Eis aqui o terceiro capítulo! Não vou falar muito porque eu sei que quase ninguém lê, então, quem quiser maiores explicações ou quiser ler minhas falações sem sentido, o link do meu LJ está no meu profile!
Agradecimento às reviews: Merrick Kirie, Haru-chi, Sabaku no AnaH, lúcia almeida martins, Rain.3, srta Hatake, Sue Dii, 8D.Deh., Lu.st Shinoda, Miko Nina Chan, susan, Bruna Lopes, Luna Stuart, Uchiha Madazitah e Paty! Arigatou meninas!!
Disclaimer: Naruto pertence a Kishimoto Masashi-sama!
Kirigakure no Yuurei
Capítulo III – Uma missão para Haruno Sakura
- Mizukage, você tem absoluta certeza do que está me pedindo? – a kunoichi de cabelos róseos estava perplexa, mais do que isso, estava com uma vontade enorme de matar aquele velho. A idade estava apoderando-se de suas funções cerebrais, essa era a explicação, só podia ser.
- Claro que tenho, Haruno-san. Sua filha não parece ter nenhuma objeção.
Panji estava sentada em uma poltrona, ao lado de sua mãe, observando a conversa dos outros dois com um sorriso de divertimento nos lábios. Aquela cena era impagável.
- Mizukage, eu tenho trinta e cinco anos e não saio em missão há quinze! Como espera que eu consiga acompanhar o ritmo da melhor oinin da vila?!
- Haruno-san, você só está dizendo isso para não aceitar minha oferta. Nós dois sabemos muito bem que você está mais do que em forma. Você é uma ninja de nível elevadíssimo, superou a Godaime da Folha e é a última integrante viva da extinta Akatsuki. Não há dúvidas de que você é uma das melhores ninjas de sua geração!
O desejo de torcer o pescoço daquele velho crescia cada vez mais no peito da Haruno. Sair em missão com Panji? Só podia ser uma piada.
Panji segurava-se para não cair na risada, mas só consegui realmente se controlar ao ver o olhar assassino que sua mãe lhe lançou. Se havia uma única pessoa no mundo que ela respeitava, esse alguém era Haruno Sakura. Lembrava-se muito bem do que acontecera da última vez que subestimara sua mãe e, definitivamente, não era algo que gostava de relembrar com muita freqüência, muito menos gostaria de reviver tal situação.
- É uma missão muito simples. – o mizukage continuou. – Vocês pegam uns ninjas fugitivos e voltam. Simples, prático e rápido.
- Então por que ela precisa ir? – Panji perguntou com um tom ameaçador.
Quem aquele velho achava que era para designar um companheiro de time para ela em uma missão que ele mesmo acabara de dizer que era fácil? Ele estava subestimando-a mais uma vez. Ninguém nunca subestimava Kirigakure no Yuurei sem sofrer com as conseqüências.
O Mizukage sentiu um arrepio subir-lhe pela espinha ao ouvir aquela vontade assassina na voz da menina.
- Porque eu tenho um serviço a mais para você.
Panji contentou-se com a resposta e voltou a se calar.
- E por que você não manda um outro oinin? Por que eu tenho que ir? – Sakura voltou a insistir.
- Por duas razões. Um: Panji odeia missões em grupo, não que ela precise de ajuda é claro. Dois: a missão é nos arredores da vila oculta da Folha.
A expressão de Sakura mudou drasticamente.
- Não posso. – ela disse, quase tristemente.
Panji já estava realmente entediada com todo aquele gasto desnecessário de tempo, e agora sua mãe parecia estar triste. Haruno Sakura triste? Algo que ela simplesmente não podia deixar acontecer, era ridículo demais.
- Okaa-san, pare de bancar a difícil. Aceite logo essa porcaria de missão. O tempo que estamos gastando aqui é o suficiente para irmos atrás dos ninjas, pegá-los e voltar para casa.
Sakura encarava sua filha com a mesma tristeza no olhar. Ela jamais entenderia porque ela não podia colocar os pés no País do Fogo. Era doloroso demais. Doloroso demais pensar em tudo que passara lá, sua infância e parte de sua adolescência.
Não queria voltar lá, nem que por apenas alguns minutos se isso significasse que ela poderia reencontrar o responsável pelo maior de seus sofrimentos. Se o visse, não poderia garantir que não tentaria matá-lo dessa vez.
- Eu sou uma traidora, não posso entrar na vila. – ela disse por fim.
Foi a vez do mizukage se irritar:
- Já se passaram quinze anos! Ninguém nem lembra que você cometeu algum crime contra Konoha! E, se não me falha a memória, o hokage era um de seus melhores amigos, não era?
Sakura assentiu. Não conseguiria nada ali, pelo visto. Não tinha muitas opções, afinal...
- Dê-me logo esses pergaminhos. – ela disse, irritada.
O mizukage abriu um sorriso de satisfação e entregou os pergaminhos com as instruções para a missão. Abriu uma gaveta em sua escrivaninha e entregou também uma máscara de oinin e uma bandana da Névoa.
Sakura aceitou o presente com muita má vontade.
- Que fique bem claro que o único compromisso que eu tenho com essa vila é o de completar essa missão, e nada mais.
- E ninguém cobrará de você mais do que isso. – ele garantiu.
Sakura assentiu, um sorriso brincando em seus lábios.
Mãe e filha deixaram a sala da autoridade máxima da vila da Névoa e foram andando lentamente para cada. Haviam preparativos para serem feitos e armas para serem afiadas.
- Tem certeza de que não está enferrujada, okaa-san? – Panji alfinetou, sorrindo sarcasticamente.
- Não me subestime, criança. Você não quer fazer isso, e sabe muito bem disso. – o sorriso que Sakura exibia era exatamente igual ao que Panji tinha em seus próprios lábios.
Uma lembrança clara de Itachi, em ambas. Na filha, por genética, na mãe, por convivência.
- Você tem razão, okaa-san. Como sempre. – Panji ria, divertida.
Poderia ser interessante sair em missão com sua mãe. Sempre imaginara como ela deveria ser em um campo de batalha, como ela agia em missões. Assim ela veria o que seu pai viu tantas vezes, e isso a tentava, e muito.
Sakura, por outro lado, não estava exatamente pensando na missão, e sim, no lugar aonde ela teria que ir por conta dela. Pensava em como estaria sua vila natal depois de tantos anos, como Naruto estaria lidando com a administração da vila, como estaria o hospital, as pessoas, tudo. E, principalmente, pensava em um certo Uchiha que a abandonara e depois lhe tirara aquilo que tinha de mais precioso.
O destino adorava pregar peças, e ela tinha a estranha certeza que, mais uma vez, ele pregaria uma peça nela. Tinha a estranha certeza de que veria Sasuke naquela missão, por mais irritante e inconveniente que isso fosse. E precisava estar preparada emocionalmente para esse momento.
