Infelizmente não posso responder aos seus comentários..

Mas eu querias agradecer muito a vocês por lerem a fic..é muito importante para mim que vocês leiam e gostem...

Muito obrigada...

CAPÍTULO DEZOITO

– Eu não quero que você case comigo para fazer o que é decente... ok? – Enquanto Bella falava ao telefone às nove horas da manhã seguinte, engolia os soluços. – E a essa hora do dia eu não quero conversar sobre a mácula que estou despejando sobre seu filho sendo mãe solteira!

– Por que você está agindo desse modo? – questionou Edward sendo inteiramente irracional.

Bella desligou o telefone.

Deixando Ben com a vizinha que cuidava dele nas raras ocasiões em que saía sozinha, Bella dirigiu-se à Devlin Systems. Precisava esvaziar sua mesa. Tinha esperanças de que se chegasse perto da hora do almoço atrairia o mínimo de atenção.

Edward não acreditou quando Bella se recusou a casar com ele. As necessidades de Ben tiveram destaque especial em cada argumento seu. Infelizmente, Bella não ouvira uma palavra do que desejava escutar. Sua teimosia raivosa em não perdoá-la pelo passado e sua recusa em ver os dois lados da situação aniquilariam qualquer casamento. Não era suficiente que ela o amasse.

Bella acabava de limpar sua mesa quando Edward apareceu. Surpreendentemente, ele parecia indeciso.

Com os nervos em alta tensão, Bella sentiu o coração disparar ao vê-lo. Alto, devastadoramente sexy e inflexível como o aço.

– Você nunca escutou meu lado da história – argumentou Bella.

– O que quer dizer?

– O que significou ter meu primeiro e único caso de amor com alguém como você. – Seu olhar foi ao encontro daqueles olhos dourados e intensos. – Você foi romântico e atencioso, mas nunca me passou segurança. Você foi tranqüilo demais, esperto demais, até mesmo amável demais para sugerir um compromisso que não tinha planejado assumir...

– Bella... – Edward franziu a testa, tenso.

– Quando encontrei Rosalie no seu apartamento, já estava convencida de que você enjoara de mim. Você não me deu motivo algum para acreditar que teríamos um futuro além de seu próximo telefonema – defendeu- se Bella fragilmente. – E, no entanto, ainda acredita que eu deveria ter voltado correndo com a grande notícia da gravidez.

– Você não acha que podia haver uma grande distância entre o que eu estava sentindo e o que mostrava a você que sentia?

As mãos elegantes de Edward apoiavam-se em sua cintura.

– Não. Nem mesmo no meu cartão de dia dos namorados tinha aquela palavrinha de quatro letras... amor, sr. Impassível. – A tristeza crescia dentro dela como uma onda na maré alta.

– Eu quero de verdade casar com você...

– Você não precisa casar comigo para ver Ben. – A emoção ameaçava esmagá-la, e Bella saiu andando pelo corredor.

– Bella... – chamou Edward com a respiração vacilante.

Ela continuou andando, os olhos inundados de lágrimas.

– Eu amo você...

Hesitando, Bella pestanejou.

– Sempre amei você! – proclamou Edward.

Rostos curiosos apareceram em todas as portas do corredor.

Bella voltou-se em meio a um círculo de pessoas desconcertadas. Percebendo no olhar de Edward uma intensa vulnerabilidade, observando a tensão em suas feições, ela compreendeu que ele estava sendo sincero em cada palavra. Uma onda frenética de felicidade tomou conta de seu ser.

– Eu também o amo.

– Assim é público o suficiente para você? – Um sorriso largo abriu-se no rosto de Edward sob a aprovação muda de uma audiência receosa de ser entusiástica demais. Ele caminhou até ela e a tomou nos braços. – O sr. Impassível acaba de dar um grande salto...