CAPÍTULO OITO
Bella esticou sua mão que estava dormente e sentiu alguma coisa peluda e desconhecida. Esticando os dedos ela tocou em... couro? Seus olhos se abriram e se depararam com a alarmante visão do escritório de Edward.
Ele vagava pela sala em movimentos leves e graciosos.
Bella se sentou no sofá de couro, embrulhada pelo falso tapete de pele.
– Por que cargas d'água...
Edward deu de ombros.
– Encontrei você adormecida em sua mesa antes de sair para almoçar. Tentei acordá-la mas você dormia tão bem...
– Você devia ter me sacudido!
Com os cabelos brilhantes soltos na altura dos ombros, Bella lutou para desembaraçar-se do tapete e ficou de pé procurando seus sapatos.
– Por Deus, por que me trouxe aqui para dentro?
Edward franziu a testa.
– Onde mais você poderia dormir com algum conforto?
– Mas você deve ter me carregado... quem viu isso?
– Ninguém. Eu surrupiei você. – Seu sorriso carismático balançava seu coração e a deixava seu fôlego.
– Bella... você parecia exausta essa manhã.
– É que... – Bella tentava se desconectar daquele olhar dourado magnético e, desajeitadamente, penteou os cabelos com os dedos. – Está tudo tão confuso...
– Gosto de seu cabelo solto... como costumava usar. – Edward aproximou-se. – É bonito, natural. Assim posso ver todos os tons.
Bella podia sentir a aproximação dele pulsar em cada célula de sua pele. Sua boca ficou seca, o coração se expandiu. A atmosfera se aquecia com o clima sensual. Ela estremeceu, mas não arredou o pé. Pega desprevenida, com a mente ainda nebulosa pelo sono, suas barreiras foram abaixo, e ela não pôde resistir à própria súplica por contato físico.
Edward colocou as mãos nos ombros tensos de Bella.
– Eu não me enquadro na categoria de assédio sexual aos empregados. Desse modo, você escolhe agora se quer ficar ou ir embora.
Bella engoliu em seco.
– Eu...
– Mas se não for embora agora, não terá volta – avisou Edward com a voz rouca.
Ao encontrar aqueles olhos brilhantes, ela disse a si mesma que era um sonho, um sonho do qual não queria acordar. Ele colocou uma de suas mãos nas costas dela puxando-a para perto. Você não está sonhando, você está bem acordada, gritava sua consciência.
Mas ouviu a si própria murmurar:
– Só um beijo...
Edward a envolveu em seus braços e acariciou-lhe os cabelos brilhantes. A satisfação fulgurava em seu olhar ao esquadrinhar o rosto de Bella.
– Você está barganhando comigo... ou consigo mesma?
Ele não esperou pela resposta e, enquanto ela ainda tentava lutar consigo mesma, levou sua boca experiente aos lábios dela. Naquele momento, vulnerável pela expectativa de prazer, sentiu-se como um barril de pólvora em chamas. E oh... Edward não a desapontou.
Ela queimou de excitação e alegria por dentro, desejando, precisando tocá-lo, passar os dedos finos por aquele cabelo espesso e sedoso, sentir as palmas de suas mãos acariciando-lhe o rosto corado, segurá-lo bem firme. Segurá-lo tão firmemente de modo que nunca, nunca mesmo, iria deixá-lo partir outra vez...
– São quase seis da tarde. Vamos jantar... e conversar – decidiu Edward levantando a cabeça.
– Quase seis? – exclamou Bella, libertando-se do abraço e correndo para a porta. A creche fechava às cinco e meia e ela estava atrasada para apanhar Ben!
