- Bella POV:

Eu estava numa praia, era meio deserta, andava sozinha quando vi um homem sentado na areia. Ele tinha cabelos cor de bronze e olhos verdes. Reconheci como sendo Edward. Me aproximei, sem falar nada me inclinei sobre ele e nos beijamos, um beijo intenso e cheio de luxúria. Nossas línguas dançavam juntas, enquanto procurava espaço nas nossas bocas. Ele rapidamente tirou meu biquíni e abocanhou meu seio, enquanto sua outra mão estava no meu sexo. Ele tirou sua bermuda e sem avisar me invadiu. Estávamos transando como loucos na areia da praia e pessoas passavam por nós, mas pareciam não nos ver.

Comecei a ouvir uma música. Era Tik Tok da Kesha.

- Edward! Vou gozar! – eu disse a ele.

A música foi ficando mais alta, mais alta e alta....e eu acordei.

Assustada, ofegante e molhada. E quando digo molhada não é só de suor.

A música? A merda do meu celular despertando e me avisando que eram 6:30 da manhã. Eu precisava ir trabalhar.

Abri os olhos e vi que eu não estava no meu quarto.

Senti um corpo quente ao meu lado e me virei lentamente. Um cabelo cor de bronze.

Como? Ainda estou sonhando é isso?

Céus! Até quando as lembranças daquele idiota vão me perseguir.

Olhei meu corpo e eu estava só de lingerie. Ótimo! Transei com um cara e nem me lembro.

Isso raramente acontece. Juro!

Me levantei rapidamente e comecei a vestir minha roupa. Mas...

Meu nome é Isabella Swan...me enrolei no vestido e levei um baita de um tombo.

Acordei o cara! Merda!

- Bom Dia! – ele falou e meu pesadelo se tornou real.

Antes dele se virar eu já sabia quem era. Sim! Edward Cullen!

Não acredito Isabella, só você! Transar com esse idiota. Me lembrei vagamente de ter encontrado ele ontem na Marquee.

- Já estou de saída! – peguei minha bolsa e fui em direção a porta.

- Ow! Ow! Ow! – ele se levantou correndo e me segurou – Onde pensa que vai?

O olhei e OMG! ele estava só de boxer branca e tinha alguém animado demais.

- Trabalhar! Você faz isso? – perguntei com ironia tentando não olhar pra baixo – Porque eu faço!

- Nossa Isabella! Pra que toda essa agressividade? – ele falou sorrindo cheio de charme. – Você não estava assim ontem!

Idiota! Idiota! Idiota!

- Por favor! Só me responda uma coisa. – puxei a coragem do útero – Nós transamos ontem? – fechei olhos. Diz que não por favor! Não, por favor!

Ele deu uma gargalhada e minha raiva só aumentou.

- Não Isabella! – ele falou simplesmente.

Ai que alívio!

- Dá pra parar de me chamar de Isabella? – perguntei entre os dentes. Ele sabia que eu não gostava que me chamasse de Isabella.

- Algumas coisas nunca mudam! – se virou sorrindo - Café?

- Não eu realmente tenho que ir! – me virei pra porta – Adeus Edward!

- Hey! – ele me chamou. Quando o olhei, ele balançava a chave do meu carro nas mãos. – Isso é seu! – jogou a chave pra mim e não sei como eu peguei no ar.

Bufei e abria porta.

- Até mais Bella! – ainda o ouvi falar.

Até mais? Não querido! Eu realmente espero nunca mais te ver.

Cheguei em casa desesperada como uma louca.

As meninas tomavam café na cozinha.

Subi, tomei um banho rápido e coloquei uma roupa que eu sabia que agradaria a "coisa" da Tânia.

Entrei correndo na cozinha enquanto ainda calçava meus sapatos.

Alice e Kate riram.

- Onde você esteve "senhora-sou-a-mais-responsável-das-três? – Alice perguntou.

- Pela sua cara...não teve sexo! – Kate riu.

- Não. Não teve sexo Kate. Graças a Deus! – levantei as duas mãos pro alto e acabei de beber meu café.

- Era pequeno? – Kate falou se referindo ao membro da tal pessoa em questão.

- Não sei Kate não vi! – dei de ombros.

- Qual o problema então? Amiga, você realmente precisa de sexo! – Alice disse.

E precisava mesmo! Última vez que eu tive uma noite de sexo foi a exatos 3 meses atrás. Mas ainda não estava tão desesperada a ponto de ser com Edward Cullen. Tudo bem que ele foi o melhor que já experimentei em relação a isso – sim, eu perdi minha virgindade com esse idiota – mas nem morta iria pra cama com ele – de novo.

- O problema "senhora-peguei-um-bonitinho-ontem" – falei a imitando – É que era Edward Cullen.

Minhas amigas sabiam da minha história.

As duas fizeram uma expressão de "oh" com a boca.

- Oh. Meu. Deus! O idiota de Forks? – Kate perguntou.

- Em carne, osso e arrogância! – respondi.

- Não acredito! Como isso aconteceu? – Alice perguntou.

- Não sei! Só sei que bebi demais e acordei no apartamento dele. De calcinha e sutiã.

- Vocês transaram? – Kate perguntou de novo.

- Ele disse que não! – falei – Vamos gente! Ainda não quero ficar sem meu fígado! – falei pensando em Tânia.

Minha cabeça latejava por conta do maldito Martini. Nota mental de nunca mais beber durante a semana.

Quando cheguei a minha sala Anne, assistente pessoal da Tânia, veio correndo em minha direção.

- Bella! A mulher tá possuída! – ela disse ofegante. – Ela quer ver você!

- Quando ela não esta Anne? – respondi me levantando.

Quando entrei na sala de Tânia ela fumava virada pra janela.

E naquele momento dava dois dedos da minha mão esquerda pra fumar também.

- Mandou me chamar Tânia? – perguntei.

- Lógico! – se virou pra mim – Se não tivesse mandado te chamar, o que você estaria fazendo aqui, honey?

Urg! Respira, respira! Odeio quando ela me chama de "honey".

Sorri, respirei fundo e esperei ela falar o motivo por que me chamou.

- Quero que você vá a minha casa hoje a noite pegar a boneca da edição do mês que vem! – ela falou e se virou de novo pra janela.

- Anne já não faz isso? – perguntei, mas me arrependi.

Ela se voltou pra mim.

- Estou pedindo a você Isabella! – ok! Falando assim com os olhos faiscando eu faço.

- Que horas posso ir lá? – perguntei.

- As 9! – ela falou e fez um gesto com as mãos pra que eu saísse.

Sai de lá bufando.

- Anne me dê o endereço dela e me explique como pegar a merda da boneca.

Ela me olhou com cara de espanto.

- Desculpe Anne! – pedi a ela – Na verdade queria poder falar assim com ela. Me desculpe!

Ela me passou o endereço e me orientou.

- Ela sempre deixa a boneca no aparador do segundo corredor ao lado de um vaso de cristal. Toma! – me passou uma chave. – É a chave do apartamento. Entre sem ser notada. – ela pediu – Nosso emprego depende disso.

- Obrigada Anne.

Voltei pra minha sala e tomei dois analgésicos. Tinha impressão que eles já nem faziam mais efeito no meu corpo.

Almocei com as meninas num restaurante japonês.

- Edward POV:

Acordei naquele dia quando senti Bella se levantar da cama, mas fiquei na minha esperando pra ver o que ela faria.

Ouvi um baque e quando a olhei ela estava estirada no chão.

Tive que segurar o riso, porque sabia que ela iria ficar bem irritada e pela sua casa ela já estava.

- Bom dia! – falei pra quebrar o silêncio e ela me olhou pasma.

Com certeza não se lembrava onde estava.

- Já estou de saída! – ela pegou sua bolsa e se virou pra sair do quarto.

Ela já estava vestida e só de pensar naquele conjunto vermelho que ela usava por baixo do vestido...fiquei excitado.

Me levantei correndo.

- Ow! Ow! Ow! Onde pensa que vai? – perguntei segurando seu braço.

Os olhos dela caíram por um momento, olhando pro volume em minha boxer e eu tive que rir.

- Trabalhar! Você faz isso? – ela perguntou num misto de raiva e ironia – Porque eu faço!

Aquela agressividade dela só estava me fazendo imaginar mais coisas pervertidas. Ela não estava me ajudando.

- Nossa Isabella! Pra que toda essa agressividade? – eu disse sorrindo e usando todo meu charme, ele sempre funcionava – Você não estava assim ontem!

Ela ficou quieta por um instante e eu apenas a olhava curioso. Tinha certeza que ela estava tentando lembrar a noite de ontem.

- Por favor! Só me responda uma coisa. – ela respirou fundo e fechou os olhos – Nós transamos ontem?

Eu tive que rir e rir alto. Dei uma gargalhada e ela fez uma carranca.

- Não Isabella! – falei me virando pra ir pra cozinha.

Mas não ouvi os passos dela vindo atrás de mim.

- Dá pra parar de me chamar de Isabella? – eu parei e a fitei. Eu sabia que ela não gostava de ser chamada assim.

- Algumas coisas nunca mudam! – me virei de novo pra cozinha - Café?

- Não eu realmente tenho que ir! – ela abriu a porta e ia saindo – Adeus Edward!

- Hey! – a chamei com a chave do seu carro na mão – Isso é seu! – joguei pra ela.

Ela abriu a porta e saiu.

- Até mais Bella! – falei mais pra mim do que pra ela.

Fui até a cozinha e preparei um café na minha máquina italiana de expresso.

Enquanto bebia meu café parei pra pensar no que tinha acontecido.

Eu tinha dormido com Bella Swan, mas não consegui tocá-la como eu realmente queria.

Como eu queria tocá-la...e tirar aquele conjunto vermelho que me deixou maluco.

Sentir o cheiro do seu cabelo de novo, sua pele na minha, sua boca entreaberta enquanto transávamos como loucos no meu carro.

É...essa garota ainda mexia comigo, mesmo depois de 5 anos sem vê-la.

Eu sempre fui meio "baleado" por ela, mas vê-la ontem do jeito que ela estava despertou alguma coisa em mim.

Não estava apaixonado por ela, mas a desejava e muito.

Porra! Eu precisava conversar com alguém!

Liguei pra Jasper.

- Fala cara! – ele atendeu.

- E ai Jazz! Tá aonde? – perguntei a ele.

- Em casa pow! – ele riu.

- E a garota de ontem? Pego ela? – perguntei me lembrando da sininho que estava com ele na Marquee.

- Ela não é dessas cara! – ele respondeu – Mas vou ligar pra ela hoje e vamos sair.

- Ihhh num vai se apaixonar né? – zuei ele.

- Pode ser...nunca se sabe. – ele deu uma risada. – Porque me ligou cara? Vou te ver daqui a duas horas.

- Sei lá! Só precisava falar com alguém. – respondi.

- É sobre a mulher da aposta? – ele perguntou.

- É...Cara to mais fudido do que eu pensava. – respondi. Olhei no relógio e eram 7:30 da manhã – Vou lá! Daqui a pouco a gente se fala.

- Valeu! – ele se despediu.

Desliguei o telefone e fui tomar um banho e me arrumar pra mais um dia satisfatório de trabalho na Yellow.

Quando cheguei ao trabalho Emmett me avisou que me pai queria falar comigo.

- Bom dia pai! – o cumprimentei ao entrar em sua sala.

- Bom dia Anthony! – respondeu– Vejo que esta cumprindo sua promessa. Chegou no horário hoje.

- Eu te disse pai e eu vou fazer. – o olhei sério.

- Quero que você e Rosalie venham jantar lá em casa hoje. Tânia mandou que os convidasse. – ele me disse.

Tânia era esposa do meu pai há dois anos, não tinha nada contra ela, mas ela não chegava aos pés da minha mãe.

- Que horas? - perguntei.

- Esteja lá as 8, por favor. – ele respondeu.

- Estarei lá pai. – me virei pra sair.

- Avise a Rose pra mim. – ele pediu e eu apenas assenti.

Sai de lá e passei na sala de Rose pra avisá-la do jantar.

Na hora do almoço fomos a um restaurante italiano.

- E ai? Como foi ontem? – Emmett perguntou.

- Cara, vocês não vão acreditar. – falei – Rosalie escolheu uma antiga namorada de colégio e pra completar ela me odeia.

Contei toda minha história com Bella pra eles.

- Falei que ela ia te sacanear. – Emmett disse e eles riram.

- Não sei como vou fazer pra cumprir minha parte na aposta. Acho que vou desistir. – eu disse.

- Você não pode! – eles falaram em uníssono.

- Vocês não entendem! Ela dormiu lá em casa ontem e quando acordou sua vontade era de me matar. Eu sei disso. – eles riram mais uma vez. – Parem de rir!

- Foi mal cara, mas é engraçado! – Emmett disse tentando segurar o riso.

- O que você vai fazer irmão? – Jasper me perguntou.

- Não sei! Sinceramente! – disse derrotado – Acho que vou tentar essa semana. Se eu não conseguir...vou desistir e dar a conta a Rose. Bella não vai cair nessa!

O resto do almoço tentamos mudar de assunto, porque "aquele" estava realmente me incomodando.

Não sabia o que fazer pra conquistar Bella.

Só sabia de uma coisa: antes de conquistá-la, ela teria que me perdoar por ter traído ela quando namorávamos há 5 anos atrás. E eu sei que ela me odeia por isso.

Saímos do trabalho e ainda passamos em um pub. Só tomei duas doses de Whisky, mas conheci uma ruiva maravilhosa.

E é lógico que fomos parar no meu apartamento, como animais no cio. Pelo menos ela me fez esquecer Bella e aposta por alguns minutos.

Depois da transa ela foi embora como se nada tivesse acontecido.

Eu tomei um banho e coloquei uma roupa normal pra ir jantar na casa do meu pai.

O jantar foi um saco. Rosalie me odeia, meu pai só fala na Yellow e Tânia é uma dondoca fútil.

Queria ir logo embora, mas meu pai não parava de falar de trabalho um só minuto.

- Pai, se me der licença vou até a cozinha beber água. – disse a meu pai e ele fez um gesto com as mãos pra que eu fosse logo.

Sai da sala de estar no segundo andar e desci em direção a cozinha.

- Dona Leda pode me servir um copo de água? – perguntei a cozinheira do meu pai.

- Claro querido! – ela foi até a geladeira e me serviu.

Ouvi um barulho de chave balançando e quando olhei por cima dos meus ombros, um vulto passou.

Fiquei curioso e resolvi ir atrás.

- Bella POV:

Quando saímos do trabalho passamos no no Birch Cofee e conversamos um pouco.

Tomei meu] mancchiatto de todos os dias. Kate tomou um café gelado e Alice bebeu um café puro.

Gostávamos de ir ao Birch porque era um dos poucos lugares que podíamos fumar lá dentro.

Quando saímos de lá passei em uma loja de conveniência e comprei um maço de Black Special Flavour, meu cigarro preferido.

Fomos pra casa e eu tomei um longo banho de banheira pra relaxar.

Quando acabei coloquei uma roupa e desci, encontrando as meninas na sala vendo TV.

- Já vai? – Alice me perguntou se virando pra mim.

- Infelizmente! – falei colocando meu relógio.

- Boa sorte amiga! – Kate disse comendo uma colher de sorvete.

- Obrigada! – agradeci – Deixa eu ir...não quero me atrasar.

Peguei minha bolsa a chave do meu carro e sai.

Cheguei na casa da Tânia ainda faltavam 15 minutos pras nove, então me dei ao luxo de fumar um cigarro.

9:55...não podia mais adiar.

Peguei a chave que Anne me deu e entrei, tentando fazer o máximo de silêncio que eu conseguia.

"2º corredor...vaso de cristal" – eu pensava.

Porra! A casa tem duzentos corredores e milhares de vasos de cristal.

Fiquei parada por um momento sem saber o que fazer.

Pensa Bella! Pensa!

Apoiei minha bolsa no aparador, em busca do meu celular pra ligar pra Anne.

- Esta perdida? – alguém me perguntou.

Merda! Levei a mão na boca e meu celular voou longe.

Eu já sabia quem era. Não fiquei surpresa em vê-lo ali, afinal é a casa do seu pai.

- Um pouco! – falei seca sem olhá-lo.

- Esta me seguindo? – ele me perguntou com um sorriso nos lábios.

- Não! Se você não sabe eu trabalho pra Tânia. – respondi.

- Uhmm.. – ele abaixou e pegou meu celular – Quer ajuda?

Não ia me fazer mal né? Seria até bom pra mim já que ele conhece a casa.

- Preciso achar o aparador do 2º corredor. – sussurrei.

- Porque esta falando assim? – ele também sussurrou.

- Se ela souber que estou aqui, sou uma mulher desempregada. – falei desesperada.

- Ok! Vamos! – ele pegou minha mão, mas eu a puxei de volta.

Ele me olhou e deu um sorriso torto. Cretino! Ele sabe que é meu preferido. Só ele sorri assim.

Eu olhei, forcei um sorriso e indiquei com a minha mão pra que ele continuasse.

- Pronto! – ele parou – Segundo corredor.

Avistei um aparador e em cima dele estava uma pasta grossa.

Ai Jesus! Obrigada!

Fui em direção a ela e ele me seguiu.

Abri a pasta e confirmei que era a boneca da próxima edição.

- Obrigada! – eu disse a ele.

Mas fiquei atônita quando ouvi a voz de Tânia perto, muito perto.

Edward me puxou pelo braço e abriu uma porta ao nosso lado.

Parecia um armário de limpeza e era muito, muito pequeno, fazendo com que tivéssemos que ficar colados um no outro. Podia sentir seu hálito quente e seu cheio de café.

Cara! Amo café.

- O que houve querida? – ouvi uma voz masculina. Devia ser Carlisle.

- Nada meu bem! Só precisava ver se minha secretária veio pegar a boneca da revista. – Tânia respondeu.

Secretária? Eu ri.

Pelo menos tinha pegado a maldita boneca antes de ela conferir se estive ali.

Quando o susto passou percebi que ainda estava perto demais de Edward e ele segurava minha cintura com força.

- Acha que já podemos sair? – sussurrei.

- Vamos esperar alguns minutos. Só pra ter certeza. – deu de ombros.

Ele se aproximou mais de mim.

Minha respiração estava ofegante e meu coração queria pular do peito.

Como meu corpo ainda reage a ele assim? Eu já superei isso. Já o superei.

Ou ao mesmo eu achava que tinha.

Ele posou uma mão na minha bochecha.

- Edward... – o chamei. Minha intenção era pedir que ele parasse, mas minha voz não saia.

- Shii, só quero fazer uma coisa. – ele sussurrou em meu ouvido. E aquilo foi o suficiente pro meu corpo pegar fogo, uma corrente elétrica passar por todo meu corpo e minhas pernas falharem.

Ele colou seus lábios nos meus. Mordeu meu lábio inferior e logo depois sua língua pedia passagem na minha boca. Eu juro que não queria corresponder, mas não consegui.

O que eu fiz? O que todas teria feito. Me deixei levar.

Levei minhas mãos nos seus cabelos bagunçando-os ainda mais. Suas mãos apertavam minha cintura com força.

O beijo se tornou faminto, urgente e cheio de desejo. Ele me imprensou na porta e começou a descer os beijos pelo meu pescoço, enquanto suas mãos acariciavam meus seios por cima da blusa.

Deus! Eu queria, juro que queria. Não ele, mas eu precisava de sexo, seja com quem fosse. E pra completar eu estava escondida no armário da casa da minha chefe.

O empurrei e ele se afastou de mim.

- Preciso ir! – falei me virando pra porta.

- Bella? – eu o olhei – Você ainda me odeia não é? – ele me perguntou sério.

- Não! Não te odeio. – ele me olhou e eu podia jurar que ele estava reprimindo um sorriso – Apenas não quero nada com você.

Eu ri internamente.

- E isso aqui? Agora?– ele apontou pra nós dois. – Foi o que?

- Um erro! – respondi – Um erro que não vai se repetir.

Abri a porta e sai. Sem me importar em ver se alguém estava por ali, ou pior eu não sabia onde ficava a saída.

- É por aqui! – ele deve ter visto minha confusão. Eu apenas o segui e sai sem nem olhar pra trás.

Ele também não se despediu.

Quando cheguei em casa peguei meu pote de häagen daz e me sentei no sofá.

- Como foi? – Kate me perguntou.

- Cadê Alice? – perguntei.

- Saiu com o carinha de ontem. Ele até que é bonitinho!- nós rimos.

- Então? – ela quis saber.

- Edward estava lá acredita? – passei uma colher pra ela.

- Deus! O que ele fazia lá? – ela perguntou.

- Ele é enteado de Tânia.

- Que Karma hein amiga!

- Ele me beijou. – eu disse sem graça.

- E? – ela me olhou cheia de expectativa.

- Eu o odeio Kate. Ele foi o único em que confiei, que me entreguei e ele me traiu da pior forma possível. – respondi.

- Eu sei amiga! – ela alisava meu braço. – Então não rola?

- Nem que ele fosse Robert Pattinson. – a gente riu.

Parecíamos três adolescentes quando o assunto era o carinha do "Crepúsculo".

Comemos 1 litro de sorvete nos despedimos e fui dormir.

Amanhã cedo teria que entregar a merda da boneca pra merda da minha chefe.

- Edward POV:

Quando cheguei até o corredor central da casa, vi uma mulher de costas. Cabelos longos e castanhos e mais ou menos 1,60 de altura.

Pensei em Bella, mas o que ela estaria fazendo aqui, na casa do meu pai.

Devia estar realmente maluco pra pensar nela. Essa aposta não estava me fazendo bem.

- Esta perdida? – perguntei esperando que ela virasse.

Quando ela virou confirmei que não estava maluco, era realmente Bella.

- Um pouco! – ela falou sem me encarar.

- Esta me seguindo? – perguntei sorrindo. Estava curioso pra saber por que ela estava na casa do meu pai.

- Não! Se você não sabe eu trabalho pra Tânia. – falou sendo meio grossa.

- Uhmm.. – abaixei e peguei seu celular que estava próximo dos meus pés. – Quer ajuda?

Entreguei o celular a ela.

- Preciso achar o aparador do 2º corredor. – ela sussurrou.

- Porque esta falando assim? – a imitei.

- Se ela souber que estou aqui, sou uma mulher desempregada. – o tom de desespero era nítido em sua voz.

- Ok! Vamos! – segurei sua mão pra guiá-la até onde queria ir.

Mas ela soltou sua mão da minha e estendeu sua mão, num gesto que eu entendi que era pra eu continuar. Ela me seguiu.

- Pronto! – parei no nosso destino – Segundo corredor.

Ela foi até uma mesinha encostada na parede e pegou uma pasta grossa. Parecia bem pesada.

- Obrigada! – ela me disse.

De repente ouvimos a voz de Tânia e ela se aproximava cada vez mais de nós.

Não tive outra reação a não ser puxá-la pra dentro de uma porta que eu sabia que era o armário de limpeza.

O armário era muito pequeno e tivemos que ficar grudados um no outro.

Realmente não estava me ajudando a pensar. No mesmo momento me imaginei trancado com ela ali, só com aquele conjunto vermelho.

Merda! Meu amigo estava se animando.

Coloquei as minhas mãos na sua cintura e a segurei com força.

- O que houve querida? – meu pai falou no corredor.

- Nada meu bem! Só precisava ver se minha secretária veio pegar a boneca da revista. – Tânia respondeu.

Secretária? Então ela era secretária da minha madrasta? Seria interessante.

Ficamos em silêncio somente ouvindo a respiração do outro.

- Acha que já podemos sair? – ela falou baixinho.

- Vamos esperar alguns minutos. Só pra ter certeza. – dei de ombros.

Me aproximei dela e pousei minha mão na sua bochecha.

- Edward... – ela me chamou ofegante.

- Shii, só quero fazer uma coisa. – sussurrei em seu ouvido.

Decidi colocar meu plano em prática.

Colei meus lábios nos dela num beijo calmo, mordia seu lábio inferior. Percebi que ela tentou resistir,mas logo desistiu.

O seu toque no meu corpo me fazia sentir como se estivesse dormente.

O gosto de cigarro misturado com caramelo estava me deixando ainda mais excitado.

Ela enterrou suas mãos em meus cabelos e aquilo pra mim foi o que eu precisava pra continuar.

A joguei contra a porta, beijando seu pescoço e acariciando seus seios. Ainda eram como eu me lembrava, perfeitos.

O beijo ficou mais urgente, cheio de desejo.

Eu a queria, a queria ali. Não importava onde estávamos.

Mas ela se afastou e me empurrou.

- Preciso ir! – ela disse já com a mão na maçaneta.

- Bella? – a chamei – Você ainda me odeia não é? – ela sabia do que eu estava falando.

- Não! Não te odeio. – ela disse e eu me segurei pra não sorrir – Apenas não quero nada com você.

Autch! Essa doeu!

- E isso aqui? Agora?– perguntei irritado apontando pra nós dois. – Foi o que?

- Um erro! – ela respondeu e se virou pra sair do armário – Um erro que não vai se repetir.

Percebi que ela ficou alguns minutos parada, provavelmente sem saber pra onde ir.

- É por aqui! – indiquei o caminho com a mão.

Ela saiu sem ao menos olhar pra trás e eu também não fazia questão.

Eu estava puto!

Quem ela pensa que é? Me da um beijo daquele e diz que foi um erro?

Agora mais do que nunca estava decidido em seguir meu plano de conquistá-la.

Ia fazer ela se apaixonar e a largaria, quando me perguntasse eu diria ela: "foi um erro querida".

Peguei a chave do meu carro e sai.

Liguei pra casa do meu pai e coloquei no viva-voz.

- Anthony? Onde você esta? – ele perguntou.

- Estou indo pra casa pai. Não me sinto bem. – respondi.

- Ok! Amanhã nos vemos. Te espero as 9.

Nos despedimos e eu continuei meu caminho até em casa.

Fui dormir puto, frustrado e com a virilha doendo.