Autor: Dark K.

Título: Soul Meets Body

Capa: no profile

Rating: M

Gênero: Angst\Romance

Esta fic é um crossover, meaning ela trata de personagens de duas obras distintas, que nada tem a ver uma com a outra. Mas não se preocupem, ninguém de Queer As Folk vai virar bruxo. XD

Os personagens de Harry Potter pertencem a J. K. Rowling, os de Queer as Folk a alguém que eu não faço idéia de quem seja, mas certamente não sou eu.

Esta obra de ficção visa apenas à diversão, nenhum lucro financeiro está sendo obtido através dela.

O nome da fic vem de uma música homônima da banda Death Cab for Cutie. Os nomes dos capítulos vinham dela também, até o capítulo 11. Agora, os nomes vêm de uma música chamada Sweet Disposition, da banda The Temper Trap. É uma graça, vale a pena ouvir.


Soul Meets Body

18.Just stay there, 'cause I'll be comin' over...

Brian tinha que confessar que ele estava tentando. Mais do que ele já havia tentando em muita coisa na sua vida, talvez em tudo.

Ele tentara sair menos, e ficar mais tempo com Harry, ele tentara ser mais atencioso e entender porquê Harry se recusava a contar qualquer coisa do seu passado que tivesse acontecido há mais de quatro anos, ele tentara se mostrar preocupado e atencioso e estar ali como Harry disse que ele queria que Brian estivesse quando haviam brigado pouco mais de um mês atrás, mas era difícil.

Não porque Brian achasse particularmente difícil se relacionar com Harry, mas porque cada passo que ele dava para frente vinha seguido de doze passos para trás. Porque cada vez que ele conseguia entender algum aspecto do Harry que ele conhecia, surgia alguma faceta nova que ele não fazia ideia de onde havia vindo, e ele não conseguia entender que diabos ele deveria fazer para que as coisas se acertassem. Porque cada vez que ele cometia um mísero erro, Malfoy estava logo ali, a um telefonema de distância para se mostrar como se fazia certo. Se Harry tinha dores de cabeça, Malfoy conhecia a receita que a fazia passar. Se Harry tinha pesadelos, Malfoy sabia melhor do que tentar fazê-lo falar sobre o que havia sonhado, enquanto Brian tentava fazer com que ele colocasse para fora o que o incomodava.

E, apenas para ser justo, ele também não conseguia entender o que Harry queria dizer com metade do que ele falava nesses momentos de crise, e a outra metade ele simplesmente... não queria ouvir.

E como se isso tudo já não fosse problema suficiente, havia o tal filho-que-não-era-filho sempre em volta, exigindo atenção e cuidado. Harry não dormia na sua casa desde o dia em que aquela criança chegara e Brian estava cansado se ser a parte negligenciada sempre que Teddy aparecia na conversa.

Harry sempre escolhia Teddy a ele, não importa qual a situação, e Brian sabia que era irracional ter ciúme de um moleque de nem cinco anos de idade, mas Harry parecia não pensar em mais ninguém se Teddy dissesse para ele não pensar.

E Brian estava ficando de saco cheio disso tudo.

Fazia dois meses que o moleque havia chegado. Dois meses que ele mal conseguia ver Harry entre o seu trabalho e o filho do seu namorado. Dois meses que Malfoy aparecia para visitas diárias.

Dois meses que aquela vaca que se apresentara como mãe de Malfoy havia dito que ele perderia Harry e por mais que ele detestasse ter que concordar, parecia que ela estava certa.

Ele já não sabia mais o que fazer.

Então, em uma última tentativa, ele estava indo até a casa de Harry para levá-lo a Babylon para uma festa temática, feita especialmente para ele.

Tocando a campainha, Brian segurou a respiração quando a amiga de Harry abriu a porta e o chamou para entrar.

Ele só esperava que tudo desse certo.

~*~

Harry chegou à sala e viu Brian sorrindo amplamente para ele. Normalmente isso teria feito com que ele sorrisse de volta, mas ultimamente aquela visão apenas lhe dava vontade de... suspirar.

E inventar uma desculpa rapidamente para não fazer o que quer que fosse que Brian tivesse planejado.

Não era como se ele não apreciasse o esforço de Brian, ele apreciava, mas o tipo de coisas que Brian queria fazer para se divertirem não eram as mesmas que Harry faria.

Ir a festas com homens semi-nus – embora muitas vezes a parte do 'semi' não durasse muito – não era seu ideal de diversão. Ele não gostava de sair e se exibir, não gostava de ir beber apenas por beber. Não gostava de ir para a casa de Brian apenas para transarem, sem mal terem sobre o que falar depois. E embora soubesse que não era justo o que estava fazendo, Teddy virara a sua desculpa padrão. Teddy pedia que ele ficasse – como qualquer criança faria, na idade em que Teddy estava – e ele ficava, sem precisar fazer esforço. Ele virara seu escudo, e Harry podia ver o crescente desgosto de Brian pelo menino e isso o irritava mais do que qualquer outra coisa no mundo, mas sabia que, no fim das contas, a culpa era sua.

E isso era um círculo vicioso que ele não fazia ideia de como quebrar.

"Hey, Harry.", ele cumprimentou com um sorriso e um beijo que Harry se esforçou para corresponder.

"Hey! O que está fazendo aqui a essa hora?", Harry perguntou, um tanto surpreso. Brian normalmente já estava na Babylon àquela hora, provavelmente sendo assediado por Justin.

"Vim te buscar. Eu fiz uma festa temática na Babylon, e ela foi feita intera para você, portanto vá trocar de roupa, nós já estamos atrasados."

Harry olhou para Brian um tanto confuso, enquanto o home continuava o encarando com um sorriso, seus braços em volta da sua cintura.

"Babylon?"

"É! Vamos, Harry, anda, tenho certeza que Hermione não vai se importar de cuidar do Teddy por umas horas, talvez uma noite toda, ahn?", ele perguntou, se aproximando ainda mais, e mordiscando a orelha de Harry enquanto terminava de falar.

"Eu... não posso, Brian. Se Teddy acordar..."

"Harry, sua amiga vai estar aqui. Você não precisa nem mesmo dormir na minha casa, mas faz eras que nós não saímos juntos! Por favor, uma noite. Eu fiz a festa para você."

Harry mordeu o lábio e se afastou um passo, saindo do abraço de Brian, que agora o encarava com uma mistura de decepção e raiva.

"Não posso, Brian. Não... assim, sem... aviso, sabe?"

"Harry, seu filho está DORMINDO!"

"Eu sei, mas...", mas antes que ele tivesse que realmente pensar em uma desculpa, Brian ergueu as mãos em um gesto de rendição, já indo em direção à porta, de costas.

"Mas... qualquer coisa que você for inventar para não sair comigo de novo. Eu entendo. Tudo bem. Nos falamos amanhã.", ele disse, balançando a cabeça e saindo da casa, batendo a porta com força atrás de si.

Harry sentou-se com um suspiro pesado, e correu as mãos pelo cabelo, ouvindo passos leves pelas escadas. Sentindo o sofá afundar ao seu lado, ele virou-se e deparou com o olhar de Hermione.

"Sabe, eu não sou a maior fã de Kinney do universo, até porque ele nunca fez esforço algum para que eu ou Ron gostássemos dele, mas o que você está fazendo é covardia, Harry, além de ser injusto. Ele está tentando. Do jeito dele, que é completamente diferente do seu, mas ele está. E eu acho que o que você acabou de fazer foi... muito feio.", ela terminou, com um olhar triste, "Se você não quer mais estar com Brian, você deveria terminar tudo, Harry, não fazer o que você está fazendo."

Com isso, ela levantou e ia saindo da sala, quando Harry a chamou de volta.

"Sim, Harry?"

"Você pode... cuidar de Teddy hoje? Eu tenho uma festa a ir."

Hermione sorriu sem entusiasmo e disse que não tinha problemas.

Harry subiu para seu quarto para tomar um banho e trocar de roupas.

Ele tinha uma festa para ir.

~*~

Brian nunca se sentira tão frustrado em toda a sua vida.

O que era que ele estava fazendo de errado, no fim das contas?

Bateu o copo com força no balcão, e o garçom veio rápido em sua direção, enchendo seu copo de whisky mais uma vez, que Brian virou de uma vez só, puxando a garrafa toda para sua frente.

"Eu aposto que o que quer que seja, tem a ver com Harry, a mãe solteira do ano."

Virando seu olhar, Brian deu de cara com Justin, e seu melhor sorriso doce. Brian apenas girou os olhos, e concentrou-se no seu copo mais uma vez.

"Ah, por favor, Brian, vamos parar com essa coisa de adolescente de ficar ignorando o outro. Me diga o seu problema, talvez eu possa ajudar. Eu quero ver você feliz, e se a dona-de-casa perfeita chamada Harry for a pessoa que vai mesmo te deixar feliz, eu até posso tentar ajudar, apesar de realmente detestar aquela criatura."

Brian engoliu os conteúdos do seu copo de novo, antes de olhar para Justin. Discutir a crise no seu relacionamento aos gritos no meio de um clube não era o que Brian tinha planejado para aquela festa, mas desde quando as coisas sempre iam conforme o planejado com ele, de qualquer forma?

"Eu só... NÃO ENTENDO!", ele gritou em frustração, "Eu tento fazer de TUDO para que as coisas dêem certo, eu me esforço TANTO e NADA dá certo!"

"Talvez seja porque não seja pra dar.", Justin respondeu, aproximando-se de Brian, seu rosto sério, "Eu tenho te visto, Brian, nos últimos meses, tentando fazer com Harry as coisas que nós fazíamos juntos, mas Brian... ele não é como nós. Ele nunca vai se encaixar aqui.", ele disse, mostrando a pista de dança cheia com um gesto do braço, "Ele não é assim. Nunca vai ser. Você se esforça na única coisa que nunca deveria ser um esforço. Você acha que eu te abandonei quando disse que não queria mais saber do casamento, mas foi por você que eu fiz o que fiz. Você estava se esforçando tanto, Brian, que você se esqueceu de ser quem era. E agora você está tentando fazer com que Harry faça por você o que você tentou fazer por mim. Só que não vai funcionar, porque ele não vai mudar.", Justin pegou o rosto de Brian em suas mãos, falando tão perto que seus lábios quase se tocavam, "Ele tem um filho, Brian. Ele quer uma casa. Um futuro. Ele quer parar de sair à noite e ter paz, e ficar velhinho do lado de alguém, lendo à noite perto da lareira, enquanto se preocupa com os investimentos da bolsa e o aniversário do neto. Ele não é pra você, porque você quer coisas diferentes. Ele não é eu, Brian. Ele nunca vai ser."

Brian respirou fundo e largou o copo sobre o balcão, levantando do banco onde estava e saindo em direção à Sala dos Fundos, sua mão segurando fortemente a de Justin.

Pro inferno com tudo, ele estava cansado de tentar.

~*~

Harry escolheu suas roupas com cuidado, tentando se fazer acreditar que realmente queria estar bem vestido quando Brian o visse, mas sabendo muito bem que era apenas para atrasar o momento se sair de casa. Pegando um táxi quase uma hora depois de ter decidido sair, deu o endereço da Babylon, respirou fundo quando parou a algumas quadras dali, caminhando rápido em direção ao prédio e à fila gigantesca que havia em frente. O segurança o reconheceu, no entanto, como o namorado do chefe e o deu passe livre.

Uma vez lá dentro, Harry teve que conter uma risada alta ao ver os dançarinos vestidos em chapéus pontudos e pequenas capas pretas que cobriam muito pouco dos seus ombros, e uma pequena sunga laranja.

Pelo menos agora ele tinha certeza de que Brian havia escutado as suas histórias sobre Hogwarts.

Olhando em volta, ele não viu Brian imediatamente, e então seguiu para o bar, onde sabia que Brian gostava de ficar. Não o vendo ali também, decidiu perguntar para o bartender se ele havia visto Brian Kinney. O homem lhe deu um sorriso malicioso e disse que Brian estava na sala dos fundos.

Harry nunca havia ido naquela parte do clube, por mais que Brian tivesse insistido em lhe mostrar uma vez. Por alguma razão, Harry sempre recusava.

Entrando lá, Harry conseguia ver porquê.

Casais – ou talvez fosse melhor dizer, às vezes casais, à vezes mais do que isso – estavam em todas as partes, fazendo coisas que Harry realmente considerava que seriam mais bem feitas dentro de quatro paredes sem observadores.

Harry também não precisou andar muito para encontrar Brian, que estava debruçado sobre alguém, sua calça parcialmente aberta, seu rosto mostrando um certo abandono que Harry já havia visto tantas vezes antes. Debruçado sobre um apoio estrategicamente colocado na parede, como uma barra de bailarinas, Harry reconheceu os cabelos loiros de Justin.

Ele ficou ali alguns segundos, seu cérebro tentando entender o que ele sentia – ou talvez, o que ele não sentia. Porque ele tinha certeza absoluta de que deveria estar sentindo mais do que... alívio.

Quando chegou a essa conclusão, os olhos de Brian se abriram e ele se deparou com o olhar verde de Harry preso ao seu. O rapaz então desviou o olhar e deu as costas para Brian, que fechou os olhos e puxou Justin mais fortemente contra si.

Ele sabia reconhecer um fim quando via assim, tão de perto.

Harry saiu da sala dos fundos um tanto confuso, fazendo seu caminho pelas pessoas dançando sem prestar atenção aonde ia, tudo o que ele queria era achar a saída. E chegando à rua, riu alto do momento que estava passando.

Ele deveria estar com ciúme, com raiva, com inveja. Ele deveria ter vontade de ir até lá dentro, bater em Brian, chamar Justin de todos os nomes e palavrões que conhecia, lançar azarações nos dois e jurar odiá-los eternamente.

E, no entanto, tudo que ele sentia era uma vontade enorme de telefonar para Draco, apenas para ouvir sua voz meio zangada e cheia de sono lhe chamar de idiota por telefonar para ele à uma hora daquelas. Para sentir os braços de Draco em volta dele, e sentir aquela certeza de que tudo ficaria bem, que ele só sentia realmente quando Draco estava ao seu lado.

Sem realmente pensar, ele pegou seu celular e telefonou para Draco, que atendeu no segundo toque.

"Draco...", ele chamou, sem nem saber muito bem o que dizer.

"Onde você está?", Draco perguntou, sua voz estranhamente alerta para àquela hora da madrugada.

"Babylon."

Ele mal ouviu o barulho do aparelho sendo fechado, e então um estalido num beco próximo se fez ouvir. Indo até lá, Harry viu que Draco estava parado à sua frente e Harry andou até ele com uma expressão de desculpas no rosto.

"Eu sou realmente muito lento.", ele disse, fazendo Draco suspirar com irritação falsa.

"Demais.", então o loiro se aproximou, abraçando-o com força, aproximando sua boca de seu ouvido, "A sua sorte é que eu tenho muita paciência."

Fechando os olhos com força, Harry sentiu a sensação familiar de ser espremido por um tubo e então seus pés tocaram grama. Abrindo os olhos, Harry viu uma casa gigantesca e um jardim proporcional à casa, onde estavam parados. Em silêncio ele olhou em volta, percebendo que estavam na misteriosa casa de Draco, que ele não havia visto ainda.

"É linda, Draco.", ele disse baixinho, sentindo Draco se aproximar dele e virou-se em tempo de vê-lo hesitar antes de abraçá-lo contra si e olhar para a casa.

"Eu comprei ela para você. Porque alguma parte minha tinha esperanças – grandes esperanças – de que você ia voltar a si uma hora ou outra e ver o que estava bem em frente ao seu nariz. E ela é sua, se você quiser. Mas eu também não posso esperar pra sempre, Harry. E nós só vamos entrar ali se eu souber que você realmente quer."

Harry suspirou, afastando-se de Draco, que desviou o olhar para a casa, sua expressão tornando-se gélida.

"Quando eu entrei na Babylon hoje, nem eu mesmo sabia o que era que eu estava indo fazer lá. Uma parte minha queria muito acreditar que eu estava indo lá para tentar acertar as coisas com Brian, mas eu sabia, no fundo eu tinha certeza, que eu estava indo lá para encontrar exatamente o que eu encontrei: Brian e Justin juntos, em um lugar público, fazendo coisas que eu jamais faria, porque Brian... é diferente de mim. Nem melhor, nem pior, só diferente. E quando eu saí de lá, eu não senti raiva, ou ciúme. Eu senti alívio. Porque Brian estava fazendo o que eu não tive coragem pra fazer. E quando eu percebi isso a única coisa que eu podia pensar era... você. E no quanto eu me sentia... feliz do seu lado. E em como eu conseguia ser eu mesmo com você, assim como consigo com Ron ou Hermione, e em como eu tinha medo que você se afastasse quando Brian estava por perto, mesmo que eu não conseguisse admitir. Eu acho que... eu tinha tanto medo de te querer, que eu tentei querer outra pessoa, só pra não ver o que estava bem na minha frente.", ele terminou, baixinho, fazendo Draco olhar para ele, seus olhos cinza cheios de esperança, mas sem convicção suficiente ainda para dizer nada em resposta, "Então eu acho que... eu sou lento, sim, Draco, mas você sempre soube disso. Mas quando eu percebo as coisas, eu nunca desisto. E o que eu percebi hoje à noite é que eu quero você. Se você me quiser.", ele terminou dando de ombros, inseguro.

Draco cobriu a distância entre eles em dois passos e puxou Harry para si.

"Você fala demais, Potter.", ele disse, antes de beijar Harry lentamente, suas mãos puxando o rapaz contra si com firmeza, sentindo as mãos de Harry correrem pelos seus cabelos, "Tem certeza?", ele perguntou, afastando-se apenas o suficiente para que Harry pudesse falar, mas Harry apenas acenou afirmativamente, seus olhos brilhando de desejo e Draco tinha a sua resposta.

Fechando os olhos mais uma vez, ele os aparatou para dentro do seu quarto, fazendo Harry fazer um barulho de surpresa, que logo foi esquecido quando o loiro puxou sua camisa pelos ombros, jogando-a no chão e então se afastando e tirando a sua, largando-a ao lado da de Harry.

Harry foi quem o puxou dessa vez, abraçando-o com força contra si, como se quisesse ter certeza de que Draco era real e não iria sumir. Com a destreza de quem conhecia o ambiente, Draco os guiou às cegas até a cama, onde ele empurrou Harry gentilmente, tirando a calça diante dos olhos famintos do moreno, sua roupa de baixo seguindo o mesmo caminho. Ajoelhando-se na cama, ele puxou a calça de Harry, o moreno levantando o quadril para ajudar, empurrando sua roupa de baixo junto, e puxando Draco sobre ele assim que estava livre dos empecilhos.

Draco gemeu quando o beijou novamente, seus corpos se tocando inteiramente, fazendo Harry se mover contra ele quase de maneira involuntária. Afastando as pernas de Harry ainda mais, Draco convocou o tubo de lubrificante da gaveta da mesa de cabeceira, seus dedos trêmulos de nervosismo, ansiedade e alegria, enquanto preparava Harry lentamente, fazendo-o perder o fôlego e fazer sons incoerentes, perdidos entre gemidos e súplicas.

Harry nunca havia se entregado tão completamente a Brian, e Draco conseguia sentir isso em cada gesto cheio de segurança de vontade de Harry, que enlaçou a sua cintura com as pernas, guiando-o para dentro de si quando estava pronto.

Draco abriu os olhos encontrando o olhar de Harry, movendo-se contra ele sem desviar o olhar nem quando suas bocas também se encontraram beijos entrecortados por respirações aceleradas e gemidos, movimentos sincronizados como se sempre tivessem feito isso juntos. E nem quando o prazer os atingiu completamente desviaram seus olhares, sabendo que aquilo tudo era apenas o começo.

Movendo-se lentamente para sair de Harry, Draco girou a varinha em um movimento displicente, limpando-os, antes de deixá-la cair no chão e puxar Harry para si, percebendo com um meio sorriso o quão perfeitamente seus corpos se encaixavam.

"Amanhã de manhã, nós vamos escolher um quarto para trazer as coisas de Teddy pra cá.", Draco disse baixinho, correndo as mãos pelo cabelo úmido de Harry, fazendo-o sorrir amplamente e beijar seu peito.

Ele estava em casa.

~*~

Hermione piscou em confusão quando abriu a porta àquela manhã e deparou com Harry e... Draco. Abraçados. Sorrindo. De mãos dadas.

Mas antes que ela pudesse comentar, Ron espiou por sobre seu ombro para ver quem estava à porta.

"Finalmente!", ele exclamou, "Sério, cara, eu já estava pensando que era bom Malfoy te enfeitiçar para ver se você percebia, sabe?"

"Er...", Harry disse, entrando na casa, e vendo Teddy sentado na sua cadeira, tomando café e sorrindo para os dois, seus cabelos indo para um loiro muito claro enquanto ele saltitava levemente na cadeira, "Todo mundo sabia?", ele perguntou por fim.

"Harry, até a mãe do Malfoy sabia."

"Hey, o que aconteceu com 'Draco', Ron?", Harry perguntou, para disfarçar seu embaraço, fazendo o ruivo dar de ombros.

"Cara, a trégua era só até vocês dois se entenderem. Agora, tudo volta ao normal."

Harry riu, enquanto ouvia Teddy perguntar o que Draco havia trazido para ele.

Ele não só estava em casa, como ele tinha uma família.

~*~

Três anos depois...

Os jardins da mansão Gryffin estavam cheios de balões azul turquesa e verde esmeralda, mesinhas decoradas com animais fantásticos como dragões, salamandras, elfos e unicórnios, e crianças corriam por todos os lados.

Um garotinho de cabelos azul turquesa corria atrás de uma menina muito loira, tentando colocar um sapo no cabelo dela.

E Harry tinha certeza que ia passar horas ouvindo Teddy desfiar sobre todas as qualidades fantásticas de Victoire assim que a festa acabasse e ele parasse de atormentar a menina.

"Você se superou mais uma vez, Emmett, a festa está linda!", Harry comentou para o homem ao seu lado que apenas fez um gesto para que ele parasse com os elogios.

"Ora, isso não é nada. O que eu realmente queria saber é como você fez os cabelos de Teddy ficarem daquele tom de azul sem usar tinta."

"Segredo de família.", ele disse com um sorriso largo, fazendo Emmett rir.

A algumas mesas dali, Draco estava sentado, discutindo algo muito seriamente com Bill Weasley e Lucius Malfoy, enquanto Fleur tentava fazer Teddy parar de correr atrás da sua filha, trocando comentários com Narcissa. Molly e Debbie estavam trocando receitas não muito longe dali, sendo observadas por Carl e Arthur, e Ron e Hermione – esta já em um estado avançado de gravidez – conversavam animadamente com George e Angelina, Percy e Padma e Luna. Ginny e Hunter pareciam ter achado grandes assuntos em comum, se a compenetração de sua conversa fosse qualquer indicativo, e Michael e Ben observavam a conversa com sorrisos mal contidos.

Seu olhar finalmente encontrou o de Brian que lhe deu um sorriso rápido, antes de voltar-se para Justin e comentar algo em seu ouvido, fazendo o loiro olhar para Charlie Weasley de uma maneira avaliativa, antes de sorrir de maneira convidativa.

"Humpf, aqueles dois não vai mudar nunca.", comentou Emmett, pegando um canapé de um garçom que passava por ali.

"Essa foi a... sexta vez que eles voltam esse ano?", Harry perguntou em tom de riso.

"Sétima.", Emmett disse seriamente, "Mas... é assim que a vida é. Algumas pessoas precisam de movimento para serem felizes, outras precisam ter o que nós temos.", ele disse com uma piscadinha para o rapaz mais novo, afastando-se para cumprimentar Drew que acabava de chegar e colocava seu presente na grande pilha que Teddy abriria mais tarde.

Três anos de paz, um filho, o homem que ele amava a seu lado, e sua família à sua volta.

Harry Potter poderia dizer com toda a certeza que era um homem feliz.


Taraaaaaam!!!!!!! Acabamos mais uma fic!!!!!

Muuuuuuito obrigada mesmo, pessoas, a cada um de vocês que leu a fic do começo ao fim, até quem nunca tinha lido um crossover e decidiu ler essa aqui, só pra dar a chance!!!! Obrigada mesmo!

Bem, era isso, acabou Soul Meets Body, espero que vcs tenham curtido ler essa fic tanto quanto eu gostei de escrevê-la.

Agora, quem não quer ficar sem ficzinha, já foi postada a minha fic nova: Silent Lucidity.

Dêem uma conferida no meu profile, ela já está lá!

E agora, só pra não perdermos o hábito, sejam amores e

R E V I E W !