Hospital

Bella

- Bells, acho que você deveria usar uma roupa mais curta... – falou Alice olhando com reprovação o conjunto calça jeans, tênis e blusa azul de alçinha que eu escolhi – de preferência um vestido... E um salto alto...

Nós estávamos nos provadores da loja mais cara de toda Port Angeles e eu já experimentara doze opções de roupas diferentes que Lice escolheu e não gostara de nenhuma.

- Eu acho que ficou ótima... – falei me olhando no espelho – Além do que, não faz sentido usar um vestido e um salto para ir a uma clareira. Ainda mais se terei que caminhar até lá sem tropeçar.

Ela bufou e me olhou severamente.

- Você tem que dar um jeito na sua coordenação motora urgentemente! Isso já está influenciando na sua maneira de se vestir! – preferi nem comentar (eu sabia que era verdade...)

Comecei a pôr de volta a minha roupa quando o meu celular começou a tocar. Eu estava meio enrolada tentando tirar a blusa – que agarrou no meu brinco na tentativa – então, pedi para Alice atender para mim.

- Alô – disse educadamente, atendendo.

A pessoa respondeu e ela sorriu.

- Ainda estamos em Port Angeles... Não, ela está trocando de roupa... Você parece meio triste, aconteceu alguma coisa? – perguntou preocupada e obteve uma longa resposta.

- Quem é? – perguntei curiosa enquanto desvencilhava-me da blusa.

- Não acredito! Ela está bem? - indagou pesarosa ignorando-me.

- Alice, quem é? – questionei novamente começando a ficar preocupada.

- É o Jasper – falou tampando o bocal do telefone – parece que Rosalie está no hospital...

- O que?! – perguntei me desesperando – O que aconteceu com ela?!

- Charlie está aí com vocês? – ela continuou a falar com ele como se não estivesse me ouvindo – Sim, sim... Eu entendo... Não, eu prefiro te esperar aqui... Tenho sim... Acho que ela vai querer ir logo para casa... Não se preocupe, eu vou ficar bem...

- Alice! Me responde! – implorei quase me descabelando.

- Ok Jazz, combinado... Avise quando tiver notícias – falou me lançando um olhar pedindo para manter a calma – sim, eu te espero lá... Até às seis – completou, desligando o celular e me devolvendo.

- Alice, o que aconteceu? –perguntei nervosa.

- Ele me disse que Emmet foi apresentar o novo cachorrinho a Rose e ela desmaiou de susto e acabou se machucando... – respondeu meio desanimada – é só mais uma palhaçada do Em que não acabou bem. De qualquer forma, ele, Edward e Emmet estão agora no hospital esperando por notícias.

- Como ela está? – questionei preocupada com minha irmã.

- Parece que ela ainda está sendo examinada. Ele vai ligar quando tiver novidades...

- Meu pai está com eles? – indaguei

- Na verdade eles preferiram não contam a Charlie, você sabe como ele fica quando atrapalham a pescaria dele... Sem contar que Rosalie não gostaria de ter o pai envolvido nisso.

- Sim, tem razão... – Rose acharia o maior mico do mundo - vamos logo então, eu quero ver minha irmã – disse determinada, saindo do provador – só tenho que passar no caixa para pagar por esse conjunto.

- Arg! Você vai mesmo usar esse troço no seu primeiro encontro? – falou discordante.

- Sim – respondi simplesmente, ignorando a careta que ela fez.

Paguei pelas roupas – que, aliás, eram bem caras para Lice estar as tratando com tanto desdém – e segui com ela para fora da loja, intencionando voltar o quanto antes para Forks.

- Bells, se você quiser pode ir para casa – disse Alice me parando logo depois que saímos da loja - mas eu vou ficar aqui mais algumas horas até Jasper chegar.

- Por quê? – indaguei confusa.

- Hoje é nosso encontro!

Nossa! Já tinha até esquecido... Minha cabeça tem andado meio dispersa hoje...

- Ele vem te encontrar aqui? – perguntei meio preocupada em deixá-la sozinha.

- Sim, ele vem o mais rápido possível - respondeu sorrindo.

- Você tem certeza de que vai ficar bem sozinha? – questionei hesitante.

- Claro! Vou fazer umas compras e depois vou encontrá-lo no cinema. Pode ir ver sua irmã...

Ela me entregou a chave do carro de Jazz e eu a olhei com uma sobrancelha erguida.

- Não se preocupe, ele deixou – falou adivinhando meus pensamentos – é só não bater com o carro.

- Tudo bem, eu já vou indo – disse me virando, até que me lembrei de um detalhe – Alice, se Jasper vem para cá, quem vai ficar cuidando de Rose até eu chegar?

- Hum... Acho que Edward deve ficar, - respondeu pensativa - considerando que ela deve estar morrendo de raiva do Em...

Não pude evitar o aperto no coração quando o ciúme e o medo me invadiram. Eu sei que é exagero, mas minha irmã consegue ter quantos homens quiser com um piscar de olhos, ou melhor, com uma blusa bem decotada...

Despedi-me de Alice e fui em direção ao carro sem conseguir me livrar da sensação de traição. Rosalie não daria em cima dele sabendo que eu sou apaixonada por ele há anos... Ou será que daria? Alguns minutos depois já estava dirigindo pela estrada com um péssimo pressentimento...

Edward

Sentamo-nos na sala de espera do hospital esperando por noticias da Rose. Emmet na poltrona à minha frente aninhando o filhote dentro da manta, rezando para as enfermeiras não expulsarem ele de lá e Jasper do meu lado, super preocupado.

Eu estava bem tranqüilo, sabia que Rosalie logo se recuperaria. Minha única preocupação era se esse acidente atrapalharia meu encontro com Bella...

- Emmet, isso tudo é culpa sua e desse seu cachorro! – falou o estressadinho do Jazz.

- Ei, não venha botar a culpa em mim e no meu bebê! – retrucou Em – isso é culpa do Edward!

Essa é boa! O Emmet apronta e a culpa é minha?!

- Atah! – respondi sarcástico – Fui bem eu quem comprou um cão maluco que quase matou a Rosalie do coração!

- Sem essa! – disse Em – Você foi eleito como o filho responsável, por isso deve se responsabilizar pelos meus atos e pelos da Branca de Neve. Não é culpa minha se você não me impediu de fazer isso...

Legal, agora tudo o que ele e a Lice aprontarem será culpa minha?!

- Essa foi a pior desculpa do mundo! – falei irritado me levantando – É melhor você ficar quieto se não eu mostro para as enfermeiras o que tem dentro desse manto – ameacei me aproximando dele.

Jasper se juntou a mim encolerizado. Afinal, essa "pegadinha" do Em acabou resultando não só na hospitalização da Rosalie, como também estava atrasando o encontro dele com a minha irmã.

Emmet, morrendo de medo, segurou o manto com o cachorro forte demais e o animal começou a grunhir e se remexer para se livrar do aperto. Eu e Jazz nos aproximamos mais um pouco e o Em começou a gritar por socorro – obviamente eu e Jasper não iríamos bater nele, afinal, maus tratos com os animais, principalmente com os irracionais como o Emmet, é crime...

Os gritos e grunhidos chamaram a atenção de uma enfermeira que estava passando e ela se aproximou para ver o que estava acontecendo. As coisas pioraram quando o Papa-Léguas conseguiu se livrar dos braços de Em, pulou do colo dele e saiu correndo pelo hospital antes que conseguíssemos impedi-lo.

- Que bagunça é essa no hospital?! – perguntou a enfermeira, abismada.

- Er... Não é nada – respondeu Jasper constrangido enquanto Emmet saia correndo atrás do cachorro tentando pegá-lo gritando "Pega! Pega!".

- Gostaríamos de saber como está a paciente Rosalie Swan – falei tentando distraí-la.

- Senhor Cullen, certo? – ela perguntou me reconhecendo (esse é o problema de ser filho de um médico; todos no hospital te reconhecem, até aqueles que você nunca viu na vida...)

- Sim – confirmei enquanto Emmet entrava no quarto de um paciente atrás do cão.

– A enfermeira responsável por ela virá falar com vocês daqui a pouco, - ela falou séria - mas tenho que pedir que o senhor leve o maluco com o cachorro para outro lugar antes que eu tenha que chamar o segurança.

Se ela já percebeu que o Em é maluco só em dois minutos, imagine como ela ficaria se passasse um dia todo com ele!

- Não precisa, - falei olhando-a - vou levá-lo de volta para o hospício e volto para ver a Rose...

Ela concordou com a cabeça no exato momento em que Emmet saiu do quarto com o cachorro nos braços.

- Eca! O Léguas lambeu um defunto! – exclamou o infeliz, enojado.

A enfermeira me encarou furiosamente apressando-me. Peguei Jazz pelo braço e fomos ao encontro do Em.

- Ficou doido, cara! – falou Jasper como que querendo matá-lo – Quase fomos expulsos do hospital!

- Desculpa – disse Emmet - é que o Papa-Léguas corre tão rápido quanto no desenho...

- Tá, tanto faz – falei impaciente – Jasper, fique aqui esperando por noticias da Rosalie enquanto eu vou levar o encrenqueiro para o hospício.

- Você vai me levar para um hospício depois de tudo que passamos juntos?! – perguntou Em começando a chorar, atraindo a atenção de todos que passavam – Eu não quero ir! Por favor, mano, me dê outra chance! Eu prometo nunca mais te perturbar! Eu vou até começar a prestar atenção na escola, até mesmo naquelas aulas daquelas letrinhas de somar! Entro até em um convento se você quiser! Mas não me leve para o hospício! O Papa-Léguas ficaria sem pai, tenha compaixão!

Meu Deus! Emmet em um convento?! Coitadas das freiras!

- Ok Em, você venceu. Vamos para casa, mas pare de dar show aqui no hospital, está todo mundo olhando...

- Legal! Valeu mano!

- Edward – falou Jazz me cutucando – eu não posso ficar aqui, tenho que encontrar Alice em Port Angeles o quanto antes, não gosto da idéia dela lá sozinha...

Mais essa agora! Eu vou ter que ficar aqui com a Miss Frufru?!

- Tudo bem – me rendi meio chateado entregando a chave do meu carro para ele – eu fico aqui esperando a Rosalie e você vai com meu carro até a sua casa e depois Emmet vai com ele para casa...

- Valeu – agradeceu Jasper – assim que tiver noticias me ligue.

- Falou.

- Er... Ed – disse Emmet – peça desculpa a Rose por mim.

Concordei e eles foram embora. Vinte minutos depois uma enfermeira chegou e disse que Rosalie tinha acordado e que estava bem. O médico (que também sabia meu nome) me acompanhou até o quarto.

- Parece que a paciente tomou muitas doses de um remédio para dores de manhã, deixando o corpo meio vulnerável. Ela contou que à tarde seu irmão chegou à casa dela com uma ratazana que foi atacá-la e por isso ela desmaiou - explicou o médico enquanto entrávamos no quarto (está certo que o cachorro ainda é um filhote, mas confundi-lo com uma ratazana é demais).

- Ela fraturou o braço e por isso ficará com gesso por umas duas ou três semanas – ele continuou enquanto nos aproximávamos da cama de Rose – pode levá-la para casa, mas recomendo que alguém fique com ela por hoje, só para garantir que não tenha mais nenhuma reação ao excesso de remédio e mais nenhum susto...

Rosalie estava com a mesma aparência mal-humorada de sempre, só que dessa vez com um gesso até quase o ombro. Eu agradeci ao médico; ele apertou minha mão dizendo como era bom ver o famoso filho do Dr. Carlisle Cullen e saiu. Logo depois me aproximei da Polly Pocket e ela me olhou.

- Oi – falou com uma voz exausta.

- Oi Rose – respondi com um pouco de compaixão – Você está bem?

Que pergunta idiota!

- Sim, na medida do possível. Você já pode me levar para casa? Não aguento mais ficar aqui...

- Claro – respondi e me lembrei do pedido de Emmet – Er... Antes que eu me esqueça, Em pediu desculpa.

- Onde ele está? – questionou como se quisesse matá-lo.

- Ele foi expulso do hospital e voltou para casa com o Léguas e Jazz...

- Quem é Léguas?! – perguntou se levantando.

- É o dálmata que te assustou – respondi ajudando-a.

- Aquilo é um cachorro?! – indagou cética.

Acenei com a cabeça, confirmando.

- Que estranho, pensei que ele quisesse um porquinho... – ela falou pensativa.

- O que?! – por favor, meu Deus! Que o Em não chegue lá em casa com um porco!

- Nada – ela falou se aproximando enquanto sorria maliciosamente para mim e eu percebi que ela estava usando uma camisola de hospital que é quase toda aberta...

- Ops! Desculpe – disse envergonhado me afastando dela e virando para a porta – troque de roupa que eu te espero ali fora...

Sai apressadamente enquanto só conseguia pensar em três coisas: 1ª Eu estava ansioso para deixar a Barbie em casa logo 2ª Emmet adoraria tê-la visto nesse modelito 3ª Como a Bella ficaria sexy com essa camisolinha!

- Edward!– a loira gritou de dentro do quarto me despertando dos meus pensamentos.

- Que foi? – perguntei preocupado, entrando no quarto com medo dela ter caído de novo.

Assim que entrei me arrependi profundamente. Ela ainda estava usando aquela roupa - que pelo amor de Deus, são iguais a aquelas coisas que as mulheres usam quando estão pousando para a Play Boy! – e estava me olhando com uma expressão maliciosa.

- O que você acha de me ajudar a trocar de roupa...? – indagou com uma voz estilo Betty Boop enquanto se aproximava de mim tentando me seduzir.

Quantas vezes eu tenho que demonstrar que não dou a mínima para ela?! Cruzes! Ela está tentando flertar comigo há uns dois anos e não desiste nunca! Acho que vou ter que escrever em letras maiúsculas na minha testa...

- É melhor você deixar o Emmet fazer essa parte – respondi sarcástico enquanto simplesmente me virava e saia do quarto – eu já tenho dona – completei sorrindo.

***

Logo que saímos do hospital, chamei um taxi para nos levar para casa. Rosalie me lançou diversas tentativas de olhares sedutores por todo o caminho enquanto eu simplesmente ignorava todos eles, fingindo que não estava vendo e cantarolando comigo mesmo uma canção que compus há pouco tempo.

Em alguns minutos, chegamos a casa e eu paguei o taxista que me olhou alegremente por causa do bônus que dei a ele; saí do carro e ajudei a narcisista a se levantar (ela ainda estava meio tonta de ter ficado tanto tempo apagada).

- Poll... Er, quero dizer, Rosalie – falei enquanto entrávamos em casa – você quer que eu explique para o seu pai o que aconteceu e peça para ele vir?

É obvio que eu já sabia a resposta, mas não custava nada perguntar...

- Não, prefiro que você fique aqui... – respondeu lentamente, aproximando-se de mim tentando me "abraçar" enquanto eu me esquivava.

Que droga! Jazz e Lice estão me devendo MUITO por ter que aturar isso. Juro que se ela não fosse minha cunhada – ou quase - eu daria um belo fora nela! Mas, fazer o que né? A vida não é perfeita... E eu sei muito bem disso...

- Vem Ed, vamos assistir alguma coisa – falou fingindo não perceber minha rejeição e me dirigiu até a sala.

A loira sentou no sofá ligando a televisão e dando um tapinha ao lado dela, me chamando para sentar. Soltei um suspiro pesado e fui. Afinal, sabia muito bem que não adiantaria tentar ignorá-la tendo que "cuidar" dela até alguém chegar...

- Eu estava pensando... – falou praticamente se jogando em cima de mim – nós bem que podíamos sair qualquer dia desses...

ESSA GAROTA JÁ ESTÁ ABUSANDO DA SORTE! HAJA MUITA PACIÊNCIA PARA ATURAR ISSO! SÓ MESMO O MALUCO DO EMMET PARA GOSTAR DESSA REENCARNAÇÃO DE BARBIE !

Afastei-me o mais educadamente que pude fervendo de raiva enquanto ela me olhava com uma falsa expressão inocente.

- Eu vou beber algo – anunciei me levantando e indo para a cozinha querendo me livrar dela o quanto antes.

A cozinha era bem pequena comparada com a minha, sem contar que servia também de sala de jantar, então não tive muita dificuldade de achar um copo. Admito que, apesar de que sempre tenha sido louco por Bella, não estive muitas vezes na casa dos Swan; principalmente porque tentava ao máximo me manter afastado da tentação que era estar com Bella, até que finalmente decidi ignorar meus, er... "futuros problemas genéticos", assim como Alice e Emmet, e investir em nosso relacionamento.

Por que tomei essa decisão logo agora, tão perto amaldiçoado dia? Pelo motivo mais egoísta que poderia existir: simplesmente não aguento mais ficar longe da minha Bella, da minha musa que dá sentido a minha deplorável vida. Somente ela consegue fazer meu coração acelerar cada vez que me olha com os brilhantes e doces olhos cor de chocolate ou quando dá o mais belo sorriso, capaz de me enlouquecer completamente e desejar poder beijar seus preciosos e recatados lábios. Mesmo que seja por pouco tempo, quero tê-la comigo e poder sentir que ela é inteiramente minha...

- Oi – disse uma voz que eu infelizmente conhecia muito bem, assustando-me.

Virei-me vagarosamente, irritado por ter sido despertado dos meus devaneios e a encarei.

- Você estava demorando muito, - falou Rosalie ainda com a voizinha irritante de Betty Boop - então decidi ver se achou o que beber ou se estava precisando de mais alguma coisa...

- Não, está tudo bem – respondi tentando ser educado - é melhor você voltar para a sala, tem que descansar.

- Claro – disse sorrindo maliciosamente – quer vir comigo?

-Er... Vai indo que eu já te encontro lá – falei.

Enrolei mais alguns minutos na cozinha e voltei para sala vagarosamente. Ela estava sentada no sofá lançando-me olhares de quem ia aprontar alguma e me chamando para sentar ao seu lado novamente. Antes que ela pudesse protestar, sentei na poltrona mais distante do sofá e comecei a ver o filme que estava passando na televisão.

Depois de algum tempo ela acabou desistindo – pelo menos foi o que eu pensei – então comecei a relaxar um pouco e a prestar atenção ao filme. Mais ou menos na metade dele, comecei a ouvir a aproximação de um carro e já estava dando graças a Deus que poderia ir para casa, quando subitamente a Barbie se levantou e se postou na minha frente.

- Er... Está precisando de alguma coisa? – perguntei tentando não ser indelicado e comecei a me levantar.

- Sim... De você – ela respondeu me empurrando novamente para o sofá e se jogou em cima de mim começando a me beijar de olhos fechados.

Antes que eu conseguisse empurrá-la para longe e dar um fora nela de vez, ouvi a porta sendo aberta e familiares passos se aproximando...