Ei pessoal, me perdoem pela demora longa. Sinto muito por isso, de verdade. Bom, espero que o cap esteja bom o suficiente para vocês não ficarem bravos comigo! XD

Agradecimento às reviews: Paula, Merrick Kirie, Lord Zero X , sango7higurashi, HannaHs2, Hiina, Sue Dii e susan!

Disclaimer: Naruto pertence a Kishimoto Masashi-sama!


Kirigakure no Yuurei

Capítulo V – Konoha

- Então ela já chegou?

Foi com muita surpresa que Kakashi recebeu as palavras de seu pai.

- Que quer dizer com isso, otou-san?

Naruto estava sentado em sua cadeira, braços cruzados, expressão fechada.

- Existem coisas que chuunins não precisam saber, Kakashi-kun.

Kakashi olhou torto para seu pai, visivelmente aborrecido. Odiava quando seu pai falava com ele daquele jeito.

- Então não fale com o chuunin. Fale com um representante da família principal do clã Hyuuga. – o tom de Kakashi era claro e determinado.

Naruto bufou e encarou seu filho. Se havia uma coisa que dera muito desgosto a ele no nascimento de Kakashi, era o fato dele não poder carregar seu sobrenome. O nome do clã Hyuuga era muito forte e, é claro, estava acima do nome Uzumaki, mesmo que esse agora fosse o nome do hokage de Konoha.

Clãs de elite, kekkei genkai... Isso vinha acima de qualquer coisa. E Hyuuga Kakashi era, definitivamente, um gênio. Suas habilidades de manipulação do byakugan eram melhores do que as de Hyuuga Neji quanto tinha a mesma idade.

- Muito bem, então. Eu conto. – Naruto suspirou. – Desde que a Akatsuki foi extinta, vivemos um intensificado clima de paz. É claro que isso é o que nós desejamos, entretanto, as vilas shinobi já não são mais necessárias como eram há alguns anos. Curtindo esse clima, os chefes dos países do Fogo e da Água finalmente assinaram um tratado de paz. O que torna Kirigakure nossa aliada.

- E o que essa garota tem a ver com isso?

Naruto bufou mais uma vez. Era muito claro que ele estava muito irritado.

- Nas guerras que o Fogo travou contra a Água, sem a ajuda shinobi, a Água sempre venceu. O chefe do país do Fogo fez de tudo para ter certeza da confiabilidade da Água, então se submeteu a todas as regras que eles impuseram.

Kakashi escutava tudo com extrema curiosidade e compenetração.

- E uma dessas regras diz que deve sempre haver em Konoha um agente de confiança do mizukage.

- E isso quer dizer... ?

- Exatamente. Eles vão observar cada passo que dermos. Estarão nos vigiando todo o tempo. E antes que me pergunte, não, eu não gosto nem um pouco de ter um ninja da Névoa grudado em mim. Mas eu não tenho escolha, ou nos submetemos, ou a Névoa vai começar uma guerra, o que, na minha opinião, é o que eles queriam desde o início.

Kakashi não disse nada. Apenas ficou observando o céu azul de Konoha pela janela aberta da sala do hokage.

- Mas, se não houver mais guerras, Konoha desaparecerá.

Um traço de preocupação passou pelo rosto de Naruto, mas logo em seguida seu típico sorriso iluminou suas feições.

- Konoha não morrerá enquanto houver uma única pessoa que se orgulhe de usar a bandana da Folha e que queira defendê-la.

Kakashi sempre sentira adoração por seu pai. O jeito que ele falava e contagiava a todos sempre o intrigara, e cada dia mais ele tinha orgulho de dizer que Uzumaki Naruto era seu pai. Seu maior sonho, sem dúvida, era ser tão forte como ele. Não queria ser hokage, mas gostaria de chegar ao nível de seu pai, ou, pelo menos, chegar a outra figura que ele também admirava muito: seu avô, o Yondaime, Namikaze Minato.

Contudo, para sua frustração, sempre que falavam dele, o comparavam com membros do clã Hyuuga, como seu tio Neji, por exemplo. Ele era, antes de tudo, o herdeiro da família principal do clã, e esse era seu maior temor. Ele jamais seria lembrado como o filho do mais poderoso hokage que já existiu na história de Konoha.

Naruto pareceu perceber o que se passava na mente do Hyuuga.

- Não importa qual caminho você siga. Você é um Hyuuga, mas também é meu filho e nada pode mudar isso.

Kakashi abriu um enorme sorriso, assustadoramente parecido com o do Uzumaki.

- Arigatou, otou-san.

Naruto sorriu e também olhou, sonhadoramente, para a janela.

- Sua mãe já lhe contou?

Kakashi o encarou, confuso.

Naruto continuava a mirar as nuvens felpudas e branquinhas que pairavam gentilmente sobre a imensidão azul do céu.

- Hinata está grávida.

Kakashi abriu um enorme sorriso. Aquela era a melhor notícia que ele poderia ter recebido naquele momento.


- É uma grande honra conhecê-lo, Uzumaki-sama. – Panji disse, fazendo uma reverência.

- Posso o dizer o mesmo de você... Há muito desejo conhecer a Fantasma da Névoa. Confesso que não esperava ver uma garota jovem e tão bonita.

Panji sorriu. Um sorriso sem emoções.

- As pessoas em geral me falam isso. – ela comentou, ligeiramente entediada. – E pode me chamar apenas de Panji.

Naruto fez um leve movimento de cabeça.

- O velh-... digo, o mizukage me pediu para observar o trabalho shinobi de Konoha, principalmente no que se refere à formação dos jovens ninjas. O senhor deve saber que pretendemos mudar a nossa Academia.

- Sinta-se em casa, Panji-san. Você é livre em qualquer parte de Konoha, sinta-se à vontade para fazer o que quiser.

Panji sorriu, forçosamente. Ambos ali sabiam quais eram as razões por trás de toda aquela idiotice. Ambos ali sabiam quais eram os planos do Mizukage para Konoha, a única diferença era que ela tinha certeza e ele apenas imaginava...

- Sabe, Panji-san, eu tenho um filho da sua idade e não consigo imaginá-lo como um oinin, afinal ele é apenas um chuunin. Por isso me intrigo... Como uma menina como você conseguiu tanto poder em um período tão curto de tempo? – os olhos cor de safira do Uzumaki brilhavam de curiosidade.

As feições de Panji se endureceram, e ela mirou a janela, contemplando uma visão que ela nunca vira na vida. Contemplando uma beleza que ela nunca vira na vida.

- Está em meu sangue.

Naruto ergueu uma sobrancelha. Quem seriam os pais dessa menina tão jovem e tão temida? Quem gerara essa kunoichi genial?

- Hokage-sama! – uma voz o tirou de seus devaneios. – É uma emergência! Quatro ninjas renegados estão forçando a entrada na vila! Os vigias foram mortos!

Claro que, depois de tantos anos de experiência no cargo, Naruto sabia exatamente que atitude tomar em cada situação. Mas dessa vez, ele não precisou se dar ao trabalho de pensar.

- Minhas sinceras desculpas, Uzumaki-sama. Eu perdi o rastro desses ninjas perto das ruínas de Otogakure. Pensei que tivessem sido mortos pela fome e o cansaço. Errei ao tirar conclusões sem provas. Permita-me acabar com esse estorvo, era meu trabalho.

Naruto a encarou, desconfiado. Tudo bem que, de fato, o suposto erro era dela, mas ele deveria mesmo deixar uma ninja de outra vila intrometer-se nos assuntos internos da Folha? Contudo, a segurança deveria vir em primeiro lugar, e também era um fato que demoraria alguns minutos para reunir alguns ninjas que pudessem acabar com os invasores.

- Vá. – ele disse por fim.

Panji pôs sua máscara e desapareceu.


Os moradores civis de Konoha corriam, apavorados. Se aqueles quatros shinobis foram capazes de matar os vigias tão facilmente, o que seriam capazes de fazer com eles, simples habitantes daquela vila?

Panji mirou o pequeno pandemônio que se formava na entrada da vila e riu.

Patético.

Ela pegou quatro kunais e jogou-as. Cada uma parou na frente de um dos ninjas invasores.

- Só aviso uma vez. Ou dão meia volta agora, ou morrem aqui. – sua voz estava seca e fria, o tipo de voz que ela só usava em missões e batalhas.

Nenhum deles conteve as risadas.

- Você é apenas uma. – um deles disse, debochado. – E você nem é uma ninja de Konoha. Por que quer nos parar?

Panji sorriu cruelmente, sorriso tão comum em seu rosto pálido, mas mesmo assim estranho para o rosto de uma menina de quinze anos. Mas, como eles não podiam ver tal sorriso, não puderam sentir o poder que ele emanava.

Uns ninjas de Konoha começavam a chegar perto do lugar onde eles estavam. Ela fez um muxoxo. Eles podiam atrapalhar.

- Por favor, fiquem atrás de mim. – ela disse, a voz abafada pela máscara de cerâmica.

Eles se encararam entre si e resolveram acatar o pedido. Primeiro, porque eles sabiam o poder que ela tinha, segundo porque eles queriam vê-la em ação.

Ela fez alguns ins com as mãos e sussurrou palavras que ninguém conseguiu entender. Assim que terminou, pesadas gotas negras começaram a cair do céu.

Finalmente, os quatro ninjas invasores ficaram apavorados, como deveriam ter ficado desde o momento em que a viram entrar em seus caminhos.

Mais uma série de ins. Antes de ela terminar eles já gritavam por clemência.

Ela apenas olhou-os com desprezo. O que, de novo, não faria diferença para eles.

- Katon – Gokakyu no jutsu.

Um único sopro de fogo foi o suficiente para fazer o óleo da chuva multiplicá-lo e simplesmente transformar os quatro invasores em cinzas. Junto com algumas árvores ao redor.

O horror passava pelos olhos de todos os ninjas de Konoha. Era incrível para eles que ela pudesse ser tão fria. Ela só tinha quinze anos!

Sasuke se aproximou dela e disse, em alto e bom som:

- Não acha que foi demais?

Ela tirou a máscara e o encarou com a mesma expressão fria que dispensara aos invasores.

- Por quê? A morte é sempre igual. E eles iam morrer de qualquer jeito. Esse era apenas o caminho mais rápido.

- Você deveria respeitar mais vidas humanas.

Panji bufou.

- Quem é você para me dizer isso? Quais vidas você respeitou? Aposto que a do seu irmão foi a mais respeitada por você.

Ela sabia que tinha falado demais, mas não se importava. Quem ele pensava que era para falar com ela daquele jeito?

Ele nada disse, apenas sustentava o olhar que ela direcionava para ele. Sim, eles ainda teriam muitos problemas um com o outro.