AMOR INOCENTE
Por: Rosana (Rô)
Revisora: Bruna (Yoru)
Capítulo 10
Sakura acordou cedo na manhã seguinte ao ataque, mas ficou deitada na cama, com os braços cruzados atrás da nuca, pensando nos últimos acontecimentos.
Syaoran e Eriol saíram algum tempo depois da chegada do Kurogane, o novo guarda-costas, amigo de Touya sabe-se lá de onde. Nunca imaginara Touya ter um amigo com cara de mau, parecia mais um guarda-costas da Yakuza, isso sim.
O cara não dera um sorriso, ao menos abrira muito a boca. Na verdade nem parecia querer estar ali.
- Isso não vai ser fácil. – ela disse em voz alta soltando um profundo suspiro.
Aceitara, não sem certa resistência, os argumentos de Touya.
Na noite passada, o irmão contara que o Museu em que trabalhava fora invadido. Na realidade, mais precisamente sua sala e os armários onde os funcionários guardavam suas coisas, além da ala que era destinada ao Professor Fujitaka Kinomoto, foram revirados. Seu pai tinha uma ala no Museu de Tóquio, especialmente para amostra de seus achados, que não eram poucos.
Touya ficara calado, mas tinha certeza que o arrombamento de sua casa e a invasão ao Museu estavam interligados. E agora o ataque diretamente à Sakura.
- Acho que foi demais para o Touya. – Sakura falou levantando-se e dirigindo-se para o banheiro.
Desceu alguns minutos depois, dando com o irmão na cozinha e Kurogane encostado ao batente da porta tomando café.
- Bom dia, Sakura. – Touya falou com ar cansado, pois não dormira nada à noite.
- Hum! – Kurogane resmungou a guisa de cumprimento, enquanto se sentava à mesa.
Sakura apenas ergueu a sobrancelha esquerda sentando-se, também, de frente para ele sem deixar de encará-lo, que lhe devolveu o olhar, ambos parecendo não querer desistir primeiro.
Foram atrapalhados por Touya que entrou no meio do embate silencioso, colocando um prato com panquecas na mesa.
- Como eu vou esconder o Kurogin quando for à escola? – Sakura perguntou já atacando as panquecas.
- Kurogane. – ele a corrigiu.
- Ah, você fala. Que fofo. – Sakura ironizou.
- Sakura, não seja difícil. – Touya pediu olhando a irmã. – Kurogane vai acompanhá-la à escola, e já resolvemos como fazer para que ele não chame muita atenção.
- Acho difícil ele não chamar atenção. Já viu o tamanho dele? – Sakura falou apontando para Kurogane com o garfo.
- É falta de educação apontar para os outros. – Kurogane retrucou.
- Você é guarda-costas ou professor de boas maneiras?
- Parem. – Touya falou a ambos. – Sakura, deixe de ser petulante. E Kurogane, não retruque as provocações dessa criança.
Sakura nem pode se indignar por ser chamada de criança, pois Touya continuou a falar.
- Kurogane é um grande amigo, além de ser um excelente profissional. Eu espero que você me ajude, Sakura, porque eu simplesmente não posso ter mais uma noite como a de ontem.
Sakura olhou para Touya e sabia que ele havia ganhado essa. O irmão estava com um ar cansado como nunca vira.
- Ok, não provoco mais o Kurogalo. – ela falou dando um risinho e saindo da cozinha.
- Posso matá-la? – Kurogane grunhiu, e Touya teve que rir. – Tem certeza que essa adolescente é a mesma menininha que era a sua irmãzinha fofa?
- Tenho. Ela não se lembra de você, aparentemente.
Touya e Kurogane se conheciam há anos. Os dois estudaram juntos na adolescência, e Kurogane até viera algumas vezes à residência dos Kinomoto, onde conhecera a irmãzinha do Touya, a pequena Sakura de apenas oito anos, tão delicada e meiga, que o fitara deslumbrada com sua imensa altura.
- O que aconteceu com ela? – Kurogane mais se perguntou do que ao Touya.
- Virou adolescente. – Touya respondeu dando risada.
Nisso Sakura gritou da entrada:
- Ei Kurogalo! Se você vai ser a minha sombra, eu já estou saindo.
- Você me odeia, não é? – Kurogane perguntou ao amigo com desespero.
Touya saiu da cozinha ainda rindo.
- Sakura, por favor, ouça as recomendações do Kurogane e, pelo amor de Deus, pára de dar apelidos a ele. – completou baixinho.
- Eu não. – ela falou empinando o nariz e já saindo.
- Ué? – ele disse seguindo-a. – Cadê o Syaoran?
- Hoje ele vai com a mãe, a prima chegou da China e ele meio que vai ser o guia dela. Vamos nos encontrar na escola. – falou enquanto se afastava.
- Ela pode ser pentelha, mas não vou deixar nada acontecer à sua irmãzinha. – Kurogane falou colocando a mão no ombro de Touya.
- Obrigado, Kurogane. E obrigado por vir tão rápido.
- Estou te devendo, lembra? – o grandalhão falou dando um de seus raros sorrisos.
Touya ficou na porta da casa observando os dois entrarem no carro de Kurogane. Rezou para que tudo desse certo mesmo, e ele conseguisse descobrir quem estava atrás de sua irmã.
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Sakura ficou em silêncio durante todo o trajeto até a escola. Quando Kurogane parou o carro uma quadra antes, ela não aguentou.
- Acabou a gasolina? – perguntou irônica.
Kurogane virou-se no banco do carro para encarar a garota.
- Presta atenção. Ninguém pode saber que serei seu guarda-costas.
- Syao...
- Seu namorado e o amigo vão ficar de bico calado.
- A minha amiga Tomoyo...
- Por mim você não contaria a mais ninguém, mas estou sabendo dessa sua amiga. Mais ninguém. Entendeu? – ele perguntou encarando-a sem piscar.
Sakura estreitou os olhos para ele. Sabia estar sendo difícil, mas não conseguia se controlar. Acenou que sim.
- Desça. Vai andando e não pare para nada. Vou ficar te vigiando.
- Grosso. – ela resmungou baixinho.
- Eu ouvi.
Sakura bateu a porta do carro com toda força, e saiu andando rapidamente.
Kurogane deu um sorriso de lado. Que garota difícil. Observou-a até que ela passou pelo portão, então ligou o carro e seguiu para o estacionamento da escola.
Essa parte era a mais difícil, convencer o diretor da escola que ele era necessário. Bom, não tão difícil, acreditava, pois o diretor era o velho professor de matemática dos seus tempos de ginásio, e ele sempre fora bom em matemática, o velho o adorava. Pensou com um sorriso saudoso, mas logo fechou a cara, já sorrira muito por hoje.
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Sakura entrou na sala jogando a mochila e se jogando na cadeira, com expressão irritada. Mais irritada ficou, quando Mayu passou ao seu lado com expressão irônica.
- Chegando sozinha... Pelo visto o paraíso não anda assim tão tranquilo.
- Avante, Mayu, que hoje eu não estou muito paciente. – falou acenando com a mão como se espantasse um inseto.
Mayu ia retrucar, mas nesse momento Syaoran entrou na sala.
- Sua namorada está meio irritadinha. – Mayu disse esbarrando em Syaoran ao passar por ele.
Syaoran a encarou com uma das sobrancelhas erguidas e a garota apenas deu uma risadinha irônica.
- Ei, Sakura! Tudo bem no caminho para a escola? – ele perguntou aproximando-se, inclinando-se para dar-lhe um beijo na bochecha.
- Bem. – Sakura respondeu sorrindo, e logo em seguida voltou a encarar Mayu, que parara para observá-los, mas afastou-se de cara fechada ao ver os dois juntos.
- Dando uma dura na Mayu? – ele perguntou dando risada.
- Caramba, além de ter um guarda-costas tem essa que não me deixa em paz. – falou baixinho. – E você? Tudo bem com sua prima?
- Tudo certo. Ela está na sala do diretor com a minha mãe. O Professor vai apresentá-la na primeira aula.
- Então ela ficou na nossa sala. Isso é bom. – Sakura disse a Syaoran que se recostou na mesa dela. - Como ela é?
- Quieta. Tímida. Um pouco insegura. A minha mãe não disse o que houve na China, mas a Meiling tem um olhar muito triste.
- O que podemos fazer é ficarmos ao lado dela, com o tempo vai se sentir mais segura.
- Quem? – Tomoyo perguntou chegando ao lado deles.
- A prima do Syaoran.
- Ah, ela chegou?
Os três estavam conversando sobre a prima de Syaoran quando Eriol aproximou-se.
- Tudo bem com você? – ele perguntou para Sakura depois de cumprimentar todos, olhando rapidamente para Tomoyo que se afastou, sentando-se à sua carteira.
- Tudo tranquilo. Ah, acho que não preciso pedir para não comentarem... – Eriol nem a deixou terminar.
- Da minha boca ninguém vai ouvir sobre o que aconteceu.
Tomoyo não aguentou a curiosidade.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntou preocupada.
- Conto para você no almoço. – Sakura disse, porque nesse momento o professor entrava na sala, pedindo para todos se acomodarem.
- Hoje nós teremos uma nova aluna. Ela se chama Meiling Lee, veio da China, e é prima do Syaoran. Pode entrar Meiling.
Uma garota alta, com o rosto parcialmente escondido por longos cabelos negros, entrou na sala. Ela apenas ergueu os olhos rapidamente inclinando a cabeça em cumprimento. Quando o professor percebeu que ela não se apresentaria indicou o lugar vago atrás de Sakura para que ela se sentasse.
Meiling praticamente se escondeu atrás de Sakura, que lhe sorriu em encorajamento, e foi retribuída com um olhar meio assustado.
Na hora do almoço, Syaoran se aproximou da carteira de Sakura, para apresentá-la à prima.
- Ei Meiling! Esta é Sakura, minha namorada.
- Oi Meiling. Muito prazer. Espero que você goste da nossa escola. – Sakura sorriu para a garota, mas não se aproximou. Um instinto lhe dizia que teria que ser muito paciente com a menina.
- Este aqui é o Eriol, faz apenas algumas semanas que ele também chegou na escola. E essa é a Tomoyo. – enquanto ia apresentando os amigos, Meiling apenas os olhava acenando com a cabeça timidamente, para Eriol ela ao menos olhou, e não disse nenhuma palavra.
Os quatro amigos trocaram olhares confusos.
- Que tal almoçarmos no jardim? – Sakura disse levantando-se. – Assim Meiling conhece um pouco da escola.
- É uma boa idéia. – Tomoyo ajuntou. – Vamos na frente, Syaoran. Você também, Eriol. – Tomoyo os chamou, para surpresa de Eriol que ficou parado no mesmo lugar, de olhos arregalados. – O que deu em você? – ela perguntou voltando e empurrando-o pelas costas. – Não estamos brincando de estátua. Vamos logo.
Eriol ainda lançou um olhar meio desesperado em direção aos amigos, como se não entendesse a súbita mudança em Tomoyo. Syaoran, mais atento, compreendeu que Meiling ficava meio tímida com garotos, visto que, até com ele, ela não se aproximava muito.
- Vamos? – ele disse e saiu andando.
Sakura parou ao lado da menina e estendeu sua mão para ela.
- Você está segura conosco. – disse encarando-a firmemente.
Meiling devagar estendeu a mão para Sakura, um sorriso, bem de leve se desenhou em seus lábios.
Sakura apertou a mão da garota, sentindo de repente que o que ela mais precisava nesse momento era de carinho, amizade e conforto. Sentiu uma sensação de querer protegê-la. Não sabia o que tinha acontecido, mas não deixaria ninguém magoar mais essa garota.
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- Você tem certeza que isso é necessário, Kurogane? – um senhor sentado atrás de uma escrivaninha, em uma sala repleta de estantes recheadas de livros, olhou para o guarda-costas de maneira séria.
- Se não fosse, eu não estaria aqui. – foi a resposta quase brusca.
Kurogane soltou um profundo suspiro. Não queria entrar em muitos detalhes com o diretor da escola em que Sakura estudava, mas teria que ser mais específico.
- Touya está preocupado com a irmã. A polícia não pode ajudar muito nesse caso, não têm pistas. A única solução é alguém ficar de olho nela. E eu sou essa solução. Estou pedindo a sua ajuda, Diretor, mas se não a tiver vou fazer o meu trabalho do mesmo jeito, só será um pouco mais complicado. – ele completou dando um sorriso torto.
O diretor ficou olhando, durante o que pareceu ser vários minutos, para seu ex-aluno. Soltou um suspiro profundo.
- Está bem. Faça o que tiver que fazer para manter Kinomoto Sakura em segurança.
Kurogane abriu mais o sorriso, mas seus olhos brilharam perigosamente.
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O resto do dia passou tranquilamente. Meiling, apesar de tímida e quase não conversar, até deu alguns sorrisos.
Na saída da escola, Syaoran foi para o treino de futebol e Sakura para o de vôlei. O garoto ficou de encontrar as meninas depois que terminassem, pois Meiling iria com Sakura para o treino.
Sakura olhava para os lados a procura de algo, o que intrigou a prima do namorado, mas esta não perguntou o motivo do estranho comportamento.
- Onde será que se enfiou aquele Kurogalalau?
- O quê? – Meiling perguntou sem entender.
- Ah, esquece. Não é nada importante. – Sakura disse sorrindo.
As duas chegaram ao ginásio, batendo papo sobre voleibol. Sakura deixou Meiling sentada num dos bancos e aproximou-se do técnico. Nesse momento percebeu um homem aproximando-se com um saco cheio de bolas. Arregalou os olhos e abriu a boca
- V... – o dedo erguido a meio caminho para apontar e a voz, não saíram por conta do olhar que recebeu do homem, que ninguém mais era que Kurogane de agasalho de educação física.
- Ah, Sakura. – disse o técnico Aki quando ela se aproximou. – Que bom que você chegou antes. Quero apresentar para você meu novo assistente, Kurogane Youou. Ele vai fazer um tipo de estágio, antes de começar a trabalhar com sua própria turma.
Sakura engoliu o que tinha vontade de gritar, e resmungou um oi. Virou-se para o técnico não prestando mais atenção ao enorme guarda-costas, o que era um pouco difícil.
Aki prestou atenção ao que Sakura lhe dizia, lançou um olhar rápido para Meiling e acenou com a cabeça concordando, e Sakura saiu correndo na direção da nova amiga.
- Vamos, Meiling. – falou, já a puxando pela mão em direção aos vestiários.
- Aonde?
- Você vai treinar com a gente.
- Sério? – o brilho nos olhos da garota disse tudo a Sakura, e por um momento esqueceu que estava sendo vigiada.
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O treino de Syaoran terminou mais cedo, por conta do jogo do dia seguinte. Ele e Eriol seguiram para o ginásio, encontrando Tomoyo, que vinha da aula de música, no meio do caminho. Eriol olhou a garota de rabo de olho, mas ela conversava tranquilamente com Syaoran.
Quando os amigos entraram no ginásio perceberam duas coisas. A primeira um homem enorme próximo à rede levantando bolas para as meninas cortarem, e Meiling sendo uma dessas garotas. Quando olharam para Sakura, uma das jogadoras que recebiam as bolas do outro lado da quadra, perceberam também a expressão nada feliz dela, irritada seria uma descrição melhor.
O treino terminou e Sakura já seguia para o vestiário quando foi interceptada por Kurogane que lhe disse algo que a deixou, se possível, mais irritada, fazendo-a seguir pisando duro.
- Acho que as coisas não correram muito bem. – Tomoyo falou baixinho, no que os amigos concordaram.
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- Toooooooouyaaaaaaaa!!!!!!!!! – Sakura gritou entrando em casa como um furacão.
Atrás dela Kurogane seguia tranquilo, se possível, até sorrindo.
- Olá. – Touya apareceu na porta da cozinha enxugando as mãos em um guardanapo.
- Ele... esse... – ela engasgou. – Eu odeio vocês! – gritou subindo direto para o quarto e batendo a porta com força o que estremeceu os alicerces do velho sobrado.
Touya ergueu as sobrancelhas para o amigo.
- Ela não parece feliz. – Kurogane disse dando uma risadinha.
- Ela não precisa estar feliz, e sim segura. – Touya falou voltando para a cozinha. – Ela vai se acostumar.
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Sakura se jogou na cama esmurrando o travesseiro, imaginando que fosse a cara do cretino do Kurogagá. Virou-se de costas olhando o teto e pensando no treino.
Kurogane não a deixou em paz por um segundo, tinha olhos de lince, observando sua presa, o que a deixou além de incomodada, irritada, o que alterou o treino. Tentou, é claro, não dar importância ao motivo que ele estava ali, mas não conseguia parar de pensar no que tinha acontecido no dia anterior, a presença do guarda-costas não a deixava esquecer.
Tirando o irritante da cena, pensou que Meiling jogava muito bem, e ficou animada quando o técnico disse que ela poderia entrar no time, não jogaria no começo, mas tinha grandes chances de no torneio principal já estar totalmente integrada. Sakura achava que Meiling precisava de uma distração, o vôlei operaria milagres nela, mesmo não sabendo o que lhe acontecera.
Ergueu-se seguindo para o banheiro tomar um banho, quem sabe assim não esfriaria a cabeça.
O jantar daquela noite foi feito em silêncio constrangedor. Touya olhava para a irmã e o amigo. Kurogane comia em silêncio sem ao menos levantar a cabeça. E Sakura lançava dardos na direção de Kurogane que, se fosse outro, já estaria perturbado. Foi justamente ela que rompeu o silêncio.
- Amanhã tem jogo de futebol e eu vou. – disse num tom de quem já estava pronta para a briga.
- Tudo bem. – Touya falou, o que a surpreendeu. Ele percebeu e sorriu ao dizer. – Você não é prisioneira Sakura, pode ir a qualquer lugar, mas o Kurogane vai sempre com você. Aliás, eu vou também.
- Ele não pode mudar essa cara? Assusta todo mundo, a coitada da Meiling tremeu quando se deparou com ele.
- Eu só tenho essa. – Kurogane disse.
- Deveria trocar, é horrível.
- Eu gosto dela.
- Eu não gosto.
- Deus do céu. – Touya suspirou levantando-se. – Parecem duas crianças.
Já imaginava o que o dia seguinte reservava.
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- Eu achei a idéia do guarda-costas excelente. – Syaoran disse ao Touya no dia seguinte antes do jogo começar.
- Traidor. – Sakura resmungou ao abraçar a cintura do namorado por trás dele.
Ele sorriu e segurou as mãos da namorada.
- Cadê a Meiling? – ela perguntou olhando dos lados.
- Ali em cima com a mamãe.
- Ah! Sua mãe veio. Vou cumprimentá-la.
- Syaoran... – Touya começou quando a irmã sumiu de vista.
- Fica tranquilo, Touya, por mais que a Sakura esteja chateada com a presença do Kurogane, no fundo ela está é aliviada. Ela ficou com medo.
- Eu sei. – Touya disse de maneira séria.
Syaoran despediu-se dos familiares deu um beijinho em Sakura e seguiu para o campo, apesar do jogo ser mais um treino, o time estava animado.
Tomoyo chegou sentando-se ao lado das amigas, que se juntaram para torcerem pelos meninos.
O jogo estava meio truncado, o time da escola adversária marcava bem, não deixando espaço para o meio campo avançar e passar a bola para Syaoran e Eriol, os dois atacantes.
O primeiro tempo terminou empatado.
Sakura levantou-se no que foi seguida por Kurogane, a menina o fulminou com o olhar.
- Vem, Tomoyo, vamos ao banheiro. – falou alto demais para não haver dúvidas de que não queria ser seguida. – Vamos também, Meiling.
- Peste. – Kurogane disse voltando a se sentar. – Um minuto. – falou contando no relógio.
- Um minuto não é suficiente. – Touya falou sorrindo.
- Em um minuto vou atrás, ela já terá entrado no banheiro. – ele falou ironicamente o que causou a risada de Touya.
Mal sabiam os dois que as meninas não chegariam lá. No momento em que entravam no corredor que levava aos banheiros, foram interceptadas por dois homens. As três estacaram de repente. Sakura mais que alerta, depois da última tentativa, pegou no braço das duas amigas dando um passo para trás, no que foi imitada pelos dois homens, e com mais um passo deles, virou-se e gritou:
- Corram!
As três dispararam por onde tinham vindo com Sakura na retaguarda. As duas meninas saíram para a luz das arquibancadas, com Tomoyo procurando o enorme guarda-costas, mas, antes que ela pudesse gritar, Sakura que a seguia, sentiu-se ser agarrada pela camiseta e soltou um grito que atraiu diversas pessoas próximas, inclusive a pessoa por quem ela gritou:
- Kurogane!
Os reflexos do guarda-costas responderam de imediato; ele pulou a grade, que o separava da passarela em que as meninas estavam em questão de segundos. No momento em que pisou no chão, mandou as duas meninas saírem do caminho, e correu até Sakura, que nesse momento dava um chute tentando acertar o cara que a agarrava, sem conseguir atingir o alvo. O homem pegou-a pelo braço, tentando arrastá-la, mas Kurogane segurou-o, empurrou Sakura e deu um soco no bandido, a sequência tão rápida que Sakura quase não viu seus movimentos. Quando ia avisar o guarda-costas do segundo atacante, o primeiro já estava no chão e o segundo em vez de entrar na briga, jogou um galão de água que estava no corredor em cima de Kurogane, atrapalhando-o, criando uma distração para fugirem. Kurogane ia seguir atrás quando olhou para Sakura caída no chão, em dúvida.
- Vai. – ela gritou.
Ele não pensou duas vezes, já podia ouvir a voz de Touya chamando a irmã.
- Estou bem. – ela disse ao irmão que se ajoelhou ao lado dela abraçando-a. – Não contem ao Syaoran. – ela pediu olhando para Yelan.
- Sakura... – Touya começou a falar.
- Touya! Nada aconteceu. Vamos terminar de ver o jogo. Depois a gente conversa. Por favor. – ela pediu quando viu que o irmão ia insistir.
Ele suspirou acenando que sim.
- Obrigada. – ela disse passando os braços pelo pescoço do irmão.
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O jogo terminou empatado em 1 x 1. Syaoran não ficou muito contente com o resultado, mas depois veria todo o jogo que fora filmado pela equipe do jornal da escola.
Quando se reuniu à família, percebeu de imediato algo errado. Yelan observava Sakura com a expressão preocupada, enquanto tinha o braço passado pelos ombros de uma pálida Meiling. Tomoyo mordia o canto da boca, sinal de que algo a preocupava, o que, por sua vez, atraiu Eriol para o seu lado. E Sakura estava ladeada por Touya, que não tirava os olhos dela, e Kurogane de expressão fechada e braços cruzados, que fitava carrancudo quem ousasse se aproximar, ainda mais irritado por não ter conseguido alcançar os dois atacantes que fugiram velozes num carro que já os esperava. Mas o que mais o preocupou, foi o abatimento da namorada. Ela estava tão animada antes do jogo.
- O que aconteceu? – ele perguntou, passando por Kurogane e enlaçando Sakura, deu-lhe um abraço firme, no que ela se aconchegou enlaçando-o pela cintura e sussurrou a ele:
- Está tudo bem, Syaoran.
Ele afastou-se olhando nos incríveis olhos verdes.
- Não, Sakura. Não está.
Ela sorriu, um sorriso que não lhe chegou aos olhos.
Continua...
N.A.: eu até queria continuar... mas achei que terminei numa parte bem legalzinha, espero que concordem comigo.
Eu nem vou comentar os motivos do porque demorei, e demorei horrores, convenhamos, mas são coisas da vida.
Eu quero agradecer a alguns reviews da fic, muito obrigada por estarem lendo, não só Amor Inocente, como Sem Barreiras, as outras fics de CCS e Destinos Entrelaçados de Harry Potter, muito me alegra os novos leitores e os antigos que me escrevem pedindo atualização.
Pessoal, eu não pretendo deixar fics incompletas, posso demorar milênios para atualizar, mas vou atualizar, ok?
E aí? Vocês gostaram da Meiling? Meio atípica não? Vamos ver o que reservo para ela, nada definido.
Ai... tem tanta coisa ainda para inserir....inclusive esse ataque não era para estar aí... ahahaha...coisas da fic que se escreve sozinha, às vezes, e eu deixo né? Não dá para atrapalhar quando ela começa a ir sozinha.
Ah sim, alguém perguntou o que é Ágar-Ágar (Kanten), que apareceu em uma receita no capítulo 09, achei que tinha dito ou ao menos que dava para sacar pela receita, é um tipo de gelatina.
Vejo vocês logo, espero, torçam...
Com vocês a revisora...
Eiiiiii... revisora....você está aí?
Notas da revisora:
Yoru (de braços cruzados e com uma expressão carrancuda de meter medo até no Kurogane)... Sim, estou aqui... Não muito contente, mas estou aqui... Oh, não se preocupe, Rô, o capítulo está ótimo. Tomoyo, Eriol, Syaoran, Touya, Sakura e Kurogane foram muito bem. Adorei a parte em que a Sakura chama pelo Kuro-tan... Ah! A Meiling está muito fofa e muito interessante. Diferente, sim, mas não faz mal! O que será que houve com ela na China? Problemas com rapazes, será?? Bem, o capítulo está muito bom! Muito mesmo... Um excelente capítulo de "retorno". Aliás... (suavizando um pouco a expressão) Bem-vinda de volta, ó, Majestosa!!! Espero que não volte a nos abandonar... (voltando a ficar séria)... O problema é que eles aprontaram de novo!... Aquele bando de vermes escondidos naquele covil imundo... Aaaaaaiii, que raiva!!! Depois do meu último aviso, eles mantiveram a placa no carro, mas o que eu recebi de multa por infração de trânsito por causa disso... Olha só essa pilha... (apontando para um monte de 30cm de papel)... Mas eles não perdem por esperar... eu reli o contrato deles e, se continuarem infringindo as leis dessa forma... (olhar muito malvado)... eles vão acabar tendo que pagar para nós para participar desse fanfic... isso sem contar algumas outras coisinhas que eu posso fazer com eles... hehehe...
Bem, beijinhos.
Espero que não demore muito para trazer o capítulo 11.
Yoru.
