AMOR INOCENTE
Por: Rosana (Rô)
Revisora: Bruna (Yoru)
Capítulo 07
Sakura e Tomoyo estavam na sala de música olhando algumas partituras, quando Tomoyo escolheu uma colocando-a no suporte do piano.
- Sakura, pega aqui. – entregou uma cópia da letra para a amiga e começou a dedilhar as teclas, deu um aceno de cabeça para Sakura e esta começou a cantar.
A música era Always On Your Side, de Sheryl Crow. Iniciada no piano ficava linda, melhor ainda, se cantada em dueto, era uma boa escolha de Tomoyo.
As duas estavam tão concentradas que não perceberam a aproximação de Syaoran e Eriol. Este pegou o violoncelo encostado a um canto e entrou no ritmo em tempo, com Syaoran cantando a parte destinada a Sting, que fazia a voz masculina nessa música. Sakura virou-se sorrindo para Syaoran que se aproximou dela passando um braço por sua cintura, Eriol ganhou um olhar surpreso de Tomoyo, mas quando lhe sorriu, ela virou o rosto, ele apenas aumentou o sorriso. Garota difícil.
- Ah essa música é linda. – Sakura falou animada ao término da canção. – Tudo bem que eu enrosquei em algumas palavras.
- Você foi muito bem. Só precisa ensaiar mais um pouco. – Syaoran disse dando-lhe um beijinho estalado na bochecha.
- Você é muito gentil, mas um péssimo mentiroso. – ela retrucou dando risada. – Ei Eriol não sabia que você tocava violoncelo. – falou virando-se para o inglês.
- Na verdade eu fui obrigado a aprender alguns instrumentos musicais, em troca de poder fazer alguns esportes mais intensos, digamos assim.
- Aliás, acabamos de falar com o técnico do time de futebol, e Eriol vai fazer um teste para entrar no time. – Syaoran falou para as meninas.
- Que legal. O nosso time é excelente Eriol. – Sakura falou. – E o capitão do time é o melhor. – continuou dando um soquinho no braço de Syaoran.
- E você é uma fã incondicional do time não é Sakura? – Tomoyo perguntou em tom de brincadeira.
- Ah com certeza.
- Então, essa é a música escolhida para a apresentação? – Eriol perguntou.
- Acho melhor escolhermos mais algumas e decidir no final. – Tomoyo contrapôs, só para ir contra Eriol.
- Ok! Então cada um de nós escolhe uma música e fazemos uma votação. – Sakura sugeriu ao que todos concordaram.
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Sakura percorria os corredores da escola quase correndo, acabara de conversar com Kamyo, um garoto do primeiro ano que ela sabia ser viciado em músicas de animes. Outro dia assistindo um filme de Saint Seiya, a música de encerramento lhe chamara a tenção, era linda, apesar de se referir àquela coisa horrorosa e ao...
- Seiya. – suspirou alto.
O fato é que acreditava ter encontrado a música perfeita para a apresentação que fariam aos pais.
Syaoran esperava Sakura em frente ao portão da escola, ela dissera precisar conversar com alguém, estava bastante animada. Já ia se virar para ver se ela estava vindo, quando sentiu-se ser agarrado pelo pescoço.
- Encontrei. – Sakura disse lascando-lhe um beijo na bochecha.
Ele sorriu da animação dela e segurando suas mãos começou a andar tendo-a ainda pendurada em seu pescoço.
- Posso saber o quê?
- A música perfeita. É linda.
- Linda é você.
Sakura deu risada e pediu para descer, ele a soltou e virando-se para ela abraçou-a pela cintura, dando-lhe um beijo demorado na boca, ambos ficando ofegantes.
- Isso está ficando cada vez melhor. – Syaoran sussurrou encostando a testa na da namorada.
- Concordo plenamente. – ela falou de olhos fechados.
Os dois afastaram-se de mãos dadas, sem perceber Mayu que os observava.
Um pouco mais afastado da garota, um carro estacionado com dois homens dentro, observaram toda a cena, e não deixaram de notar o olhar de raiva da garota de cabelos negros. Talvez pudessem usar a menina para seu proveito.
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Sakura levou a letra da música escolhida, e que o grupo aprovara, para a professora Mizuki dar seu parecer, esta pegou o papel e depois de dar uma lida disse:
- Escolha outra. – falou devolvendo o papel à Sakura, sem nem mesmo olhá-la.
- Como é que é? – Sakura perguntou surpresa.
- Escolha outra música. Eu pedi em inglês, essa é uma mistura de japonês e inglês, não serve. – a mulher falou de maneira educada, mas Sakura que já não tinha ido muito com a cara dela, se arrepiou.
- Só tem um trecho em japonês, a maior parte dela é em inglês...
- Sakura... É Sakura não é? – a professora perguntou, enfim olhando para a menina.
A garota acenou concordando.
- Eu quero que os pais vejam o nível em que vocês estão nas aulas de inglês, japonês eles já enjoaram de ouvi-los falar. Escolha outra, sim querida. – e com isso encerrou a conversa.
- Não me chame de querida. – Sakura resmungou irritada antes de sair da sala dos professores.
Parou no corredor, apertando os punhos de raiva. Professora irritante.
Respirou fundo fechando os olhos, e quando os abriu, um sorrisinho irônico desenhou-se em seu rosto. Começou a cantar Another Brick in The Wall, do Pink Floyd.
Ficou alguns segundos, parada, cantando baixinho, antes de começar a andar e aumentar o tom, cada vez mais alto, na clara intenção de que a professora ouvisse. Alguns alunos que passavam naquele momento por perto começaram a rir, e acompanharam Sakura na música. Na parte do refrão eles já quase gritavam, até que um professor apareceu no corredor e de expressão fechada pediu se eles poderiam cantar do lado de fora da escola.
Sakura se sentiu um pouquinho melhor, mas mesmo assim quando se aproximou de Syaoran e Tomoyo, o namorado percebeu no mesmo instante que havia algo errado.
- O que houve? – Syaoran perguntou.
- Aquela... Aquela... Cabeluda. – falou por falta de um adjetivo melhor. Nunca colocaria em palavras os nomes pelos quais xingara a professora em pensamento. - Vetou nossa música.
- Não acredito. – Tomoyo disse sentida. – Aposto que foi por causa do trecho em japonês.
- É. – Sakura falou suspirando. – A música é tão linda.
- Podemos apresentar a da Sheryl. – Tomoyo confortou a amiga, mas estava chateada, de fato You Are My Reason era maravilhosa.
- É. – Sakura concordou. – É legal também.
Decididos, os três seguiram para a casa de Tomoyo para ensaiar, Eriol os encontraria mais tarde, pois tinha aula de artes marciais.
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A noite da reunião na escola começou com a apresentação da turma 2-A, a classe de Sakura. Os alunos se esmeraram nas escolhas das músicas, mas também mostraram aos pais e professores poemas e trechos de peças de teatro.
A música do quarteto Syaoran, Sakura, Eriol e Tomoyo, foi uma das mais aplaudidas, o que rendeu um risinho malicioso da parte de Eriol em direção à Mayu, que virou a cara para o inglês.
Rika, Chiharu, Yamazaki e Naoko, apresentaram um trecho do filme O Rei Leão, particularmente a parte de Hakuna Matata. Yamazaki com uma fantasia de javali era de causar gargalhadas. Chiharu ficara como Simba, e Naoko como Timão, enquanto Rika fazia um papel inédito de árvore cantante.
Sakura procurava Touya entre os pais quando de repente estacou. A Professora Mizuki conversava com seu irmão, e parecia muito animada, pois a todo momento tocava-o no braço. Franzindo o cenho aproximou-se dos dois.
- Sakura! – Touya exclamou quando viu a irmã. – Você cantou muito bem, nem acredito como evoluiu no inglês.
- Obrigada. – ela sorriu para o irmão. – Mérito do Professor Morita. – ela não pode deixar de dizer.
- Na verdade você enroscou em algumas palavras não é querida? – Mizuki falou para a menina, sem deixar de sorrir, mas Sakura sentiu um tom de deboche na voz dela.
- A senhora acha? Eu tenho certeza de que fui perfeita.
- O que você acha Touya? – a mulher perguntou tocando o braço de Touya insinuante.
- Ah... Bom, eu acho que a Sakura estava muito bem... – ele falou não compreendendo o estranho clima que se formou.
- Mas poderia ter sido melhor. – Mizuki completou.
- Bom, professora...
- Pode me chamar de Kaho.
Sakura estava pasma. A professora estava se jogando para cima do seu irmão. Mas que mulherzinha atrevida.
- Vamos Touya. Não fique monopolizando a professora, ela deve conversar com os outros pais. Tchau professora. – e saiu arrastando um pasmo Touya que acenou para a professora Mizuki, sem entender absolutamente nada do comportamento da irmã.
- Você pode me dizer o que foi isso? – ele perguntou quando ambos se aproximaram da mesa onde se serviam sucos.
- Você não percebeu? – Sakura perguntou surpresa. – Aquela cabeluda estava paquerando você.
- E daí?
- E daí? E daí? – Sakura se repetiu indignada. – Ela fez isso só para me irritar. Parece que desde o primeiro instante que ela entrou na sala não foi com a minha cara, vetou a música que escolhemos e ainda teve o topete de dizer que eu poderia ter cantado melhor. Bah, cabeluda irritante.
- Quem disse que você poderia ter cantado melhor minha querida? – a voz de uma mulher soou atrás dos dois. Ambos se viraram dando com Yelan tendo ao lado Sonomi.
Sakura abraçou as duas mulheres com um sorriso, deixando de lado a irritação com a professora Mizuki, mas Touya não queria perder o fio da meada, depois de cumprimentar as duas, voltou-se para Sakura.
- Quer dizer que eu não sou digno de ter chamado a atenção dela?
- O quê? – Sakura perguntou sem entender.
- Se você diz que ela estava me paquerando só para irritar você, quer dizer que eu não posso ter chamado a atenção dela por mim mesmo.
- Eu não disse isso.
- Mas foi o que você insinuou. – ele falou cruzando os braços e fitando a irmã de cenho franzido.
Touya estava certo, Sakura pensou, mas só de imaginar aquela mulher paquerando, e depois saindo com seu irmão, ela via tudo vermelho. Precisava arrumar uma namorada para ele antes que as coisas desandassem. Uma de que gostasse, diga-se de passagem.
- Vocês dois podem nos colocar a par do assunto? – Sonomi pediu depois de acompanhar a conversa dos irmãos sem entender nada.
Touya e Sakura começaram a falar ao mesmo tempo. Ela reclamando que a professora Mizuki tinha cantado o Touya só para irritá-la e ele dizendo que tinha certeza de seu poder de atração. Do que as duas mulheres mais velhas ouviram, puderam entender perfeitamente o que estava acontecendo.
- Você está com ciúmes de Touya. – Sonomi disse para Sakura no que Yelan acenou concordando.
- O quê? Claro que não.
- Está sim. Tem medo que seu irmão arrume uma namorada e a deixe de lado. – a mãe de Tomoyo continuou a dizer.
- Querida, seu irmão nunca a deixará sozinha. – Yelan disse passando o braço pelos ombros de Sakura.
Sakura franziu o cenho e olhou para o irmão que sorria feito bobo.
- Eu não tenho ciúmes, mas se o Touya se interessar por essa... Cabeluda... – ainda não conseguira encontrar um apelido melhor para a professora. – Eu saio de casa. – e com isso afastou-se dos três.
Ciúmes! Sakura pensou consigo mesma saindo do teatro em direção ao banheiro. Elas até poderiam estar com a razão, mas essa mulher era muito estranha, quando olhava para ela sentia uma aura não muito boa, se é que era possível se sentir auras.
Entrou no banheiro empurrando a porta com força, e para coroar a noite, é claro que tinha que dar de cara com Mayu. As duas se encararam, mas nenhuma falou nada. Se Mayu a irritasse, acabaria sobrando para ela.
Sakura foi à pia lavar as mãos e quando se inclinou, o medalhão que sempre trazia consigo ficou visível atraindo de imediato o olhar de Mayu.
- Ah!
- O quê? – Sakura perguntou arisca, virando-se rápido para ela.
- Nunca tinha reparado no seu medalhão.
Sakura olhou para baixo vendo o colar por cima da blusa, pegou o medalhão na mão apertando-o, mas não disse nada.
- É uma cruz? - Mayu perguntou aproximando-se, e Sakura deu um passo atrás.
- É. – respondeu meio ressabiada.
- Desculpa. Você deve estar estranhando meu interesse.
- Na verdade estou estranhando você estar conversando comigo sem ironia, ou sem me ofender. – Sakura não deixou por menos.
- Eu sempre faço isso? – a outra perguntou genuinamente surpresa.
Falsa! Sakura pensou. E virou-se para sair do banheiro. Hoje não era um bom dia para ser amigável com Mayu, e nem ela merecia.
- Sakura!
Sakura parou à porta, mas não se virou.
- Devo admitir que você seu grupo fizeram uma excelente apresentação.
Sakura olhou-a por cima do ombro, isso estava muito estranho mesmo. Acenou em agradecimento e se retirou.
Mayu apertou as unhas nas palmas da mão até feri-las, controlara-se ao máximo, fora até gentil, isso custara muito a ela, mas conseguira uma informação muito importante, mesmo Sakura não dizendo muito.
Sakura foi rapidamente até onde Syaoran estava, contando a ele o que acontecera no banheiro.
- Fala sério? – ele disse surpreso. – Ela foi gentil? Não acredito.
- Quem foi gentil? – Tomoyo perguntou aproximando-se.
Sakura repetiu a conversa, e Tomoyo ficou francamente assombrada.
- Ela está aprontando alguma. – disse observando Mayu à distância.
- Vocês acham? – Sakura perguntou.
- Com certeza. – Syaoran e Tomoyo disseram juntos.
Sakura apertou o medalhão que o pai mandara do Egito em sua última escavação, estranhara a curiosidade de Mayu quanto à peça, melhor ficar atenta mesmo.
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O dia seguinte à apresentação era um sábado. Sakura tinha arranjado um treino de vôlei, entre o time de vôlei feminino e o time de futebol masculino. Os meninos eram fortes e ficaram de dar uma força para as meninas, contanto que depois elas jogassem futebol com eles. Todas concordaram, inclusive a irritante Mayu.
Jogando as cobertas de lado Sakura se levantou, seguindo para o banheiro pensativa. Na noite anterior ela e o irmão voltaram para casa num silêncio sombrio, mal tinham dito boa noite. Não gostava disso. Nunca brigava com Touya. Se bem que nem fora uma briga. Melhor acertar a situação.
Colocou shorts e camiseta, calçou os tênis e desceu para a cozinha. Deu de cara com Touya sentado à mesa tomando suco de laranja.
- Bom dia – falou hesitante.
Touya respondeu, mas nem levantou os olhos do jornal.
Sakura sentou-se em frente a ele à mesa. Retorcendo as mãos ficou à espera de que ele lhe desse atenção.
- Desembucha. – ele disse abaixando o jornal para olhá-la.
- Desculpa por ontem. Não tenho o direito de dizer a você com quem deve ou não sair. – ela começou.
- Não mesmo.
- É que... Aquela mulher é irritante. Ela vetou a música que tínhamos escolhido, e me chamou de querida. – Sakura completou enquanto fazia uma careta de desagrado.
- Por isso você puxou Another Brick in The Wall, nos corredores do colégio? – Touya perguntou irônico.
- Você ficou sabendo disso?
- Fiquei. – Touya colocou o jornal de lado soltando um profundo suspiro. – Sakura! Em primeiro lugar eu escolho com quem saio e não você. Não diga nada. – ele falou quando ela ia se pronunciar. – Ainda não terminei. Em segundo lugar, se eu começasse mesmo a sair com alguém, você faria parte disso. Eu ouviria sua opinião e tentaríamos chegar num acordo. Eu não posso prometer que deixaria de sair com alguém somente porque você não gosta dela, ou o inverso, mas eu posso prometer ouvir você. E não precisa ficar com medo que eu a deixe de lado se arrumar uma namorada. Você acredita mesmo que eu abandonaria a minha irmãzinha? – Touya perguntou à irmã de cenho franzido, como se essa hipótese nunca tivesse passado por sua cabeça.
- Não. – Sakura respondeu sorrindo. Levantou-se indo abraçar o irmão, dando-lhe um beijo na bochecha. - Desculpa por ter insinuado que você não fosse digno da atenção da cabeluda. Você é sim. O melhor cara que eu conheço. Todas as mulheres ficariam malucas para namorar você.
- Não exagera. – ele falou sorrindo pegando as mãos da irmã. – Vai. Anda. Toma seu café. Não disse que tinha um jogo hoje?
- Tenho. – Sakura falou pegando um copo de suco e um pãozinho doce, cortesia da Senhora Hibick. – Mas ainda é cedo. – completou de boca cheia. – Isso aqui é o máximo. – falou referindo-se ao pão doce, e acabando com ele rapidamente.
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Os dois times, de futebol e vôlei, estavam jogando a sério. Os meninos não tinham técnica, mas sobrava força e sem dó nem piedade, massacraram as meninas, forçando cortadas e saques. As meninas em compensação tinham estratégia, e agilidade. Com isso o jogo estava bem equilibrado. A defesa treinava recebimentos e o ataque forçava cada vez mais.
O jogo terminou com as garotas vencendo, mas por pouco.
- Esse foi um excelente treino. – Yamazaki falou deitando-se na quadra, ofegante.
- É verdade. – Chiharu concordou.
- Vocês jogam sem líbero? – Eriol perguntou para Sakura.
- Sim. Mas o treinador já está pensando em uma das meninas para a posição.
- Eu não. Nem pensar em ficar na moita. – Mayu falou arrogante.
- Seu nome não foi cogitado. – Sakura disse surpresa. – Seu saque é muito forte para tirá-lo da jogada. Mas a Chiharu daria um excelente líbero.
- Eu?
- Sim. Percebi que você fez excelentes defesas, e apesar de não ter um super impulso na rede conseguiu atacar de trás muito bem. Você tem força. Sentiremos falta do seu saque, mas se a Rika e a Tissi forçarem mais os delas, teremos uma boa equipe sacando.
- A Kori também precisa melhorar seu levantamento. – Mayu falou. – Teve uma bola que eu quase quebrei a coluna, foi muito alta.
- A Sakura gosta. – Kori respondeu tímida.
- Eu não sou a Sakura, garota. – Mayu respondeu grossa.
- Você sempre quer perfeição. – Kori respondeu, em tom baixo, mas um grande avanço, já que sempre que Mayu falava, ela se encolhia.
- Não perfeição, mas um levantamento decente.
- Chega. – Sakura interrompeu-as antes que a discussão fosse mais longe. – Kori melhora a cada dia, e de cada 10 levantadas ela acerta 6. Está ótimo.
- Ótimo seria de cada 10, ela acertar 10. – Mayu resmungou afastando-se.
- Ela nunca fica satisfeita. Nem que eu acertasse todas. Mayu me odeia. – a garota disse deprimida.
- Ela não odeia você. – Sakura falou, sem acreditar muito nisso. De fato Mayu parecia odiar a levantadora. – Você deve se impor Kori. Não deixe a Mayu dizer que você não é melhor do que é. Prove a ela que você é a excelente levantadora que eu sei que é, melhorando cada vez mais. Ela não vai ter do que reclamar.
- Ah Sakura. É tão fácil jogar com você, mas com a Mayu... Eu tremo cada vez que tenho que levantar uma bola para ela.
- Feche os olhos. – Syaoran disse para a menina que gostou da idéia, fazendo os outros rirem.
- Você precisa da Felix Felicis. – Rika falou em um tom tão sério que todos caíram na risada. – O que foi? Funcionou para o Rony.
- Mas ele não bebeu. – Tomoyo disse dando risada.
- A insinuação foi tão forte que ele acreditou em si mesmo.
- É verdade. Precisamos encontrar a Felix Felicis da Kori. – Sakura disse sorrindo. – Muito bem. Descansados? Que tal agora nos divertirmos num jogo misto?
- Boa idéia. – Chiharu aprovou.
- Quero ficar no time em que a Mayu não estiver. – Kori falou.
- Posso cuidar disso. – Sakura respondeu. – Ei Mayu, escolha 5 jogadores. Vamos fazer um jogo misto. – Sakura gritou para a garota. – Vamos Kori, você vai ser a minha levantadora. Syaoran, nem pense em ir para o time dela. – Sakura avisou num sussurro, e o garoto sorriu do ciúme da namorada.
O time de Sakura, além de Syaoran e Kori, tinha Eriol, Chiharu e Yamazaki. No outro time, Mayu, Rika, Tissi, e do time de futebol, Ando, o lateral direito, Taro, que era da defesa, um garoto enorme e muito forte, e Raiden, um dos atacantes, que era muito veloz. Fora de quadra ainda havia mais alguns jogadores dos dois times, que eles iriam substituindo ao longo da partida.
O jogo era mais diversão que treinamento, mas não para uma pessoa. Mayu trazia um brilho sinistro no olhar, esquecendo totalmente que deveria ser agradável com Sakura. Tomoyo quando a focalizou com sua câmera pôde perceber que ela aprontaria alguma. Ficou um pouco assustada, ia avisar Sakura quando viu Syaoran observando Mayu também. A amiga tinha um protetor em quadra, pensou sorrindo.
Syaoran e Tomoyo estavam certos em ficarem atentos a Mayu, assim que o jogo começou ficou evidente que a garota concentraria esforços em cima de Sakura atacando-a com violentas cortadas, que Sakura soube defender muito bem.
- Continua assim, Mayu. – Sakura gritou com um sorrisinho maroto.
Claro que sabia o que a garota estava fazendo, mas a sua melhor defesa seria o ataque, e mandando a bola no chão. Com isso o time de Sakura avançou vários pontos. Syaoran conseguiu interceptar várias bolas que poderiam ter feito estrago se pegassem em Sakura. Mayu tinha uma força incrível.
O time de Sakura comemorava mais um ponto de bloqueio, fazendo com que Mayu rilhasse os dentes de raiva, sem pensar, coisa que ela muito fazia, passou por baixo da rede e arremessou a bola na direção de Sakura que distraída não percebeu o ataque, recebendo um golpe violento no estômago.
- Mas o que você pensa que está fazendo sua idiota? – Syaoran gritou, correndo para o lado de Sakura que ajoelhada com as mãos no estômago, fechou os olhos com força para não gritar de dor, mesmo porque não conseguiria gritar, já que o fôlego faltava.
- Foi sem querer. – Mayu falou dando de ombros.
- Não acho que tenha sido. – Taro disse olhando feio para Mayu.
- Tá tudo bem. – Sakura falou erguendo-se apoiada no braço de Syaoran. – Mas acho que eu vou sentar um pouquinho. – Tomoyo olhava preocupada a amiga, que estava branca, ajudando-a a andar em direção a um dos bancos na lateral da quadra.
Syaoran, fechou as mãos em punho e partiu para cima de Mayu. Eriol o segurou, com medo de que o novo amigo batesse na garota.
- O que você vai fazer? – perguntou preocupado.
- Não se preocupe, apesar de querer socar aquela cara irônica, não vou bater nela. – Syaoran respondeu, desviando-se de Eriol. – Vem cá. – falou pegando Mayu com força pelo braço.
- Você está me machucando Syaoran. – Mayu falou, mas o seguiu docilmente.
- Se você aprontar mais uma dessas para cima da Sakura, vai se arrepender amargamente. – Syaoran rosnou encostando a menina contra a parede. – Eu tenho influência suficiente na escola para colocá-la para fora. E não pense por um minuto que eu não faria isso.
- Syao...
- Calada. Você já me cansou. Acha que não sei que foi você que empurrou a Sakura quando ela estava de patins? Não tenho provas, mas tenho certeza que você planejou aquilo. Que você não goste da Sakura, tudo bem, agora que você a machuque a Sakura(tirar), isso eu não vou perdoar. – Syaoran falou em um tom tão baixo e feroz que Mayu sentiu um arrepio de medo. Nunca tinha visto-o daquela maneira.
- Eu... – ela começou, engoliu em seco e continuou: - Eu não sei do que você está me acusando. – falou desviando os olhos. - A Kinomoto está mentindo para você. É uma idiota, não sei o que você viu nela.
- Não sabe, porque nunca reconheceria as qualidades da Sakura já que você não possui nenhuma. Fique longe dela. Esse é meu primeiro aviso. Não me faça dar o segundo. – e com essas últimas palavras afastou-se da garota.
Quando Syaoran voltou para o lado de Sakura esta olhou-o preocupada, ele sorriu tranqüilizando-a. Os meninos convidaram as meninas para tomarem um suco, que foi aceito com ruidosa alegria. Ninguém convidou Mayu, que ficou observando Syaoran passar o braço pela cintura de Sakura, os dois se afastando com o resto do pessoal.
Mayu engoliu a raiva.
- Você vai se arrepender, Kinomoto. Por tudo. – ela disse baixinho para si. A hora de prestar um favor para aquela pessoa chegara.
Continua...
N.A.:
Ui... Mayu vai piorar...huhuhuhu... Essa cena da Mayu jogando todas as bolas em cima da Sakura é real, mas em vez de uma menina me atacando, foi meu primo, que adorava me machucar na frente dos amigos, mas eu tinha um protetor também... ahahahah... Não vou deixar nomes para protegê-lo..eheheh... Eu nunca soube o que meu protetor disse ao meu primo, já que ele puxou-o para longe, mas ele deu de dedo na cara do tadinho do meu primo...ahahahah...eu passei bem uns meses sem ser provocada, acho que tínhamos 13 ou 14 anos na época. E levei uma bolada mesmo no estômago, mas foi de uma cortada, doeu pra burro.
O jogo de vôlei misto sempre tinha no meu colégio, acho que eram todas as terças-feiras, mas com os dois times de vôlei, masculino e feminino. Era tão boa aquela época, acho que é a fase que mais sinto falta, tudo muito inocente, assim como na fic.
Mayu está entrando num campo em que ela nem imagina o que poderá lhe acontecer...
Sakura com raiva da Kaho... Ah eu adorei fazer o inverso nessa fic, em vez de Touya ciumento temos uma Sakura pra lá de possessiva, mas como ela é uma garota, ela pensa muito em seus erros, e sabe admiti-los, coisa que garotos não sabem fazer muito, há as exceções, OK?
E a trama começa a tomar forma, vocês perceberam?? Espero que sim, porque relendo ficou meio evidente...
Obrigada a Bruna que me ajudou com inúmeras sugestões da música do grupo do Yamazaki, e Hakuna Matata foi a vencedora. Valeu Bru!
Agradeço aos reviews, todos foram muito gentis. Muito obrigada! Na medida do possível, com a correria do final de ano, acho que respondi a todos que deixaram endereço. Aos que não deixaram, obrigada por estarem lendo AI, fico muito feliz por estarem apreciando, aos que não deixaram review, mas estão acompanhando a história, obrigada. Continuem lendo.
Gabii, foi mal não postar em janeiro em comemoração ao seu níver, mas espero que tenha tido um Feliz Aniversário.
E também foi aniversário da minha grande revisora e da minha mana Patty, que já estão devidamente parabenizadas...ehehehehe
Beijos
Rô
Revisora, é a sua vez...
N.R.:-
Aiya, minna!!
Gente, que capítulo gracinha... Mas é tão estranho ver a Sakura desconfiando da Mizuki... embora tenha sido engraçado vê-la se remoendo de raiva por ela ficar se insinuando para o Touya... O otou-san tocando violoncelo ficou tão fofo!! Eu amei... e a Tomoyo ainda não deu uma folga para ele... realmente... garota difícil... hehehe...
Ai, gente,... eu adoro o modo protetor do Syao... e o relacionamento entre ele e a Sakura está indo tão bem... eles são perfeitos juntos.
E nem quero comentar sobre a Mayu, ela não merece segundas considerações... mas, foi super estranho aquele interesse dela no medalhão da Sakura... O que será que isso significa?
Nããããããooooo seeeeeeiiiiii...
Beijinhos, pessoal e até o próximo capítulo.
Yoru.
