, "Você não faz ideia da quantidade de formas de se torturar alguém eu aprendi naquela época. Não que eu tenha gostado, mas foi um aprendizado. Coisas assim jamais se esquecem.", Draco levantou e se aproximou de Brian, que ainda estava de pé, inclinando-se em direção a Brian, que teve que se conter para não dar um passo para trás, "Se você machucar Harry no curto espaço de tempo que vocês vão ficar juntos, eu juro que vou aplicar cada uma delas em você. Reze apenas, Kinney, para que Harry realize que você não é pra ele antes que você possa ter a chance de ver que jamais vai entender Harry. Porque assim ele não sofre, e você continua vivo.", terminou ele em um tom de voz baixo e ainda sorrindo.

Brian não soube muito bem como tomar aquele comentário. Se por um lado, Draco parecia absolutamente sério, por outro, eles eram praticamente crianças quando a tal guerra aconteceu – o que provavelmente era a razão por eles chamarem o que havia acontecido de 'guerra'. Honestamente, como uma guerra iria acontecer e ninguém normal notar?

"Harry e eu estamos tendo um relacionamento sério, Malfoy, e eu não pretendo machucá-lo, porque quero que ele continue comigo. Nenhuma ameaça sua ia me fazer agir de uma maneira que eu não quisesse."

Mas Draco não respondeu, apenas sorrindo de novo, e virando para olhar para a escada, por onde desciam os outros três.

"Todos prontos?", perguntou Harry, os cabelos ainda molhados e caindo nos olhos.

"Mais do que prontos.", respondeu Brian, indo até Harry e beijando-o na frente dos outros, até que ficassem sem fôlego.

Harry, corando, apenas o puxou pela porta, enquanto Draco a segurava aberta.

Passando por ele, Brian sorriu provocativamente, mas, ao contrário de demonstrar raiva, Draco apenas sorriu de volta.

Brian não tinha nenhuma chance.

~*~

Os corredores do Ministério pareciam tão frios que Draco aconchegou-se melhor dentro da sua capa. Os julgamentos pareciam demorar tanto. Todos pareciam estar contra eles.

Eles não tinham chance alguma de vencer o caso, ele iria passar o resto da vida em Azkaban pelos erros que seu pai tinha cometido.

Simplesmente não era justo!

"A Corte chama a última testemunha de defesa...", Draco piscou, confuso. Eles não tinham nenhuma testemunha de defesa, "Harry Potter."

E Draco soube que eles estavam salvos.

"Malfoy!", uma voz chamou assim que ele saíra do Tribunal... livre. Ele estava livre, sua mãe estava livre, e seu pai iria passar apenas dois meses em Azkaban.

Livres.

Virando-se, deparou-se com Potter, olhando-o ansioso, os olhos verdes correndo pelo saguão, como se esperasse algum ataque. Sem aviso, o rapaz tirou uma varinha da capa, e Draco recuou um passo. Potter havia salvado eles três para matá-los em pessoa?

"Aqui. É... sua.", ele disse, estendendo a varinha com o lado do cabo para Draco.

Draco pegou sua varinha e sorriu.

"Ela pode não funcionar muito bem por algum tempo... Tem a ver com o domínio sobre a varinha ou algo assim... Mas você podia me desarmar com ela, talvez?", o garoto disse, muito rápido, fazendo Draco rir baixo.

"Potter, você está a um passo de começar a gaguejar.", Harry olhou para ele e riu também.

"Acho que eu estava nervoso."

"Por quê?", Draco perguntou.

Harry deu de ombros e os dois ficaram em um silêncio embaraçoso por alguns segundos.

"Obrigado.", Draco disse fria, mas verdadeiramente, "Por devolver a minha varinha, e pelo que fez por mim e meu pai. Eu entendo que você quisesse ajudar minha mãe, mas você não precisava nos ajudar também."

Harry jogou os cabelos para trás com um gesto de cabeça e colocou as mãos nos bolsos da sua capa, dando de ombros.

"Eu acho que qualquer punição que vocês tivessem não ia ser maior do que vocês já passaram."

Draco apenas o encarou durante alguns instantes, jamais tendo esperado que Potter fosse entender o quanto eles haviam sofrido.

Dando apenas um aceno de cabeça, Draco ia se virar para sair, quando Harry estendeu a mão para ele.

"Harry Potter. É um prazer conhecê-lo."

Draco encarou Harry por longos segundos, finalmente pegando a mão de Harry na sua.

"Não precisa se apresentar de novo, Potter. Eu não tenho amnésia.", Harry pareceu envergonhado e ia tirar a sua mão da de Draco, quando o loiro apertou-a com mais força, como se desse coragem ao Gryffindor com aquele gesto, "Além do mais, nós não precisamos começar de novo. Só mudar algumas coisas."

E pela primeira vez, Draco viu Harry sorrir para ele.

E isso fez toda a diferença do mundo.


Taram! Mais um!

JU!!!! OBRIGADA POR LER!!!!!!!!

A Ju me fez uma pessoa mais feliz!

Agora, sem amores e

R E V I E W !