N/A : Obrigada ³³³³ a Rachel (q sempreee comenta) e a Dhaime pelos reviews (L)
Espero que continem gostando.
E a música do final realmente existe, e estranhamente para ter sido feita sobre nosso personagem Kevin ^^
Ah! Não se esqueçam de ver as capas que eu fiz da fic ^^ estão no meu perfil daqui do FF.
Boa leitura ^^
Cap 15 – Amor e Ódio.
- Saaaammmm!!! – Hosun chegou gritando desde longe um dia. – Adivinha?!? – ela perguntou animada.
Eu estava sentada sozinha na sala, esperava pelos outros chegarem, no horário de verão eles eram obrigados a chegar mais tarde, por causa do sol, então eu guardava os lugares para eles.
- Ahn...Dan tingiu o cabelo de rosa?? – eu perguntei em uma trágica tentativa de piada.
- Mais do que já é?? – perguntou Dan, que eu não tinha visto chegar, se referindo as mechas vermelhas-quase-rosa que tinha atrás do cabelo.
- Não!! Adivinha de novo!! – Hosun pediu novamente, animada.
Thiers chegava nesse momento, com um largo sorriso nos lábios, como se já soubesse sobre o que Hosun estava falando.
- Vamos Hosun. Para de torturar a Sam e conta logo! – Thiers disse, sentando-se ao meu lado.
- Aahh, eu queria que ela adivinhasse. – ela disse fazendo bico, mas logo mudou de opinião. – Tudo bem, eu conto!!! Não.. pensando bem conta você Thiers!!! Não, pensando bem eu conto!!!!
- Meu Zeus, isso vai demorar! – Dan exclamou.
- Você vai morar com a gente!!! – ela anunciou feliz.
- Oquê??? – eu perguntei sem entender. – Porquê?? Quero dizer, obrigada pela oferta, mas... eu já tenho uma casa.
- Não agora bobinha!!! – Hosun disse divertida. – Pra quando você virar vampira!!!!
- Oh. – eu exclamei, encarando a realidade. Nunca tinha pensado que teria que me mudar quando a transformação acontecesse. – Parece sensato.
- Porque você não está feliz??? – Hosun perguntou, esperando que eu me pusesse a pular pela sala de aula como ela. – Você não quer morar conosco??
- Não... quer dizer, quero! – eu dizia confusamente. E então me lembrei de uma criatura que não estava ali. – O Kevin...?? – eu comecei a perguntar, olhando para Thiers. Eu nem precisei terminar, Thiers já respondeu que sim com a cabeça, com um sorriso divertido nos lábios. – Uool. Não achei que um dia o Kevin aceitaria que eu fosse morar com ele! – eu exclamei surpresa.
- Não seja boba! Se ele deixou até eu morar com ele! – Hosun disse. – Vai ser tão legal! – ela começou a devanear, sentando-se ao meu lado, entrelaçando os nossos braços. – Nós vamos ser irmãs, vamos dividir roupas, vamos sair todos juntos de noite, ir passear no cemitério, te ensinar a caçar!!!
Era estranho Kevin ter concordado com isso. Talvez ele apenas tenha concordado para fazer Hosun se calar, depois de muita insistência. Mas não consegui de deixar de sentir uma certa esperança que Kevin finalmente não me odiasse mais, me respeitasse e me aceitasse. Mas então Kevin chegou com sua pose arrogante, olhando pra mim com seu ar superior de sempre e seus olhos e energia transpirando ódio. Sentou-se na carteira na ponta da nossa fileira sem murmurar uma palavra com qualquer um de nós. Hosun o olhava com desdém, Dan e Thiers ficavam calados a aproximação de seu mestre e eu tentava matar apenas de olhar pra ele. Ele achava que eu abaixaria a cabeça para ele pela eternidade, como Thiers e Dan, só porque ele me cedia um teto??
- O Kevin realmente me irrita com isso. – eu grunhi.
- Eu já te expliquei e pedi pra não ligar. É uma bobagem. – disse Thiers divertido.
- Mas isso é ridículo! Ele não pode me tratar como um ser inferior. Ele não deve tratar ninguém como um ser inferior! – eu ressaltei colocando Hosun na briga também.
- Ha! – Thiers riu. – Você diz isso como se importasse com como ele trata as outras pessoas. Você só se importa com o seu orgulho próprio, e sabe muito bem disso. – ele acusou divertido, como se achasse graça. – Isso é tão típico Kevin!
- Não me compare com aquele vampiro narcisista. – eu disse furiosa tentando convencer a mim mesma que isso não era apenas pelo meu próprio orgulho, como ele mesmo havia dito. – Eu vou lá enfrentar ele! – decidi começando a me levantar.
- Eu...- disse Thiers me puxando para baixo de novo. - ...não faria isso se fosse você.
- É por isso que você não é. – eu disse me levantando novamente. Dessa vez ele me deixou passar, mas ainda balançava a cabeça negativamente, como se fosse uma péssima idéia.
Mas eu não liguei e fui determinada passando por Thiers, Hosun e Dan até chegar a Kevin na ponta da fileira. Se nós iríamos morar juntos, deveríamos esclarecer alguns pontos.
- Kevin! – eu gritei, quero dizer, chamei enfurecida ficando de frente a carteira dele, decidida a esclarecer as coisas.
- Hum? – murmurou ele mal olhando pra mim, o que me deu mais raiva ainda.
- Você devia parar de me tratar desse jeito. – eu disse cruzando os braços. Intimidada com a energia dele, com a beleza dele, com ele em si!
- Te tratar de que jeito??? – perguntou ele finalmente me olhando, de forma superior e um pouco debochado, mas bem diferente do debochado que Thiers usava.
- De me tratar como só uma meio-vampira...- eu disse intensificando a palavra, pra demonstrar que eu sabia que ele não me respeitava exatamente pela palavra "meio" antes da "vampira".
- Mas isso é exatamente o que você é. – ele disse normalmente. Ele poderia ter usado um tom ofensivo, mas não usou. Mas aquela era uma frase ofensiva, que foi escolhida por ele exatamente pelo duplo sentido.
O sinal de inicio da aula bateu, as pessoas entravam na sala para esperar o professor enquanto eu ainda discutia com Kevin.
- Eu não sou apenas isso, Kevin! Uma pessoa é composta de varias coisas. Sendo homem ou mulher, nenhum gênero é melhor do que o outro. Você não pode julgar uma pessoa pela capa, como você esta fazendo. Se você acha que eu sofri menos que você por já ter nascido meio-vampira está enganado. Há meses atrás eu achava que eu era uma humana como todos os outros. Não foi fácil pra eu aceitar isso, aceitar que vampiros são reais e que meu pai era um deles e que eu também era. Ou sou. Ou vou ser. – eu disse me confundindo.
- Eu também tive que passar a acreditar em vampiros de uma hora pra outra. E eu tive que fazer isso com um vampiro na minha frente, sugando o meu sangue, sentindo uma dor horrível! Você tem um ano pra se acostumar com a idéia. Eu tive que aprender a ser vampiro sozinho. Você tem Thiers e sua trope que estão loucos pra ensinar tudo o que sabem! Você tem sua mãe te apoiando e tem um lugar pra ir quando a transformação ocorrer. Eu tive que viver nas ruas, dormir nos cemitérios, como um perdido. E principalmente, você tem companheiros pra quando a hora chegar, você não vai precisar vagar anos sozinha tentando encontrar alguém bom o bastante pra andar ao seu lado, ou que até mesmo agüente a transformação em vampiro. Então não venha me pedir pra ficar com pena de você. Isso nunca vai acontecer. – disse Kevin finalmente deixando a máscara da indiferença cair e me mostrando a sua verdadeira face, com raiva. A explicação do porque ele me desprezar, ou me odiar, que seja. E o mais estranho é que por um momento eu acreditei nele, e até achei que ele tivesse razão e que eu estava reclamando por nada.
O professor finalmente entrou na sala e começou a dar a sua aula. Kevin, com mais ódio em seus olhos do que eu jamais vi, saiu da sala, passando por mim bufando.
Me virei pra frente e passei por Dan, Hosun e Thiers a caminho da minha carteira. Os três me olhavam calados e preocupados. Thiers se inclinou pra mim sério, como raras vezes, e quase culpado disse:
- Eu te avisei pra não ir falar com ele. – ele falou receoso de minha reação.
Mas eu não tive reação nenhuma. As palavras de Kevin ainda estavam cravadas em mim, como uma estaca.
- Vocês dois são muito parecidos. – Thiers tentou me consolar ao longo das duas primeiras aulas, depois da discussão com Kevin. Eu odiava a sensação que Kevin me causava, ele sempre saia ganhando, ele sempre estava certo. E era por isso que eu tinha tanta raiva dele.
- Não me venha com essa de novo Thiers! – eu disse enquanto nós saiamos no intervalo para fora do cursinho, no nosso canto do portão da frente.
- Mas é verdade!! Veja só: os dois são egocêntricos, orgulhosos e transmitem a mesma energia. – Thiers listava. – E outra, é que os dois gostam de mim. – Ele disse lançando um sorriso assustador convencido.
- Eiii, peraí! – eu interrompi. – Transmitem a mesma energia?? – eu citei.
- É. Sabe a energia hostil do Kevin?? – ele perguntou, eu acenei que sim com a cabeça. – Então, você passa a mesma coisa.
- Passo??? – perguntei confusa.
- Passa. – Thiers contou sorrindo. – Você não imagina o quanto foi aterrorizante tentar falar com você no começo! Se eu não tivesse tanta experiência com o Kevin, eu acho que não teria conseguido!
- Aterrorizante?? Falar comigo?? – eu perguntei incrédula. – Mas você é um vampiro!!!
- Você também é. – Thiers colocou apropriadamente.
- Sim, mas é diferente. – eu tentei explicar.
- Toda a vez que eu dirigia a palavra a você parecia que você ia arrancar a minha cabeça fora!
- Mas eu é que estava assustada! – eu acusei.
- Por isso! Uma pessoa como você ou Kevin não medem forças para se defender. – ele disse. Eu pensei pro um momento se isso poderia ser verdade. Eu tinha certeza que a parte que se referia a Kevin era! – Por isso até hoje eu não tentei de novo.
- Não tentou o que?? – eu perguntei sem entender, saindo dos meus pensamentos.
Foi quando ele me beijou apenas pela segunda vez. Será que ele sempre tinha que me pegar de surpresa? Foi quando eu percebi que ele achava que tinha. A estratégia era me pegar com a guarda baixa para que não houvesse risco de eu decapitá-lo.
Ele segurava meu rosto com uma das mãos, e com a outra o meu braço, como se para impedir que eu o afastasse, como da ultima vez. Essa conclusão me fez sentir mal que eu passasse uma impressão tão errônea, principalmente para ele.
Quando ele fez menção de se afastar eu coloquei os meus braços em seus ombros e o puxei para mim, querendo dizer com esse gesto que eu permitia, que estava tudo bem, que eu não iria afastá-lo de novo. Não havia razão para ter medo.
O sinal bateu lá dentro, então nós finalmente nos soltamos. Thiers pegou a minha mão para me guiar para dentro.
- Ele ainda me intimida. – eu confessei a Thiers, o que o fez parar e virar para olhar para ele.
- Quem?? – ele perguntou, sem entender se eu estava me referindo a ele próprio.
- Kevin. – eu revelei. – Não sei se eu poderei morar com vocês dois. Sinto todo dia que você vai me deixar por ele. – eu disse tentando expressar pelo menos uma vez o que eu sentia.
- Se eu quisesse ficar com ele, eu já saberia a esse ponto. – Thiers me tranqüilizou. – Se você quer saber, faz mais sentido você ficar com ele do que eu.
- Quê? – eu perguntei incrédula.
- È verdade. Vocês são tão parecidos, só são muito cabeça dura para admitir. Se vocês se conhecessem melhor eu é que teria que ter medo de que você me deixasse pelo Kevin. – Thiers disse divertido. – Você e ele...faz bem mais sentido do que Você e eu. Amor e ódio andam juntos!
Thiers concluiu com seu sorriso assustador, brincalhão, mas sinceramente. Mas quando eu voltei para a sala, até o final do dia, por algum motivo eu não conseguia tirar as palavras de Thiers da minha cabeça.
(Kevin - Pansy Division)
" Kevin é misterioso, enigmático
Kevin é alto e sombriamente atraente
Kevin é assunto de especulação
Porque Kevin evita qualquer explicação
(...)
Evita ficar pessoal ou muito próximo
Mulheres querem saber
Quem é aquele homem bonito
Homens perguntam seus conhecimentos
Sobre esse rapaz
Kevin é inibido, Kevin é quieto
Intimidade parece deixá-lo amedrontado."
