AMOR INOCENTE

Por: Rosana (Rô)

Revisora: Bruna (Yoruki)

Capítulo 05

O dia seguinte à invasão na casa dos irmãos Kinomoto era um sábado. Sakura que dormira num futon no chão, acordou um pouquinho arrependida por não ter se despedido de Syaoran no dia anterior.

Bocejando seguiu para o banheiro, onde se deparou com uma pessoa estranha. Piscou, esfregou as mãos nos olhos, e piscou de novo. Alucinação, só poderia ser isso, pois podia jurar como quem estava no banheiro era Syaoran, apenas de short.

- Bom dia. – a alucinação disse em tom animado.

- Syaoran? – em tom de indagação aproximou-se, tocando-o no braço. – É você mesmo?

O garoto deu um beijinho na ponta do nariz dela, ao que Sakura arregalou ainda mais os olhos. Não era alucinação.

- Ajudei o Touya a dar uma ajeitada lá embaixo ontem e como ficou tarde ele insistiu para que eu dormisse aqui. Você está bem? – ele perguntou olhando-a preocupado.

Sakura fitou Syaoran por alguns segundos, ainda espantada por ele estar ali na sua frente, ao ouvir a pergunta ficou constrangida por sua reação intempestiva da noite anterior.

- Desculpa por ontem. Por ter saído batendo os pés e a porta do quarto como uma adolescente rebelde. – ela pediu abaixando a cabeça.

- Desculpada. Acho que ontem você tinha o direito de agir como uma rebelde.

- Sem causa né? – Touya falou encostado à porta do banheiro.

Sakura olhou para o irmão por cima do ombro, mais que envergonhada das besteiras que aprontara.

- Foi mal, Touya.

- Tudo bem. Até que foi interessante. – brincou com a irmã.

Sakura deu uma risadinha sem graça, enquanto Touya e Syaoran saíam do banheiro.

- Ufa. – ela falou ao fechar a porta. Ver Syaoran sem camisa logo de manhã e ainda por cima em seu banheiro, fora muito para sua paz de espírito.

Touya ia começar a fazer o café da manhã, quando alguém bateu na porta dos fundos, ao abri-la deu de cara com a senhora Hibick com as mãos ocupadas por uma bandeja de onde saía um cheirinho muito gostoso.

- Café da manhã. – ela disse entrando na cozinha.

- Senhora Hibick, não precisava...

- Eu sei. – ela falou interrompendo-o. - Mas eu quis fazer. Sente-se. – disse em tom de comando.

Sakura e Syaoran entraram na cozinha dando de cara com a mesa toda arrumada cheia de panquecas com mel e geléia de amora, croissants, pãezinhos doces e outras iguarias, além de suco e chá.

- Nossa, que gostoso. – Sakura falou sentando-se e pegando um pãozinho doce, seu preferido. – Senta Syaoran, a senhora Hibick é especialista em pães, você vai amar isso aqui. – e colocou um dos pães no prato do garoto.

- Achei que vocês não teriam tempo de ficar preparando as refeições, então essa foi a minha maneira de ajudar. – a velha senhora disse sorridente ao vê-los comendo com tanto gosto o que preparara.

- Obrigada senhora Hibick, está tudo muito gostoso. – Sakura falou depois de engolir mais um pãozinho.

- Temos mesmo muita coisa para fazer. – Touya comentou.

- É verdade, ontem nós só desviramos os móveis, e separamos o que não tem mais uso. – Syaoran comentou, sentado ao lado de Sakura.

- Precisamos comprar muita coisa Touya? – Sakura perguntou ao irmão.

- Algumas de necessidade básica, como colchões, vou ter que sair para comprar hoje mesmo. Quero que você faça uma lista, Sakura, do que mais precisaremos.

- Pode deixar. Ah, também preciso ligar para a Tomoyo, tínhamos combinado de ir ao shopping. – falou e já se levantou, dirigindo-se ao telefone.

Touya e Syaoran ficaram olhando a saída dela.

- Ela parece estar bem. – disse a velha senhora aos dois rapazes.

- É. – Touya comentou.

- Você precisa contar a ela. – Syaoran falou baixinho.

- Eu sei.

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- Pôxa, isso vai ter que ir para o lixo. – Sakura, sentada na sala separava os DVDs quebrados dos que ainda estavam inteiros. Ergueu um deles e mostrou a Syaoran.

- 'A volta ao mundo em 80 dias' – Syaoran leu o título. – Com Jackie Chan? – perguntou com ironia.

- Eu adoro o Jackie. Ele é tão ágil, parece ter o corpo feito de mola. E os golpes? – nisso Sakura se levantou fazendo algumas acrobacias perfeitas, bem ao estilo Jackie Chan.

O garoto deu risada e aplaudiu.

- Não sabia desse seu dom.

- Eu posso te contar umas coisinhas que esse dom da Sakura já aprontou. – Touya falou passando pelo corredor em direção à porta para colocar uma caixa cheia de objetos quebrados do lado de fora.

- Touya! – Sakura exclamou indignada, mas claramente querendo dar risada.

- Uma vez, um garoto quis beijá-la... – Sakura agora já ria. - ... ela colocou a mão na frente do biquinho que ele fez, e com a outra mão no ombro dele deu um pulo por cima do garoto, e empurrou-o com o pé, ele caiu de quatro...

- ... na areia do parquinho. - Sakura completou. – Eu tinha seis anos de idade, Touya.

- Mas foi um salto bem ao estilo Jackie, diz que não foi?

Syaoran deu risada e ia pedir mais histórias quando a campainha tocou.

- Eu atendo. – Sakura falou.

- Não, pode deixar que eu atendo. – Touya que estava mais perto da porta chegou primeiro.

- Bom dia. – uma senhora falou parada na entrada.

- Bom dia.

- Esta é a residência dos Kinomoto?

- Sim... – Touya não teve tempo de completar o que ia dizer.

Syaoran que seguira Sakura, ambos parados atrás de Touya, reconheceu a voz de imediato.

- Mãe? O que está fazendo aqui?

- Ah olá, Syaoran. – ela disse sorrindo para o filho.

- Senhora Li, entre por favor. - Touya disse. – Eu sou Touya Kinomoto. – ele se apresentou.

- Muito prazer.

- Olá, Senhora Li. – Sakura aproximou-se da mulher.

- Olá, Sakura, há quanto tempo não nos vemos. – Yelan cumprimentou a jovem com um abraço.

Syaoran estava assombrado. Desde quando a mãe conhecia sua namorada?

Sakura deu risada da cara dele.

- Devemos contar a ele? – Yelan perguntou com um sorriso maroto.

- Acho que sim, ele parece estar curioso.

- Confesso que eu também estou. – Touya disse.

- Conheci Sakura há uns dois anos, quando fizemos juntas um curso de culinária. – Yelan explicou aos curiosos.

- Aquele curso de confeitar bolos? – Touya perguntou.

- Esse mesmo. Eu e a senhora Li fizemos parceria. – Sakura comentou.

- Você nunca disse nada, mãe. – Syaoran queria saber o motivo, já que vivia falando de Sakura em casa.

A mulher deu um sorriso superior.

- Você poderia pedir ajuda, e eu não quis estragar a minha amizade tão recente com Sakura.

- Oras, mãe. – Syaoran corou de leve.

Touya e Sakura deram risada da cara dele.

- Syaoran me contou da bagunça que fizeram na casa. Achei que precisariam de uma ajuda. – ela comentou olhando para os irmãos. – Então, meus queridos, o que há para fazer?

- Senhora Li, não precisa se preocupar... – Sakura foi interrompida.

- Eu quero ajudar. Só me digam onde devo começar. E me chame de Yelan, querida.

- É melhor ouvi-la. – Syaoran disse aos irmãos Kinomoto.

- Que tal a cozinha? – Sakura disse pegando no braço dela, quando percebeu que a boa senhora não arredaria pé dali enquanto não ajudasse de alguma forma. – Assim ela estará arrumada para fazermos o almoço.

- Não se preocupe com o almoço. Minhas filhas logo chegarão trazendo a refeição.

- Filhas? – Touya perguntou a Syaoran.

- Tenho quatro irmãs.

- Sério? Mais velhas? – Touya quis saber interessado.

Syaoran deu risada.

- Vai se arrepender do interesse, elas não podem ver um homem que atacam; as quatro, de uma vez.

- Isso parece promissor.

Dessa vez Syaoran riu alto.

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- Sua mãe é especial, me ajudou muito no curso de culinária. – Sakura dizia ao namorado.

- E você nem me contou que a conhecia.

- Para falar a verdade eu nem lembrei. – ela falou sorrindo para ele. – Acho que terminamos por aqui. – falou ficando em pé e olhando a sala.

Num canto, o sofá rasgado estava encostado para ser levado para fora. Por cima a televisão com a tela quebrada e no chão o aparelho de som. O aparelho de DVD escapara inteiro, por sorte. Uma caixa com algumas dezenas de DVDs pronta para ir para o lixo. O vaso de plantas que ficava ao lado da estante já fora retirado, a planta, acondicionada provisoriamente em um balde, estava no jardim. O mais difícil fora retirar a terra que ficara espalhada pela sala, mas agora o chão já brilhava e o tapete fora enrolado e posto na lavanderia, para ser lavado em outro dia.

A campainha tocou de novo. Syaoran olhou para Sakura.

- Pronta para conhecer minhas irmãs? – ele perguntou. – Ou você já as conhece? – completou suspeito.

Sakura deu risada e puxou-o em direção à porta.

- Olá, eu sou Shiefa. Trouxemos o almoço. – a primeira se apresentou.

- Eu sou Fenmei.

- E eu Fuutie.

- Fiquei por último, como sempre. – a mais nova das quatro reclamou. – Sou Fanrei.

As quatro irmãs de Syaoran eram lindas, e animadas. Cada uma delas deu um abraço de urso em Sakura e um beijo estalado, fazendo o mesmo com o irmão.

- Elas são alegres. – Sakura comentou com o garoto.

Syaoran ia responder quando Touya apareceu vindo da parte de cima da casa.

As garotas num primeiro momento arregalaram os olhos, e no segundo seguinte, voaram, literalmente, na direção de Touya, uma querendo se apresentar antes das outras. Syaoran rodou os olhos, totalmente acostumado com a recepção calorosa de suas irmãs para com qualquer membro do sexo masculino. Não bastava estarem todas comprometidas. Elas não mudavam nunca.

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Depois do almoço animado, onde a senhora Hibick juntara mais algumas iguarias às trazidas pelas irmãs de Syaoran, a limpeza da casa continuou. A arrumação ia de vento em popa com cada um cuidando de um cômodo.

A princípio, as irmãs de Syaoran seguiram Touya por toda parte, uma querendo ajudar primeiro que a outra, causando algumas confusões, até que a senhora Li colocou ordem nas coisas, enviando cada uma numa direção. Elas foram, mas resmungando que não era direito separarem-nas de Touya.

Sakura estava em seu quarto e quem olhasse lá de baixo veria ursinhos de pelúcia voando pela janela. A garota até separou alguns que dava para arrumar, mas não tinha certeza se ficariam bons, estavam muito estragados. Atirou um ursinho marrom pela janela com tanta força que ele foi parar na calçada.

Tomoyo que descia do carro nesse momento viu o trajeto do ursinho e não sabia se dava risada pelo que estava vendo ou ficava triste pela perda da coleção de bichinhos da amiga. Esperava que ela se animasse com o que estava trazendo.

- Sakura. – Touya parado na porta do quarto da irmã, olhava a bagunça e os poucos bichinhos que sobrara. – Vou sair para comprar nossos colchões. Você tem preferência?

- Não, o que eu tinha estava bom. – ela disse sem levantar os olhos para o irmão. Tinha nas mãos um coelho que o pai lhe dera quando fizera três anos de idade. Touya aproximou-se da irmã, ajoelhando-se ao seu lado, abraçou-a pelos ombros. - Vou ver se encontro outro igual.

- Não será a mesma coisa. Acho que vou guardar assim mesmo. Vou tentar arrumar, mesmo não ficando bom, será uma lembrança.

O brinquedo tinha uma orelha quase arrancada, apenas um fio de linha a segurava no lugar. O nariz do pobre coelho sumira, tinha um corte na barriga e outro nas costas, a espuma estava para fora.

- O coitado parece ter sido assassinado. – ela comentou em tom de riso, engolindo a vontade de chorar. – Que mal será que ele fez?

Touya começou a dar risada. Sabia não ser o momento, mas não conseguiu resistir. A irmã olhou-o espantada, percebendo o ridículo da situação juntou-se a ele nas risadas trazendo Syaoran e as irmãs até a porta, os cinco querendo rir, mas sem saberem qual era a piada.

- Nem perguntem. – Touya falou levantando-se.

A campainha tocou nesse momento, fazendo-os se entreolharem. Touya e Sakura desceram juntos, dando de cara com Tomoyo e duas mulheres atrás dela carregadas de pacotes.

- Tomoyo! – Sakura exclamou.

- Olá. Trouxe uma surpresa, espero que gostem. - fez sinal para que as mulheres a seguissem, e todos foram para a sala. – É para você Sakura. Sei que não poderá substituir os que você ganhou de seu pai, mas acho que encontrei todos da sua coleção. – ela disse para uma Sakura de olhos arregalados. – Abra. – a amiga falou sorrindo.

Sakura sentou-se no chão e, abrindo os pacotes, foi revelando seus estimados bichos de pelúcia: ursos, coelhos, burrinhos, cachorros, gatos, e tantos outros bichos do reino animal, iguaizinhos aos seus.

- Tomoyo. – Sakura não sabia o que dizer.

- Eu sei, Sakura. – Tomoyo falou sorrindo.

Sakura abraçou-a e caiu no choro no ombro da amiga.

Touya e Syaoran na porta apenas observavam sorrindo. Touya engoliu em seco a emoção, quando percebeu o namorado da irmã olhando-o com atenção.

- Garotas. – rolou os olhos disfarçando.

- É. – Syaoran concordou, sorrindo.

- Meninas! – Touya chamou-as aproximando-se. – O que você fez foi muito gentil, Tomoyo.

- Ah Touya, se você gostou disso, espere para ver o que a mamãe está trazendo. – Tomoyo falou dando risada.

- O que sua mãe aprontou? – ele quis saber, pois Sonomi sempre estava por perto ajudando os irmãos, depois da morte do pai deles.

Nesse momento uma buzina soou do lado de fora.

- Ela chegou. – Tomoyo falou sorridente.

Quem estava na casa foi para a parte da frente, pois ficaram curiosos, com o enorme caminhão que parou na rua.

Sonomi comandava alguns homens que descarregavam colchões, sofás, e aparelhos domésticos.

- Boa tarde! – ela acenou da rua aproximando-se deles, que se afastaram para deixarem os homens passarem. – Sabia que você estaria muito atarefado hoje, Touya, então tomei a liberdade de comprar o que vocês precisariam; apenas coisinhas básicas.

- Vídeo game não é básico, Sonomi. – Touya ralhou vendo um dos homens passar com uma caixa do brinquedo.

- Não? Sempre imaginei que fosse um item de necessidade para os jovens. – ela comentou entrando e já dando ordens de onde as coisas deveriam ser colocadas.

- Sua mãe é uma tirana. – Touya disse a Tomoyo quando passou por ela entrando na casa.

- Concordo. – a menina respondeu dando risada.

- Yelan, você por aqui. – ouviram Sonomi dizer.

- Sonomi, querida, não sabia que você era amiga dos Kinomoto.

- Não acredito. – Syaoran comentou ao ouvir as duas.

- Ah eu quase casei com Fujitaka, mas era um velho muito certinho para mim.

- Isso é verdade? – Syaoran perguntou baixinho para a namorada.

- Não. Os dois sempre foram amigos, se bem que viviam às turras. – Sakura falou dando risada ao imaginar o pai tão calado e tranqüilo casado com a furacão Sonomi.

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Num instante os móveis que Sonomi trouxera estavam em seus lugares, Sakura já arrumara sua nova coleção de bichinhos de pelúcia em seu quarto e nem parecia que havia passado alguém por ali e destruído tudo.

Quando a garota desceu ao andar de baixo ouviu uma pequena comoção na cozinha.

- Eu vou pagar. – Touya dizia.

- Eu não quero. Fica como presente de Natal. – Sonomi retrucou.

- Só se forem presentes para o resto da vida.

- Oras Touya, não exagere.

- Sonomi, estou agradecido, mas você comprou até o que não precisávamos.

- Não reclame garoto. Aceite.

- Vou pagar. – ele falou decidido, fechando ainda mais a expressão ao ser chamado de garoto.

Sakura olhou-os com um sorriso. Adorava a mãe de Tomoyo que fora bem dizer uma substituta da sua mãe. Ela havia sido a melhor amiga de Nadeshiko, e depois de sua morte fora um amparo para a pequena garota e seu irmão, ajudando seu pai a criá-los. Tomoyo era mais uma irmã que uma amiga.

Porém, tanta intimidade, é claro, gerava problemas, como o desse momento. Sonomi acreditava ser seu dever fazer o impossível para os irmãos viverem bem, mas constantemente entrava em conflito com Touya, que, diga-se de passagem, perdia todas as vezes, essa não seria diferente.

- Eles sempre brigam? – Syaoran perguntou passando um braço pela cintura da namorada.

- Sempre. – foi a pronta resposta de Tomoyo que se aproximou deles. – Mas olha só Syaoran, repare nos olhos brilhantes da minha mãe, e no sorriso que quer escapar dos lábios do Touya.

Syaoran reparou e percebeu que era fato o que a amiga dizia.

- Acredito que Touya faz isso apenas para divertir a mamãe. Antes ela ralhava por qualquer coisa com o senhor Kinomoto, e adorava tentar tirá-lo de sua tranqüilidade.

- Touya é irritadinho por natureza, e ele discute com a Sonomi justamente para alegrá-la. – Sakura completou.

- Adultos! – as meninas disseram ambas ao mesmo tempo se olhando.

Os três acabaram dando altas risadas, o que chamou a atenção dos dois que discutiam, encerrando assim mais um embate com Sonomi vencendo, novamente.

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- Obrigada. – Sakura falou abraçando a mãe de Tomoyo. – Obrigada por tudo que a senhora fez.

- Ora querida, você sabe, é por prazer.

- Eu sei sim.

Tomoyo abraçou Sakura carinhosamente, e ouviu a amiga agradecer baixinho por ter refeito sua coleção de bichinhos.

Touya acompanhou as duas até o carro, e Sakura ficou com Syaoran olhando-o se afastar.

- Vou também. – o garoto disse a ela. A mãe e as irmãs tinham saído um pouco antes.

- Está cedo. – ela falou apertando o braço em torno da cintura dele.

- Você vai enjoar de mim.

- Nunca. – falou dando um beijo estalado na bochecha dele.

- Estou morto. – Touya falou espreguiçando-se.

- Realmente foi um dia cansativo. Trabalhamos demais.

- Não é pelo trabalho. É pela discussão com Sonomi. – ele reclamou. – Quando é que vou ganhar uma? – perguntou a si mesmo entrando na casa.

Syaoran e Sakura deram risadas da expressão de Touya.

- Vem cá. – Syaoran puxou a mão de Sakura e encostou-a no pilar da varanda, dando-lhe um beijo longo e carinhoso. – Estava louco para fazer isso o dia inteiro.

Ela sorriu e apoiou a cabeça na curva do pescoço dele.

- Quer fazer alguma coisa amanhã? – ele perguntou a ela.

- Acho que não. Melhor descansar. Por que você não vem prá cá e assistimos a algum DVD? Tomoyo trouxe alguns novos. Podemos chamá-la e faremos uma reunião íntima. O que você acha?

- Parece ser uma boa idéia. Uma tarde tranqüila em frente à TV. Eu topo.

- Ótimo.

- Agora vou indo. – ele falou. – Tchau, Touya. – despediu-se em tom mais alto, próximo à porta.

- Ei Syaoran, valeu por tudo. Foi de grande ajuda. – Touya disse aparecendo na porta.

- Que é isso. Tranquem tudo. – falou descendo as escadas da frente.

- Ei, eu sou o adulto aqui. – Touya resmungou.

Syaoran deu risada e com um adeus subiu na bicicleta que a mãe havia trazido para ele. Sakura ficou acenando até vê-lo sumir na distância.

Quando ela entrou na casa, encontrou Touya sentado no último degrau da escada, os cotovelos apoiados nos joelhos e a cabeça nas mãos.

- Que houve Touya? – Sakura perguntou sentando-se ao lado dele.

- Preciso lhe contar uma coisa. Só não sei por onde começar. – ele disse sem olhá-la.

Sakura ficou alguns instantes olhando o irmão. Percebeu um traço de desespero em sua voz, e estremeceu levemente. Nesse momento teve a certeza de que, quem entrara em sua casa e não roubara absolutamente nada, entrara por um motivo específico. Um motivo que não sabia qual era. Mas talvez seu irmão soubesse.

Continua...

N.A.:

Oi gente!

Queria uma senhora Hibick morando do lado da minha casa. Bom, eu não a descrevi não é? Depois de pensarmos muito, eu e a Bruna, decidimos que ela é austríaca (Bru, valeu por me lembrar). A Bru não achou Hibick um nome muito japonês, dei a ela esse sobrenome em homenagem ao Hibiki de Vandread (outra ajuda da Bru, nem lembrava do título do anime), esse personagem é encantador, falastrão no começo, mas depois ele cresce tanto, que até me espanta algumas de suas atitudes... Não sei se é assim mesmo que se escreve esse nome, mas gostei. A Bru teve a paciência de desenhar a senhora Hibick, e apesar de não ser como a tinha imaginado a princípio, foi fácil adaptá-la. É uma senhora do tipo mignon, cabelos curtos, magrinha, e cheia de energia. Se ela aparecer mais vezes, talvez eu a descreva... eheheh...

Yelan conhecer Sakura, não estava programado, mas quem conhece meus personagens sabe que eles pensam sozinhos, são muito independentes, e daí para Yelan e Sonomi se conhecerem também foi um pulo. Eu acabei gostando disso e criei outras cenas interessantes do grupo, quer dizer eu acho que são interessantes, quero saber a opinião de vocês.

Ainda não foi agora a grande revelação do Touya, mas no próximo capítulo vocês saberão qual foi o conteúdo da carta que ele recebeu, (Não, não é uma carta Clow) e porque ele acredita que possa ter alguma relação com essa invasão.

Espero conseguir juntar tudo isso...

No próximo capítulo também, até que enfim, o Eriol dá o ar de sua graça...hihihih... Olha pessoal, meus personagens estão bem opostos do que a Clamp fez, então mantenham a mente aberta, OK?

Quero agradecer a todos os reviews e e-mails.

Pessoal, alguns mails que enviei em agradecimento a reviews voltaram, do Hotmail e do UOL, não sei o que houve, eu mandei de novo, mas fiquei na dúvida se receberam. Alguns reviews não respondi porque não deu para pegar endereços no FF e outros não tinham endereços, então me perdoem, OK?

Quem está acompanhando Destinos Entrelaçados de Harry Potter e Uma Luz na Minha Vida de FullMetal Alchemist, vai demorar, sinto muito... DE eu comecei, mas empaquei e Luz eu simplesmente não consigo me decidir como proceder, isso é porque as duas fics são últimos capítulos e as duas estranhamente ficaram parecidas com suas personagens seguindo quase o mesmo rumo...aiai... Então como é meu costume, eu deixo quieto, paro de ficar me descabelando, e deixo o barco correr... Eu sei que ele já tá navegando há muito tempo, mas nada de pânico, uma hora ele atraca... ahahah..ai que analogia mais doida eu hem?

Continuem lendo AI, tem umas partes muito interessantes... eheheheh...

Beijos

E agora com vocês a minha revisora que não deixa passar nada...

Sentei a Sakura, Bru, valeu por reparar, não é detalhe, você estava certíssima.

Valeu!

Nota da Revisora:

Yoru: Tão fofo!!! Gente, que capítulo adorável esse... Tão leve, depois de toda tensão que foi gerada no capítulo anterior com a invasão e a perseguição à la SB. Achei super importante o fato de serem explicadas as "relações familiares" dos Kinomoto e a interação relâmpago com os Li. A Sakura, com certeza, já conquistou a família do namorado... hehehe... sortuda... Outra coisa que eu adorei nesse capítulo foi a "não aparição" da Mayu... É incrível como os capítulos adquirem uma aura quase mágica quando a serpente não dá as caras. Eu gosto disso! Um capítulo perfeito, como não poderia deixar de ser. Estou super ansiosa para saber como meu otou-san vai ser recebido pelo pessoal. Será que vão gostar dele? Aiaiai... o.ò

Já nee, minna!! o/

OBS:-

Minha revisora teve a paciência de procurar a origem do Croissant, para decidirmos a nacionalidade da senhora Hibick, eu não podia deixar de passar para vocês.

"Croissant é uma palavra francesa, que significa crescente. Identifica um pão característico, de massa folhada em formato de meia-lua, feito de farinha, açúcar, sal, leite, fermento, manteiga e ovo para pincelar. Sua origem é atribuída a padeiros de Viena (Áustria). Conta-se que em 1563, enquanto trabalhavam à noite, estes ouviram o barulho que o inimigo otomano fazia ao cavar um túnel, e ao dar o alarme sobre o que estava acontecendo, conseguiram impedir o êxito do ataque. O formato em crescente seria alusivo à bandeira do Império Otomano . Os franceses ainda hoje chamam este tipo de pão amanteigado de 'viennoiserie'."