- Bella POV:
Acordei com os dedos de Edward passeando pelo meu braço.
Por um momento fiquei assustada em saber que ele acordou antes de mim, mas depois a sensação de calor dos seus dedos me fez relaxar.
- Que horas são? – perguntei me espreguiçando.
- 8:30.
- Uhmmm...porque não dormimos mais um pouco? – pedi.
- Porque a senhorita tem compromisso. – ele falou.
- Tenho? – o olhei e levantei umas das minhas sobrancelhas.
- Tem. – ele sorriu e nos levantou da cama.
Ele foi até seu closet e colocou uma calça por cima da boxer.
- Venha, vamos tomar um café comigo. – ele esticou sua mão e eu a peguei.
Descemos e ele ligou sua super engenhoca que ele tinha de fazer café. O nome era italiano, o café forte demais, mas ele amava.
- Sabe, devia ser proibido você andar por ai assim. – ele falou se sentando do meu lado em um dos bancos do balcão.
Foi então que eu percebi que estava de lingerie. Corei com vergonha e escondi meu rosto nas mãos.
- Jamais tenha vergonha de mim Isabella. – ele falou num tom sério – Se fosse permitido você andaria assim o dia todo, inclusive no trabalho... – nós rimos.
- Você é um pervertido! – eu dei um tapa no seu ombro e bebi um pouco do meu café.
- Você que me deixa assim. – ele sorriu e de repente ficou de pé. – Suba se vista que 10 horas você irá sair. – olhamos juntos o relógio na parede da cozinha, já eram quase dez horas.
- Posso saber pra onde? – perguntei.
- Já vai saber. – ele sorri.
Me levantei, dei um beijinho nele e fui até o quarto vestir minhas roupas.
Quando desci, ele me levou até a portaria.
- Uma limusine Edward! – quase gritei quando eu vi aquele imenso carro preto estacionado na frente do seu prédio.
- Não reclame, por favor! Faça por mim, ok! – ele pediu com sua testa na minha.
- Só por você! – eu o beijei e fui em direção a porta que o motorista mantinha aberta pra eu entrar – Só dessa vez também! – falei alto o suficiente pra que ele ouvisse da onde estava.
Ele sorriu e seus lábios se mexeram falando um "eu te amo" silencioso.
Estava nervosa e ansiosa por não saber onde estava indo, quando pensei em bater naquele vidro preto que me separava do motorista o carro parou.
- Chegamos senhorita Swan! – acho que foi o motorista que disse.
Quando abri a porta e sai estávamos na frente de um luxuoso SPA.
Você me paga Edward!
Mal entrei e uma mulher veio ao meu encontro.
- Isabella Swan? – ela me perguntou e eu assenti – Me acompanhe, por favor!
Eu fui atrás dela e começou o inferno.
Elas me fizeram todos os tipos de massagens, banho de ofurô com pétalas, com chocolate, com leite, com mel...e por ai vai.
Fiz as unhas dos pés e das mãos, todas pintadas num tom de branco transparente. Tratamentos de pele e estética.
Então finalmente me levaram pra um quarto enorme e super luxuoso e eu consegui tirar um cochilo.
Acordei com uma mão suave, pequena e macia me embalando. O que não estava me ajudando acordar e sim a dormir mais.
- Senhorita? Senhorita? – ela me chamava.
- Sim? – abri os olhos contra minha vontade.
- Está na hora de começar a se arrumar. Tome um banho, venho te pegar em 20 minutos. – e ai do mesmo jeito que ela entrou ela saiu, sem ser percebida.
Levantei e tomei um banho de chuveiro, já estava cansada de banheira. Experimentei de todos os tipos hoje.
Coloquei o roupão que eu estava antes e liguei a TV pra esperar que viessem me pegar.
Depois de poucos minutos bateram na porta. Eu atendi.
- Está pronta? – a mesma menina me perguntou. Eu assenti – Então vamos. Pierre te aguarda no salão.
Não me contive e tive que revirar os olhos.
Mas uma sessão tortura! – pensei.
Alice e Kate iam adorar isso aqui.
Pedi que ele não mexesse na cor e comprimento dos meus cabelos. Afinal eu e Edward gostávamos dele assim.
Ele me virou de costas pro espelho. Depois de longas horas, escova, chapinha, baby-liss e muito laquê uma mulher com estilo punk-rock veio fazer minha maquiagem. Depois de quase uma hora eu puder me olhar no espelho.
Uau! – foi à única coisa que eu podia pensar no momento. Meu penteado era simples, mas lindo e a maquiagem suave realçava meu rosto de uma maneira que eu nunca tinha visto.
Até que era possível eu ficar bonita.
A menina que sempre me acompanhava – Sam era seu nome – me levou de volta ao quarto e saiu dizendo que voltava em seguida.
Quando ela voltou tinha uma enorme caixa preta de bolinhas brancas com um enorme laço preto de cetim em cima.
- O Sr. Cullen mandou que te entregasse na hora de se arrumar. A limusine te pegará as 6:30. – ela sorriu e saiu do quarto.
Me sentei no centro da cama e coloquei a caixa na minha frente.
Tinha um par de sandálias, uma calcinha rosa com renda preta, uma caixinha azul – que quando abri vi que tinha um par de brincos com enormes diamantes pendurados, um vestido rosa bem suave de cetim que devia ser longo, porque precisei ficar de pé pra tirá-lo de dentro da caixa.
Estendi o vestido na minha frente e ele era magnífico, eu nem precisava ver a etiqueta pra saber que era um Versace. Tinha visto uma foto dele na edição do mês passado da Vogue. Ele era transpassado na frente, tinha um decote frontal que deixava todo meu colo a mostra e nas costas o enorme decote deixava minhas costas praticamente nua.
Olhei a caixa de novo e vi uma folha de papel. Abri e comecei a ler.
"Meu amor, posso imaginar sua feição de espanto nesse momento. E acredito que você deva estar pensando que eu sou louco. E sou. Por você! Espero que use tudo pra mim essa noite. Quero que todos vejam a mulher incrível que tenho ao meu lado e como você é linda.
Mal posso esperar pra vê-la.
Com amor, EC".
Sorri como uma idiota praquele pedaço de papel.
Tirei o roupão, coloquei a calcinha e peguei o vestido cuidadosamente, o desligando pelo meu corpo. Calcei as sandálias e coloquei os brincos.
Fui olhar o produto final no espelho.
Não posso negar. Ficou maravilhoso. Donatella fez esse vestido exclusivamente pra mim.
Ele se ajustou ao meu corpo, mostrando todas as minhas curvas. Ficou justíssimo e do joelho pra baixo ele se abria formando uma pequena calda. Olhei as costas e o decote era tão grande que dava pra ver as covinhas nas minhas costas.
Fiquei com vergonha de aparecer assim em público, mas faria por Edward.
Bateram na porta e eu mandei que entrasse.
- Devo dizer que a Srta. está belíssima. – Sam me disse e eu agradeci. – O motorista já lhe aguarda lá fora.
Quando sai do quarto me arrependi. Onde eu passava que tinha gente, seus olhos ficavam grudados em mim. Talvez pela falta de pano no meu corpo.
- Boa noite! – cumprimentei o motorista – Como é seu nome? – perguntei a ele. Precisava de um favor.
- Roberto senhorita! – ele me respondeu.
- Me chame de Bella. – sorri pra ele. – Preciso de um favor, será que temos tempo?
Ele olhou no relógio em seu pulso.
- 10 minutos senhorita. – revirei os olhos. Não ia adiantar mandar ele me chamar de Bella, ia?
- Ok, Roberto! Vamos a minha casa! – lhe dei o endereço e depois de alguns minutos estávamos lá.
Subi correndo no ritmo que o salto me permitia e bati na porta. Tinha deixado minhas chaves no SPA junto com minhas roupas e minha bolsa.
- OMG! – Alice exclamou quando me viu – KATE TEM UMA DEUSA NA NOSSA PORTA! – ela gritou.
- Oi Ali. Estou com muita, muita pressa. – subi correndo até o meu quarto e peguei minha bolsa de festa Valentino que ficava perfeita com o meu Versace.
Coloquei dentro dela minha dinheiro, meus cartões, documento e um gloss. Meu celular estava na casa de Edward.
Alice entrou no meu quarto e eu pude ver com ela estava linda num vestido longo vermelho, cabelos soltos caídos em cachos e maquiagem em tons de nude.
- Olha só quem é a deusa! – apontei pra ela.
- Não sou eu que estou de Versace amiga. – ela disse.
- Mas mesmo assim esta linda. – respondi.
Olhei no relógio e faltavam 3 minutos pra sete. Considerando que Edward mandou que me pegassem as 6:30, eu estava mega atrasada.
Kate entrou no quarto e sua reação foi a mesma que Alice.
- Amiga! Não vai ter diamante que te ofusque hoje! – ela brincou.
Kate estava maravilhosa num vestido branco calado no seu corpo, com as costas de fora assim como as minhas e os cabelos presos. Olhando bem...até que estávamos parecidas.
- Vocês estão lindas. Amo vocês, mas eu tenho que ir. Nos vemos lá – sai do apartamento e voltei correndo pra limusine.
Depois de alguns minutos o carro parou e a porta se abriu.
- Chegamos Srta. Swan. – Roberto me avisou.
Estávamos parados na frente a um dos hotéis mais luxuosos de NY. O Ritz Carlton.
Puxei uma coragem que eu nem sabia que tinha e entrei.
Um rapaz uniformizado veio até mim.
- Permita-me? – ele me estendeu o braço pra que eu passasse o meu pelo dele. E eu fiz.
Andamos alguns passos, passamos por uma enorme porta dourada e entramos num amplo salão decorado minuciosamente pra festa.
O salão era imenso. Tinha o teto alto, algumas mesas com aparelhos de jantar em cima e um espaço aberto entre elas, onde alguns casais dançavam. A música era bem agradável.
Um garçom me ofereceu champanhe e eu peguei, bebendo num gole só.
Eu precisava relaxar, estava uma pilha de nervoso.
Mas que merda! Cadê Edward?
Eu continuava parada no mesmo lugar onde o rapaz havia me deixado.
Quando olhei pra uma pequena bancada reconheci as costas do vestido de Kate. Amém Senhor!
Fui até ela.
- Kate? – a chamei. Ela se virou com um colar nas mãos.
- Bells! Olha que coisa mais linda! – me amostrou o colar. Era uma espécie de gargantilha de diamantes. – Pena que meu vestido não pede um colar. – ela fez um muxoxo e pegou um bracelete, o colocando no pulso.
- A senhorita quer escolher um? – a menina atrás do balcão me perguntou.
- Não obrigada! – respondi nervosa.
- Escolhe Bells! É legal! E eles são tão lindos! – os olhos dela brilhavam ao olhar o bracelete. – Pena que temos que devolver depois da festa. – fez outro muxoxo.
- Não quero K! Preciso achar Edward! – ai que vontade de roer as unhas.
- Eu o vi por ai em algum lugar! – ela ainda olhava o bracelete.
Ouvi uma garganta ser limpa e me virei. Esperava que fosse Edward.
Não era! Era um homem extremamente bonito que aparentava uns 40 e poucos anos., num smoking impecavelmente preto.
- Boa noite senhoritas! – ele nos cumprimentou.
- Boa Noite! – eu e Kate respondemos em uníssono.
Foi impressão minha ou a menina atrás do balcão se enrijeceu?
Ele estendeu a sua mão a mim e eu estendi a minha, mas ao invés de me cumprimentar com um aperto de mão, ele a beijou.
- O que uma dama como você faz sozinha nessa enorme festa? – ele perguntou quando soltou minha mão.
Corei.
- Na verdade não estou sozinha, estava procurando meu namorado. – sorri sem graça.
- Ah...Oh...era de se esperar que você tivesse um. – ele passou o braço pela minha cintura e me virou de novo pro balcão.
Kate parecia uma estátua de boca aberta ao meu lado.
- A propósito meu nome é Charlie Lewis. E o seu? – OMG! Ele é simplesmente o dono na Tiffany!
Quase surtei! Não sabia se era por ter uma pessoa tão importante ao meu lado ou se ela por ele ainda estar segurando minha cintura.
- Isabella Swan. – sorri.
Olhei pra trás a procura de Edward, mas nada.
- Vallery, meu anjo, pegue aquele colar pra Isabella. Uma dama como ele merece o melhor. – ele piscou pra menina atrás do balcão.
Ela entrou numa porta atrás das suas costas e alguns segundos depois ela voltou com uma caixa de veludo preta nas mãos.
Charlie a pegou de suas mãos e abriu na minha frente.
- Use-o, por favor! – ele pediu e abriu a caixa.
Eu quase cai pra trás quando vi o colar. Era lindo e tinha diamantes enormes nele.
Levei minha mão no peito como reação e vi que Kate tampava a boca com uma de suas mãos numa expressão de espanto.
- Permita-me? – ele ergueu o colar já aberto na minha frente. Eu assenti e virei de costa pra ele.
Não tinha como recusar aquele colar. Lembrei das palavras da Kate e fiz um muxoxo ao lembrar que teria que devolvê-lo no final da festa.
- Perfeito! Assim como você! – ele disse quando me virei de frente pra ele.
- Obrigada! – tenho certeza que estava corada num tom violento de vermelho.
Ficamos alguns minutos em silêncio. Na verdade foi constrangedor, já que Charlie quase me comia com os olhos.
Senti uma mão na minha cintura e me arrepiei. Meu corpo já conhecia aquele toque e o seu cheiro que me embriagou logo em seguida.
- Boa Noite Charlie! – Edward o cumprimentou com um aperto de mão.
- Boa noite Edward! – ele retribui o cumprimento, mas seu olhos caíram pra outra mão de Edward, a que estava na minha cintura. – Vejo que esta muito bem acompanhado. – ele sorriu.
- Sim! – Edward me olhou – Ela é minha namorada! – percebi que ele deu ênfase a minha.
- Oh sim claro! Você é um homem de muita sorte! – Charlie disse. – Tenho que receber alguns convidados. – ele pegou minha mão e a beijou – Foi um prazer Isabella.
- Igualmente Charlie. – sorri e ele saiu.
Procurei Kate, mas não a achei.
Edward soltou minha cintura e parou na minha frente.
Ele estava lindo! Vestia um smoking que provavelmente era de uma marca caríssima e um par de sapatos pretos envernizados impecavelmente. Os cabelos sempre bagunçados e a barba por fazer que me enlouquecia.
- Eu não o culpo por babar em você! Não tenho palavras pra dizer o quanto você está linda Isabella. – ele disse bem perto do meu ouvido, sua mão estava apoiada na parte nua das minhas costas.
- Obrigada! – pedi – Você também esta lindo!
- Mas eu discordo dele... – ele sorriu – Nem esse colar chega a altura da sua beleza.
- Você esta me deixando envergonhada! – falei sem graça.
- Não fique! – ele fez um carinho no meu rosto com seu polegar – Você está linda e é minha! Essa noite vai ser perfeita.
Então ele fez o que eu estava esperando desde que o vi.
Me beijou apaixonadamente.
- Você esta irresistível com esse vestido Bee! – ele sussurrou no meu ouvido. – Mas não vejo a hora de tirá-lo do seu corpo.
- Edward! – chamei sua atenção. Havia dezenas de pessoas a nossa volta.
- Venha, vamos sentar! – ele me puxou pra uma enorme mesa onde nossos amigos estavam, menos Emmett.
Cumprimentei a todos e nos sentamos.
- Toma! – ele me deu meu celular – Não gosto quando você fica sem ele. Não tenho como falar com você. – ele sorriu.
Eu peguei o aparelho e guardei em minha bolsa que estava em cima da mesa.
- Obrigada pelos presentes! – o agradeci.
Ele estava sentado muito próximo a mim, um braço ao redor do meu ombro e sua outra mão pousada na minha coxa.
- Depois você me agradece! – ele disse com a voz rouca no meu ouvido, fazendo meu corpo se arrepiar.
Emmett chegou à mesa, deu um beijo em Kate e falou alguma coisa no ouvido de Edward.
Ele se levantou e chamou Jasper.
- Já volto! Meu pai quer falar comigo...provavelmente é trabalho! – ele riu e me deu um beijo demorado.
Fiquei conversando com as meninas enquanto tomávamos champanhe.
Já tinham se passado horas de festa e nada de Edward. Fiquei me perguntando se de repente aconteceu alguma coisa e ele teve que ir embora sem avisar.
Eu estava aflita sem ele ao meu lado. Meu pé batia no piso de madeira do salão e se não fosse a música o barulho seria ouvido de longe.
Bebi mais uma taça de champanhe.
- Vai com calma Bells! Já pedi a conta de quantas taças você tomou! – Alice me disse.
- Eles já voltam! – Kate disse.
- Deve ter umas duas horas que Edward saiu gente! – soei meio desesperada. Meus pés batendo freneticamente no chão. Me levantei. Não agüentava mais ficar sentada. – Vou ao banheiro!
Eu não precisava ir ao banheiro, mas precisava sair daquela mesa, dar uma volta...ah! Sei lá.
Peguei minha bolsa e sai da mesa. Perguntei um garçom onde ficava o banheiro e ele me apontou a direção.
Quando entrei fiquei passada. O banheiro era mais lindo que o salão e eu me senti instantaneamente mais calma ali dentro.
Não me pergunte porque tenho essa "conexão" com banheiros.
Coloquei minha bolsa no balcão da pia e por um descuido deixei minhas coisas caírem no chão.
Quando peguei o último item da minha bolsa que ainda estava no chão, ouvi uma voz que não me era estranha atrás de mim.
- Isabella Swan? – me levantei e vi seu rosto conhecido.
- Edward POV:
Quando vi Bella parada na frente daquele balcão meu coração parou!
Eu tinha acertado nos presentes, ela tinha ficado maravilhosa.
Tão maravilhosa que o grande Charlie Lewis Tiffany babava em cima da minha garota.
Depois de ter colocado ele pra correr, beijei a boca mais gostosa do mundo.
Tudo o que eu queria era me sentar com ela e uma taça de champanhe, mas Emmett estragou meus planos quando disse que me pai me chamava pra tratar de negócios.
Graças a Deus as amiga de Bella vieram, ou então teria que deixá-la sozinha na mesa.
Me despedi de Bella e das meninas e Emmett nos guiou até uma sala fechada de reuniões.
Deviam ter uns 30 homens naquela sala incluindo meu pai e Charlie.
- Onde esta Rosalie? Ela não deveria estar aqui? – perguntei a Jasper. Ele deu de ombros e Charlie começou a falar.
Uma coisa estava me intrigando. Rosalie deveria estar ali naquela sala, já que ela era a principal responsável pela divulgação da nova coleção da Tiffany.
Não consegui prestar atenção em uma palavra que foi dita naquela mesa. Meus pensamentos estavam em Bella. No seu corpo, seus lábios pintados suavemente de rosa, aqueles buraquinhos nas suas costas...era melhor eu parar de pensar ou ficaria numa situação constrangedora.
Depois de algumas horas e muito blá, blá, blá a reunião acabou e eu fui fazer o que estava doido pra fazer, procurar Bella.
Cheguei a mesa com Jasper e Emmett, que logo sentaram. Bella não estava lá.
- Ela foi ao banheiro. - disse Alice.
Me sentei pra esperá-la e peguei uma taça de champanhe.
Vi quando meu pai me chamou do outro da lado do salão, levantei e revirei os olhos.
Noite difícil! – pensei.
Ele me apresentou o produtor executivo da Tiffany e ele me pediu que o acompanhasse até aquela sala que agora estava vazia.
Ele falava, falava e falava sobre a divulgação e eu apenas assentia.
Não estava mais entendendo porra nenhuma, até que me irritei.
- Thomas não é? – perguntei e ele assentiu. – Então Thomas, eu não vou fazer essa conta, será minha irmã. A procure pra resolver isso, ok?
Peguei e sai da sala.
Quando voltei ao salão em direção a nossa mesa, Tânia estava lá falando com Bella e por um momento vi animação da parte de Bella.
Como não quis interromper, fiquei olhando de longe.
Mas perdi o campo de visão quando meu pai apareceu na minha frente.
- Isabella continua linda...e muito simpática! – ele exclamou.
- Você falou com ela? – perguntei assustado com medo do que ele pudesse ter dito a ela.
Porque até hoje eu não tinha tido coragem de falar da maldita aposta pra ela.
- Calma Anthony! – ele bateu no meu ombro – Não disse nada que não deveria. Me acompanhe, por favor. – ele indicou o caminho com a mão.
Olhei pra mesa e Bella ainda falava com Tânia. Como ela tinha companhia achei melhor seguir meu pai.
E voltamos a bendita sala.
Já estava me perguntando se passaria a festa toda aqui.
- A conta é sua! – meu pai disse quando se sentou.
- Ehn? – quase gritei – Pai eu já falei que não quero...Rose já está até trabalhando nela... – ele me interrompeu.
- Já a avisei! – ele ficou sério – Eu não estou pedindo que você assuma a conta Anthony, eu estou mandando.
- Porque isso agora? – perguntei irritado.
- Porque você cumpriu sua parte. Isabella te ama...eu vi isso nos seus olhos e nas suas palavras...por tanto, a conta é sua. – ele deu de ombros.
- Como que eu cumpri minha parte se eu nem estava mais participando? – cuspi as palavras.
- Você realmente acreditou que eu tinha te liberado? – ele sorriu com sarcasmo.
Meu chão caiu. Só pensava em Bella e na sua reação.
- Porque pai? Porque fez isso? – perguntei derrotado – Você falou pra ela sobre a aposta? – perguntei com medo.
- Não, não contei. Na verdade, não tem necessidade que ela saiba. – ele respirou fundo – A conta é sua, estamos entendidos? Não vou mais pra Paris e isso significa que o cargo na presidência não estava mais na aposta.
- Eu me demito! – falei num tom triste.
- Acho que não ouvi Anthony! – ele sorriu.
Estava na hora de eu pegar de volta o controle da minha vida.
- Eu me demito pai! Não quero mais a conta, o cargo, a Yellow...mais porra nenhuma. Na verdade minha vontade era deixar de ser seu filho, mas infelizmente não posso. – agora eu sorri com sarcasmo.
- Você não pode se demitir! – ele elevou a voz.
- Você não manda em mim Carlisle. Eu estou fora! – me levantei e sai.
Quando cheguei a mesa Bella não estava. Alice chorava nos braços de Jasper e Emmett parecia consolar Kate.
- Cadê Bella? – perguntei cauteloso. Esperava que ela não me odiasse por deixá-la tanto tempo sozinha.
- Edward...ela..Bella...Rosalie...- Alice gaguejava e então Jasper se levantou e a cortou.
- Cara, sinto muito, ela estava sozinha...Rose esteve aqui, ela estava bufando e contou tudo pra ela...ela tava chorando... – eu que o interrompi dessa vez.
Num tava entendendo porra nenhuma! Comecei a ficar nervoso!
- Jazz! – segurei seu ombro de frente pra ele. – Respira irmão! Me conta o que houve! Onde está a Bella? – perguntei calmamente. Jasper tremia.
Kate se levantou e falou.
- A sua irmã idiota esteve aqui e contou pra Bella da aposta. Se Emmett não tivesse me segurado eu voava nela. – ela falou com raiva.
Merda! Merda! Merda!
Eu estava fudido...em todos os sentidos da palavra.
Ele me amava, ela me entenderia e me perdoaria por ter sido um filho da puta medroso e não ter contado.
- Cadê ela? – perguntei nervoso. Agora quem tremia era eu.
- Foi embora irmão. – Jasper falou.
Eu sai dali praticamente correndo e fui atrás dela.
A encontrei a alguns metros da portaria, ainda estava em frente o hotel.
Ela abraçava os braços na frente do peito por causa do frio, batia os pés contra o chão de cimento freneticamente, numa típica reação de nervosismo e seu vestido voava contra o vento, mas eu não conseguia ver se rosto.
- Bella? – gritei seu nome. – BELLA! BELLA! – eu gritava cada vez mais alto.
Foi ai que ela me olhou e Rosalie conseguiu finalmente fazer o inferno na minha vida.
- Bella POV:
Me levantei do chão do banheiro pra ver Rosalie parada ao meu lado. Como sempre ela estava linda.
- Oh...Rose! Como vai? – nem sei porque fiquei surpresa ao vê-la ali, já que seu pai e seu irmão também estavam por lá.
- Bem e você? – ela abriu sua bolsa e acendeu um cigarro.
Não é proibido fumar em banheiros?
- Bem também... – ficamos em silêncio.
Há uns anos atrás conversar com Rosalie era fácil e agradável, fomos grandes amiga no colegial, mas as coisas que Edward me falou dela, de como ela tinha se transformado numa pessoa amarga fizeram meu corpo se arrepiar.
- Então? Você e Edward uhn? – ela soltou a fumaça e sorriu.
- É...nos reencontramos em NY! – eu disse.
Peguei meu gloss na bolsa e passei nos lábios.
- Que bom! – ela balançou a cabeça como se estivesse afirmando. – Vou indo tenho que discutir umas coisas com meu pai.
Ela apagou seu cigarro e saiu.
Aquilo foi muito, muito esquisito.
Voltei pra mesa e não havia ninguém nela.
Me sentei e coloquei minha bolsa em cima da mesa.
- Isabella? – chamaram meu nome atrás de mim.
Me virei e olhei. Era Carlisle.
- Oi Sr. Cullen! – o cumprimentei com um aperto de mão.
- Me chame de Carlisle, ok? – ele pediu e eu assenti – Posso me sentar?
- Claro fique a vontade! – eu disse e olhei mais uma vez em volta pra ver se via Edward.
Não estava chateada por ele me deixar sozinha, apenas sentia sua falta.
- Edward, me contou sobre vocês! – ele disse. Eu corei e dei um sorriso tímido. – Fico feliz de saber que esqueceu o passado.
- Eu também! – sorri.
- Onde ele está? – ele perguntou e quase que eu pergunto de volta "me diga você!".
- Não sei...acho que tratando de negócios. – dei mais um sorriso.
- Uhmm...desculpe ter estragado o final de semana de vocês. Eu realmente precisava de Anthony nessa festa. – ele sorriu.
Era estranho ver alguém o chamando pelo segundo nome.
- Tudo bem Carlisle, outros finais de semana virão. – disse confiante.
Tânia se aproximou e colocou uma mão no seu ombro.
- Charlie está te procurando querido! – ela disse a Carlisle.
Ele se levantou e se virou pra mim.
- Foi bom revê-la Isabella. Mande lembranças a seus pais. – eu agradeci e ele se foi.
- Posso me sentar? – Tânia perguntou.
Ok, para o mundo!
Tânia educada? Meu queixo caiu.
- Po-pode! – apontei a cadeira que antes Carlisle ocupava.
Ela se sentou e cruzou as pernas lentamente.
- Tenho te observado a bastante tempo Isabella. Pra ser sincera desde que você entrou na revista. – ela disse e eu estava cada vez mais pasma – Você é uma boa jornalista, entende de moda, se veste bem e todos da Vogue gostam de você.
- Obrigada! – fui sincera.
- Quero que você venha pra Milão conosco! – ela falou simplesmente.
- E-eu? – perguntei animada.
Mas estava esperando que a qualquer momento aparecesse aquele cara do Punk'd pra dizer que era uma pegadinha.
- Sim, você! Seu nome é Isabella Marie Swan, certo? – ela sorri.
JESUS! Eu nunca tinha visto essa mulher sorrir! Será que ela estava bêbada? Pra me tratar bem, só podia.
- É...claro! Eu vou, lógico! – respondi.
- Que ótimo! – ela se levantou – Esteja amanhã no JFK as 3 da tarde. Já sabe se você se atrasar coloco outra no lugar em 2 minutos.
Ahhhh...voltou a velha Tânia.
- Ok! Estarei lá! – ela se virou e saiu.
Puta merda! Eu precisava contar isso pra alguém! Olhei em volta e não achei nem Edward os meus amigos.
Ia comemorar sozinha. O garçom passou e eu peguei outra taça de champanhe.
Ai parei pra pensar! Será que Edward ficaria com raiva por eu passar uma semana fora? Ele tinha que entender...era trabalho. E a semana da moda em Milão é o sonho de qualquer pessoa que trabalha nesse ramo.
Ele entenderia, com certeza!
Quando acabei de beber meu champanhe Rosalie apareceu.
- Posso te fazer companhia? – ela perguntou já se sentando. – A festa está ótima não está? – ela perguntou.
- Está sim! – respondi.
Ela chamou o garçom e pegou duas taças.
- Vamos fazer um brinde! Um brinde ao amor e ao jogo! – ela ergueu sua taça e eu a imitei sem nem saber por que ou o que ela estava falando.
Ela respirou fundo, deu um longo gole de champanhe e me fuzilou com olhos.
Nesse momento eu percebi que ela estava bem chateada com alguma coisa.
- Vocês são bons atores! – ela riu com deboche.
- Do que você está falando Rosalie? – quis saber.
- Ahhh qual é Bella? Eu sei que você odeia meu irmão por ele ter te traído. Te conheço e sei que você não ficaria com ele de novo. – ela sorriu e deu mais um gole na taça.
- Você está errada, não me conhece e eu perdoei seu irmão! – me defendi.
- Perdoou? – ela deu uma gargalhada sinistra e logo depois estava séria me olhando – Me diz quanto que ele te deu Bella pra você participar disso?
Ehn? Eu realmente estava confusa. O que ela estava falando? Suas palavras não tinham coerência pra mim.
- Rosalie, acho que bebeu demais. – ri sem humor.
- Não, não bebi querida! Eu quero que você me diga quanto ele te pagou pra participar da aposta! – ela quase gritou. Algumas pessoas que estavam próximas demais de nós nos olharam curiosas.
O que essa louca estava falando? Resolvi tirar o máximo dela. Que aposta é essa que ela falava?
- Que aposta Rosalie? Não sei do que você está falando! – falei calmamente.
- Não se finja de inocente Bella. Essa sua cara não me engana! – ela disse com escárnio.
- Que. Aposta. Rosalie? – perguntei entre os dentes. Eu estava ficando muito, muito irritada.
- A aposta da Tiffany, você sabe, você e meu irmão...apaixonados...e etc. – ela fez um gesto de descaso.
- Não, não sei! – nesse momento meu coração pulava no peito.
Aposta? Edward e eu apaixonados? Aposta?
- Não sabe? – eu neguei com a cabeça – Vou refrescar sua memória amiga. – ela se ajeitou na cadeira – Meu pai deu um prazo pra Edward te conquistar em um mês pra ele ganhar uma grande conta, ops! É a da Tiffany! – ela deu uma risada – Se hoje, aqui na festa, meu pai visse que você estava apaixonada pelo meu irmão a conta seria de Edward, se você não estivesse apaixonada seria minha. E adivinha? – ela levantou os braços – Ele acha que você está apaixonada e deu a conta pro idiota do meu irmão. – ela falou cada palavra como se não fosse nada.
Mas pra mim era.
Fui atingida por aquelas palavras como uma faca no meio do meu peito.
Flash de memórias veio voando na minha cabeça e tudo se encaixava no que Rosalie acabou de me dizer.
Eu tinha reencontrado Edward há um mês. Carlisle vindo falar comigo interessado em mim e Edward. Coisas que Edward sempre dizia como "confie em mim" ou "acredite em mim".
Tudo mentira!
As quatro semanas que eu vivi num conto de fadas com um homem que dizia me amar foi uma farsa.
O Garçom veio servir nossa mesa e eu peguei mais uma taça de champanhe a bebendo de uma vez.
Kate, Emmett, Alice e Jasper chegaram a mesa animados, conversando e rindo alto.
Eu estava em choque!
Porque Edward faria isso? E porque comigo?
Pensei em todas as vezes que ele disse que me amava...todas as noites que fizemos amor...tudo uma farsa bem planejada por ele pra que eu caísse na sua conversa.
Não consegui mais segurar e lágrimas rolaram dos meus olhos.
Todos estavam a minha volta, mas eu não via ninguém.
- Bella o que houve? – ouvi Alice perguntar e senti sua mão no meu ombro. - Bella? Bella? – agora ela me sacudia.
- O que você fez com ela? – Emmett perguntou a alguém irritado. Imaginei que fosse com Rosalie.
- Eu? Nada...só contei do jogo sujo do meu irmão. Achei que ela soubesse. – eu não estava vendo ela, mas podia jurar que ela sorria vitoriosa.
- Você é o diabo garota! – Jasper cuspiu.
- Bellinha, por favor, fale comigo! – Alice me pedia.
- Bella, não duvide dele. Ele te ama. Ele não queria a aposta, desistiu por você... – a voz de Kate foi sumindo.
Então ela sabia? Ela sabia da aposta e não me contou? Minha melhor amiga?
Aquela frase de Kate me fez sair do meu torpor.
- Você sabia? – olhei pra Kate. Ela abaixou o rosto e assentiu. – E você? – perguntei a Alice.
- Sabia...mas Bella nós...- eu não conseguia mais ouvi-la.
Meus olhos estavam embaçados por conta das lágrimas, minhas pernas e mãos tremiam e meus ouvidos zuniam.
Me levantei e peguei minha bolsa.
- Pensei que vocês fossem minhas amigas... – eu chorei – Mas vi que me enganei com vocês também.
- Bella... – cortei Alice.
- Não fale Alice. – pedi – Vocês todos se merecem...eu...eu... – eu queria dizer que as odiava, mas não podia.
Me virei e sai dali, esbarrando nas pessoas que encontrava pelo meu caminho.
Quando sai pela portaria o frio de NY me cortou no meio.
Fiquei alguns minutos esperando um táxi e nada.
- O que você precisa pra conseguir um táxi nessa merda de cidade? – gritei.
Cruzei meus braços na frente do peito pra me proteger do frio e tentei enxugar as lágrimas pra ver se enxergava melhor quando o táxi passasse.
Então eu o ouvi me chamando.
Se tudo não passou de um jogo porque ele veio atrás de mim?
Ele queria me despedaçar em mais pedaços? Já não foi o suficiente?
Fingi que não o ouvi.
- Bella, por favor, me deixe explicar? – ele pediu e eu não me virei – Eu te imploro, apenas me ouça.
- O que você quer? – me virei pra ele – Já não conseguiu o que queria? Vá lá dentro e pegue uma taça de champanhe pra comemorar. – dei as costas a ele novamente.
- Eu desisti Bella. Quando eu percebi que te amava eu desisti. – ele disse ficando na minha frente.
- Eu não acredito mais em você Edward. – enxuguei uma lágrima – Só me responde...porque eu? Não poderia ter escolhido qualquer idiota em NY? Já não bastava ter me ferido uma vez você teve que me ferir uma segunda?
- Eu te amo Bella! Acredite em mim, por favor! – ele suplicou.
- Senhorita! Senhorita! – um rapaz, que pelo uniforme devia ser segurança, veio gritando.
- Deixa eu explicar Bella...a aposta realmente existiu, mas eu não quis mais...eu queria você e não um cargo...eu desisti Bella.
- Já falei que não acredito em você! – cuspi as palavras.
- Senhorita, por favor! Senhorita! – o rapaz falava ao meu lado.
- O QUE É? – gritei.
- O colar, por favor, precisa devolvê-lo. – ele disse ofegante.
Tirei o colar e lhe entreguei.
- Desculpe! – pedi e ele voltou pro hotel.
- Bella, acredite em mim, por favor! – ele pediu mais uma vez.
- Você não me deve explicação Edward, não sou nada sua. Quer dizer, eu até fui, fui à idiota que você usou pra ganhar um jogo. – eu soluçava – Você é sujo!
- Bella...por favor...
- Eu acreditei em você Edward! Eu acreditei em você pela segunda vez. Você se humilhou atrás de uma chance e eu te dei. Pra que? Pra que você insistiu? Porque não escolheu outra trouxa?
- Eu te amo Bella...por favor, veja a sinceridade nas minha palavras. – ele passava a mão nos cabelos nervosamente.
- Pff! Me ama? – sorri sem humor. – Você só ama a você mesmo Edward! Você não ama ninguém!
Olhei por cima dos seus ombros e vi um táxi.
Agradeci um zilhão de vezes por estar vazio, só faltava ele parar.
Fiz um sinal com as mãos e ele parou. Abri a porta de trás, mas Edward a segurou.
- Deixa eu me explicar Bella...se você souber... – o interrompi.
- Pára Edward! Pára de fingir! Você ganhou! – sorri falsamente – Parabéns!
Entrei no táxi e fechei a porta com força.
- Pra onde vamos? – o taxista perguntou.
- Não sei! – disse tristemente. – Apenas saia daqui.
Ficamos bons minutos rodando a toa pelas ruas de NY.
Até passarmos pela rua do Plaza.
- Pare aqui, por favor! – pedi ao motorista.
Eu não podia ir pra casa. Edward me procuraria lá e logo Kate e Alice estariam em casa. Também não queria vê-las.
Dei uma nota de 50 dólares ao taxista e sai sem me importar com o troco.
- Preciso de um quarto! – pedi a recepcionista. Ela fez meu check-in e eu subi.
A primeira coisa que eu fiz quando entrei na suíte foi tirar aquele vestido e todos os presentes que ele tinha me dado. Se eu pudesse jogava tudo pela janela.
Tomei um banho e coloquei um roupão.
Estava exausta física e mentalmente. Me deitei na cama encolhida, segurando meus joelhos contra o peito com a intenção daquela dor passar.
Recebi a primeira mensagem:
"Bella, onde você está? Precisamos conversar! EC"
A segunda:
"Estou preocupado, você não volta pra casa!"
A terceira:
"Estou a sua procura, por favor, me diga onde está!"
A quarta:
"Não vou desistir de você Bee!"
Antes que a quinta chegasse e desliguei o aparelho e dormi.
- Edward POV:
Porque ela não me ouvia?
Sei que fui fraco ao não contá-la por medo, mas talvez se eu me explicasse e ela me ouvisse a situação podia mudar.
Depois que ela foi embora ainda fiquei na calçada desesperado.
Era isso mesmo? Eu estava perdendo o amor da minha mais uma vez?
Eu não a perderia, não sem lutar antes.
Eu já sabia o que fazer quando entrei de novo no salão do hotel.
Procurar aquela vadia loira com um vestido vermelho sangue.
A encontrei falando com uma mulher.
- Com licença! – sorri pra senhora e puxei Rosalie pelo braço.
- Ai...seu grosso! Tá me machucando! – ela gritou.
Pude ver meu pai pela visão periférica e ele veio atrás de nós.
A joguei naquela mesma sala onde tivemos a reunião.
- Você está satisfeita! – gritei exasperado – O que você fez Rosalie? Porque?
- Você não ia sair ganhando tudo maninho...ou a garota ou a conta! – ela sorriu vitoriosa.
- Rosalie, eu juro que estou me segurando pra não te arrebentar! – falei fechando os olhos e fechando os punhos.
Meu pai entrou na sala.
- O que está acontecendo aqui? – ele perguntou e se virou pra mim – Escuto seus gritos do salão Anthony. Estão todos percebendo!
- FODA-SE! Eu quero que se foda o mundo! Principalmente vocês dois! Eu tenho nojo de ser da família de vocês. – cuspi as palavras. – Parabéns Carlisle, sua filha é tão fria quanto você.
Ia sair da sala, mas ele me segurou.
- O que esta acontecendo Rosalie? – meu pai a perguntou.
- Contei pra namoradinha dele da aposta e acho que ele levou um pé na bunda... – ela ria cada vez mais.
Avancei meu corpo na direção dela, mas meu pai me segurou. Juro que ia machucá-la.
- Hey! Calminha ai, ok? – ele me disse – O que você ganhou com isso Rose? – ele perguntou calmamente a ela.
- Nada, mas me diverti um bocado. Foi hilário ver a cara dela...
Rosnei pra ela. Esperava que quando ela fosse atravessar a rua um caminhão a pegasse.
- Anthony vá embora, você precisa se acalmar. Esteja segunda na minha sala... – não o deixei continuar.
- Eu não trabalho mais pra você! – me virei pra Rosalie. – Você ainda vai me pagar garota, ah se vai. Minha mãe ter sorte de não ter contato com você, assim ela é poupada de saber como a filha dela é.
Ela sorriu debochando e eu sai da sala antes que a agredisse fisicamente.
Jasper me encontrou antes que eu saísse.
- Edward? – ele me chamou, mas eu não queria conversa precisava encontrá-la.
- Me deixa Jazz, por favor! – pedi.
Fui até a calçada e chamei um táxi.
Mandei a primeira mensagem pra ela. Não ia ligar, sabia que ela não atenderia, mas a mensagem uma hora ela ia ler.
"Bella, onde você está? Precisamos conversar! EC"
Fui até seu prédio e o porteiro disse que não havia ninguém no apartamento. Lógico que ela não iria pra casa. Ela não ia quer ser encontrada tão facilmente. Fiquei algumas horas sentado na portaria esperando por ela. Mandei a segunda mensagem:
"Estou preocupado, você não volta pra casa!"
Comecei a ir aos hotéis próximos ao Ritz, mas nenhum deles tinha seu nome na lista.
Me sentei derrotado na calçada.
Mandei a terceira mensagem:
"Estou a sua procura, por favor, me diga onde está!"
Depois de horas naquela calçada fria, resolvi ir pra casa.
Peguei uma garrafa de Whisky e sentei derrotado no sofá. Bebi a garrafa inteira sozinho. Peguei o celular e mandei outra mensagem.
"Não vou desistir de você Bee!"
Não eu não ia desistir dela. Eu lutaria pra que ela me perdoasse e entendesse meus motivos por ter omitido sobre a aposta.
Depois de muitas doses de Whisky e lágrimas, o álcool fez efeito no meu organismo e eu dormi no chão da sala.
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