- Bella POV:

Morar com Edward era um sonho. Ele era gentil, educado e o melhor de tudo, organizado. Que é uma qualidade muito difícil de ser encontrada em um homem. Edward era muito perfeccionista então tudo que ele fazia tinha que ser o melhor e em casa não era diferente.

Estávamos morando há 3 meses juntos e não poderia estar dando mais certo.

Algumas pessoas me diziam que estávamos indo rápido demais, afinal pra quem não nos conhecia estávamos namorando há um mês e já morávamos juntos. Eu fazia questão de explicar que eu amava Edward desde a adolescência e ele também me amava e que quando no reencontramos, numa época que um misto de sentimentos como mágoa, raiva e rancor moravam no meu coração, eu reparei que o ódio que eu sentia por ele era o amor antigo acordando de uma forma tão violenta que nós não podíamos dizer não a ele. Eu sabia que Edward se sentia da mesma maneira, ou então, ele não teria desistido de tudo por mim.

No começo fiquei com receio. O apartamento dele era quase o triplo do meu e eu me senti meio perdida ali dentro, mas Edward deixou que eu mexesse em algumas coisas e logo ficou a minha cara. É lógico que fiz uma reforma básica no banheiro – que pra mim é o lugar mais importante da casa.

Nós brigávamos algumas vezes, mas era uma coisa normal como qualquer outro casal.

Edward fez questão de contratar sua diarista, a Abby e agora ela vinha aqui em casa os 5 dias da semana. Lavava e passava roupa, arrumava a casa e de vezes em quando deixava alguma coisa pro jantar. Eu adorava cozinhar pra Edward, então nem sempre ela precisava deixar comida pronta.

Alice e Jasper estavam namorando e morando juntos. Como era de se esperar ele ocupou minha "vaga" no apartamento com elas.

Emmett e Kate eram duas cabeças duras que não admitiam estarem apaixonados, continuavam falando que estavam se "pegando" e que o lance deles era só sexo.

Tânia? Nunca mais tinha visto. Mas escutei boatos pela Vogue, que ela estava fazendo um excelente trabalho na França. Ela podia ser amarga, mas sempre foi uma boa profissional.

Esme e Carlisle voltaram e estavam pensando em se casar de novo. Edward estava super contente com isso. Ele dizia que estava feliz por seu pai voltar a ser "o bom e velho Carlisle", sua felicidade também incluía sua mãe morar em NY, já que Carlisle tinha a empresa e precisava administrá-la.

Rosalie foi mandada embora pelo pai, segundo Carlisle o que ela fez foi contra a Ética profissional e imperdoável, mas logo ficamos sabendo que ela arrumou um emprego na concorrente do próprio pai.

Edward aceitou seu emprego de volta quando seu pai o ofereceu. Carlisle pediu desculpas a Edward e disse que sua intenção nunca foi nos separar e que não sabia ou aceitava as atitudes de Rosalie.

E eu estava feliz porque ele estava feliz.

Meu trabalho na Vogue duplicou. Agora como chefe das edições tudo que era produzido na revista tinha que passar obrigatoriamente pelos meus olhos. Com meu novo cargo dei uma promoção a Alice e Kate, que agora trabalhavam diretamente comigo. E também promovi Anne, ela agora ficava na seção de beleza da revista, seu currículo em jornalismo era muito bom pra ela ser uma simples assistente.

Eu me esforçava ao máximo pra estar naquele cargo, tentava ser simpática com todos e sempre distribuía minha atenção aos meus editores. Eu sinceramente iria me odiar se um dia descobrisse que tinha uma fama como à de Tânia por tratar mal meus funcionários.

Era uma sexta-feira, uma semana antes do natal, e como todas as sexta nos reuníamos no nosso apartamento.

Cheguei em casa antes de Edward. Dispensei Abby e subi pra tomar um banho quente. Coloquei uma roupa confortável e desci indo pra cozinha. Estava muito frio, tinha certeza que logo nevaria.

Eu fiz meu famoso fondue de chocolate. Tínhamos vinho e pedi uma pizza no Domino's pra ninguém precisar cozinhar.

Ouvi a porta ser aberta.

- Bee? – Edward chamou.

- Na cozinha! – gritei.

Ele entrou e me abraçou por trás depositando um beijo no meu pescoço.

- Uhmmm...fondue? - ele disse descendo os beijos pro meu ombro.

Eu mergulhei um morango no chocolate branco e lhe dei na boca.

- Muito bom! – ele assentiu e me largou indo sentar num dos bancos da cozinha.

- Bom? – fiz uma falsa cara de ofendida. – O que aconteceu com...uhmmm...está maravilhoso? Ou...uhmmm uma delícia? – perguntei fazendo um bico.

- Essas palavras não podem ser ditas pra qualquer outra coisa ou pessoa que não seja você. – ele sorriu.

Eu me aproximei dele e passei o dedo sujo de chocolate na sua boca. Ele fechou os olhos e abriu um pouco os lábios.

- Então está perdoado! – sussurrei no seu ouvido.

Quando me virei pra sair ele me puxou e levou meu dedo na sua boca o chupando pra limpar o resto de chocolate.

Aquilo foi...meu Deus! Foi excitante...demais. Meu corpo estremeceu.

Edward ainda tinha poder sobre mim que meu próprio corpo desconhecia.

- Estava sujo! – ele sorriso sedutoramente.

- Aqui também está! – passei minha língua pelos seus lábios, os contornando suavemente.

Podia sentir sua respiração pesada em meu rosto.

- Pronto! Está limpinho! – sorri com malícia.

- Ahhh Bella! Você continua brincando com fogo! – ele fechou os olhos e deu um sorriso torto.

- Já te falei que eu adoro ficar molhada! – mordi os lábios.

Ele se levantou rápido e me pegou no colo. Quando percebi estávamos nos amando em baixo do chuveiro com metade das nossas roupas ainda no corpo.

Quando saímos do banho Edward colocou uma bermuda e um suéter e eu também fui me vestir. Coloquei jeans e um all star. Já que eu estava cheia de frio nos pés. Pensar em frio me fez aumentar a temperatura co aquecedor.

Coloquei o fondue na mesa de centro da sala e Edward foi arrumar a mesa de vidro pra eles jogarem, como sempre faziam as sextas.

Logos nossos amigos chegaram e sentamos a mesa pra comer pizza e founde.

Os meninos jogavam pôquer e eu, Alice e Kate conversávamos animadas sentadas no chão da sala.

Depois de muita conversa, jogos de cartas e algumas taças de vinho todos foram embora.

Edward me ajudou a guardar tudo e secou a louça que havia guardado.

Fomos pro nosso quarto. Eu coloquei um pijama de calça e casaco, ou senão eu congelaria durante a noite.

- O que vamos fazer no natal? – ele quis saber quando me aninhei nos seus braços na nossa cama.

- Não sei. – o olhei – O que você está pensando em fazer? – perguntei.

- Estava pensando em ficar por aqui. – ele falou com cautela. – Você podia chamar seus pais e jantávamos todos juntos aqui. – ele sorriu.

- Amanhã vou falar com eles, ok? – eu disse.

- Tudo bem. – ele beijou meus cabelos – Agora durma, já está tarde.

Ele não precisou dizer duas vezes. Acho que antes dele completar a frase eu já estava sonhando.

- x –

- Edward POV:

Acordei cedo naquele sábado. Um dos hábitos que adquiri na convivência com Bella.

Ela dormia como um anjo. Linda! Estava deitada de barriga pra cima. Uma mão pousada suavemente na barriga e a outra acima da cabeça. Coberta apenas por um fino lençol preto.

Nunca me cansaria de olhá-la dormindo, simplesmente por sua respiração suave ou apenas seus sussurros durante o sono.

Ela era capaz de fazer desejá-la loucamente mesmo dormindo.

Me levantei com cuidado pra não acordá-la e fui pra cozinha. Fiz o meu café e bebi lentamente, sem açúcar, como eu gostava.

Naquele momento parei pra pensar em tudo que vivi nos últimos 4 meses e cheguei a conclusão que eu nunca fui tão feliz em minha vida.

Primeiro? Eu e Bella estávamos juntos e pra mim esse era o mais importante. Eu não tinha dúvidas de que ela era a mulher da minha vida e que eu queria passar o resto dos meus dias com ela. Bella me fez repensar e re-planejar a minha vida. Se me perguntassem a 4 meses atrás se eu sabia o que é o amor eu com certeza diria que não é nada, já que a única garota que eu tinha amado – que por acaso era Bella – tinha me deixado por eu ser um idiota e eu tinha sofrido como louco por causa disso. Eu sofri muito quando Bella me deixou há 5 anos atrás e por conta disso me fechei pra amor, relacionamentos e outras coisas ligadas a isso. Hoje, olhando pra trás, eu me sinto sujo em saber como eu usava e manipulava as mulheres da forma mais nojenta, apenas buscando satisfação sexual. Na maioria das vezes eu tinha, mas no outro dia eu estava vazio e sozinho de novo. Bella, aqueceu meu coração de todas as formas. Hoje me imagino casado com ela, morando numa casa do subúrbio e uma penca de filhos, todos de cabelos e olhos castanhos. Se eu pudesse escolher queria que todos puxassem a beleza de Bella.

Depois vinha a felicidade da minha mãe, que incluía o seu novo casamento com meu pai e a nova vida num Triplex na 5ª avenida. Não que ela ligasse pra isso, mas ela estava feliz por meu pai ter voltado a ser como era antes, humano apenas. Finalmente ele largou aquela máscara fria e amarga que ele manteve firmemente por longos 2 anos.

Eu tinha meu emprego de volta e isso também fazia parte da minha felicidade. Eu trabalhava duro, sem trapaças, apostas e o melhor Rosalie. Desde o dia daquela maldita festa nunca mais a tinha visto. Não desejo mal a ela, mas não a quero na minha vida.

Coloquei um pouco de café em uma caneca e subi.

Sentei na cama e me inclinei sobre Bella.

- Minha Bella! – a chamei – Bee... – fiz um carinho no seu rosto com cuidado pra não assustá-la.

- Humm? – ele sussurrou de olhos fechados.

- Vamos, eu sei que você consegue abrir os olhos. – dei um selinho nos seus lábios.

- Por Deus Edward! Que horas são? – ela perguntou rouca e ainda sem abrir os olhos.

- São 8. – respondi – Não quero que se levante ainda, mas preciso te avisar que vou até o Birch buscar seu machiatto e seu croissant. – eu disse.

Se ela acordasse e não me visse ficaria uma fera. Vai por mim, eu a conheço.

- Já disse que eu te amo? – ele levantou as mãos e coçou meus cabelos ainda sem abrir os olhos.

- Não, hoje não! – sorri e beijei sua bochecha – Durma meu amor! – sussurrei no seu ouvido.

Sua mão caiu em cima da cama e ela voltou pra mesma posição voltando a dormir.

Peguei meu casaco, minha touca e minhas luvas.

Na verdade a ida ao Birch iria me ajudar a disfarçar uma surpresa que eu faria a ela. Eu já tinha certeza do que eu queria e esperava que ela também.

Minha primeira parada seria o Birch pra buscar o café-da-manhã dela, eu sabia que lá eles faziam seu machiatto preferido.

Comprei tudo e entrei de novo no carro.

Meu segundo destino? Antigo apartamento da Bella.

Toquei a campainha umas 4 vezes antes de Alice me atender de roupão e com a cara inchada. Sinal de que eu havia acordado ela.

- Edward? Aconteceu alguma coisa? – ela perguntou assustada.

- Não. – respondi. – Preciso de sua ajuda! – disse.

- Oh entre! – ela me deu passagem. – Vou fazer um café, aceita?

Eu entrei e parei na sala de estar.

- Não obrigado. Acabei de sair do Birch. – sorri.

- Então? No que posso te ajudar? – agora ela sorriu.

- Quero que me ajude a comprar um anel. – disse decidido.

- x -

- Bella POV:

Acordei e não achei Edward. Eu lembrava dele falando alguma coisa sobre o Birch, mas não sabia se eu tinha sonhado ou se ele realmente me disse que iria lá.

Me levante e fui tomar banho, já era 10 da manhã.

Coloquei uma roupa confortável, com uns chinelos brasileiros que Alice me deu e desci pra ver se achava ele no primeiro andar do apartamento, mas também não achei e seu celular estava em cima do aparador.

Fui até a cozinha e vi que ele tinha feito café, mas era muito forte e eu não gostava.

Mexi no armário e peguei uma caixa de cereal e leite na geladeira. Coloquei os dois numa tigela e comecei a comer.

- Porque não me esperou? – ouvi sua voz atrás de mim e dei um pulo de susto.

- Que susto Edward! – reclamei.

- Desculpe! – ele me deu um selinho e começou a tirar as coisas de dentro da sacola do Birch. – Pare de comer isso. Eu trouxe café de verdade. – ele sorriu.

- Obrigada...estou morrendo de fome. – falei bebendo meu machiatto. Que por sinal estava uma delícia.

- Você gosta mesmo disso, não é? – ele perguntou sorrindo torto.

- É o melhor! – eu disse – Experimenta! – o ofereci.

Ele bebeu e sorriu.

- É bom mesmo! – ele se levantou e foi lavar as mãos.

Tomamos café-da-manhã em silêncio. Edward estava estranho, podia dizer que estava bem tenso.

- Aconteceu alguma coisa na rua? – perguntei enquanto ele jogava os descartáveis no lixo.

- Não por quê? – ele me olhou.

- Nada! – ele fez uma careta – É que...você voltou estranho da rua. Sei lá, pode ser impressão minha. – me levantei.

Ele veio até mim e me abraçou.

- É impressão sua Bee... – ele me beijou.

Meu corpo todo se arrepiou enquanto sua língua passeava pela minha boca. Suas mãos me seguravam com força pela cintura e eu já estava tonta sem ar.

- Edward... – o chamei.

- Sim? – ele disse cheio de malícia.

- Porque eu ainda fico assim quando eu estou com você. – eu disse de olhos fechados.

- Assim como Bee? – ele perguntou colando sua testa na minha.

- Uma boba derretida e apaixonada. – eu disse agarrando seus cabelos.

- Você é a minha boba apaixonada e eu sou o seu. – ele me beijou de novo e me pegou no colo.

Mas eu tive que parar, tinha marcado de fazer compras com Alice e Kate.

- Edward eu tenho que sair. – eu disse. Ele tinha a boca no meu pescoço e uma de suas mãos no meu seio.

- Agora? – ele perguntou – Pode se atrasar uma meia hora? – ele me olhou sorrindo torto.

Eu sabia que se começássemos não duraria apenas meia hora.

- Não! – apertei seu nariz. – Eu prometo te compensar a noite! – dei um selinho nele.

- Ahhh pode ter certeza que eu vou cobrar! – ele bateu na minha bunda quando eu me virei pra sair.

Eu realmente ia detestar sair hoje. Não pelas comprar. Eu amo comprar! Qual mulher que não gosta. Mas o problema é o frio que faz em NY, provavelmente eu teria que ir com umas 3 camadas de roupa.

Fui até nosso closet e me vesti. Fiz uma maquiagem leve e prendi meus cabelos num coque ma feito.

Esperava que minha roupa fosse o suficiente pro frio de NY.

- Eu não devia deixar você sair de casa desse jeito! – Edward disse sentado na nossa cama.

- De que jeito? – levantei uma das sobrancelhas.

- Você não faz ideia do quão sexy você é Isabella. – ele sorriu torto.

- Então me diga Edward! – o provoquei.

Ele se levantou e abaixou na minha frente.

- Essa calça, ela está tão colada no seu corpo que mostra suas curvas. – ele foi subindo junto com as mãos alisando minhas coxas. – Esse suéter marca sua cintura e amostra um pedaço do seu colo, que deixaria qualquer um maluco. – ele passou os dedos no vão dos meus seios. Eu já estava molhada, somente com essa brincadeira. – Seu cabelo preso deixa seu pescoço amostra e isso é ...uhm – ele cheirou meu pescoço e deu um beijo molhado logo em seguida.

Ele ia continuar a brincadeira, mas a campainha tocou.

- Eu poderia tirar tudo isso pra você e amostrar o que eu tenho por baixo. – sussurrei no seu ouvido – Mas eu tenho que ir Ed. – mordi a ponta da sua orelha.

- Você é má Isabella. – ele sorriu cheio de malícia.

- Não esquece a minha promessa... – apertei sua ereção – A noite você será compensado. – pisquei pra ele.

- Mal posso esperar! – ele suspirou.

Peguei minha bolsa, as luvas e coloquei meu sobretudo, passando o cachecol por cima dele.

- Eu te amo! – eu disse a ele.

- Eu mais do que você! – com um selinho nos despedimos e eu saí.

Fazer comprar com as meninas era como estar com elas à toa. Fácil e simples. Kate e Alice eram como irmãs pra mim.

Apesar do caminho até a 5ª avenida ser curto fizemos de carro, porque precisávamos de um aquecedor.

Fomos a Victoria Secrets e agent provocateur, Chanel, MAC, Versace, Louis Vuitton e mais umas duzentas depois dessas.

Me agradeci mil vezes por não estar de salto.

Liguei pra Edward e pedi que almoçasse com os meninos, já que eu e as garotas viraríamos o dia nas compras.

Fazia meses que eu não comprava nada – tirando a blusa e a bolsa que eu comprei na Itália. E como o natal estava se aproximando aproveitamos pra comprar presentes e roupas pra usarmos no dia do natal, já que passaríamos a noite juntos.

Pensar nisso me fez lembrar de uma coisa que não poderia ser adiada, avisar meus pais. Eles não gostariam nem um pouco da ideia de eu passar o natal longe deles, mas eu tentaria amenizar com o convite de vir pra NY.

Almoçamos e voltamos às compras.

Eu sei que de loja em loja cheguei em casa na hora do jantar.

- Edward! – chamei assim que abri a porta. – Edward!

Ele não respondeu. Bom, ele deveria estar ainda com os meninos.

Liguei pra um restaurante japonês e pedi Sushi de atum, rolinhos de Califórnia e uma garrafa de saquê.

Subi e fui tomar um banho. Como eu havia prometido uma recompensa a Edward, coloquei uma lingerie rosa totalmente transparente, cinta liga do conjunto da lingerie e meias 3/8 da mesma cor que eu comprei hoje a tarde, junto com um par de Louboutin. Passei meu Love Spell pelo corpo todo, vesti meu hobby longo banco de seda, um pouquinho de sexy e desci pra esperá-lo.

Eu esperava que ele chegasse logo, mas o jantar chegou antes dele e eu com certeza estava corada num tom de carmim quando tive que atender o entregador do jeito que eu estava.

Eu esperei longos minutos antes de comer, mas não consegui esperar mais, eu estava faminta.

- Bella? – Edward me chamou logo depois que eu ouvi o barulho da porta abrindo.

- Está sozinho? – quis saber.

Precisava saber. Porque se ele tivesse com os meninos eu teria que me esconder ou sair correndo pro quarto.

- Estou. – ele riu - Por quê?

- Estou na cozinha! – gritei e me virei pra porta.

- Desculpe a demora, me distrai com os rapazes. – ele disse parado na porta da cozinha.

- Tudo bem! Esta com fome? – perguntei terminando de beber meu saquê.

- Eu comi um monte de porcaria na rua. – ele sorriu sem graça.

- Você sabe que isso não é legal! – falei séria. – Amanhã de manhã vou levar você pra correr com a gente. – eu disse.

Ele fez uma careta, mas não falou nada só pousou a mão na minha coxa, ele deve ter percebido a meia porque logo depois seus olhos caíram pras minhas pernas. Ele subiu mais a mão e deixou minha coxa esquerda amostra, aparecendo a meia e um pedaço da cinta liga.

- Temos comemoração? – ele perguntou e mordeu os lábios.

- Espero que você não tenha esquecido da minha promessa. – eu disse num tom sedutor.

Ele puxou seu banco e se sentou a minha frente.

- Jamais esqueceria. – ele falou rouco colocando a mão na minha nuca e me puxando pra um beijo.

O beijo começou lento, doce e cheio de carinho, mas logo depois virou faminto, urgente e mostrava todo nosso desejo um pelo outro.

Senti sua mão soltar o nó do meu hobby e logo depois ele deslizar pelos meus ombros.

Ele se levantou e me pegou no colo. Passei minhas pernas em volta da sua cintura e as prendi atrás do seu corpo.

Nos beijávamos o tempo todo. Era bom estar assim com Edward, fazendo amor ou apenas o nosso sexo "normal" – diga-se, selvagem. Era inexplicável amar Edward. Ouvir ele chamar meu nome no seu ápice, sentir como nos encaixávamos perfeitamente e como nosso corpo funcionava em sincronia.

Ele nos deitou na cama e se virou pra ficar por baixo de mim.

- Levanta! Deixa eu te ver! – ele disse com uma voz rouca extremamente sexy.

Eu me levantei no colchão ainda de sapatos. Eu tinha uma perna de cada lado do seu corpo.

- Tira a calcinha Bee! – ele pediu.

Eu desabotoei a cinta e tirei a calcinha, abotoando a cinta logo depois. Eu fui tirar o sapato, mas ele me parou.

- Não, por favor! Quero você com eles. – ele pousou a mão no meu pé esquerdo. – Vem cá. – ele pediu.

Eu me ajoelhei na cama ainda com uma perna de cada lado de sua cintura.

Eu estava adorando Edward mandando em mim, aquilo só estava aumentando minha excitação.

Ele me puxou pra que eu me inclinasse sobre ele e soltou meu sutiã. Me suspendeu e abocanhou meu seio com vontade, mordendo e lambendo meus mamilos.

- Oh Edward! – gemi. Aquilo era maravilhoso.

- O que foi Bella? – ele perguntou sedutoramente.

- Adoro quando você faz isso! – eu disse tentando fazer sair coerente.

- Eu também amo! Eles são perfeitos pra mim! – ele me apertava cada vez mais forte.

- Tira a roupa! – eu falei entre gemidos.

Ele se afastou de mim e tirou a roupa fora da cama. Ficando totalmente nu na minha frente.

Mordi os lábios ao ter aquela visão. Tudo aquilo era meu.

Aproveitei que ele estava em pé no chão e a altura seria perfeita pra mim. Me sentei na beirada da cama e comecei a acariciá-lo com as minhas duas mãos.

Minhas mãos comparadas com o membro de Edward eram minúsculas.

Edward fechou os olhos e jogou a cabeça pra trás.

- Olhe pra mim Ed! – eu pedi ainda o alisando – Você vai perder toda a diversão!

Ele na mesma hora abaixou a cabeça e me encarou. Seus olhos transbordavam desejo.

Passei a língua pelos lábios e coloquei todo comprimento dele na minha boca.

Eu subia e descia com a boca enquanto minha língua o massageava e minha mão ajudava no processo de estimulá-lo.

- Deus Bella! Não para...- ele gemeu. – Porra, parece que eu to dentro de você...oh...isso é demais. – eu sentia seu membro pulsando na minha boca, então eu aumentei o ritmo. – Oh Bella...eu não...não vou...agüentar!

E então ele se derramou na minha boca. Aquilo era demais! Saber que eu tinha tanto poder sobre ele apenas com uma mão e minha boca.

- Meu Deus! Você é demais...maravilhosa! – ele me pegou no colo e me beijou com desejo, sem se importar com seu gosto na minha boca.

Ele me segurava com um braço enquanto a outra mão explorava meu corpo.

- Me dê 5 minutos que eu vou te recompensar por isso! – ele sorriu contra os meus lábios.

Eu não ia dizer que não. Eu o queria. Meu sexo estava pulsando e extremamente molhado esperando por ele.

Ficamos nos beijando até eu sentir que ele já estava "animado" de novo.

Ele deitou de costas na cama e eu fiquei por cima dele, ainda nos beijávamos.

- Vem pra mim Bee! – ele puxou minhas coxas e eu fiquei praticamente sentada no seu rosto.

No momento seguinte ele me proporcionou o melhor sexo oral da minha vida. Bom, se eu era maravilhosa nesse quesito, ele também se encaixava perfeitamente nesse perfil.

Inclinei meu corpo pra trás, apoiando minhas mãos na sua barriga.

Ele me lambia, mordia e sugava com uma violência que às vezes até machucava, mas eu não ia reclamar, estava bom demais.

Agarrei um dos meus seios com força enquanto sentia meu corpo tremer num orgasmo violento.

- Fica em pé! – ele pediu – No chão!

Me levantei e fiz o que ele pediu. Ele se levantou num pulo, totalmente duro.

Deus! Como ele conseguia isso? Ele tinha acabado de gozar e já estava duro como uma pedra.

Ele definitivamente era uma máquina. Uma máquina maravilhosa e perfeita de sexo.

Ele parou atrás de mim e empurrou minhas costas pra que eu me inclinasse sobre a cama. Eu me inclinei e empinei meu bumbum pra ele, apenas com as mãos no colchão.

Ele me invadiu sem avisar e começou um vai e vem frenético e louco dentro de mim.

Ficamos o que me pareceu horas naquela brincadeira. Edward era incansável e eu agradecia mentalmente por isso.

Caímos exaustos na cama depois que nosso ápice chegou.

- Eu te amo Bee! – ele disse alisando meu cabelo de frente pra mim.

- Eu também meu amor! – beijei seus lábios.

- Que tal um banho de banheira? – ele perguntou já se levantando.

- Por favor, diga que será só um banho! – pedi.

- Eu prometo! – ele riu.

Eu estava exausta, dolorida e com a respiração ainda descompassada. Também pudera fizemos sexo umas 4 vezes, sem contar o oral.

Como prometido foi apenas um banho. Ficamos bons minutos dentro da banheira até percebermos que já estávamos enrugados como velhos.

Nos deitamos e exaustos como estávamos logo dormimos.

A semana passou voando.

Edward continuava estranho, tenso, parecia que temia por alguma coisa. Algumas vezes eu perguntava o que era, mas ele sempre dizia não ser nada, então eu parei de perguntar, seja lá o que era, ele com certeza não queria me dizer.

Durante a semana recebi um buquê de flores diferente por dia. Segunda foram rosas, Terça orquídeas, Quarta Lírios, Quinta girassóis e na Sexta recebi tulipas.

É claro que quando chegava em casa eu agradecia todo o romantismo e carinho do meu namorado de uma forma bem calorosa.

Graças a Deus o natal esse ano cairia num final de semana.

Meus pais não viriam e é claro que rolou um drama básico, mas eu bati o pé e disse que iria ficar mesmo em NY.

Esme estava organizando nosso jantar que seria realizado na casa dos pais de Edward e depois, segundo Edward, ele me levaria a um lugar especial.

Acordei no sábado dia 24 – véspera de natal e dia do jantar – com a campainha tocando.

Edward dormia como um bebê.

Coloquei meu hobby e desci pra atender. Se fosse qualquer um dos nossos amigos ia ouvir.

Abri a porta, mas vi um arranjo lindo de lírios rosa.

- Entrega para Isabella Swan. – um garoto disse.

- Eu mesmo. – sorri e ele me passou o arranjo.

- Assina aqui, por favor? – ele pediu.

Eu coloquei o arranjo em cima do aparador e assinei o papel em uma pequena prancheta.

- Obrigada! – falamos juntos.

Fechei a porta e peguei o arranjo, subindo em direção ao nosso quarto.

- Você vai me acostumar mal! – sussurrei no seu ouvido.

- Não me importo! – ele disse de olhos fechados – Você merece!

Eu ia me deitar, mas ele me impediu.

- Não senhora, pode se levantar! – ele me empurrou – Você tem compromisso hoje.

- E qual seria? – quis saber.

- Você tem hora no Dorit Baxter. – eu bufei e ele abriu os olhos. – Não reclame...suas amigas também irão. – ele piscou pra mim.

- Você é louco! É um jantar só pra nós. – briguei com ele.

- Mas eu quero você linda! É o nosso primeiro natal Bee, por favor! – ele fez um biquinho, que eu não resisti e beijei.

- Ok, vou me arrumar! – fui pro closet – Hoje também vou de limusine? – falei mais alto pra que ele ouvisse.

- Não! – ele quase gritou – Alice vira te pegar daqui a 10 minutos.

Coloquei uma roupa confortável de frio e assim que sai do closet a campainha tocou.

Eu adorava essas coisas de mulher, mas eu acho que sou a pessoa mais sem paciência do mundo. Então pra mim, ficar em um único lugar indo de um lado pro outro é maçante, por isso, nunca gostei muito de SPA.

Mas por Edward faria esse sacrifício.

- x –

- Edward POV:

Depois que Bella saiu eu me levantei e tomei um banho. Peguei meu carro e fui até o apartamento de Jasper com as meninas.

Depois de tocar a campainha duas vezes ele me atendeu.

- Estava dormindo? – perguntei desnecessariamente. Sua cara já dizia tudo.

- Estava. – ele sorriu e passou a mão nos cabelos.

- Foi mal cara, mas não me agüento de ansiedade. – eu disse entrando na sala – Vim pegar o anel.

Alice estava o guardando pra mim, pra evitar que Bella o achasse.

- Ah claro! – ele bateu a palma da mão na testa – Esqueci cara, vou pegar pra você.

Ele saiu e eu fiquei sozinho na sala, mas foi por pouco tempo.

- Fala irmãozinho! – Emmett descia a escada.

Ele veio até mim e nos cumprimentamos com um soco nas mãos.

- Fala Emm. Dormiu aqui uhn? – o zoei.

- Sabe como é né?...ela pediu...e...e...eu – o cortei.

- Tá tranqüilo Emm, você não precisa me explicar nada! – disse a ele. – Só podia admitir que está amarrado. – brinquei.

- Jamais irmãozinho, jamais. – ele se sentou ao meu lado no sofá.

- Então? Hoje é o grande dia! – ele deu um tapa no meu ombro.

- É, parece que sim! – esfreguei uma mão nas outras – Tô uma pilha cara!

- Cara relaxa, num tem nem chance de ela não aceitar. Bella te ama! – ele disse tentando me confortar.

- Eu sei que ela me ama Emm, mas querer casar comigo é outra coisa. – forcei um sorriso.

- Achei! – Jasper gritou do alto da escada – Alice o tinha escondido tão bem que quase não acho. – nós rimos.

Eu peguei aquela caixinha azul turquesa de sua mão e abri. Olhei aquele anel e toda minha insegurança veio à tona.

E se ela não aceitasse? Eu não estava pronto pra ouvir um não dela, conhecendo Bella nossa relação mudaria e poderia até nos levar a separação. Eu não queria isso. Nós já morávamos juntos, já vivíamos como casados...era normal eu querer oficializar isso não era? Bella mudou minha vida e isso é fato, tão é que Edward Cullen está tendo uma crise de insegurança por causa de uma mulher, a minha mulher, minha Bella.

Não, não, não...eu não podia pensar assim.

Eu estava adiando esse pedido há uma semana e dessa noite não passaria. Não mais.

Fechei a caixinha, me despedi dos meninos e fui pra casa.

Quando cheguei lá coloquei a caixinha juntos com os outros presentes que eu comprei pra ela, mas o anel eu só daria num momento especial.

Não sei como, mas assim que encostei na cama eu apaguei.

- x –

- Bella POV:

Passar por todo processo no Dorit foi até fácil com as meninas ao meu lado. Rimos e conversamos durante toda a tarde e as sessões de beleza.

Fomos levadas praquele mesmo quarto enorme do dia da festa da Tiffany e não sei como minha roupa pra hoje a noite estava lá e eu sabia que tinha dedo de Alice nisso.

Ainda de roupão fomos fazer cabelo e maquiagem.

Meu cabelo ficou solto com alguns cachos largos de babyliss e minha maquiagem era escura, mas bem suave.

Voltamos ao quarto para colocarmos nossas roupas.

Coloquei a lingerie preta e a roupa que havia comprado e planejado pra esse dia. Não sei como, mas Edward mandou tudo que eu precisava.

Era um vestido Valentino estilo casaco vinho, uma bolsa carteira também Valentino na mesma cor, meia calça 3/8 preta bem grossa e minhas botas Louboutin novas.

Saímos de lá todas prontas e fomos pro meu apartamento onde os meninos nos esperavam pra irmos ao jantar de Esme.

Quando chegamos em casa em quase cai pra trás. Edward estava indescritivelmente lindo, todo de Armani e de preto, uma roupa que por sinal quem deu a ele foi eu.

- Uau! Aonde vamos Sr. Armani? – brinquei dando um beijo demorado nos seus lábios.

- Eu que pergunto! – ele disse nos meus lábios. – Não posso deixar você sair assim Bee.

- Bobo! – dei um tapa no seu ombro. – Pessoas, só vou pegar meus presentes e já vamos. – falei com nossos amigos.

Todos me olharam e alguns assentiram com a cabeça.

Subi até o quarto e Edward veio atrás de mim.

- Leve um casaco! – ele disse.

- Porque? Não vamos ficar em casa? – perguntei confusa.

- Depois da meia noite vou te levar a um lugar. – ele sorriu.

- Ok. – fui até o closet e peguei minhas dezenas de sacolas com meus presentes. - Vamos? – perguntei a Edward.

Ele me ajudou com as sacolas e nos dividimos em 2 carros pra ir até a casa de seus pais na 5ª avenida.

Quando chegamos Edward tocou a campainha e Esme nos atendeu, linda como sempre.

- Oi mãe! – Edward deu um beijo na sua bochecha.

- Oi querido! – ela o abraçou. – Entrem, por favor, está muito frio aqui fora. – ela saiu da porta pra que entrássemos.

- Bella, você está cada dia mais linda! – ela disse me abraçando.

- Obrigada Esme, você também está linda. – eu disse.

- Mãe esses são Jasper e Alice, Emmett e Kate, meus amigos e de Bella. – Edward apontou cada um dos nossos amigos abraçado a Esme.

- É um prazer finalmente conhecer vocês, Edward e Bella falam muito de vocês. – Esme disse.

Alice e Rose chegavam estar coradas de vergonha.

- Cadê Carlisle? – Edward perguntou.

- Aqui meu filho! –Carlisle entrou na sala. – Estava trabalhando como sempre. – ele abraçou Edward.

- Querido, por favor! – Esme disse em tom de reprovação. – Hoje é natal!

- Eu sei querida, já acabei, eu juro! – ele deu um selinho nela.

Depois Carlisle cumprimentou nossos amigos. Jasper e Emmett ele já conhecia muito bem e Alice e Kate ele conhecia daquela festa idiota.

Nos sentamos na sala de estar e Esme nos serviu um vinho branco maravilhoso.

Depois de alguns minutos chegou a hora do jantar, nos sentamos numa imensa mesa de jantar e a comida foi servida.

- Estava tudo ótimo Esme. – eu disse quando nos sentamos de volta na sala.

Os meninos conversavam sobre trabalho, provavelmente, e nós estávamos sentadas no sofá conversando animadas.

- Obrigada Bella! – ela disse.

- Vamos trocar presentes hoje? – Esme perguntou.

- É uma boa ideia já que não vamos estar aqui amanhã. – Alice disse.

- Ah querida, não precisavam comprar presente pra todo mundo. – Esme alisou seu joelho.

- Que isso! É um prazer! – Alice sorriu.

Esme se levantou e foi até os garotos sentados na mesa de jantar, que agora estava vazia.

Ela voltou e sentou, logo depois eles vieram todos juntos.

- Presentes não são pra ser dados amanhã? – Carlisle perguntou se sentando ao lado de Esme.

- Sim, querido, mas vamos trocar hoje, por causa das crianças. – ela apontou na nossa direção.

Carlisle e Esme foram os primeiros a entregarem seus presentes. Eles me deram uma agenda Louis Vuitton. Kate me deu um par de argolas de ouro amarelo que eu tinha visto na Tiffany & co, mas nunca comprava. Emmett me deu um estojo de maquiagem MAC. Alice me deu um par de sandálias Jimmy Choo e Jasper me deu uma echarpe Hérmes.

Logo depois de Jasper eu dei meus presentes, fazendo Edward ser o último a entregar os seus.

Dei um vaso de cristal a Esme. Uma caneta banhada a ouro a Carlisle. Pra Emmett eu dei uma jaqueta de couroArmani. Pra Alice dei um pra de botas Jimmy Choo, o que foi muita coincidência. A Kate eu dei um Chanel preto, já que eu estava devendo um a ela e pra Jasper dei um perfume V de Valentino.

- E o último, mas não menos importante.. – eu brinquei – É do meu amor.

Entreguei a Edward meu presente. Dei a ele um relógio Armani que eu sabia que ele estava querendo.

- Como você sabia que eu o queria? – ele perguntou incrédulo.

- Um passarinho me contou. – olhei pra Jasper e nós rimos juntos.

- Certo! – ele me beijou – Agora eu vou entregar os meus presentes.

Ele deu primeiro a sua mãe, se pai, a Jasper, depois Emmett, Kate, Alice e assim como eu fiz com ele, me deixou por último.

- Esse é o seu! – ele me estendeu uma sacola da Tiffany & co.

- Edward... – repreendi.

- Abra e aceitei! – ele beijou minha testa.

Eu abri a sacola e tinha duas caixas azul turquesa e um saquinho de veludo da mesma cor.

Era um colar, um relógio e um bracelete que combinava perfeitamente com meu anel de compromisso.

Eu li o que estava escrito no colar.

"Deixe-me mostrar todas as maneiras que eu amo você"

- É lindo Edward! – o olhei com os olhos marejados. – Põe! – dei o colar a ele e segurei o cabelo pra ele ter livre acesso.

Depois que ele abotoou, eu coloquei o colar por dentro do vestido e o abracei.

- Feliz Natal! – ele sussurrou no meu ouvido.

- Feliz natal! – dei um beijo demorado nele. – Depois quero saber todas essas maneiras. – mordi meus lábios.

- Eu vou te dizer, uma a uma. – ele me abraçou mais forte.

Depois ele colocou o relógio no meu pulso esquerdo, o bracelete no direito e beijou meu anel no dedo direito.

Ficamos conversando animadamente na frente da lareira e a base de um bom vinho.

- Vamos? – Edward perguntou se aproximando por trás de mim no sofá.

- Vamos...só gostaria de saber pra onde. – revirei os olhos. – Está frio lá fora Edward! – fiz pirraça como uma criança.

- Eu sei meu amor, mas eu preciso fazer isso hoje, ok? Me ajuda? – ele fez aquele beicinho que ele faz quando quer ser persuasivo.

- Tá bom! – me levantei e fui me despedir de todos.

Alice, Jasper, Kate e Emmett também resolveram ir embora. Já eram quase 2 da manhã.

Peguei meu sobretudo e saímos.

Eles foram no carro de Emmett e nós fomos no volvo de Edward. Andamos uns 3 quarteirões e ele parou.

- Chegamos? – perguntei.

- Quase. – ele deu a volta e abriu a porta do carro pra mim.

Andamos alguns metros e percebi onde ele estava me levando, ao Rockefeller Center.

- Uau! Isso é lindo! – eu disse encantada. – Nunca tinha vindo aqui no natal.

- Viu! – ele beijou a ponta do meu nariz – Eu sabia que você ia gostar.

- Podemos patinar? – perguntei dando uns pulinhos como os de Alice.

- Não está com frio? – ele riu.

- Um pouco, mas acho que nunca patinei...por favor! – fiz um bico.

- Tudo bem, mas você parece uma criança pedindo assim! – ele riu mais ainda.

Fomos até o rinque e alugamos uns patins.

Como em tudo que ele fazia, Edward era um excelente patinador. Ele me conduzia pelo rinque com graça, já que eu não fazia a mínima ideia de como patinar.

- Você já teve aqui antes? – perguntei enquanto tirávamos os patins.

- Sim, mas..era...foi...com... – o cortei.

- Não precisa falar amor, já entendi. – beijei sua bochecha.

Eu entendi que ele estava sem graça de provavelmente me dizer que esteve ali com outra mulher. Isso não me incomodava, o que me importava com Edward era o presente e o futuro, o nosso passado estava enterrado e jogado pra trás.

- Vamos sentar ali. – ele apontou um dos bancos.

O Rockefeller parecia uma grande praça e era rodeado por enormes arranha-céus, mas pelo horário estava quase vazio.

Nos sentamos e Edward ficou tenso.

- Edward, o que está acontecendo? – eu quis saber – Você está estranho desde sábado passado, está tenso, nervoso...eu quero te ajudar meu amor. – fiz um carinho no seu rosto.

- Eu preciso te dizer uma coisa Bella. – ele me olhou nos olhos.

E aquilo me assustou, um milhão de coisas passaram pela minha cabeça, mas a pior foi "ele vai me deixar". Só de pensar meus olhos encheram de lágrimas.

- Por favor, diga logo. – fechei meus olhos me preparando psicologicamente pra ouvir aquelas palavras dolorosas.

- Casa comigo? – ele perguntou.

- x –

- Edward POV:

- Não está ficando meio tarde não Edward? – Jasper me perguntou, me lembrando da hora e dos meus planos.

- Cara eu to muito nervoso, nem sei se vou fazer isso hoje. – eu disse esfregando uma mão na outra nervosamente.

- Claro que vai! – ele disse – Vai chamá-la, já são uma e pouca da manhã. Nós também vamos embora. – ele disse saindo de perto de mim.

Fui até Bella, a chamei e nos despedimos de todos.

- Lembre-se de dizer a ela o que você sente. – minha mãe sussurrou no meu ouvido enquanto nos abraçávamos – Seja sincero. – ela pousou a mão no meu coração.

- Obrigada mãe! – beijei sua testa. – Cuide bem dela. – abracei meu pai.

Entramos no carro e fomos em direção ao Rockefeller. Ele ficava na 5ª avenida, mas a entrada era pela 6º avenida, então preferi ir de carro já que estava muito frio.

Ela quis patinar, coisa que eu não esperava fazer, mas se ela quis...nós fomos.

Fiquei congelado quando ela perguntou se eu já havia estado ali. Claro que eu já tinha ido e levado junto uma penca de mulheres diferentes, mas eu não diria isso a ela.

O Rockefeller estava vazio, acredito que pelo horário, já que a maioria dos seus freqüentadores era crianças e suas famílias.

Indiquei um banco pra que nos sentássemos e eu esperava criar coragem pra dizer a ela o que eu queria.

- Edward, o que está acontecendo? – ela perguntou séria – Você está estranho desde sábado passado, está tenso, nervoso...eu quero te ajudar meu amor. – ela me fez um carinho.

- Eu preciso te dizer uma coisa Bella. – falei com a voz meio tremula.

- Por favor, diga logo. – ela fechou os olhos e parecia meio triste, talvez preocupada.

Era agora. Tinha que ser agora.

Por favor, diga sim! – eu repetia mentalmente. – Por favor, eu amo você, diga sim!

- Casa comigo? – disse logo de uma vez.

Ela abriu os olhos e os arregalou em seguida.

Ela estava brava?

Porra! Estraguei tudo...ela vai terminar comigo...merda!

Porque ela não falava nada?

Passei a mão pelos cabelos nervosamente, minha vontade era arrancá-los.

Lembrei das palavras da minha mãe: "diga o que você esta sentindo, seja sincero!"

Resolvi quebrar o silêncio.

- Bella, eu amo você! Sempre amei e sempre vou amar. – puxei o ar junto com a coragem – Você mudou a minha vida, deu um giro de 360 nela e foi pra melhor, muito melhor. Não posso mais me imaginar sem você, nem um minuto sequer. Sei que já moramos juntos, mas eu quero me casar com você, quero ver você linda de branco enquanto eu te espero, como o bobo apaixonado que eu sou, no altar. Quero ter filhos com você, 3 no mínimo. – sorri – Quero te apresentar como minha esposa e me encher de orgulho quando eu falar "sim, ela é a Sra. Cullen"...eu quero me casar com você Bella e...e... – ela colocou o indicador na minha boca.

- Pára Edward! – ela pediu.

Pronto! Estraguei tudo!

Logo meus olhos estavam cheios de lágrimas e eu não consegui segurá-la.

- Porque você está chorando? – ela perguntou segurando meu rosto.

- Porque eu estraguei tudo. – disse derrotado – Porque você não quer casar comigo e talvez agora vamos terminar e você vai sair de casa, me deixar sozinho e eu não posso viver sem você porque... – saiu tudo numa palavra só, mas antes de eu ficar sem fôlego com as palavras ela me beijou.

Um beijo doce, carinhoso como só ela sabia me dar.

Ali eu estava em casa. Ela podia não querer se casar comigo, desde que ela ficasse comigo eu estava feliz.

Ela soltou meus lábios e me olhou nos olhos.

- Eu quero me casar com você seu bobo! – ela me deu mais um beijo – Só não esperava que você fosse me pedir. – ela sorriu.

- Jura? – perguntei animado – Porque se você aceitar eu serei o homem mais feliz do mundo. – a beijei.

- É tudo que eu mais quero, meu amor! – ela fez um carinho nos meus cabelos.

Eu me ergui e tirei a caixinha do meu bolso.

- Um dia eu jurei que colocaria um anel nesse dedo também. – peguei sua mão esquerda. – E hoje eu vou cumprir minha promessa.

Abri a caixinha e ela pegou o anel.

- Ah Edward! É lindo! – ela levou as mãos na boca numa expressão de espanto.

Eu sabia que ela devia estar pensando no preço do anel.

Peguei o anel de suas mãos e segurei sua mão esquerda.

- Isabella Marie Swan...você aceita se casar comigo e continuar me fazendo o homem mais feliz do mundo? – perguntei a ela.

Eu sei, é meio clichê, mas eu já disse que eu sou um bobo apaixonado, não é? Nunca pensei que eu fosse romântico.

- Eu aceito! – deslizei o anel no seu anelar esquerdo e dei um beijo nele.

- Eu te amo! – disse a ela.

- Não mais do que eu. – ela se aproximou e me deu um beijo apaixonado, que logo ficou urgente e animado demais pra ser dado em público.

- O que acha de fazermos amor pela primeira vez? – perguntei e ela.

- Primeira vez? – ela perguntou confusa.

- Sim, eu ainda não fiz amor com a minha noiva. – sorri.

- Eu acho uma boa ideia amar loucamente meu noivo. – ela mordeu os lábios.

Me levantei e peguei ela no colo. Em poucos minutos estávamos no nosso apartamento tirando muitas camadas de roupa e nos amando na nossa cama, como noivos pela primeira vez.

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