Unbreakable Cirumstances
Outro pesadelo, Avada Kedavra e Aberfoth. Albus já não podia mais dormir em paz depois que sua mãe morrera. Seu sonho de viajar com Dog havia se esvaído. Agora tinha que cuidar de Aberfoth e Ariana. Isso doía nele mais do que tudo.
Saber que teria de ficar confinado em Godric's Hollow vendo toda a sua inteligência e todo o seu potencial ser jogado fora em tarefas domesticas o deixavam depressivo.
O jovem Albus jogou uma mecha de seus cabelos vermelhos para trás da orelha e olhou em volta no quarto. O sol começava a nascer, e a pouca luz que incidia nas suas cortinas, deixavam o quarto mais melancólico do que deveria. Procurou o relógio com os olhos, e o achou numa mesinha em um canto. Tateou o criado-mudo e pegou a varinha.
Pegou-a e deu um "toque" no ar. Instantaneamente o visor do relógio se acendeu. Albus assustou-se com a hora.
- Seis e meia, Merlin...! – Resmungou para si mesmo, tentando se levantar da cama. Colocou-se de pé com um pulo, parando um pouco e colocando a mão na testa; aquele movimento brusco o deixara tonto.
Albus caminhou até o banheiro e se lavou. Trocou e roupa e saiu do quarto, prendendo o cabelo caprichosamente com uma fita enquanto descia as escadas; a varinha no cós da veste. Os pensamentos "domésticos" invadiram novamente sua cabeça. E ele estremeceu só de pensar.
Mas, de repente, um barulho.
Albus, que estava no meio da escada, tirou a varinha rapidamente e desceu em passos rápidos. Novamente o barulho. Assustou-se mais uma vez, a varinha erguida. Só que, para o imenso desapontamento de Albus, quando chegou à sala de visitas, reparou que era só alguém batendo à porta. Provavelmente para dar-lhe os pêsames.
Isso o fez questionar a si mesmo se já não havia alcançado um estágio alto de insanidade mental, porque qualquer barulho, para ele, já era sinal de que alguma coisa estava acontecendo. E o jovem Albus andava tão sedento de aventuras...
- Respire fundo, Dumbledore! – Ordenou ele a si mesmo. Foi até a porta, suspirou, lembrando-se do seu discurso de agradecimento a todos que apareciam para prestar seus sentimentos. Criou coragem e abriu a porta.
O sol ofuscou a sua visão um pouco, mas ao se acostumar com a claridade, seus olhos recaíram sobre um jovem alto, de cabelos claros, cacheados, na altura do ombro, estavam soltos. O rapaz estendeu a mão.
- Meu nome é Gellert Grindelwald. – Se apresentou ele. – Desculpe chegar aqui a essa hora!
Albus apertou sua mão.
- Albus Percival Wulfric Brian Dumbledore.
O garoto chamado Grindelwald começou a falar, seu tom era gentil e educado.
- Desculpe novamente. Mas a minha tia me obrigou a vir aqui me apresentar. Espero não ter te acordado.
A atração que Albus sentiu por ele fora instantânea. Só sentira isso por Dog e mesmo assim não fora nada tão forte. A mão de Albus que apertava a do jovem parou, mas continuou segurando-a.
- Sem problemas. – Albus sorriu e complementou: - Sr. Grindelwald. Quer entrar? Tomar um café...?
Grindelwald abriu um largo sorriso, sua mão deu um aperto na de Albus e ele piscou, discretamente.
- Pode me chamar de Gellert, Albus. – Disse ele, informalmente. – E eu adoraria tomar um café, se não for te incomodar muito.
Albus puxou Gellert com a mão que segurava a sua e o conduziu até a cozinha, onde havia uma mesa. Gellert sentou-se ali e observou Albus ordenar com a varinha os utensílios domésticos a preparar o café. O jovem Albus recostou-se na bancada da cozinha e virou-se para Gellert.
- Você disse que a sua tia pediu para você vir aqui, certo? – Tia abençoada, a sua, pensou Albus, sorrindo.
Gellert só assentiu.
- Por favor, - Disse Albus – quem é a sua tia?
O rapaz levantou-se da mesa e disse:
- Batilda.
Albus assentiu. Batilda era uma grande amiga, nos tempos bons e ruins. Ele gostava muito dela.
Gellert vinha na sua direção. Seu impulso já estava quase fora de controle e ele estava a ponto de cometer um ato irracional. Gellert também. Ambos nunca sentiram tal sentimento por ninguém, e não sabiam de onde surgia essa força.
Grindelwald aproximou-se mais de Albus. Este segurou a bancada com as mãos, com se isso fosse impedi-lo de fazer alguma coisa.
- Minha tia fala bastante de você. – Disse ele.
- Bem, eu espero. – Respondeu Albus, com a voz carregada de um charme involuntário.
Enquanto isso, Gellert chegou perto o bastante. Passou as mãos pela cintura de Albus e sorriu maliciosamente. Albus retribuiu o sorriso e o encarou.
- Muito bem. – Confirmou Gellert.
Albus passou os lábios nos dele e continuou sorrindo. Gellert apertou mais a cintura de Albus contra o seu corpo e fez o mesmo gesto que este havia feito, colocando sua perna entre as de Albus.
Sem conseguir mais conter a sua vontade, Albus passou a língua pelos lábios do garoto a sua frente. Nunca havia feito isso antes com alguém que acabara de conhecer, mas algo acontecera a ele no momento em que viu Gellert Grindelwald. E isso era, com certeza, mais forte.
Gellert pegou Albus pela cintura e o sentou na bancada onde há pouco este estava encostado. Novamente, apertou seu corpo contra o dele e o beijou calorosamente. Albus levara as duas mãos até o rosto de Grindelwald e o acariciava, correspondendo ao seu beijo. Este, por outro lado, apalpava todo o corpo de Albus, enquanto mordiscava seus lábios levemente.
Beijaram-se
por momentos até que descolaram os lábios e se encararam,
ofegantes. Albus sorriu, e encostou a testa na de Gellert. Deu-lhe um
beijo rápido.
- Ainda quer o café? – Perguntou rindo.
- Claro. – Respondeu Gellert, dando outro beijo em Albus – Mas pode esperar mais um pouco.
E beijou Albus novamente, e este não hesitou em correspondê-lo novamente. Algo no beijo de Albus acendera uma chama em Gellert. E vice-versa.
