Capítulo 13 on! XD Espero que gostem desse aqui.

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Agradecimento às reviews: Pequena Perola, lloo 161, Daianelm, Uzu Hiina, Tia Kirie, Uchiha Madazitah, Miuki Haruno, sango7higurashi e Darknee-chan!

Disclaimer: Naruto pertence a Kishimoto Masashi-sama.


Kirigakure no Yuurei

Capítulo XIII – Despertar

Quando Sakura acordou, notou que não estava no mesmo lugar onde tinha adormecido. Seu corpo descansava em um colchão macio e estava coberto por uma grossa coberta de lã.

No entanto, lembrava-se de ter caído no sono desconfortavelmente apoiada na beirada da maca de Itachi.

- Bom dia. – a voz tão conhecida soou, a poucos metros dela.

- Bom dia, Sasuke. – ela respondeu, espreguiçando-se.

O Uchiha carregava sacolas de compras.

- Aonde foi? – ela perguntou, curiosa.

- Tem um pequeno vilarejo aqui perto. Fica mais longe que Kirigakure, mas não posso me dar ao luxo de ser visto por nenhum ninja da Névoa.

- E o que você pretende fazer com toda essa comida?

- Nosso almoço, é claro. Ou você pretende trabalhar de estômago vazio?

Sakura sorriu. Aquele Sasuke atencioso era estranho para ela. Não estava acostumada.

- E você sabe cozinhar? – ela perguntou em um tom de desdém.

Sasuke sorriu desafiadoramente.

- Esqueceu que eu tenho uma criança de sete anos para cuidar?

Sakura riu.

- É, esqueci.

Ele saiu do pequeno cômodo e se dirigiu à pequena cozinha acoplada, deixando Sakura sozinha com o outro Uchiha.

Ela se aproximou de seu Itachi e pôs sua mão na testa dele. Fagulhas de chakra azulado começaram a aparecer.

- Me diga, qual seu problema? – ela murmurou para si mesma enquanto procurava o motivo pelo qual Itachi continuava desacordado depois de todo aquele tempo.

Às vezes, inconscientemente, nossos corpos forçavam o coma para fugir de alguma situação, ou para descanso. Mas as feridas do Uchiha mais velho já estavam todas curadas, e não era possível que seu corpo ainda estivesse cansado depois de quinze anos.

- Não entendo... – ela suspirou.

- Algum problema? – Sasuke perguntou.

- Sim e não. O corpo dele está completamente curado, e mesmo assim ele não acorda! Não entendo por que. Já era para ele ter acordado. Assim que o dano interno tivesse se curado, ele deveria ter saído desse estado de coma. E essas feridas provavelmente se curaram há uns dez anos, no mínimo!

Sasuke deu de ombros. O que poderia dizer? Ele não entendia nada de medicina ninja e nem desconfiava do motivo que fazia seu irmão ficar dormindo. Qualquer coisa que falasse seria extremamente inútil e frustrante.

A Haruno bufou e concentrou chakra em suas mãos. Lentamente, foi vasculhando todo o corpo de Itachi, tentando achar a fonte de seu problema.

- Foi um Chidori que você usou naquele dia, não foi? – ela perguntou.

- Sim. Junto com a espada.

- Certo. Os danos externos da espada estão completamente curados. Os danos internos do Chidori também. Foi por causa desses danos que a mente de Itachi o conduziu ao coma. – ela parou por um momento, pensando. – Ele já estava esgotado naquele dia. Qualquer tipo de esforço teria forçado demais seus poderes. Sua mente estava tão desgastada que provavelmente o processo saiu errado. Só pode ter sido isso.

- Vou fingir que entendi o que você disse, - Sasuke disse, rindo. – e te perguntar o que pode ser feito para ativar a mente dele de novo.

Sakura riu.

- A mente dele nunca teve oportunidade de descansar, entende? Ela já estava tão esgotada que a única coisa que pôde fazer foi forçar esse coma, e depois ela simplesmente apagou.

- E?

- E ela precisa de um estímulo para ser acordada.

Sasuke bufou. Se era só isso, por que ela não foi direto ao ponto, ao invés de tentar explicar coisas que ele jamais entenderia por completo?

- Que tipo de estímulo? – ele perguntou, tentando disfarçar a leve irritação que se apoderara dele.

- Não sei. Vou ter que ir tentando até conseguir acordá-lo.

- Tudo bem. Se precisar de mim, estarei na cozinha fazendo o almoço. – e sumiu pela porta da pequena cozinha.

Sakura revirou os olhos e concentrou chakra nas mãos mais uma vez. Quanto mais rápido ela descobrisse que tipo de estímulo ele precisava, mais rápido o teria de volta. Ao pensar nisso, seu coração disparou.

Ela teria seu Itachi de volta. Depois de quinze anos chorando por sua morte, ela o teria de volta como se todos aqueles anos tivessem sido apenas um pesadelo de mau gosto. Ela teria tudo que lhe fora privado durante todo aquele tempo. Panji teria o pai que sempre quis. Quão maravilhoso poderia ser?

Sem notar, uma lágrima escorreu por seu rosto pálido.

Ela poderia se casar com ele, finalmente.

Da porta da cozinha, Sasuke observava tudo, em silêncio. Seus sentimentos se misturavam e o confundiam. Por um lado, estava feliz ao ver que ela seria feliz mais uma vez. Por outro, estava triste porque sabia que agora a perderia de vez. Nunca tivera chance alguma, e assim que seu irmão acordasse, suas chances que eram nulas se transformariam em negativas.

Mas sabia disso quando tomara suas decisões. E não havia tempo para lamentar. Ele estava cansado de estragar tudo. Já era hora de ele finalmente consertar alguma coisa.

Ele foi até ela e a abraçou gentilmente.

- Logo, tudo voltará ao normal, Sakura.

Ela sorriu e enxugou as lágrimas.

- Sim, eu sei.

Ele se abaixou lentamente e tocou de leve os lábios dela com os seus. E voltou para sua cozinha.

Sakura ficou apenas olhando, imaginando quão difícil estava sendo tudo aquilo para ele. Ela ainda não tinha parado para pensar nisso.

- Me desculpe, Sasuke. – ela disse, olhando para ele, que estava virado de costas para ela.

- Não é você que tem que se desculpar. Fui eu quem estragou tudo quando você me amava. Estou apenas pagando o preço de meus atos. – ele disse, sem se virar para ela. – Agora volte a seu trabalho.

E ela obedeceu, voltando sua atenção mais uma vez para seu paciente adormecido.

Os danos mentais eram visíveis. Quando acordasse, ele poderia ter uma série de problemas, como amnésia.

Durante as horas que se seguiram, ela tentou tudo que sabia para fazer a mente dele despertar. Mas nada a estimulava nem um pouco, e ela não conseguia entender por que. O que faltava? Do que ele precisava?

- Sasuke! – ela gritou, assuntando-o.

- Que foi? – ele perguntou.

- Fale-me qualquer coisa que você saiba sobre seu clã.

- Como assim? – ele perguntou, confuso.

- Qualquer coisa que você tenha ouvido quando era criança. Técnicas, poderes, situações, qualquer coisa que me ajude a descobrir do que ele precisa para acordar.

Ele pensou por um momento, vasculhando sua mente, tentando achar qualquer coisa que se encaixasse no que ela havia pedido.

- Não faço nem idéia, Sakura. Não sei o que você quer exatamente. Não sei o que ele quer!

- Existia algum jutsu que bloqueasse a mente?

- Não que eu saiba. O Itachi gostava muito de trancar suas coisas, já te disse isso. Como o quarto dele, que só a Panji conseguiu abrir.

- Só o próprio chakra abre, não é isso?

- Sim.

Ela pensou por um momento.

- Concentre seu chakra em suas mãos. – ela mandou.

- Hein?

- Apenas faça.

Ele fechou os olhos e fez o que ela mandou. A luz azulada parecia cobrir sua mão direita.

- Agora a encoste na testa de Itachi e tente estimular a mente dele.

- E como eu faço isso?

- Apenas concentre-se e procure por alguma coisa.

- Sakura, isso não faz o menor sentido! – ele reclamou, beirando o desespero.

- Apenas faça! – ela repetiu, ameaçadoramente.

Sasuke bufou e encostou sua mão na testa de Itachi. Imediatamente sentiu como se um mundo inteiro estivesse se conectando a ele. Podia sentir a força de sua mente, torrentes de memórias invadiram sua própria mente, confundindo-o.

E tão rápida quanto veio, a conexão foi embora, como se nunca tivesse existido, e sua mão pareceu queimar em contato com a pele de seu irmão.

- Como foi? – Sakura perguntou, ansiosa.

- Não sei.

Mas a resposta que ela queria veio mais rápida do que esperara. Ouviu um gemido leve e olhou imediatamente para Itachi. Seus olhos começavam a se abrir, lentamente.

Ela poderia ter gritado de emoção, pulado em cima dele e chorado torrencialmente. Mas ela não teve nem vontade de fazê-lo. Aquele comportamento era típico da antiga Sakura e não de Akatsuki no Hana.

Ela apenas ficou observando, olhos arregalados, enquanto os olhos negros de Itachi começavam a aparecer.

- Arrgh. – ele resmungou, tentando se sentar na maca.

Segurou sua cabeça, com força e olhou a seu redor.

- O que aconteceu? Eu não deveria estar em uma clareira completamente ensangüentado e... morto?

Sakura sorriu abertamente.

- Itachi...

Ele a mirou com estranheza, como se fosse louca.

- Que foi? Parece que não me vê há...

- Quinze anos. – ela completou, chorosa.

Ele ergueu uma sobrancelha e voltou seu olhar para Sasuke.

- Você deveria ter me matado.

Sasuke bufou.

- Vou deixar ela te explicar tudo.

E saiu do prédio.

- O que aconteceu aqui? Estávamos em Otogakure. Ele realmente deveria ter me matado. Eu me lembro do Chidori, e lembro que você chegou nesse exato momento.

Sakura o olhava, encantada. Era a primeira vez que o ouvia falando tanto. Seria uma das conseqüências do coma?

- Sua mente te forçou a um coma. Você está dormindo, desde aquele dia.

- E quanto tempo isso faz?

- Quinze longos anos.

Os olhos do Uchiha se arregalaram de surpresa.

- Impossível.

- Desculpe-me, Itachi, mas é verdade.

- E por que você só me acordou agora? – ele perguntou, horrorizado.

- Eu pensava que você tinha morrido naquele dia. Sasuke te salvou sem que eu soubesse.

Agora sim ele estava perplexo. Seu irmãozinho, que passara a vida tentando matá-lo salvara-o da morte? Não fazia o menor sentido.

- Por que ele fez isso?

- Por minha causa. – Sakura respondeu.

- E por que só agora que ele te avisou?

Ela hesitou. Ele teria que saber de Panji, era claro. Mas que tipo de reação teria a essa informação? Afinal, ele tinha uma filha de quinze anos.

- Porque Panji-chan está hospedada na casa dele, em Konoha.

Ele ergueu uma sobrancelha.

- E quem é Panji?

Sakura respirou fundo. Seu coração acelerou e sentiu suas bochechas arderem, como se em brasa.

- Sakura, responda. – ele mandou, impaciente.

- Panji é minha filha.

- Você se casou? – ele perguntou, incrédulo.

- Não, Itachi. Naquele dia, quando eu fui embora, porque você mandou, eu passei mal na estrada e descobri que estava grávida. Panji é nossa filha.