AMOR INOCENTE

Por: Rosana (Rô)

Revisora: Bruna (Yoru)

Capítulo 08

- Atchim!!

Sakura olhou preocupada para Syaoran que seguia ao seu lado em direção à escola. Ele já espirrara diversas vezes, e não estava com a mesma energia de sempre.

- Eu não acredito que você foi correr ontem debaixo de toda aquela chuva. – Sakura resmungou pela terceira vez, depois de ficar sabendo que o namorado fora dar sua corrida diária, mesmo debaixo de um verdadeiro pé d'água.

- Eu sempre treino faça chuva ou faça sol. – ele retrucou não de muito bom humor.

- E aí está o resultado. Pegou uma gripe.

- Eu nunca pego gripe. - ele disse e deu outro espirro contradizendo suas palavras.

- Aparentemente, não mesmo. – Sakura replicou irônica, mas olhou para Syaoran preocupada. Colocou a mão na testa dele ao ver as faces vermelhas. – Você está com febre.

- Não estou. – ele falou com voz rouca.

- Está mais vermelho que um tomate.

- É do sol.

- Choveu ontem. – Sakura quase gritou com ele. - Garoto teimoso.

- Isso seria a primeira rusga do casal? – uma voz interferiu, entrando no meio dos dois.

- Syaoran está com gripe. – Sakura disse a Eriol.

- Eu não pego gripe. – foi a pronta resposta, juntamente com um espirro.

- Devo discordar de você, meu amigo. – Eriol falou observando os claros sintomas do resfriado de Syaoran.

- Ah, isso vai ser demais, se não bastasse uma mãe em casa, tenho mais duas na escola. – Syaoran resmungou e saiu andando na frente dos dois.

- Bah! Garotos. – Sakura suspirou. – Touya é igualzinho. Deve ser algo nos genes masculinos, que os faz serem irritantes quando doentes. – e seguiu atrás do namorado.

Eriol sorriu observando os amigos, o sorriso alargou-se quando duas garotas aproximaram-se, dando-lhe bom dia.

- Bom dia, caras senhoritas. Ver suas lindas faces nesse dia tão nebuloso aquece meu coração.

A fala macia do galante inglês foi ouvida por Tomoyo que passava nesse momento, fazendo cara de que algo estragara sua manhã. Eriol ao vê-la pediu licença às garotas.

- Tomoyo.

- Melhor você continuar aquecendo seu coração. – ela disse sem se virar. – E não lhe dei o privilégio de se dirigir a mim pelo nome. – ela completou empinando o nariz.

Eriol ficou parado no lugar. Em vez de se chatear pela resposta atravessada, ele pareceu se animar mais ainda. Adorava um desafio, e a senhorita Daidouji mostrava ser uma combatente dura, mas ele não desistiria, e no final sairia vencedor. Com essa nova determinação ele seguiu para a sala de aula.

Syaoran não queria dar o braço a torcer, mas estava difícil concentrar-se nas aulas, ainda mais pelos olhos de gavião de Sakura, ela não o perdia de vista, a cada intervalo, levantava-se para tocar sua testa febril. Sim, ele sabia que estava febril, mas não iria admitir para a namorada que não se sentia bem. Ainda não sabia o porquê, mas não queria que ela o visse tão combalido. Orgulho, talvez. Só esperava agüentar até o final das aulas.

E ele agüentou. Não muito dignamente, seria mais honesto dizer. Sorte que era sexta-feira. Teria o final de semana para se recuperar. 

- Eu não acredito. – Sakura indignou-se com Syaoran quando ele disse que ia treinar. – Você está com febre, seus olhos estão vermelhos, suas bochechas estão vermelhas, e você não pára de espirrar. – suas palavras foram proféticas, pois nesse momento outro espirro varreu o corpo do garoto, que olhou feio para a namorada. – Viu? – ela disse senhora de si. – Vamos para casa. Eu acompanho você hoje. – e Sakura virou-se esperando que ele a seguisse, mas depois de alguns passos, olhou para trás vendo-o parado.

- Vou treinar. – ele falou.

- Syaoran! – Sakura quase bateu o pé de irritação. - Garoto estúpido. Garoto estúpido. – repetiu-se na falta de adjetivo melhor.

Tomoyo sorriu observando a amiga. Syaoran sabia ser mesmo muito irritante, ele nem andava, quase se arrastava.

- Droga. – Sakura bufou deselegante, sentando-se em um banco que havia no jardim da escola.

- Não vai embora? – Tomoyo perguntou.

- Não. Ele pode ser estúpido, e estar se fazendo de forte, mas vai desabar. Quero estar por perto para dizer: Eu não disse? – Sakura falou em tom de certeza.

Tomoyo caiu na risada, e Sakura a seguiu depois de alguns segundos.

- Pode ir Tomoyo.

Tomoyo despediu-se da amiga e Sakura aguardou ainda alguns segundos acalmando-se para ir ao campo de futebol. O time de vôlei não teria treino, por isso podia ficar de olho em seu namorado teimoso.

Ver Syaoran em campo foi realmente impressionante. Ele corria, defendia, atacava e espirrava, tudo ao mesmo tempo. Sakura balançava a cabeça a cada espirro. Ouviu quando Yamazaki disse a ele para parar mais cedo, quando Eriol disse para ele descansar um pouco e quando Sayoran brigou com os dois dizendo que estava bem.

Syaoran sabia que Sakura estava vendo o treino, mostraria a ela o quanto ele era forte, pensou sorrindo, mas interrompeu-se quando outro espirro o desequilibrou.

Ele só parou quando o treinador o tirou de campo quase arrastado. Lançou um olhar de superioridade para Sakura e foi se trocar.

- Ele é muito teimoso. - Eriol falou aproximando-se de Sakura que estava parada à entrada do vestiário.

- Põe teimoso nisso. Aposto como não está se agüentando em pé.

- Concordo. Mas você sabe, não é Sakura? Isso tudo foi uma demonstração de coragem especialmente para você. Para que não pensasse que ele fosse um fraco.

- Eu sei. Acredito que eu não tenha ajudado muito perguntando toda hora se ele estava bem. – ela falou franzindo o nariz. – Mas é que eu me preocupo com ele. – completou olhando para ver se Syaoran já estava vindo, mas quem viu foi Yamazaki correndo na sua direção.

- Sakura! – ele chamou afobado. – Syaoran não está nada bem.

- Idiota. Idiota. – ela falou já correndo. – Syaoran! – entrou gritando no vestiário causando certa comoção entre os garotos restantes.

Ele estava deitado num dos bancos com uma toalha sobre o rosto, deveria estar alucinando, pois achava ter ouvido a voz de Sakura, mas ela não seria maluca de entrar no vestiário dos meninos. A toalha foi tirada de seu rosto e lentamente ele abriu os olhos deparando com outros, esses verdes e preocupados.

- Sakura! – ele tentou ralhar, mas o máximo que conseguiu foi um sussurro.

- Fica deitado. – ela disse com uma das mãos no ombro dele, e a outra buscando o celular. – Yelan! É a Sakura. Sim, tudo bem. O Syaoran está um pouco febril... – ela afastou a mão do namorado que tentava pegar seu celular. – Sim. Ele ainda foi treinar, acredita? – ela falou indignada e ouviu mais um pouco. – Eu sei. Garotos são tão estúpidos, não? – e sorriu com o que ouviu do outro lado. – Está bem. Estaremos esperando você no campo de futebol. Até mais.

Sakura guardou o celular e olhou brava para Syaoran.

- Sua mãe já está vindo buscá-lo.

- Não precisava. Posso ir andando para casa.

- Está bem. – ela falou erguendo-se. – Levante-se. – Sakura pediu de modo doce. Doce demais.

Syaoran mostraria a ela. Sentou-se no banco e apoiando as duas mãos no acento ergueu-se, para sua vergonha suas pernas tremeram e não agüentaram, teria desabado se Sakura e Eriol não fossem rápidos para segurá-lo.

- Admita. – ela disse baixinho olhando-o nos olhos. – Você abusou.

Syaoran encarou Sakura, e o que viu o fez perceber como havia sido idiota. Ela não ficara em cima dele o dia inteiro por acreditar que ela estava certa e ele errado, e sim porque se importava com ele, bastava observar como ela o olhava preocupada.

- Abusei. – ele disse enfim. - Mas não é gripe.

Sakura teve que fechar os olhos, morder o lábio inferior e contar até 20. Então rompeu numa gostosa risada que foi acompanhada por Eriol e Yamazaki.

- Cara, você é muito teimoso. - Yamazaki disse balançando a cabeça como se não acreditasse nas palavras do amigo.

Os quatro saíram do vestiário e foram sentar-se na arquibancada do campo. Syaoran vinha escorado em Sakura com Eriol pronto a ajudá-la caso ele se sentisse mal, mas o garoto parecia ter um resto de energia.

- Vocês podem ir, pessoal. A mãe do Syaoran já deve estar chegando. – Sakura falou aos amigos.

- Tem certeza? – Yamazaki perguntou.

- Claro. Você não disse que tinha que buscar seu irmãozinho? Vai em frente.

- Ok. Cuide-se, Syaoran. Não se esqueça do jogo da semana que vem, você tem que estar 100. – afastou-se acenando.

- Eriol...

- Eu posso perder o treino de artes marciais.

- Pode, mas você não disse que tinha que buscar uma coisa importante?

- Oh! – ele falou levantando-se. – Mas é claro. Hoje chegam as plantas raras que encomendei para Tomoyo. – ele falou com os olhos brilhando. – Você não se importa mesmo Sakura?

- Vai em frente. Queria estar lá para ver a cara dela.

- Eu conto para você depois. Syaoran, não dê mais trabalho para Sakura. – saiu quase correndo, causando sorrisos nos amigos.

- Ele está caidinho não é? – Syaoran disse no que Sakura concordou olhando para ele, percebendo que ele estava ficando cada vez mais vermelho.

Colocou a mão na testa do namorado sentindo-a mais quente que o normal.

- Ah Syaoran. Você é um cabeçudo sabia? Deita aqui. – e indicou sua perna no que Syaoran aceitou de imediato.

- Foi mal.

Sakura acariciou os cabelos de Syaoran passando a mão de leve por sua face, ele fechou os olhos apreciando o momento. Baixinho, suavemente ela começou a cantar, Soba Ni Iru Kara, do Anime Naruto.

- É bonita. – Syaoran falou depois que a namorada terminou de cantar.

Sakura sorriu e ia responder quando uma voz os interrompeu.

- Acredito que ficar de namorico nas dependências da escola não seja permitido. – Mayu disse em tom de escárnio, mas por baixo da máscara de ironia estava transida de raiva.

Sakura encarou a garota sem dizer nada, Syaoran ao menos abriu os olhos.

- Acho que devo chamar o diretor. – ela continuou tentando arrancar alguma reação do casal.

- Faça isso. – Sakura respondeu.

Mayu a encarou duramente, e Sakura devolveu o olhar sem ao menos piscar.

- Você anda muito arrogante não? Sabia que pode ser expulsa?

- Por estar tomando conta do meu filho? Acho que não. – Yelan chegando por trás de Mayu respondeu ao ataque da garota.

As duas meninas ficaram surpresas, pois não notaram a aproximação da mulher.

- Sakura, querida. Meu filho lhe deu muito trabalho? – Yelan perguntou ao chegar perto do filho e colocar a mão na testa dele. – Syaoran seu teimoso, porque não ficou em casa de manhã?

- Ah mãe, não começa. A Sakura já me deu todas as broncas por um dia.

- Dei mesmo Yelan, ele já está devidamente ciente de que errou.

Yelan e Sakura trocaram um sorriso de entendimento. Ambas ajudaram o rapaz a se erguer e ao menos olharam na direção de Mayu que estava, literalmente de boca aberta. Como Sakura conhecera a mãe de Syaoran? Yelan? Elas se tratavam com tanta intimidade? Apertou as mãos em punho, totalmente esquecida de seu plano anterior, tentar ser amiga de Sakura. Nunca na vida poderia fingir tão bem. Girou no lugar para não ter que vê-los se afastando, e fechou os olhos com força mordendo o lábio inferior para não gritar de raiva.

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Yelan parou o carro em frente a uma imensa casa. Sakura sabia que os Li eram ricos, mas nem tanto. Ficou impressionada.

Ajudou Syaoran a descer, quando um senhor aproximou-se deles.

- Jovem mestre. Quer que eu o carregue? – ele perguntou preocupado.

- Se fizer isso Wei, será um mordomo morto. – Syaoran respondeu fulminando o mordomo.

- O que ele quis dizer foi, muito obrigado, mas não. – Yelan retrucou. – A sua gripe não é desculpa para ser mal educado, Syaoran.

- Eu não estou com gripe.

Sakura bufou, e o casal mais velho a olhou controlando-se para não rir. Imaginavam o que a garota passara ouvindo a velha frase o dia inteiro.

- Desculpa Wei, mas se você me carregasse como um saco de batatas para dentro, tudo que fiz hoje para impressionar a Sakura teria ido por água abaixo.

Sakura caiu na risada.

- Você não me impressionou, pelo menos não da maneira que queria. – ela disse enquanto subiam os degraus em direção à porta.

- E como impressionei você? – Syaoran quis saber interessado.

- Em como pode ser teimoso, cabeça dura, estúpido, idiota... – ela ia falando e enumerando nos dedos.

- Tá bom, já entendi. – ele resmungou, jogando-se no sofá. – Mesmo com todos os elogios eu deixo você ficar para jantar. – ele falou olhando-a esperançoso.

- Tudo bem, Yelan? – Sakura perguntou à mãe do garoto que entrava nesse momento.

- Mas é claro querida, afinal estamos mesmo lhe devendo alguns jantares. – ela respondeu sorrindo para a menina. - Syaoran, porque você não tenta subir as escadas para seu quarto? Logo levarei um remédio para você.

Syaoran suspirou, esgotado. Estava tão bom no sofá.

- Wei pode carregá-lo. - Sakura sussurrou.

Ele levantou na mesma hora.

- Pode deixar. Eu fico de olho nele. – Sakura falou seguindo-o.

Yelan e Wei observaram os adolescentes subindo as escadas, no modo como Sakura ia um pouco atrás, cuidando de Syaoran, caso se sentisse mal, mas sabiam que o rapaz nunca desmoronaria na frente da menina. O jovem mestre tinha um orgulho maior que tudo.

- Ela é linda. – Wei disse para Yelan.

- Eu não disse a você? E ela não tem medo do mau humor do meu filho. – Yelan falou sorrindo aprovadoramente.

- É verdade. Assim como a senhora não tinha do pai dele.

Yelan sorriu saudosa, dando um tapinha no ombro de Wei afastou-se, para providenciar os remédios de Syaoran.

- Nossa, seu quarto é enorme. – Sakura comentou depois de ajudar Syaoran a se deitar na cama.

O quarto era decorado em tons verde e marrom, bem masculino, mas tipicamente um quarto de adolescente. Havia quadros nas paredes com atletas em poses de artes marciais, e com times completos de jogadores de futebol. Uma estante estava cheia de troféus que Syaoran ganhara nos dois esportes. Em uma mesa próxima à janela havia um note book. A cama onde Syaoran estava deitado era um pouco mais larga que uma cama tradicional de solteiro, com uma colcha verde e sobre ela, várias almofadas em tons terra. Cortinas verdes e um tapete marrom com detalhes em verde completavam a decoração. Sakura virou-se sorrindo para o namorando que a observava atentamente.

- Parece que você aprovou.

- Ah sim, é tudo muito bonito. Meio desorganizado, mas bonito. – ela falou pegando uma camiseta largada no chão e uma calça do acento da cadeira, colocando ambos dobrados numa banqueta que havia em um canto.

- Eu não sou desorganizado. – ele resmungou, vendo-a arrumar várias revistas espalhadas na mesa. – Hoje não foi um bom dia.

Sakura sorriu e sentou-se próxima à cabeceira da cama de Syaoran. Ele aproveitou e deitou-se no colo dela, tinha adorado ser acariciado pela namorada lá no campo de futebol.

- Quero mais. – ele murmurou, como se completasse seu pensamento.

- Quer mais o quê? – Sakura perguntou sem entender.

- Cafuné.

Ela deu risada e acariciou os cabelos dele.

- Se tivesse admitido mais cedo que estava doente, isso também teria acontecido mais cedo. – ela o provocou.

- Não estou com gripe.

- Eu não disse que estava, e sim que está doente.

- É a mesma coisa.

Sakura ficou em silêncio. Já falara demais por um dia, e ele não estava mesmo em condições de ter uma discussão. Syaoran estranhou o silêncio da namorada, olhou para cima e encontrou-a recostada na cabeceira da cama de olhos fechados, percebeu nesse momento que ela parecia cansada. Culpa sua? Pensou preocupado.

- Desculpa. – ele disse baixinho.

- O quê? – ela assustou-se, olhando-o.

- Cansei você hoje.

- Na verdade, você me preocupou hoje. Tem que admitir que fez muitos excessos.

- Fiz. – ele admitiu obediente.

Sakura sorriu e abaixou-se beijando de leve os lábios de Syaoran.

- Você fica lindo quando resolve dar o braço a torcer. – ela falou encarando-o nos olhos, nariz com nariz.

- E você fica boba quando eu cedo. – ele retrucou dando uma risadinha.

Yelan entrou nesse exato momento com uma bandeja, contendo um copo de água e comprimidos.

- Remédio. – ela disse simplesmente, sorrindo quando o casal se afastou.

Depois de medicado, Syaoran recostou-se nos travesseiros, mas segurou a mão de Sakura quando ela levantou-se.

A menina trocou um olhar com Yelan, e a mulher assentiu para que ela ficasse.

- Eu ligo para seu irmão dizendo que você jantará aqui. – Yelan disse a ela.

- Você podia dormir aqui. – Syaoran murmurou quase dormindo.

- Amanhã é sábado. Por que você não fica? – Yelan gostou da idéia do filho. – E no domingo podemos convidar o Touya para o almoço. O que vocês acham?

- Mas não tenho roupas e o Syaoran não está bem, Yelan. – Sakura estava indecisa, observando Syaoran ainda agarrado a sua mão, mas dormindo profundamente.

- Meu filho amanhã estará novo em folha, confie em mim. E quanto às roupas, hoje você pode usar uma das meninas, e amanhã passo na sua casa. – Yelan agora estava decidida. Adorava aquela menina, e adorava o que ela fazia com seu filho. – Decidido?

Sakura olhou de novo Syaoran, era certo não querer sair de seu lado, não tinha muito em que pensar.

- Eu mesma ligo para o Touya. – decidiu. - Ele é um amor de irmão, mas saber que vou passar o final de semana na casa do meu namorado, pode ser demais para ele. – ela falou sorrindo.

Soltou a mão de Syaoran da sua, delicadamente, ao que ele resmungou um protesto.

- Volto logo. - sussurrou dando-lhe um beijo na testa, e percebeu-o relaxar pacificamente.

Yelan observou a tudo com um sorriso satisfeito nos lábios.

- Claro, Touya. – Sakura rodou os olhos ao ouvir o irmão dizer pela terceira vez para se cuidar. – Touya, até parece que estou sozinha com o Syaoran, a mãe dele está aqui, e as irmãs, veja esse final de semana como se eu estivesse indo dormir na casa da Tomoyo.

- Até parece. – foi a resposta irônica do outro lado da linha.

Sakura teve que rir.

- Você vem almoçar no domingo não é?

- Com certeza. Cuide-se Sakura, e não saia daí. – ele recomendou ao final da conversa. – Agora deixe-me falar com a Yelan.

Sakura ficou olhando o fone, 'Não sair daqui?', mas o que ele quis dizer com isso? Balançou a cabeça sem entender, passou o fone para Yelan parada alguns passos atrás.

- Acho que ele quer fazer as 1001 recomendações que fez para mim a você. – a menina disse dando risada.

- Fique tranqüila, ele só está preocupado. Tem medo de perder você muito rápido. – disse baixinho tapando o bocal do fone.

Sakura sorriu e voltou ao quarto de Syaoran, parou à porta observando-o dormir. Soltou um suspiro pensando em como a relação tão recente dos dois já chegara tão longe. Será mesmo que estava indo muito rápido? Deu de ombros como se não ligasse. O importante é que estava adorando essa convivência diária com Syaoran.

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Se para Sakura sua relação com Syaoran estava sendo rápida, para Eriol era exatamente o contrário.

Ele seguia para a casa de Tomoyo depois de passar na floricultura para pegar as mudas que encomendara. Um Papiro do Egito e um Eucalipto de Flores Vermelhas, ambas extremamente raras e que Tomoyo não tinha, informação obtida através das empregadas, muito prestativas, da casa da senhorita Daidouji.

Eriol tinha esperança que as novas mudas amenizassem a birra que Tomoyo tinha dele. Sorriu pensando na garota, adorava quando ela empinava o nariz fingindo não vê-lo, mas adoraria ainda mais quando ela sorrisse para ele. Quem sabe hoje não seria o dia?

Apertou o botão do interfone identificando-se, os portões abriram no mesmo instante, as empregadas de Tomoyo eram bem mais acessíveis que a dona.

Ele esperava na sala, ambas as mãos, ocupadas pelas duas mudas de plantas. Tomoyo entrou no aposento de cenho franzido, não sabia o que esse garoto queria na sua casa, mas sua mãe lhe pedira ao menos educação com o novo vizinho, por ela faria esse esforço.

- Tomoyo! – Eriol exclamou encantando quando a viu, mas percebeu seu erro no momento em que ela cruzou os braços, uma clara indicação de que ela não estava aberta a amenidades. – Quero dizer, senhorita Daidouji. – ele corrigiu, mas o tom irônico que empreendeu na palavra senhorita, não agradou Tomoyo.

- O que você quer?

- Ah... – Eriol era um rapaz bem articulado, mas na frente de Tomoyo, às vezes, ele simplesmente ficava mudo. Talvez fosse por aqueles olhos maravilhosos, que no momento olhavam-no com irritação, ou então os cabelos negros longos e macios, ao menos ele acreditava que fossem macios, só tivera um pequeno vislumbre ao tocá-los no dia que se conheceram.

- A-ham. – Tomoyo pigarreou, trazendo Eriol de volta de suas fantasias de tocar os cabelos de Tomoyo.

- Ah sim. Trouxe-lhe isto. – estendeu as mudas para ela.

Tomoyo descruzou os braços ao ver as plantas, seus olhos brilharam maravilhados, e no segundo seguinte, ela já pegava os dois pequenos vasos das mãos de Eriol.

- Oh meu Deus! – ela exclamou abrindo um lindo sorriso. – Onde você os conseguiu? Sabe o quanto é raro este Papiro do Egito? Ele cresce às margens do Nilo. E um Eucalipto de Flores Vermelhas, esta árvore é linda... – Tomoyo não completou a frase, pois nesse momento Eriol segurou-a pela cintura puxando-a em sua direção.

Ela olhou-o espantada, e com as mãos ocupadas não pôde impedir o que aconteceu em seguida.

Eriol beijou-a. Num primeiro momento com ímpeto, aproximando-a de si com as mãos em suas costas para que ficassem bem próximos, depois mais lentamente, delicadamente, as mãos passeando pelas costas, cintura, passando a língua pelos lábios dela de maneira suave, relaxando-a.

Tomoyo não soube exatamente o momento em que cedeu, mas quando isso aconteceu, milhares de borboletas fizeram uma festa em seu estômago, o coração disparou no peito, fechou os olhos aproveitando seu segundo beijo em sua curta vida.

Eriol afastou-se alguns segundos depois, ainda segurando-a pela cintura, encarou a face de Tomoyo que mantinha os olhos fechados e estava um pouco ruborizada. Ele teve vontade de beijá-la de novo. Mas apenas passou a mão de leve em sua face, descendo pelo pescoço até alcançar uma mecha de seus cabelos. Macios, tão macios. Suspirou enlevado.

- Desculpe-me. – disse e retirou-se da sala.

Tomoyo ainda de olhos fechados, com as mãos ocupadas pelos vasos, demorou a voltar à realidade. Quando olhou em volta viu-se sozinha na sala. O que acontecera? O que foi aquele beijo do nada? E ela? Por que aceitara? Retribuíra?

Sentou-se num dos sofás, as pernas tremendo como bambus balançando ao vento. Respirou profundamente várias vezes tentando manter o controle.

- 'Desculpe-me'? – disse enfim. – Por que diabos ele se desculpou? – perguntou-se alterada.

Eriol andava rapidamente em direção à sua casa ao lado da de Tomoyo. Para quem o conhecesse, na hora veria o quanto estava alterado. Entrou em seu quarto e jogou-se na cama cobrindo o rosto com um dos braços. O que fizera? Não tinha prometido a si mesmo ir devagar? Mas não, no primeiro sorriso de sua musa, ele agarrara-a como um selvagem e beijara-a... Ah, mas que beijo. Impetuoso, quente, doce... Tomoyo...

A primeira vez que se deparara com a garota, sentira-se atraído de imediato. Concordava que fora um tanto quanto abusado, mas pudera, quem não seria abusado diante de tanta formosura? Mas em face da óbvia contrariedade dela, prometera pegar mais leve, conquistá-la com pequenos gestos corteses, como o de hoje ao levar as mudas que ela tanto queria. O que não contava é que se veria fascinado diante do sorriso maravilhoso dela, com aqueles olhos cor de violeta brilhando mais que duas safiras, não pudera controlar-se, tivera que beijá-la.

O que fizera? Repetiu-se.

Levantou-se da cama andando ansioso pelo quarto. Talvez tivesse perdido a chance de Tomoyo finalmente olhá-lo com mais simpatia.

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Sakura estava deitada na cama, no quarto ao lado do de Syaoran, na casa dele. Não conseguia dormir. Não por estar nervosa, e sim por estar preocupada. Syaoran tivera febre a noite inteira, só saíra de seu lado porque Yelan a obrigara a se deitar, ela a tranqüilizara dizendo que Syaoran estaria bem no dia seguinte, mas não tinha jeito, pensou afastando as cobertas. Levantou-se decidida, pegou o robe que uma das irmãs dele lhe emprestara e seguiu para o quarto ao lado. A porta estava entreaberta, e viu Wei, sentado numa poltrona, ressonando suavemente. Syaoran dormia, mas não parecia muito tranqüilo, ajoelhou-se no chão, colocando uma das mãos sobre a dele que repousava no peito, e a outra em sua testa. Estava quente, mas menos que antes. Pegou o lenço que havia ao lado, molhou e passou pelo rosto dele, que abriu os olhos.

- Acordei você? – ela perguntou baixinho.

- Não. – ele sussurrou. – Eu estou bem Sakura, não se preocupe. – ele disse ao perceber a preocupação dela. – Mas que bom que você está aqui.

- Durma. – ela disse baixinho.

- Canta pra mim. – ele pediu fechando os olhos.

- Algum pedido especial?

- Só quero ouvir sua doce voz.

Sakura sorriu, ajeitou-se melhor no chão, segurando a mão de Syaoran, começou a cantar suavemente, bem baixinho para não acordar Wei. Dessa vez escolheu uma música que tinha ouvido recentemente, de um anime chamado Escaflowne, que contava a linda história de Hitomi e Van. A música era Yubiwa.

Yelan, parada à porta observava Sakura cantando para Syaoran. Acenou para Wei que tinha acordado, e também estava silencioso, apenas ouvindo. O velho senhor levantou-se, devagar, sem fazer barulho, e os dois afastaram-se, deixando os jovens sozinhos, mas com a porta do quarto aberta, só para garantir.

Sakura terminou de cantar e percebeu que Syaoran dormia mais tranqüilo, descansou a cabeça na cama ao lado dele, e sem perceber, caiu num sono profundo.

Quando Syaoran abriu os olhos, algum tempo depois, viu Sakura, dormindo numa estranha posição. Sentindo-se melhor, como sua mãe previra, levantou-se, pegando-a nos braços, e deitou-a na cama dele. Ela ao menos se mexeu, dormia profundamente. Ficou olhando-a, morrendo de vontade de deitar-se com ela, abraçando-a pelo resto da noite, mas sua mãe o mataria, isso sem falar em Touya.

Pegou seu futon no armário e estendeu-o ao lado da cama. Foi assim que Yelan encontrou-os dali algum tempo. Aproximou-se do filho tocando sua testa, percebeu-a fresca, a respiração tranqüila, a febre tinha passado. Deixou os dois jovens dormindo. Com a porta aberta, é claro.

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No dia seguinte, Syaoran estava completamente refeito de sua gripe, e mais firme ainda ao dizer que não era gripe. 

- Se fosse não teria passado tão rápido. – ele disse à mesa do café da manhã.

- Você é teimoso. – disse Shiefa, a irmã mais velha. – Sempre foi.

- Lembram daquela vez que ele ficou embaixo de uma goteira? – Fenmei falou dando risada.

- É mesmo. Papai tirava-o, e ele voltava para baixo. Não sei onde estava a graça disso. – Fenmei falou lembrando-se do fato.

- Eu não fiz isso. – Syaoran resmungou.

Sakura deu risada.

- Fez sim. – Yelan, sentada à cabeceira da mesa, concordou com as filhas. – Seu pai disse que já com dois anos era uma criança de opinião forte.

- Teimoso. – as duas irmãs mais novas falaram ao mesmo tempo, causando as risadas de todos à mesa.

- Podem ir parando. Nem pensem em ficar contando as minhas histórias infantis para me constranger diante da Sakura.

- Ah, o Touya contou uma das minhas, tenho o direito de saber das suas. – Sakura falou.

- Mas a sua foi legal. – ele disse virando-se para ela.

- Devo concordar com você. – Sakura admitiu o que causou as risadas das irmãs de Syaoran que pediram a ele para contar a história de Sakura.

Yelan observava o entrosamento de seu filho com a namorada, e espantava-se em como Syaoran estava mais solto, mais sorridente, não que antes ele não fosse, mas percebia uma sutil diferença, isso acontecia já tinha um ano, quando ele a vira pela primeira vez. O filho chegara da escola parecendo flutuar, contando da linda garota que estudava em sua escola.

Syaoran sempre fora muito requisitado por garotas, o telefone da casa não parava de tocar com meninas atrás dele, mas depois que ele conhecera Sakura, as outras meninas foram ofuscadas. Gostava desse novo Syaoran e adorava Sakura.

- Melhor buscar as coisas de Sakura. – Yelan falou interrompendo sua linha de pensamentos. – Você tem alguma preferência Sakura? – perguntou à menina.

- Não. Jeans e camisetas, é o suficiente.

Yelan acenou que sim, mas permaneceu sentada à mesa, com uma expressão preocupada.

- O que foi mãe? – Syaoran perguntou observando-a.

- Sua prima Meilling virá morar conosco.

- Qual delas? – o rapaz perguntou franzindo o cenho tentando se lembrar qual prima era essa, já que havia um monte delas na família.

- Filha de May, você lembra dela Syaoran, sempre dava de presente a você quimonos para as artes marciais.

- Ah, mas é claro. E porque a filha dela vem pra cá?

- Teve alguns problemas na China.

- Aposto que foi com garotos. – Fenmei disse olhando a mãe para ver se acertara.

- De uma certa forma, foi. Mas não da maneira que você está imaginando. – Yelan falou, mas não entrou em detalhes. – Syaoran, conto com você para ajudar sua prima a se ambientar. Com você também Sakura. – disse olhando para os adolescentes.

- Pode deixar. – Sakura falou.

- Dê um beijo no Touya por mim. – Fanrei falou toda faceira, quando a mãe se levantou da mesa.

- Por mim também. – disseram as outras irmãs de Syaoran ao mesmo tempo.

- Darei, queridas. – Yelan falou dando um beijo na face de cada filha, em Sakura e em Syaoran, demorando-se mais nele para acariciar os fartos cabelos do filho. - Já vou indo. – deu adeus a todos e saiu.

- Eu não lembro dessa prima. – Syaoran comentou com as irmãs.

- Acredito que não mesmo. Ela sempre estava quietinha num canto. Era um tanto quanto tímida. – uma das irmãs disse.

- Ah Syaoran, você se lembra de um piquenique onde o pessoal montou um time de vôlei? Meilling entrou no seu time, e vocês ganharam em grande parte por causa dela. É uma excelente jogadora.

- Mas é claro. Uma garota alta, bem magra, de longos cabelos negros. Tinha uma impulsão incrível. – Syaoran virou-se para Sakura. – Não chegava aos seus pés. – completou, o que causou as risadas das irmãs.

- Mas se ela é tão boa, podemos fazer um teste com ela, você não acha? Nada melhor para se fazer amizades do que entrar em algum clube. – Sakura disse ao namorado.

- É uma excelente idéia. Mas chega de falar da Meilling. Vamos Sakura, vou mostrar a casa para você. – Syaoran ergueu-se puxando-a pela mão.

O sábado passou rápido. Syaoran mostrou a imensa casa, e o dojô onde ele treinava com Wei. Até treinou alguns golpes com Sakura, e não é que ela levava jeito? Os filmes que ela via de artes marciais foram uma boa base, ela apenas não tinha a técnica. Assistiram a filmes, de Jackie Chan, claro. Foram dormir tarde, e quando se levantaram no dia seguinte, Touya já tinha chegado e ajudava Yelan na cozinha, totalmente entrosado, com as quatro irmãs de Syaoran seguindo-o e lançando insinuações a cada segundo. Foi um domingo divertido.

Touya por um momento chegou até a esquecer do invasor em sua casa, da carta sobre o assassinato do pai, e as dúvidas sobre o que estavam procurando em sua casa.

Mas em outro lugar, longe do ambiente relaxado da mansão dos Li, osoutros planos estavam sendo feitos, e uma pessoa sorria diabolicamente...

- Meu... Logo será meu. – uma voz agourenta falou baixinho esfregando as mãos diante da eminência de ter o que buscava.

As outras duas pessoas na sala trocaram um olhar. Uma delas sorrindo perversamente.

Continua...

N.A.:-

Yaiiii... Que medo... Quem é esse ser perverso?... Na verdade, eu aqui agora relendo, estou quebrando a cabeça para saber quem são esses outros dois, um eu sei, mas e esse segundo?? Eu invento as coisas e aí fico perdida nos meus esquemas.

Esse capítulo não estava no meu roteiro, eu sinceramente nem sei de onde ele saiu, mas enfim, ele foi escrito, e eu resolvi inserir, porque acabei gostando dele, e incluindo duas músicas que adoro, Soba Ni Iru Karade Naruto, do 11º encerramento (valeu Bruna, Mar e Carol pela informação) eYubiwa, que significa Aliança,de Escaflowne, que é um anime maravilhoso... Aiai... o Van é tão lindo.

Mas vamos falar do capítulo... A "gripe", desculpa, não é gripe, do Syaoran, essa parte foi totalmente baseada em mim, já que eu não pego gripe... ahahahaha... Ele foi pentelho, mas muito fofo. Eu já fico irritantemente chata quando não pego "gripe"...hihihihih...

A parte do Eriol com a Tomoyo, eu adorei, nossa, o Eriol é tão gracinha, ele é tão confiante e quando fica cara a cara com a Tomoyo ele simplesmente desaba, literalmente acabando de quatro por ela. E ela? Vamos ver... Eu acredito que ela esteja confusa.

E o final... Comentei ali em cima que não sei de nada e é verdade... Eu sei o que quero fazer, mas não sei bem como fazer, mas a inspiração há de aparecer, tenham fé, eu ainda não perdi a minha..ahahahaha...

Pessoal, valeu por todos os reviews, e-mails e códigos morse, espero ter respondido a todos que enviaram endereços, alguns eu peguei no FF, como sempre os endereços do hot voltaram alguns, mas agradeço por estarem lendo e gostando de AI. Talvez esses últimos reviews eu não tenha respondido, pois mudei de PC, e sempre fico perdida quando isso acontece.

Quero me desculpar pela demora, e infelizmente não tenho boas notícias, agora as coisas irão demorar mais um pouco ainda. Eu tenho outros projetos que andam me tomando o tempo, e para falar a verdade estou gostando pra caramba desses novos projetos, então as fics estão ficando meio em segundo plano. Mas não desanimem, não pretendo parar de escrever sem completar as fics que estão sendo postadas, eu sei que Destinos Entrelaçados-HP e Uma Luz na Minha Vida-FMA, estão mais que atrasadas, não desisti delas, os capítulos estão começados, mas quando eu travo as coisas tendem a demorar um pouco, o bom é que quando eu destravo as histórias fluem durante meses...

E vou ficar por aqui que essa nota está ficando imensa.

beijos

Revisora, por favor tome meu lugar.

N.R.:- Com muito prazer, ó grande mestra!! (senta em posição de lótus) Como já era de se esperar, uma trama sinistra está acontecendo em algum lugar e os nossos amados personagens nem imaginam o que os esperam... Eu fui, recentemente, visitar as locações onde os vilões estarão instalados a partir de agora... Lugarzinho medonho... É um povinho difícil de ser agradado, viu, esses vilões... o.ò Vocês não fazem idéia!! Mas eu fico contente por poder auxiliar a Rô em pequenas tarefas como essa... Ah! É verdade... o que eu tenho a falar sobre o capítulo? Eu adoro esse capítulo... O Shaoran estava irritantemente charmoso... E a Sakura se preocupando com ele é tão fofo!! (com os olhinhos brilhando) Nyuuuuuu... E a Mayu me deixa confusa... o que ela estava armando?? Por que tinha que fingir gostar da Sakurinha?? Uhm... Isso não está me cheirando nada bem... Aliás, a Mayu realmente não cheira nada bem... Deve ser por causa do perfume que ela usa... parece aroma de peixe velho com um leve toque de gambá, sei lá... Eu acho que ela comprou um perfume de lote estragado... Mas que seja... Eu tenho outras coisas a resolver, então vou parar por aqui antes que minhas notas fiquem muito grandes...

Kisus, ja nee!

Yoru.

OBS:-

PAPIRO DO EGITO (cyperus papirus) – plantadas em vasos, mudas obtidas de sementes.

Erva de grande porte de cujas hastes das folhas se fabricava o papiro. Ocorre na África, às margens alagadiças do Rio Nilo, é cultivada na Itália (Sicília).

EUCALIPTO DE FLORES VERMELHAS (eucalyptus ficifolia) – árvore de porte médio bastante rara. Poucas unidades