******

Oi amores!

Prometo não perturbar muito vocês agora =^.^=

Só quero esclarecer uma dúvida que surgiu em alguns leitores e que pode ser a sua também:

Nem Edward, nem Alice e nem Emmet são vampiros... Ainda.

Sei que o capítulo passado ficou bem, digamos... "Enigmático", por causa daquela história de vampiros com a Alice e entendo que tenha surgido essa dúvida. Só posso adiantar que o "problema" dos Cullens com vampiros será revelado somente daqui a alguns capítulos e que provavelmente será o Edward que revelará, pois é uma história um tanto looonga ^^

É isso, espero que gostem do capítulo e muitíssimo obrigada a todos que acompanham a fic e mandam reviews (achoqueagoraaprendiarespondernolugarcerto o.Ô)! XDDD

Beijos ;***

******

Compras, Desentendimentos e Ressaca

Bella

Abri silenciosamente a porta e fui andando sorrateiramente até o meu quarto. Assim que entrei percebi que Alice já estava dormindo... Que pena! Queria tanto contar para ela as novidades...

- Jasper – sussurrou Alice ainda dormindo – me beije novamente...

Para tudo! O que eu perdi?!

- Alice – chamei sacolejando-a – Lice, acorda!

- O que? O que? – falou ela acordando assustada.

- Que história é essa de Jasper me beije novamente?! – falei rindo da expressão desnorteada dela.

- Hum... O que?! – falou ela meio dormindo acordada

- Quando entrei no quarto você estava falando "Jasper me beije novamente..." – respondi irritada com a lerdeza dela.

- Estava? Que estranho! – ela disse despertando – normalmente é você que não fecha a matraca nem dormindo...

- Ok, tanto faz! Mas me conta essa historia direito, você beijou o Jasper?! – perguntei curiosa.

- Não exatamente... Quando nós chegamos aqui em casa, fomos ver um filme, eu acabei dormindo e ele me trouxe para o quarto... – ela respondeu sorrindo.

- Que droga! Nada de beijo? – falei decepcionada.

- Não tenho certeza, pois estava meio desacordada, mas acho que ele me beijou quando me colocou na cama... – ela disse alargando o sorriso na expectativa.

- Hum... Vou procurar saber dessa história direito! – falei animando-me - mais alguma coisa aconteceu essa noite?

- Sim! Ele me chamou para sair! – respondeu Lice pulando de felicidade.

- Que bom! Quando? – perguntei animada.

- Amanhã... Ou melhor, hoje à noite. Nós vamos a Port Angeles ver um filme... E a sua noite? O que você aprontou com o Ed? Pelo que me parece vocês ficaram bastante tempo fora – ela falou enquanto olhava o relógio na escrivaninha e constatava que já eram três e meia da manhã.

- Er... – falei corando – depois que eu cai...

- Você caiu?! – ela praticamente gritou encolerizada me interrompendo – esse é o seu jeito de impressionar meu irmão?! Será que você não podia arrumar uma ocasião melhor para cair?!

- Lice, eu simplesmente tropecei no pé de alguém! – respondi meio furiosa e meio rindo da cara que ela fez - Mas, enfim, Edward cuidou de mim e depois fomos dançar, quando o baile acabou ele me trouxe para casa, ficamos conversando e ele me convidou para sair – anunciei alegremente.

- Aleluia! – praticamente cantou Alice esquecendo-se da cólera – estava na hora de você arrumar um encontro! Será quando?

- Nesse domingo. Nós vamos a uma clareira – respondi extasiada lembrando-me da descrição que ele fez do local enquanto conversávamos.

- O que?! Ele vai te levar na clareira?! – ela falou surpreendida.

- Sim, qual é o problema? – perguntei preocupada.

- Ele descobriu esse lugar uma vez enquanto caminhava e nunca levou ninguém lá. É o lugar secreto dele. Obviamente eu e o Em já tentamos mil vezes descobrir onde é, mas o Emmet sempre acabava nos entregando até que Carlisle ordenou que deixássemos Ed em paz– ela disse revirando os olhos.

- Posso imaginar o que você e o Em faziam – disse rindo enquanto imaginava as trapalhadas o Emmet.

- Sim! Ele já me meteu em um monte de encrencas... – Lice falou rindo – Mas não se preocupe! Amanhã darei um trato em você – anunciou sorrindo.

- Hum... Obrigado, eu acho – falei temerosa

- Porque "eu acho"? Tem alguma coisa contra minhas transformações?! – reclamou.

- Não é isso – eu disse rindo levemente – só tenho medo do que você vai fazer comigo...

- Relaxe; prometo não exagerar! Mas amanhã vamos até Port Angeles comprar uma roupa nova, não permitirei você encontrar meu irmão com seus moletons velhos!

- Pronto... Agora estou mesmo com medo – falei imaginando o que me esperava...

Rosalie

"Pi Pi Pi... Pi Pi Pi..."- soou o maldito Demônio-que-apita –meu despertador- acordando-me.

-Ai! – gemi de dor enquanto desligava o Demônio.

Minha cabeça estava latejando com uma força inescrutável e meu corpo estava dolorido em cada célula. Acho que exagerei um pouco na bebida ontem... Mas, o que foi mesmo que aconteceu? – tentei clarear meus pensamentos enquanto pegava meu remédio para ressaca sigilosamente escondido no meu criado-mudo.

- Hum... Vamos começar do inicio – sussurrei comigo mesma, refletindo, enquanto deitava novamente na cama tomando o santo remédio – dança com Emmet... Reflexão sobre a vida... Plano infalível... Tombo... Risadas... Quebra-mola... Edward... Bella... Essa não! Ed ficou com a estabanada da minha irmã depois do tombo! Que droga! Terei que pensar em outra coisa...

"Toc, toc, toc" – alguém bateu na porta me despertando dos meus devaneios.

- Entra – falei irritada com a invasão de privacidade tão cedo.

- Oi Rose – falou Jasper meio cansado entrando no meu quarto, fechando a porta em seguida – preciso falar com você sobre ontem à noite...

- Ok, senta aí – falei um pouco mais calma, apontando para a beira da minha colossal cama, enquanto esperava ele esclarecer direito o que aconteceu ontem.

- É o seguinte – ele falou sentando-se no local apontado – eu não sei direito o porquê, mas você e o Emmet resolveram exceder o limite da sanidade mental, bebendo tanto que era até perigoso acender um fósforo perto de voc...

- Jasper! Menos! – interrompi extremamente encolerizada enquanto minha cabeça latejava.

- Ok, tentarei não te repreender –falou irritado, suspirando – mas se Charlie me culpar pela sua falta de bom senso...

- Espera aí! – gritei, interrompendo-o, fervendo em ódio – Charlie está sabendo disso?

- Não! – esbravejou ele – mas se ele descobrir e me culpar, eu juro que humilho você publicamente!

- E posso saber como você faria isso? – perguntei cética, sorrindo desafiadoramente.

- Sim, caso isso aconteça, eu mostro essa foto – ele falou mostrando uma foto constrangedora onde eu estava sentada no colo do Emmet, nós dois em posições ridículas (provavelmente resultado do excesso de álcool), dentro do carro – ela foi tirada ontem e servirá de munição caso você resolva aprontar mais alguma – sorriu maliciosamente – e isso inclui aprontar com a Bella! Não pense que eu não sei que foi você quem a fez tropeçar! – eu paralisei... Como ele sabia disso?

– Edward viu tudo e me ligou hoje bem cedo, pedindo para eu conversar com você a respeito disso – ele continuou enquanto eu ainda estava em transe - mas, como eu sei que só conversar com você não adianta, é melhor partir logo para as ameaças. Só avisarei uma vez: NÃO APRONTE MAIS COM A BELL! – esbravejou destacando cada palavra.

Nota: apesar de o Jasper ser MEU irmão gêmeo e de não sermos irmãos de sangue da Bella, ele é super protetor com ela. Hum... Deixe-me explicar melhor isso:

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Fatos trágicos ocorridos há aproximadamente 16 anos atrás

1º Em junho, meu pai biológico – que ninguém sabe o nome – abandonou minha bela mãe (Heidi Hale) um mês antes do parto.

2º Minha mãe encolerizada pelo abandono, sofreu um acidente de carro enquanto ia atrás do desclassificado.

3º Ela foi levada as pressas para o hospital, onde deu a luz prematuramente – por sorte, não houve nenhum problema comigo e com Jasper- duas semanas depois nós todos fomos para casa.

4º Heidi ficou com sequelas do acidente, portanto, Renné, sua irmã grávida (mãe da Bella), resolveu passar três meses conosco, em Phoenix, para ajudá-la.

5º Um mês depois do nosso nascimento, as sequelas pioraram e minha mãe morreu no caminho para o hospital.

6º Renné ficou com a nossa guarda. Ela assinou toda a papelada e nos trouxe para viver com ela e com Charlie, em Forks. Dois meses depois, em setembro, ela deu a luz a Bella e, por motivos de infecção, morreu no parto.

7º Charlie infelizmente se prontificou a cuidar de mim e de Jasper como se fossemos seus próprios filhos, exigindo que nos referíssemos a ele como "pai".

8º Crescemos juntos e o meu irmão se tornou o protetor da Bella-pateta enquanto ignorava a minha existência. Fala sério! O que eu fiz para merecer isso?!

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Levei cinco segundos para analisar as palavras dele e o tom que ele utilizou. Conclusão: acordei do transe com a fúria ardendo em cada célula do meu corpo. Eu não admito que ninguém use esse tom comigo, principalmente em dia de ressaca! Então, joguei-me para cima dele:

- Seu desgraçado, Diabo-Loiro! – gritei encolerizada enquanto puxava os cabelos dele – você vai me pagar por isso!

- Sua Louca! Saia de cima de mim – esbravejou tentando, sem sucesso, me tirar de cima dele enquanto rolávamos e caíamos da cama – você merece coisa muito pior do que isso! Bella nunca fez nada de mal para você!

- Não venha me falar da santinha do pau-oco dessa forma! – gritei enquanto ele conseguia me imobilizar - ela arruinou tudo!

- Que idéia é essa Rosalie? – ele perguntou ainda irritado – Você não está saindo com o Emmet? Por que o Edward também tem que estar babando por você? Um Cullen só não basta?

- Não! Não basta! – gritei cada vez mais encolerizada – o idiota do Edward é o único que não me dá bola! Eu não aceito isso!

- Rosalie, - ele falou em tom severo enquanto eu me remexia no chão tentando me livrar dele – preste bastante atenção: apesar de ser linda, você não é o centro do universo, o mundo não gira em torno de você, por isso, baixe o tom de voz e começe a respeitar os outros!

- Grrr... – rosnei - você é o pior irmão que alguém pode ter!

- Não sou não Rose – ele falou baixando um pouco o tom de voz, mais ainda irritado – só me preocupo com você e com que você vai fazer com a sua vida, quero o melhor para você.

- Jasper, a vida é minha e eu faço com ela o que bem entender - respondi sendo o mais arrogante possível – e outra coisa, o melhor para mim é ser desejada por todos, inclusive pelo cego do Edward! Agora saia de cima de mim! Está me machucando!

- É irmãzinha... – ele falou taciturno enquanto me deixava levantar – parece que você terá que aprender por suas próprias experiências já que não quer me ouvir. Mas se quer um conselho, deixe o Ed e a Bells em paz e curta mais o Emmet.

- Eu não preciso de seus conselhos – respondi enquanto ajeitava meu cabelo no espelho – e eu nunca deixaria o meu Emmet.

Ele bufou e me encarou pelo espelho com olhar reprovador que eu tanto odiava.

- Rosalie, pense bem em que você vai se meter – ele falou enquanto eu me virava com um sorriso malicioso.

- Pode deixar querido irmãozinho – respondi travessa – já pensei em absolutamente tudo.

Ele saiu do meu quarto lançando-me mais um olhar de alerta e batendo a porta levemente. Logo depois, minha cabeça simplesmente explodiu de dor e eu deitei novamente na cama me dopando com remédios.

Bella

- Bells – chamou Alice me sacolejando – Acorda logo Bella! Temos que ir logo para Port Angeles. Não esqueça que tenho que estar de volta para meu encontro! Já é uma da tarde!

- Arg... – resmunguei levantando – Alice! Deixe-me dormir, por favor!

- Nem pensar! – ela falou enquanto me puxava da cama e me empurrava para o banheiro – te dou cinco minutos contados no relógio para você se arrumar.

Com Alice é assim mesmo, não tem como discutir. Obediente como sempre, eu tomei meu banho rapidamente e vesti uma calça jeans, uma blusa de flanela branca e meu inseparável moletom velho. Peguei um guarda-chuva no meu closet, minha carteira, uma bolsa e desci as escadas.

Na sala, Jazz e Lice estavam sentados juntos no sofá e pareciam bem... Íntimos.

- Finalmente Bella! – falou Alice sorrindo quando me viu

- Podemos ir Alice? – disse emburrada – Quero acabar logo com isso...

- Nossa Bells! – falou Jasper se divertindo – Parece que Lice vai te levar para uma sessão de tortura!

- E não vai? – reclamei baixinho comigo mesma, esperando que eles não ouvissem.

Alice sorriu - provavelmente se divertindo com a minha falta de humor para compras - deu um beijo na bochecha de Jazz e veio para o meu lado.

- Onde está Charlie? – perguntei a Jasper.

- Pescando, como sempre – respondeu revirando os olhos – mas ele quer que você esteja em casa no máximo ás seis e meia.

- Ué, e o seu encontro de vocês? – perguntei preocupada que tivesse sido cancelado.

- Está de pé – ele respondeu sorrindo para Alice – ele falou que você tem que estar em casa mais cedo... – explicou olhando para mim – não eu.

Essa agora é novidade! Só eu tenho toque de recolher nessa casa?!

- Vamos logo então Alice – falei rabugenta puxando-a para o carro.

Fomos andando até o estacionamento e, quando fui entrar na minha velha picape vermelha Chevy, Alice subitamente me puxou e me levou na direção do carro de Jasper.

- O que você pensa que está fazendo Alice? – perguntei desorientada enquanto ela abria o Mercedes – Jazz não deixa ninguém mexer no carro dele!

- Relaxa Bella – falou enquanto sentava no banco do motorista – Jazz me emprestou o carro para irmos às compras – explicou sorrindo abertamente.

- Uau! – exclamei surpresa enquanto entrava no banco do carona – como você conseguiu isso? Meu irmão não nos deixa sequer tocar no carro, quanto mais tirá-lo da garagem!

- Na realidade, – ela respondeu dando a partida – ele me ofereceu o carro emprestado quando eu disse que íamos com a sua Chevy.

- Ei – falei ofendida – não tem nada errado com a minha picape!

- Claro que não – disse Alice rindo, entrando na estrada – além do limite de velocidade e do ronco do motor.

Fiquei meio ofendida com a resposta da Lice. Está certo que minha picape não passa dos 90 km/h e que o motor ronca mais alto do que meu pai quando dorme, mas também não precisa ficar humilhando...

- Parece que Jazz está mesmo louco por você... – falei mudando de assunto.

- Espero que sim! – respondeu alegremente enquanto aumentava a velocidade até atingir 140 Km/h – hoje à noite será demais!

- Isso se estivermos vivas até lá – disse vendo o velocímetro subir cada vez mais.

- Por quê? Nós vamos morrer? – ela perguntou sem entender nada.

- Sim! Logo que você bater com o carro! – gritei - Que droga Lice, diminui!

Ela riu abertamente e me olhou sem diminuir a velocidade.

- Bells, você vai ficar com rugas antes do tempo! Você se estressa demais... – ela disse voltando os olhos para a estrada – mas não se preocupe, eu não vou bater. Já estou acostumada com a velocidade – ela disse sorrindo amarelo.

Claro! Como fui me esquecer? Os Cullens são conhecidos por dirigirem perfeitamente, mesmo em alta velocidade – com a exceção de Emmet, que já parou na delegacia umas sete vezes...

- Sem contar que nós temos que chegar lá o mais rápido possível – ela continuou antes de eu conseguir responder – para dar mais tempo de fazermos compras!

- Ok Alice – falei sabendo que não adiantaria discutir - mas se formos presas ou mortas, a culpa é inteiramente sua.

- Acho que você tem tacofobia – ela falou rindo altamente – é melhor você ir se acostumando, porque meu irmão dirige tão rápido quanto eu!

Só de ela falar em Edward, eu fiquei nervosa. Será que ele gosta de mim tanto quanto eu gosto dele? O que devo esperar do nosso encontro? Afoguei-me em meus devaneios enquanto Alice ligava o rádio e colocava uma musica bem leve.

Edward

O relógio marcava duas da tarde e eu estava deitado em minha cama pensando – como sempre – em Bella. A adorável menina conseguiu aos poucos roubar completamente o meu coração sem nem sequer se dar conta disso.

- Edward! Edward! Ajude-me! – irrompeu Emmet porta adentro cheio de creme de barbear no rosto com o seu cachorro em baixo do braço.

- O que aconteceu? – perguntei preocupado levantando-me

– O Papa-léguas está doente! – ele choramingou.

Papa-léguas é um Dálmata de apenas quatro dias que Emmet comprou em um Pet Shop para compensar a falta do seu falecido hamster, Jerry, que quebrou todos os minúsculos ossinhos quando Em jogou-o pela janela querendo ensiná-lo a voar – eu até tentei salvar o bicho, mas cheguei tarde demais e ele acabou se estatelando no chão. Alice acha que o Dálmata só durará uma semana – afinal, Emmet entende tanto de animais que acabou dando um banho com direito a condicionador no ex-peixinho dourado da Lice e depois o pendurou no varal para secar -, já eu tenho esperança que o animal dure pelo menos alguns meses...

-O que esse cachorro babão tem agora? – indaguei olhando o bichano abanar o rabo alegremente – Ele parece normal...

- Claro que ele não está norma! – berrou desesperado aninhando o cão– Ele está com Peste Preta!

- Hein?! Peste Preta?! – perguntei sem entender nada.

- É, aquela doença da aula de História – explicou chorando – Ed, por favor, salva o Papa-léguas!

- Emmet! É Peste Negra, não Peste Preta! – exclamei abismado começando a rir – Mas porque diabo você acha que ele está com Peste Negra?!

– Olha só essas manchas pretas por todo o corpo dele! – falou desesperado apontando para as manchas numulares características dos dálmatas que começavam a nascer no pequeno animal – só pode ser a Peste!

Será possível existir alguém mais burro que meu irmão? Tenho certeza absoluta que não! Ás vezes é difícil acreditar que somos filhos dos mesmos pais...

- Mano, presta atenção – expliquei suspirando – cachorros não tem peste negra. Sem contar que ela não é muito comum atualmente, principalmente no nosso país. E para de chorar pelo amor de Deus!

- Se ele não está com a peste, o que ele tem então? – indagou prendendo o choro.

- Ele é um Dálmata! – exclamei abismado – Cachorros dessa raça tem o pelo com manchas pretas!

- Mas porque só apareceram hoje de manhã? – perguntou.

- Porque elas só aparecem depois de alguns dias de nascido... – respondi vendo o cachorro pular do colo dele e urinar no tapete do meu quarto – Eca! Tire esse animal sarnento do meu quarto!

Ele pegou o bichano e saiu saltitante do quarto me agradecendo e falando com voz de idiota alguma coisa sem nexo com o animal.

Peguei o tapete urinado e o levei à lavanderia, onde coloquei de molho com muito sabão em pó e desinfetante. Subitamente minha mãe, Esme, apareceu atrás de mim assustando-me.

- Ah, oi mãe – falei meio taciturno.

- Edward, seu pai e eu queremos falar com você – ela falou pegando minha mão com as suas mãos frias como gelo – a respeito de Bella.

Acenei com a cabeça e sentamo-nos na mesa de mogno da sala de jantar, onde aconteciam todas as reuniões de família.

- Filho, - começou Carlisle que estava sentado na cabeceira da mesa – queremos te perguntar uma coisa...

- O que? – perguntei mesmo já sabendo do que se tratava.

- Você sabe muito bem da sina de nossa família e quais são os riscos de se envolver com uma garota tão perto do dia.... – disse sem conseguir terminar a frase – bem, você sabe...

- Pai, eu sei disso – sussurrei como se falasse comigo mesmo, sabendo que ele ouviria – já pensei mil vezes no assunto. Penso nisso todos os segundos, desde o ano em que descobri que estava perdidamente apaixonado por Bella...

- E você vai mesmo querer arriscar? – perguntou em um tom ameno.

- Sim... –respondi olhando bem fundo nos seus olhos caramelos – não consigo seguir desse jeito, tendo que me afastar dela quando meu real desejo é tê-la em meus braços a cada segundo de minha vida.

- Compreendemos meu filho – disse minha mãe docemente – se é esse seu desejo, te daremos total apoio.

- Obrigado – agradeci.

Eles me questionaram mais um pouco sobre o que eu faria depois que acontecesse a... Transformação... E depois subi para o meu quarto, onde ouvi um cd com musicas clássicas enquanto pensava em Bella... Na minha Bella.

Emmet

- Papa-léguas, quer conhecer sua mamãe? – perguntei para o meu cachorrinho enquanto levava-o para dar uma volta no quintal.

Ele, tímido como sempre, não me respondeu.

- Bem... Eu prometo te levar na casa dela desde que você jure não dar em cima dela! Combinado?

Léguas me olhou por alguns instantes e depois retornou a caminhar, cheirando todos os lugares por que passava.

- Vou considerar isso como um sim – comemorei pegando meu filhotinho no colo e correndo para casa.

Subi as escadas rapidamente e entrei no quarto do meu irmão. O dorminhoco estava deitado em sua cama dormindo enquanto uma música daquele Ludovico Van Mosartz estava tocando bem baixinha. Coloquei o Lélé no chão e corri para a cama de Ed.

- Mano, acorda! – gritei animado me jogando em cima dele.

- AH!!!!!!!!– berrou acordando subitamente.

- Oi dorminhoco! – cumprimentei enquanto ele me olhava com uma cara de ódio.

- EMMET! SAIA JÁ DE CIMA DE MIM! – falou mal-humorado.

- Ok, ok... – falei saindo e pegando meu cachorrinho que estava ameaçando fazer mais xixi no quarto do Ed.

- Por que você me acordou desse jeito seu maluco?! – questionou encolerizado.

- É porque assim é mais divertido... – respondi sorrindo enquanto ele me encarava com um olhar assassino.

– Mas, enfim, - continuei -eu te acordei porque queria te chamar para levarmos o Papa-léguas à casa dos Swan para conhecer a mamãe Rose!

Ele começou a rir.

- Qual é a graça? – indaguei confuso.

- A Rosalie odeia cachorros, - falou ainda rindo - se ela te ouvir falando que agora é mãe de um, ela te mata!

- Acho que não, - discordei aninhando o meu bebê– ela adorará ter um filhinho tão fofo como esse aqui!

- Tudo bem cara, a cabeça é sua –falou se levantando – pega esse cão e vamos lá.

Rosalie

Acordei às três da tarde me sentindo uma zumbi. Minha cabeça já não doía tanto, mas meu corpo ainda estava como se eu tivesse levado uma surra. Tomei um banho quente bem demorado enquanto meus músculos atrofiados relaxavam com a água; coloquei um vestido vermelho, e fui para a cozinha comer alguma coisa.

Quando passei pela sala, percebi que a casa estava vazia com a exceção de Jasper sentado no sofá vendo um documentário.

- Ah, boa tarda dorminhoca! – falou Jazz percebendo que eu estava parada encarando-o – Como está se sentindo?

- Estou bem na medida do possível. Onde foi todo mundo?

- Bells e Alice foram a Port Angeles e Charlie foi pescar com Billy.

Billy Black é o melhor amigo de Charlie, eles são amigos desde que me entendo por gente. Ele mora na reserva Quileteu, a poucos quilômetros de Forks, com seu filho – que por sinal é um grande chato – Jacob Black. Nossas famílias costumam se reunir bastante e Jake vem nos visitar frequentemente (principalmente para ver Bella).

- O que Bella e Alice foram fazer em Port Angeles? – perguntei curiosa.

- Parece que Bella precisava de uma roupa nova para usar amanhã no encontro com Edward – respondeu presunçoso – a propósito, lembre-se do que conversamos hoje de manhã...

- Arg! Poderia parar de falar isso?! – falei irritada indo para cozinha – Já está enjoando!

Ele não respondeu e provavelmente voltou a ver o documentário idiota. Na cozinha, peguei o resto de salada de ontem e um suco de laranja na geladeira e me sentei para comer.

"Bella em um encontro com Edward... Isso será bem... Interessante" – pensei sorrindo maliciosamente – "ainda mais com uma pequena ajudinha minha..."

Jasper

O documentário ainda estava passando quando a campainha soou e fui ver quem era. Levei um susto quando abri a porta e vi Edward e Emmet com um manto, provavelmente enrolando um bebê, no colo.

- Oi Jazz! – exclamou Em sorrindo – viemos apresentar vocês ao meu mais novo filho!

- O que?! – indaguei assustado olhando do manto para Edward que estava sorrindo divertido e depois para Em - Você tem um filho?!

- Calma Jazz – disse Edward enquanto entravam – é só o novo bichinho do Em que ele quer mostrar para a "mamãe Rose".

- Rosalie agora é mãe?! – questionei quase tendo um AVC sem entender como Rose poderia ter tido um filho morando na mesma casa que eu, sem que ninguém percebesse- Rosalie! - gritei chamando-a

Ela entrou na sala olhando para nossos visitantes e postando-se atrás de mim.

- O que foi seu chato? – ela perguntou olhando para mim e depois para o manto no colo de Emmet – O que é isso aí Em?

- Rosalie, tenho uma noticia para te dar – ele falou enquanto Edward se desdobrava de rir – Você vai ser mamãe!

Ele tirou o manto e de repente um filhote de dálmata pulou do colo dele com a língua para fora latindo. Eu suspirei de alivio entendendo de imediato a brincadeira e me juntando aos risos. As gargalhadas logo cessaram e segui os olhos deles que miravam atrás de mim. Quando me virei vi Rosalie estirada no chão, inconsciente.