- Edward POV:

Dormir pouco na noite passada. Garanto que se Bella estivesse ao meu lado eu teria dormido bem melhor, menos horas, mas melhor.

Levantei da cama, tomei um banho e coloquei um dos ternos da minha coleção.

Desci fiz um café na minha máquina e depois de bebê-lo sai.

Estava me segurando pra não ligar pra ela.

Quando cheguei na Yellow dei de cara com Emmett.

- Fala irmão! Foi atrás da menina difícil uhn? – ele me zoou.

- Bom dia pra você também Emm! – falei sem humor passando por ele.

- E ai? Me conta como foi? – parei olhei pra ele e dei um sorriso involuntário ao lembrar de Bella. – Estamos juntos só isso. – dei de ombros.

- O cara tá amarradão! – ele quase gritou dando sua gargalhada escandalosa.

- Fiquei sabendo o mesmo de você Emm! – zoei ele.

- É ruim hein! Bem ruim! – ele ficou sem graça.

- Tá bom, vamos que eu tenho uma reunião com meu pai. – disse já andando e ele veio atrás de mim.

- Ele já esta te esperando e num tá com uma cara muito boa não!

- Quando ele esta com cara boa Emm? – nós rimos.

Fizemos o caminho até a sala do meu pai colocando o assunto em dia. É lógico que ele reclamou como uma mocinha porque eu não liguei pra ele no final de semana.

Quando chegamos ele pediu que a secretária nos anunciasse e depois de alguns segundos mandou que entrássemos.

- Bom dia pai! – o cumprimentei.

- Carlisle Anthony, Carlisle. – ele respondeu seco sem nem tirar os olhos de uns papéis que ele lia.

Revirei os olhos. Provavelmente ele estava irritado com o fato de eu querer largar a aposta.

- Podemos começar Carlisle? – fiz questão de dar ênfase ao Carlisle.

- Não até sua irmã chegar! – nem me olhou novamente. Já estava me irritando.

- O que Rosalie tem a ver com isso? A decisão é minha! E já foi tomada! – falei com convicção. Se eu queria alguma coisa dele tinha que passar no mínimo segurança.

- Não vou discutir isso até que ela chegue. O interesse também é dela. – ele finalmente me olhou.

O telefone tocou e depois de alguns segundos Rosalie entrou.

Ela entrou na sala se sentindo com aquele ar de superior que ela tem.

- Bom dia meninos! – ela nos cumprimentou com aquela voz irritante.

- Sente-se Rosalie. – meu pai indicou a cadeira com a mão e ela sentou. – Você sabe o motivo dessa reunião Rose? – me pai perguntou a ela.

- Imagino! – ela deu uma risada. Meu pai fez um gesto com as mãos pra que ela continuasse. – Edward está apaixonado e quer desistir da aposta! – ela sorriu vitoriosa.

Ahhhh como eu queria enforcar ela com aquele cordão Chanel que ela tinha no pescoço.

- Ohhh! – meu pai fez uma falsa expressão de espanto e deu uma gargalhada cínica. Se pudesse voava no pescoço dele também – Isso é verdade Anthony? – ele se virou pra mim.

Achei melhor contar a verdade, de repente ficaria mais fácil ele me liberar.

- Sim, papai. Eu amo a Bella! – falei firme e olhando nos seus olhos.

Pude ouvir a idiota da Rosalie fazer um "Ounnn" e juntar as mãos.

Respirei fundo e pensei nela pra tentar me acalmar.

- É isso que você quer Anthony? – ele não esperou que eu respondesse – Você vai jogar sua carreira, a oportunidade da sua vida por uma mulher? – ele foi frio.

- Pai, com ela é diferente! Ela não é igual às outras...eu não quero magoá-la de novo pai. – o olhei com sinceridade – Não estou desistindo da carreira, só não quero mais a conta. Dê a Rosalie, ela fará um bom trabalho! – tentei argumentar.

- O problema é esse! Ela fará um bom trabalho, mas o seu é excelente! – Autch! Essa doeu Rosalie.

Ainda a ouvi bufar baixinho.

- Talvez tenhamos uma solução! – meu pai disse e eu podia ver animação? na sua voz - Rose? Você desistiria da aposta e daria a conta a seu irmão?

Não, não faça isso pai! – pensei – Ela nunca faria isso. Rosalie me ajudar? Ela quer é me fuder!

Ela nunca faria isso! Mas por um momento eu tive esperança, porque se ela desistisse a conta seria minha e não existiria mais aposta.

Eu realmente já não fazia mas questão da conta ou do cargo da presidência, mas meu pai fazia questão porque assim como ele eu era o melhor no que fazia.

- Não papai! – ela disse cheia de confiança. Vaca!

Respirei fundo mais uma vez.

- Então não temos acordo! – ele disse relaxando na cadeira – A aposta esta de pé. Daqui a duas semanas saberemos de quem é a conta e a presidência.

- Papai... – ele me cortou.

- Anthony sem mais conversa tenho que fazer. – ele indicou a porta com as mãos pra que saíssemos – Duas semanas e ela tem que estar apaixonada e não você. – ele jogou na minha cara.

Me levantei com raiva.

- Então é isso? – levantei os braços pro alto e bati com força na lateral do corpo – Eu ainda tenho que manter essa maldita aposta obrigado? – quase gritei. Ele apenas assentiu com um rosto sem feição alguma. Rosalie ria baixinho. – Então eu me demito Sr. Carlisle Cullen! Eu estou fora da porra da aposta e da sua empresa!

Rosalie e Emmet fizeram uma cara de espanto, como se eu estivesse fazendo a maior merda da minha vida. E estava mesmo.

- Você não pode se demitir! – meu pai sorriu com ironia.

- Ah é? E por quê? – perguntei irritado.

- PORQUE EU SOU SEU PAI E SEU CHEFE! E COMO TAL NÃO ADMITO! NÃO Admito! – ele gritava a plenos pulmões – Não vou deixar você se afundar por causa de uma mulherzinha qualquer Anthony. Isso vai acontecer quando eu morrer. Entendeu? – ele continuava gritando.

- Não. Fala. Assim. Dela! – falei entre os dentes apontando pra ele com meu indicador.

Nesse momento Emmett já estava ao meu lado segurando meu ombro pra que eu não desse um soco na cara do meu próprio pai. E acredite, eu estava quase chegando nesse nível de irritação.

- Ela é como qualquer outra Anthony! – ele se sentou de novo parecendo mais calmo.

- Não ela não é pai! Você não a conhece! – passei a mão pelos cabelos derrotado – Você não sabe o que é isso não é? Você jogou fora sua única oportunidade pai! – ele me olhava confuso – Minha mãe amava você e você jogou fora a toa. Eu não vou jogar o amor que sinto por Bella fora porque você quer Carlisle. Não vou! Você pode me manter forçado na empresa, mas eu não vou pegar essa conta suja. – me levantei e fui em direção a porta.

- Edward Anthony Cullen se você sair por essa porta... – o resto eu não ouvi, porque sai daquela sala e fui em direção a minha.

Eu andava de um lado pro outro exasperado. Eu tinha que resolver isso.

Fui até a sala de Rosalie. Dei duas batidas na porta e ela mandou que eu entrasse.

- Vim te falar uma coisa, mas não me irrite Rosalie, senão eu juro que desconto em você! – falei antes de mais nada.

- Ui! Fiquei com medinho agora! – ela ria mordendo a tampa de uma caneta. Eu a fuzilei com os olhos e ela ficou séria – Desculpa, fala! – ela se ajeitou na cadeira.

- Independente do que meu pai falar a conta é sua. Eu não a quero. Pode pensar no que você vai fazer, se quiser eu até te ajudo, dou umas ideias, mas ela é sua. A responsabilidade e os créditos vão ser seus, ok?

- Mas o papai... – a interrompi.

- ESQUECE O QUE ELE DISSE ROSALIE! – gritei – Ele quer que eu assuma a conta, mas eu não vou assumir, com aposta ou sem aposta. Entendeu ou você quer que eu desenhe?

Ela me deu a língua e eu sai.

Eu precisava me acalmar. Eu precisava dela.

Olhei o relógio e já era 11:30 da manhã. Pelo menos não demoraria muito pra vê-la, mas eu tinha que falar com ela agora.

Peguei meu telefone e disquei seu número.

- Edward? – ela atendeu. Aquela voz na hora acalmou meu coração. Fui atingido por uma onda de paz que se eu não estivesse sentado na minha cadeira teria caído derretido no chão.

- Oi meu amor! Como você está? – perguntei.

- Bem e você? – ela retrucou.

- Bem também. – tive que mentir.

- Não, não está! – ela riu – Eu te conheço Edward. Já fui sua amiga e sua namorada. Sei que você não esta bem. – tão linda se preocupando comigo.

Aquelas suas palavras me lembraram do nosso status. Tinha que resolver isso também.

- Problemas no trabalho. – menti parcialmente.

- Se quiser conversar vou adorar ouvir.

- Eu sei que sim! – falei – Vamos almoçar aonde? – mudei de assunto. Era melhor.

- Não sei. Alice quer ir no japonês. Tudo bem? – ela perguntou.

- Por mim sim...nos vemos meio dia lá? Tenho que desligar. – eu precisava fazer uma coisa antes de vê-la no almoço.

- Tudo bem! Te amo! – ela disse.

- Também te amo! - nos despedimos e eu desliguei.

Tive uma ideia e liguei pra Jasper.

- Onde você está? – perguntei pra ele.

- Bom dia né! – ele riu – Estou na gráfica. Você que pediu. Não lembra? – ele perguntou.

- Claro, desculpe. É que meu dia já começou mal. – falei massageando minhas têmporas – Vamos naquele japonês famoso, as meninas marcaram meio dia.

- É eu sei! Alice me disse. Nos vemos lá! – ele parecia querer desligar.

- Jazz? Pode fazer uma coisa comigo? – perguntei.

- Claro irmão! O que é? – ele quis saber.

- Me encontre na 5ª avenida e você saberá. Estou indo pra lá. – nos despedimos e eu desliguei.

Peguei meu paletó e sai da empresa. Fui até a 5ª avenida andando, já que não era tão longe assim.

Comprei um café e depois de alguns minutos, que pra mim me pareceu horas, Jasper chegou.

- O que vamos fazer? – ele perguntou.

- Preciso comprar um anel! – falei andando e ele parou. Ele fez uma cara muito engraçada que eu não sei nem descrever. Era um misto de horror, espanto e sei lá o que.

- Ow! Ow! Ow! Não esta indo rápido demais cara? – eu ri.

- Jazz...não vou pedi-la em casamento...é mais como um compromisso. Vou pedi-la em namoro e quero que ela tenha algo pra olhar e saber que eu pertenço a ela. Entendeu?

- Caralho! Tu me deu um susto! – ele relaxou e riu – Num faz mais isso não cara! – ele levou a mão no coração e eu ria cada vez mais.

- Tinha que ver sua cara...foi hilário! – ele me deu um soco no ombro fingindo estar com raiva.

- Será que ela vai gostar? Não vai pensar que você esta indo rápido demais? – ele perguntou com cautela.

- Jazz, eu conheço Bella desde os 16 anos. Ela era minha amiga antes de percebermos que nos amávamos. Eu acho que nunca deixei de gostar dela...

- Então? Vamos lá comprar um anel. – ele me empurrou pra que andássemos mais rápido.

Fomos a Tiffany & co. Eu queria algo especial, mas que não a assustasse quando ela visse. Não queria que ela fizesse a mesma cara que Jasper. Então não podia ser um solitário de diamantes.

Entramos e uma mulher muito simpática nos atendeu. Ela até era bem bonita, mas não me enchia mais os olhos. Em outra época faria tudo pra pegá-la depois que ela saísse da loja.

Expliquei a ela que queria um anel, mas que não fosse nem aliança e nem pra noivado, que simbolizasse mais um compromisso.

Eu me apaixonei pelo primeiro anel que ela me amostrou. Ele era lindo. Em ouro branco e amarelo. Parecia uns ramos de folhas tramadas e cravadas de diamantes. Ficaria perfeito no dedo delicado de Bella.

Liguei pra Alice e perguntei qual o número mais ou menos do anel de Bella. 13 – ela disse. Eu informei a vendedora e ela colocou naquela famosa caixinha azul turquesa.

Saímos da Tiffany e fomos direto pro restaurante japonês. As meninas e Emmett já estavam lá.

- Onde vocês estavam? Estou morrendo de fome! – Alice disse batendo o pé e os braços cruzados ao redor do peito.

- Calma docinho, foi um bom motivo. Né Edward! – Jasper me cutucou, mas eu não estava nem prestando atenção no que acontecia ao meu redor.

Meus olhos estavam grudados nos dela.

Me aproximei dela como se um imã nos aproximasse. Ela tomou a iniciativa e colou seus lábios nos meus. Passou os braços pelo meu pescoço e podia jurar que ela estava na ponta dos pés pra me beijar. Passei meus braços pela sua cintura e a ergui sem descolar meus lábios dos dela.

- Estava com tanta saudade! – ela disse enquanto passeava com a ponta do meu nariz pela linha da minha mandíbula.

- Eu também! – coloquei minha mão por baixo dos seus cabelos e a puxei pra mais um beijo – Amo você! – sussurrei no seu ouvido.

- Eu também! – ela moveu apenas os lábios.

- Esta com muita fome? – perguntei na esperança de ela dizer não.

- Um pouco. Por quê? – ela perguntou desconfiada com um sorriso no rosto.

- Vem comigo! Preciso te dar uma coisa! – ela assentiu. Eu fui à mesa e avisei aos nossos amigos pra que pedissem logo e que já voltávamos.

- Aonde vamos? – ela quis saber.

- Não sei! Só quero ficar com você! – eu disse.

Andamos uns dois quarteirões e chegamos na minha cobertura. Eu sabia que estávamos perto dela e depois teria que agradecer mil vez a Alice por ter escolhido exatamente aquele japonês.

- Estou vendo segundas intenções! – ela riu quando passamos pela portaria.

- Eu juro que não tenho! – falei quando entramos no elevador.

Eu realmente não tinha pensado em sexo. Só queria dar o anel a ela e pedir pra ela ser minha.

Entramos e a guiei até o sofá.

- O que estamos fazendo aqui se você não tem segundas intenções? – ela mordeu o lábio.

Ela não devia fazer isso, ou então minha boa intenção ia embora.

Balancei a cabeça pra afastar pensamentos impuros e me concentrei no que queria dizer a ela.

Me sentei no sofá ao seu lado, me sentando de frente pra ela e peguei suas mãos com as minhas.

- Bella! Sei que pra algumas pessoas pode parecer estranho, mas eu amo você, acho que sempre amei, desde quando cheguei a Forks e te vi com aquela parka amarela horrorosa que voce usava no 1º ano. – nós rimos – Eu sempre soube que voce era especial pra mim e quando começamos a namorar me senti o garoto mais sortudo do mundo por ter você ao meu lado. Eu fui estúpido, idiota de ter jogado o que tínhamos fora, eu te amava tanto...você me amava tanto e mais uma vez te peço perdão pelo que te causei com a minha inconseqüência. – ela ia falar mais eu não deixei – Eu quero ter aquela sensação de novo. A sensação de ser o cara mais sortudo do mundo. Eu quero você comigo. Poder dizer pra todos que me perguntarem que você é minha e seu sou seu...você namora comigo de novo? Prometo ser responsável e amar você todos os dias. – ela me olhava com os olhos arregalados e marejados.

Por um momento me arrependi de tudo o que falei. Será que ela não queria? Que ela não gostou do que eu falei?

E então quando ela colou seus lábios nos meus com tanta força que me fez cair deitado no sofá, toda minha insegurança se esvair.

- Eu te amo Edward! – ela tinha seu corpo colado no meu. Suas pernas roçando na minha virinha e seus seios imprensados contra o meu tórax.

Cara! Ela tava com um vestido tão colado no corpo que suas curvas começaram a me chamar.

Eu comecei a explorar seu corpo com as mãos enquanto ela me dava um beijo apaixonado.

- Eu também te amo, mas você esta gostosa demais nesse vestido. Acho que não vou resistir! – dei um sorriso torto.

- Edward...eu estou faminta! – ela riu enquanto minhas mãos subiam seu vestido – Vou acabar me atrasando e Tânia vai me matar.

Então eu lembrei do anel.

- Ok, ok! Eu te solto! – ela tentou se levantar, mas eu a segurei – Mas...você tem que dormir comigo essa noite.

- Uhmm.. – ela colocou a mão no queixo e fingiu que estava pensando. – Acho uma troca justa. – ela me deu um selinho – Eu venho!

Eu a soltei e ela se levantou, ajeitando o vestido.

- Tenho uma coisa pra te dar! – falei me sentando no sofá. Quando ela acabou de ajeitar o vestido eu a puxei pra que ela sentasse.

- Me dá! - Ela esticou a mão e deu uma risada.

Eu me ergui um pouco e puxei a caixinha do meu bolso. Quando coloquei na sua mão ela fez um pequeno "oh!" com a boca e me olhou confusa.

- Calma, não é o que você esta pensando! – brinquei – É um http: / fashion4everus. files. wordpress. com /2010 /02 / 1c2bf9844424aa2d480a7631b09c . jpg anel de compromisso...er...do nosso namoro...assim, toda vez que você olhar vai lembrar que eu sou seu e você é minha... – dei um selinho nela – Abra!

- Eu não preciso de um anel pra saber que sou sua Edward! – ela estava séria quando abriu a caixinha.

- Se você...não...er...não precisa usar...se não quiser! – falei sem graça.

- Ele é lindo! – agora seus olhos brilhavam quando ela pegou o anel.

Eu cocei a cabeça. Estava realmente confuso. Ela queria ou não queria o anel?

- Coloca? – ela me passou o anel e levantou o anelar da mão direita.

Eu peguei o anel da mão dela e coloquei em seu dedo. Segurei suas duas mãos e dei um beijo em cima do anel e depois dei um beijo no anelar vazio da mão esquerda.

- Um dia eu vou colocar um anel aqui também! – falei olhando nos seus olhos e ela corou.

Nos beijamos apaixonadamente até o meu estômago lembrar que precisávamos de comida.

- Acho melhor nós irmos! – falei contra seus lábios – Ou só vamos sair daqui depois que eu ter você.

Ela sorriu e se afastou, mas uma vez ajeitando o vestido e a faixa que estava na sua cintura.

O caminho de volta ao restaurante fizemos de mãos dadas.

Como a vida é engraçada. Se alguém me perguntasse há duas semanas atrás se eu andaria de mãos dadas com uma garota nas rua de Nova Iorque minha resposta com certeza seria "nem fudendo!".

Hoje andando ao lado da garota que eu amo, e de mãos dadas com ele, eu tenho vontade de gritar pra toda Nova Iorque que eu a amo.

Ironia? Nem um pouco né!

Chegamos ao restaurante e nossos amigos já almoçavam. Não devíamos ter demorado nem 40 minutos no meu apartamento.

Me sentei na frente de Bella, ao lado de Jasper e ela de Alice. Fizemos nossos pedidos e depois de poucos minutos nosso prato chegou.

Pude ver quando Alice segurou sua mão pra olhar o anel e ela corou com vergonha. Kate e Alice soltavam uns sons engraçados e falavam algumas coisas que eu não entendi muito bem porque estava hipnotizado por ela.

Comemos e agora vinha o pior. Cada um seguir uma direção.

- Que horas posso passar na Vogue pra te pegar? – perguntei a ela enquanto nossos corpos se moldavam em um só.

- Se importa se eu encontrar você no seu apartamento? – ela disse com vergonha – Vou passar em casa...pegar umas coisas pra amanhã. – sorriu.

- Promete que não demora? – fiz um bico.

- Bobo! – ela apertou meu bico com seu polegar e o indicador e logo depois me deu um beijinho.

- Temos que ir Bella! – Alice disse a alguns metros de nós ainda abraçada a Jasper – Emprego. Tânia. Pescoço. Lembra?

Tivemos que rir.

- Até daqui a pouco! – ela disse me soltando do abraço.

Eu peguei sua mão e beijei o anel.

- Vou te esperar ansiosamente. – e então ela se foi.

Eu, Jasper e Emmett voltamos pro trabalho. Esperava sinceramente não ter que encontrar com meu pai. Meu humor tinha mudado consideravelmente e não queria que ele estragasse.

As horas se arrastaram parecia até que elas sabiam que eu queria que elas voassem. Olhava o relógio de meia em meia hora.

E finalmente deu o horário de sair.

Fui pra casa, tomei um banho, abri meu melhor vinho e fiquei esperando ela chegar.

- Bella POV:

- OMG! O. que. É. isso? – Kate quase gritou assim que os meninos foram embora quando pegou minha mão pra ver o anel.

- Um anel da Tiffany! – Alice deu de ombros e nós rimos da lógica dela.

Ai eu pensei! Como ela sabia que era da TIffany se eu não tinha falado.

- Hey! Você sabia? – perguntei a ela fingindo indgnação.

- Ele me ligou pra pedir seu tamanho. – ela deu de ombros de novo.

Baixinha irritante!

- Devia ter me contado! – a empurrei com o ombro enquanto andávamos – Eu sou sua amiga e não ele! – brinquei.

- Edward é tão romântico quanto Jasper! – ela suspirou – Emmett é romântico Kate? – nós olhamos pra ela.

- Eu não quero romance minhas amigas! Eu quero pegada! – ela deu uma gargalhada – E isso ele tem!

Ficamos o caminho todo conversando sobre nossos respectivos namorados e suas qualidades, românticas ou não.

Quando cheguei no trabalho estávamos 5 minutos atrasadas.

Anne entrou correndo na minha sala.

- Tânia...quer...falaaar...com você! – ele ofegava provavelmente de tanto que correu.

- Respira Anne! Qualquer dia desse você enfarta com 23 anos. – brinquei com ela.

Ela saiu correndo da minha sala de novo.

Olhei meu anel. Meu anel de compromisso. Nunca pensei que Edward faria uma coisa dessas. Ele realmente me surpreendeu. Era tão lindo e eu podia imaginá-lo quebrando a cabeça pra encontrar algo que me agradasse.

Meu telefone tocou.

- Isabella Swan! – atendi.

- Swan, minha sala em 1 minuto! – Tânia desligou na minha cara.

Olhei o relógio e percebi que tinha perdido 10 minutos admirando meu anel desde que Anne veio me chamar!

Uma palavra: FUDIDA! Era o que eu estava.

Não vai me abalar! – eu pensava enquanto rodava o meu anel com os dedos da mão esquerda.

Bati na porta com cuidado e ela mandou que eu entrasse.

- Mandou me chamar Tânia? – perguntei. Pergunta idiota...lógico que sim.

- Há duas horas atrás eu mandei te chamar Isabella. Por favor, quando te chamar venha no mesmo instante. – ela nem olhou pra minha cara.

Eu assenti.

- Vá a Hermés e pegue os lenços que encomendei pra próxima capa.

Tive vontade de gritar: ISSO NÃO É MEU TRABALHO!...mas graças a Deus consegui me conter.

- Mais alguma coisa? – perguntei por desencargo de consciência mais me arrependi.

- Tem sim honey! – Urgh! Respira! – Vá com o motorista pegar Sweet no pet shop. – ela disse e virou pra janela, ou seja, CAI FORA!

Pegar cachorro no pet shop? Ela só podia estar me zuando!

Pra onde mais ela queria me humilhar? Daqui a pouco estava lavando banheiro.

Sai do prédio e fui andando até a Hermés, que era relativamente perto e se fosse de caro só ia pior meu humor com o trânsito de Nova Iorque.

Cheguei lá eram 3 caixas enormes de lenços e eu me arrependi amargamente de não ter ido de carro.

Pra completar meu celular tocou. Coloquei as caixas no chão, toda atrapalhada é lógico e cacei o celular na bolsa.

É claro que eu tinha que atender porque podia ser a "coisa" pra me explorar mais um pouquinho.

Atendi sem olhar o visor.

- Alô? – minha voz saiu alta de mais e fiz questão de ser grossa, caso fosse minha querida chefe.

- Problemas? – Edward perguntou.

Alívio!

- Me desculpe pelo que vou falar, mas eu realmente odeio a sua madrasta. – falei.

- Se quer um consolo...eu também. – nós rimos.

- Esta na rua? – ele quis saber.

Olhei as caixas e depois o relógio, 4:30. Merda, merda, merda...tinha que estar na Vogue em 5 minutos.

- Tenho que ir Ed! – desliguei antes dele se despedir e peguei aqueles trambolhos. Voltei praticamente correndo pra Vogue.

Coloquei as caixas com força na mesa de Anne, chegou a fazer um barulho alto.

- Anne, avise a co...Tânia que os lenços estão aqui. – avisei a ela. – Vou pegar a bosta do cachorro.

Sai do prédio e fui até a garagem. Ia com meu carro mesmo, porque depois poderia ir pra casa.

Peguei o cachorro no pet e levei até a casa de Tânia.

Graças a Deus somente uma empregada me viu. Pedi que avisasse a Tânia que o cachorro havia chegado e fui embora.

Cheguei em casa as meninas já estavam lá.

- Onde você estava? – Alice perguntou preocupada. – Te liguei feito uma louca depois que saímos do trabalho e você não atendeu.

Olhei meu celular e tinha 15 chamadas perdidas. 10 de Alice, 2 de Kate e 3 de Edward.

Contei pra ela o que Tânia me mandou fazer depois do almoço.

- Aquela vaca! – Kate falou irritada.

- Tem horas que penso em jogar tudo pro alto! Ahhh eu a odeio tanto! – passei a mão pelo cabelo frustrada.

- Amiga, é só mais uns dias, logo ela vai embora lembra? – Alice tentava me confortar.

- Coitada de quem trabalha na filial de Paris. – Kate riu e eu e Alice a seguimos.

- Bom, vou subir e me arrumar. – me levantei do sofá – Vou dormir com Edward hoje.

Depois ouvir várias piadinhas delas eu subi e me tranquei no meu banheiro. Era o único lugar da minha vida que eu não permitia que Tânia entrasse.

Meu celular tocou, era Edward. Não atendi porque estava sem graça de falar com ele por ter sido grossa e desligado na sua cara. Deixaria pra pedir desculpas pessoalmente.

Coloquei uma lingerie rosa e uma roupa básica.

Coloquei algumas roupas na minha mala de mão da Louis Vuitton. Uma roupa pra trabalhar amanhã, uns dois conjuntos a mais de lingerie e meu pijama.

Fui até o banheiro e peguei minhas coisas de higiene pessoal.

Desci, me despedi das meninas e fui pro apartamento de Edward.

- Edward POV:

Porra! Bella estava me deixando maluco!

Porque ela não atendia o celular? Ou simplesmente chegava logo?

Eu já tinha bebido uma garrafa de vinho sozinho de tanta aflição.

Liguei pra Domino's e pedi uma pizza. Estava morrendo de fome e Bella provavelmente também estaria.

A campainha tocou depois de alguns minutos, eu peguei minha carteira e fui atender.

Mas não era pizza, era Bella.

Ela estava linda de azul, segurava uma bolsa na mão e uma outra só que menor no ombro.

- Me desculpe? – ela pediu e depois mordeu os lábios.

- Do que exatamente você está se desculpando? – perguntei tentando parecer sério.

- Por desligar na sua cara...e por não te atender...eu realmente estava ocupada. A Tânia... – a beijei.

Estava cheio de saudade dela e a última coisa que eu queria era falar de Tânia.

A puxei pra dentro do apartamento com meus lábios ainda nos seus e fechei a porta atrás de nós.

Ela largou as duas bolsas no chão e eu a peguei no colo.

- Quase 24hs sem seu corpo! Acho que estou enlouquecendo. – falei enquanto me sentava no sofá com ela no meu colo.

- Então eu também estou! – ela puxava meus cabelos com força e eu beijava seu colo acariciando seus seios por cima da blusa.

Tirei o suéter azul que ela usava e comecei a desabotoar alguns botões da sua blusa branca, mas a campainha tocou.

- Está esperando alguém? – ela me perguntou fechando os botões que eu tinha aberto e procurando seu suéter.

Devia ser a pizza, mas ela tinha que chegar logo agora?

- Pedi uma pizza pra gente. Tudo bem? – perguntei tirando ela do meu colo e me levantando. Ela assentiu.

Peguei minha carteira que agora estava jogada perto da porta e atendi.

Era realmente a pizza.

Sentamos em volta da mesa de centro, abri outro vinho e comemos a pizza. A minha preferida mussarela de búfala e parmesão.

Bella me ajudou a colocar as coisas de volta na cozinha e voltamos pra sala, sentando abraçados no sofá.

- Porque não me atendeu hoje? – perguntei com medo que ela me achasse um chiclete.

- Me desculpe. Tânia mandou que eu fizesse umas coisas na rua e que por sinal não faz parte do meu trabalho...ah! Não quero falar sobre isso. – podia ver que ela estava frustrada.

- Você não gosta do seu trabalho? – perguntei com cautela.

- Eu amo meu trabalho! Não gosto da minha chefe! – ela riu.

- O que você quer fazer agora? – brinquei com seus cabelos.

Ela levou a ponta dos seus dedos até o cós da minha bermuda e meus músculos se contraíram com aquele contato.

- Eu sei o que quero fazer, mas e você? O que você quer fazer agora? – suas mãos já estavam dentro da minha bermuda, mas sem me tocar.

- Bella... – ela me cortou.

- Diz Ed...o que você quer de mim...e eu faço. – ela me olhou cheia de luxúria.

- Qualquer coisa? – tava gostando dessa brincadeira. Ela mordeu o lábio e assentiu. Então eu tive uma ideia. Lembrei na hora de quando ela dançou pra mim no dia em que nos reencontramos, aqui nessa mesma sala. Ela disse qualquer coisa, não disse? – Dança pra mim! – sussurrei no seu ouvido – Como naquele dia depois da Marquee.

Ela escondeu o rosto no vão do meu pescoço e começou a rir.

- Você disse qualquer coisa! – a lembrei.

- Ahh meu Deus! Não acredito nisso! – ela ria.

Ela se levantou e foi até o aparelho de som, procurou um cd e colocou a mesma música daquele dia.

Ciara feat. Justin Timberlake – Love Sex Magic

- Bom, eu realmente disse qualquer coisa, então... – ela tirou o suéter. – Vou fazer isso pra você.

Ela começou a mover seu quadril de uma forma sensual, só aquilo já estava me deixando doido. Ela ficou a centímetro de mim e jogou o suéter no meu rosto.

Tirei do meu rosto e dei um sorriso safado pra ela.

Ela continuou dançando de costas pra mim e eu podia imaginar que ela estava desabotoando a blusa.

Ela parecia uma deusa. As pernas entre abertas, balançando os quadris, com aqueles longos cabelos castanhos cacheados se movendo de um lado pro outro junto com seu quadril.

Vi quando ela tirou os sapatos azuis com os próprios pés e então ela se virou pra mim.

Porra! Ela fez e propósito...ela estava de rosa. Sorri ao imaginar que com certeza ela colocou pra me agradar.

Ela afastou a blusa do corpo, mas não a tirou. Chegou perto de mim de novo e jogou a blusa branca no meu rosto.

Ela alisava o colo e os seios com a palma das mãos. Essa mulher sabia como me ganhar. Ela estava literalmente me enlouquecendo.

Ela parou de dançar e desabotoou a calça, a tirando em seguia. Arfei ao ver aquela calcinha rosa minúscula.

Ela veio andando na minha direção só de calcinha e sutiã e se inclinou até mim. Uma mão pousou na minha coxa e a outra ela acariciou minha ereção. Joguei minha cabeça pra trás em resposta aquele prazer.

- Esta gostando Ed?– ela sussurrou sedutoramente no meu ouvido. Senti todos os pêlos do meu corpo se arrepiarem.

- Não vou gostar nem um pouco se você parar! – falei rouco por conta do tesão.

Ela desabotoou e tirou minha calça. Eu apenas me ergui pra ajudá-la.

Achei que ela fosse me beijar, mas ela se afastou e levou os braços as costas ainda rebolando e me deixando maluco.

Ela tirou a porra do sutiã. Ok, pra mim a brincadeira acabou!

Me levantei pra ir na sua direção, mas ela me parou.

- Senta! – ela ordenou e aquilo a deixou ainda mais sexy. O que eu podia fazer...sentei.

Ela percorria seu próprio corpo com suas mãos, apertava seus seios, enfiava a mão por baixo dos cabelos os puxando, mordia ou chupava uns dedos, mas foi quando ela colocou a mão dentro da calcinha, mordeu os lábios e fechou os olhos...que eu perdi o controle.

Fui rápido enquanto ela estava de olhos fechados, a peguei no colo e a joguei no sofá.

- Não estava gostando? – ela fez uma falsa cara de triste.

- Demais...mas é que se você continuar vou gozar onde não quero! – falei roçando meus lábios no seu mamilo.

- E onde você quer Ed? – ela gostava de me provocar.

- Em você Bee! Dentro de você! – respondi.

Abaixei minha boxer, afastei sua calcinha e a penetrei com força. Nem me dei ao trabalho de tirar a blusa.

Não duramos muito, quando senti Bella me apertar e seu corpo tremer em baixo do meu naquele sofá, meu orgasmo chegou logo em seguida.

Só que me lembrei que estávamos sem camisinha, tive que fazer uma coisa que eu detesto...gozar fora e ainda por cima sujei a barriga dela.

- Me desculpe por isso! Esquecemos a camisinha! – eu disse sem jeito.

- Tudo bem! – ela me deu um selinho – Vamos tomar um banho?

Eu me levantei e a puxei comigo.

Tomamos um banho – depois de mais uma sessão de sexo loucura no chuveiro, ela colocou um short pra dormir que mais parecia uma calcinha e nos deitamos.

Eu senti uma vontade enorme de contar pra ela da aposta, mas eu tinha muito medo de mesmo ela sabendo que eu abandonei se sinta usada e me perdoe.

- Bella? – a chamei. Ela estava deitada no meu peito e eu fazia carinho nos seus cabelos.

- Humm? – ela devia estar quase dormindo.

- Eu tenho uma coisa pra te falar! – eu não ia ter coragem de contar, o medo falava mais alto.

- O que é Ed? Pode falar! – ela disse calmamente se aconchegando em mim.

Perdi a coragem. Não podia perdê-la. Eu não ia falar, não agora.

- Você confia em mim? – perguntei.

- Confio, por quê? – ela levantou a cabeça e me olhou.

- Por nada só quero que você confie em minha e nunca duvide que eu te amo, ok? – pedi.

- Edward você está me assustando! – ela se sentou na cama.

- Promete que irá confiar em mim? – eu pedi.

- Eu já te prometi isso, não foi? – ela pousou sua mão no meu rosto e eu fechei meus olhos. – Eu te amo Edward, sempre amei e nada nem ninguém vai mudar isso.

- Obrigada! – segurei seu queixo pra que ela me olhasse nos olhos e visse minha sinceridade.

- Pelo que? – ela ainda me olhava nos olhos.

- Por você me perdoar e ser minha de novo. – toquei seus lábios com os meus.

Ela deitou e se aninhou em mim novamente.

- Te amo Bee!

- Também te amo meu bobinho! – ela beliscou minha barriga.

Minutos depois estávamos os dois mergulhados num sono profundo.