AMOR INOCENTE

Por: Rosana (Rô)

Revisora: Bruna (Yoru)

Capítulo 06

Segunda-feira de novo, pensou uma Sakura preguiçosa, levantando-se para mais um dia no colégio.

O final de semana fora trabalhoso, arrumando tudo nos seus devidos lugares, mas ainda bem que tiveram ajuda, pois de outra maneira, duvidava que conseguissem terminar.

No domingo ela e Syaoran passaram a tarde vendo DVDs. Tomoyo dissera não poder ir, e Sakura percebera um tom diferente em sua voz ao telefone, como se estivesse irritada. Quando perguntara o que houve, ela disse que contaria na escola. Estava curiosa para saber o que tirara a calma de sua amiga.

Parou em frente ao espelho do banheiro, olhando sua cara amassada, dormira demais. Pudera, de sábado para domingo não dormira quase nada depois do que seu irmão lhe contara. Não sabia ainda como digerir a informação, somente que ficara com uma raiva tremenda, pensou, relembrando a conversa com Touya.

- Não há como lhe dizer de maneira suave Sakura. – Touya começou.

- O que foi?

- A morte do papai não foi acidente.

- O quê? – perguntou surpresa.

- O papai foi assassinado.

Sakura apenas fitara o irmão de boca aberta.

- Mas... Eu não entendo... Por quê? Como descobriram e por que somente agora?

- Depois do deslizamento, as escavações foram suspensas por um determinado período, a época das chuvas teve início, e por meses nada foi remexido. Há algumas semanas uma nova equipe foi designada, e os escavadores descobriram restos de dinamite no túnel onde nosso pai faleceu. A investigação foi reaberta. A polícia do Cairo me mandou um relatório.

- A carta que você recebeu. – ela falou num sussurro.

- É.

Os dois ficaram em silêncio durante alguns segundos.

- Você acha que a invasão tem algo a ver?

Touya ficou surpreso durante alguns segundos, não pensara que a irmã, tão desligada em alguns aspectos, fosse fazer a conexão.

- Eu ando assistindo a muitos filmes policiais. – ela disse em tom de escárnio.

- Você me surpreende. – ele falou passando a mão na cabeça dela. – Eu não sei se quem entrou em casa pode estar relacionado com o que aconteceu ao nosso pai, o fato é que ele procurava algo, pois nada foi roubado.

Sakura concordou.

- Então nós teremos que ficar atentos. Nada de ficar perambulando tarde da noite pela rua, procura prestar atenção ao que acontece ao seu redor, Sakura. – ele falou sério. – Você é muito desligada às vezes. E... – deu ênfase. – Nada de entrar em casa se sentir algo estranho. De fato, nada de entrar em casa sozinha, chama um vizinho, dá um grito antes, ou melhor, espere-me chegar do trabalho.

- Ah Touya, você já está exagerando. – ela riu da preocupação do irmão.

- Não estou, não. Já avisei o Syaoran para ficar de olho em você.

- O quê? – agora ela ficou indignada.

- Ele gostou da idéia. – Touya falou com um sorrisinho irônico.

Sakura ergueu de leve uma das sobrancelhas.

- É, pensando bem a idéia é boa. Mas você poderia ter me dito antes de dizer a ele não é?

- Nós ficamos conversando na sexta quando ele ajudou. Acho que eu estava com coisas demais na cabeça ontem.

- E eu não ajudei muito, né? – ela disse arrependida.

- Tudo bem, Sakura, só me prometa que vai se cuidar.

E assim ela prometera. Duvidava que houvesse novas invasões. A polícia andava patrulhando o bairro desde sexta. E duvidava menos ainda que alguém pudesse vir atrás de si ou mesmo do irmão, mas não baixaria a guarda, pensou decidida.

Saiu do banheiro com as mãos unidas, os dois indicadores esticados, como se estivesse segurando uma arma. Encostou-se à parede olhando de ambos os lados, igual os agentes da CIA ou do FBI faziam nos filmes, correu meio abaixada em direção ao topo da escada jogando-se no chão e apontando as mãos com a arma de mentira.

- Tudo limpo. – disse para alguém imaginário atrás de si.

Desceu as escadas correndo, parando no canto da parede que dava na cozinha, e entrando num pulo gritou alto:

- Mãos para cima, seu meliante.

Touya que nesse exato momento virava uma panqueca, jogou tudo para o alto dando um sonoro grito.

Sakura teve que se encostar à parede, pois gargalhava incontrolavelmente.

- O que você acha que está fazendo? – ele perguntou com a mão no peito, o coração batia enlouquecido.

Sakura não conseguia falar, ria tanto que chegou a sair lágrimas de seus olhos, colocou a mão na barriga tentando se controlar, mas foi difícil.

Touya olhou para a irmã e depois para a bagunça com panqueca na parede e frigideira no chão, ao vê-la rindo, não se conteve e juntou-se a ela.

CCSCCSCCS

Sakura, ao lado de Syaoran, seguia para o colégio. Ela, de vez em quando, deixava escapar uma risada; Syaoran olhava-a de lado, sorrindo mais comedido.

- Quando é que você vai parar de rir? – ele perguntou.

- Eu não consigo. Você deveria ter visto. – ela falou. – Apesar de ter sido engraçado, estou me sentindo um pouco culpada por tê-lo feito arrumar mais alguns cabelos brancos. – ela continuou ainda rindo.

Sakura contara a história a ele que dera boas risadas.

- Quem tem cabelos brancos? – uma voz se ouviu atrás dos dois.

- Oi, Tomoyo, deixa eu te contar... – e assim Sakura repetiu a travessura que lhe rendera boas risadas nessa segunda que normalmente seria tediosa. Sobre a morte do pai... não queria pensar nesse assunto... Ainda. Syaoran até tentara puxar uma conversa, mas ela se desviara de maneira firme, aparentemente ele desistira.

- E porque você não quis ir em casa ontem? – Sakura perguntou depois que as duas pararam de rir.

- Ah!

Somente essa pequena palavra fez Syaoran e Sakura olharem-na, mas nesse momento eles chegaram ao portão da escola.

- Conto para vocês no intervalo. – ela falou.

- Você está irritada? - Sakura perguntou curiosa.

- Você nem sabe o quanto. – foi a pronta resposta.

- Isso parece ser interessante. – Syaoran disse curioso.

Os três entraram na sala que estava anormalmente tumultuosa. Descobriram que teriam um novo professor de inglês, pois o senhor Morita estava hospitalizado.

- O que houve com ele? – Sakura perguntou chegando próxima às meninas do time de vôlei. O senhor Morita era o professor de quem mais gostava.

- Caiu da escada, coitadinho. – disse Rika.

- E quem será o professor? – Syaoran perguntou.

- Professora. – Yamazaki o corrigiu. – E olha ela aí.

- Sentem-se. – uma mulher de longos cabelos castanhos falou entrando na sala. Quando todos estavam acomodados disse: – Meu nome é Mizuki Kaho. Vou substituir o professor Morita por algumas semanas. – ela disse sorridente. – Gostaria que cada um de vocês se apresentasse, mas antes temos um novo aluno. Pode entrar. – ela falou abrindo a porta.

Um garoto alto, de cabelos muito negros e longos, amarrados num rabo de cavalo baixo e olhos azuis luminosos, entrou na sala sorridente. Na cabeça um boné do Yomiuri Giants, um famoso time de beisebol japonês.

- Bom dia. – ele falou curvando-se à moda oriental, mas era claro pelo sotaque, que era estrangeiro. – Meu nome é Hiiragizawa Eriol. Muito prazer em conhecê-los.

- Ah não. – um sussurro veio de trás da carteira de Sakura, que se virou para olhar uma horrorizada Tomoyo.

- Que houve? – ela perguntou para a amiga que fitava o rapaz de boca aberta.

- As duas senhoritas de trás, silêncio, por favor. – a Professora Mizuki ralhou com Sakura e Tomoyo que cochichavam, e acabou recebendo um olhar irritado de Sakura.

- Depois. – Tomoyo respondeu entre dentes.

Sakura a fitou ainda por alguns segundos surpresa, olhou para Syaoran do outro lado da sala, que deu de ombros, os dois não estavam entendendo nadinha.

- Pode sentar-se naquela carteira vazia. – a professora Mizuki dizia. – E por favor, guarde seu boné, sim?

A carteira a que a professora se referia era bem ao lado de Tomoyo, que fez de tudo para não olhar o rapaz que se sentou dando-lhe um sorriso, enquanto guardava o boné na mochila.

Sakura achou graça na atitude da amiga. Será que ela conhecia o tal do Eriol? Bom, na hora do intervalo saberia.

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- Não fui com a cara dessa professora. – Sakura resmungava enquanto ela, Syaoran e Tomoyo seguiam para o lugar tradicional na hora do intervalo. – Vai contando Tomoyo. – pediu à amiga sentando-se embaixo de uma das árvores do jardim.

- Você não gostou dela porque chamou sua atenção. – Syaoran disse à namorada. – Tomoyo, preciso ser honesto e dizer que também estou curioso. – virou-se para a amiga, enquanto recostava-se à arvore ao lado de Sakura.

- Ontem, eu estava na sacada do meu quarto regando as minhas plantas, arrumando os vasos quando, de repente, voando do nada veio uma bola de beisebol, quebrou dois vasos, não sei como, e estilhaçou a minha vidraça.

- Nossa! – Sakura exclamou. – Você se machucou?

- Não, por sorte.

- Então era por isso que você estava meio irritada ao telefone.

- Eu poderia ter ficado irritada pelos vasos e vidros quebrados, mas de fato não foi por isso. Ele... Ele é a razão da minha irritação. – Tomoyo disse entre dentes apontando para mais além, mais precisamente para Eriol Hiiragizawa, que conversava com algumas garotas prá lá de animadas.

- O novo aluno? – Syaoran seguiu o olhar ameaçador da amiga.

- O novo aluno é meu vizinho, um fanático por beisebol, e um destruidor de plantas e... – Tomoyo disse indignada, não conseguindo completar a frase, acabou contando em detalhes o que acontecera no domingo.

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A bola veio zunindo em direção à sacada onde Tomoyo regava e podava suas plantas raras e ervas aromáticas, quebrou dois vasos e seguiu direto para a vidraça da porta-janela, estilhaçando-a. Tomoyo gritou de susto, abaixando-se, por pouco não se feriu. Ela ergueu-se procurando o autor da façanha, irritada por ver vasos, terra e plantas por todo lado. Nisso alguém bateu à porta do seu quarto e uma das empregadas entrou, ao ver a bagunça estacou assustada.

- Está ferida, senhorita Tomoyo? – perguntou.

- Não, está tudo bem. Por favor, traga uma vassoura para eu limpar essa sujeira. – pediu tentando se mostrar gentil, mas havia uma pontinha de irritação em sua voz.

- Sim senhorita. – a empregada disse retirando-se.

Quando Tomoyo virou-se de novo para o lugar de onde a bola veio, deu de cara com um garoto empoleirado em cima do muro. Ele a fitava de boca aberta e olhos arregalados.

- Ei garoto. – ela chamou. – Você é o responsável por essa bola? – perguntou mostrando-lhe a bola de beisebol.

Ele sorriu e desceu do muro, escalou rapidamente a árvore que havia próxima à sacada do quarto de Tomoyo e pulou à frente dela.

- Oi. – ele disse ignorando a bola e a pergunta dela. – Você é linda, sabia?

- O quê? – Tomoyo quase engasgou com a surpresa. Percebeu, ao fitar bem de perto um par de olhos azuis escuros, que não era de fato um garoto, e sim um rapaz, talvez da sua idade. Ele pegou uma mecha dos cabelos dela aspirando a leve essência de violetas.

- Esse cheiro combina com você. – disse sussurrando ao ouvido dela.

Tomoyo estava pregada ao chão, surpresa com a atitude dele. Ninguém havia tido tanta audácia antes.

- O que você acha de tomarmos um chá? – ele perguntou passando um dedo de leve em sua face macia.

Tomoyo acordou de seu transe num repente.

- Como você se atreve a tanto? – ela quase gritou, mas conseguiu ainda se controlar. Bateu na mão dele afastando-o. – Quem lhe autorizou a subir na minha sacada? Saia daqui.

- Ei, foi apenas um convite, não precisa se irritar. – ele disse sorrindo insinuante.

- Fora daqui e leve a droga da sua bola. – agora ela já estava irritada mesmo, e demonstrava isso, enfiando a bola de beisebol na mão dele e empurrando-o em direção à árvore.

- Pelo jeito você não vai mesmo aceitar meu convite.

- Fora! – ela gritou apontando o dedo.

- Eu vou. Eu vou. Mas antes... – ele aproximou-se tão rápido que Tomoyo não teve a mínima reação, segurou-a pela cintura e puxou-a para seus braços. – Peço desculpas antecipadas. – ele disse, tascando-lhe um beijo nos lábios, que fez Tomoyo arregalar os olhos surpresa.

O rapaz soltou-a antes que Tomoyo pudesse reagir, fazendo-a cambalear tonta.

- Eu não poderia partir antes de provar de tal doçura. – ele disse já na árvore. – Até a próxima, querida Violeta. – e correu em direção ao muro.

- Violeta é a senhora sua mãe. – ela gritou tendo uma reação tardia. Ouviu a risada dele ao longe, já do outro lado do muro. – Cretino! Cretino! – gritou mais alto ainda.

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- Ah Tomoyo, eu não acredito que ele a beijou. – Sakura falou surpresa, mas com vontade de dar risada.

- Pois beijou. O insolente. E pediu desculpas antecipadas, e pelos meus vasos você acha que ele se desculpou? Que nada. – ela escarneceu.

Syaoran quase deu risada, mas procurou controlar-se. Aparentemente o tal Eriol ficara fascinado pela Tomoyo, mas ela não se dera conta disso.

- Talvez ele tenha ficado fascinado por você. – Sakura disse tentando achar uma solução para a atitude do rapaz, e dando voz aos pensamentos de Syaoran.

- Fascinado! De jeito nenhum. Ele é irritante isso sim, fez tudo aquilo por puro prazer.

Nisso Syaoran concordou, mas em silêncio, não queria inflar ainda mais o ânimo irritado da amiga.

- Com certeza ele se acha a oitava maravilha do mundo, e quis se safar do prejuízo. 'Você é linda, sabia?' – Tomoyo engrossou a voz para imitar o rapaz, o que causou risadas nos amigos. – Como se com isso eu fosse esquecer a bagunça que ele fez. Ele me paquerou. O impertinente me paquerou. E me convidou para tomar um chá. Vocês acreditam nisso?

Sakura e Syaoran não conseguiram mais se controlar, caíram na risada com a irritação da indignada Tomoyo. Este era um acontecimento raríssimo, visto que Tomoyo era sempre calma e tranqüila.

- Não é para rir. – ela acusou os amigos.

- Desculpa Tomoyo, não estamos rindo da situação. – Sakura falou controlando-se.

- Verdade. É que é um tanto quanto incomum vê-la irritada. – Syaoran falou recebendo um aceno de concordância de Sakura.

- Vocês também estariam irritados se topassem com um Casanova mal educado, que se joga nas sacadas de garotas, quebram seus vasos e janelas e ao menos pedem desculpas.

Syaoran e Sakura silenciaram de repente e Tomoyo continuou falando sem perceber a reação dos amigos. Sakura até pigarreou, mas não teve jeito, ela continuou a falar mal do tal Hiiragiizawa.

- E como se não bastasse vai estudar aqui na nossa escola, e pior, na nossa sala, sentado ao meu lado. Buda deve estar muito irritado comigo. – ela completou em tom fatídico.

- Eu duvido que Buda se irritaria com tal formosura. – Tomoyo ouviu a voz e enfim entendeu os gestos discretos que Sakura lhe fazia. Virou-se para trás erguendo a cabeça até dar com um par de olhos azuis sorridentes. – Senhorita Daidouji, queira me desculpar pelo meu atrevimento de ontem. A senhorita está completamente correta. Eu ao menos pedi desculpas pela minha irresponsabilidade. Aceite-as agora, mesmo que seja tardiamente. – ele falou curvando-se de leve, mas o ar irônico não o deixou um segundo.

Tomoyo ergueu-se encarando o arrogante nos olhos.

- Você está correto. É tarde demais. – ela disse de modo áspero causando surpresa em Sakura e Syaoran. – Sakura, vejo você na sala. – completou afastando-se.

- Acho que ela está muito brava. – Eriol falou observando a garota.

- Está. – Syaoran concordou chegando ao lado de Eriol. – Mas a Tomoyo não é de guardar rancor, logo ela se acalma.

- Concordo com o Syaoran. – Sakura falou postando-se do outro lado de Eriol. – Na verdade não entendi muito bem porque a Tomoyo teve essa reação, talvez você tenha quebrado alguma planta rara. Ou talvez você não devesse tê-la beijado antes de pedir desculpas. – ela completou dando um sorriso.

Eriol olhou de um para outro e seus olhos se demoraram mais em Sakura. Syaoran mais do que depressa se postou ao lado dela.

- Nem tente. Eu quebraria a sua cara. – disse em tom sério ao novo estudante.

- Paz. – Eriol falou sorrindo, erguendo ambas as mãos.

- Não sabia que você era ciumento. – Sakura falou ao namorado dando risada.

- Você nem faz idéia do quanto. – ele respondeu de maneira séria.

Ela ainda deu uma risadinha, e virando-se para o outro rapaz estendeu a mão.

- Olá, meu nome é Sakura Kinomoto, mas, por favor, me chame de Sakura.

- Eu sou Syaoran Li, namorado da Sakura e nem ouse ficar olhando muito para ela. – Syaoran se apresentou.

Eriol deu risada e apertou a mão dos novos amigos.

- Tomara que a senhorita Daidouji me aceite também. – ele falou lançando um olhar na garota que se afastava.

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Mas para desânimo de Eriol, Tomoyo não o aceitou. Ele fez de tudo para que ela conversasse com ele, mas ela ao menos o olhava, quando ele chegava à roda de amigos, ela se afastava, e não se aproximava de onde ele estava.

Se Tomoyo era obrigada a falar com ele em sala, falava sem lhe dirigir o olhar. Eriol comprou novos vasos e plantas para Tomoyo. Havia descoberto quais plantas ela não tinha, através das empregadas da casa; mandou arrumar a janela do quarto dela, mas não foi o suficiente, ela agradeceu-lhe em tom formal, sem olhá-lo de frente.

- Tomoyo está levando a birra contra Eriol a sério demais. – Sakura disse a Syaoran no caminho da escola, alguns dias depois.

- Concordo. – ele falou pensativo. – Sakura, você acha que a Tomoyo pode estar com raiva dele por causa do beijo? Será que foi o primeiro?

- Hum, você pode estar certo. Ela pode ter ficado frustrada pelo primeiro beijo não ter sido com quem ela goste.

- Mas de quem ela gosta?

- Que eu saiba, não tem ninguém.

- Não é mesmo a cara da Tomoyo ficar tanto tempo com raiva de alguém. Talvez ela esteja mais com raiva de si do que dele.

- O que você quer dizer?

- E se ela estiver com raiva por que gostou do beijo?

Sakura olhou-o surpresa, e ficou pensativa. Em seguida sorriu levemente.

- Sabe que você pode estar certo?

Sakura e Syaoran começaram a analisar o comportamento da amiga, e perceberam que quando Eriol não estava observando-a ela o olhava meio de lado. Outra atitude inusitada é que Tomoyo parecia se irritar quando Eriol conversava com alguma menina. Os dois chegaram à conclusão que a amiga não era indiferente ao inglês. Provavelmente ela não estava conseguindo administrar seus sentimentos.

- Atenção! – a professora Mizuki falou aos alunos. – Como vocês sabem, teremos a reunião do semestre na semana que vem, e os professores decidiram mostrar aos seus pais um pouco do que andam aprendendo em classe. Eu e o professor de música ficamos responsáveis por essa classe e pensei em apresentarmos algumas músicas em inglês. O que vocês acham? – ela pediu opiniões aos alunos que concordaram animados. – Vocês podem formar grupos, ou duplas, trios. Vou deixá-los decidirem. Mas me apresentem seus projetos para aprovação final.

Os alunos começaram a se juntar. Mayu trincou os dentes de raiva quando viu Syaoran se aproximando de Sakura, mas foi em direção ao novo aluno, pois ele ficava próximo àquela irritante.

- Olá Hiiragiizawa. Você gostaria de fazer uma dupla comigo? – ela perguntou insinuante.

- Ah cara Mayu, eu adoraria. – ele disse ao passo que a menina sorriu. – Mas a Sakura acabou de me convidar para um quarteto. Fica para uma próxima. – ele completou com um sorriso fascinante.

- É uma pena, espere dela uma apresentação medíocre, como tudo que ela faz. – a garota falou com raiva.

- Você quer apostar? – Eriol, perguntou antes que Syaoran dissesse alguma coisa para defender Sakura.

- O quê? – Mayu retrucou sem entender.

- Quer apostar como a nossa apresentação será fascinante? – ele desafiou, mas sem deixar de sorrir.

- Eu duvido. Mas você pode tentar não é? – ela disse afastando-se.

- O que eu perdi? – Eriol perguntou olhando os outros três. Encarou Tomoyo que dessa vez não desviou os olhos. Será que ele estava vendo uma pontinha de respeito ali naqueles lindos olhos azuis?

- Mayu é apaixonada por Syaoran, e odeia a Sakura por ser a capitã do time de vôlei esse ano. – a morena respondeu desviando os olhos.

Sakura ficou surpresa por Tomoyo responder à pergunta de Eriol, depois de dias ignorando-o.

- Oh! Um triângulo amoroso. – ele disse sorrindo, olhando de Syaoran para Sakura.

- De jeito nenhum. – Syaoran retrucou. – Nunca tive nada com a garota.

- Mas então nós somos um quarteto. – Sakura falou tentando fazê-los se esquecerem de Mayu.

- Desculpem por me meter, mas é que eu não gosto muito de garotas atiradas, e quando ela ofendeu a Sakura não pude deixar de defendê-la. – Eriol falou olhando para Syaoran.

- Olha só quem fala em ser atirada. – Tomoyo resmungou, mas todos ouviram.

Eriol deu um sorriso maroto. Syaoran e Sakura conseguiram se controlar admiravelmente.

- Não se preocupe, essa reação é normal diante da Mayu. – Syaoran falou para Eriol, tentando voltar à conversa.

- Verdade. Acho que é meio natural defendermos a Sakura da Mayu, afinal quem ousar atrapalhar a relação dos dois arderá nas chamas do inferno. – Tomoyo falou para surpresa dela mesma.

Sakura caiu na risada diante das palavras da amiga.

Continua...

N.A.:

Eu não resisti em fazer aquela brincadeira com a Sakura no início do capítulo, é mais ou menos como eu ajo montando uma cena de ação...

E eis o Eriol. O que vocês acharam do Eriol reformulado? Ele está bem mais atirado, e safadinho. Eu amei fazê-lo assim, aqueles olhares irônicos dele são o máximo prá cima da Tomoyo, e todos com segundas intenções... eheheheh...

A Tomoyo também se transformou, eu tive a idéia quando estava vendo Jake Long, ele tem uma amiga que é muito doidona, a Trixie, e ela falou uma frase muito maluca e cheia de gírias outro dia, aí pensei: Já pensou a Tomoyo nesse estilo?... ahahah...ia ser bem engraçado. Não exagerei, como a personagem do Jake, mas mudei-a um pouco..eheheh

Que mais... Ah Mizuki... Perceberam que a Sakura não foi com a cara dela né? Novidades nessa relação também... Foi mal Mar... ahahahah...

Pessoal, agradeço a todos os reviews gentis... Vocês são mesmo incríveis... Respondi àqueles que deixaram e-mail ou que têm endereço no FF, se você não recebeu resposta ao seu review, foi por falta de endereço, OK?

Sobre a demora desse capítulo, fiquei um tempo sem PC, de novo, Murphy anda morando aqui em casa, só pode ser isso... Minhas outras fics já atrasadas continuarão atrasadas. Foi mal... Não é por falta de vontade de escrever, e sim porque realmente não consigo, preciso estar no meu cantinho... Estou tentando me acostumar a esse novo cantinho... ahahahaha...tá difícil.

Novo capítulo só em fevereiro pessoal, eu e minha revisora estamos de férias, OK?

Feliz Natal e ótimo Ano Novo.

Beijos

Revisora, é com você...

N.R.:- (tomando cházinho) Céus... Essa Tomoyo é mesmo uma figura! Onde já se viu ficar tão emburrada por ter sido beijada pelo Eriol? Ela não sabe que sorte tem? hehehe... E, falando no otou-san, olha só que entrada marcante e fantástica e maravilhosa... (assobiando, batendo palmas e equilibrando pratos, ainda tomando chá) uhuuuu!! Dá-lhe otou-san!!! Eu fiquei muito surpresa quando vi o figurino do papai pela primeira vez... nunca o tinha visto usando boné antes... ainda bem que a Rô não quis que ele mascasse chiclete como os jogadores de beisebol, porque eu teria que convencê-la a desistir disso... pois seria algo nauseante... o.ò... Mas, do jeito que ele apareceu, ficou simplesmente perfeito!!

E a Rô inovou o relacionamento MizukixSakura... Nossa... nunca pensei que a Sakura não fosse gostar da Kaho... mas ela realmente me pareceu uma professora pé-no-saco... acho que é compreensível...

Agora, vamos falar da revelação que todos estavam esperando... finalmente, foi revelado o conteúdo da carta que Touya recebeu... o.ò Nossa... o Fujitaka foi assassinado? O.O Por que será? Seria algum pesquisador rival? Algum arqueólogo invejoso? Algum egípcio fanático procurando proteger os mistérios de seu povo? Uma doninha genéticamente alterada, viciada em jogos de videogame em que o objetivo é explodir as coisas?? o.O Mas isso ainda não responde quem foi o responsável pelo assalto na casa dos Kinomoto...

Só continuando acompanhar para descobrir...

Beijinhos.

Yoru.

Obs.:- O time Yomiuri Giants existe realmente no Japão. A minha revisora que é realmente muito dedicada, fez uma pesquisa, e eis aqui o time favorito do Eriol. Bru, valeu... Foi uma super ajuda.

O YomiuriGiants読売ジャイアンツ Yomiuri Jaiantsu) São uma equipe do NipponProfessional Baseball com base no TokyoDome em Bunkyo, Tokyo, Japan. The Giants jogam na Liga Principal, japonesa. A equipe é algumas vezes chamada de "Tokyo Giants" na imprensa americana, mas como o HanshinTigers e OrixBuffaloes, a equipe é oficialmente conhecida pelo nome do proprietário das empresas, em vez de o nome da cidade em que se localiza. O proprietário da equipe é YomiuriGroup, um conglomerado de mídia que inclui dois jornais e uma rede de televisão. O Yomiuri Giants são considerados como "Os New York Yankees do Japão", devido à sua popularidade e passado de destaque no campeonato.

Os Giants são os mais antigos profissionais na liga japonesa. Ganharam nove títulos nacionais antes de ser estabelecido o sistema de duas ligas em 1950. Começando em 1965, o Giants ganhou nove títulos consecutivos na Liga Principal e no Nacional títulos, em grande parte devido aos golpes de ShigeoNagashima e SadaharuOh. O último título dos Giants foi conquistado em 2002.

O Yomiuri Giants ganharam mais títulos que qualquer outro time. A equipe é frequentemente referida pelos fãs e em notícias e tabelas simplesmente como Kyojin (巨人), o japonês para "Giants", em vez dos habituais nome do proprietário corporativo ou do apelido americano.