Oi gente!

Quero agradecer ao apoio de todos vocês quanto ao pequeno probleminha do plágio. Valeu mesmo, é por isso que eu amo vocês!

E que fique bem claro que jamais pararia de escrever por conta disso!

Para melhores respostas e tudo mais, vou atuslizar meu LJ hoje. u-evangeline(ponto)livejournal(ponto)com

Agradecimento às reviews: Amanda tenten-sama, sango7higurashi, Pequena Perola, Miko Nina Chan, Paula, Tia Kirie, ana rodrigues, Uchiha Madazitah, Sue Dii e Biah Uchiha!

Disclaimer: Naruto pertence a Kishimoto Masashi-sama.


Kirigakure no Yuurei

Capítulo VI – O lar de suas origens

Panji andava, aborrecida, até o lugar onde Naruto dissera que ela iria se hospedar. De todos os bairros e ruas de Konoha, o hokage decidira hospedá-la no pior lugar possível. O bairro Uchiha.

Havia poucas coisas que ela se dava ao trabalho de odiar. E uma delas era fraqueza. Colocando em consideração todos os seus conceitos de força, Uchiha Sasuke, seu tio, era o homem mais fraco do mundo ninja. Isso somado ao fato de que ele assassinara seu pai.

Assim que recebeu a missão do mizukage, ela sabia que sua sorte mudaria. Sabia que confrontaria com o passado de seus pais, e teria que encará-lo de frente, orgulhosa como sempre fora. E ter que ficar no bairro Uchiha por um tempo indeterminado, tendo que encarar o ser que ela mais odiava no mundo não seria uma tarefa simples.

Não que ela fosse ter problemas sentimentais. O problema era se ela teria a força suficiente para não trair seu segredo e não matar seu tio.

Continuou andando vagarosamente, até começar a avistar as belas construções do majestoso bairro. Uma coisa ela tinha que admitir, ele fizera um bom trabalho reconstruindo e reestruturando o bairro que fora destruído por Itachi. Estava lindo, como nas origens do clã.

O bairro fora repovoado, já não era mais exclusivamente do clã, embora ainda mantivesse o nome de seus fundadores. Vida transbordava de cada lojinha, cada quiosque, cada pedestre passeando na rua.

A mansão principal mantinha a glória de seus primeiros dias, e era também a única construção pertencente a um Uchiha.

- Bem-vinda a Konoha. – Sasuke disse ao ver sua hóspede se aproximando, num tom falsamente amigável.

- Não precisa fingir, Uchiha-san. Nós dois sabemos muito bem o que pensamos um do outro. Deixe para fazer teatro na frente do hokage.

Sasuke fez uma careta.

- É bom ver que temos opiniões em comum. – ele debochou. – Acompanhe-me.

Sasuke foi andando na frente, enquanto Panji o seguia de perto. Entraram pela sala, e passaram direto por um corredor que emanava uma energia diferente do resto da casa.

Panji parou e ficou encarando o corredor escuro, como se ele pudesse falar alguma coisa, como se ele a chamasse para explorá-lo.

- Não a aconselho a entrar aí. – Sasuke disse, estranhando o fascínio que parecia tomar conta da garota.

- Por que não? – ela perguntou, cheia de uma curiosidade inocente.

- Essa parte da casa foi a única que eu não reformei, na verdade ninguém conseguiria entrar nesse corredor. No final dele é a porta do quarto do meu irmão. Parece que ele protegeu com algum tipo de jutsu.

Panji sentiu seu coração acelerar por um instante. Então fora no quarto, no fim daquele corredor, que seu pai vivera sua infância e parte de sua adolescência? Queria poder entrar, vasculhar cada cantinho daquele lugar. Sasuke afirmou que ninguém conseguiria passar, mas e se ela pudesse? O sangue dele corria por suas veias, sua mãe sempre lhe dissera que seu chakra era idêntico ao de Itachi. Será que haveria a possibilidade de ela ser capaz de entrar?

- Algum problema, Panji-san? – Sasuke perguntou, desconfiado.

- Gomen nasai. – ela se desculpou, saindo daquele transe. – A energia é muito forte.

- Eu sei. Parece... tentador, não é? Mas tome cuidado. Realmente acho que alguém morreria se entrasse aí.

Panji continuou-o seguindo Sasuke escada à cima, sua mente ainda viajando por aquele corredor.

- Ele era mesmo tão perigoso assim? – ela perguntou.

- Quem?

- Uchiha Itachi.

Sasuke riu.

- Perigoso? Eu sou perigoso, Naruto é perigoso. Ele era bem mais do que isso.

Panji sorriu. Ansiava por ouvir histórias sobre Itachi. Sua mãe tinha a péssima mania de romancear as histórias que contava, mas isso era culpa do amor imenso que nunca deixara de nutrir por ele. Mas com Sasuke seria diferente. Cada célula de seu corpo odiava Itachi, e, com certeza, suas histórias teriam um ponto de vista completamente distinto do de Sakura.

- Mas isso não é muito distante para você. Diria que você é tão perigosa quanto ele. Principalmente depois daquele jutsu da chuva de óleo.

O sorriso da menina se alargou consideravelmente. Aquele era o melhor elogio que ela poderia ter ouvido.

- Obrigada.

Sasuke balançou a cabeça, incrédulo. Era simplesmente inacreditável que uma menina de quinze anos fosse daquele jeito. Do mesmo jeito que era inacreditável pensar que seu irmão, com treze anos, matou um clã inteiro.

- Você me intriga.

Ele parou no topo da escada e virou-se para ela, encarando-a com olhos duros.

- Quem você é realmente? – ele perguntou.

Um sorriso malicioso se abriu no rosto de Panji.

- Você sabe quem eu sou. Sou Kirigakure no Yuurei, a melhor caçadora da vila da Névoa, e agora a representante da Água no país do Fogo. Nada a mais, nada a menos.

Ele continuava a mirá-la, sem vacilar.

- Você nunca deixou um sobrevivente. Isso é quase impossível, principalmente para um ninja normal. Tenho certeza que você tem alguma kekkei genkai, do contrário não seria capaz de matar todos.

Panji riu.

- Você só conhece as histórias que te contam. A realidade é bem diferente, Uchiha-san. Eu trabalho sozinha e tenho meus métodos, por isso ninguém sai vivo, não tenho parceiros para me atrapalhar.

- Mas Sakura veio com você até aqui.

- Só porque eu ficaria. Haruno-senpai veio para levar os corpos, ou ninguém faria isso.

- Para alguém que trabalha sozinho, deve ter sido difícil ter um parceiro, para variar. Qual foi o critério de escolha.

- Foi o mizukage quem escolheu.

- E você não reclamou? Que peculiar... – ele debochou. – Porque, é claro que você é bem mandada...

Panji não conseguiu segurar a risada que saiu de sua garganta. Ele começava a desconfiar, isso era... Hilário.

- O que você tem a ver com isso, Uchiha-san? Isso não envolve sua vila, não deveria ser interessante para você. Preocupe-se com coisas mais úteis.

- A partir do momento que você pisou nessa vila, tudo sobre você nos influi. Tanto você quanto eu sabemos que essa aliança é tão frágil quanto um vaso de porcelana. E se uma guerra começar, você sozinha é capaz de matar mais da metade de nossos ninjas.

Panji subiu alguns degraus, colocando-se a mesma altura de Sasuke.

- Fico feliz que você tenha noção disso. Mas eu não tenho que te responder nada sobre minha vida pessoal.

- Qual seu sobrenome?

- Não tenho.

- Não tem, ou não quer me dizer?

- Nunca usei meu sobrenome para nada, Uchiha-san. Na academia eu era Panji, a flor congelada. Depois que me formei, passei a ser conhecida nos quartéis como Yuurei. E esse agora é meu nome. Kirigakure no Yuurei.

- Não adianta esconder por muito tempo. Eventualmente os nomes de seus pais virão à tona.

- Não conte com isso, Uchiha-san. E para que você quer saber? Não fará diferença.

- Tenho minhas suspeitas.

- Suspeitas errôneas, posso te garantir. E meus pais não são nada conhecidos. Mesmo sabendo os nomes deles, não fará a menor diferença para você.

- Você dissimula bem, Panji, mas não é o suficiente para me enganar.

- Se não se importa, Uchiha-san, amanhã cedo eu tenho uma reunião na ANBU. Parece que eu tenho que ser submetida a algumas toneladas de interrogatórios e coisas do tipo, eu gostaria de descansar.

Sasuke estreitou os olhos e levou-a até o quarto de hóspedes, ao lado de seu próprio quarto.

A estadia dela duraria mais tempo do que deveria, ele sabia disso. Mas não descansaria até descobrir seu segredo.

- Tenha uma boa noite, Panji.

- Espero o mesmo para você.

E fechou a porta ruidosamente.

Agora era uma questão de tempo até que ele descobrisse que Sakura era sua mãe e, conseqüentemente, que Itachi era seu pai. Aquela pequena informação geraria uma pequena revolução interna em Konoha, mas ela não se importava realmente.

Se Sasuke tivesse coragem de contar a Naruto sobre o que descobriria em breve, eles não poderiam mandá-la embora. Seria motivo o suficiente para o mizukage declarar guerra contra Konoha. Mas, ao mesmo tempo, ela era fruto das traições mais temidas e traumáticas da vila. O que poderia resultar em algo bem divertido para a jovem Fantasma.

De repente, ouviu leves batidas na porta, o que achou muito estranho.

- Pode entrar.

A porta de correr deslizou suavemente pelos trilhos e a figura de uma pequena criança apareceu no vão.

- Algum problema, Fugaku-chan? – ela perguntou, lembrando-se imediatamente do pequeno incidente que a levara a conhecer o pequeno Uchiha.

- Ahh... – ele começou, encabulado. – Será que você podia... um dia... me ensinar o Gokakyu? O seu foi tão forte! Eu nunca tinha visto um daquele tamanho. – seus olhos brilhavam de fascínio. – E eu ainda não consigo...

Panji, para sua própria surpresa começou a rir.

O menino corou e deu um passo para trás, ameaçando ir embora.

- Não precisa ir, Fugaku-chan. É só que isso é... diferente para mim...

O menino encarou o chão, ainda extremamente encabulado.

- Mas eu te ensino, sim. Não amanhã, mas depois, está bem?

O pequeno Uchiha abriu um enorme sorriso.

- Arigatou, nee-chan!

E saiu correndo.

Panji ficou estática, encarando a pequena silhueta que se afastava. Ele a chamara de "nee-chan"? Era a primeira vez que alguém usava uma denominação carinhosa para falar com ela, e, para sua completa surpresa e horror, gostara de ouvir as palavras saindo da poça de seu priminho.

Talvez fosse divertido ensinar para ele...