As Outras
- E aí, como foi com a Lisa? – Remus me perguntou quando entrei na Sala Comunal.
Revirei os olhos. Na última semana toda porcaria de vez que eu entro nessa droga de sala comunal ele me pergunta a mesma bosta de pergunta: como foi com *insira qualquer nome feminino aqui*
- Foi bom.
- Beija bem?
Ah, essa é nova. Remus tem tanta experiência amorosa quanto um garoto de doze anos e vem me perguntando se ela beija bem? Bom, Lisa é bonita, e tudo o mais...
- Ela beija bem, mas não tão bem quanto Marlene. – eu respondi, mais para mim mesmo do que para ele.
- Jura?
Ah, merda. Porque estou falando nela? Aliás, porque sequer estou pensando nela? Quero dizer, acabou, eu consegui o que queria. Estou livre. Me joguei na poltrona, e encarei o pessoal na sala. Estava todo mundo feliz, porque eu não estava?
- Moony?
- Sim?
- Acho que estou sentindo falta dela.
- Marlene?
- É.
Ele baixou o livro e me encarou. Lá vem.
- Acho que esta gostando dela.
Ah, tá bom! Aham, isso mesmo, Moony. Eu digo uma coisa completamente nada a ver e ele vem com uma resposta mais nada e ver ainda. Viva nós.
- Claro que não, idiota.
- Porque não?
- Porque eu não gosto de ninguém. Sou de todo mundo, meu caro.
Ele voltou a ler, e eu sorri. Imbecil. Às vezes ele parece tão tolo. Levantei e decidi passear, e encontrei Ellie, da sonserina, dando sopa num canto. Estava andando até ela, quando uma voz familiar disse:
- Ah, Dorcas, me poupa!
Marlene. Sem pensar, comecei a seguir as duas na escuridão, como um morcego. Marlene é engraçada. Ela anda de um jeito meio aéreo, quando está com Dorcas. Estava usando os cabelos presos num rabo – de – cavalo, e sorria bastante.
- Lene... Acho que sabe por que eu te convidei pra conversar, né?
Gelei. Me encostei na parede, e vi Marlene parar também, encarando Dorcas.
- Lily mandou você me encher sobre o Sirius, não é? Dorcas, eu estou bem, para com isso.
- Não estamos enchendo. Você gostava dele?
- Não interessa muito agora, é?
Vi que Marlene estava ansiosa, e sorri sem querer. Será que ela ficou afim mesmo de mim? E porque eu me importo? Sirius, você vai levantar e ir atrás de Ellie. Agora.
- Mas você gostava? James ficou meio bravo porque Sirius foi grosso com você.
Parei na metade do caminho. Não fui grosso! Ora! O namoro era de mentira, só paramos de fingir.
- James não tem nada a ver com isso. Porque ele não cuida da Lily, que é o que tem feito nos últimos meses?
Isso! Boa, Marlene.
- Não é só James que liga, Lene. Escuta, nós queremos saber...
- Tá, tá. Se eu disser que estava começando a gostar dele você para?
- Se for verdade.
- É. Mas eu conheci Sirius o suficiente para saber que não dá certo entre nós. Ele é livre, sem compromisso. Não se prende alguém assim.
- Não é prender. Acha que ele gosta de você?
- Dorcas, você não escutou nada do que eu disse? Ele gosta de todas. Todas mesmo.
Depois que as duas saíram para o castelo, eu sentei no chão, e meio que me senti mal. Péssimo. Não quis magoar Marlene quando acabamos. Mas ela disse que era de mentira.
Voltei para a sala comunal meio confuso, e topei de frente com o meu carma ambulante.
- Ah! Desculpa.
- Oi, Marlene.
- Oi.
- Tudo bom?
- Tudo.
- Hum... Vai para a sala comunal?
- Não.
- Então tá.
- Ok.
Entrei no salão comunal, e percebi que ela estava me evitando. Será que me viu espionando?
- Pads, festinha do Slughorn. – James me disse quando consegui achar onde eles estavam. Ah, perfeito. Uma festa, com direito à Ranhoso, Regulus e companhia, era mesmo o que eu precisava.
- Merda. Se eu me jogar da torre de astronomia será que ele ficará ofendido?
- Não sei, eu sei que a gente vai precisar de roupa. Hogsmeade, lá vai. – ele resmungou, amassando o bilhete e abraçando Lily.
Revirei os olhos e fui dormir.
Eu estava andando num corredor escuro, e escutei um grito ao longe. Quando encontrei uma porta, abri e dei nos jardins de Hogwarts, onde estava tendo uma festa no lago (?), e eu resolvi participar (??)
Estava pronto para saltar, quando o lago se transformou numa sala de aula, onde Minerva explicava algo que eu não entendia. Do meu lado, senti uma mão envolver a minha. Me virei, e dei de cara com Marlene.
- Oi, posso?
- Pode? – perguntei confuso. Ela se aproximou de mim.
- Posso. – e me beijou. Era como eu me lembrava do beijo dela. Doce, quente, bom.
Então a sala desapareceu, e estávamos de novo no jardim, mas sozinhos. Ela sorriu tristemente.
- Você me magoou.
- Desculpe.
- Não tem problema. Estamos juntos agora.
- Aham. – eu respondi, e vendo que estávamos realmente sozinhos, deitei Marlene no chão, e me abaixei para beijá – la de novo...
