Meu Deus. Renesmee me beijou. É, ela me beijou! Mesmo que fosse inconcientemente, ela me beijou, haha. Coloquei as mãos em sua cintura com a intenção de junta-la mais a mim, e fechei os olhos. Percebi seu peso fora de mim agora e então abri os olhos. Vi eu Nessie estava com suas mãos na boca e totalmente vermelha.
- Desculpa, ah, desculpa Seth, eu não tive a intenção... – colqouei o dedo em sua oca impedindo que ela continuassse de falar, afinal, a culpa não era nem um pouco dela.
- Não é culpa sua, digo, eu não poderia ter permitido, é meu amigo, digo, você é namorada do meu melhor amigo.
- Não se culpe.
Ela fechou novamente o espaço entre nós com mais um beijo. Meu coração acelerou e fiquei tonto com a adrenalina que me subiu a cabeça. Ela queria me matar, com certeza. Sorriu para mim quando ela parou.
- Eu tenho muita sorte. – ela disse rindo.
- Como?
- Ah claro, você não sabe ainda. Calma, você não sabe?
- Não sei o que Renesmee?
- Você não sabe mesmo? Billy não te contou?
- Renesmee! Não eu não sei.
Ela riu.
- Billy estava me dizendo sobre uma lenda. De dez em dez gerações, em um dos lobos o processo é falho.
- Como assim? – perguntei confuso.
- Quer dizer que não é como os outros. Esse lobo é capaz de se apaixonar por outras pessoas, como um humano normal. E sim este seria o Jake. Porque olhe os outros, todos ficam babando nos seus impritings, e Jacob semana passada me confessou que estava apaixonado por Leah, mesmo antes dessa coisa toda do impriting comigo. – a olhei indignada, e ela assentiu – E bom, eu gosto de você. De verdade, e mesmo a contra gosto, Billy me explicou isso. Então eu não preciso me preocupar.
- Mas Nessie... – pausei pensando – qualquer eu vou ter um impriting.
- Não vai não.
- É claro que vou, é da minha natureza, está nos meus genes, não posso empedir.
- Não você não vai Seth – ela falou impaciente, linda, como sempre – É algo na sua familia, assim como sua irmã, você não pode ter um impriting. Billy me disse isso tambem. Não era como Leah pensava, não é porque ela é a única menina-lobo que ela não vai ter um impriting, seu corpo não parou de funcionar, digo, ela ainda pode fazer... fazer um herdeiro... com Jake. Entendeu? É algo na familia Cleawater. Por causa de seu pai. – ela corou.
- Ew, Renesmee, não fala isso, ela é minha irmã. Mas eu entendi, de qualquer forma. – parei – Eca! Agora você botou isso na minha cabeça.
Ela disparou em um ataque de risos sem fim. Meu deus, só ela mesmo para falar uma coisa dessa. Olhei no relógio da cabeceira, eram duas da manhã já.
- Venha, vamos dormir, já é tarde.
- Certo. Boa noite Seth. – ela me abraçou se acomodando.
- Boa noite Nessie.
Apaguei as luzes, e logo estavamos dormindo. Não tive sonhos, ou melhor, Nessie não teve sonhos.
Era domingo, falei com ela sobre ir a Seattle, assistir alguma coisa no cinema de lá. Mas ela escolheu um filme horrivel, bom era o que eu achava, ridiculo. Mas tudo bem, ela era que queria assistir. Se eu não dormisse estava de bom tamanho.
Alice a raptou já pela manhã, mesmo com suas reclamações. "Não Alice, por favor." "Eu posso me arrumar sozinha." "Jasper faz alguma coisa com essa sua mulher!" "Seth socorro!" Ela parecia tanto com Bella. Eu ri. Fui para casa me arrumar, normalmente eu não demoro muito. Mas dessa vez acabei realxando no banho, demorando muito mais do que o normal. Leah até brigou comigo pela água, mas eu estou pouco me lixando. Caminhei até a casa dos Cullen devagar. Esme me deixou sentado no sofá enquanto Alice terminava de arrumar sua "bonequinha de pano".
- Alice! Ai, meu cabelo Alice! Deixa eu me arrumar sozinha Alice. MÃE SOCORRO! – eu ouvia Renesmee choramingar no andar de cima.
- Não não, sua mãe não pode te salvar mocinha, ela saiu... não, Emmett raptou ela pra falar a verdade, pra fazer o que não me pergunte.
- Mas Alice... por favor.
- Pronto. Você reclama demais Renesmee – Alice estava emburrada – ela tá lá em baixo, vai logo.
Ela desceu as escada rindo da pixel que vinha correndo atrás dela, com medo de que seu cabelo estragasse. Ela estava perfeita. Perfeita, pelo menos para mim.
- Vamos Seth? – ela perguntou docilmente.
- Claro, vamos – eu ri.
- Porque está rindo? – ela cerrou os olhos.
- Eu estava... eu estava ouvindo a sua "conversa" com Alice.
Ela riu tambem.
- Ah isso, é normal. Mas as vezes meu pai consegue me salvar. Mas não dessa vez. – ela olhou feio para Edward.
- Tudo bem, tudo bem, desculpe querida. Mas ninguem pode controlar sua tia. – ele olhou para mim – E vocês dois, venham para casa não muito tarde e cuide bem dela Seth – falou Edward protetoramente.
- Pode deixar.
- E por favor não deixe ela estragar a maquiagem ou a roupa, me deu tanto trabalho. E essa mocinha pode dar trabalho hoje – Alice disse com um tom casual tentando esconder um tipo de pavor. Não funcionou muito comigo, mas tudo bem, deve ser o medo de toda doida viciada e ficcionada em compras, roupas e maquiagem.
- Tia o que você quer dizer com... – Nessie foi interrompida pela baixinha.
- Esqueça, vão logo se não vão se atrasar para o filme – ela falou nos empurrando pela porta sutilmente.
- Mas o filme é só daqui uma hotra, e eu quero sab... – ela continou, mas Alice fechou a porta na nossa cara.
- Ai?
- Tudo bem querida, esqueça.
Ela assentiu e entrou no carro contrariada. Coitada, eu podia perceber o quanto Alice havia feito ela sofrer naquela tarde. Fomos no carro de Rosalie, porque Edward não queria deixar nós irmos com o carro dele nem morto. Pelamor, ele tinha mais amor ao carro do que a própia esposa, ou a sua própria vida. Eu tinha aprendido a dirigir faz pouco tempo e Renesmee ainda não conseguia se controlar na velocidade, podendo assim causar um acidente para nós. Ou melhor, causar um acidente ao carro e a mim, com ela nada iria acontecer. Mas bem que eu poderia bater o carro da loira né? Seria legal ver ela tendo um ataque. Ouvi alguem batendo no vidro do carro.
- Não faça isso. Por favor. – era Edward – não queira ver quando ela está com raiva. Não faça isso. E não, eu não amo meu carro mais do que minha mulher, só tenho medo de você baterem ele, eu adoro aquele carro. Agora tchau, não aguento mais você e seus pensamentos.
Nós rimos, e então dei a partida. Nessie ficou quieta a viagem inteira, o que me preocupou um pouco, no que ela estaria pensando? Fiquei tentando chegar a uma conclusão no que Alice dissera, mas nada veio a minha cabeça. Claro que ela havia tido uma visão, disso eu tinha certeza, na qual provavelmente acontecia alguma coisa, uma briga? Será que alguem podeia tentar atacá-la? Não tínhamos inimigos no momento e de jeito nenhum eu deixaria alguém machucar minha Nessie, nem ao menos tocá-la se ela não permitisse. Mas de qualquer jeito, eu estava preocupado.
- Hey, nós ainda vamos assistir aquele filme? – perguntei.
- Sim, nós vamos, vem – ela pegou minha mão, sorrindo, e nos guiou até a sala de cinema.
O nome do filme idiota era Night of the Living Dorks, ele falava sobre uns adolescentes impopulares e nerds que fizeram um ritual vudu e então não deu certo, depois eles sofrem um acidente de carro e acordam como mortos vivos e começam a se aproveitar da situação. E quando eu digo idiota, eu quero dizer, muito muito idiota mesmo! Diziam que era um filme de terror misturado com comédia, mas por minha parte não havia um pingo de terror. Nem ao menos Renesmee estava assustada, ela disse que estava com sono e então subiu o braço da poltrona que nos separava para deitar em meu peito. Ela acabou dormindo boa parte no filme, mas foi bom, digo, ficar ali, fazendo carinho nela.
A acordei no final do filme. Ela ria para mim.
- E então o filme foi bom?
- Uma droga, com exeção da parte que uma garota super gostosa aparece.
- Hey! – ela bateu no meu braço.
- Ai. Eu to brincando – ri – a melhor parte foi ficar ali com você.
Ela ficou na ponta dos pés para me beijar, e eu agarrei sua cintura, de modo que não pudesse sair.
- Vem, vamos, eu reservei uma mesa no restaurante, não queremos perde-la ,certo? – falei entre beijos.
- Certo. Vamos.
Ela me olhou nos olhos com o sorriso mais doce que eu já havia visto em seu rosto. Peguei sua mão e a levei ao restaurante, ela não se importou de ir a pé, mesmo estando de salto. Era perto. Não daria para ir de carro de qualquer jeito. O carro estava parado no estacionamento em frente ao restaurante. Ela me disse para ir falar com a recepcionista do restaurante enquando ela pegava o celular que havia deixado no carro. Segui, como ela havia dito. Ouvi algo sendo puxado para dentro da floresta, e então um grito abafado. O grito da minha Nessie.
Olhei em direção às folhagens escuras e ali vi um par de olhos vemelhos, injetados de sangue, brilhantes a luz do luar. Eu via algo se rebatendo em seus braços. Eu podia ver o sorriso sacana em seus lábios, como se quisesse que eu me aproximasse.
Senti o cheiro nojento e repulsante de vampiro. Mas não era um vampiro apenas, eu sentia o cheiro daquele maldito, Nahuel. Rosnei. Sai correndo em direção os vampiro que segurava Renesmee, mês ele sumiu, na minha frente. Vi uma sombra a mais ou menos quatro metros de distância. Maldito o seja, ele tinha Renesmee em seus braços, desmaiada pela suposta surra que ela havia dado nela, seu rosto tinha um hematoma. Pulei, tentando me transformar, a ponto de quase alcança-lo, mas bem nessa hora eu senti algo muito agudo me invadir. Uma dor insuportavelmente insuportável, eu não conseguia ao menos pensar. Meu corpo se rebatia de dor.
Por um segundo a dor passou, e então consegui raciocinar. Os Volturi. Malditos. A única vampira que poderia nos fazer sentir assim era Mika, sim, a vampira rebelde que nos atacou da ultima vez que raptaram eu e Renesmee. Qual é? O que eles tinham contra nós dois? E então eu desmaiei.
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Acordei depois já dentro da floresta, alguem provavelmente ahvia me carregado. De mal jeito, por que a dor nas minhas costelas era insuportável, se tornava dificil respirar. Ou me bateram, é, isso seria mais normal para eles. Eu tentei me levantar, mas a minha cabeça tambem doia muito. Minha visão embaçada conseguiu visualizar apenas uma coisa. Aqueles malditos olhos vermelhos brilhantes do inferno. Ele sorria de prazer, prazer por nos ver sofrer.
Renesmee! Ah deus, onde estava Renesmee? Me levantei rápido, ignorando a dor e a vi jogada do lado, desacordada. Malditos vampiros. Tentei engatinhar até ela, pois minhas pernas não obedeciam muito bem meus comandos de ficar de pé e andar. Vi Mika, claramente, me chutando para o lado de Nessie, fazendo assim com que eu caisse.
Minhas visão clareou e então pude ver. Todos tinham olhos vermelhos, menos o mestiço, é, claro. Caius, Felix, Mika, e Nahuel. Ah filho da mãe, sempre soube que ele não queria nos ajudar. Maldito, maldito, maldito. Mas para minha surpresa todos eles estavam com roupas normais, e não com mantos dos Volturi.
- Seth? O que nós... – ouvi uma voz doce do meu lado.
A abraçei tão forte, que Renesmee parou de falar. Podia ser a ultima vez que eu pudesse ter ela ali do meu lado. Ninguem sabe do que eles são capazes de fazer. Bom, é. Renesmee olhava com intensidade para um ponto especifico da floresta.
- Zafrina! – ela gritou e etentou correr, mas eu a segurei.
- Não, ainda não.
- Mas Seth, ela é minha amiga! Eu preciso... – ela parecia desesperada.
- Espere, só um pouco, por favor.
Ela desistiu, pude ver lágrimas brotarem nos seus olhos quando vimos Zafrina ser jogada em baixo de uma árvore, desacordada.
- O que vocês fizeram com ela? – Renesmee gritou irritada.
- Nada de mais, só um pouquinho de sofrimento, é isso não amta ninguem. – Caius falou em um tom ameaçador.
- Malditos! Nos soltem... – tapei sua boca antes que ela falasse alguma coisa que os irritasse demais.
Pude ver mais algumas pessoas chegando, e depois mais, e mais. Ah meu Deus, não pode ser. E Mika nos atingiu mais uma vez com seus poderes. Merda.
