N/A - Adorooo comentar antes dos capitulos xD

Acho que vcs vão gostar desse capitulo, tem pela primeira vez a história do Kevin e do Thiers, em kevin POV. E tem a história da mãe da sam, que a Rachel estava louca pra saber!!!

Espero que gostem

bjos!


Cap 21 – O Que Sempre Quis.

[Flashback]

Kevin estava cansado daquilo. Ele se sentia como naqueles sonhos frustrantes em que você corre o mais rápido o possível e nunca consegue alcançar o que quer. Há quanto tempo ele estava correndo? Cerca de algumas décadas? Ele fizera tudo certo, se aproximou aos poucos, ganhou sua confiança, ganhou sua eterna companhia, mas não do modo que ele desejava. Quanto mais ele teria que correr para alcançar o que tanto queria? Kevin sempre conseguiu tudo o que queria, e o que ele queria era Thiers.

Ele estava trancado em seu caixão pensando nisso, sem conseguir dormir. Por que afinal Thiers não podia gostar dele do jeito que ele gostava de Thiers?O que ele fizera de errado? Teria sido tamanho o egoísmo dele de convencer Thiers a se transformar em vampiro para ficar com ele? Não teria sido melhor tê-lo deixado lá, humano, mortal, ir embora e tentar esquecê-lo? Não. Pois Kevin sempre conseguiu tudo o que quis, e dessa vez não seria diferente.

Porque ele não poderia convencer Thiers a gostar dele, com a mesma facilidade que o convenceu a ser transformado? Era esse o castigo que ele merecia por tê-lo feito? Passar a eternidade ao lado de alguém que nunca poderia ter. Parecia justo. A única pessoa que ele quis na vida era a única que ele nunca teria.

Quando Kevin deu por si, já era noite, hora de levantar. Ele não havia dormido quase nada, estava cansado, cansado em vários sentidos. Abriu a tampa do seu caixão branco cuidadosamente, ficou na frente do espelho, como sempre fazia, mas nunca via o seu reflexo. Tentou mexer no cabelo as cegas para ver se estava no lugar, então saiu do quarto. Olhou para o quarto de Thiers que ficava mais atrás, mas não teve coragem de ir até lá, estava realmente cansado. Dirigiu-se a sala, querendo ler alguma coisa, tirar Thiers da cabeça. Dan não voltava pra casa havia um tempo, ele estava viajando com a irmã Hosun que fora recentemente transformada. A quietude da casa por conta disso era apreciada.

- Boa noite, dorminhoco! – Thiers o saudou. Estava deitado no sofá, lendo um livro antigo, e o olhava com seu largo sorriso habitual.

Kevin se aproximou, e Thiers lhe deu espaço para que este sentasse ao seu lado.

- Nossa! Você está com uma cara horrível! – Thiers exclamou.

- Obrigado. – Kevin respondeu irônico.

- O que houve? – Thiers perguntou preocupado. – Seus olhos estão inchados.

- Não dormi muito bem. – Kevin respondeu curto.

- Esteve chorando? – perguntou Thiers bondosamente.

- Claro que não. – Kevin mentiu, mantendo sua pose usual.

- Eu ouvi do meu quarto. – Thiers disse. Então levou sua mão até o rosto de Kevin e passou sua mão pelo seu cabelo, ajeitando alguma parte de seu cabelo que não estava no lugar. – Não tem porque se envergonhar. – Thiers o consolou, mantendo a mão no cabelo de Kevin. – Eu também sinto falta deles.

- O quê? – Kevin perguntou confuso.

Thiers sorriu de sua confusão.

- Dan e Hosun. Já faz um ano que eles estão fora. – Thiers disse.

- Não sinto falta deles. – Kevin disse olhando para frente, cruzando os braços defensivamente, fazendo com que Thiers tirasse a mão de seu cabelo.

- Eu conheço você, Kevin. – Thiers disse. – Por mais que queira fingir que não está nem aí pra ninguém eu sei que não é assim.

- Eu estou aí para alguém. – Kevin disse olhando finalmente para Thiers.

O sorriso de Thiers se quebrou, ele olhou pra baixo triste, evitando encarar Kevin.

- Me desculpe... – Thiers começou a dizer, mas Kevin o interrompeu.

Kevin pôs a mão em seu queixo, o forçando a olhar para ele. Thiers finalmente o encarou, então Kevin passou sua mão para a nuca de Thiers e foi se aproximando lentamente. Thiers não se mexeu, e nem parou de encarar Kevin, então ainda havia esperança. Kevin então fechou os olhos e o beijou.

Thiers não fez qualquer objeção quando o outro aprofundou o beijo. Beijo que foi correspondido. Kevin o segurava forte, afim de que este não escapasse, embora ele não demonstrasse sinais de querer sair.

Quando Kevin finalmente o soltou, sentia quase como se seu coração tivesse voltado a bater. Thiers não o repeliu, talvez tivesse mudado de idéia! Talvez ele...

- Eu não amo você desse jeito, Kevin. Me desculpe, eu juro que eu queria amar. – Thiers disse dando um meio sorriso, sem dentes.

Kevin então o soltou, sabendo que nunca iria o fazer mudar de opinião. Sabendo que seu coração, agora, nunca mais voltaria a bater.

[Fim do Flashback]

- Você O QUÊ??? – perguntou Hosun desacreditada.

- Já disse. Eu e o Kevin nos beijamos, mas... – eu tentei continuar, mas Hosun me interrompeu.

- E eu que achei que ele fosse gay! – Hossun disse.

- Ele é. Quer dizer... acho que é. Ele fez isso só pra mim perceber que eu gostava realmente do Thiers. – eu tentei explicar.

- Nossa!! – Hosun exclamou risonha. – E ele beija bem?

- Hosun!! – eu a repreendi.

- Desculpe, desculpe. Eu tenho que ter uma avaliação feminina! – Hosun disse.

- Ele beija. – eu disse simplesmente.

- Eu sabia!! – ela exclamou contente. – Não é justo, agora eu sou a única dessa casa que ainda não beijou o Kevin. – ela disse fazendo bico.

- O QUÊ??? – foi a minha vez de perguntar.

- Pois é! – ela disse chegando mais perto de mim, em tom de fofoca.- Sabia que o Kevin já agarrou o Thiers?

- Não!!!

- Pois sim. E Dan também! Mas com o Dan foi por vontade mútua, já Thiers foi meio a força. – ela explicou.

- Me sinto inclusa na família, agora. – eu disse ironicamente.

- E eu repito: Não é justo! – Hosun disse.

Fiquei um tanto surpresa que Thiers não tenha reclamado do beijo que houve entre mim e Kevin. Talvez Thiers apenas sentisse culpa de ter beijado, ou ter sido beijado por Kevin, que seja, e achasse apenas justo que tivesse acontecido comigo também. Mas logo percebi que não tinha razão para que ele achasse ruim, afinal agora eu sabia que gostava apenas de Thiers.

Finalmente eu conseguia entender a admiração completa que Thiers tinha por Kevin, que era bem maior que a minha. Kevin era um tipo de ídolo, talvez um amor platônico, alguém pra ser querido, mas não alcançado.

A situação sequer ficou estranha na casa por isso ter acontecido. Kevin continuava sério como sempre foi, Thiers continuava risonho e Hosun e Dan animados. Os dias passavam rápido, tranqüilos. Quando o vestibular chegou, eu não fiquei nervosa, saber que o cursinho chegava ao fim não me deixava com medo e ao chegar a um novo ano, a espera dos resultados não me deixava ansiosa. Eu ainda tinha tempo, muito tempo. O estudo podia esperar, eu ainda era jovem e tinha a eternidade pela frente para fazer faculdade. Eu queria viajar antes, passar algum tempo sozinha com o Thiers, descobrir esse novo mundo que iria se abrir na minha frente agora, o qual nunca parecia chegar. Era como se eu estivesse correndo, o mais rápido o possível, e mesmo assim o destino nunca chegava.

Até uma tarde que eu acordei mais cedo, antes do sol se pôr. Abri a porta do meu quarto, respirando o ar fresco. Saí pelo o quintal, o sol estava parcialmente escondido pelas casas ao redor, só atingia uma parte do meu rosto e um braço. Foi quando começou a ficar muito calor. Calor demais. Eu me sentia queimando, como se estivesse pegando fogo onde o sol me atingia. Quando finalmente cheguei na sombra e olhei para o meu braço, a pele estava em carne viva, como se tivesse derramado óleo quente em cima dele, coloquei a mão no meu rosto, e isso doeu, estava em carne viva também.

Corri desesperada ao banheiro para olhar o estrago no espelho. Mas eu não estava lá. O espelho já não me refletia. Quando olhei para o meu braço novamente, a ferida já havia se curado quase por completo. Era para isso acontecer tão cedo? O meu aniversario ainda estava há uns quatro meses de distância.

Esperei escurecer, com medo de sair no sol novamente. Saí então para a casa de Thiers desesperada para perguntar o que estava acontecendo. Corri o mais rápido que podia, perto do cemitério esbarrei em um homem estranho de cabelos compridos, que tive a impressão de já ter visto antes, mas apensas murmurei desculpas, sem parar de correr.

Cheguei a casa de Thiers e bati na porta escandalosamente, até que Dan abriu a porta.

- Sam?? – Dan perguntou confuso. – O que...??

Não o expliquei nada, avancei para Thiers que estava sentado no sofá ao lado de Hosun, o peguei pelo braço e o arrastei para o quarto de Kevin comigo.

- Mas o que...??? – Thiers começou a perguntar. Hosun e Dan nos seguiram.

Abri a porta do quarto de Kevin sem pedir licença. E me coloquei na frente de seu espelho.

- Que diabos vocês pensam que estão fazendo??? – Kevin perguntou mal humorado.

- Olhe! – eu disse para Thiers, apontando para o espelho.

Thiers então finalmente olhou para onde eu apontava, arregalando os olhos. Kevin, Hosun e Dan se aproximaram, ficando atrás de nós, em frente ao espelho, mas o reflexo de ninguém aparecia.

- Sam. Você não costumava ter um reflexo?? – perguntou Dan.

Todos ficamos parados olhando fixamente para o espelho esperando algo mudar, mas nada mudou.

- È a lei natural das coisas, sinto muito. Mas dá pra vocês saírem do meu quarto??? – disse um Kevin emburrado.

- Eu fui queimada pelo o sol, também! – eu anunciei a todos. – A transformação já começou!

- Brilhante conclusão. – Kevin disse irônico. – Você pode se mudar pra cá hoje mesmo, eu aconselharia a pegar as suas coisas enquanto ainda é noite. Mas não traga muita coisa porque o espaço é limitado. – Kevin disse nos guiando para fora de seu quarto, fechando a porta em nossas caras logo quando saímos.

Percebi então que eu finalmente estava chegando onde eu queria. Não havia mais porque adiar a mudança agora. A transformação havia começado e eu deveria sair de casa. Deixei isso para o dia seguinte, sabendo que a mudança, mesmo sendo esperada e querida, seria difícil.

No dia seguinte anunciei para minha mãe que teria que ir. Ela não ficou surpresa, mas ainda assim ficou triste. Eu também estava triste. Quando finalmente havia levado todas as minhas coisas embora fui para casa me despedir.

- Podemos conversar um minuto? – Rossana me pediu.

- Claro.

Nos sentamos no sofá de casa, ela segurou nas minhas mãos e olhou no fundo dos meus olhos.

- Acho que preciso contar uma coisa. – Rossana disse.

- Lá vem bomba. – eu disse. Rossana riu fracamente.

- Eu não sei o quanto isso pode ser verdade, talvez seja só paranóia minha, mas não me sentirei tranqüila sem que você saiba disso.

- Sim?? – eu encorajei a continuar.

- Lembra quando eu contei da família do seu pai?? Que eles o mataram por ter traído a raça deles, ou algo do tipo? – perguntou ela, eu assenti. – Bem. Eu contei que seu pai nos mandou fugir, e nós fugimos, e que ninguém veio atrás de nós. Nós éramos desinteressantes, simples humanas, não havia glória em matar seres tão insignificantes quanto nós... Pelo menos não naquela hora.

Ela se calou. Eu esperei que ela continuasse, mas ela não o fez, esperando eu processar a informação.

- Você está dizendo que eles podem querer nos matar agora? – eu perguntei.

- Não. Só a você.– Rossana.

- Mas... porque? – eu perguntei.

- Você vai se tornar vampira! Vai atingir os 20 anos e a transformação estará completa. E então se tornará digna de ser morta por eles. Entende??? Não teria graça pra eles matá-la quando ainda era uma mera humana, mas sendo vampira... – Rossana então se calou.

- Mãe. Isso é ridículo... – eu comecei a dizer, mas então me lembrei de algo que ela me disse há quase um ano atrás que eu também tinha achado ridículo, mas que ela estava certa sobre.

- Tem certeza que seus amigos são confiáveis? – ela perguntou então.

Por um momento eu parei pra pensar, será que Thiers, Hosun, Dan e Kevin estivessem esse tempo todo esperando para me matar? Fingindo não saber quem eu era? O que eu era?

- Sim. – eu respondi com certeza. Eu nunca tive amigos de verdade, nunca soube reconhecer quando uma pessoa gostava de mim, ou até mesmo quando eu gostava de alguém, até aquele momento. Eu simplesmente sabia, sem prova alguma, de que eles não seriam capazes de fazer aquilo.

- Não tem notado ninguém diferente por perto? Sempre te rondando, te seguindo? – ela perguntou ainda preocupada.

- Não....sei. – eu respondi, tentando me lembrar, repentinamente me sentindo observada por alguém desconhecido.

- È bom você reparar bem, Samantha. – Rossana me alertou. – Acredito que seus amigos sejam confiáveis, já que você acredita neles, mas não confio nos outros vampiros, nos que são seguidores da sua avó. – então chegando mais perto ela disse. – É bom que fique perto dos seus amigos, eles podem servir como proteção, com certeza uma proteção melhor que a minha, quando o jogo finalmente se tornar interessante para sua vó querer jogar.

Fiquei sem saber o que o que responder, ou mesmo acreditar. Nunca conheci minha avó paterna, nunca imaginei que ela pudesse ter um motivo para me matar.

- Você não é a primeira. Você não foi a primeira meio-vampira que surgiu no mundo, Samantha. – Samantha finalmente me explicou. – A família do seu pai gostava de fazer experiências, por isso ele sabia que você se tornaria vampira aos 20 anos. E por isso eu acho que sua avó queira agir quando finalmente acontecer. Ela matou todos os que vieram antes de você.

- O meu pai..... era como ela??? – eu perguntei horrorizada.

- Não. – Rossana respondeu sorrindo. – Seu pai nunca concordou com ela, mas ele tinha uma devoção e respeito imenso por ela. Afinal, ela era a mãe dele. Mas ele nunca matou por matar, nunca participou das experiências dela, e ainda fez o que ela mais desprezada. Se envolveu com uma humana.

Eu entendia muito bem o tamanho da devoção que um vampiro sentia pelo seu criador, ao exemplo de Thiers e Kevin. Então conseguia acreditar que o meu pai realmente não tivesse sido como minha vó, e conseguia imaginar o quanto difícil deveria ter sido pra ele desacatar ela dessa forma.

- Tenho algo pra você. – eu anunciei para minha mãe antes de ir embora.

A levei para a varanda na frente de casa, e lhe mostrei uma planta nova que estava lá, no meio dos milhões de outras plantas que minha mãe tinha.

- È uma dama da noite. – eu disse. – Ela só floresce a noite, e só em certas épocas do ano, mas tem um cheiro muito bom.

- Seu pai tinha esse cheiro. – ela disse inspirando, fechando os olhos. – Alias, você também tem. – ela disse abrindo os olhos.

- Todos os vampiros têm. – eu expliquei. – Mas a trouxe para você se lembrar de mim, até quando for seguro vir te visitar.

Os olhos de Rossana se encheram de água, e ela me abraçou. Descemos juntas as escadas que davam para a rua, e abriu a porta para me deixar ir.

- Tome cuidado. – ela disse me abraçando mais uma vez.

- Vou sentir sua falta. – eu disse. Quando o abraço cessou, eu peguei minha última mala do chão e segui meu caminho com um aperto no coração, mas sabendo que estava indo para onde eu sempre quis.


"Eu estava descendo a Spring Street
Com uma mala em minha mão
E enchi com amor e vida e grandes ilusões

Eu sabia que você compreenderia

Quando eu passei por você pelas escadas
E seus olhos estavam molhados com lágrimas
Mãe, você sabia que eu tinha que ir
Mesmo depois de todos estes anos

E nós cantamos
Na na na na na na na
E ela disse
Na na na na na na na
E andamos
Na na na na na na na
Você está bem
Na na na na na na na

E eu encontrei em mim uma nova vida
E eu fui morar com alguns amigos
Nos agarramos aos nossos sonhos e vivemos como reis
Como se os dias nunca terminarão"

[Spring Street – Vanessa Carlton.]


N/A - Resposta de review:

C. - O caso Sam e Kevin foi esclarecido no capitulo anteriro, acho q vc não viu q eu jah tinah postado. Talvez eu realmente poste rápido demais xD

Mas não, vc nao estava imaginando coisas, sam teve m,esmo um ciuminho do Kevin. e eles seriam um casal fofo *-*

Será q o cabeludo é um vampiro??? Acho q no proximo capitulo jah explico isso ^^

Obrigadaaaa pelos Reviewss!! Sei q deve ser mais dificil sem ter conta aqui no fanficton!! (pq vc nao afz uma?? aih ele te avisa por email quano tem cap novo ^^)

Bjos!