E eis que chega o segundo capítulo!! O foco desse aqui é o povo de Konoha, espero que vcs gostem!
Momento propaganda: Quem gosta de Death Note, por favor, me dêem um apoio na minha nova fic Tears and Raindrops que já está disponível no meu profile!
Agradecimento às reviews: lillic binx, Merihan, sango7higurashi, 8D.Deh., Haru-chi, Tsunay Nami, Sue Dii, Merrick Kirie, Uchiha Lolitah, Cellinha Uchiha, Srta Hatake, Uchiha Madazitah e Sabaku no AnaH!!
Disclaimer: Naruto pertence a Kishimoto Masashi-sama!
Kirigakure no Yuurei
Capítulo II – Ramen?!
No restaurante de ramen de Konoha, que passara a ser de Ayame após a morte de seu pai Ichiraku, uma enorme mesa fora ocupada por uma confraternização de velhos amigos. Uzumaki Naruto, Hyuuga Hinata e seu filho de dezesseis anos, Hyuuga Kakashi; Uchiha Sasuke e seu filho de sete anos, Uchiha Fugaku; Nara Shikamaru, Nara Temari, sua filha de dez anos, Nara Miaka e seu filho de cinco anos, Nara Hideki; Hyuuga Neji, Hyuuga TenTen e sua filha de dez anos, Hyuuga Ayaka.
Doze pessoas no total, uma verdadeira festa. O falatório era enorme e a algazarra era geral. Ocasiões como aquela eram muito raras, já que na maioria das vezes muitos deles estavam em missão, ou ocupados demais com problemas internos para simplesmente se dar ao luxo de participar de uma confraternização. Aquele era um momento único que deixava todos felizes. Era bom ver que, depois de tantos anos, eles continuavam a ser os bons amigos de sempre.
E era também a chance que naruto precisava para implantar uma pequena idéia na mente de seu melhor amigo...
- Então Sasuke, como tem sido a vida sem a Ino? – ele perguntou, como pretexto para começar sua conversa.
Sasuke soltou um longo e profundo suspiro.
- Para mim é exatamente a mesma coisa. Você sabe como meu casamento era, Naruto, não preciso mentir para você. Só sinto pena do Fugaku-chan. Ele vai sentir falta de uma figura materna na vida dele. Não queria isso para meu filho.
Sasuke estava sério e mais frio do que nunca. Nos últimos quinze anos, seu coração fora gradativamente se fechando. Casara-se com Ino apenas para cumprir seu outro objetivo, restaura o clã Uchiha, e, bem, ele tinha suas necessidades também. Mas eles nunca tiveram uma boa relação. Ela aceitara se casar com ele apenas porque não tinha mais seu Sai, e não queria ficar sozinha até o fim de seus dias. Cuidara com empenho e amor de seu filho, como nenhuma outra mãe fizera, e agora, sem sombra de dúvidas, ele sentiria demais sua falta.
Sasuke tentava suprir aquela saudade enorme que seu filho tinha, mas ele não era como Ino, não saberia dar a ele o amor que ela dava. Tudo que o Uchiha desejava era que, um dia, Fugaku pudesse encontrar alguém que completasse sua vida, mesmo sem o amor de sua mãe. Algo que ele próprio, Sasuke, nunca teve.
Naruto suspirou pesadamente ao ouvir a resposta do amigo. Dois anos já haviam se passado desde que Ino falecera em uma missão com seu antigo time.
Bom, nada podia mudar o fato de que eles não se amavam. Seus verdadeiros amores estavam muito longe. Sai, no mundo dos mortos, onde, provavelmente, Ino já havia o encontrado. Sakura simplesmente não aceitara voltar para sua vila natal, mas Naruto não havia desistido de ter sua melhor amiga por perto.
- Eu sei onde ela está... – ele jogou a sentença no ar, fingindo não estar fazendo aquilo propositalmente.
Por um momento, ele pensou ter visto um brilho diferente nos orbes negros do Uchiha, mas foi muito rápido.
- Como você sabe? – a voz dele não estava normal. Ele estava sombrio, como se sentisse culpado, ou soubesse de alguma coisa que não havia contado ao Uzumaki.
- Eu sou hokage. Certas coisas eu preciso saber, simples assim.
Sasuke abaixou seu olhar para sua tigela por um tempo, completamente silencioso, suspirou e disse, gélido:
- Não me interessa saber onde ela está.
- Mesmo? – Naruto zombou. – Shizune me contou que, quando você estava internado no hospital, durante uma crise de febre era só o que você repetia: "Sakura, Sakura!"
Sasuke corou de leve ao ouvir as palavras de Naruto e virou o rosto, aborrecido. Maldita Shizune! Onde estavam os princípios de conduta médica quando se precisava deles?
Naruto não conseguiu abafar um risinho.
- Na há nada de errado nisso. Ela sempre estará em minhas lembranças e em meu coração.
Sasuke se virou para naruto, perplexo.
- E desde quando você é inteligente e me passa lições de moral? – ele perguntou em tom de escárnio.
Ambos caíram na gargalhada.
- É sério, Sasuke. Eu sei onde você pode encontrá-la.
Sasuke estava pronto para bombardear uma lista de motivos pelos quais ele não iria atrás dela, mas Naruto não permitiu que ele começasse sua frase:
- Eu sei que ela ainda significa muito para você. Significa muito para nós.
O uchiha parecia realmente perturbado com o que o Uzumaki estava dizendo. Era óbvio que ele nunca superara seus sentimentos, mas ele simplesmente não podia ir atrás dela. Ele tinha um motivo para não fazê-lo. Um motivo muito sério, que ele não ousara contar nem mesmo para Naruto.
- Eu não posso. Já tenho muito trabalho tentando reorganizar a Polícia de Konoha. Não tenho tempo para correr atrás de uma traidora.
Naruto balançou a cabeça de um lado para o outro de pôs uma mão no ombro de Sasuke.
- Lembre-se sempre que ela arriscou a vida dela para te buscar quando você era o traidor.
Aquelas palavras ultrapassaram todas as barreiras para bater fundo em Sasuke, quase o ferindo. Naruto estava mais do que certo. Ela nunca medira forças para resgatá-lo na época em que estava com Orochimaru. Mesmo rejeitando-a e maltratando-a ela nunca desistiu dele. Ela estivera sempre a seu lado.
Defendera-o dos ninjas do Som na prova chuunin; colocara-se entre ele e Gaara, para que o Sabaku não o machucasse; esperara-o na porta da vila para impedi-lo de partir... Tantas coisas a flor de cerejeira fizera por ele, mas, e ele? O que fizera por ela?
Chamara-a de irritante desde o dia que se conheceram; recusara-se a sair com ela todas as vezes que ela convidara; ignorara seus apelos para não deixar Konoha; largara-a sozinha, em um banco de concreto, no meio da noite; tentara matá-la quando se reencontraram depois de tantos anos...
Não pôde deixar de amaldiçoar-se mentalmente. Se havia alguém culpado por ela ter entrado na Akatsuki e se apaixonado por seu irmão, esse alguém era ele, sem sombras de dúvidas.
- Eu não posso, Naruto.
Hinata, que até o presente momento parecia totalmente absorta em uma conversa com TenTen, virou-se para o Uchiha e pôs sua delicada mão por cima da dele, confortando-o, seus olhos perolados quase o penetravam.
- O que aconteceu com a grande força do clã de elite Uchiha? Pensei que nada fosse impossível para vocês.
Sasuke se sentiu uma criança diante daquelas palavras. Parecia que tinha voltado para a época que seus pais ainda eram vivos, época que as doces palavras de sua mãe o ajudavam tanto a superar o pequeno ciúme que tinha da relação de seu pai com seu irmão.
- Arigatou, Hinata-san.
Hinata sorriu, aquele sorriso gentil que só ela tinha. Sorriso que conseguiria tranqüilizar quem quer que fosse.
- Não precisa agradecer, Sasuke-san.
