Capitulo 02 – Sorvete derretido.

Que chato... Esses caras foram fáceis demais – Reclamou Zaraki kenpachi, decepcionado.

Não liga para isso Ken-chan, outros adversários mais fortes virão – Consolou a pequena tenente – Podemos passar em um lugar antes de voltarmos?

Tudo bem... Desde que não seja a loja de doces – Avisou o taichou entediado.

A pequenina subiu nas costas de seu taichou e foi guiando ele para o local correto. Estava entusiasmada com isso, era raro o Kenpachi concordar com essas coisas tão facilmente.

Chegamos! – Disse a garota feliz.

O lugar extremamente bonito era uma floresta maravilhosa e muito famosa na região. Vários animais descansavam e dormiam em lugares visíveis, sem medo de serem vistos ou incomodados, e uma brisa fresca e suave passava constantemente sobre eles.

Bonito não é? – Perguntou Yachiru admirando o lugar.

Uh... – O capitão não queria admitir, mas o lugar era realmente lindo.

Os dois decidem descansar um pouco naquele local. Zaraki senta-se no chão tentando recuperar suas forçar e Yachiru olhava cada lugar da floresta, sem sair das costas do Ken-chan.

Enfim te encontrei... Zaraki kenpachi! – Disse uma voz assustadora entre as arvores.

Kenpachi se levanta e pega sua espada rapidamente, ficando em posição de ataque. Yachiru desce de suas costas e sobe em cima de uma pedra, sem desgrudar de sua zanpakutou.

Quem está ai? – Pergunta seriamente o Kenpachi.

Não interessa, vocês vão morrer mesmo – Diz a voz misteriosa.

O homem finalmente aparece para eles, mas por alguma razão a imagem dele estava completamente borrada. Ele pega sua espada, parecida com uma zanpakutou e começa a lutar contra o taichou.

Zaraki percebe que os ataques deste oponente eram extremamente fortes e precisos, diferentes dos outros adversários que ele já enfrentou. Visto a enorme desvantagem, ele decidi tirar o tapa olho de seu rosto, iria perder se continuasse brincando.

Uma enorme reiatsu começa a ser liberada do corpo de Kenpachi. Yachiru estranha a rapidez em que Ken-chan libera seu triunfo, mas não desconfia de nada. O inimigo sorri com o canto dos lábios.

Acha mesmo que esse truque velho vai funcionar sempre? – Dizendo isso ele libera uma energia tão, ou mais forte que a do capitão.

A luta recomeça e Kenpachi estava muito mais forte e rápido, mas ainda parecia estar em desvantagem, era como se o inimigo soubesse todos os movimentos que ele iria fazer, forçando-o a jogar na defensiva.

Vamos lá Zaraki... É só isso que consegue fazer? Use seu ultimo truque – Pediu o homem.

Vai se arrepender por ter pedido isso – Diz o taichou da divisão onze.

O Kenpachi começa a segurar sua espada com as duas mãos, pronto para usar sua famosa técnica kendo. Ele olha para o inimigo e solta um devastador ataque que destrói tudo a sua frente. A floresta já não estava tão bela como antes.

Uma grande fumaça surge por culpa do ataque anterior. Zaraki guarda sua espada na bainha e vai até onde Yachiru estava, o cansaço e exaustão eram visíveis em sua face.

Muito fraco – Falou o homem entre a fumaça, mostrando estar vivo.

O Kenpachi olha para o inimigo surpreso, tinha absoluta certeza de ter atingido-o em cheio. O homem misterioso cansado de tanto brincar decidi dar logo um vencedor para a batalha. Com uma velocidade incrível ele pega sua espada e amputa o braço direito do capitão, sem tempo de qualquer tipo de defesa.

O taichou cai no chão sem seu braço direito, ele aperta o lugar tentando inutilmente estancar o sangue que teimava em sair.

Você não parece mais tão durão assim, Kenpachi – Provoca o indivíduo.

Ele se aproxima do corpo quase sem vida do capitão, queria vê-lo sofrer mais um pouco, mas essa luta já tinha durado muito. Ele pega sua espada e mira na cabeça de Zaraki, pronto para dar o golpe final.

Adeus – Se despede.

O estranho vai com tudo para matar Zaraki, mas seu golpe é bloqueado por uma pequena zanpakutou. Yachiru que até então via aquela cena horrorizada decidi agir, não deixaria que ninguém matasse Ken-chan.

Ela usa toda sua força para que o homem recuasse alguns centímetros e então da um forte chute na barriga do mesmo, fazendo-o voar para longe e bater com tudo em uma arvore.

Ken-chan... Tudo bem? – Pergunta preocupada, olhando o grave ferimento.

Sim, mas... – Da uma pequena pausa para pegar ar – Já disse para... Não interferir... Em minhas batalhas – Diz com dificuldade.

Desculpe Ken-chan... Mas você iria morrer – Justifica-se a tenente – Preciso levá-lo para a Unohana imediatamente.

Esqueça isso – Pediu o taichou – Fuja agora mesmo.

Nunca! – Nega a tenente com os olhos marejados.

Escute pequena... Se você tentar me levar, ele ira nos encontrar facilmente. Fuja, conseguira se for sozinha! – Pediu Zaraki.

Mas... – Foi interrompida por uma grande energia que se aproximava.

Kenpachi vendo que a pequena Yachiru, não moveria um músculo se quer, usa todas as suas forças para abraçá-la, levando o golpe todo para si.

Ele então sussurra no ouvido dela, algo que infelizmente ela não entendeu por causa do grande barulho da explosão.

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Acordei assustada, era o segundo sonho que eu tinha daquele dia, parece que ele não iria me deixar em paz, até eu matá-lo. Olhei em volta e percebi que estava em meu quarto. Ótimo, não tinha nenhum capitãozinho atrevido me abraçando por trás.

Sorri com os meus próprios pensamentos, mas decidi esquecê-los por enquanto. Vesti minhas roupas de shinigami e fui em direção a sala de cerimônias. Hoje tinha reunião, que beleza.

Ao chegar perto do local vi todos os capitães menos o velhote, do lado de fora da sala.

O que aconteceu? A reunião vai ser ao ar livre é? – Perguntei não entendendo.

Aquele chato do Yamamoto não abriu o lugar ainda – Explicou o Shunsui-taichou – Ai se eu pego aquele velho... Ele t...

Você diz isso desde o dia que te conheci, taichou – Falou a Nanao-chan que passava por ali naquele momento.

Naanaaoo-chaaan – Choramingou o taichou preguiçoso. Ai meus ouvidos.

Depois do show extravagante de Shunsui decidi encher um pouco o saco do gelinho, ele estava mal humorado como sempre, e me olhava de quinze em quinze segundos.

Cheguei sorrateiramente até ele e assoprei de leve seu ouvido, ele se arrepiou todo e olhou para mim irritado, como se quisesse me estrangular naquele momento. Eu adorava provocá-lo.

Ele sussurrou no meu ouvido algo do tipo "Se fizer isso outra vez, te congelo aqui mesmo" e tive uma enorme vontade de repetir o ato. Dito e feito assoprei e corri atrás da capitã Unohana, que não entendia nada.

Ele murmurou algumas coisas incompreensíveis e virou o rosto irritado.

O portão da chatice, digo, da cerimônia se abriu e todos deram graças a deus. Os capitães entraram e sentaram nos seus lugares. Sentei-me onde Ken-chan sempre ficava que por coincidência do destino, era ao lado do Shiro-chan.

Bem vocês devem estar se perguntando o porquê desta reunião, não é? – Começou a falar o velho Yamamoto – Alguns incidentes estranhos estão ocorrendo e...

Que tipos de incidentes? – Perguntou Shunsui interrompendo o velho. Acho que ele quer morrer.

Se me deixar terminar, vai saber – Alfinetou o velhote – Bem... – Tossiu – Como eu dizia... Incidentes gravíssimos. Faz alguns dias que mandei alguns shinigamis para a...

Para onde? – Interrompeu novamente o Kyouraku. Até eu estava começando a ficar com raiva.

Todos olharam irritados para ele, inclusive eu. Ele se calou e fez um gesto para o homem continuar.

Bem... Os shinigamis não voltaram desde então – continuou o velho – Preciso de um shinigami mais forte para ir lá. Hitsugaya toushiro, vá com sua tenente imediatamente para a floresta blear.

Hai! – Concordou o Shiro-chan.

Eu não sei o porquê, mas esse nome é muito familiar para mim. Como se eu já estivesse nessa floresta antes. Senti um mau pressentimento.

Mayuri vá para o mundo humano, traga Kurosaki ichigo – Ordenou o Genryuusai.

Certo – Disse o esquisitão maquiado.

O velho falou mais algumas coisas desinteressantes e finalizou a reunião, uma verdadeira chatice, nenhum trabalho para mim. Sai do local esticando meus ossos e pensando no que faria a seguir, tirar uma soneca talvez.

Andando pelos corredores vi Matsumoto apreensiva, parecia esperar alguém.

O que aconteceu peituda? – Perguntei para a mulher silicone.

Yachiru-chaan... Posso te chamar assim quando ninguém estiver vendo, não é? – Mais um sorriso maior que a boca – Preciso te entregar uma coisa.

Ela tirou de sua manga uma linda flor feita de gelo, ela era perfeita e bem trabalhada, parecia ter sido feita com o maior amor e cuidado do mundo. Peguei a pequena flor e fiquei admirando seu lindo brilho.

Para mim? – Perguntei sem tirar os olhos daquela fascinante florzinha.

Sim, Shiro-chan que fez especialmente para você – Assim que ouvi o nome do criador eu corei. Hitsugaya faria algo assim para mim? E por quê?

Tem... Certeza? – Perguntei insegura – Não é para você ou para a Hinamori?

Não... É sua! Ele fez assim que vocês voltaram da loja de doces, mas não teve coragem para entregar – Ela deu uma risadinha irritante – Nunca o vi assim antes.

Por que ele... Faria isso por mim? – Perguntei corando cada vez mais. Droga eu odiava corar, mas era inevitável.

Ai ai... Você tem um coração adulto, mas um cérebro de criança – Ela começou a ir embora ignorando totalmente minha pergunta – Até mais Ya-chan, preciso ir para a missão.

Entrei no meu quarto pensando no que Matsumoto disse, mas apenas consegui concluir que ela era louca. Depositei a flor perto do meu local de descanso e deitei, tentando pegar no sono.

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Acordei com o coração apertado. Meus olhos estavam marejados e minha garganta seca, algo estava errado. Olhei para a florzinha e vi que ela estava derretendo, agora sim eu estava preocupada, ela não deveria derreter.

Escondi-a em minha manga e sai do meu quarto. Estava escuro e pude ver a luz da sala de cerimônias acessa, corri para lá o mais rápido que conseguia.

Logo pude ver vários shinigamis, tenentes e taichous escutando atentamente as palavras de Yamamoto.

Perdemos o contato com o taichou da décima divisão e sua tenente... – Falou seriamente – Infelizmente creio que eles estejam mortos.

Se eu não estivesse em choque, provavelmente desmaiaria. Ele não podia estar morto, ele não ESTAVA morto.

Organizarei um grupo forte para avaliar a situação e...

EU VOU! – Gritei assustando todos do local – Sozinha... – Falei a ultima frase um pouco mais baixa.

Não... Eu já montei o grupo apropriado – Negou o barbudo.

Já disse que vou! – Enfrentei o capitão da primeira divisão.

Não se superestime Kenpachi-taichou – Pediu estressado – Coloque-se em seu lugar.

Então não me subestime velhote – Dei meia volta pronta para ir embora.

Se sair por aquela porta, será uma traidora – Avisou o velho, ele não estava brincando – Além do mais... Não sabemos se eles estão vivos.

Eles estão! – Falei tendo total certeza e sai do lugar, sem me importar de ser uma traidora.

Fui até meu quarto e peguei minha zapakutou. Sai e vi o carequinha e Hanatarou correndo até mim.

Espere Yachiru-taichou! – Disse o Hanatarou ofegante – Iremos com você!

Ahn? – Falei sem entender.

O velhote autorizou sua ida, disse que ninguém tinha o desafiado daquele jeito antes – Explicou Ikkaku – E um capitão jamais pode sair sem seu tenente – Falou sorrindo e apontando para si.

Sorri, precisava agradecer o velho depois, mas agora eu precisava fazer uma coisa importante. Salvar meu amigo!

Amigo? Por que essa frase soa tão estranho?

Continua.

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Capitulo dois postado :D

Thanks pelas reviews *-* Vocês não sabem a minha alegria.

Agora o drama vai começar ^^ É claro, sem esquecer o romance/comédia.

Espero que gostem e mandem reviews... Quanto mais reviews, mais eu sinto vontade de escrever *---*

Onegai. ^^

Kissus e bai bai.