Amador

- NÃO, SIRIUS! – James gritou pela décima vez naquela noite.

Ele, juntamente com um verdadeiro time, está tentando me fazer parecer um cavalheiro para a festa do Slughorn. Coitados. Não que eu não seja um cavalheiro. Sou perfeito. Só não possuo força de vontade para tanto.

- Olha, querido, eu serei Marlene. – Emme (nem contei, né? Ela é minha amiga agora, oho) disse, sorridente. Ela é a que tem mais esperança em mim, isso é reconfortante.

- OK.

- Então, eu estou aqui, sentadinha, dando sopa. Legal, hum?

- Legal. – eu repeti, feito um retardado.

- Agora, o que você faz?

Tentei recapitular tudo o que eles estavam tentando enfiar na minha cabeça. Chega na festa, cumprimenta pessoas da festa, passa a mão no cabelo, cumprimenta... Não. Chega na festa, passa a mão nos cabelos, acha Marlene, cumprimenta pessoas na festa, sorri, passa a mão nos cabelos. Não também.

- Eu passo a mão nos cabelos?

James revirou os olhos, bufou e sentou.

- Eu desisto.

- Sirius, pela última vez: você chega na festa, sorri para todos, passa a mão nos cabelos, cumprimenta todos, acha Marlene, sorri para ela, ajeita a gravata, vai até ela, segura sua mão, pede inocentemente para dançar, leva ela para a pista, pede perdão, pega o anel enquanto olha nos olhos dela, entrega o anel, pede ela em namoro, dá um beijo no anel, coloca no dedo dela e dá um beijo nela. É SIMPLES.

Isso aí é tudo, menos simples.

- Ok. Então eu chego na festa, acho Marlene, peço perdão, chamo ela para dançar, passo a mão nos cabelos, coloco o anel na mão dela, beijo o anel, entrego ele para todos, cumprimento Marlene, peço inocentemente para olhar nos olhos dela, ajeito o namoro, e beijo a gravata?

- MEU DEUS DO CÉU. Esqueça isso, Sirius. – interrompeu Lily, me puxando até uma poltrona. – Vamos passar para regras.

- Regras?

- É. Primeira regra: esqueça as outras garotas. Esqueça. Segunda regra: nessa festa, nada de bebida.

- Porque?

- Porque imagina se uma garota vem falar com você e está cheirando a firewhisky! Não, Sirius. Terceira regra: etiqueta. Sabe um pouco de etiqueta pelo menos.

Revirei os olhos.

- Lily, não sou completamente estúpido! O diabo me ensinou etiqueta enquanto estive no inferno.

Pela cara dela existem alguns códigos marotos que James não mencionou. Remus tratou de traduzir a frase:

- Ele disse: Lily, não sou idiota. Minha mãe me ensinou etiqueta na época em que estive morando na casa dela.

- Coitada da sua mãe! – Dorcas exclamou. – Imagina, que coisa horrível de se dizer da própria mãe, Sirius!

Revirei os olhos e corri até o dormitório, para pegar a única foto que tenho dela. Quando mostrei para Dorcas ela comprimiu os lábios e disse:

- Ah, tá. Justificável.

Sorri vitorioso. Pelo menos para alguma coisa essa foto serve. Além de assustar criancinhas do primeiro ano que querem mexer no dormitório do sétimo.

Sério. Eu ampliei essa foto magicamente e pendurei na entrada do nosso dormitório no começo no ano, quando uns anõezinhos do primeiro ano invadiram o nosso dormitório para vasculhar o que tem lá dentro. Coloquei a foto na logo na frente da porta, e nos escondemos. Os pirralhos entraram e deram de cara com a minha mãe. Os gritos fizeram a torre inteira acordar.

- Enfim, etiqueta você sabe. Já tem as vestes.

- Aham.

- Ótimo. Não se esqueça das regras e vai ficar tudo bem. Vamos ensaiar a janta pela última vez.

Sentei numa mesa improvisada e Emme sentou na minha frente.

- Oi, Sirius.

- Oi.

- Então, o que te fez mudar de ideia assim? Não disse que queria ser livre?

- Bom, sabe como é. Você é você. Não consigo ficar com nenhuma outra.

- Jura? Ah! Isso é peixe? Posso pegar um pedaço?

Olhei bem para Emmeline, e comecei a rir.

- Que p*rra é essa? 'Oh, peixe!'. Emme, assim não consigo levar a sério.

Ela olhou séria para mim.

- Ok, vou mudar. – e começou a rir. – Me dá um pouco do seu bombom?

- Posso cantar uma música para você?

- Sirius, não fuja no assunto.

- Porque, com tantos bombons no mundo, você quer o meu? Não quero dar, eu gosto de bombom!

Emmeline revirou os olhos.

- Gente, vou dormir. Sirius, melhora.

Se depender disso tudo, vou acabar me dando mal nisso. Posso desistir ainda. Não, vamos lá.

No dia seguinte, Dorcas fez o papel de Marlene.

Chegamos a Hogsmeade, e Remus me puxou para um canto:

- Se você tentar, de alguma forma, tirar a Dorcas de...

- Moony, me poupa. Acha que vou ficar com Dorcas enquanto ela me ajuda com Marlene?

- Ah, eu... Só não ponha um dedo fora da linha.

Levei Dorcas até a Dedosdemel e ela começou:

- Marlene adora a Dedosdemel, porque ela ama chocolate. Compre alguns bombons para ela e deixe que ela coma o quanto quiser, até que te ofereça alguns. Compre a mais, porque ela adora chocolate, mas nunca come tudo.

- Tá.

- Outra coisa, ela parece contra isso, mas adora a Zonko's. Leve ela lá e mostre as partes da loja com as brincadeiras de cartas. Ela adora.

- Uhum.

- E nem mencione a Madame Puddyfoot.

- Isso é regra interna. Nunca menciono para ninguém.

Ela riu e eu sorri.

- Olha, Marlene está lá, com Fabian. Emme o subornou para distraí – la esse fim de semana.

Senti uma coisa esquisita no peito, ao ver os dois rindo e conversando.

- Estou me sentindo mal.

- Você está com ciúmes! Que gracinha! – ela gritou, me dando um beijo estalado na bochecha.

Bom, vocês imaginam a pouca pressão que estava em cima de mim naquela noite quando comecei a me vestir para a festa. Nem lembrava mais do nó de gravata, ou de como amarrar os sapatos (tá, isso foi brincadeira).

Como sempre, a festa estava um lixo. E, como todo lixo é facilmente encontrável, Regulus veio me cumprimentar:

- Boa – noite, irmão.

Revirei os olhos.

- 'Noite, Reggy. Sai da frente.

Ele desta quando eu chamo ele de Reggy. E eu sempre chamo ele de Reggy.

- Para com isso, Sirius. Não sou Reggy.

- Tá legal, Reggy. – e saí.

No fundo do salão, vi James apontando para uma mesa em especial. Marlene estava lá, linda como nunca, olhando em volta.

Sorri, passei a mão nos cabelos e ajeitei a gravata. Dane – se a sequencia.


Aneenha-Black: Pois é, Sirius teve um momento insensível, mas agora ele está se redimindo, fala aí. Ah, a Marlene é a idola de muitas pessoas.

bruh prongs: Tem razão. Sirius sentiu mesmo falta dela. Tomara que a Lene perdoe, hahahaha.

- KaoriH: Sirius foi cruel, fato. Meninas exageradas demais? Imagina x)

Isabela Rocha: A Lene é a versão feminina do Sirius, mas coitada. Sentimentalismo femino inevitável .-.

Lina prongs: Veremos se a Marlene vai ser uma pessoa misericordiosa com o Sirius, né? hahahaha

Gente, muito, muito, muito obrigada por todas as reviews, favoritadas e etc. Fico mil vezes feliz por tudo isso ;) Agora a fic está na reta final, e vamos ver o que rola nessa festa !

Continuem lendo!