CAPÍTULO TREZE
– Estão correndo os rumores mais desvairados sobre você e o patrão! – O olhar especulativo de
Jessica caiu sobre a caixa do vestido da loja de alta-costura que estava ao lado da mesa. – Cuide-se, porque os rumores estão explodindo por todo o prédio!
– Sério? – Bella estava intimidada em reconhecer ainda outra dimensão de seus problemas, e o que ela se recusava a enxergar tinha sido apontado por outra pessoa. Ela também desejou ter tido a sagacidade de esconder a caixa do vestido.
– Edward Kiriakos irá embora, mas você terá de trabalhar aqui...
– Que tipo de rumor desvairado?
Jessica retraiu-se.
– Bem, dizem que os dois supostamente passaram quase toda a tarde de segunda-feira trancados no escritório sem sair uma única vez... dando margens a outras suposições.
– E as outras suposições são? – murmurou Bella.
– Sórdidas... que seu filho... bem, você sabe, ele tem aquele adorável tom de pele.
– Não diga mais nada... – Bella baixou a cabeça para esconder o horror diante da precisão daquele rumor.
– A diretoria acha que você pretende espionar cada movimento deles e reportar ao chefe. A informação é de que quando você está com Edward Kiriakos, a porta está sempre fechada.
Era perfeitamente verdade, e esse não era, em absoluto, o padrão de encontro entre uma simples funcionária e um poderoso magnata dos negócios.
Sofrendo as agonias da própria falha e no auge da emoção em saber que teria de contar a Edward que Ben era seu filho, ela pegou o telefone e apertou o número da extensão de escritório de Edward no instante em que Jessica partiu.
– Edward... preciso conversar com você, mas não quero ir até sua sala...
– Por quê?
– Creio que nosso comportamento tem provocado uma onda de fofocas...
– Eu não levo em consideração esse tipo de tolice. – Sua voz soava bem decidida e superior. – Nem você deveria...
– Olha, precisamos conversar sobre Ben.
– Não... Não estou pronto para isso... talvez nunca esteja – falou Edward com ênfase em cada sílaba.
– Você não entende.
– Eu entendo perfeitamente. Você e seu filho formam um pacote. Posso ser insensível, mas não sou estúpido. Vou mandar um carro apanhá-la esta noite às sete horas.
Clique! Ele pôs fim à conversa. Bella suspirou em dúvida. Por que Edward tinha tanta certeza de que a teria de volta? Seus sentimentos eram assim tão evidentes? Como ele se atrevia a dizer que ainda estava pensando se poderia encarar a volta do relacionamento, agora que ela tinha um filho?
Quinze minutos depois, durante seu intervalo de almoço, foi um choque para Bella olhar da cozinha da creche, onde pegava os alimentos de Ben, e ver Edward conversar com o supervisor.
Com um sorriso fixo em seu rosto cheio de vigor, ele passou os olhos na sala lotada, demorando-se em cada bebê dentro de seu raio de visão. Finalmente, fez uma pergunta a seu acompanhante.
Bella observou o constrangido supervisor apontar Ben. Edward concentrou sua atenção no menino e ficou lívido, e rígido. Um minuto mais tarde, saiu da sala apressadamente.
