Capítulo V – Um Outro Lado Malfoy
Era sábado de manhã e o loiro mal conseguira dormir, recebera durante a semana uma coruja da ruiva dizendo que aceitaram o convite e desde então não conseguira se concentrar em mais nada senão no tão esperado passeio. Escolhera cuidadosamente algo que agradasse o menino pelo pouco que o conhecia, tinha certeza de que ambos ficariam impressionados, seria um passeio inesquecível.
Arrumou-se com antecedência, tomou o seu café e olhou no relógio, ainda estava meia hora adiantado. Pegou tudo o que precisava e saiu da mansão indo buscar a ruiva em casa. Chegou antes do previsto, e não se agüentou, tocando a campainha do apartamento que foi aberta por Colin com um sorriso cordial no rosto.
- Malfoy.
- Creevey – respondeu não tão cordialmente e completou - Virgínia e Adam estão prontos?
- Vou chamá-los, fique a vontade – respondeu se preparando para sair do aposento quando a ruiva aparecia na sala vestida para um passeio informal com Adam em seu colo igualmente arrumado.
- Não precisa, já estamos aqui. Bom dia, Malfoy! – cumprimentou.
- Bom dia, Draco – disse o menino seguindo o exemplo da mãe e se segurando para não rir do nome do seu novo amigo.
- Podemos ir? – perguntou o loiro um tanto impaciente para da vista atentamente observadora de Collin.
- Claro – se virou para Collin e disse – se precisar falar comigo sabe como me achar.
- Pode deixar, amor – respondeu o loiro indo beijá-la nos lábios e sussurrando – cuidado onde você está se metendo.
A ruiva respondeu num sorriso ameno e Creevey se despediu de Adam, e os três saíram da casa.
- Para onde estamos indo? – perguntou o ruivinho com curiosidade
- É surpresa, mas tenho certeza que irá gostar.
Entraram na limusine do loiro e seguiram pela estrada, após uma hora de viagem chegaram ao destino e a ruiva não pode deixar de se espantar com o local em que se encontrava.
- O que significa isso, Malfoy?
( - D & G -)
A morena andava enfurecida pela sala com a carta que recebera devidamente amassada em suas mãos. A coruja que acabara de receber do seu noivo trouxera notícias ruins, para não dizer, surpreendentes. Ela não podia acreditar que ele tinha feito isso justamente com ela. Quem Malfoy achava que era para desmarcar a prova do buffet de casamento? Não importava se ele tinha negócios a fazer, ele não podia cancelar. Não sabendo o quanto aquilo significava para ela.
Amber já sabia o que fazer, mas iria precisar da sua amiga para isso.
(- D & G -)
A ruiva ainda estava em estado de choque. Não podia acreditar que eles estavam no camarote de luxo da partida de quadribol mais esperada do ano, no qual os ingressos haviam se esgotado no mesmo dia. Como foi que ele conseguira um camarote só para eles? Entretanto, não só ela estava maravilhada, como Adam estava no paraíso, sempre fora o sonho dele ver um jogo de quadribol e a partida mais esperada do ano com um camarote exclusivo era mais do que perfeito. Para o deleite do menino a partida durou aproximadamente três horas, ele estava absolutamente extasiado.
Draco fez de tudo para agradá-lo, comprou doces e todas as outras coisas que ele quisera, mesmo Gina pedindo que ele não o fizesse. Como se tudo já não fosse um sonho para o menino, o loiro ainda o levou para conhecer os jogadores dos times.
- Mamãe, você viu que eu ganhei o pomo de ouro da partida autografado pelo Victor Krum? É verdade que ele conhece a tia Mione? – perguntou o ruivinho maravilhado com o pomo nas mãos, segurando-o firmemente.
- Eu vi, meu amor. É sim, sua tia e ele saíram juntos no tempo de escola.
- Como eu nunca soube disso? – perguntou o menino, indignado.
- O seu tio Rony não gosta de tocar nesse assunto. Agradeça ao Draco por tudo.
- Muito obrigado, Draco – agradeceu o ruivinho abraçando o loiro.
- Fico feliz que tenha se divertido.
- Foi o melhor dia da minha vida! Quando podemos repetir? – perguntou a criança com um sorriso travesso.
- Adam! Isso são modos? Que coisa feia! – repreendeu a mãe.
- Eu não sei, Adam. Vai depender de quando a sua mãe quiser jantar comigo.
- Adam, vai comprar um copo de refrigerante – mandou a mãe dando uns sicles para ele que foi imediatamente, dando antes um sorriso cúmplice ao loiro.
- Então, Virgínia, aceita jantar comigo?
- Eu não sei, Draco. Não acho que seja uma boa idéia.
- Por que não? Eu não mordo e é apenas um jantar – disse ele olhando diretamente para ela.
- Você é noivo e eu sou casada, não é certo – argumentou quebrando o contato visual.
- Por favor – pediu olhando fundo nos olhos dela e então sorriu – é apenas um jantar sem compromisso, e te dou a minha palavra que eu não farei nada que você não queira.
- Eu não sei, Draco – disse ela ainda hesitante.
- Vamos, eu te levo pra casa na hora que você quiser. Deixe-me tirar essa má impressão que você tem de mim.
"Acho que você já conseguiu parte disso hoje" disse a ruiva mentalmente, e então mordeu o lábio inferior hesitante por um momento antes de aceitar.
- Te busco sábado que vem às oito da noite na sua casa – disse o loiro mal contendo a sua felicidade.
Adam voltou momento depois com o seu refrigerante numa mão e o pomo de ouro na outra entendo pela expressão hesitante da mãe e pelo sorriso de Draco, que ela aceitara o convite. Ele sorriu satisfeito, olhando o pomo em suas mãos e dizendo para si mesmo que gostava e muito desse novo amigo.
- Vamos comer alguma coisa – disse o loiro.
O ruivinho realmente gostava de Draco.
(- D & G -)
A loira estava na bancada do seu apartamento observando o seu namorado cozinhar o jantar. Ele estava extremamente sexy sem blusa devido ao calor do fogão, com apenas uma calça jeans e com uma colher de pau na mão misturando o molho do macarrão. Lya estava avaliando se a sua fome era maior do que a sua vontade de fazê-lo desistir do jantar.
Aproximou-se dele o abraçando por trás enquanto dava um beijo no seu pescoço, sussurrando:
- Falta muito para o jantar ficar pronto?
- Estou quase terminando, falta só o molho, está com fome? – perguntou o moreno distraído.
- Muita fome – respondeu a loira mordendo o lóbulo de sua orelha enquanto dava um apertão em sua nádega.
Blaise já estava começando a sentir um formigamento no baixo ventre e nem tinham começado a jantar ainda. Ele se virou para a namorada que usava um dos seus vestidos decotados favoritos e perguntou:
- Você está querendo me provocar, não é?
- Eu não sei do que você está falando, Sr. Zabine – respondeu ela se fingindo de inocente enquanto deslizava as unhas pelo abdome do moreno, sentindo-o arrepiar.
- Você sabe muito bem a que eu me refiro, está me impedindo de terminar o jantar – acusou ele.
- Eu não tenho culpa se você fica absurdamente sexy enquanto cozinha – rebateu ela com a voz rouca enquanto mordiscava o outro lóbulo da orelha dele ainda o arranhando no abdome.
Blaise estava começando a perder o pouco autocontrole que ainda possuía e o molho não estava terminado. Lya sabia muito bem quais eram os seus pontos fracos e se utilizava deles como bem queria.
- Sabe, estou pensando seriamente em pularmos o jantar e irmos direto para a sobremesa, na qual você será a minha única refeição – insinuou ela mordiscando o lábio inferior do namorado que acabou por mandar o autocontrole pro inferno e beijou apaixonadamente colando os corpos.
Ele a apertava desesperadamente pela cintura enquanto ela o envolvia pelo pescoço sem interromper o beijo. Ele a levantou colocando-a sentada na pia de mármore se encaixando no meio de suas pernas que ela enlaçou ao redor dele trazendo-o mais para perto sentindo a já proeminente ereção dele, não podendo contar um gemido de aprovação. O moreno desfez o laço do vestido que era preso pelo pescoço dela se detendo em beijar cada parte da pele que estava à amostra do seu ombro até o pescoço enquanto ela o arranhava nas costas suspirando o seu nome, ele não se conteve e a fez arquear o corpo possibilitando a completa retirada do vestido e jogando-o no chão.
Ao olhar de relance para o fogão foi que Blaise se lembrou do molho e se separou de Lya para apagar o fogo, pegou a colher de pau e trouxe um pouco do molho até a namorada para que ela dissesse se estava bom. A loira aprovou o molho e ele trouxe mais um pouco para que agora ele mesmo experimentasse, derramou propositalmente o molho no pescoço dela onde estivera beijando segundos antes e limpou com a língua toda região dando pequenas mordidas.
- Sabe, acho que achamos uma boa utilidade para o molho hoje à noite – comentou ela com a respiração pesada aproveitando a carícia do namorado.
Blaise riu perante ao comentário dela e pegou mais molho derramando no colo dessa vez e se dispondo a limpar em seguida, ela apertou ainda mais as pernas ao redor dele acariciando a sua nuca enquanto suspirava de prazer. enquanto Exatamente nesse momento alguém tocava a campainha.
Lya resolveu ignorar a campainha incitando o namorado a continuar com as carícias, quando a campainha soou mais três vezes seguidas e de forma insistente. O moreno xingou todos os deuses que conhecia e se separou da namorada, que estava com a cara emburrada prestes a ter um ataque de fúria, muito a contragosto se dispondo a atender a campainha que soou outra vez.
Zabine respirou fundo tentando controlar as emoções que ainda o dominavam e abriu a porta encontrando as duas ultimas pessoas que esperava ver na face da terra e dando graças aos céus que Lya tivesse ficado na cozinha.
(- D & G -)
Malfoy voltou para casa realmente feliz consigo mesmo, conseguira agradar Adam, que fora o seu principal objetivo esta noite. E conseguiu o mais importante, o seu encontro. Depois do jantar tinha certeza que se livraria dessa obsessão doentia pela Weasley e poderia seguir em frente com a sua vida. Só precisava inventar outra desculpa para se livrar de Amber, algo que ela não suspeitasse, ela nunca saberia dessa pequena traição.
(- D & G -)
- O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou Blaise ainda perplexo tentando esconder a sua evidente ereção pelo vão da porta.
- Blaise, eu preciso falar com você, mas vejo que chegamos em má hora – respondeu Nancy indicando a visível situação dele.
- Obviamente, Lya está na cozinha e não vai gostar nada de encontrar vocês duas aqui há essa hora. Mas afinal o que é de tão importante que não podia esperar até amanhã?
- Eu quero saber onde o Draco está – declarou Amber.
- Numa viagem de negócios como você bem sabe – respondeu automaticamente – e não acredito que você veio até aqui para perguntar isso.
- Não me venha com essa, Blaise. Draco me disse que estaria com você numa viagem de negócios e se você, obviamente, não foi, ele também não. Agora me diga onde ele está.
- Eu já disse que ele está viajando a negócios – disse calma e lentamente como se explicasse pra uma criança que dois e dois são quatro.
- Não vamos sair daqui até que você me fale toda a verdade – declarou cruzando os braços na direção do busto vendo a amiga em seguida imitar o seu gesto.
Lya apareceu ao lado de Blaise completamente alinhada em seu vestido como se esse nunca tivesse deixado o seu corpo, olhou de forma desagradável as convidadas indesejadas na porta e falou:
- Se você não tem a capacidade de cuidar do seu namorado não sou eu quem lhe dirá onde ele está.
- Noivo – corrigiu Amber entredentes.
- Talvez ele não lhe veja da mesma forma, afinal se você nem ao menos sabe onde ele está ou com quem está – insinuou debochada.
- Ora sua... – esbravejou Amber sendo segurada pela amiga.
- Vamos, termine a frase! Será a última coisa que você irá pronunciar no próximo mês – ameaçou a loira.
- Lya, não provoca – pediu o moreno sussurrando em seu ouvido e a segurando pelos ombros – Amber, acho melhor vocês irem.
- Você ainda me paga, Lya!
- Sabe qual a diferença entre nós? Você só fala e eu cumpro as minhas promessas – disse pegando a varinha no bolso traseiro do namorado e se preparando para lançar um feitiço.
Zabine prevendo ação da namorada tomou a varinha de sua mão fechando a porta em seguida.
- Eu ia dar uma lição nelas! – reclamou cruzando os braços e fazendo bico.
- Não, você ia usar magia num prédio trouxa, sabe que isso é perigoso.
- Elas mereciam uma lição só por terem nos interrompido – declarou com fúria.
- Você fica tão sexy brava – disse ele a abraçando pela cintura enquanto beijava o seu pescoço – e se o problema é que fomos interrompidos, podemos resolver isso agora.
- Eu acho que deveríamos avisar o Draco sobre a desconfiança da noiva dele – comentou arranhando as costas nuas do namorando sentindo-o morder e lamber a pele do seu pescoço.
- Talvez, no entanto não há nada que faça eu me desgrudar de você agora – declarou a erguendo do chão e a encaixando no seu colo, fazendo o caminho em direção a cama de casal sem parar de beijar o seu pescoço.
Lya esqueceu imediatamente de sua vontade de avisar o amigo, dizendo para si mesma que o faria amanhã, se rendendo de vez as caricias do namorado e sem interrupções.
(- D & G -)
Malfoy passara a semana inteira agradando Amber, ficara levemente preocupado pelas suas suspeitas, e pretendia mantê-la bem longe de Gina para que ela não pudesse estragar os seus planos. Foi a todos os locais que ela queria e deixara escolher as coisas mais caras para o casamento. Arquitetou todos os detalhes de uma verdadeira viagem para a Europa para que ela pensasse que realmente iria e que não o interrompesse no dia do seu encontro.
Tudo tinha dado certo, chegara a embarcar no avião fazendo-a acreditar que realmente tinha viajado. Aparatou em casa e confirmou todos os detalhes para o jantar a noite. Nada poderia dar errado.
(- D & G -)
Estava pronta no horário marcado quando ouviu a campainha da casa tocar. Ela foi correndo abrir, não sem pegar a bolsa na mesa e dar uma última conferida no seu visual ao espelho, estava com um vestido longo de chifon verde musgo, estava sozinha em casa, Colin saíra com Adam para uma noite de pai e filho.
Ao abrir a porta de casa encontrou o motorista de Draco com um envelope para ela, onde dizia que era uma chave de portal que a levaria para o encontro. Tocou na chave de portal e sentiu a comum fisgada no umbigo, segundos depois estava em frente a uma lustrosa porta de madeira. Antes de tocar um elfo abriu a porta a cumprimentando e pedindo que ela o acompanhasse.
Seguiu o elfo, reparando em cada detalhe por onde era conduzida. Tudo exibia luxo, tinha que admitir que Malfoy tinha um ótimo gosto. O elfo parou subitamente, indicando a porta a sua frente, se despedindo dela e falando que o seu senhor a esperava na varanda.
A ruiva segurou mais firmemente a bolsa na mão esquerda e adentrou a porta, se deparando com uma enorme varanda, que acomodava uma luxuosa mesa de jantar com cadeira para dois, e o loiro que a fez perder o fôlego de tão lindo que estava em seu traje.
Draco se aproximou dela, cumprimentando-a com um beijo na mão, como um verdadeiro cavalheiro. Observou atentamente como o pano do vestido caia perfeitamente pelo seu esbelto corpo e foi incapaz de conter o sorriso torto ao vê-la corar pelo seu olhar e não pode deixar de comentar:
- Verde é a minha cor favorita, e fica especialmente bem em você.
- Obrigada – respondeu, meio envergonhada pelo elogio.
Malfoy a convidou a sentar-se na mesa e pediu que o chefe trouxesse o prato especial Escalope de vitela ao molho rôti, especialidade do seu chefe francês.
A ruiva olhou meio em dúvida para aquela comida que ela nunca tinha nem ouvido falar, mas confiou no bom gosto do seu anfitrião. Provou a comida e não pode evitar uma expressão de satisfação ao senti-la em sua boca, era extremamente suculenta.
- Isso é fantástico – não pode evitar comentar bebericando o seu copo de vinho tinto que estava na mesa.
- Sabia que gostaria – comentou com um sorriso presunçoso.
Continuaram comendo e falando sobre trivialidades até que a ruiva não se agüentando mais, comentou:
- Eu realmente estou impressionada que você não tenha mencionado a minha família até agora.
- Não acho que insultar a sua família seria o melhor meio de te impressionar. Além do mais eu não tenho nada contra eles, o meu problema é apenas contra o trio perfeição.
- Realmente não seria. – sorriu – Eu não entendo esse ódio deles.
- Não há como explicar, apenas nunca nos gostamos desde a primeira vez que nos vimos e o fato de nossas casas serem rivais não ajudou muito.
- Você deveria tentar conhecê-los, são pessoas realmente agradáveis.
- Isso é algo que nunca vai acontecer, Weasley. Vamos mudar de assunto antes que eu tenha uma indigestão.
- Sabe, às vezes você é mais infantil que o Adam.
- Falando no Adam, como ele está?
- Ele está bem, não para de falar que quer sair com você de novo.
- Já que você mencionou o Adam, eu tenho uma pergunta a lhe fazer. Na verdade é mais uma constatação. – ela assentiu permitindo que ele prosseguisse – O Creevey não é o pai biológico do Adam, não é mesmo?
A ruiva manteve a expressão séria embora o louro tenha visto uma ruga de preocupação nascer em sua face.
- A paternidade do meu filho não lhe diz respeito, Malfoy.
- Foi o que eu pensei. Quando estiver pronta pra falar sobre isso, estarei aqui para ouvir.
- Eu não entendo essa sua fixação sobre mim e o meu filho.
- É apenas curiosidade. Eu só gostaria de entender os seus motivos.
- Eu não sei se posso confiar em você.
- Sonserinos tem má fama. – sorriu, triste - Vamos fazer assim, pode perguntar qualquer coisa da minha vida que eu responderei sinceramente, mais íntima ou pessoal que seja.
- Por que me convidou para jantar?
- Porque você me intriga e eu gosto da sua companhia.
- Mas por que eu? E porque agora?
- Eu não sei, talvez aquele programa tenha realmente me mostrado que eu não tenho o relacionamento com a Amber que eu achei de tivesse. E talvez também eu agora esteja procurando por algo que me faça desistir desse casamento.
- E eu sou esse 'algo'?
- Eu não sei, Virgínia. Eu só sei que eu gosto quando estou com você e realmente não sei o que isso significa.
Ela sorriu meio constrangida e meio feliz com a revelação que ele fizera, não esperava tanta sinceridade dele. Respirou fundo e decidiu que era a hora de compartilhar o seu segredo com ele, percebeu que era importante que ele soubesse quais foram os seus motivos e que tudo o que fizera fora pensando no filho.
- Colin não é o pai biológico do Adam, embora seja o único pai que ele conheceu.
- Quem é o pai do Adam?
- Você provavelmente não sabe, mas eu freqüentei uma faculdade trouxa de jornalismo junto com o Colin, que fez fotografia. Eu namorava um cara na faculdade, o nome dele era Carl Wilson, ele era trouxa. Nós namoramos durante quase um ano, na metade da faculdade eu engravidei. Eu trabalhava para pagar a faculdade e agora com um bebê eu precisaria de ajuda. Contei a ele sobre a minha gravidez e ele me acusou de estar dando o golpe do baú insinuando que nem tinha certeza se o filho era dele, e exigiu que eu o tirasse. – o rosto da ruiva tencionou de raiva enquanto ela apertava os nós dedos até ficarem brancos.
– Eu não queria um filho naquele momento, mas eu não podia matar algo que eu já amava. Eu estava desesperada e sem saber o que fazer. Colin como o melhor amigo do mundo deu a idéia de fingirmos para todos que o filho era dele, para minha família e para os nossos amigos. Ele nunca havia revelado a sexualidade dele para o mundo e eu sem saída concordei. Continuei trabalhando até quando a minha gravidez me permitiu, mas larguei a faculdade, nunca contei ao Carl que eu tive o bebê, nem nunca mais soube dele. Col se formou e conseguimos comprar uma casa e nos casamos, Adam nasceu por sorte ruivo e bem parecido comigo, e Col deu para ele mais do que eu poderei agradecer em toda minha vida.
- Adam sabe que Creevey não é o seu pai biológico?
- Nós contamos para ele ano passado. Adam entendeu tudo muito bem, mas para ele Col ainda é o seu pai, e eu prefiro que seja assim.
- Uau. Definitivamente não é o que eu esperava.
- Ano passado, estivemos apertados de dinheiro e eu entrei para o programa para ajudar mais nas despesas. Eu não me orgulho de trabalhar lá, mas é um trabalho honesto e eu preciso do dinheiro.
- Eu não estou te julgando, Virgínia. Eu acho impressionante tudo o que você fez pelo seu filho. Ele deve estar muito orgulhoso de ter uma mãe como você.
A ruiva sorriu e abaixou a cabeça meio envergonhada pelo elogio. Eles tinham terminado o jantar e os elfos tiraram a louça muito habilmente da mesa e trouxeram a sobremesa. Logo em seguida, alguns instrumentos vieram flutuando de dentro da casa e se acomodaram na sacada.
- Ah, ai estão. – Draco abriu seu grande sorriso satisfeito – achei que podíamos comer sobremesa ao som de alguma boa música. Se não se importar.
Certamente ela não se importava – o violino, a viola e o violoncelo encantados começaram a se mover gerando uma melodia clássica incrível. Gina adorava o tipo de música e se permitiu ouvir as notas que tornavam a atmosfera única, enquanto o Crème Brûlée dissolvia em sua boca.
Na ultima nota daquela primeira música, uma chuva de pétalas de rosa caiu sobre eles suavemente. Draco tirou uma rosa inteira de algum lugar e levantou da sua cadeira, indo até ela e lhe entregando a flor.
- Obrigada, está sendo realmente uma boa surpresa.
- Isso é bom. Me concede a honra?
Ele estendia a mão em sua direção. Uma nova musica se iniciara, em ritmo lento e vibrante. Ela disse a si mesma que iria, para não estragar o momento, mas a verdade é que a idéia de dançar com Draco lhe atraia muito mais do que poderia se recomendar.
Começaram a dançar de forma lenta quase sem se mover, apenas sentindo as vibrações que passavam pelos seus corpos com a simples intimidade que uma dança lhes proporcionava. Acertaram o ritmo um do outro e se deixaram levar, dançando como se fossem apenas um sem nunca quebrar o contato visual.
E foi naquele momento dançando ao som dos violinos sob o céu estrelado de Londres, se perdendo nos olhos um do outro que eles tiverem que alguma coisa entre eles estava mudando. E que seria algo irreversível.
Quase sem sentir, aproximaram os rostos lentamente e uniram os lábios num beijo, primeiramente apenas um roçar, segundos depois ela entreabriu os lábios dando passagem para sua a língua, que foi de encontro a sua causando arrepios por todo o seu corpo. Ela levou as suas mãos para o pescoço do loiro ditando o ritmo do beijo que era cada vez mais sensual.
Ele apertou a sua cintura trazendo-a mais para perto de si enquanto mordiscava o seu lábio inferior, deslizando a sua outra mão pelas suas costas, ouvindo-a suspirar no meio do beijo. Sentiu-a aumentar o ritmo do beijo, deslizando as unhas pelo seu pescoço. Ele não se conteve em trazê-la ainda mais para si e deslizou uma das mãos até a sua coxa apertando fortemente, ouvindo-a gemer contra a sua boca. Começou a sentir um leve formigamento na região do baixo ventre, por Merlin aquela mulher o tirava do sério em segundos.
Quase como se ela tivesse lido a sua mente, interrompeu o beijo e encostou a sua testa na dele, enquanto ambos respiravam rapidamente. Quando conseguiu recuperar o fôlego, a ruiva disse:
- Eu acho melhor eu ir embora.
O loiro incapaz de dizer qualquer coisa e ainda desnorteado com as sensações que ela lhe fazia sentir com um simples beijo apenas concordou dizendo que a levaria de carro até em casa.
Ao chegarem ao prédio onde ela morava, ele saiu do carro e abriu a porta para ela como um perfeito cavalheiro.
- Obrigada pela belíssima noite – ela agradeceu sorrindo.
- Obrigado você, por ter me dado a oportunidade de mudar o conceito que você tem de mim.
- E eu não me arrependo – disse como se fosse uma confissão.
Malfoy se aproximou lentamente dela e a beijou suavemente nos lábios como se desejasse 'boa noite', entrou no carro dando o seu típico sorriso torto e acelerando com o carro dali. A ruiva sorriu bobamente para o local em que o carro estivera e suspirou profundamente entrando no prédio em seguida. Estava definitivamente sentido mais que simpatia por ele.
Mal sabiam eles que do outro lado da rua um homem escondido em um carro trouxa tirara fotos da despedida dos dois a mando de sua cliente.
(- D & G -)
A morena bufava de fúria quando saiu do escritório do detetive particular que contratara para descobrir o motivo do seu noivo estar tão estranho, as fotos queimavam dentro de sua bolsa como se estivessem em chamas.
Amber não podia conceber a idéia de estar sendo traída por aquelazinha do programa de televisão, quem ela pensava que era para querer acabar com o casamento dos seus sonhos? Ah, mas ela pagaria muito caro. Iria acabar com aquilo que ela mais amava no mundo.
Pegou o celular e ligou para o detetive pedindo que descobrisse tudo que pudesse sobre a vida de Virgínia Weasley. Quando descobrisse com quais armas podia brigar nessa guerra, a faria agonizar por sua clemência, e então desferiria o golpe de misericórdia.
E quanto ao seu amado noivo, ela tinha planos para ele também. Iria tirar da sua vida o seu objeto de obsessão, o faria implorar pelo seu perdão e então eles poderiam se casar, sendo o casal mais invejado do mundo bruxo.
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xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Fim do Quinto Capítulo xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
N/A: Como prometido em Alianças Desfeitas (que também foi atualizada), atualização aqui antes do Natal. Eu sei que eu demorei muito, e eu só posso pedir desculpas para vocês. Mas esse cap foi realmente complicado, as coisas estão acontecendo e a verdade sobre a paternidade do Adam foi revelada. O que será que Amber está armando? E sim, eu não resisto em por Blaise e Lya no cap, eles são tão lindos. O próximo cap vem rápido, prometo. A fanfic está na metade e ainda tem muita coisa pra acontecer. Obrigada a quem ainda manda reviews e acompanha a fic. Quem quiser falar comigo meu MSN encontra-se no meu profile, e as reviews foram respondidas por replay.
Feliz Natal e Feliz Ano Novo.
Beijos, Lou Malfoy!
N/B: Hummmm... tem como resistir ao Draco? Impossível. No lugar da Gina... ai, ai. Mas agora é só esperar para ver o resultado disso tudo. Já sinto cheiro de confusão. Se vocês também estão curiosas (os) mandem reviews! E tenha um natal feliz... quem sabe papai noel deixa um Draquinho para cada uma, não?
Beijo, beijo!
Rafa
N/B: Oh, Blaise e Lya, realmente, realmente sinto falta deles se agarrando por todos os cantos *.* Huahsuha e o Draco, ele finge bem que é um cavalheiro honrado, mas basta um beijinho da Gina e já vai apalpando a garota (É, mas eu não a ouvi reclamar, de qualquer maneira...) E, cara, se o Voldie estivesse na ativa, bem que podia usar esse potencial vingativo da Amber, hein, hehê. Adorei, mana, mal posso esperar para ver o circo pegar fogo!
Beeijos! Ly.
