Eu sei que eu demorei, mas aqui está o capítulo! Para mais detalhes e explicações, visitem meu LJ! XD

Agradecimento às reviews: Bruna Martins Balbino, Haru-chi, Merrick Kirie, sango7higurashi, Uchiha Madazitah, Paty, Meriham, Miko Nina Chan, Sue Dii, Paula, Uzu Hiina, HannaHs2, susan e 8D.Deh.!!

Disclaimer: Naruto pertence a Kishimoto Masashi-sama!


Kirigakure no Yuurei

Capítulo IV – Sorriso?

Era um belo dia de sol na vila oculta da Folha. A estrela resolvera dar um presente à vila e banhara-a com uma grande intensidade de seus raios amarelados.

Em uma pequena abertura da floresta, o herdeiro Uchiha, Uchiha Fugaku, treinava incansavelmente o jutsu que queria tanto aprender: Gokakyu. Tentava, tentava e tentava, mas tudo que conseguia era um pequeno traço de chama que poderia ser comparado a uma fogueira de pequeno porte. Seu chakra era consideravelmente grande para sua idade, mas ainda não era o suficiente para os jutsus do estilo de seu clã, o Katon.

E sua frustração aumentava mais cada vez que tentava. E o que mais o perturbava eram as palavras que uma vez ouvira seu pai falar, e que nunca saíram de sua mente: "Um Uchiha só pode se considerar digno de seu nome depois de dominar o Gokakyu."

Suspirou pesadamente e deixou-se cair na grama, sentindo-se derrotado. A vontade que tinha era deixar as lágrimas que lhe queimavam a garganta rolarem livremente por seu rosto, mas não podia. Seu o deserdaria se descobrisse que ele chorara.

Tentando pensar em outra coisa para esquecer o quão frustrante tudo aquilo era, ele tentou trazer a sua mente a imagem de sua mãe, mas as únicas que vinham eram aquelas que ele tinha visto em fotos. Por mais que tentasse, também não conseguia se lembrar de nenhum momento que passara com ela.

- Okaa-san... – ele sussurrou baixinho, deixando uma única lágrima cair de seus orbes negros.

E foi nesse instante, que ele sentiu uma força que o puxou para cima.

- Uma criança chorando, que comovente! – um homem alto, de aparência suja era o dono daquela voz odiosa e maliciosa.

- Me põe no chão! – Fugaku gritou, debatendo-se, tentando desesperadamente escapar daquele ser imundo que o segurava.

O homem riu sinistramente.

- Odeio crianças. Acho que vou te matar, sabe como é, só para me divertir um pouco.

O pequeno Uchiha sentiu o terror dominar seu corpo. O que faria? Ele era pequeno demais para tentar lutar com aquele monstro enorme. E, considerando a posição que estava na floresta, a pessoa mais próxima deveria estar a dez quilômetros de distância!

- Ainda com mania de importunar criancinhas? – uma voz feminina soou, do nada, como se atendendo às preces silenciosas do Uchiha.

Fugaku viu o horror crescer nos olhos castanhos do homem que o segurava, o que o impressionou. Como um homem com aparência tão forte teria tanto medo de uma voz feminina?

A dona da voz saiu de cima de uma árvore e com um movimento imperceptível a qualquer olho humano, cortou a garganta do homem, fazendo-o cair no chão, inerte em uma pequena poça de sangue.

Fugaku caiu dolorosamente no chão.

- Gomen nasai! – ela disse, ajudando o pequeno a se levantar. – Você está bem?

- Ei! O que está tentando fazer? – uma voz masculina soou, autoritária.

A garota se virou e viu um jovem ninja se aproximando. Seus cabelos eram intensamente negros e seus olhos eram perolados, sem pupila. Insinuou pegar uma kunai, mas Fugaku o impediu.

- Não Kakashi-san! Ela me ajudou.

O jovem de nome Kakashi lançou um olhar intrigado para a garota a sua frente. Ela usava um vestido preto, que alcançava seus joelhos, sem cobri-los; as fendas laterais permitiam ver o short vermelho que usava por baixo. Seus braços estavam enrolados com ataduras e ela tinha uma katana presa nas costas. Entretanto, o que mais chamava a atenção era a bela máscara que usava.

- Oinin da Névoa? – Kakashi perguntou.

- Sim, Hyuuga. Sou Kirigakure no Yuurei.

O fato de que ela lhe chamara pelo nome de sua família sem nunca ter o visto antes passou despercebido por seus ouvidos assim que ele ouviu o restante da frase dela. Não havia um único ninja no mundo que nunca tivesse ouvido falar da renomada Kirigakure no Yuurei. Ela era temida e respeitada.

Seu raciocínio corria a toda velocidade. O que deveria fazer? Chamar alguém? Lutar contra ela? Nenhuma das opções lhe pareceu satisfatória. Mas, para seu alívio, não precisou mais pensar tanto, já que mais uma pessoa resolvera aparecer na clareira.

- Gaku-kun, estava te proc-... – mas a frase morreu em sua garganta assim que viu o que estava acontecendo. – O que está acontecendo aqui, Kakashi-kun?

- Essa kunoichi, Sasuke-senpai é a...

- Kirigakure no Yuurei, eu sei.

A jovem kunoichi riu maliciosamente.

- Vejo que os shinobis de Konoha me conhecem bem. – seu tom variava do escárnio à malícia. – É uma honra ser conhecida pelo chefe do grande clã de elite Uchiha.

Sasuke continuou fitando-a com intensidade.

- Ora, ora... Que temos aqui? – uma segunda voz feminina soou de cima de uma grande árvore.

Os corpos de três homens caíram em cima do cadáver do bandido que atacara Fugaku, e a dona da voz, outra kunoichi, juntou-se ao pequeno grupo que cada vez aumentava mais.

- Se não é Uchiha Sasuke. – ela disse rindo.

Sasuke deixou de encarar a Fantasma da Névoa para depositar seus olhos na outra mulher, com um espanto sem igual. Como sua companheira, ela usava uma máscara de oinin da Névoa, mas trajava uma capa diferente. Uma capa com capuz e nuvens vermelhas. Símbolo de um passado remoto.

- E acompanhado por um jovem Hyuuga... Interessante...

- Senpai, você a conhece? – Kakashi sussurrou para seu superior, espantado por mais uma vez ter o nome de sua família reconhecido por ninjas de Kirigakure.

- Ela é a última recordação de um passado de terror sangrento. Ela é a lembrança o medo do mundo shinobi.

Kakashi mirou o Uchiha, apavorado. Ele estava falando...?

- Ela é Akatsuki no Hana.

Se antes Kakashi sentiu o pavor correr por suas veias, agora já não mais sabia como se sentir. Estava diante das duas kunoichis mais poderosas do mundo shinobi.

- O que faz aqui, Sakura-chan?

Agora sim o Hyuuga estava apavorado. Como assim Sasuke chamara a última sobrevivente da Akatsuki de "Sakura-chan"? Ele era íntimo de uma traidora procurada?

Sakura riu e baixou o capuz de sua capa enquanto tirava a máscara do rosto.

- Cumprindo uma missão, não é óbvio? – ela disse, ainda rindo.

- Shinobi da Névoa? Se queria voltar à ativa deveria ter vindo para casa.

Sakura soltou uma gargalhada fria que fez o Uchiha mais velho lembrar-se de Orochimaru. (Será que era a Akatsuki a responsável pela mudança das gargalhadas de seus integrantes?)

- Casa? O que você bebeu hoje, Sasuke?

Entretanto, Sasuke não riu. Apenas continuou sério.

- Aqui é sua casa, Sakura. Não importa o que diga ou o que não diga. Você nasceu, cresceu e treinou aqui. Konoha é sua casa. Além do mais, tenho certeza que Hokage-sama adoraria te ver.

Sakura continuou rindo e resmungou algumas coisas, mas não respondeu efetivamente ao comentário de seu ex-companheiro de time.

Kakashi, por sua vez, olhava de Sasuke para Sakura, intrigado. Havia um grande pedaço de história que havia sido omitido a ele.

- Quando eu disse que não voltaria, eu falava sério. – ela finalmente respondeu.

- Já faz muito tempo, Sakura.

- Você matou meus sonhos naquela noite. Não venha com essas palavras idiotas depois de todo esse tempo. Eu não preciso delas.

- Eu apenas matei que matou minha família.

- Ele também fazia parte da sua família, você só terminou de dizimar seu clã.

- Eu realizei meu objetivo, não vou pedir desculpas por isso. Afinal, ninguém sente falta dele.

- Você está errado. – para a surpresa de todos, foi a voz da Fantasma e não da Flor que soou. – Existem pessoas que sentem falta dele e outras que gostariam de ter tido a chance de conhecê-lo.

Sasuke a mirou com curiosidade. Palavras estranhas para alguém que não sabia da história...

- Quieta, Panji. – Sakura ralhou.

Panji obedeceu e se calou. Realmente, falara mais do que deveria e agora plantara na mente de um Uchiha, suspeitas que nunca deveriam ter se passado pela cabeça dele.

- Tsunade-sama recusa-se a morrer antes de te ver mais uma vez. A melhor aluna que ela teve em toda sua vida.

Ao ouvir o nome de sua shishou, a expressão fria de Sakura desapareceu. Parecia, novamente, a Sakura de dezesseis anos, que deixara sua vila para correr atrás de seu objetivo e não a Sakura que lutava ao lado de Uchiha Itachi.

As peças do quebra-cabeças começavam a se montar na mente de Kakashi. Já ouvira falar de Haruno Sakura, a kunoichi que superou a Godaime. Só nunca imaginara que ela e Akatsuki no Hana eram a mesma pessoa, afinal, sempre pensara que o nome da kunoichi da Akatsuki fosse Uchiha Hana.

Panji percebeu, com muito desagrado, a mudança de sentimentos que se passava em sua mãe, e simplesmente não podia deixar aquela coisa patética continuar. Tinha uma missão para terminar.

- Haruno-senpai, a missão! – ela disse em um casual tom de alerta, escondendo dos ninjas de Konoha a verdadeira relação entre elas.

Sakura acordou de seus devaneios com as palavras de sua filha. Ela se aproximou do corpo dos homens que perseguiram por três dias e jogou-os em seus ombros, com a ajuda de seu chakra.

- Até mais, Sasuke.

Por um momento, Sasuke pensou ter visto um sorriso verdadeiro aparecer no rosto da kunoichi de cabelos róseos, mas não teve tempo de confirmar se estava certo, já que no segundo seguinte ela já não mais estava ali.

Todavia, Panji continuava exatamente no mesmo lugar de antes.

- O que ainda faz aqui? – ele perguntou com rispidez.

- Eu deveria fazer você engolir suas palavras. – ela disse em um tom igualmente ríspido.

Ela retirou sua máscara e começou a andar, na direção que sabia que ia dar na entrada da vila da Folha.

- Mas não vale a pena eu sujar minhas mãos com escórias.

Sasuke nada respondeu. Apenas sentiu a raiva crescer dentro dele. Raiva essa que não sentia há muito tempo. Algo no jeito, nos olhos e nas palavras dela lhe soavam muito familiar. Exageradamente familiar.

- Ei! – o pequeno Fugaku gritou. – Quem você pensa que é para falar com meu pai desse jeito?

Panji soltou um risinho.

- Não seja como seu pai, criança. Ou você vai ser muito fraco.

Fugakue tentou correr na direção de Panji, mas seu pai o impediu, para sua frustração.

- Kakashi, vá na frente contar a seu pai o que viu aqui.

Não era preciso ordenar duas vezes.