- Edward POV:

Os quatro dias depois daquela maldita festa foram os piores da minha vida.

Um resumo deles? Whisky!

Era nele que eu me afogava por estar tão frustrado.

Não via ninguém. Afastei todos de mim. Eu só queria ficar sozinho. Eu e minha garrafa de Jack Daniel's.

Eu me perguntava todos os malditos dias onde ela estava.

Até eu receber uma ligação na noite de terça-feira. Não ia atender, mas a baixinha é bem insistente.

- Edward? – era Alice.

- Oi Alice.

- Ela está na Itália! – ela quase gritou - Ouviu? Bella está em Milão, com a sua madrasta.

- Não adianta Alice ela não quer me ver. – falei derrotado.

- EDWARD ANTHONY CULLEN levanta essa merda dessa bunda daí e faça alguma coisa, ouviu? Ou eu mesma vou ai te arrastar! – ela falou irritada.

- O que você quer que eu faça? – perguntei também irritado.

- Vá atrás dela oras! O que você está esperando? Se afundar mais ainda? Ou talvez você queira virar um alcoólatra? – ela cuspiu as palavras.

Me levantei num pulo.

- Obrigada Alice! – já estava no meu quarto pegando uma mala.

- Você vai? – ela quis saber.

- Já estou indo! – nos despedimos e eu desliguei.

Joguei tudo de qualquer jeito dentro de uma mala pequena que eu tinha e fui tomar um banho.

Vi o anel em cima da minha cômoda no quarto, o peguei e coloquei no bolso da calça.

Eu esperava que assim como a mim, ela também o aceitasse de volta.

Quando acabei de pegar minha roupa, liguei pra uma pessoa que eu nunca tinha ligado antes, mas fiquei agradecido de ter seu número.

- Alô? – ela atendeu sonolenta.

Merda! Esqueci do fuso horário!

- Tânia, é Edward, me desculpe ligar essa hora. – me desculpei.

- Aconteceu alguma coisa? Esta tudo bem? – ela perguntou.

- Bella esta no mesmo hotel que você? – perguntei já saindo de casa.

- Está, por quê?

- Qual o hotel Tânia? – chamei um táxi e entrei.

- Estamos todos no Grand Hotel et de Milan. – ela estava confusa.

- Tânia, muito, muito, mas muito obrigada! – eu estava extasiado – Por favor, não diga a Bella que te liguei ok?

- Ok! Posso voltar a dormir? – ela riu.

- Obrigada! – desligamos e eu cheguei ao JFK.

Cheguei correndo ao aeroporto.

- Por favor, preciso de uma passagem pra Milão, pra agora! – falei tentando recuperar o fôlego.

A mulher digitou alguma coisa no computador e se virou pra mim.

- Desculpe senhor, só temos vaga pro vôo das treze horas de amanhã. – ela sorriu.

MERDA!

- Pode ser! – fazer o que? – pensei

Ela pegou meus dados, documentos, passaporte e me entregou tudo com minha passagem.

Fui até a praça de alimentação e comi alguma coisa.

Não queria voltar pra casa, então fiquei no aeroporto. Acordado, ansioso como uma criança na véspera de natal.

Mas o medo da rejeição me rodeava. Eu estava inseguro...esperava que tudo valesse a pena.

Amanheceu e eu ainda estava acordado, andava de um lado pro outro quase furando o chão. Podia ver os olhares curiosos na minha direção.

Almocei e chamaram meu vôo.

Graças a Deus! – pensei.

Me acomodei na primeira classe da Alitalia e finalmente fui vencido pelo cansaço de uma noite inteira em claro.

Quando cheguei ao hotel que Tânia me disse, fui direto a recepção perguntar por Bella.

- Si prega di provare una persona, Isabella Swan. – falei com a recepcionista.

Agradeci mil vezes pelo meu pai um dia ter me obrigado a ser poliglota.

Ela digitou por alguns minutos.

- Suite 816 signore. Devo pubblicizzare lo. – ela disse.

- No, ti prego, lei è mia ragazza e io farò una sorpresa. – pedi.

- Oh...Sì, è possibile arrampicarsi. – ela deu um sorriso.

- Gracie! – me virei e fui em direção ao elevador.

Conversa em Italiano:

- Por favor, estou procurando uma pessoa, Isabella Swan.

- Suíte 816 senhor. Eu preciso anunciá-lo.

- Não, por favor, ela é minha namorada e farei uma surpresa.

- Oh...sim, você já pode subir então.

- Obrigada.

Olhei o grande relógio do saguão do hotel, 10 da noite.

Por incrível que pareça eu estava exausto.

Nem pedi um quarto pra mim, ia resolver isso depois que visse Bella.

Bati na porta do quarto e nada. Bati, bati, bati e nada.

Sentei em frente à porta e encostei minhas costas nela.

Devo ter dormido porque acordei com uma mão pequena e quente sacudindo meu ombro.

- Hey! – ela falava – Hey! Acorda!

Abri os olhos e vi meu anjo.

- Bella POV:

Minha segunda-feira se resumiu a minha suíte.

Acordei já eram quase 5 da tarde na Itália.

Tomei um banho e chamei Anne pra comer alguma coisa na rua. Como estávamos na Itália, preferimos pasta.

Anne, me contou com detalhes como foi no meu apartamento.

- Você está brigada com seu namorado? – ela perguntou num certo ponto da conversa.

- Já falei que não tenho namorado Anne. – revirei os olhos.

- Ele estava bem desesperado Bella e meio triste. – ela disse.

Problema dele! – pendei.

- O que vamos fazer amanhã, além de trabalhar? – forcei um sorriso e mudei de assunto.

- Ah...podemos ir a um bar qualquer ou conhecer uns pontos e ...- ela começou a falar como uma tagarela.

A noite chegou e eu fui dormir.

Minha semana em Milão se resumiu a muito trabalho. Quando eu digo muito, é muito mesmo.

Quando chegava no hotel eu só tinha tempo de tomar banho e dormir.

Minha primeira vez na Itália e eu não conhecia nada, a não ser o local do evento.

Não estava reclamando, longe de mim! Eu estava feliz...feliz por estar fazendo meu trabalho e feliz por não ter tempo pra pensar nele.

Conheci Donatella Versace, Valentino, Domenico Dolce e Stefano Gabbana, Tom Ford, Christian Louboutin e por ai vai.

Eu estava no paraíso da moda!

Na terça-feira Tânia pediu que eu fosse a sua suíte a noite.

Dei três batidas na porta e ela atendeu.

Ela estava sem maquiagem, com olheiras e seus olhos marejados.

- Entre Isabella! – ela me deu passagem e eu entrei. – Precisamos resolver algumas coisas sobre a edição para o próximo mês e encaixar a semana da moda nela. – ela disse quando se sentou.

Eu não agüentei vê-la assim, ela podia ser uma bruxa, mas era visível que ela estava sofrendo por algum motivo.

- Está tudo bem Tânia? – perguntei com cautela.

- Estou me divorciando Isabella! – ela disse simplesmente – Ainda bem que estou indo pra Paris...Não há nada melhor do que Paris. – ela forçou um sorriso.

- Eu sinto muito! – fui sincera.

- Não sinta! – ela ficou séria. – Te chamei aqui por outro motivo. – ela pausou e como não falei nada, ela continuou. – Quero que você assuma meu lugar na Vogue em NY. – ela falou como quem não quer nada.

- Ehn? – engasguei.

- Você sabe que preciso colocar alguém no meu lugar, certo? – eu assenti – Esse alguém é você! Espero que não me decepcione.

- Eu...eu...nem sei o que dizer! – gaguejei.

Na verdade eu não sabia o que fazer. Não sabia se queria continuar em NY correndo o risco de encontrar ele de novo. Só de pensar meu peito se apertava.

Eu considerava a ideia de voltar pra casa dos meus pais e trabalhar em Seattle.

Mas, eu estava disposta a largar meu sonho na Vogue? Sinceramente eu não sei.

- Não me responda agora, você tem até sexta pra aceitar ou não. – Tânia deve ter percebido minha confusão.

O resto do tempo ficamos discutindo sobre a próxima edição. Que seria a última de Tânia.

Quando voltei senti uma tristeza...uma falta das minhas amigas.

Eu não tinha mais raiva delas. Eu acreditava que assim como a mim, ele também enganou elas.

Peguei o celular e liguei pra Alice.

- Bella? – ela atendeu.

- Oi Lice!

- Diz que você não me odeia, por favor? – ela pediu.

- Eu não te odeio Lice, só estava som raiva, assustada e...ah não vamos falar sobre isso, ok? - pedi.

- Bells, onde você está? Estamos tão preocupadas com você! – ela falou.

Ouvi Kate gritar alguma coisa pra mim, mas não ouvi.

- Estou na Itália Lice. Tânia me trouxe pra semana da moda e eu não podia ser mais grata a ela por ter me chamado. – fui sincera.

Essa viagem veio mesmo a calhar. Eu não saberia pra onde ir se não tivesse surgido essa oportunidade de Milão.

- Itália? – Alice disse espantada – Ela está na Itália! – falou, provavelmente com Kate. – Quando você volta?

- No sábado em acho. – respondi. – Alice, já vou são meia noite aqui, estou exausta e cheia de sono. Dê um beijo em Kate. Amo vocês!

- Também amamos você Bella! Estamos com saudade! – nos despedimos e desliguei.

Fiquei imensamente agradecida por ela não ter tocado naquele assunto.

A quarta-feira foi mais calma.

O principal desfile foi da Gucci. É foi simplesmente maravilhoso! Amei.

A equipe da Vogue de NY combinou de ir a um bar à noite e como saímos mais cedo aproveitei pra fazer compras, tinha que comprar algo apropriado pra uma saída a noite.

Comprei uma blusa, uma bolsa Armani e um par de sandálias Jimmy Choo.

Cheguei na minha suíte, tomei um banho e coloquei minha roupa.

Fiz uma maquiagem leve realçando apenas meus lábios e prendi meus cabelos todo ora trás num coque mal feito.

Meu celular tocou. Olhei o visor e atendi.

- Vamos? – Anne perguntou – Estamos todos no saguão, só falta você!

- Já to descendo! – desliguei.

Peguei minha bolsa com meu, celular, dinheiro, cartões e documento e meu sobretudo pra enfrentar o frio da Itália até entrarmos no tal bar.

Nos dividimos em pequenos grupos e pegamos um táxi.

O bar era super legal, mas parecia mais uma boate. Tinha um estilo meio rústico que dava um charme a mais nele.

Tinha uma música de balada bem alta e um jogo de luzes forte.

As poucos o pessoal foi se separando e eu e Anne fomos ao bar.

- Um Long Island e um maço da Camel, por favor! – eu pedi. – O que você vai beber? – perguntei a ela.

- Uma dose de vodka pura! – ela pediu ao barman.

- Isso não é muito forte pra você não? – o garçom perguntou pra mim quando colocou o copo no balcão.

- Só vou beber esse! – falei com ele e retribiui o sorriso.

Realmente só ia beber aquele. Long Island é uma mistura de vodka, gim, rum, tequila, Cointreau e coca-cola.

Acendi um cigarro enquanto bebia lentamente minha bebida.

Anne foi dançar com as outras meninas e eu fiquei sozinha no bar.

Estava me sentindo uma velha, mal tínhamos chegado e eu já tinha vontade de ir embora. Não estava com espírito pra coisa.

Quando acabei de beber meu Long Island me despedi de todo mundo e fui embora.

Ainda era 11:30 da noite.

Eu estava enjoada e levemente tonta. Não devia ter bebido aquela merda! Sempre que eu o bebo passo mal.

Peguei minha chave-cartão na recepção e subi.

Entrei no elevador e tirei minha sandália, até que ele parou. 8º andar.

Andei por um corredor imenso, quando eu virei a esquina pro meu corredor vi Edward sentado na porta do meu quarto.

Agora eu estava ficando louca! Ótimo!

Não devia ter bebido aquela porra! – pensei mais uma vez.

Me aproximei lentamente e vi que não era alucinação. Ele estava ali. Sentado na minha porta, dormindo como um anjo. A cabeça pendura de tão relaxado que estava e uma pequena mala ao seu lado.

Acendi mais um cigarro e fiquei olhando pra ele.

A vontade que eu tinha era de me jogar nele e me aninhar nos seus braços. De ouvir ele dizer que me ama e fazer amor comigo...mas era tudo mentira. Ele nunca iria dizer isso de novo, porque ele não sente.

Já estava a alguns minutos o olhando e perdi as contas de quantos cigarros eu fumei.

Fazia umas boas semanas que eu não fumava, desde quando eu o reencontrei.

Ele estava arrepiado, devia estar com frio ou coisa assim.

Resolvi chamá-lo. Se ele veio atrás de mim eu poderia pelo menos fazer o favor de ouvi-lo.

- Hey! – o cutuquei – Hey! Acorda!

Ele fechou os olhos com força, piscou algumas vezes e em seguida os abriu.

- Bella? – ela chamou com a voz rouca.

- O que você esta fazendo aqui Edward? – perguntei de cara.

Ele se levantou.

- Precisava falar com você! – ele abaixou o rosto.

- Estou ouvindo! – cruzei os braços na frente do peito e me apoiei em uma das pernas.

- Podemos entrar? Estou morrendo de frio! – ele esfregou as mãos nos braços.

Eu não era tão ruim assim. Abri a porta e indiquei com a mão pra que ele entrasse primeiro.

- Senta ai! – indiquei uma poltrona pra que ele sentasse.

Coloquei meu sobretudo em cima da cama e minha sandália no chão.

- Quer beber alguma coisa? – perguntei a ele abrindo o frigobar.

Peguei uma garrafa de água. Nem fudendo eu beberia álcool agora.

- Não obrigada! – respondeu – Você não tinha parado de fumar? – ele me olhou.

- Tinha...mas voltei! Me acalma... – forcei um sorriso.

Ele sabia que a culpa era dele.

- Então? Como me achou aqui? – perguntei.

- Tânia me disse onde estava. – ele respondeu.

Ah Sim! A "coisa" sempre me ferrando!

- Porque veio Edward? – me sentei na frente dele.

- Eu queria falar com você Bella. – ele passou a mão nos cabelos – Você sumiu...não atende o celular, não responde as minhas mensagens... – ele finalmente me olhou – Eu to um lixo Bella!

Eu também! – pensei.

A única coisa que me deixa de pé é meu trabalho.

- Nós não temos mais nada pra conversar Edward a situação já ficou bem clara pra mim. – me levantei – Você não precisava ter atravessado o oceano por capricho.

- Se você me ouvisse Bella... – o cortei.

- Você tem um quarto, ou algo assim? – perguntei.

- Não...eu vim direto do aeroporto, você não estava...vou providenciar isso agora. – ele disse triste.

Me partia o coração ver ele assim. Será que tudo que ele me disse é verdade? Que realmente me ama? Porque se fosse tudo mentira ele não estaria triste e não tinha vindo atrás de mim na Itália já que agora tem seu tão sonhado emprego.

- E a conta? – perguntei com sarcasmo.

- Não existe mais conta pra mim Bella. Eu me demiti! – ele me olhou.

Não fazia sentido! As coisas que eu pensava dele e o que ele me dizia, não fazia sentido.

- Acho melhor procurar um quarto...a cidade está cheia...você pode ficar sem nenhum. – ele assentiu, mas continuou sentado. – Vou tomar um banho se importa?

Eu realmente precisava de um banho. Estava nervosa, enjoada e fedendo a cigarro.

Peguei um vestido no guarda-roupa e fui pro banheiro.

Tomei um longo banho quente. Escovei os dentes e meus cabelos, passei perfume e sai.

Ele ainda estava ali, sentado, na mesma posição. Pensei que ele tivesse entendido o recado do lance do quarto.

- Edward eu preciso dormir. Tenho que trabalhar amanhã. – parei na sua frente a alguns metros de distancia.

- Só vou sair daqui quando você me ouvir Bella. – ele ficou de pé e veio na minha direção. Me puxou com as mãos entrelaçadas nas minhas e me sentou na poltrona de frente pra ele.

Eu bufei e me sentei. Esperava que ele acabasse logo, eu realemente tinha que dormir.

- E então? Não vai falar? – perguntei me ajeitando na poltrona.

- Você vai me ouvir? – ele perguntou sorrindo. O sorriso torto mais lindo. Eu assenti. – Só me ouça e depois se você quiser me enxotar eu aceitarei, ok?

Fiz um gesto com as mãos pra que ele continuasse.

- Bella, a aposta existiu, mas quando eu percebi que te amava...quando estávamos em Forks, eu desisti dela. – ele pausou – Naquele dia na Marquee, o dia que nos reencontramos, foi o dia que Rosalie te escolheu. Coincidentemente você estava no mesmo lugar que eu. Rose sabia do nosso passado, como eu tinha que fazer uma mulher se apaixonar por mim, seria mais difícil se fosse você, já que você me odiava por conta da Lauren e com isso Rosalie sairiam no lucro. – eu prestava atenção em cada palavra que ele dizia – No inicio eu só queria o cargo, pensei em jogar com todas as minhas armas pra conquistar você e ganhar a aposta, mas você me odiava e me ignorava e correr atrás de você pela aposta me fez ver que eu meu amor de adolescência por você só estava adormecido e que quando ele acordou, acordou furioso, machucando meu peito. Foi quando eu decidi ir pra Forks atrás de você e quando eu disse que te amava. – eu sorri lembrando de como ele ficou sem jeito. – Quando fizemos amor pela primeira vez...Bella, acredite em mim... – ele segurou minhas mãos. Havia lágrimas nos meus olhos e nos dele - ...quando eu voltei de Forks fui conversar com meu pai. Ele não deixou eu sair da aposta, eu quis sair da empresa, mas ele não deixou. Eu pensei em te contar cada maldito dia do mês, mas meu medo de te perder foi maior. Eu achei que se eu não participasse mais, você nunca saberia e eu nunca te perderia. Eu sei...fui fraco, deveria ter te contado, mas eu não podia te perder... – o cortei.

- Edward... – eu ia falar qualquer coisa que o fizesse parar de falar. Ele estava sofrendo ao me contar aquilo.

Ele colocou o indicador nos meus lábios.

- Me deixe terminar, por favor? – eu assenti – Na semana antes da festa meu pai me chamou e disse que eu estava liberado da aposta. Naquele dia achei que eu fosse explodir de felicidade, pensei em te contar depois que fizemos amor...mas novamente eu perdi a coragem. Então, na festa ele me chamou e disse que a conta era minha, mas eu disse que não porque eu estava fora da aposta. Ele riu na minha cara e me chamou de ingênuo por ter acreditado que ele havia me liberado, mas foi quando ele contou pra Rosalie que ela pirou e te contou. Ela disse que se eu tivesse a conta não teria você... – ele falou num fio de voz. – Eu desisti de tudo Bella...da conta e do meu emprego...por você...porque eu queria você e não uma conta suja em nome do meu pai. – ele agarrou os cabelos com as mãos. – Não to conseguindo Bella...não to conseguindo viver sem você, se você está, por favor, me ensina...eu só penso em você, todos os dias...eu te amo tanto, tanto que me sufoca...eu fiz tudo isso pra não te perder e agora eu não te tenho mais...me dói saber que eu perdi sua confiança pela segunda vez... – sua voz morreu.

Eu estava de boca aberta. Sem reação! Eu não estava acreditando no que estava ouvindo.

Edward me amava e queria ficar comigo?

Eu estava sonhando era isso?

Eu o ouvi falar mais alguma coisa, mas não consegui ouvir. A única coisa que eu ouvia era um coração frenético batendo no meu peito.

E então ouvi a porta do quarto bater.

Olhei em volta e não o vi.

- Edward? – o chamei. - Edward? – agora eu gritei.

Sai do quarto e não o vi no corredor.

- Edward? – o chamei enquanto andava apressada por aquele corredor imenso. – Edward, por favor! – eu chorava copiosamente.

Virei à esquina e o vi parado na frente do elevador, no final do longo corredor.

Corri mais rápido enquanto chamava o seu nome.

- Edward! Edward! – até que ele me olhou, não conseguia ler sua feição.

Eu estava parada no meio do caminho, com as mãos nos joelhos e a cabeça abaixada tentando recuperar minha respiração.

- Bella? – ele me chamou vindo na minha direção.

- Você...voltar...o quarto... – tentei falar apontando pra trás.

- Respira Bella! – ele disse tentando não rir.

Fiquei parada na mesma posição tentando recuperar o fôlego.

Eu estava confusa, nervosa e sem ar. Não sabia o que dizer. Meu coração dizia que eu o queria, mas a minha razão mandava eu rejeitá-lo e esquecê-lo dizendo que eu sofreria mais uma vez.

- Fique...está tarde e você nem ao menos tem um quarto! – finalmente consegui falar. Passei a mão no cabelo nervosamente.

- Tem certeza? Não quero te incomodar e...posso ter tentar arrumar um...se eu não conseguir...- o cortei.

- Vamos...vou pedir alguma coisa pra gente comer. – me virei de costas pra ele voltando em direção ao quarto.

Ele veio atrás de mim com sua mala.

Liguei pro serviço de quarto...pedi sushi de atum pra ele e Califórnia pra mim. Poucos minutos depois a comida chegou.

Só quando comecei a comer que percebi que estava faminta.

Olhei Edward comendo. Ele estava tão lindo. Seus olhos estavam num verde intenso, mas era ofuscado por fortes olheiras abaixo deles. Seus cabelos sempre bagunçados e sua barba por fazer presente em seu rosto.

- Você deve querer tomar um banho né? Vou pegar uma toalha pra você. – falei quando terminei de beber minha água.

Edward bebeu saquê, mas eu não quis porque o Long Island ainda dava voltas no meu estômago.

- Obrigado! – ele sorriu e eu fui até o banheiro.

Peguei umas das toalhas que ainda não foram usadas e coloquei pro cima do blindex do Box.

- Já está lá! – o avisei quando voltei pro quarto.

Ele se levantou pegou sua mala e foi em direção ao banheiro.

Eu peguei um dos pijamas mais comportados que eu tinha. Não queria dar a impressão que estava tentando seduzi-lo. Coloquei a calça e a camiseta e me deitei pra esperar ele sair do banho.

Olhei o relógio. Quase uma da manhã.

A hora foi a última coisa que vi naquela noite.

- x –

- Edward POV:

Quando escutei Bella gritando meu nome naquele corredor achei que tudo se resolveria. Ela chorava e minha vontade foi de abraçá-la tão forte qunto eu pudesse, mas ela ainda não tinha dito que me aceitaria de volta.

Mas eu estava errado.

Ela só estava preocupada por eu não ter onde ficar.

Isso já era bom não era? Pelo menos ela não me odiava ou preferia que eu dormisse numa praça.

De certa forma meu coração se aqueceu.

Comemos comida japonesa num silêncio que não era constrangedor.

Quando acabei de comer ela me lembrou de um banho. O que era bom já que eu não tomava um desde ontem a noite.

Peguei minha mala e fui pro banheiro.

Tomei um longo banho quente na intenção de me relaxar.

Devo ter demorado quase uma hora no chuveiro.

Meus pensamentos estavam a mil e embaçavam minha mente.

Me lembrei de como encontrei Bella magoada na calçada no sábado da festa. Do amor que eu sinto por ela. Do nosso passado juntos. Dos poucos flash que eu tinha da transa com Lauren e como aquilo ainda me causava repulsa, Da raiva que senti de mim ao magoá-la duas vezes...

Já é hora de sair! – pensei.

Enxuguei meu corpo e meu cabelo lentamente.

Procurei na minha mala e coloquei a primeira coisa que eu vi. Um short de pijamas.

Quando sai do quarto Bella estava dormindo. Um anjo num pijama rosa.

Rosa...

A cobri e dei um beijo suave em sua testa. Ele se mexeu um pouco e se aninhou mais ao travesseiro que estava abraçada.

- Edward? – ela sussurrou de olhos fechados.

- Estou aqui Bee. – falei baixinho alisando seus cabelos.

- Eu preciso de você ouviu? – ela esticou o braço e começou a procurar meu corpo na cama.

Eu rapidamente me deitei pra que ela sentisse meu corpo. Não queria acordá-la.

- Eu te amo tanto Edward. – ela se aninhou no meu peito e soltou um gemido baixo. – Continua... – ela deu mais um gemido.

Eu sorri e não pude evitar ficar duro.

Pela expressão dela, os gemidos, e como ela esfregava suas coxas nas minhas eu podia jurar que ela estava tendo um sonho muito bom comigo.

- Não mente mais! – ela pediu ainda dormindo, mas agora sua voz estava embargada.

- Eu prometo! – sussurrei no seu ouvido.

Apaguei a luz do abajur que estava ligada e me aconcheguei na cama.

Eu sei que eu não deveria estar ali, mas ela me chamou tão convidativamente, que não pude resistir.

Eu só esperava que isso não fosse piorar minha situação quando ela acordasse amanhã de manhã e me visse com ela na cama.

Naquela noite dormi um sono que há quatro dias não dormia. Não sem álcool.

- x –

- Bella POV:

Estava tendo um sonho maravilhoso com Edward. Se é que as loucuras que fazíamos podiam ser chamadas de sonho por uma pessoa normal.

Acordei molhada, excitada e com meu celular gritando nos meus ouvidos.

Tateei cegamente a cabeceira de cama e peguei. Era Anne.

- Anne? – atendi.

- Oi Bella, desculpe ligar essa hora... – ela disse sem graça.

- Tudo bem...que horas são? – quis saber.

- São 7. – ela riu.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntei.

- Na verdade sim. Tânia cancelou os compromissos da manhã, disse que não se sente bem...e só vamos trabalhar depois do almoçço. – ela disse – Por isso te liguei cedo...pra você não ir a toa.

Não falei que ela era um anjo em minha vida?

- Obrigada Anne...preciso mesmo dormir. Nos vemos no almoço?

- Claro, claro...vou desligar...também vou dormir mais um pouquinho. – ela deu uma risadinha. Nos despedimos e eu desliguei.

Coloquei o telefone no criado mudo e me virei pra me ajeitar na cama, mas dei de cara com Edward apenas de short na minha cama.

Puxei na memória pra ver se eu tinha deixado passar alguma coisa da noite anterior, mas eu me lembrava de tudo, nem bêbada eu estava.

Então o que ele fazia na minha cama?

Lembrei do meu sonho e suspirei.

Ver Edward semi nu na minha cama me fez perder o sono.

Sai cuidadosamente da cama e liguei pro serviço de quarto pedindo café-da-manhã completo pra duas pessoas.

Tomei um banho e coloquei o mesmo vestido que estava na noite passada.

Depois de um tempo o café chegou. Graças a Deus as batidas na porta não acordaram Edward. Tomei meu café e sentei em uma das poltronas que davam de frente pra cama.

Eu não sabia se queria me envolver com ele de novo. Da outra vez, há um mês atrás, eu lutei pra não me envolver e acabei me machucando de novo. Apesar dele prometer inúmeras vezes que jamais me magoaria novamente. Mas, dessa fez foi diferente ele não me traiu, ele omitiu um fato.

Seria esse fato tão grave ao ponto de ser imperdoável? Não sei, mas sinceramente eu acho que não.

Deus! Eu estava tão confusa...com tanto medo. Eu já tinha dado uma 2ª chance a ele e ele desperdiçou.

Me lembrei das suas palavras de ontem. Ele dizendo que me amava, que, assim como eu, ele esteve um lixo esses 4 dias, que desistiu de tudo por mim...

Eu sabia que a vida de Edward era seu trabalho e agora, talvez pra me provar alguma coisa, ele estava desempregado.

- Merda! – passei as mãos pelo cabelo num ato de desespero.

Eu queria muito saber o que fazer.

- Merda! – falei mais alto.

- Bella? – ele me chamou com a voz rouca, erguendo o corpo apoiado pelos cotovelos.

- Desculpe se te acordei... – forcei um sorriso – Ainda é cedo, volte a dormir.

- Se é cedo porque não vem deitar então? – ele disse – Me desculpe por estar aqui...é que você me chamou dormindo e me procurou...ai deitei, mas juro que não fiz nada...se você quiser eu deito no sofá... – ele ia se levantando.

- Fique Edward, por favor! – pedi ainda sentada na poltrona.

Ele se levantou e veio na minha direção, se agachando na minha frente.

Não sei porque, mas eu comecei a chorar. O medo parecia rasgar meu peito...o medo de ser machucada mais uma vez e o medo de perdê-lo.

- Shiii...o que houve Bee? – ele perguntou alisando meus cabelos.

- Eu...eu...to tão confusa...não sei o que pensar...eu... – me levantei e peguei meu sobretudo – eu...preciso dar uma volta. – fui andando de costas em direção a porta. – Tome café...eu já volto.

Então eu saí.

Fiquei horas rodando pelas ruas de Milão sem destino. Até o frio europeu me fazer perceber que um vestido de alças e um sobretudo não são suficiente pra temperaturas abaixo de zero.

Voltei pro hotel.

Quando voltei Edward estava sentado vendo TV. Tinha tomado um banho e estava arrumado.

E eu estava atrasada pra trabalhar.

- Eu peguei um quarto pra mim! – ele disse quando entrei na suíte – Esta só esperando você chegar pra te avisar. – forçou um sorriso – Estou voltando pra NY amanhã, tenho que resolver minha vida por lá.

- Ok! – foi a única coisa que consegui falar.

Ele ia embora e provavelmente não nos veríamos mais.

Lágrimas vieram aos meus olhos e me tranquei no banheiro.

Aproveitei pra tomar um banho e sai apenas de roupão.

- Tenho que ir trabalhar, podemos nos ver a noite? Queria conversar com você. – pedi quando sai do banheiro.

- É só me falar a hora e estarei aqui. – deu um sorriso torto.

- As 6 está bom? Podemos jantar e depois voltamos pro hotel. – falei.

- Tudo bem...eu vou indo! – ele se aproximou de mim.

Passou um braço pela minha cintura e me abraçou forte, moldando nossos corpos em um só.

Instantaneamente minhas mãos subiram pros seus cabelos e ou prendi com força entre meus dedos. Ele arfou e eu pude sentir seu hálito quente no meu pescoço.

- Eu te amo Bee, volta pra mim? – ela pediu passando a ponta do nariz na pele do meu pescoço.

Deus! Como eu o desejava, o queria...minhas pernas estavam bambas,meu coração acelerado e extremamente excitada.

- Edward, por favor... – me afastei e o olhei. – Eu realmente preciso trabalhar.

- Ok, as 6 estarei aqui! – ele se virou e saiu.

Eu estava tão atrasada que nem daria pra almoçar.

Coloquei uma roupa qualquer e fui trabalhar, torcendo pra noite chegar.

- x –

- Edward POV:

Eu realmente não sabia o que pensar. Estava tudo muito confuso.

Ela me queria ou não queria?

Por um momento quando ela agarrou meus cabelos como se sua vida dependesse deles, tão entregue e mim eu percebi que ela queria, mas então ela se afastou e levou junto minha esperança.

Ahhhh odeio ficar frustrado!

Queria ouvir da boca dela que ela me queria de volta. Eu não podia simplesmente atacá-la e fazer minha situação piorar com ela.

Quando cheguei ao saguão do hotel perguntei a recepcionista sobre o melhor restaurante de Milão.

Ela me disse que existem muitos, mas que o Gracco Peck é o melhor da região.

Peguei meu celular e não sei como, mas eu consegui fazer uma reserva pra hoje à noite.

Mandei uma mensagem pra Bella:

"Fiz as reservas, espero que não se importe. Estarei ai as "

Fui pro hotel que eu estava hospedado e deitei pra ver TV.

Ainda eram 3 da tarde e eu precisava matar o tempo, já que esse angustia de ter Bella tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe me consumia.

Será que ela não acreditou em uma única palavra do que eu disse a ela?

Como eu faria ela acreditar em mim?

Eu pensava a todo instante que ela não me aceitaria, afinal ela já tinha me dado uma segunda chance e eu desperdicei mentindo pra ela. Ela teria que me dar uma 3ª chance...se é que isso existe.

Acabei pegando no sono...meu corpo estava bem, mas a minha mente estava exausta.

Acordei de repente num susto. Dei um pulo da cama e levei a mão ao peito tentando acalmar as batidas do meu coração.

Nem sonhar eu tinha sonhado...não sei da onde veio esse susto.

Olhei o relógio do criado mudo.

5:35 da tarde!

- Porra! – levantei apressado da cama e fui pro banheiro.

Eu iria me atrasar pra pegar Bella.

Menos um ponto pra você Edward! – pensei.

Tomei um banho rápido, coloquei uma calça social preta, sapatos, uma blusa de botão e mangas compridas preta e um blazer cinza por cima.

Não ia dar tempo de fazer a barba, então deixei do jeito que estava.

Coloquei meu perfume Gucci e desci.

Pedi que chamassem um táxi pra mim e poucos minutos depois ele chegou.

Cheguei ao hotel que Bella estava hospedada e pedi que não me anunciasse.

Olhei no grande relógio do sagão.

6:10.

Ainda bem que fiz as reservas pra 7, era o único horário que eles tinham.

Bati duas vezes na sua porta, ela não atendeu.

Bati mais uma e depois de alguns segundos ela abriu.

Ela estava de roupão, os cabelos molhados caindo pelo colo e água escorrendo por todo seu corpo.

- Me desculpe! – ela disse corando – Tivemos muito trabalho hoje. – ela sorriu – Acho que vou me atrasar. – ela olhou pro roupão e deu mais um sorriso.

- Tudo bem, também estou atrasado. – também sorri.

- Ah...entre! Vou acabar de tomar banho. – ela voltou pro banheiro.

Aquela imagem de Bella molhada, seu corpo nu tampado por apenas uma camada de tecido me deixou louco.

Porra! Como eu precisava me segurar pra não atacá-la como um animal enlouquecido.

Imaginar que ela estava agora tomando banho não estava me ajudando muito.

Não me levem a mal. Eu a amo demais, mas eu não posso negar que o corpo dela foi feito pra mim e o meu pra ela.

Percebo isso facilmente quando estamos encaixados perfeitamente enquanto nos amamos.

Passei a mão nos cabelos nervosamente.

Meu amigo já estava animado.

E então ela saiu do banheiro secando os cabelos e de roupão novamente.

- Vou me arrumar rapidinho! – ela passou por mim e foi até o guarda-roupa.

- Não precisa ter pressa, a reserva é pras 7. – falei.

Ela pegou o que me pareceu um vestido e me olhou sem graça e corada.

- Será que...er..você... – eu a interrompi.

- Eu vou te esperar no bar. – me levantei e fui em sua direção. – Não precisa ter pressa.

Passei a mão em sua cintura e dei um beijo em sua bochecha.

Ahhh! Como eu queria ficar ali...apertei com um pouco mais de força sua cintura e me afastei saindo do quarto.

Quando cheguei no corredor tive que esperar alguns minutos até minha "animação" acabar.

Desci e fui até o bar. Pedi uma dose de Whisky e a bebi lentamente enquanto esperava Bella descer.

- x –

- Bella POV:

Eu não consegui trabalhar um minuto sequer. Estava uma inútil depois que deixei Edward no início da tarde.

Estava preocupada com ele. Não sabia realmente se ele tinha um quarto de hotel, eu devia ter ao menos oferecido pra que ele ficasse no meu.

Tânia estava uma pilha e pra variar descontava em mim, mas hoje realmente eu não estava ligando, eu estava feliz por ver Edward.

Por conta da minha falta de disposição Tânia até ameaçou retirar a proposta do seu cargo em NY, mas também estava cagando pra isso.

Meu pensamento estava nas 6 horas do dia de hoje.

Olhei o relógio. 5:00 da tarde.

- Esta ansiosa ehn! – ouvi a voz de Anne ao meu lado.

- Estou! – sorri – Tenho compromisso as 6. Será que quando vamos poder ir embora?

- Não sei...ainda temos umas coisas pra fazer. – deu de ombros.

Eu simplesmente não acreditava que iria me atrasar.

Entre escolha de fotos, modelos e figurino para algumas fotos na sexta-feira, eu consegui ir embora quando Anne viu o tamanho da minha aflição e disse que não precisava mais de mim.

6 horas da tarde! MERDA!

Cheguei ao hotel praticamente correndo e entrei direto no banheiro.

No meio do banho bateram na porta. Tinha que atender, porque só podia ser uma pessoa.

Peguei um roupão que estava pendurado ao lado do Box e fui correndo até a porta do jeito que eu estava, ou seja, ensopada.

Abri a porta e era ele. Lindo numa roupa social perfeita. Seu perfume logo me invadiu.

- Me desculpe! – disse sem graça – Tivemos muito trabalho hoje. Acho que vou me atrasar. – olhei pro meu estado e sorri.

- Tudo bem, também estou atrasado. – deu um sorriso torto.

- Ah...entre! Vou acabar de tomar banho. – voltei correndo pro banheiro.

Por um momento pensei em desistir do jantar e ficar por aqui com ele, mas me lembrei que ele já tinha feito as reservas e que eu ainda estava muito confusa com a nossa situação.

- Vou me arrumar rapidinho! – passei por ele apressada e fui em direção ao guarda-roupa.

- Não precisa ter pressa, a reserva é pras 7. – ele disse.

Podia sentir seus olhos queimando minhas costas.

Peguei um vestido básico, mas meio chique que eu tinha trago. Ai pensei, como eu ia fazer pra me arrumar. Não podia ficar nua na frente dele. Só se eu fosse pro banheiro, mas mesmo assim seria esquisito.

- Será que...er..você... – corei tentando dizer se ele podia me esperar em outro lugar.

Mas parece que ele leu meus pensamentos.

- Eu vou te esperar no bar. – ele se levantou e veio até mim. – Não precisa ter pressa.

Segurou a minha cintura de depositou um beijo em minha bochecha, me fazendo corar e meu corpo estremecer.

Sua mão que estava na minha cintura apertou minha pele com força por cima do roupão e por um momento achei que fosse derreter.

Ele se virou e sai do quarto me deixando com as pernas bambas pelo simples fato de ter tocado em mim.

Estava me sentindo uma adolescente no seu primeiro encontro.

Sequei meus cabelos com secador e deixei ele solto.

Fiz uma maquiagem rápida e leve, somente com rimel, gloss, blush e um pouco de corretivo.

Coloquei uma lingerie meia taça rosa, que eu tinha centenas depois que reencontrei Edward. Coloquei também a cinta liga e uma meia calça preta já que lá fora fazia muito frio.

Coloquei o vestido suavemente pra que ele não amassasse e calcei meu par de Louboutin estilo boneca quase da mesma cor do vestido.

Coloquei umas coisas básicas na minha bolsinha Dolce Gabbana com estampa de oncinha, peguei meu sobretudo e o coloquei e em seguida desci.

Eram 6:50. Pelo menos não estava tão atrasada.

Fui direto ao bar e encontrei Edward sentado segurando um copo de Whisky.

- Vamos? – toquei seu ombro.

Ele se virou pra me olhar.

- Está pronta? – ele perguntou se levantando.

- Estou. – sorri.

Ele acenou pro garçom e passou o braço pela minha cintura pra me conduzir pra fora do hotel.

Um táxi já nos esperava do lado de fora.

Minutos depois chegamos a um restaurante luxuosíssimo que eu já tinha ouvido falar enquanto estávamos em Milão.

Edward deu nosso nome a uma mulher na entrada, atrás de um pequeno balcão e ela nos acompanhou até um elevador.

Senti que ele desceu ao invés de subir.

- O restaurante é no subsolo. – Edward cochichou no meu ouvido.

Eu fiz um "ahm" silencioso. Quando saímos do elevador a mulher nos acompanhou até nossa mesa. Era uma das mais reservadas do restaurante.

- Può prendere il tuo cappotto Miss? – a mulher me perguntou.

Me ferrei, eu fugia com todas as forças de falar com os italianos e a mulher veio falar comigo em italiano. Eu devia ter vergonha de não saber falar, já que meus avós maternos era italianos.

Olhei pra Edward buscando uma luz.

- Ela perguntou se pode pegar seu casaco. – ele disse.

Eu o tirei antes de sentar e entreguei a ela.

- Grazie! – pelo menos eu sabia agradecer em italiano.

Edward disse que preferia ficar com o seu.

O garçom veio e nos trouxe o menu.

- Io voglio um spaghetti alla scoglio. – Edward disse um italiano perfeito. – E você Bella? – ele e o garçom olharam pra mim.

Desde quando Edward falava italiano? Percebi que eu não sabia muitas coisas sobre a sua vida.

- Não sei! – falei olhando pro menu. – Acho que vou querer um risotto alla milanese – disse a Edward na intenção dele falar com o garçom. Já tinha comido esse risotto em NY, mas é claro que não chegaria aos pés de um legitimo risotto italiano.

Mas eu acho que o garçom entendeu porque anotava alguma coisa num bloquinho.

- Lei vuole un risotto alla milanese. – Edward disse ao garçom. - Portaci una bottiglia del miglior vino bianco.

O garçom se virou e saiu.

- Uau! Não sabia que você falava italiano. – disse a Edward.

- Falo... – ele corou – Meu pai me obrigou a aprender algumas línguas. – ele sorriu.

O garçom voltou com uma garrafa de vinho e colocou um pouco numa taça pra que Edward experimentasse.

- Perfeto! – Edward disse.

O garçom encheu a taça dele e depois me serviu.

Conversamos sobre muitas coisas. Edward me contou como foi a vida na faculdade e eu também falei sobre a minha. Contamos como conhecemos nossos amigos.

Ele me contou como foi que seu pai conheceu Tânia e como foi o divórcio pra Esme.

Nossa comida chegou e nos continuamos conversando enquanto comíamos.

Eu tinha razão. O risotto de NY não é igual nem no cheiro ao italiano.

Quando terminamos de comer uns 3 pratos diferentes, porque aqui na Itália existe, o primeiro prato, segundo prato...e um monte de pratos depois conseguimos parar de comer.

Edward tomou um café, que eu sabia que ele não recusaria um legítimo café expresso italiano e pediu a conta.

Brigamos porque eu queria dividir com ele, já que foi eu quem o convidou.

Ele não deixou é claro, mas eu consegui ao menos ver quanto deu...4 mil euros.

4 MIL EUROS num restaurante! Puta merda! Dava pra pagar três meses de aluguel juntando com o dinheiro das meninas.

- Você é louco! – disse a Edward enquanto esperávamos o táxi que o maitre pediu pra nós.

- Por quê? – ele ria. Já estávamos meio "altos" depois de uma garrafa e meia de vinho branco.

- 4 mil euros Edward! – também ri – É quase o metade do meu salário!

- Você tem razão! – ele ficou sério – Eu realmente sou louco...mas é por uma pessoa, só que ela não me quer! – ele fez um biquinho.

- Ela é bem burra então – abaixei meus olhos.

Ele desfez o bico e continuou sério.

O Táxi chegou e fomos pro meu hotel, já que ele fez questão de me deixar na porta do quarto.

Eu não queria a noite acabasse, não queria que ele fosse embora.

- Você não quer entrar? – perguntei quando paramos na porta do meu quarto.

- Você quer que eu entre? – ele retrucou.

Eu apenas abri a porta e dei passagem a ele. Ele sorriu e entrou.

- Você conseguiu mesmo um quarto? – perguntei a ele. Queria ter certeza que ele tinha onde ficar.

- Consegui! – ele falou simplesmente.

Não sei por que, mas eu fiquei triste com essa noticia. Talvez pelo fato de não ter a desculpa de convidá-lo pra ficar comigo.

- Quer beber alguma coisa? – perguntei a ele enquanto tirava meu casaco.

- Só se for vinho...ou então não seremos nada amanhã. – ele riu e eu o acompanhei.

Liguei pro serviço de quarto e pedi melhor vinho branco que eles tinham e duas taças.

Alguns minutos depois bateram na porta e eu servi duas taças dando uma a Edward.

- A que vamos brindar? – Edward perguntou.

- Não sei! – eu disse – Podemos brindar sem um motivo, não podemos? – sorri e estendi minha taça.

Ele bateu a sua levemente contra a minha e bebemos.

Eu estava nervosa, não sabia o que fazer...estava me sentindo um bicho acuado.

Continuamos bebendo e conversando coisas sem importância.

Fui até minha bolsa e peguei um cigarro, pra ver se ele conseguia me acalmar.

- Bella? – ele me chamou quando eu me levantei e ia em direção a janela. Me virei e o fitei ainda sentando. – Eu...não sei o que fazer...você está me deixando confuso... – ele agarrou os cabelos. – Não quero te pressionar, jurei pra mim mesmo que não iria te perguntar sobre isso ou se quer tocar no assunto...mas eu preciso saber se você vai me perdoar...eu quero você comigo Bee... – ele finalmente me olhou nos olhos.

- Edward...eu estou tão confusa quanto você...você pediu uma segunda chance e eu dei, mas você mentiu pra mim...eu fui a última a saber Edward... – me virei pra janela – Não tenho garantia nenhuma de que você não vai me enganar pela 3ª vez...- minha voz morreu.

- Bella, sua garantia é a minha palavra... – senti ele se aproximando de mim e me afastei.

Fui até o cinzeiro e apaguei o cigarro.

- Só não quero sofre de novo Edward é isso...que a gente sofra... – disse me sentando.

- E agora você não está sofrendo? Eu não estou sofrendo Bella? – ele voltou e se sentou na minha frente.

Coloquei vinho na minha taça e bebi num gole só. Me segurei pra não fumar outro cigarro.

- Estou Edward...mas assim como passou quando eu tinha 19 anos, agora também passará... – o olhei.

- Você tá certa disso Bella? Eu quero você...muito...só Deus sabe o quanto... – ele disse ainda nos meus olhos – É isso que você quer? Se você me dizer que não me quer eu vou te deixar em paz e vou tentar seguir a minha vida...

Eu não respondi. Não sabia o que responder. Não sabia se queria ficar com ele, mas também não o queria longe.

Ele se ajoelhou no chão e andou de joelhos até parar na minha frente.

Pousou suas mãos na lateral do meu rosto.

- Diz que não me quer Bee...e então eu vou embora! – ele sussurrou.

Seu rosto a poucos centímetros do meu. Senti seu hálito de vinho misturado com café no meu rosto. Puxei todo ar que eu podia pra sentir seu cheiro.

Ele ia me beijar, mas eu virei meu rosto. Ele parou e tirou suas mãos do meu rosto.

- Espero que esteja certa da sua decisão...você sabe onde me encontrar se mudar de ideia. – ele disse se levantando.

E então ouvi a porta bater.

Eu me odiava! Com todas as forças!

Porque eu tinha que estar dividida entre a razão e o coração.

Por quê? Porque que tudo na minha vida eu tinha que fazer ser mais difícil?

Tive vontade de quebrar a garrafa de vinho na minha cabeça de tanta raiva.

Ahhhhhhhh foda-se a razão!

Eu o quero com todo o meu coração e isso é suficiente pra me fazer acreditar nas palavras doces que ele me dizia...e acreditar que ele desistiu de tudo por me amar.

Me levante e sai correndo, mas dessa vez ele não estava no corredor.

Comecei a chorar como uma louca, talvez eu já estivesse bêbada o suficiente pra chorar copiosamente como só os bêbados choram.

Não posso perder ele! – eu repita como um mantra mentalmente.

Apertava o botão freneticamente do elevador, pensando que assim ele chegaria mais rápido.

- Merda! – eu murmurei socando o botão.

Ele finalmente chegou e eu desci.

Mas não encontrei Edward. Nem no saguão, nem no bar ou na calçada.

Porra de táxi que veio rápido.

Era isso, eu estava perdida. Ele foi embora e eu não sabia em que hotel estava. E pra completar amanhã ele voltaria pra NY e eu só voltaria daqui a dois dias.

Comecei a tremer de frio e resolvi entrar.

Subi pro meu quarto e acabei de beber aquela maldita garrafa de vinho sozinha.

Chorei tudo que eu podia, mas a maioria das lágrimas eram de raiva. Raiva de mim mesmo por ser tão burra.

Ele me amava...eu tinha que acreditar nisso.

Pensar nas palavras de ele me disse ontem só me fez ficar ainda mais mal.

Me joguei na cama e enterrei o rosto no travesseiro, quando ajeitei minha cabeça por cima dele, a primeira coisa que eu vi foi meu celular.

Era isso! O celular!

Ele me mandou uma mensagem hoje, isso significa que o celular dele funciona aqui.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem pra ele.

"Você pode voltar? Preciso falar com você! BS"

20 minutos depois nada. Mandei outra.

"Preciso realmente falar com você, mas vou entender se você não quiser. BS"

Meia hora e nada. Mandei outra.

"Eu entendo você não querer me ver. Tudo bem...deixa pra lá. BS"

Minutos de pois e nada.

"Droga Edward, podia ao menos me responder?"

Nada.

Ah merda! Ele queria que eu me humilhasse...então ele conseguiu.

"Me desculpe, eu preciso de você...te amo tanto. Volta?"

Nada! Absolutamente nada!

Olhei a primeira mensagem que eu mandei...1:10 atrás.

Joguei meu celular longe e fui até o frigobar. Nada de álcool pra beber.

Sentei na poltrona...a única coisa que me restava era chorar.

- Edward POV:

Eu sinceramente não conseguia acreditar que Bella não me queria mais.

Ela sabia que ambos estávamos sofrendo, mas ela é muito teimosa.

Será que ela não entendeu meus motivos pra omitir sobre a aposta?

Provavelmente não.

Desci arrasado e peguei um táxi. Fui pro meu hotel.

Mas ao invés de subir pro quarto parei no bar e tomei duas doses de Whisky.

Na verdade eu queria a garrafa, mas o garçom não quis me vender.

Segundo ele eu já estava "un po 'ubriaco". Ou um pouco bêbado no velho e bom inglês.

Depois de quase uma hora naquele bar. Eu resolvi subir.

Ia arrumar minha mala e ir pro aeroporto ver se conseguia adiantar minha passagem de volta a NY.

Pensar em Bella desviando do meu beijo e dizendo que assim como no passado ela também me esqueceria dessa vez acabou comigo.

Não consegui conter as lágrimas e deixei que elas caíssem.

Elas molharam meu rosto até eu ouvir meu celular apitar. Tateei o bolso do meu blazer atrás dele, mas não achei, só o anel estava ali. Eu o tinha esquecido no quarto?

Fui até ele e olhei...5 mensagens. Todas de Bella.

Eu li todas, mas só a última me interessou.

"Me desculpe, eu preciso de você...te amo tanto. Volta?"

Não pensei duas vezes. Me levantei e desci, pegando um táxi logo em seguida.

Quando cheguei à porta do seu quarto meu coração parecia saltar pela boca.

Girei a maçaneta e a porta estava aberta.

A abri lentamente e entrei.

Ela estava sentada em uma das poltronas de costas pra porta, mas de repente ela se virou e me viu.

- Isso é verdade? – perguntei erguendo o celular em uma das mãos.

Ela se levantou e veio até mim. Pegou o celular das minhas mãos e leu o visor. Ela assentiu e mordeu os lábios.

- E pelo que exatamente você está pedindo desculpas? – quis saber.

- Por ser uma idiota...por te amar e fingir que posso superar você de novo...Droga! Eu não posso, não sei como fazer isso...eu te amo tanto. – ela tentava enxugar as lágrimas enquanto olhava nos meus olhos.

- Bee... – a chamei.

- Eu te amo Edward...nunca senti nada parecido com o que eu tenho por você, mas por favor... – ela suspirou – Não me machuque de novo, não sei se eu agüentaria... – sua voz morreu.

Eu abracei seu pequeno corpo com meus braços.

- Eu te prometo Bella...nunca mais vou mentir, omitir ou esconder alguma coisa de você...eu prometo, prometo... – eu falava entre beijo que eu dava na sua face.

- Senti tanto a sua falta. – ela me disse agarrando meus cabelos.

- Eu também meu amor! – a peguei no colo e a coloquei cuidadosamente na cama.

Eu precisava mostrar a ela como eu a amava, como ela é importante pra mim e que eu não quero apenas sexo com ela...

Eu quero seu amor e dar o meu a ela, quero ser carinhoso e mostra isso a ela, venerar seu corpo e enxergar sua alma enquanto ela se entrega a mim.

- Faz amor comigo Edward! – ela pediu deitada na cama enquanto eu tirava meu blazer.

- Faço meu amor...eu faço tudo que você quiser... – me deitei em cima dela com cuidado pra que ela não sentisse o peso do meu corpo e a beijei.

Naquele momento eu estava em casa, estava em paz...em paz com meu amor.

Segurei seu pequeno rosto entre as minhas mãos enquanto a beijava com carinho e as mãos dela desabotoavam minha camisa.

Nossas línguas se tocavam gentilmente, com carinho. Ela tinha gosto de álcool e caramelo na boca.

Eu não gostava que ela fumasse, mas aquele gosto de caramelo me seduzia.

Me levantei e tirei seus delicados sapatos.

Ela se ajoelhou na cama e eu fiz o mesmo chegando mais perto do corpo dela e a beijando novamente.

Ela terminou de tirar minha camisa e abriu minha calça. Eu fiquei em pé e a tirei, ficando só de boxer preta.

Ela ainda estava de joelhos na cama. Segurei a barra do seu vestido e o subi lentamente revelando um conjunto rosa tão suave quanto a sua pele.

- Rosa Bee? – falei mais pra mim – Você sabe como me deixar louco...fica em pé! – pedi.

Eu precisava vê-la com aquele conjunto.

Ela ficou de pé na cama e eu me afastei.

Era um sutiã rosa sem alças, calcinha e cinta liga da mesa cor e uma meia e começava no meio das coxas preta.

- Você é linda! Simplesmente linda! – eu disse beijando sua barriga.

- Edward eu preciso de você! – ela disse puxando meus cabelos com força, mas eu não me movi.

Desabotoei a cinta e tirei sua calcinha, logo depois abotoei de novo.

Queria ela usando apenas aquilo.

Minha mão subiu pela sua perna e encontrou seu sexo, quente e úmido esperando por mim. Introduzi dois dedos ali.

A vi jogar a cabeça pra trás e soltar um gemido de prazer.

- Edward...eu...quero você! – ela sussurrou.

- Você já me tem! – sorri – Deita amor. – pedi.

Ela deitou e eu tirei seu sutiã, ela levantou as costas da cama pra facilitar meu trabalho.

Abocanhei seu seio esquerdo enquanto minha mão a estimulava.

Ela gemia e eu a seguia involuntariamente. Só de dar prazer a ela eu me sentia satisfeito.

É claro que me renderia uma puta de uma dor nos países baixos, mas por ela...valia a pena.

Tirei a boca dos seus seios e ela fez um muxoxo.

Distribui beijos pelas suas costelas, barriga, baixo ventre, até chegar onde eu queria...

- Edward, eu quero você dentro de mim, por favor! – ela pediu.

- Deixa eu te amar Bee. Deixa eu mostrar a você que eu te amo...eu quero seu gosto na minha boca. – dito isso eu passei a língua suavemente no seu sexo e vi seu corpo todo se arrepiar.

Continuei trabalhando freneticamente com a língua e dois dedos dentro dela.

Eu a olhava e tinha a visão do paraíso. Seus olhos estavam fechados, a boca entreaberta, as costas arqueadas e uma de suas mãos agarravam o seio direito com força enquanto a outra segurava a colcha da cama.

Seus gritos e gemidos eram música pros meus ouvidos.

Subi uma de minhas mãos pelo seu corpo e agarrei seu seio livre. Ela tirou a mão que estava na colcha e colocou em cima da minha, fazendo com que eu a apertasse com mais força.

Senti seu corpo todo tremer e então ela se derramou na minha boca.

- Oh Deus...isso foi...Deus!...eu... – ela falava rápido e embolado. – Eu quero de quatro Ed! – ela pediu.

- Bee...eu quero fazer amor com você! – eu disse.

Amor definitivamente não se faz de quatro.

Ela me empurrou e me deitou na cama, passou uma perna por cada lado da minha cintura, mas não se encaixou em mim.

- Mas eu não! – ela disse. Se abaixou e lambeu minha orelha – Eu quero foder com você e não fazer amor. – sussurrou no meu ouvido.

Porra! Quase que eu gozei só de ouvir ela falar assim.

Ok! Talvez ela tenha bebido demais.

- Bella, Bella...não brinca com fogo que você... – ela me cortou.

- Eu a-do-ro amanhecer molhada. – mordeu os lábios.

Me ergui tirando ela do meu colo. Peguei uma camisinha na minha carteira e a joguei com força na cama.

- Você mexeu com a pessoa errada! – sorri pra ela em pé ao lado da cama enquanto colocava a camisinha.

- Não mesmo! Você mexeu com a pessoa errada! – ela se virou e ficou de quatro com a melhor parte virada pra mim.

Oh. Meu. Deus! Eu sempre disse que essa mulher era minha perdição.

Ela estava toda aberta – literalmente – virada pra mim apenas com uma porra de cinta liga rosa e uma meia calça preta.

A penetrei sem dó. Eu estava em pé com os joelhos apoiados na cama e segurava com força sua cintura enquanto ela rebolava em mim, aumentando o atrito entre nossos sexos.

Durante muito tempo o único barulho era os nossos gemidos e o de nossos corpos se chocando com violência.

Não demoramos muito e explodimos juntos...em perfeita sincronia.

Bella caiu na cama e meu corpo exausto foi junto.

- Você é demais! Quase uma máquina! – ela disse jogando o braço por cima da cabeça e segurando meus cabelos.

- Você me deixa assim...fico louco com você! – mordi seu ombro.

Sai de cima dela, tirei a camisinha e deitei na cama.

Estava bêbado, exausto, suado e fedendo a sexo...mas nem o papa me tiraria daquela cama.

Ela se levantou também e se aninhou nos meus braços, como um gato dengoso.

- Acho que você vai pagar a toa pelo quarto! – ela disse desenhando com os dedos na minha barriga.

- Eu também. – ri e nos cobri com um lençol. – Eu te amo Bee! Por favor, não duvide mais disso! – beijei seus cabelos.

- Também te amo Ed! Me desculpe por ser tão infantil! – ela me olhou e eu toquei seus lábios com os meus.

Logo depois senti sua respiração pesada e eu fui deixando a inconsciência me tomar ao lado da mulher da minha vida.

- x -

- Bella POV:

Acordei com as mãos de Edward no meu cabelo.

Abri os olhos e encontrei os seus me olhando com um sorriso torto nos lábios.

- Buon giorno principessa – ele disse com uma voz rouca.

- Sabe, eu já amo você...você não precisa ficar falando italiano pra me seduzir. – brinquei.

Ele sorriu e me beijou.

Olhei o relógio e era 7:30 da manhã.

- Desde quando você acorda cedo? – perguntei a ele.

- Você que me ensinou! – ele sorriu.

- Estou morrendo de fome. – eu disse. Olhei mais uma vez o relógio. – Preciso trabalhar.

- Vai se arrumar enquanto eu peço o café-da-manhã. – ele beijou os meus cabelos e levantou nu da cama.

Desviei os olhos daquela tentação.

Fui pro banheiro pra tomar um banho, mas depois de alguns minutos Edward entrou no chuveiro e nos amamos em baixo da água quente.

Coloquei um roupão e nosso café chegou.

Comi como uma louca esfomeada que eu estava.

Coloquei uma roupa pra ir trabalhar e Edward ficou de me encontrar no local do último desfile.

Ele disse que tinha que cancelar o hotel e transferir sua passagem de avião pra amanhã. Ele queria ir embora junto comigo.

O trabalho foi um saco até Edward chegar. Tive me conter de ciúmes ao ver aquelas modelos lindas e perfeitas babando por ele.

Almoçamos juntos com todos da equipe. Era interessante ver como Edward conseguia se dar bem com qualquer pessoa.

A noite voltamos pro hotel e preferimos jantar no quarto.

- Eu ia enlouquecer sem você! – ele disse com o rosto no vão dos meus seios nus.

Eu estava sentada no seu colo ainda encaixada nele.

- Não vamos mais falar sobre isso Ed! – alisei seus cabelos. – Nós estamos juntos e é isso que importa.

Ele levantou a cabeça e me olhou.

- Por favor, nunca duvide do meu amor por você! – seus olhos verdes pareciam enxergar minha alma.

- Eu prometo! – dei um selinho nos seus lábios.

Ele se remexeu e eu levantei pra que ele saísse de baixo de mim.

- O que foi? – perguntei assustada.

- Eu quero te devolver uma coisa. – ele mexia no bolso da sua calça. Ele voltou e se sentou na cama de frente pra mim. – Isso é seu...e está voltando pra você.

Ele deslizou o anel que ele havia me dava semanas atrás pelo meu anelar direito.

Eu sorri e o beijei.

- Está perfeito aqui! – brinquei olhando o anel no meu dedo.

Ele pegou minha mão direita e beijou o anel.

- Eu te amo Bee! – pegou minha mão esquerda e beijou o anelar dela. – Um dia eu vou colocar um anel aqui também.

E foi com essa promessa que dormimos mais uma noite nos braços um do outro.

No sábado infelizmente tivemos que ir embora. É claro que Edward trocou minha passagem por uma de primeira classe, alegando que precisava de companhia durante o vôo.

Nossos amigos nos esperavam no aeroporto e foi uma festa só.

Eu fui pro meu apartamento e Edward pro seu.

Kate e Alice me fizerameu contar tudo pra elas e eu não omiti nenhum detalhe.

No domingo de manhã a campainha tocou cedo. Fui atender ainda de camisola. Eu e as meninas estávamos nos preparando pra correr no Central Park.

Abri a porta e era Edward.

- Oi. – ele deu um sorriso torto.

- Oi – eu o abracei e beijei seus lábios. – Esta levando a sério a história de acordar cedo. – brinquei saindo da porta pra que ele entrasse.

- Eu nem dormi...como posso ter acordado? – ele perguntou.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntei séria.

- Aconteceu! – ele arregalou os olhos.

- Pelo amor de Deus! O que houve Edward? – já estava assustada.

- Você não estava comigo... – ele me abraçou – Não consigo dormir mais sem você. Acho que você me acostumou mal. – ele cheirava meu pescoço.

- Bom, isso é um problema que podemos resolver. – segurei seus cabelos.

- Por isso que estou aqui. – ele me soltou e segurou meu rosto com as duas mãos. – Vem morar comigo? – ele pediu.

Ahm? Ele era louco? Falta de sono afeta a cabeça?

- Você está brincando, é isso? – ri sem humor.

- Não, não estou! – ele ficou sério – Eu te amo, você me ama...eu não consigo ficar um minuto sem você...diz que aceita, por favor! – ele pediu.

- Edward, não é assim tão fácil... – seu rosto caiu – Eu quero meu amor, mas tem as meninas, eu divido tudo aqui com elas, não posso deixar elas na mão. – pousei minha mão no seu rosto que estava triste.

- Hey! – Kate chamou da porta da cozinha – Nós não somos desculpa ok? A gente se vira! – ela disse sorrindo.

- Desculpa gente, mas deu pra ouvir tudo! – Alice também apareceu – Vai Bella! – ela disse – Quer dizer se você quiser vai...acho que já tenho uma pessoa pra colocar no seu lugar. – ela sorriu e olhou pra Kate.

Eu sabia que ela estava falando de Jasper.

Eu olhei Edward e naqueles enormes olhos verdes tinha esperança.

- Ok! Acho que eu posso ir então! – sorri pra ele.

- Ahhh eu te amo! – ele me pegou no colo e me girou no ar. – Te amo! Te amo!

- x -

- Edward POV:

Eu não podia estar mais feliz de Bella ter aceitado em vir morar comigo.

Eu realmente não tinha conseguido dormir nada de sábado pra domingo. Faltava alguma coisa pra eu ficar em paz...me faltava ela.

Quando acordei eu não tinha duvidas do que devia ser feito.

Eu precisava dela comigo.

Fazer aquela pergunta foi mais fácil do que eu imaginei e quando ela aceitou me senti a pessoa mais sortuda do mundo por ter alguém como ela comigo.

Na terça-feira conseguimos fazer a mudança dela. Tive que pagar uma grana pra empresa fazer a mudança em cima da hora, já que não tínhamos marcado nada com eles.

Era fascinante ver como Bella se sentia em casa na cobertura.

Durante aquela semana ela se acomodou no apartamento e fez algumas mudanças, que por sinal eu adorei. Minha cobertura estava precisando a tempo de um toque feminino que não fosse da minha diarista.

Ela trocou cortinas, comprou alguns lençóis lilás e vermelho, mexeu no banheiro do nosso quarto e também mudou alguns móveis de lugar.

Se eu me importei? De forma alguma.

Aquele apartamento já pertencia a ela.

Era nosso lar.

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