CAPÍTULO SETE

Bella passou o fim de semana sofrendo ao pensar no que Edward poderia estar fazendo com Alisha James.

Envergonhada pelo distúrbio emocional que havia destruído sua capacidade de dormir uma única noite inteira, e totalmente exausta, Bella chegou ao trabalho.

Estava com muita raiva de si mesma. Diversas mulheres sofriam desilusões amorosas e continuavam suas vidas. Edward estava dando a ela uma excelente oportunidade profissional e ela deveria se concentrar somente nisso.

Ao entrar em sua sala, espantou-se ao ver que Edward esperava por ela. Trajando um soberbo terno cinza-carvão, olhou-a de modo firme e resoluto.

Ela ficou imóvel.

– Algo errado?

– Foi bom para você que eu tivesse dois dias para me acalmar.

Seus lábios estavam comprimidos. Ele movimentou o maxilar e inspecionou-a com um desafio ameaçador.

– Como se atreveu a deixar tal mensagem para mim? Aquela idiotice de Alisha coroada pelo seu

comentário malicioso!

Embora tenha apreciado o fato de Edward não gostar de mensagens provocativas feitas por meio de terceiros, Bella não conseguia compreender por que desejar a ele um ótimo fim de semana pudesse receber a classificação de malícia.

– Não compreendo.

– Não? – Seu olhar escarnecia o dela. – Honestamente, você acha que eu não sei reconhecer quando vejo ou escuto demonstrações de ciúme? – continuou ele.

As faces de Bella ruborizaram ardentemente. Ela era honesta demais para mentir e estava muito mortificada para continuar sob aquele exame minucioso.

Ele precisava considerar que ela era neurotica e possessiva ou ainda estava loucamente apaixonada por ele.

Talvez, se não a tivesse magoado tanto, ou se não tivesse tido um filho dele, ela teria conseguido se livrar daquele passado compartilhado pelos dois.

Todavia, com Ben por perto, o caso de amor deles ainda era um acontecimento de suma importância em sua memória, mesmo que não fosse assim para ele.

Sem aviso, Edward abandonou sua postura de confronto e tomou sua mão, deixando-a completamente desconcertada com aquela súbita mudança de comportamento.

– Bella... não tive a intenção de dizer isso. Sinto muito.

Bella abaixou os olhos para aquelas mãos que aninhavam as suas, atraída pela simpatia e solidariedade dele, mas compelida a vacilar por lembranças que a atormentavam.

– Tudo bem.

– Vamos almoçar juntos e acabar com esses desentendimentos – sugeriu ele.

Almoço? Loucamente consciente da proximidade de seu corpo vigoroso, Bella estremeceu, ferida pelo ressentimento e pela saudade. Se fosse simples assim, pensou ela. Se pudessem agir como pessoas sadias e civilizadas. Sem dúvida, ele era capaz de tal façanha.

Mas, infelizmente, ela não era.

– Não há razões para sermos inimigos – continuou Edward.

De fato. Por um momento insano, Bella desejou negar aos gritos. Edward tinha ido para a cama com outra mulher, enquanto ela ainda acreditava que ele fosse seu. Ela poderia ter compreendido, mas não havia perdoado.

– Lamento... – Bella se afastou, oprimida. – Ficarei mais confortável se permanecermos em um relacionamento profissional.

Os olhos cor de mel penetraram nos dela. Fez-se um silêncio perturbador. Edward inclinou a cabeça e abandonou a sala de Bella a passos largos...