AMOR INOCENTE

Por: Rosana (Rô)

Revisora: Bruna (Yoruki)

Capítulo 2

- Pronto. Chegamos. Não foi tão difícil não é mesmo? – perguntou Syaoran, colocando Sakura em pé na porta de entrada da casa dela.

- Você não acha que eu é que deveria perguntar isso? - ela disse sorridente. – Afinal você fez todo o esforço.

- Esforço? Um peso pena como você?

- Peso pena. Sei. – ela brincou pegando a chave.

Syaoran tomou as chaves da mão dela e abriu a porta, ajudando-a a entrar. Os dois dirigiram-se à sala onde Sakura sentou, sendo ajudada por Syaoran.

- Nossa, depois desse tratamento especial, vou contratar você como meu enfermeiro.

- Vou adorar esse emprego. – ele disse se sentando e colocando os pés dela em cima de suas pernas.

Os dois encararam-se por alguns segundos, Sakura ficando levemente corada, enquanto Syaoran sorria do constrangimento dela.

- Janta aqui? – ela disse de repente.

- Não quero atrapalhar.

- É o mínimo que posso fazer depois de você me carregar por todo o caminho da escola.

- Será que seu irmão não vai se incomodar?

- Que nada. Só que vai ser pizza, hoje é meu dia de cozinhar, mas com essas mãos. – ela falou olhando para as palmas machucadas. – E Touya, com certeza, quando chegar não vai querer cozinhar.

Nisso a porta da sala se abriu.

- Sakura. – Touya gritou.

- Aqui na sala, Touya.

- Ah, meu anjo, me perdoa não ter ido te pegar na escola, mas pode ter certeza que esse carro nunca mais vai dar problemas. – ele falou se aproximando. – Oi, Syaoran.

- Olá.

- Fica tranqüilo, o Syaoran me deu uma carona para casa.

- Ah sim, mas carona de quê? – o irmão perguntou.

Os dois jovens se entreolharam e caíram na risada.

- Ele me trouxe no colo.

- Não acredito? Essa monstrenga pesada? – Touya perguntou surpreso.

- Touya. – Sakura reclamou. - Ele disse que eu não sou pesada.

- Ele foi delicado com você.

- Eu queria trazê-la de cavalinho, mas ela insistiu que queria andar. Não teve outro jeito. – Syaoran interferiu.

- Eu queria mesmo ter visto você trazê-la de cavalinho. Olha o tamanho dessa garota. Fala a verdade, Syaoran, suas costas devem estar te matando.

- Sabe, para ser honesto estou sentindo uma fisgadinha aqui do lado. – ele comentou colocando as mãos nas costas com uma careta engraçada.

- Querem parar? Além do mais eu vou te pagar o jantar em retribuição. – Sakura falou jogando uma almofada em Syaoran.

- Tudo bem para você se eu ficar, Touya? – Syaoran perguntou olhando para o rapaz mais velho.

- Se Sakura convidou, é claro que não tem problema. Mas vai ser pizza.

Imagina que dois adolescentes iriam perder a oportunidade de comer uma pizza.

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Sakura ficou o resto da semana sem ir à escola, com as mãos impossibilitadas não havia jeito mesmo. Nesse tempo Tomoyo lhe trouxe as matérias, mas Syaoran sempre dava uma passadinha para visitá-la, com isso os dois ficavam mais amigos a cada dia.

- Tem certeza de que já está bem? – Touya perguntou quando a irmã saiu do carro em frente à escola.

- Claro, Touya. Fica tranqüilo. Só não posso treinar ainda, mas dá para assistir às aulas numa boa.

- Então está certo.

- E não precisa me pegar, eu vou a pé.

- Estou sabendo. – ele disse sorridente. – Com certeza você terá companhia na volta para casa.

Sakura ficou vermelha na hora.

- Syaoran é só meu amigo.

- Eu estava falando da Tomoyo.

E com isso ele acenou acelerando o carro.

- Ah, Touya. – ela rosnou, mas logo estava sorrindo. O irmão adorava provocá-la.

- Kinomoto.

Sakura virou-se ao som da voz que lhe chamava. O treinador Akinori se aproximava sorridente.

- Como você está menina? Melhorou?

- Sim treinador, mas temo ter que esperar mais uns dias para voltar a jogar.

- Não se preocupe com isso. Estamos ainda nas primeiras semanas de treinos. Gostaria de pedir que você vá aos próximos apenas para observar como as coisas andam. Não quero ter que substituir a melhor capitã que eu arrumei para esse time. – ele disse piscando um olho.

- Pode contar comigo senhor. – Sakura replicou batendo continência. – Estarei a postos como ordenado.

- Assim é que se fala capitã. – ele devolveu a brincadeira, retribuindo a continência. – Espero-a hoje depois das aulas na quadra coberta.

- Estarei lá.

Sakura seguiu para a sala a passo moderado, cumprimentando os amigos pelo caminho, quando ouviu seu nome num grupinho de garotas.

- Eu não creio que ele ainda vá deixar a Kinomoto como capitã do time.

- Mas ele não escolheu mais ninguém.

- Ela faltou a dois treinos, e duvido que já esteja em condições de voltar a jogar.

Sakura percebeu que Mayu falava quase com prazer sobre suas faltas. Essa garota está precisando de um corretivo, pensou.

- Olá meninas. Não pude deixar de ouvir meu nome sendo pronunciado. – falou aproximando-se delas.

Mayu não se mostrou surpresa, com certeza tinha visto Sakura se aproximando.

- Já que vocês estão com algumas dúvidas sobre o time, devo dizer que hoje mesmo eu estarei no treino. Não como jogadora, para tristeza de vocês. – não conteve uma dose de ironia na voz. – Mas o treinador Aki me pediu que assistisse aos treinos enquanto estiver de molho por causa dos machucados.

- Com certeza será para a escolha de uma nova capitã. – Mayu falou não contendo a satisfação na voz.

- Ah, Mayu, não creio que você esteja certa. Veremos-nos no treino. – Sakura falou afastando-se delas. - Que menina mais antipática. – Sakura resmungava baixinho para si mesma.

- Espero que não seja eu. – uma voz suave disse por trás de Sakura.

- Ah, Tomoyo. Claro que não. Estou falando dessa Mayu. Infelizmente é uma excelente jogadora, pena que não consiga controlar seu gênio do mau. – Sakura brincou. – É incrível como ela gosta de pegar no meu pé.

- Oras, Sakura, é claro que ela pegaria mais pesado com você.

- Não vejo porque, eu sempre fui muito gentil com ela.

- Ah claro, mas, no momento, o garoto que ela está correndo atrás, desde o ano passado, só tem olhos para você.

- Quem? – Sakura se fez de desentendida.

Tomoyo caiu na risada e as duas entraram na sala sorrindo, Sakura um pouco mais comedida, mas com uma expressão um tanto quanto sonhadora.

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Sakura estava sentada em baixo de uma árvore comendo batatinha Ruffles sabor, salsa e cebola, quando uma sombra a cobriu.

- Olá!

Ela ergueu a cabeça, e inconscientemente sorriu com os olhos brilhando.

- Oi, Syaoran.

- Você está melhor? – ele perguntou sentando-se ao seu lado.

- Estou sim. O joelho já está ótimo. - falou esticando a perna para ele ver. – Mas as mãos vão ter que aguardar mais um pouquinho, para escrever já estão bem, mas para jogar não.

- E seu posto de capitã? Não corre riscos?

- Não. Hoje mesmo conversei com o treinador e ele me pediu que, mesmo que eu não possa fazer exercícios, vá assistir aos treinos. Isso eu posso fazer. – ela sorriu estendendo o pacote de batatinhas para ele.

Syaoran pegou uma batatinha e junto veio a "cartela da paquera". Ele sorriu olhando para Sakura.

- Quer jogar? – ele perguntou inocente demais.

Sakura olhou o que ele tinha nas mãos, ficando vermelha de repente. E essa agora? Ela sempre jogava, mas sozinha e morria de rir porque nunca dava certo. Outro dia era um selinho a "cantada", e a "resposta": fora! Sozinha ela dera muitas risadas, mas e se saísse isso agora? Olhou indecisa para ele.

- Vamos, Sakura, é uma brincadeira. – ele insistiu, erguendo a sobrancelha numa expressão de riso.

- Está bem.

- Você começa.

Ai, meu Deus. Pegou a cartela da mão dele e raspou a cantada da parte rosa. Pegar! Devolveu para ele, que raspou uma das três alternativas. Ele sorriu mansamente quando viu o que era, Sakura esticou o pescoço para ver também. No rosto.

- Vou raspar o meu, quem sabe a gente não complementa as duas respostas? – ele falou num tom bem safado que provocou o riso dela.

Syaoran raspou a cantada da parte azul. Abraço! Sakura o olhou tentando controlar o riso, ele estava levando na brincadeira, ela podia fazer isso. Raspou uma das respostas. Bem apertado! Arregalou os olhos fitando-o.

- Eu começo. - ele disse bem baixinho.

Virou-se para ela erguendo o braço lentamente e pousando a mão na face esquerda de Sakura, que o olhava nos olhos, mas ele fitava atentamente os lábios da garota.

- Sua vez. – continuou o rapaz num sussurro.

Sakura ergueu seus braços enlaçando-o pelo pescoço, delicadamente.

- Bem apertado, Sakura. – ela ouviu-o dizer.

Ela fechou os olhos inspirando profundamente, e segurou-o com mais força sentindo-o enlaçar a sua cintura. Pousou a cabeça no ombro dele, apenas apreciando o momento.

- Isso é bom. – ele disse. - Muito bom.

Estavam tão concentrados um no outro, que não perceberam a aproximação de Tomoyo com a lata de refrigerante que fora buscar. Ela parou espantada com aquele abraço, e viu a cartela da paquera jogada no chão. Sorriu entendendo tudo de imediato e silenciosamente virou-se, afastando-se dos amigos.

- Ai que lindo. Eu adoro essas cartelinhas, acho que vou comprar um monte de salgadinhos. – faltava quase pular de tanta empolgação, encaminhando-se para o refeitório.

Parou de repente quando percebeu não ser a única a ver aquele romântico abraço. Mayu a alguma distância também olhava para os dois e, pela expressão de raiva, não estava gostando nada daquilo, mantinha as mãos fechadas em punhos, e Tomoyo tinha certeza de que eram dirigidos a Sakura.

Por um momento se preocupou com a amiga. Mayu seria um páreo duro. Mas a garota se virou de repente seguindo em outra direção. Ainda bem, pois Tomoyo pensou que teria que intervir se ela seguisse na direção dos dois pombinhos.

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Sakura e Syaoran soltaram-se lentamente, ela um tanto quanto enrubescida, por terem se esquecido do tempo naquele abraço. Syaoran tocou-a no rosto, deslizando a mão suavemente pela pele macia.

- Há tempos, eu queria fazer isso. – confessou.

- Abraçar-me? – ela perguntou espantada.

- Na verdade era mais que um abraço, mas está bom para um começo. – ele disse sorrindo, ao afastar-se dela e encostar-se na árvore.

- Isso é um começo? – ela perguntou.

- Pode apostar nisso, flor, pode apostar nisso.

Sakura ainda olhou-o por instantes e também se recostou, um leve sorriso pairando em seus lábios.

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Syaoran se aprontava no vestiário para o treino de futebol, mas sua mente estava longe, mais precisamente numa linda garota de olhos verdes, expressão doce e com o abraço mais terno que ele já recebera. Sorriu, ao lembrar-se de Sakura. Nem acreditava que ele conseguira enfim se aproximar dela.

No ano passado até tentara, mas ela se mantinha a distância, não apenas dele como de todos e apenas Tomoyo conseguia manter contato com ela. Mesmo assim ele sempre a via isolada num canto, com expressão triste. Sabia que o pai dela tinha falecido numa escavação arqueológica. Como também perdera o pai há alguns anos entendia o sofrimento dela, até tentara conversar algumas vezes, ela era educada, mas mantinha-se distante, então ele decidira esperar, quando ela estivesse pronta ele saberia.

E a espera valera a pena, nesse novo ano escolar, ela voltara mais alegre, mais confiante, e melhor, mais acessível a sua aproximação.

Quando fora conversar com ela nesse dia, não tinha nada planejado, mas aquela cartela da paquera viera bem a calhar, ele já passara na saída da escola no mercado e comprara vários pacotes de salgadinhos. Sorriu consigo mesmo.

- Ei, Syaoran, vamos cara. Tá sonhando é? – chamou Yamazaki da porta.

- Na verdade eu estava, e você me atrapalhou. – ele reclamou, seguindo em direção ao amigo.

- Não me diga. – falou sorrindo. - Sonhava com a sua flor.

Syaoran olhou sério.

- Ei, cara o que eu disse?

- Não quero fofocas, Yamazaki.

- Se não quer fofocas procure um canto mais reservado do que o jardim da escola para abraçar a Sakura.

Syaoran parou encarando o amigo

- Alguém viu?

Yamazaki riu da ingenuidade de Syaoran.

- Eu vi, e Chiharu viu. Não contei para ninguém, mas Chiharu você sabe, deve ter falado para Rika e Naoko. Mas fica tranqüilo, as três adoram a Sakura e não vão sair espalhando fofocas.

- Espero que não. – Syaoran disse seguindo para o campo.

- Só tem um problema.

- Qual?

- Mayu viu também.

- Mas que m... – ia xingando Syaoran, parou no ato porque não era do seu feitio dizer palavrões.

- É isso aí. Com aquela lá você deve ter cuidado. Redobrado.

Syaoran suspirou, a guria era perigosa, ele tentara manter-se distante, mas ela vivia aparecendo onde não era bem vinda. E tinha certeza que Mayu estivera presente quando Sakura caíra, teria que ficar atento. Ela era vingativa.

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- Não, não meninas. Vocês precisam ficar mais atentas. – dizia o treinador Aki para as meninas em quadra. – Lembrem-se que são um time, trabalhem unidas e não uma contra a outra. Mayu, você não joga sozinha, não queira fazer tudo em quadra.

A garota ficou quase roxa de raiva.

- Elas é que são incompetentes. – resmungou.

- Não, se elas estão errando é porque você está se jogando na frente de todas as bolas.

- Se eu não fizer isso não sai jogo. – agora ela já gritava.

Aki suspirou, essa garota sempre fora um problema, achava-se a melhor. Paciência, paciência.

- Se você não consegue jogar em uma equipe, vá treinar golfe. – ele retrucou se afastando.

Apitou dando seqüência ao treino. Sakura que estava sentada no banco apenas ouvia a tudo, e manteve a concentração no treino.

As meninas eram boas jogadoras, mas Mayu inspirava falta de confiança. Quando ela se jogou na frente de Kori, a menina não conseguiu parar antes de se chocarem. O pandemônio estava armado. Mayu começou a berrar com a pobre garota, Chiharu não agüentando começou a berrar com Mayu que se pôs a gritar com todo mundo. Sakura apenas sorriu quando viu o treinador levantar as mãos para o céu num mudo pedido de paciência. Resolveu intervir, pois o treinador parecia prestes a ter um colapso.

- Gente. – falou aproximando-se. Nada. A gritaria continuava. – Pessoal. – falou mais alto. Que nada, a coisa estava feia.

Sakura inspirou, molhou os lábios e colocando o polegar e o indicador na boca, soltou um longo assovio, no ambiente fechado do ginásio o som ressoou agudo.

As meninas pararam no ato de esbravejar, olhando espantadas para Sakura.

- Ótimo. Obrigada pela atenção. Seguinte, se nós estamos pretendendo ganhar algum campeonato... Melhor, algum jogo. Teremos que nos entender. Do jeito que a coisa está não dá para continuar.

As meninas ouviam-na com atenção, apenas Mayu tinha fechado a cara. E Sakura virou-se justamente para ela.

- Mayu, você tem que parar de querer jogar sozinha, num campo de futebol, até poderia ter alguma chance numa jogada isolada, mas num jogo de vôlei você precisa contar com suas companheiras.

- Agora eu sou a única errada? – ela grunhiu.

- Eu não disse isso, mas se você quer colocar nesses termos, então vamos lá. Você está errada, sim; nós jogamos como um time, dependemos umas das outras, na recepção, no levantamento e no ataque, você não pode querer fazer tudo isso sozinha. E na defesa precisamos de ajuda extra sim, um bloqueio funciona bem melhor em dupla e melhor ainda num trio.

Mayu ouvia cada vez mais furiosa, aquela garotinha idiota estava tentando ensiná-la a jogar vôlei? Ela que sempre fora a capitã do time, tendo a atenção chamada por aquela pirralha? Ia abrir a boca para começar a gritar quando foi impedida.

- Não diga nada. – Sakura falou erguendo a mão. - Eu sei que você não gosta que chamem sua atenção. Até entendo seus motivos. – Sakura continuou. – Mas você também precisa aprender a ouvir e pesar o que lhe dizem, não estou chamando sua atenção de propósito.

Sakura virou-se para Kori, sem mais nada a dizer para Mayu.

- Kori, você é uma excelente jogadora, mas precisa confiar mais em si mesma, não pode basear suas jogadas na opinião de outras pessoas...

- Vai colocar a culpa de ela ser incompetente em mim também? – Mayu perguntou sarcástica.

- Se você mesma percebeu isso, acho que eu não preciso dizer mais nada. – Sakura retrucou.

Mayu olhou-a com raiva indisfarçável, fechou as mãos em punhos e Rika que estava mais próxima pensou que a garota fosse voar em cima de Sakura, mas até que ela se controlou, virou-se e saiu com os pés batendo.

- Peguei pesado? – perguntou Sakura ao treinador Aki.

- De maneira alguma, falou tudo que ela precisava ouvir.

Sakura sorriu com alívio. Mas uma pontinha de ansiedade a espetou, tinha feito uma inimiga. Bom, na verdade tinha agravado a inimizade.

Syaoran que vira e ouvira toda a conversa da arquibancada, aonde chegara minutos atrás fitou Sakura com preocupação. Mayu não era de guardar afrontas e se ela se controlara nesse momento, o que estava por vir não seria coisa boa.

Sakura ainda conversou com as meninas, agora num ambiente bem mais tranqüilo, livres da presença ameaçadora de Mayu.

- Treinador. – Sakura chamou aproximando-se do Professor Akinori, enquanto as outras meninas dirigiram-se ao vestiário. – O senhor acha que Mayu vai ficar de cara fechada por muito tempo? Não queria que ela ficasse com raiva, tudo o que eu disse foi pelo bem do time.

Aki pousou a mão no ombro da garota, sorrindo da preocupação dela.

- Deixa Mayu comigo Sakura, não se preocupe. Você está certa em tudo que disse. Eu peguei leve demais com ela, deixei-a dominar o time no ano passado e isso não foi bom, o resultado foi que perdemos o campeonato da cidade.

- Mas o que o senhor vai fazer?

- Vou dar duas escolhas para Mayu. – ele disse. – Fica tranqüila. – completou afastando-se.

Mas Sakura ficou mais preocupada, não queria ter iniciado aquele embate.

- Preocupada?

Estava tão concentrada que não percebera a aproximação de Syaoran.

- Oi. Faz tempo que você estava aí? – ela perguntou sorrindo.

- Desde o começo da gritaria.

- Aiai, você viu que bagunça? Eu não sei se fiz certo de me meter, mas era preciso. A Mayu não gostou. – falou Sakura olhando em direção ao vestiário.

- É. Isso pode ser um problema.

- Como assim? – ela perguntou sem entender.

- Toma cuidado Sakura. Mayu é uma garota vingativa.

- Ah, Syaoran, o que ela poderia fazer? Empurrar-me quando estiver de patins? – perguntou brincando, mas ficou séria quando ele não a acompanhou na risada. – Não. Você não pode estar achando... – ela não completou o pensamento.

- Posso sim. - ele falou sério. – Fica atenta, ela não é uma garota normal.

Nesse momento Mayu saiu do vestiário e olhou para ambos, a raiva chegando a patamares extremos, difícil de controlar, era melhor sair dali porque senão era capaz de pegar Sakura e matá-la, de tanta raiva que sentia.

Os dois observaram a garota se afastar, Syaoran preocupado, e Sakura imaginando a maneira certa de fazer a menina, pelo menos aprender a ouvir, sem querer partir para a briga.

- Vamos. – disse Syaoran de repente. – Eu a levo para casa.

- Está bem.

Continua...

N.A.:-

Sabem, no começo pensei em fazer uma Mayu irritada, pois nada do que ela faz dá certo, mas depois desse capítulo, vi que ela não é mesmo normal... Começo a repensar as idéias que andei tendo sobre ela. Mais uma personagem que vai me fazer quebrar a cuca...

Sobre a cartela da paquera, esse capítulo foi escrito quando elas ainda vinham nas batatas Ruffles que eu sou viciada. Alguém já viu? Mas é da maneira exata que eu descrevi, é de raspar, vem uma palavra em cima, uma cantada, algo como: pegar, tocar, selinho, acariciar... E 3 respostas escondidas, para raspar também, tem que escolher somente uma. A cartela azul para os garotos e a cartela rosa para as garotas, era uma delícia de brincar, e muito gostoso também... eheheh... Se bem que eu não preciso mais desses subterfúgios... hihihihihi...

Quero agradecer aos reviews, valeu pessoal pela consideração com AI. E se vocês quiserem receber resposta aos reviews, por favor, deixem seu endereço de e-mail... Eu gosto muito de agradecer a cada um de vocês especialmente.

Outra coisa, pessoal, eu não sumi... eheheh... Só não tinha fic de CCS postando, mas tenho uma de Harry Potter - Destinos Entrelaçados, que está quase no final e uma de Full Metal Alchemist - Uma Luz na Minha Vida, que a Bru já fez propagando aqui mesmo, e que também está com seus dias contados...

Bjs

Nota da Revisora:

Yoru: (sentada na arquibancada e comendo pipoca) Nyaaaa!!! Outro capítulo curtinho... passou tão rápido!! Mas não posso reclamar, porque foi emocionante... é super divertido ver o desenvolvimento da relação de S&S nessa fic, porque os sentimentos deles vinham sendo cultivados dentro dos corações de cada um, só esperando o momento certo de serem exteriorizados [poético, não?... Além disso… (cantarola) 'O Syao-kun é sa-fa-di-nho…'. Adorei aquela idéia de usar as cartelas da paquera... hehehe... pena que essa brincadeira não existe mais... (desanimando) Se bem que eu não teria com quem usar, mesmo... não tem nenhum Syaoran-kun por aqui... TT... Vou evitar fazer comentários sobre a Mayu, pois ela nem merece minha consideração! Se a fic tivesse magia eu insistiria para que a Sakura a trancasse em alguma caverna isolada. Seria algo como: "Volte para o buraco humilde se onde saíste, Cobra Mayu!"... Uhm... taí uma boa idéia! Vou pensar mais a respeito...

Jya nee!! Bai bai.

Yoru. (sai correndo atrás do vendedor de amendoim).