AMOR INOCENTE
Por: Rosana (Rô)
Revisora: Bruna (Yoruki)
Capítulo 03
Sakura e Syaoran caminhavam tranqüilamente em direção à casa dela. Passavam pelo parque da cidade, os dois sem pressa nenhuma de chegar a seu destino.
- Sabe, Syaoran. – começou Sakura a dizer. - Estava pensando numa coisa. Você poderia falar para o time de vôlei sobre sua experiência em equipe.
- Eu? – ele se surpreendeu.
- Claro, você é um excelente capitão, acho que tem muito a acrescentar para as meninas, elas andam meio perdidas.
- Ah, não sei Sakura.
- Pelo menos a Mayu iria te ouvir. – ela falou como quem não quer nada.
- Ah entendi, você quer me usar. – ele brincou.
Ela deu uma risada.
- É por aí.
- O que a faz pensar que ela me ouviria?
- Alguns comentários pelo colégio.
- Vai falando. – ele exigiu.
- Ah, coisas do tipo que ela anda atrás de você, que está a fim, que vocês ficaram...
- Pode ir parando. Eu nunca fiquei com a Mayu. – ele a cortou de repente.
- Mas não foi por falta de vontade dela.
- Isso não foi mesmo. – disse Syaoran caindo na risada. – Ela andou me cercando no ano passado, onde eu olhava a guria estava. Mas não rolou nada entre a gente.
- Entendo.
- Eu estava de olho em outra garota.
Sakura nem o olhou quando ele disse isso.
- Entendo. – repetiu na falta do que dizer.
- Não vai querer saber em quem eu estava de olho? – ele perguntou com tom de riso.
- Ah, não é da minha conta. – ela falou com as mãos levantadas e negando com a cabeça.
- Mas eu quero falar.
- Não sei se eu sou a pessoa indicada para você fazer confidências. – ela falou apressando o passo. Na verdade não queria ouvir mesmo.
- Pensei que nós fôssemos amigos. – ele disse, alcançando-a.
Sakura parou de repente fazendo com que Syaoran desse um esbarrão nela, para ambos não irem ao chão, ele a segurou pelos braços. Ela virou-se para ele encarando-o.
- Nós somos amigos. Perdoe o meu jeito, não queria forçar uma situação de você fazer confidências...
Syaoran colocou um dedo nos lábios dela pedindo silêncio.
- Você nunca forçaria nada Sakura.
Os dois ficaram se encarando, ele ainda com o indicador sobre os lábios dela.
- Eu nunca me interessei por Mayu porque a garota que me chama a atenção sempre foi você. – ele disse enfim.
Sakura prendeu a respiração. Apesar de querer ouvir aquilo, a revelação fora uma surpresa. Sentiu os lábios secos e passou a língua por eles para umedecê-los, sem querer encostou a ponta da língua no dedo de Syaoran que ainda estava sobre sua boca.
Dessa vez foi ele quem prendeu a respiração com o toque úmido e suave, e Sakura arregalou os olhos por sua audácia.
Syaoran lhe sorriu quando a viu ficando levemente corada. Não resistiu muito mais tempo ao apelo dos seus sentimentos, puxou-a delicadamente encostando os lábios sobre os dela. Sakura sentiu o coração bater tão forte como se fosse sair pela boca, mas a pressão suave da boca masculina sobre a sua parecia tão certa, que sentiu relaxar e começou a aproveitar aquele contato íntimo.
Ele ainda ficou alguns segundos tocando-a, querendo aprofundar o beijo, mas se controlou, pela surpresa dela sabia que era seu primeiro beijo, não queria forçar a situação, fechou os olhos antes de se afastar lentamente.
Sakura estava pasma, havia esquecido até de respirar.
- Respire. – ele sussurrou ao ouvido dela.
- Você me faz esquecer até meu nome. – disse inocente, o que provocou uma risada no garoto.
- Que bom que eu tenho esse efeito sobre você, pensei que estava sozinho nessa.
- Isso quer dizer o quê?
- Que eu não consigo me concentrar em nada, além do fato de querer beijá-la a cada momento que estou do seu lado.
- Isso é verdade?
- Pode estar certa disso. – agora ele estava com expressão séria.
Os dois se encararam, ambos entendendo que estavam dando um passo muito sério naquela recente relação.
- Vamos? – ele perguntou sorrindo, ao estender a mão para ela.
Sakura sorriu de volta, aceitando a mão dele. Será que estavam namorando? Ela não era muito experiente nesses assuntos. Ah, quer saber? Melhor aproveitar esse momento, que, falando francamente, fora o melhor da sua vida.
- E então? – ela perguntou quando os dois pararam em frente à casa dela.
- Então o quê?
- A minha proposta de você falar com o time de vôlei.
- Isso é importante para você?
- Pode apostar que é, as meninas precisam de estímulo, não consigo pensar em ninguém melhor do que você, a não ser o Dunga, claro. – ela falou colocando o dedo sobre os lábios, como se somente agora esse pensamento passasse por sua cabeça.
- Dunga? – Syaoran franziu a testa tentando se lembrar de algum outro jogador da escola com esse nome, ou melhor, apelido.
- Dunga, capitão da Seleção do Brasil há alguns anos. – explicou. - O cara era incrível, o melhor capitão, na minha opinião, que vi até hoje. Ele colocava ordem no time, aos gritos, é certo, mas o pessoal sempre o ouvia. Era um líder nato. Hoje ele é Técnico da Seleção Brasileira, mas me reservo o direito de, por enquanto, guardar as minhas opiniões sobre sua nova função. – ela comentou como se fosse uma grande entendida no assunto.
Syaoran caiu na risada, aquela garota era surpreendente, capitão da seleção brasileira.
- Está rindo do quê? – perguntou indignada. - Você se assemelha muito a ele. – ela continuou
- Vou tomar isso como um elogio.
- E é mesmo.
- Então eu sou sua segunda opção. – ele brincou.
- Foi mal Syaoran, mas você ainda é jovem, ultrapassa o Dunga pode apostar. – ela falou em tom de provocação.
- Ah, agora você está me adulando.
- Funcionou? – perguntou faceira.
- Funcionou. Eu falo com seu time. Não sei se vai dar... – mas não terminou a frase, pois Sakura pulou em seu pescoço abraçando-o.
- Obrigada, obrigada, obrigada!!
- Ora essa, se eu soubesse que você ficaria toda agradecida assim teria concordado mais rápido. – ele disse dando risada.
- Ei, vocês dois. – chamou uma voz da porta da casa de Sakura.
Ambos se largaram olhando para Touya.
- Que tal pararem com esse agarramento em público e virem jantar?
Sakura ficou vermelha na hora, olhando de ambos os lados, mas não havia viva alma por perto.
- Ah, Touya, você quase me mata do coração.
- Por acaso você estava fazendo algo errado para se assustar? – ele perguntou em tom de troça.
Sakura ficou vermelha na hora e desviou o olhar sem encarar Syaoran.
- Mãe de Deus, o que vocês andaram aprontando? Preciso ficar preocupado? – perguntou, ainda mantendo o tom leve, mas olhando para Syaoran.
- De maneira alguma, Touya, pode confiar em mim. – Syaoran disse sério.
Touya o fitou por alguns segundos, sabia que o garoto era responsável, mas tinha que admitir que se preocupava com Sakura, afinal ela era sua irmãzinha, mas por outro lado fazia tempos que não via a monstrenguinha tão feliz.
- Entrem vocês dois, o jantar está quase pronto.
- Janta com a gente, Syaoran? - Sakura perguntou esperançosa.
- Se não for incomodar, eu aceito.
- Ótimo. O Touya é um excelente cozinheiro, não chega ainda perto dos pés do meu pai, mas ele faz o possível.
- Seu pai era bom cozinheiro? – ele perguntou ao entrarem na casa.
- O melhor. – Sakura respondeu com um toque de tristeza na voz. – Touya você precisa de ajuda? – ela gritou.
- Que tal os dois virem me contar porque estavam se agarrando aí na frente?
Eles se entreolharam, lembrando-se ao mesmo tempo do beijo que trocaram. Syaoran sorriu encorajando-a e Sakura devolveu o sorriso como quem pede desculpas pela curiosidade do irmão.
- Syaoran vai falar com o time de vôlei. – Sakura explicou ao entrar na cozinha.
- Algum problema? – Touya perguntou.
- As meninas andam com a moral para baixo, sentido de equipe passa longe delas. Syaoran como um excelente capitão pode dar umas dicas valiosas.
- Não se esqueça que eu sou a segunda opção. – ele provocou.
- Não me digam. – Touya pediu erguendo a mão. – A primeira opção é o Dunga.
Syaoran caiu na risada.
- Isso mesmo. Como você sabe?
- Você já assistiu a um jogo de futebol com a Sakura? Ela não pára de falar nem um segundo, é uma matraca.
- Ah Touya, não é tanto assim. – Sakura resmungou ajudando o irmão a cortar alguns legumes.
- Claro que não, é pior. – Touya disse com cara de sofredor. – Ela fala de tudo. – começou a contar nos dedos. - Da torcida, das pessoas que os câmeras filmam, dos juízes, coitados são os que mais sofrem.
Sakura fez careta para o irmão.
- Aí quando ela começa a falar do time, então vai longe, mas quando ela gosta de algum, como o Dunga, agüenta. Ela não só fala durante o jogo, como fica falando por dias e dias.
Syaoran ria das caretas que a menina fazia para o irmão.
- Preciso me preocupar com esse tal de Dunga? – perguntou olhando para ela.
- Que nada. – respondeu tranqüila.
- Eu se fosse você me preocuparia, quando ele andou jogando aqui no Japão, ela sempre ia aos treinos. Não é a senhorita que tem uma camiseta autografada por ele? – entregou Touya.
- Tenho? – ela perguntou inocente continuando a cortar os legumes. – Não me lembro.
- Jura que você o conheceu? – perguntou Syaoran.
- Imagina que ela perderia essa oportunidade, quando ele aparecia jogando eu tinha que ficar com a toalha na frente da TV limpando a baba dela.
Dessa vez Touya recebeu uma cenoura na cabeça, tinha ido longe demais.
Depois de muitas risadas, Syaoran pediu permissão para ligar em casa dizendo que jantaria ali.
- Vai falando. – disse Touya.
- O quê? – ela se fez de desentendida.
- O abraço pode ter sido de agradecimento, mas e as mãozinhas dadas quando estavam chegando?
- Você estava me vigiando? – ela perguntou indignada com a faca levantada.
- Ei, calma aí. Foi coincidência, quando fui abrir a porta vocês vinham pela calçada.
Sakura olhou-o ainda desconfiada, mas ficou em silêncio.
- Não vai contar nada ao seu irmão favorito? Vai Sakurinha querida, conta. – ele pediu cutucando-a.
Sakura segurou o riso diante da cara de curiosidade do irmão.
- Não vai contar, não é?
Diante do silêncio da irmã ele começou a fazer cócegas em sua cintura, até que ela explodiu em risadas.
- Está bem, eu conto.
- Ótimo. – ele falou cheio de si.
- Depois que ele for embora. – ela sussurrou.
Nisso Syaoran entrou na cozinha e eles começaram a conversar sobre a escola.
O jantar havia sido recheado de risadas, com Touya jogando indiretas a todo o momento aos dois adolescentes, mas ambos até que souberam contornar muito bem a curiosidade dele.
- Podem ir para a sala, deixem a louça comigo. – disse Touya levantando-se.
Sakura quase aceitou, mas sabia que o irmão deveria estar cansado e afinal, quem cozinhava não lavava a louça.
- Vai você para a sala, Touya. A louça é minha.
- Eu lavo. – disse Syaoran já empilhando os pratos.
- Tem certeza? – Touya perguntou à irmã.
- Claro, vai descansar.
- Está bem, tenho mesmo que dar uma olhada na correspondência. – e dizendo isso seguiu para o escritório.
- Espero que você não tenha ficado chateado com as indiretas do Touya. – Sakura falou enquanto enxugava um prato.
- Claro que não Sakura, ele está curioso, é natural.
Os dois ficaram uns instantes em silêncio.
- Você vai contar a ele? – Syaoran perguntou enfim.
- Não sei se há algo que eu deva comentar. – ela falou encarando-o.
Syaoran percebeu que ela estava em dúvida sobre o significado do beijo que trocaram.
Estúpido! Claro que ela estava em dúvida, ele sempre esquecia que ela era inocente em questões de namoro, com Sakura um beijo não seria suficiente para ela ter certeza de que estavam namorando. Syaoran largou o copo que enxaguava, enxugou as mãos e colocou-as nos ombros de Sakura, virando-a para ele.
- Eu gosto de você, Sakura, muito. E o beijo que nós trocamos hoje foi importante para mim. Quer dizer que eu quero estar ao seu lado, não apenas como um amigo.
Ela olhou-o nos olhos e soltou um suspiro profundo.
- Eu também gosto de você, Syaoran. E gostei do seu beijo. – comentou sorrindo. – Também quero mais de você do que apenas amizade.
Ele sorriu de volta para ela.
- Se você achar que estamos indo muito rápido não deixe de me dizer, está bem?
Ela acenou que sim.
- Então, você pode contar ao seu irmão que estamos nos conhecendo de uma maneira mais íntima... Não. – ele se corrigiu rápido. – Ele pode ter outras idéias. – falou sorrindo.
Sakura caiu na risada.
- Touya pode ser um amor de irmão, mas se ele imaginar que você anda com idéias muito íntimas com sua irmãzinha, ele te mata.
- Acredito nisso. - Syaoran concordou fazendo cara de medo. – Então...
- Então o quê? – ela perguntou quando ele fez uma pausa.
- Você pode dizer a ele que estamos começando um namoro aos poucos.
- Você está me pedindo em namoro? – ela surpreendeu-se.
Podia nunca ter tido um namorado, mas sabia, de ouvir as meninas comentarem, que não se pedia mais em namoro, o relacionamento começava, e depois de um tempo o casal sabia se estavam ficando ou namorando.
- Tenho que ser honesto com você. Eu nunca tive uma namorada, Sakura. Fiquei com algumas garotas, mas nenhuma foi uma relação mais profunda, só que com você é diferente, talvez por nunca ter ficado com um cara...
- Como você sabe que eu nunca fiquei com ninguém?
- Pelo seu beijo.
- Foi tão ruim assim? – ela entristeceu-se.
Syaoran deu risada da carinha que ela fez. Envolveu o rosto dela em suas mãos, olhando-a nos olhos.
- Foi o melhor beijo que já recebi. Você é a melhor coisa que me aconteceu. Estou esperando por você tem um ano, Sakura.
- Você está falando sério?
- Estou. No ano passado, eu não fiquei com garota nenhuma. Depois que a vi no colégio eu não tive olhos para ninguém mais.
Ela soltou um suspiro ao ouvi-lo.
- Estava esperando você sentir-se melhor e olhar a sua volta. – ele completou.
- Realmente o ano passado não foi muito fácil.
- Você está a fim de começar um relacionamento comigo? – ele perguntou enfim, esperançoso. Achava que estava indo muito rápido, mas não conseguia mais não fazer parte da vida de sua flor.
- Preciso confessar uma coisa. – ela falou encarando-o.
- Você está apaixonada pelo Dunga. – ele brincou para encobrir um leve estremecimento de apreensão.
- Não, Syaoran. – ela sorriu para ele. – No ano passado, apesar dos acontecimentos tristes, eu também reparei em você.
- Sério? Você deve ser muito boa em disfarçar, porque eu não percebi nada.
- Para falar a verdade eu não conseguia demonstrar o que sentia. Você, às vezes, vinha falar comigo e eu me encontrava tão presa à minha dor, que não sabia como demonstrar que a sua amizade era importante. Sinto muito. – falou sentida.
- Ei, não precisa pedir desculpas. – ele abraçou-a. – Você tentava sair da sua concha da maneira que podia, eu só queria ter estado por perto para ajudá-la.
- Você ajudou. – ela falou com voz abafada. – Tenho uma foto sua pregada no meu espelho. - confessou baixinho.
Syaoran deu uma risadinha.
- Eu tenho uma sua dentro da minha carteira.
Ela afastou-se o olhando espantada.
- Quero ver. – ela não acreditava que era verdade.
Syaoran abriu a carteira e mostrou a ela uma foto colorida que tinha saído dos torcedores nas arquibancadas, ela estava sorrindo e aplaudia alguma jogada.
- Que coincidência. A foto que eu tenho é desse mesmo dia, a sua comemoração depois do gol.
Os dois se encararam e caíram na risada. Foi assim que Touya os encontrou. Sorriu tristemente e, nesse momento, decidiu que a irmã não tinha necessidade de saber sobre a correspondência que havia recebido.
Plantou um sorriso no rosto pronto para interromper os garotos. Mas Sakura percebeu um segundo antes a expressão séria do irmão.
- O que tanto vocês dão risada? – Touya perguntou aparentando tranqüilidade.
- O que foi? – Sakura perguntou sem responder à questão dele.
- Nada. Mas vocês ainda não terminaram de lavar a louça?
- Nós estávamos decidindo o que contar a você. – Sakura disse. Deixaria para depois as perguntas ao irmão.
- E o que vocês querem contar para mim?
- Deixe que eu falo. – pediu Syaoran aproximando-se de Touya. – Touya eu gostaria de pedir a sua permissão para namorar a Sakura. – falou bem sério.
- Eu não acredito que você fez isso. – Sakura disse abismada.
Touya ficou por um minuto de boca aberta. Também estava espantado.
- Qual é pessoal, vão ficar parados quem nem dois postes? Digam alguma coisa. – Syaoran já estava ficando constrangido.
Não era bem sua intenção pedir ao Touya para namorar Sakura, mas ele já percebera que o irmão da garota fazia tudo por ela e que ela o idolatrava, eram apenas os dois, nada mais justo do que o irmão participar desse momento.
Touya tocou o braço de Syaoran causando surpresa no garoto.
- Só estou me certificando de que você é real. – explicou.
Sakura caiu na risada com a cara de espanto de Syaoran.
- Você fez uma cara tão engraçada. – Sakura continuava rindo olhando para Syaoran. – Acredito que ficou surpreso com suas palavras. Era só dizer que estávamos namorando.
- Achei que seu irmão gostaria de participar efetivamente desse momento. – Syaoran sorriu para a garota. – Então, Touya? – questionou virando para o homem mais velho.
- Sabe, garoto. – falou abraçando Syaoran pelo ombro. – Gostei da sua atitude, me espantou, mas eu gostei muito. Estou feliz por você namorar a Sakura. Mas... – deu uma pausa para causar maior efeito. - ... Se magoá-la, acredite, eu faço picadinho de você. – e apertou um tantinho mais forte o ombro de Syaoran.
- Ah Touya, corta essa... – Sakura aproximou-se salvando Syaoran das mãos do irmão. – ...que você não machuca nem uma aranha.
- Eu não gosto de aranhas. – ele disse indignado. – Você sabe disso Sakura.
Os dois adolescentes caíram na risada quando Touya se afastou emburrado.
- Já está tarde. Vamos terminar de lavar a louça. - Syaoran disse olhando o relógio.
- Deixa, eu termino, falta pouco.
- Não senhora, nós dois terminaremos rapidinho.
Feito o serviço, Syaoran dirigiu-se até a porta, com Sakura logo atrás.
- Tchau, Touya e obrigado pelo jantar. – Syaoran falou ao passar pela sala.
- Volte quando quiser, Syaoran.
Sakura acompanhou Syaoran até o portão.
- Obrigada. – ela agradeceu.
- Pelo quê?
- Por incluir o Touya nesse momento da minha vida. Foi importante para mim.
Syaoran sorriu de leve acariciando o rosto de Sakura.
- Você sabia não é? – ela perguntou.
- Tive uma leve intuição de que ele gosta de participar mais ativamente da sua vida.
Sakura, não disse mais nada, abraçou Syaoran forte, e ele retribuiu passando os braços pela cintura fina da garota.
Ficaram assim apenas curtindo aquele momento terno, até que Sakura conseguiu controlar as emoções e afastou-se dele.
- Passo aqui para te pegar amanhã cedo. Tudo bem para você? – ele perguntou.
- Vai me acompanhar até a escola agora? – ela perguntou, sorrindo.
- Só que dessa vez estarei ao seu lado. – e com isso encostou os lábios rapidamente nos dela e afastou-se acenando um adeus.
O que ele quis dizer com isso? Sakura se perguntou confusa.
Continua...
N.A.:
Eu sei lá o que me deu nesse capítulo, não era exatamente desse jeito que eu tinha planejado, até que o Syaoran pediu a Sakura em namoro. Achei super antiquado, mas resolvi deixar, pois também achei muito lindo.
Gente, já imaginaram? Antigamente se pedia a mão da garota em namoro na casa dos pais, e o namoro era mais ou menos assim, ele sentado num canto do sofá e ela no outro canto, com algum adulto por perto, ou até mesmo entre eles. Pegar na mão então... Demorava meses, e beijar? Anos... ahahahah... Claro que havia as exceções, moças mais saidinhas, sempre há, mas as cordatas (ah que palavra bonita), essas levavam o namoro a sério e no maior respeito perante aos pais. Acho que ainda estou na minha fase século 18...eheheheheh...
Esse pedido de namoro foi uma variação do meu pedido de casamento... Um dia eu conto para vocês... Foi muito divertido...ahahahah... Muito mesmo...
Para quem não se lembra do Dunga, o nosso maioral capitão da Seleção Brasileira de Futebol do Tetra em 1994 (se não me engano) Aqui minha revisora me avisou que ele era sim Capitão da seleção de 94. Valeu revisora... Eu adoro ter revisora...ehehehe... Na época em que escrevi sobre ele ainda não era o Técnico da nossa seleção Brasileira.
Já comecei a inserir a trama sinistra (que mal uso de palavras, não é tão sinistra assim)... O Touya recebeu alguma correspondência suspeita... O que será?...
Por enquanto os capítulos estão menores, mas eles avançam em páginas mais para frente, pelo menos eu acho...eheheh
A quem estiver interessado, sim, teremos Tomoyo e Eriol na fic, mais para frente, aguardem.
Espero que vocês estejam curtindo, eu estou... ehehehe
Pessoal, obrigada pelos reviews, adorei a demonstração de carinho de todas vocês, acho que sem exceção, em relação à Mayu...kyakyakya... Valeu mesmo... Se eu não respondi ao seu review em particular, sinto muito, mas você ou não tem e-mail no FF ou ele está com problema, tive alguns mails retornando para minha caixa postal, e eu estava sem tempo para deixar comentário no próprio FF, prefiro mandar mails agradecendo, mesmo assim, agradeço aqui. Muito Obrigada.
Bru, valeu pela revisão... você tá mandando bem em enviar de volta, tinha te dado um prazo de 20 dias, acho que não passou 10... é, 8 dias... É sempre um prazer dar risada com seus comentários espirituosos. Valeu por fazer parte de AI.
Beijos
Rô
Notas da revisora:
Yoru: (flutuando) kyaaaa!!!! Que capítulo lindo!!! Lindo, lindo, lindo!! Principalmente porque a Mayu não apareceu... huahuahuahua... (se segurando para não sair voando) Eu poderia comparar esse capítulo a algodão doce... leve e açucarado... dá até vontade de reler... uhm... (relendo)...
(meia hora depois) Mas, então... YES!! Eles se beijaram e estão namorando!! Isso é ótimo!! O pedido de namoro foi tão engraçado!! É claro que hoje em dia não se faz mais isso, mas não acho que tenha ficado antiquado... Muito pelo contrário. Foi algo tão súbito e espontâneo da parte dele que caiu como uma luva... Foi perfeito! Dá até vontade de arrumar um namorado... uhm... (pensativa)... ah, deixa para lá!!
Agora é que a história realmente começa a pegar fogo, nee?? A Mayu vai ser um problema bem maior quando descobrir que os dois estão namorando... e o que será que foi aquela carta...?? Não sei!! XDD (disfarça e assobia)...
É só isso por hoje... se vocês me derem licença, vou voltar a treinar meus amendoins adestrados... (pega o chicote) Atenção! Todos em fila! Quem não ficar na posição será comido como castigo... Bando de indisciplinados… (começa a devorar os amendoins).
Yoru.
